Coração de Guerreiro

Sharon Schulze

Título original: To Tame a Warrior's Heart

Esta história não me pertence. Apenas a estou postando no universo Inuyasha. Aproveitem!

CAPÍTULO DEZENOVE

Aquele era o mais maravilhoso dos sonhos, pensava Inuyasha, deslizando os lábios pelo ombro nu de Kagome. Detendo-se na base do pescoço macio, deliciou-se com o suave perfume de rosas que exalava da pele acetinada.

Em meio à névoa que lhe envolvia a mente, ele a sentiu agitar-se de encontro a seu corpo. Humm... o sonho quase parecia real. Então a mão de Kagome começou a acariciar-lhe o peito vigoroso, brincando com os pêlos loiros que o recobriam. As sensações se intensificaram atingin do um nível de excitação quase insuportável. Mas quando aquela mão se deteve a uma fração de milímetro do mem bro viril, rijo e latejante, os olhos de Inuyasha se abriram... e se arregalaram.

Aquilo não era sonho!

Kagome estava aninhada a seu lado, com um braço sobre o corpo dele, a toalha retorcida revelando muito mais do que escondia.

A pequena cirurgia da noite anterior parecia não ter- lhe causado dano. A pele estava naturalmente morna do sono, sem uma gota de transpiração febril. E ela havia dormido tranqüila, sem que pesadelos ou más recordações a perturbassem.

Muitas vezes, no transcorrer da noite, ele permanecera na fronteira entre o sono e a vigília, consciente da pre sença de Kagome aconchegada em seus braços. Em mo mento algum Inuyasha tinha pensado em buscar o próprio leito. Não quando podia saborear o prazer de dormir abra çado a ela.

Cedo demais, a noite havia acabado. Mas enquanto Kagome dormisse, ele não tinha planos de sair da cama. Ao contrário, pretendia aproveitar ao máximo a boa sorte. A mulher a seu lado era quente, macia, linda. Seria um idiota se a deixasse sozinha.

Bem devagar para não lhe perturbar o sono, Inuyasha puxou a ponta da toalha, desnudando-a até a cintura.

A luz suave do alvorecer, entrando pelas frestas da janela de madeira, emprestava um brilho rosado àquela pele cremosa. A respiração de Inuyasha ficou presa na garganta, diante da primeira visão completa da beleza de Kagome. Os seios firmes eram cheios e bem formados, os mamilos de um rosa escuro projetando-se enrijecidos, como suplicando carícias. A cintura esbelta fazia sobres sair os quadris arredondados, perfeitos para aninhar um homem, ou um bebê.

Fechando os olhos, perturbado, Inuyasha permitiu-se considerar a idéia, ao invés de colocá-la de lado, como costumava fazer.

Nunca antes havia desejado um filho, nunca desejara uma mulher o bastante para compartilhar tal responsa bilidade. Se pretendia possuir Kagome, fazer amor com Kagome, corrigiu-se, a possibilidade de gerarem um filho era algo que devia considerar. E já não acreditava que a paixão sempre acesa entre ambos pudesse ser ignora da... nem satisfeita com uma relação sexual apressada.

Uma vida inteira com Kagome talvez não fosse o bastante. A imagem daquela mulher, com a barriga crescida por carregar um filho dele, o amedrontava, e excitava.

Mas de que adiantava fazer planos, se nada indicava que Kagome estivesse tão disposta a isso quanto ele? Em bora não tivesse demonstrado desgosto ou desprazer ao ser informada de seu passado, isso não significava que quisesse um futuro ao lado dele.

Inuyasha nem sequer estava certo de que Kagome o de sejasse como amante. Era indiscutível que a cada vez que se tocavam a paixão se tornava mais explosiva. Mas devido à terrível experiência que ela tivera, era duvidoso que quisesse relacionar-se fisicamente com ele.

Ou com qualquer outro homem.

Na época em que estava com os mercenários, e mesmo depois que se tornara oficial do exército real, tinha visto várias mulheres depois de violentadas.

Estupro era um algo comum para homens dominados pela luxúria, simplesmente por não passarem, alguns, de animais selvagens diante de uma mulher indefesa. Inuyasha havia testemunhado os olhares vazios, os tre mores convulsivos das vítimas traumatizadas. Isso quando não se tratava de corpos ensangüentados, que brados, espalhados pelo terreno, a dignidade negada mesmo na morte.

Diante de tudo o que vira, ele nunca admitira o estupro entre os homens sob seu comando. A simples idéia de forçar uma mulher o revoltava, embora conhecesse mui tos representantes do sexo masculino, de alta ou baixa classe social, que encaravam o estupro como algo a que tinham direito.

