Calyeh – Foi triste realmente, mas igual você falou, ela tem o Saga e ele vai cuidar dela. Parece que agora ambos admitem que se gostam, e a Atena não poderia ficar de fora, não seria CDZ se ela não tivesse sido raptada por algum deus.
Nikke – O novo guerreiro é alguém que já apareceu anteriormente. As meninas vão sofrer muito, vai ser um vale de lagrimas. T.T
Flor – Foi uma pena ele morrer, mas Saga vai cuidar dela.
Tenshi – A batalha final já está próxima.
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Capitulo anterior...
O deus estava na parede ao lado preso a uma gigantesca estatua de escorpião. O ferrão do animal estava cravado no peito dele. Seu aspecto era sombrio.
- Ele...
- Ainda não morreu. – sorriu. – ainda. Meus guerreiros preparem-se, teremos visitas.
Atena o olhou e viu quatro sombras atrás dele.
- "Quatro? Por quê? Se sobrou só três... oh meu Zeus...Akin... ele..."
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Capitulo 20: A batalha final
Nefertite preparava algumas coisas, tentava não transparecer, mas estava com mau pressentimento. Sentou na cama fitando seu quarto, seus olhos chegaram à rosa de gelo que ganhara de Kamus.
- "Queria que não fosse." – pensou.
Kamus parou na soleira da porta ao vê-la tão distraída.
- "Queria que não fosse." – pensou. – Nefertite.
Ela o olhou, Kamus a fitava com seu tradicional semblante frio e olhos gélidos.
- Está na hora não é? – indagou.
- Sim. Vamos.
A portadora levantou parando na frente dele.
- Toma cuidado. – disse.
- Sim. – sorriu.
Como era raro ele sorrir, pensou, talvez nunca mais voltasse a vê-lo.
Hatshe acendia o ultimo incenso a Maet pedindo sabedoria e proteção. Miro a aguardava.
- Pare de acender isso. Vai acabar e nem vai sobrar para a volta.
Ela ficou calada.
- Desculpe, brincadeira. – aproximou. – Hatshe... ?
A portadora não parava de chorar.
- Hatshe.
- Promete que vai se cuidar? – enxugava o rosto.
O escorpião a segurou pelos ombros e a olhou fixamente.
- Hatshepsut.
- Diga...
- Vou voltar com você.
Ela esboçou um sorriso.
Shura procurava Akya por todos os lados.
- Onde se meteu?
- Estou aqui. – apareceu diante dele.
- Onde estava?
- Rezando.
- Vai dá tudo certo. Vamos vencer Seth.
- Não rezei por isso.
- Não?
- Rezei para que você voltasse em segurança. – disse passando por ele. – independente do resultado.
- Akya.
- Sim. – olhou para trás.
- Eu amo você.
- Eu também. – enxugou uma lagrima. – vamos.
Ank vestia sua armadura sobre o olhar atento do ariano.
- Não vai colocar a sua? – indagou vendo-o sem a dele, mas sem se virar.
- Já vou.
- Coloque o elmo também. Você tem mania de não usa-lo. – disse séria.
Mu ficou surpreso, Ank nunca falara nesse tom de voz.
- É só um detalhe.
- Que pode fazer a diferença entre você morrer ou viver! – gritou.
- Ank... ?
- Desculpe.
Mu levantou, vestiu a sua, não esquecendo do elmo.
- Já estou com ele.
Não disse nada. Colocava os braços, mas toda hora caia suas mãos não paravam de tremer.
- Eu te ajudo.
- Não precisa. – disse seca.
O ariano levantou e mesmo a contra gosto dela ajeitou sua armadura.
- Pronto.
- Obrigado. Vamos.
- Ank. – Mu a segurou. – o que...
Ela evitava olha-lo, mas ele percebeu seus olhos avermelhados.
- "Estava chorando... ?"
- Me solta Mu, temos que ir.
A única coisa que ele fez foi beijá-la. Ela não queria aceitar, mas... derramou uma lagrima.
- Vai dá tudo certo.
- Tenho medo.
- Estou aqui.
Shaka permanecia na sua posição de lótus, mas com os olhos abertos, estava no templo de Hathor.
- Achei... – Isi entrava. – com uma guerra lá fora só pensa em meditar?
- Estou me concentrando.
- Vamos, estão todos esperando por nós.
- Isi vem cá.
- Não temos tempo para meditações.
- Vem cá. – disse mais autoritário.
- O que? – parou na frente dele.
- Queria que ficasse com algo.
- Como?
- Quero que fique e leve isso. – Shaka lhe entregou o rosário.
Isi gostou do presente, mas recebê-lo naquela hora... o que faria com ele na batalha?
- É uma proteção a mais. Não quero que nada aconteça com a pessoa que me ensinou a viver.
- Obrigada. – ela a abraçou. – obrigada. – o abraçou mais forte. – promete que vai se cuidar? Promete? Eu sei que é forte, mas...
- Prometo. – sorriu. – palavra de um santo.
Isi o olhou imediatamente.
- Esse santo foi maculado, não vale mais.
Nefertari dirigia-se para sala do trono, deixaria as ultimas ordens antes de seguir para a batalha. No caminho encontrou com MM.
- Boa noite Nefertari.
- Boa noite.
- Está preparada para a batalha? – MM olhava para as pinturas da parede.
- Estou. – continuou a andar. – preparada para tudo.
MM a segurou.
- O que quer dizer?
