Entre flores
—Espera, espera. —Severus parou o beijo colocando as mãos sobre o peito de Neville para apartá-lo. — Isso não é correto. —A nuvem de luxuria na que Neville se encontrava lhe impedia entender do todo as palavras de Severus. — Para valer, não podemos fazer isto. Você é… —Severus se pôs de pé e Neville fechou os olhos e se deixou cair na cama. — Sinto muito, Neville. Bebi a mais e a conversa que tive com Potter também não ajudou muito.
Neville temia-lhe. Desde que o beijo tinha começado, desde as miradas estranhas.
—Severus…
Levantou-se e tentou acercar-se, mas o professor deu um passo firme para trás.
—Sinto muito. Para valer que o sinto. Não acho que seja adequado que fique aqui.
Severus tomou sua varinha e saiu da habitação para completa decepção de Neville, que se deixou cair de novo na cama e se esfregou o rosto com desespero. E assim se perdia uma das melhores amizades que tinha tido no mundo.
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Draco retorcia-se na cama enquanto abraçava ao corpo de Harry que a sua vez lhe investia deliciosamente profundo. Gemeu mais forte quando Potter lhe mordeu o pescoço. As pernas de Draco ajustaram-se mais ao quadril de Harry, que estava imparável. Draco deixou-se beijar, lamber, morder… com os olhos fechados e o desejo de correr-se. Fazer justo quando Potter grunhiu seu nome antes de beija-lo profundamente e terminar nele com um gemido quase agonizante.
Após acabar, Potter não se moveu senão que ficou uns segundos em cima de Draco lhe fazendo mimos para deleite culposo de Draco Malfoy.
—Estou a começar a pensar que é um íncubo. —Harry riu e se desenredou de Draco para levar-lhe em um abraço apertado.
—Não, não o sou. Mas devo admitir que contigo me passou algo que não me imaginava que passaria. Encanta-me ver-te cheio de mim e por mim. —Draco sorriu para si, gostava de pensar que tinha a Potter. — Acho que hoje farei guarda com Neville. —Draco levantou-se um pouco para olhar a Harry. — Que?
—Não me quer arrastar a esse inferno? —perguntou. Harry lhe beijou.
—Sei que odeia estar no meio do frio de modo que hoje poderá te ficar em casa, quente e sem problemas. Talvez possa me fazer a comida. —Harry não pôde evitar rir pela cara que pôs Draco. — É broma, mas sim que quero te deixar em casa por um dia.
—Perfeito. Já quero ter o maldito plano para entrar a por a gema. Estamos tão perto… —Harry assentiu. — Deve de existir uma forma de entrar sem que nos lastimem.
—Nunca temi por nós, Draco. Temo que nós causemos dano. Não há nada pior que um idiota com iniciativa e nós não sabemos nada do cuidado de pacientes psiquiátricos. Ainda que asseguro-te que cedo teremos a joia em nossas mãos.
—Sabe? Nunca tem deixado de ser um gatinho. Dou-me conta de que apesar do mau que todo mundo te crê segue protegendo aos mais débeis e tenta fazer o correto. Não sei como seus amigos não o notaram. —Harry lhe beijou suavemente o ombro.
—Talvez não querem o notar. Em ocasiões as pessoas decidem ver só o que desejam ver.
Draco lhe beijou profundamente.
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Neville tinha acompanhando a Harry em uma semana e tinha-lhe proposto um plano nada mau. Entrariam como pessoal de limpeza e poderiam procurar por todos lados sem ter contato próximo com os pacientes. Simples. E a Harry não se lhe tinha ocorrido, talvez porque estava demasiado ocupado desviando a mirada para o cu de Draco. Harry olhou a Neville, que estava muito sério, algo completamente incomum.
—Está bem? —Neville saiu de seu estupor e olhou-lhe.
—Sim, claro, claro. —Harry levantou uma sobrancelha e Neville se corou levemente. — Então entramos manhã? —Harry assentiu.