Era um tributo à força de vontade de Kagome o fato desta não ter se deixado destruir, conservando a própria integridade. Embora não a tivesse conhecido antes da violência a que fora submetida, não tinha dúvidas de que o sofrimento a tornara mais forte, como uma lâmina de aço temperada em fogo. E essa força interior era parte de sua atração.

Por mais algum tempo, Inuyasha permitiu que seus olhos se regalassem com aquela estonteante beleza, de morando-se em todos os pontos que ansiava por tocar. Depois, ainda que relutando, tornou a cobri-la com a toalha. Quando se tornara tão nobre? Se perguntou, com um risinho amargo. Ou seria um tolo por não se apossar do que tanto desejava?

Com as mãos pousadas de leve nos ombros dela, bei jou-a nos lábios. Sua intenção era afastar-se em seguida, mas nesse exato momento, as pálpebras de Kagome se abriram.

Os olhos cinzentos, ainda enevoados de sono, fitaram os dele e os lábios curvaram-se num sorriso.

- Inuyasha? - ela murmurou, aconchegando-se a ele.

- É melhor que seja - respondeu Inuyasha, bem humorado. - Espero que saiba ao lado de quem dormiu agarrada. - Tirando do rosto alguns cachos cor de ébano, ele beijou-lhe a face corada. - Bom dia, milady.

Atraindo-a para mais perto de si, começou a mor discar-lhe de leve os lábios carnudos, aproveitando-se da aquiescência dela para penetrar-lhe a boca com a língua. Dominada por uma deliciosa languidez, Kagome aceitou o desafio, sua própria língua duelando atrevida com a dele.

Com gemidos roucos no fundo da garganta, Inuyasha foi aos poucos se posicionando sobre ela, sem deixar de beijá-la nem por um segundo. Não queria fazer nada que a assustasse. Sem saber se Kagome aceitaria a intimidade por que tanto ansiava, procedia delicadamente, sem apressá-la, deixando-a acostumar-se a ele.

Embora o corpo protestasse, sua mente estava achando a nova experiência fascinante.

Esperava poder sobreviver àquele doce tormento.

Kagome mergulhou os dedos por entre os louros e fartos cabelos de Inuyasha, acariciando-o com movimentos sur preendentemente sensuais. A sensação provocada pelas carícias percorria todo o corpo masculino.

Com a outra mão, ela ocupou-se em desatar os cordões que fechavam a camisa dele. Completada a tarefa, Kagome a levantou a barra, tentando retirar a camisa por sobre a cabeça de Inuyasha.

- Espere - ele murmurou, segurando-lhe a mão. Seu olhar buscou o dela, inquisitivo. Não sabia o que esperava encontrar: excitação, mesclada com um pouco de medo?

Mas Inuyasha só viu paixão nos olhos cinzentos, além de uma emoção que não conseguia identificar. Contudo, mesmo desconhecendo-lhe o significado, sabia que um sentimento tão suave e delicado só podia ser bom.

E desejava receber esse sentimento tanto quanto de sejava possuir a mulher que tão confiante se entregava a suas carícias.

Deslizando os lábios pelas pálpebras de Kagome, selou a expressão dos olhos dela para sempre no coração.

- Tem certeza de que é isso que quer? - perguntou baixinho.

Kagome assentiu, dominando a vontade de desviar o olhar para ocultar a emoção que Inuyasha lhe provocava.

Mas covardia nunca fora um de seus defeitos.

- Sim - falou com determinação. - Quero tocar você, Inuyasha. E muito mais. - Com a ousadia quase desa parecendo diante da expressão dos olhos azul-violeta, es corregou as mãos por baixo da camisa dele e ficou a lhe acariciar as costas vigorosas.

Fechando os olhos e gemendo deliciado, Inuyasha ar queou o corpo para melhor receber as carícias.

- Quero que tenha certeza absoluta, Kagome. - Pe gando a camisa, hesitou antes de tirá-la pela cabeça. - Não tenho a intenção de assustar você. Mas eu a desejo demais. - Jogando no chão a roupa, e apoiando o peso do corpo nos cotovelos, ele emoldurou o rosto de Kagome Com as mãos, a ponta dos dedos acariciando-lhe as têm poras. - Se eu fizer alguma coisa que a desagrade, ou que a perturbe, é só me dizer e eu paro.

Uma onda de rubor cobriu o rosto de Kagome.

- Eu também desejo você, Inuyasha. De verdade. Com a coragem habitual, ela dominou as lágrimas. Mas acontece que tenho medo de não conseguir chegar ao fim.

Inuyasha espalhou beijos sobre os lábios, os olhos e a testa de Kagome.

- O que quer que faça será maravilhoso. Mas saiba que a maior parte do prazer que estou sentindo vem do prazer que possa lhe proporcionar. Só não quero fazer nada que a faça lembrar de... - ele interrompeu-se, os olhos expressando o que os lábios se recusavam a dizer.