- Já disse, antes de tudo sou Isis. E cumprirei meu papel.
- Entendo...- abaixou o rosto. – me desculpe por hoje. Não queria forçá-la a nada.
Ela o olhou.
- Muito menos te assustar. Perdoe-me.
- Giovanni...
- Cuide-se ta bem? Não quero te perder de novo.
- Não vai. – sorriu. – estou aqui. – colocou a mão no peito dele. – não vai...
Tari aproximou e tomou os lábios dele. Ficou surpresa com a própria iniciativa, mas queria algo para recordar.
- Eu te amo Giovanni. – disse no ouvido dele.
- Também te amo minha santinha.
Ishitar estava no portão aguardando a chegada de todos.
- O céu está limpo.
- É. Depois da tormenta as estrelas aparecem. – disse a portadora.
- Está nervosa?
- Um pouco. Afinal será a minha ultima batalha.
- Ultima? Ishitar...
- Não se preocupe Saga. Algum tempo atrás não importava com o meu destino e desejava que tudo fosse destruído, hoje penso diferente.
Ele a olhou intrigado.
- Hoje tenho um motivo para que tudo seja salvo: proteger quem se ama. – disse andando em direção ao portão.
O geminiano sorriu.
- "Farei o que for para isso."
Minutos mais tarde as sete portadoras e os treze cavaleiros de ouro dirigiam-se para a cidade de Seth: Menefer.
Menefer...
- Resolveram me enfrentar. – Seth fitava a cidade. – terão uma surpresinha... lagrimas de sangue...
Portões da cidade...
- Essa cidade é enorme. - disse Ank.
- É quase do tamanho de Uaset. - completou Hatshe.
- Vocês nunca vieram aqui? - indagou Aioria.
- Não. - responderam as sete.
- Vamos entrar.
Entraram. A cidade estava mergulhada num profundo silencio, não havia ninguém nas ruas. Ishitar olhava as construções maravilhada, nunca pensou que Menefer fosse tão bonita.
- Aqui é lindo! - exclamou Tite.
- Imaginava totalmente diferente. - disse Isi.
- Onde será que deve ser o templo de Seth? - indagou Kanon.
- Ora, só pode ser ali. - disse Miro apontando para uma pirâmide num canto da cidade.
- Claro que não seu idiota. - Afrodite deu um pedala nela. - fica no vídeo game e esquecer de ler livros. Aquilo não é um templo.
- Ai.
- Afrodite tem razão. - disse Tari. - assim como na Terra, as pirâmide não são templos e sim locais onde os mortos são locados. O templo de Seth é outro.
- Mas qual? Há varias construções suntuosas.
- Por que não perguntamos? - sugeriu o leonino.
- Não tem ninguém idiota. - Aiolos ralhou com ele.
- Silencio. - pediu Dohko olhando para os lados. - ouvi algo.
Tomaram posição, escutaram dessa vez o barulho, o libriano fixou o olhar numa direção.
- Esperem aqui.
Foi andando lentamente até ver um vulto sentado no chão.
- Ei você.
A pessoa o olhou e ao ver a cor dos olhos ficou assustadíssima.
- Não me machuque, por favor, não me machuque. - dizia uma menina.
- Não vou fazer nada. - ficou preocupado pela reação dela.
- Não me mate. Não me mate.
- Eu...
- Espere. - Ishitar tocou no ombro dele.
Dohko recuou dando espaço a ela. Ishitar aproximou e calmamente ajoelhou diante da pessoa.
- Oi.
A pessoa a olhou ainda assustada, contudo ao ver seus olhos serenou.
- Moça, não deixe ele me pegar.
- Ele não vai fazer nada com você. Ele é amigo.
Os demais as fitavam intrigados.
- Mas ele é de Uaset.
- Mas é amigo. - Ishitar virou para eles e apontou seus olhos com o dedo, entenderam na hora. Dohko tinha olhos verdes, olhos de Uasetinos, por isso ela se assustou. - meu nome é Ishitar e o seu? - voltou a atenção para ela.
- Asmara.
- Quantos anos têm?
- Tenho dez.
- E por que está aqui sozinha?
- Eu... - abaixou os olhos. - não tenho casa. Meus pais morreram quando eu era pequena, então moro na rua. - a olhou.
Ishitar compadeceu dela, tinham a mesma historia.
- Eu também não tenho pais. - disse.
- Eles morreram?
- Há muito tempo. Asmara, pode-me dizer onde fica o templo de Seth?
- Vai lá?
- Sim, preciso conversar com ele. Pode me mostrar?
- Claro, mas... - olhou para o grupo atrás dela.
- Não se preocupe, ninguém vai fazer nada a você. Eu prometo.
- Está bem.
- Vamos? - estendeu a mão a ela.
- Sim.
As duas seguiam na frente e conversavam animadamente.
- Elas se deram bem. - sorriu Akya.
- Tem a mesma história. - disse o geminiano.
- Saga, não seria melhor passarmos por um caminho menos chamativo? - Shaka aproximou. - Seth pode nos descobrir.
- Tem razão.
O geminiano andou mais depressa para alcançar as duas.
- Ishitar.
As duas viraram para trás. Saga parou, talvez pudesse deixar Asmara assustada, mas ao contrario a garota lhe sorriu.
- "Sorriu para ele?" - foram os pensamentos de Ishitar e dos outros.
- Ishitar, não é melhor uma passagem mais discreta? - indagou a ela, mas sem tirar os olhos de Asmara que continuava a lhe sorrir.