—Que passou, Neville? E não me diga que nada porque não sou idiota. Juro-te que conheço essa cara. —Neville olhou para a neve e começou a falar.
—Severus e eu nos beijamos e pensei que íamos chegar a mais, mas ele praticamente me arrojou da cama. Nem sequer dormiu na mesma habitação que eu. —Neville negou. — Lamento-o por nossa amizade. Sei que não sou um tipo atraente e o entendo, mas para valer queria que nossa amizade se salvasse após o beijo.
—Quem te disse que não é atraente? —Neville olhou-o como se tivesse dito uma má broma. — Não é um super modelo, mas definitivamente tem o seu. —Harry riu. — Vamos, está a pensar muito mau de ti, como sempre. Pode conquistar ao professor. —Neville se corou ainda mais. — É o que quer não? Olha, é mais jovem, o quer e vocês podem chegar a se entender. Tem uma alma velha com um corpo jovem. Seguro que ele desfrutá-lo-ia bastante e você mais.
—Fode a Draco está a fazer-te igual de descarado que ele. —Harry encolheu-se de ombros. — Sei que não lhe interesso…
—Como o sabe? Se te beijou não foi porque lhe desagradara. É só que, ainda que não o creia, é um Slytherin com valores profundos. Não quer pensar que abusa de ti, não quer arruinar as coisas contigo, não quer lastimar-te porque também não sabe que pode te oferecer. Têm sido anos sem deixar que ninguém entre a sua vida. Para ele é difícil. —Para mim também, pensou Harry.
—Não quero mais do que me possa oferecer. —Harry acercou-se a Neville colocou-lhe as mãos sobre os ombros.
—Muito nobre de sua parte, mas pensa em ti, no que está disposto a suportar, no que quer, pensa em se Severus te pode dar e, se é assim, então vá por ele. Só assim valerá a pena. Põe as cartas sobre a mesa para si mesmo e depois toma uma decisão. —Neville suspirou.
—Sei que pode estar muito machucado e imagino o que me pode oferecer e o aceito. Em sério que o faço…
—Então?
—Não sei como o seduzir, Harry. Eu não sou Draco, não penso em fazer essas coisas, não sou subtil nem nada pelo estilo. Sou um homem tosco que não sabe fazer essas coisas.
—Pois segue sendo esse homem tosco, seja você mesmo e seguro que cai.
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Severus olhou com desinteresse o livro que tinha nas mãos. Estava decidido, tinha que falar com Neville, as coisas não podiam seguir igual. Era horrível ter que ver pelas manhãs fugindo dele à hora do café da manhã e depois do jantar. Além de ir-se todo o dia com Potter a fazer a ditosa guarda. Severus não era tonto, sabia o motivo de tudo isso e não podia permitir que Neville seguisse nessa linha. O beijo tinha sido lisonjeador e Severus não estava enojado; tinha que lhe dizer. No entanto não foi necessário procurar a Neville para falar. Essa manhã, como era o antigo costume, Neville chegou à cozinha da casa com o semblante relaxado.
—Severus. —disse-lhe Neville a modo de saúdo. Severus só pôde dar um leve assentimento. — Esta noite entramos ao hospital. —seguiu para surpresa de Severus. — Não se lhe tinha ocorrido que podíamos entrar como pessoal de limpeza. Imagino que Draco lhe distrai muito.
Neville riu e negou com a cabeça. Severus quase saltou de seu assento ao notar o que Neville estava por fazer. Ia preparar o café da manhã.
Severus não sabia se se encontrar aliviado ou preocupado. Neville estava a atuar como se nada tivesse passado. Essa manhã era como uma manhã típica de antes do beijo, com Neville lhe fazendo conversa. Se Severus era honesto devia admitir que para valer estranhava essas conversas. Seguir lhe a conversa a Longbottom era singelo, Neville praticamente fazia todo o trabalho e Severus só tinha que escutar e rir. Porque Neville tinha um sentido do humor um pouquinho ácido e sarcástico, sobretudo quando se tratava de Harry e Draco.