- Concordo.
Asmara puxou sua roupa.
- O que foi? - a Toth abaixou.
- Como ele chama? - perguntou no ouvido dela.
- Saga.
- Ah...
- Por quê?
- Ele parece ser legal.
Ishitar sorriu.
- Também o acho legal. - disse no ouvido dela. - Asmara gosta de aventuras?
- Muito!
- Então que tal irmos para o templo, mas passando por um lugar mais deserto e silencioso?
- Para fingir que estamos escondidos?
- Isso mesmo.
- Tudo bem.
Passaram por um bairro afastado, minutos mais tarde estavam a porta do templo. Era uma magnífica construção composta por quatro andares, rodeadas de obeliscos e grandes estatuas de Seth.
- Esse cara se ama. - brincou Miro. - olha quantas estatuas de si mesmo.
- Não é hora de comentários. - disse Kamus.
- Chegou a hora. - Tite deu um passo, mas foi segurada pelo aquariano.
- Fique atrás de mim. - disse.
- Asmara.
- Sim.
Ishitar a conduziu para uma área afastada dos outros.
- Escuta. - abaixou para ficar da altura dela. - você vai ficar quietinha aqui para que ninguém possa te ver. Talvez a minha conversa com Seth demore muito, quero que faça o seguinte. - olhou para Saga. - assim que ele sair, vá atrás dele, ele vai cuidar de você.
- Vai me levar para onde?
- Uaset. Vai gostar de lá. Confia em mim?
- Confio.
- Não se esqueça, assim que ele sair vá atrás dele.
- Tá.
- Mais uma coisa.
Ishitar cochichou algo no ouvido dela.
- Está bem Ishitar.
- Você vai ser muito feliz. Eu prometo.
A portadora a deixou num lugar próximo e voltou para juntos dos outros.
- O que tanto conversavam?
- Nada. Agradeci apenas. Vamos.
Os vinte entraram. Passaram por um lindo jardim antes de adentrarem num salão.
- Ele pode está em qualquer lugar. - disse Aldebaran.
Kamus olhou para o chão, ele estava coberto de areia.
- "Hadimi." Sigam em frente, eu vou enfrentar o inimigo.
- Inimigo?
Ele apontou para o chão que estava coberto por areia.
- Não temos tempo, vão.
- Vou ficar com você. - disse Tite.
- De forma alguma. Precisa salvar Osíris e Atena.
- Mas Kamus...
- Vamos Tite. - Tari aproximou. - logo Kamus irá nos alcançar.
- Tá...
Ela o olhou coisa que ele não fazia.
- Vá logo. - a olhou pela primeira vez.
- Tome cuidado.
- Cuide-se Kamus. - disse Shura.
Foram passando um a um. Tite parou olhando para trás, estava angustiada, aquele mau pressentimento voltara e com mais força. O aquariano também a olhava.
- "Cuide-se." - pensou.
- Tite, Kamus vai ficar bem. - Isi a consolou. - vamos.
- Sim.
Quando todos passaram a areia começou a se movimentar.
- Apareça Hadimi.
- Miro? - o aquariano olhou para trás. - o que está fazendo aqui?
- Te ajudar.
- Vou lutar sozinho.
- Sem essa, vamos lutar juntos como nos velhos tempos.
- Hatshe o viu ficando aqui?
- Não... – encolheu. - ela vai me matar por isso.
- Faça como quiser.
- Se eu fosse você aceitava de bom agrado. - disse uma voz.
- Apareça logo! - gritou o escorpião.
- Impaciente.
A areia começou a circular como um redemoinho, pouco a frente deles Hadimi apareceu.
- Sejam bem vindos ao templo de Seth.
- O que seu deus fez com Atena?
- Vai usá-la.
- Não se puder evitar. - Miro ascendeu seu cosmo. - agulha escarlate.
- Cara impaciente. - Hadimi ergueu o dedo apontando para ele e disparou.
O escorpião foi acertado.
- Miro!
Kamus correu até ele.
- Seu imprudente.
- Estou vivo Kamus, obrigado por perguntar.
- Vem. - o ajudou a levantar.
- Se quiser, pode vir os dois. - sorriu o guerreiro.
- Já que insiste. - Kamus deu um leve sorriso. - Miro.
- É pra já. Agulha escarlate!
- Pó de diamante!
Os dois ataques combinaram, indo em direção a Hadimi. O guerreiro não se moveu. Os golpes dos dois foram parados por uma barreira de areia.
- Como?! - exclamaram os dois.
- Seus golpes são muito simples. Se esse é o poder dos cavaleiros de Atena é deprimente.
- Cale-se, ainda não viu nada! - gritou Miro.
- E nem quero ver.
O guerreiro do deserto partiu em direção a ele, numa velocidade impressionante, atacou Miro ferozmente numa seqüência de socos e chutes. Por ultimo pegou o escorpião pelo braço lançando-o para cima. Miro bateu de forma violenta no teto.
- Miro!
Assustando o aquariano, Hadimi apareceu na frente dele e a queima roupa lançou-lhe um golpe. Kamus foi jogado contra uma parede.
Enquanto isso... os demais rumavam para outra sala.
- Akhenaton e Atena podem está em qualquer lugar.
- Vamos encontrá-los.
- Olhem uma porta. - disse Aiolos apontando.
Chegando à porta ficaram perplexos, a sala estava coberta por serpentes.