Se ia um pouco para além também devia admitir que estranhava os cafés da manhã de Longbottom. Notava-se o muito que gostava de cozinhar. Severus não entendia como às elfinas nada lhes saía como a Neville, mas era verdadeiro. Assim de inútil como Longbottom era para as poções, era um maestro à hora de realizar o café da manhã perfeito.
Ainda que Severus convencia-se com um argumento mais valido e menos meloso: precisava arranjar as coisas com Neville pelo bem da missão. Um grupo unido era um grupo forte. Nada tinham que ver o café da manhã, a companhia, o café e os risos dissimuladas pelas bromas para Potter e Draco. Se passava bem com Neville era secundário às missões, não era o realmente importante… Ou pelo menos isso era o que Severus se empenhava em pensar.
—Amo. —A elfina apareceu mortificada quando viu a Neville cozinhando. — Você não deve…
—Não se preocupe. Vê a estufa e traz umas framboesas frescas, faz favor.
A elfina desapareceu no ato. Severus ainda se perguntava como se mantinha esse lugar. A magia que lhes movia de uma localização em outra fazia quase impossível conservar plantas vivas e o jardim pouco a pouco tinha morrido. No entanto a horta e a estufa de Neville mantinham-se intactos.
—Sigo perguntando-me como é que se mantêm esses lugares no meio de tanta magia. —Neville girou-se para olhar-lhe.
—Com mais magia.
Neville serviu-se café e sentou-se em um cadeira da barra em frente a Severus, quem de repente notou que Neville era um pouco mais alto que ele. Tinha crescido? Severus tinha encolhido? Por que demônios Longbottom tinha três botões da camisa desabotoados? Severus estava a voltar-se louco.
—Uso parte de minha magia para manter esses lugares, estou a protegê-los do ambiente nocivo. —continuou Neville. Depois deu-lhe um longo gole ao café e pôs esse tonto sorriso de perdão, sei que faço mau, mas não o posso evitar. — Anda, pode burlar-te de mim por ter investida parte de minha magia em salvar dois lugares totalmente inúteis.
—Não os são tanto se tem estado sacando de ali os ingredientes para nos alimentar.
Neville sorriu palmeando as mãos de Severus e levantou-se ao ver à elfina chegar com o que lhe tinha pedido. Severus olhou a Neville enquanto começava preparar o café da manhã. Estava concentrado e tranquilo, dava ordens, mantinha-se sereno. Talvez se tivesse usado isso no salão de poções teria ganhado o respeito a mais de um. Ainda que Severus fazia um pouco de armadilha porque já conhecia o potencial de Neville e sabia tudo o que se escondiam nessa caixa cheia de surpresas. Severus regressou a sua leitura decidido a esquecer os pontos a favor de Neville. As coisas eram como eram e ele não tinha ânimos de mudar.
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Ron, Neville e Harry acercaram-se lentamente ao hospital justo quando o turno estava a mudar. Já sem a luz do sol o lugar se via bastante tenebroso e Harry se podia imaginar por que a gema tinha caído ali.
—De novo —começou Ron levantando a varinha contra o pessoal de limpeza desmaiando aos três homens. —, por que nós e não eles? —Ron levitou o corpo de um dos homens e lhe tirou a roupa para lhe pôr.
—Porque somos os únicos que não levantariam suspeitas. Imagina-te a Draco fazendo isso? —Neville apanhou uma das vassouras e a papeleira. — Ou Hermione analisando a cada uma das possíveis doenças enquanto recolhe o lixo…
—Ou a Severus Snape com seu catarro olhando com desdém à cada médico do hospital. —Harry cotovelou a Neville molestando lhe. — Andem, deixemos isto, que as horas se perdem e temos que encontrar a gema o mais rápido possível.