- Sigam em frente. - disse Shura. - eu cuido dele.
- Nem adianta me mandar ir. - Akya parou na frente dele.
- Não vou mandar. Sabe que precisa salvar Akhenaton.
- Sei...
- E é por isso que você vai.
- Não se preocupe Akya, eu e o Aiolos cuidamos dele. - disse Afrodite. - agora vão, estamos perdendo tempo.
- Toma cuidado. - disse.
- Tomarei. - ele sorriu.
- Estaremos esperando por vocês. - disse Mu.
Passaram.
- Muito bem homem das cobras, pode mostrar seu rostinho. - disse Afrodite com uma rosa nas mãos.
obs: todas as lutas ocorrem simultaneamente.
Kamus/Miro x Hadimi
Miro levantava com dificuldade, a pancada tinha sido forte.
- Quebrou meus ossos.
- E os meus também. - Kamus saia da parede.
- Pensei que já tinham morrido, nem começamos a brincar.
- Não iríamos fazer uma desfeita dessas. - o escorpião sorriu.
- Então venham.
Os dourados atacaram em conjunto, Hadimi desviava sem qualquer dificuldade.
- Agora é minha vez. - o cosmo dele começou aumentar. - laminas de areia!
Varias rajadas de areia acertaram os dois. Foram ao chão, onde não havia proteção da armadura estava cortado.
- Se não fosse à armadura... - murmurou o aquariano.
- Tínhamos virado picadinhos. Esse cara está mais forte.
- É o que parece. - olhou para o chão ficando surpreso.
O nível de areia havia aumentado e muito.
- Parece que essas suas armaduras, são mais resistentes que das portadoras, principalmente de Nefertite.
Ao escutar o nome dela Kamus o olhou atravessado.
- Quando você morrer, arrancarei bem devagar os olhos dela.
O aquariano estreitou o olhar.
- Nem vai encostar nela. Pó de diamante!
O ataque de Kamus o acertou, Hadimi foi congelado.
- Conseguiu Kamus.
- Ainda não.
O guerreiro ascendeu seu cosmo, derretendo o gelo.
- Isso que é gelo? - sorriu. - interessante pena que num deserto como esse derreta tão facilmente. - ironizou.
- Você fala demais sabia? - disse Miro.
- E você é fraco demais. Kaimah era um lixo e mesmo assim não conseguiu derrota-lo. Só quero lutar com alguém que valha a pena.
- Ora seu... - Miro cerrou o punho.
- Primeiro. - olhou para Kamus. - areia movediça.
- O que...?
O aquariano tentava se mexer, mas seu corpo não parava de afundar na areia, até sobrar à cabeça.
- Kamus!
- Ele não vai morrer, é só para ele ficar quieto. Agora você... - sorriu cruelmente. - não terá o mesmo fim.
Hadimi erguia o braço, grãos de areia começavam a envolver Miro.
- Miro cuidado!
O escorpião tentava cortar a areia, contudo uma grossa camada já envolvia os pés e pernas.
- Droga! - tentava chutar. - droga.
- Miro! - Kamus não conseguia se soltar.
A camada já estava na altura dos ombros. Miro foi envolvido por completo. Hadimi com a mão aberta o olhava sarcástico.
- Diga adeus a esse mundo cavaleiro. Sepulta...
- Não! - gritou Kamus que elevando seu cosmo saiu da sua prisão. – pó de diamante - gritou disparando contra Hadimi.
Ele desviou, mas foi atingido no braço, este congelado.
- Desgraçado.
O casulo se desfez o escorpião caiu inconsciente no chão.
Em outra sala...
Hatshe que corria parou.
- O que foi? - Ank aproximou.
- Miro... aconteceu algo a ele, ele nem falou nada comigo...preciso voltar.
- Espere Hatshepsut. - disse Shaka. - Miro sabe se cuidar e se ele te prometeu que iria voltar, é difícil, mas ele costuma cumprir suas promessas.
- Tem razão. Vamos.
Shura/Aiolos/Afrodite x Sadiki
- Que surpresa em vê-los. - Sadiki apareceu diante deles.
- Vamos parar com o cinismo e continuar nossa luta. - Shura tomou a frente.
- Como quiser. Pode vir os três.
- Apenas um basta. Excalibur!
O chão foi cortado ao meio, porem...
- Cadê ele? - Dite olhava para todos os lados.
- Precisa muito mais para me vencer.
- Se quer que nós três o ataque. Trovão atômico!
- Rosas diabólicas reais!
- Excalibur!
Os três ataques combinaram, contudo não tiveram efeito algum nele.
Ishitar e os outros corriam para outra sala. Chegaram a uma revestida por afrescos.
- Onde estamos?
- Mais uma das várias salas de Seth. - disse Isoke aparecendo. - como vai Nefertari e cavaleiro de Atena?
- Desta vez não vai escapar de mim!
- Calma MM. - Saga o segurou.
Para surpresa deles MM serenou, mas logo deu seu sorrisinho cínico.
- Vocês podem ir, eu cuido dele.
- Acha que conseguirá me vencer?
- Tenho certeza. Saga cuida dela. - olhou para Tari. - agora vão.
- Giovanni...
- Vai logo Tari, não tem cumprir seu papel? Voou ficar te esperando aqui. Não vai bancar a salvadora.
- Sim. - sorriu.
- Vão.
Kanon aproximou de Saga.
- Vai, eu, Aioria e o Deba ficamos com ele.
- Tudo bem.
Partiram.
- Já que querem ficar, escolham os melhores lugares rapazes. - MM esticava o braço. - terão um espetáculo.
Kamus/Miro x Hadimi
- Miro. - chamava-o. - "está muito ferido." - e estava. Kamus havia parado o golpe, mas ele tinha agido no escorpião. Seus pés e pernas estavam num estado deplorável e parecia está com o braço quebrado.
- Largue-o aí, daqui a pouco ele morre.
Kamus o olhou com ódio.
- Vai se arrepender por ter cruzado meu caminho.
- Não sei...
O ambiente começou a ficar frio, flocos de gelo caiam e a areia começava a congelar.
- Veremos qual deserto é o melhor, o de areia ou de gelo.
- Pode vir.
Kamus partiu para cima dele, dando-lhe chutes e socos. Defendiam e atacavam mantendo a luta equilibrada. Num determinado momento deram um soco. O ar frio e quente expandiram, fazendo-os arrastarem.
- Laminas de gelo!
- O mesmo golpe não funciona duas vezes com um cavaleiro. Pó de diamante.
O ar congelante de Kamus chocou-se com as areias de Hadimi congelando-as porem... as laminas derreteram o gelo atingindo-o. Kamus foi lançado longe com vários cortes.
- Acontece caro protetor de Atena, não estamos na Terra, portando, fora dos domínios de sua deusa, esses princípios não funcionam.
- "Não é possível."
Hadimi partiu para cima, Kamus tentava se defender, mas o guerreiro era muito rápido não o dando chance de contra ataque. Para arrematar a seqüência de golpes, Hadimi deu-lhe um soco. O aquariano recuou um pouco colocando a mão na barriga. Devido à dor caiu de joelhos cuspindo sangue no chão.
- Kamus, esse seu nome não é? - Hadimi segurou o rosto dele fazendo-o olha-lo. - tem belíssimos olhos azuis, olhos de Uaset. Penso em junta-los ao de Nefertite.
- Por que essa obsessão?
- O homem que mandou matar minha família tinha olhos verdes e por coincidência os que executaram a ordem tinha olhos azuis. - seu rosto ficou ainda mais cruel. - será perfeito.
O socou. Kamus foi de cara ao chão.
- Terei os olhos perfeitos. - dava chutes nas costas. - perfeitos. - gargalhou. - não se preocupe vou fazer de modo que ela não sinta muita dor... é só mata-la primeiro. - hahaha!
Kamus cerrou o punho.
- Crápula! - elevou seu cosmo disparando um ataque.
Sendo acertado foi à vez de Hadimi cair de joelhos.
- Miserável. - riu. - mas o que pode fazer nesse estado?
Realmente o estado de Kamus era critico, contudo ficaria ainda pior.
- Já olhou a sua orgulhosa armadura?
- Como... - olhou para si. - a armadura...
A sagrada armadura de aquário estava trincada em várias partes.
- Como...?
- Dessa vez vou despedaçá-la. - Hadimi corria até ele. - laminas de areia.
Kamus cruzou os braços para se proteger porem foi atingido em cheio.
- Pensei que fosse mais difícil. - referia-se ao aquariano no chão. - bom tenho um serviço a fazer. - deu meia volta.
- Espere.
- Está vivo? - Hadimi voltou.
- Vou te dar um presentinho. - o cosmo de Kamus queimava ao redor e não parava de crescer. - a chance de ver seus algozes no inferno. Vai poder tirar os olhos deles eternamente. - levantou.
- Eu vou calar sua boca! - gritou nervoso. - vou transformar seu corpo em pó e em seguida vou esquartejar a sua querida Nefertite.
O cosmo de Hadimi não parava de crescer, era um cosmo mais poderoso e violento. Kamus usava uma parede para ficar de pé, respirava ofegante e não via com tanta nitidez.
- "Ele é mais forte que os espectros. Só há uma solução. - olhou para Miro, ele continuava no chão. - me perdoe Nefertite."
O aquariano elevou os braços tomando posição.
- Qualquer truque seu não vai adiantar. - Hadimi ergueu o braço, o corpo do aquariano começava a ser envolvido.
- "Sempre será importante para mim." - estava envolvido do peito para baixo.
- Morra Kamus! Sepultamento!
- Execução Aurora!
Kamus foi totalmente encoberto pela areia, contudo conseguiu disparar seu golpe.
- Hááááá!!!
Hadimi foi atingido em cheio.
- Como é possível... deu um passo para trás. - Muito bem cavaleiro de Atena. – estava branco, a armadura aos poucos despedaçava. – seus olhos são tão lindos quanto os de Nefertite. Parabéns conseguiu protege-la.
O guerreiro do deserto foi fechando os olhos tombando para trás. Aos poucos a areia foi dissipando revelando o corpo de Kamus que estava na posição. Ele sangrava muito, algumas partes da armadura estavam cortadas e estava sem o braço dela.
- Você também lutou bem. – deu um meio sorriso. – Nefertite... é uma pena... não ficarmos juntos... vai está sempre no meu coração.
O aquariano fechando os olhos caiu de joelhos indo ao chão.
- Ai essa doeu. - disse Miro levantando com dificuldades. - mais um pouco e não teria minhas pernas. Kamus. - o procurou. - Kamus? – o vendo deitado foi andando como pode até ele. - Kamus? - o virou. – ai me braço.
O aquariano estava pálido.