Tinham roubado um mapa para não se perder e Ron entrou o primeiro no hospital assim que lhes deram suas zonas a procurar. Foi até as habitações com um dos guardas. Eram os lugares mais prováveis, mas não sentia nada. As pessoas dentro do hospital tinham todo o tipo de condição; alguns só estavam ali por depressões. Quando lhe tocou ir à zona de máxima segurança se decepcionou um pouco pois também não podia sentir a presença de nenhuma gema.
Harry foi às salas de terapias. Era evidente que ali não encontraria nada, tudo estava demasiado ordenado e as próprias habitações pareciam estar cheias de energia positiva. Decidiu deambular pelo lugar, procurando pistas, tentando que a pedra da ressurreição se alumiasse.
Neville tinha sido enviado à cozinha e considerava-se fora do jogo; era evidente que a gema não estaria na cozinha. Fez seus labores como se nada até que de repente viu uma porta ao final do corredor que dava à cozinha e algo fez que se lhe arrepiasse a pele. Caminhou pelo escuro corredor e tentou abrir a porta, mas estava atascada. Volteou para o corredor em procura de alguma câmara e ao não encontrar nada apanhou sua varinha e abriu a porta. Deu um passo e quase caiu-se de modo que murmurou um lumus. Caminhou por um corredor estreito e sumamente escuro ao final do qual tinha uma porta de ferro já oxidado pelo passo o tempo. Neville nem sequer tentou abri-la manualmente, usou sua varinha e a porta rangeu ao abrir-se. Neville caminhou com cautela. Sentia o ambiente mais pesado e a escuridão começava a fazer-se espessa. Vislumbrou um montão de instrumentos que não conhecia. Sabia que a gente tinha sofrido nesse lugar. Não lhe ficava mais que abrir os olhos e olhar com atenção na cada rincão desse horrível lugar.
Entre a penumbra atingiu a distinguir uma figura, a estátua de uma mulher incrustada na parede. Notou que algo brilhava em seu peito. Acercou-se e quase sorriu ao reconhecer a gema. Tinha um mau pressentimento, mas não podia fazer mais que a apanhar. Tomou a gema e, por um segundo, não passou nada. Foi quando deu um passo atrás quando a estátua começou a se mover.
Neville correu para a porta e encontrou-a atascada. Usou sua varinha para pulverizar a estátua e abrir a porta. No entanto, ao destruir a estátua libertou uma assustadora figura fantasmagórica que lhe seguiu pelo corredor. Pensou que ia sair ileso, mas antes de abrir a última porta sentiu como se uma afiada lâmina lhe lacerara a pele. Girou a cabeça e viu a figura da mulher sobre seu ombro, sorrindo-lhe terrificamente. Neville atingiu a empurrar a porta e saiu arrastando pelo corredor até a cozinha. Notava seu sangue quente empapando a camisa e o uniforme. Como pôde, se recargou na parede.
—Expecto patronum. —O urso apareceu. — Avisa a Harry. Vamos…
Neville viu ao urso marchar-se e fechou os olhos. Só esperava que o encontrassem dantes de que fosse demasiado tarde.
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Harry estava aborrecido e Ron não ajudava se queixando por tudo. Só queria encontrar a Neville e se marchar. Estava a planear em voltar ao dia seguinte para seguir procurando, mas assim que viu o urso de Neville soube que não teria necessidade de regressar.
—A cozinha —disse a voz de Neville. Harry e Ron saíram correndo por trás do urso.
Encontraram a Neville no corredor com a roupa ensanguentada. Harry correu para ele e o moveu. Respirou tranquilo quando o viu consciente.
—Tenho-a. —Neville mostrou-lhe a gema. — Mas acho que não saí bem parado. —Neville não se atreveu a olhar sua ferida porque estava seguro de que não era um espetáculo agradável.