- Kamus... – ficou preocupado. - você...não pode... a Tite... droga! - olhou o corpo de Hadimi à frente. - maldito.
Miro pegou o corpo do amigo, reparando no estado que ele estava.
- Nem a armadura agüentou...
Shura/Aiolos/Afrodite x Sadiki
- Isso é o maximo que conseguem? - Sadiki parou o ataque com as mãos. - vou mostrar o que é poder. Será rápido. Presas da serpente.
Vários raios saíram das mãos dele atingindo os três. Foram ao chão.
- É lamentável os tais cavaleiros de Atena.
- Não tenha tanta certeza. - Afrodite segurava uma rosa preta. – Rosas piranhas!
- Pensa em me vencer com essas flores? Serpentes diabólicas!
Do chão surgiram centenas de serpentes que passaram pelas rosas.
- Os espinhos...
- Isso não adianta. Devorem-no.
As serpentes subiram pelas pernas dele, logo estava coberto por elas. Afrodite foi ao chão, contorcendo de dor por causa das presas.
- Afrodite! - exclamou Aiolos. - o que foi? Por que está gritando?
- É um golpe ilusório. - disse Shura. - Afrodite imagina que está coberto de serpentes.
- Isso mesmo. Ele acha que está sendo atacado, que as serpentes estão devorando sua carne espalhando o veneno. Só vai parar quando a mente dele não agüentar mais a dor ou seu sangue esvair completamente ou se ele se matar.
- Maldito! Flecha de ouro! – Aiolos disparou sua flecha.
- Você é o próximo. Picada final!
Aiolos parou de se mexer. Sadiki com uma mão parou a flecha.
- Aiolos!
O sagitariano parecia em transe ainda segurando o arco.
- Aiolos! - Shura aproximou. - o que fez a ele?
- Está paralisado por causa do veneno. Normalmente a morte é instantânea, mas quero ver qual dos três vai durar mais.
- Juro que vou te mandar para o inferno. Vai se arrepender por ter usado a imagem de Hakor.
- Está falando dessa? - transformou-se.
Shura recuou.
- Foi muito divertido ver a cara da portadora.
- Esses truques não funcionam em mim. Excalibur!
Disparou seu golpe que atravessou o corpo de Hakor. Shura sorriu.
- Não cante vitória antes da hora. - Hakor/Sadiki apareceu na frente dele. Concentrando uma grande quantidade de cosmo disparou a queima roupa. Shura foi lançado longe, mas parou de pé.
- Dessa vez eu mato você.
Novamente soltou o "Excalibur" e dessa vez conseguiu acerta-lo ferindo-o no braço. O capricorniano começou a lançar várias bolas de energia. O lugar estava sendo coberto por fumaça.
- Não vai escapar.
Shura partiu para cima dele, com a mão erguida, preparada para cortá-lo quando... a fumaça se dissipou revelando-o.
- Não Shura! - gritou uma jovem.
- A-te-na?! - recuou assustado. - o que...?
- Consegui escapar. Ajude-me.
- A senhorita...
- Abaixe esse punho.
- Cla-ro.
A ajudou a ficar de pé.
- A senhorita está bem?
- Sim.
- Não pode ficar aqui. Vou levá-la para um local seguro.
Shura deu-lhe as costas, recebeu um violento golpe na cabeça, indo ao chão.
- Idiota. - Atena sorriu. - não sabe que não pode dar as costas numa batalha? Mesmo que seja sua deusa? - Atena/Sadiki sorria de maneira cruel. - vai morrer por causa da sua ingenuidade.
Abaixou colocando a mão nas costas dele, uma bola de energia negra começou a se formar.
- Adeus meu cavaleiro.
Foi atingido em cheio. Afrodite na sua ilusão, não agüentava mais a dor,pensava até em usar uma rosa branca. Aiolos mesmo paralisado estava consciente, e assistia Afrodite e Shura em apuros.
O capricorniano sentia muita dor, principalmente nas costas. Foi com muito custo que conseguiu virar-se.
- "Como sou burro. - pensava. - Akya me mataria por isso." - sorriu.
- Shura?
- Miro...?
- O que houve? Está num estado. - o escorpião abaixou. - vem eu te ajudo. - estendeu-lhe a mão.
Shura o encarava podia ser mais uma ilusão de Sadiki que por sinal tinha desaparecido.
- E Sadiki?
- Não sei, quando cheguei ele não estava aqui. Vem.
Shura levantou queria acreditar que era Miro, mas...
- Hatshe não veio com você? – indagou a ele.
- Não, ela seguiu com os outros.
- E Kamus?
- Está com ela.
Shura rapidamente pegou Miro/Sadiki pelo braço lançando-o. O escorpião parou do outro lado de pé.
- Ficou esperto em Shura. – sorriu.
- Esses seus truques não funcionam mais em mim.
- Funcionou por duas vezes. - sorriu. - Tempestade escarlate!
O capricorniano ficou perplexo: ele também podia copiar o ataque dos outros? Conhecendo a técnica de Miro sabia que poderia desviar facilmente porem não foi o que aconteceu. Ao invés de agulhas eram presas de serpentes e os raios perfuraram varias partes do corpo dele.
- Achou que seria o golpe de seu amigo Shura? Olhe para você, está sangrando mais que seu amigo ali. - olhou para Afrodite. - renda-se.
- Olhe para você também. - sorriu.
- O que?
Sadiki notou vários cortes em seu corpo.
- Como...?
- Na hora que o lancei. Ficou tão cheio de si que baixou a guarda. - o capricorniano levantou. - idiota.
- Estou surpreso. - voltou a sua forma. - mas ainda não é o suficiente.
- Prepare-se. - tomou posição.
- Você que precisa... - Sadiki caminhava em direção a ele e a cada passo transformava. - ...Shura. - disse parando.
O cavaleiro recuou perplexo.
- A-kya...?
- Vamos lutar.
Aiolos não escutava mais e nem enxergava, sua mente estava embaralhada e sentia o coração bater cada vez mais devagar. Afrodite na mesma situação só desejava a morte, as picadas eram dolorosas.
- Akya...
- Prepare-se Shura.
- Sadiki... passou dos limites.
- Eu ataco ou você?
Shura sabia que não passava de uma ilusão, mas a imagem de Akya era tão perfeita que não tinha coragem de erguer o punho.
- Já que não vai atacar...
A portadora partiu para cima, desferindo vários socos e chutes, Shura se defendia sem revidar.
- É só isso que consegue? – deu um soco no estomago dele.
- Sadiki...
- Akya você quer dizer. – ela o pegou pelo braço lançando-o.
Shura bateu contra o teto. Antes que fosse ao chão ela o chutou. O capricorniano colidiu contra uma pilastra.
- Ande Shura ataque. Ou não bate em mulher?
- Covarde.
- Vamos Shura ataque. Ataque. – o instigava.
Não agüentando a provocação ele deu um soco nela. Akya/Sadiki foi jogado.
- Shura... – o olhou com os olhos rasos. – você...me bateu...
- Akya eu. – correu até ela. - me des...
- Idiota! Presas da serpente!
Foi atingido.
- Se não parar com esse sentimentalismo idiota vai morrer. – sorriu.
- "Droga, não consigo atacá-lo."
- Vai ficar parado? Solaris!
Ao invés de estrelas apareceram diversas serpentes, cada uma lançando veneno. Shura foi acertado em todas as direções, indo ao chão.
- "Ele vai me matar."
Akya/Sadiki caminhou até ele.
- É um fraco. – parou ao lado. – tem que morrer.
Começou a chutá-lo, no ultimo chute acabou virando.
- Shura...- o ergueu pelo pescoço. – quer ver esse rostinho pela ultima vez? – sorriu de forma provocante. – da sua maravilhosa Akya?
Shura estreitou o olhar.
- Antes de mandá-la para Anúbis, vou querer experimentar.
O sangue ferveu, só de imaginar aquelas mãos imundas tocando nela...
- Vou acabar com você – seu cosmo queimava de maneira perigosa. - Pedra Saltitante.
Shura o chutou, Sadiki/Akya foi lançado pelos ares e caiu bruscamente no chão. O guerreiro das serpentes não se movia, mas também não voltou a sua forma original.
- Morreu. – olhou para Aiolos e Afrodite continuavam na mesma situação. – as ilusões...
Sentindo um poderoso cosmo olhou para Sadiki apesar dos ferimentos estava de pé.
- Foi perfeito, mas não o suficiente. – limpava o rosto.
O cavaleiro detestou ver o rosto dela coberto de sangue.
- "Não tenho alternativa, se não lutar Aiolos e Afrodite vão morrer... mas não consigo olhar para o rosto dela." Há não ser...
- O que espera?
Shura rasgou um pedaço da sua calça formando uma fita.
- "É perigoso, mas..." – amarrou a fita nos olhos vendando-os.
- Ficou louco por causa do veneno? Vai querer lutar com os olhos tampados? Isso tudo é para não ver o rosto dela?
- Sim. Prepare Sadiki.
Shura partiu para cima dele, desferindo socos e chutes. Sadiki recebia alguns.
- "Preciso dete-lo." - pensou o guerreiro. - você é muito forte Shura. - sussurrou.
Ele ao escutar a voz de Akya foi traído por sua mente, lembrou imediatamente dela baixando a guarda, Sadiki aproveitou essa brecha e o acertou com violência. A luta continuou com a vantagem para Sadiki, mesmo com a venda escutava a voz dela e isso o desconcentrava, tentava lutar guiando pelo cosmo dele, nem sempre conseguia e somado a isso estava em péssimo estado: as perfurações sangravam muito e o veneno que circulava tomava-lhe os sentidos.
- "Não posso perder. - levantou. - preciso salvar Atena."
- Ora ficou de pé.
- Não sairá vivo daqui.
- Olhe para você.. mal consegue ficar de pé.
Nem respondeu, avançou sobre ele e surpreendendo o guerreiro, conseguiu acerta-los varias vezes, foi a vez de Sadiki/Akya cair, com vários cortes.
- "Como ele ainda consegue lutar?"
- Não menospreze os cavaleiros de Atena, não sabe do que eles são capazes.
- Está a beira da morte, os três por sinal.
- Posso até morrer, mas você vai junto.
Shura começou a concentrar seu cosmo.
- Não me faça rir. - levantou. - vou te mandar logo para Anúbis.
Sadiki elevou seu cosmo.
- Prepare-se Shura, picada final!
- Excalibur!
Os dois golpes chocaram-se, contudo o cosmo de Shura estava mais forte conseguindo atravessar o ataque de Sadiki. O guerreiro foi acertado sendo cortado gravemente em dois pontos. Aproveitando, Shura partiu para cima, prensando-o contra uma parede. Fez da mão uma lamina pronto para perfurá-lo.