—Temos que o sacar de aqui. —Ron tentou movê-lo mas Neville queixou-se demasiado. — Harry… —Ron podia notar como a mirada de Harry se perdia, era como se estivesse a milhares de quilómetros, lutando com um de seus demónios. — Ey! —Ron deu-lhe uma bofetada. — Está aqui? Neville precisa-nos! Não podemos o deixar aqui, tememos que começar a atuar. —Harry assentiu.
—Vamo-nos. Temos que chegar a casa. Aparecer-nos-ei… —Ron apanhou-lhe fortemente o antebraço.
—Está seguro? Neville não aguentará se algo sai mau. —Harry assentiu. — Bem…
Harry apanhou a mão a Neville por um lado e a Ron pelo outro e depois os três desapareceram. Caíram no jardim da casa de Neville. Harry levitou o corpo de seu amigo, empurrou a porta e levou-o para o comedor. Não tinha deixado de sangrar…
—Que tem passado? —Severus chegou desde a planta alta acompanhado de Draco e Hermione.
—Neville… —respondeu Harry. A pouca cor do rosto de Severus desapareceu. Draco empurrou a Hermione para correr para o comedor.
—Severus, está a perder muito sangue. Temos que fazer algo. —disse Draco.
O professor mudou seu rosto ao ver o estado de seu ex aluno. Descartou o horroroso uniforme e a camisa de Neville. A ferida era profunda, de uns trinta centímetros e a quilómetros gritava magia negra. Severus contraiu o rosto e começou a mover sua varinha. A ferida fechou-se para alívio de todos menos o de Severus, que não tirava a vista da pele maltratada. Aos poucos segundos a pele começou a rasgar-se de novo e a ferida abriu-se. Severus golpeou violentamente a madeira da mesa.
—Que passa? —Draco olhava com horror as gotas de sangue que começavam brotar. — Por que se abriu de novo?
—É uma magia negra muito poderosa. —Severus olhou para a estufa. — Precisamos uma planta em específico que….
—Conhece-a? Onde a podemos conseguir? —Severus olhou a Harry como se fosse um tonto.
—Claro que a conheço e evidentemente sei onde está, mas não tão singelo como ir e a tomar. Só quem a plantou pode a apanhar e a pessoa que a plantou é a mesma que a precisa.
Harry olhou o estado de Neville. Não tinha forma em que pudesse acordar. Engoliu-se o forte nodo na garganta esperando o pior.
Severus não se resignou, saiu da casa e cruzou o jardim para a estufa. A planta carmesim era a única que podia salvar a Neville; suas pétalas curavam qualquer dano sofrido por uma maldição escura. Era complicada de conseguir. Só uma pessoa valorosa e de bons sentimentos podia conseguir que a prata nascesse e para que tivesse seu efeito completo essa pessoa tinha que lhe dedicar muito tempo a seu cuidado. As pétalas eram o signo do carinho da planta por seu dono e só ele podia fazer uso deles desde que seus motivos fossem tão justos como o mesmo dono.
Severus viu a formosa planta com as pétalas vermelhas quase tão brilhantes como o sangue que estava a perder Neville. Ele entendia muito pouco do cultivo das plantas. Podia fazer as poções, mas o cuidado das plantas deixava-lhe aos experientes.
—Não sei se me entendas… —Se sentia ridículo falando a uma planta no entanto tinha o tentar antes do perder. — Está a morrer-se… Precisa-te. Sei que não te plantei, sei que não te cuidei com devoção, mas te preciso para ele. —A caprichosa planta pareceu brilhar mais. — Asseguro-te que só te preciso para lhe salvar… Faz favor. —Severus olhou como a planta soltava a cada um de suas pétalas. — Asseguro-te que quando esteja bem farei florescer mais formosa que nunca.
Severus correu para a casa e colocou as pétalas sobre a ferida. Só esperava que não fosse demasiado tarde, só esperava que Neville acordasse, que seguisse vivo.
Nota tradutor:
Parece que agora nota que Neville se tornou uma pessoa importante para si...
Vejo vocês nos próximos capítulos
Agora só falta somente três capítulos
Então ate breve
Fui…