- Acabou Sadiki. - a mão pressionou mais um pouco a barriga.
- Shura...
Nessa hora a faixa arrebentou, sendo levada suavemente pelo vento. Shura encarou aqueles olhos roxos, os cachos tremulavam deixando o rosto ainda mais belo.
- Akya...
- Pare Shura...
Por um momento ele hesitou, não teria coragem de acertar mesmo sabendo que era Sadiki. Kamus sempre o avisou que sentimentos não deviam entrar em batalha e agora por causa deles, o inimigo poderia viver.
- Shura não me mate... sou eu Akya...
- Pare. - fechou os olhos. - pare de imitá-la.
- Shura...
Hesitou, afastando um pouco a mão. Não conseguira mata-la/lo.
- "Perdeu."
Sadiki com um sorriso nos olhos disparou a queima roupa o "picada final" atingindo-o no peito. Shura soltou um gemido, mas conseguiu acerta-lo na barriga.
- Você... - Sadiki o olhou. - a matou...
Shura afastou-se um pouco, Sadiki deu um passo, aos poucos voltava a sua forma original.
- Parabéns Shura.
O guerreiro das serpentes deu outro passo, entretanto já sem vida foi ao chão. Shura olhou para o lado, Afrodite havia parado de gritar, Aiolos continuava parado, mas pode sentir o cosmo dele. Pegando sua correntinha a fitou.
- Sinto muito... não queria abandona-la... - um filete de sangue descia pela boca. - sinto muito...- segurou o pingente mais forte.
Foi fechando os olhos tombando para trás.
- Ah... - Afrodite abria os olhos. - o que houve? - levantou, mas sentia-se um pouco zonzo. - Aiolos? Shura?
Correu até o sagitariano. Aiolos tinha o olhar vago e suava frio.
- Aiolos! Aiolos. - balançou o amigo. - Aiolos!
A coloração cinzentada deu lugar à esverdeada.
- Afrodite...?
- Você está bem?
- Sim. - tentou dá um passo, por pouco não caiu.
- Segure em mim.
- E Shura?
- Está ali.
Caminharam até ele.
- Shura. - Aiolos ajoelhou diante dele. - Shura.
Afrodite o olhava, o estado dele não era bom, o corpo estava gravemente ferido e não sentia seu cosmo.
- Afrodite... Shura não está...
- Infelizmente sim. Akya não vai agüentar.
- Nem Nefertite.
- Miro? - exclamaram os dois.
- Shura está morto?
Ficaram calados. Viram Kamus sendo carregado por ele.
- O Kamus não... - murmurou Aiolos.
- Está. - disse, derramando uma lagrima. - meus dois amigos estão mortos.
- Temos que continuar. - Afrodite limpava o rosto. - precisam de nós, ainda mais agora.
- Vamos. - Aiolos carregou o capricorniano.
Afrodite ofereceu para carregar Kamus, já que Miro estava com a perna bastante ferida.
Atena na sua prisão, fitou Akhenaton, sua vida esvaia.
- "Kamus... Shura... - derramou uma lagrima. - até vocês..."
Depois de deixarem Mask, Saga e os outros entraram em outra sala, não notaram nada de anormal seguindo em frente. No meio, porem o geminiano parou.
- Ishitar.
- O que?
- Siga em frente.
- Por quê?
- Nada sério, - disse Shaka sentindo uma presença nada amistosa. - continuem precisam salvar Atena e Akhenaton.
- Mas... - murmurou Ank.
- Vá Ank. - disse Mu. - logo a alcançaremos.
Ishitar fitou Saga, a expressão do rosto dele era preocupante.
- Nós vamos, mas não demorem.
- Sim.
- Não tire esse elmo. - Ank sussurrou no ouvido do ariano.
- Não vou. - sorriu.
Ela também sorriu. Mu tinha a expressão serena e isso a tranqüilizou.
- Cuide-se.
- Você também. - o ariano acariciou o rosto dela.
Shaka aproximou de Isi.
- Tome cuidado. - disse sem abrir os olhos.
- Você também.
- Vamos garotas. - chamou a Toth. - não temos muito tempo.
Saga segurou o braço dela.
- Cuidado e lembre-se, não está sozinha.
- Eu sei. Vamos.
As sete correram para outra porta. Saga, Mu, Shaka e Dohko, esperavam o ataque.
- Pode sair daí. - disse o geminiano.
- Disse que ela não está sozinha? Mas acabou de abandoná-la.
Saga ficou alarmado, conhecia aquela voz.
- Não pode ser...- murmurou.
Um cosmo muito poderoso encobriu a sala onde estavam, uma aura negra circulava um homem que parou majestosamente na frente deles. Sua armadura era negra e imponente. Trazia uma capa branca e nas mãos um elmo em formato de escorpião. Os olhos cor de âmbar brilhavam intensamente.
- Como vão cavaleiros de Atena?
Perplexidade podia ser vista no rosto deles.
- Hi-Hiso-ka?! - exclamaram todos.
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A batalha contra Seth teve inicio com duas baixas para cada lado: Hadimi e Sadiki, Kamus e Shura. Como Tite e Akya vão enfrentar essa noticia? Os próximos combates serão do Mask contra Isoke e Saga contra... Hisoka? o.o..
Aguardem. Pessoal, eu não esqueci da fic "Caminhos" devo retorná-la em breve.