- Nada que você faça será sequer parecido com o que aquele miserável me fez. - Kagome acariciou-lhe os ombros largos. Inuyasha não parecia totalmente con vencido e ela desejou apagar a preocupação visível nos belos olhos azuis.

- Sei que jamais vai me fazer mal, Inuyasha. Confio em você. - Em seguida, envolvendo-o num abraço, mur murou: - Mostre-me como o amor deve ser.

Girando o corpo, Inuyasha deitou-se na cama, levando-a consigo no mesmo movimento e fazendo-a deitar-se bem encostada a seu corpo.

- Vamos aprender juntos. Esta experiência também vai ser nova para mim.

O olhar pedindo permissão, ele contornou a beirada da toalha com a ponta do indicador, detendo-se depois no vale entre os seios. Erguendo a mão, Kagome guiou a dele e juntos livraram-se do obstáculo.

A toalha de linho foi jogada de lado, expondo toda beleza daquele corpo de mulher ao olhar extasiado de Inuyasha. Tanto tempo ficou a contemplá-la, que Kagome começou a cogitar se teria mudado de idéia.

- Alguma coisa errada? - perguntou, com a auto confiança, já frágil, quase perdida.

Com as mãos, Inuyasha começou a acariciar-lhe o ven tre macio, subindo aos poucos até a ponta dos dedos pou sarem na parte lateral dos seios firmes.

- Absolutamente nada. - Sua boca curvou-se num sorriso provocante. - Só estava saboreando minha boa sorte. Nunca tive nos braços uma mulher tão adorável como você. - Com suavidade, ele passou a acariciar-lhe os seios, a cada carícia chegando mais perto dos mamilos enrijecidos.

Kagome prendeu a respiração, lutando contra a vontade de empurrar-lhe as mãos de uma vez para o ponto que tanto prazer lhe daria. Podia ver a antecipação no rosto másculo, uma sensação que compreendia muito bem. Afi nal, quantas vezes, na caverna, se vira contemplando fascinada o magnífico corpo de Inuyasha, imaginando as sensações excitantes que sentiria ao tocá-lo?

Não via nenhuma razão para não fazê-lo morrer igual mente de prazer. O mero pensamento a incendiou. Com os olhos escurecidos de desejo, enfiou a ponta dos dedos nos pêlos encaracolados que cobriam o peito másculo.

Arranhando-o de leve com as unhas, foi seguindo até os pequenos mamilos cor de bronze, aninhados em meio aos pêlos. Ao mesmo tempo, tinha consciência de que os movimentos das mãos de Inuyasha sobre seu corpo haviam se intensificado, o fogo causado por aque le toque espalhando-se até o mais íntimo de seu ser. Suas pernas começaram a mover-se, agitadas, até que ele as separou, introduzindo um joelho no meio delas. Inuyasha parecia saber o que ela queria, ainda que ela própria não o soubesse.

Flexionando a perna, ele pressionou o sexo de Kagome, ao mesmo tempo em que seus lábios se apossavam de um dos mamilos latejantes. Foi um milagre Kagome não sair voando do leito, diante das incríveis sensações que explodiam dentro dela.

Sua mão ficou imóvel sobre o peito dele, toda a atenção concentrada na resposta de seu corpo às carícias. Dei xando por um pouco o mamilo que estivera sugando, Inuyasha percorreu com os lábios e a língua a pele acetinada do pescoço de Kagome, buscando-lhe a boca.

- Não pare - pediu, pegando-lhe a mão e esfregando de leve o nariz na palma.

Por duas vezes ela tentou falar sem conseguir e quando isso aconteceu, foi numa voz rouca de paixão.

- O que devo fazer? - Ela nunca tivera, ou desejara, a oportunidade de dar rédeas soltas à imaginação. Agora, correndo o olhar pelo corpo de Inuyasha, coberto apenas pelo calção justo, as possibilidades lhe pareciam infinitas. - Não sei por onde começar.

- Comece por onde lhe der prazer - ele murmurou, de encontro à palma macia. - E o que lhe dê prazer, com certeza dará prazer a mim. Faça comigo o que quiser. - Capturando-lhe um dos dedos, Inuyasha circundou-o com a língua, mordiscando depois a ponta. Durante todo esse tempo, seu olhar manteve cativo o de Kagome, in cendiando-lhe o sangue. Os olhos dele, por sua vez, es cureceram de desejo, parecendo quase negros.

Havia uma promessa em suas profundezas, promessa de um gozo nunca sequer imaginado por ela.

Incerta quanto ao significado real daquela promessa, Kagome desviou o olhar. Daria a Inuyasha tudo que esti vesse a seu alcance e aceitaria todo o prazer que ele lhe proporcionasse.

Além desse ponto, preferia não pensar.

Sorrindo, inclinou-se sobre o corpo másculo, aliviada por poder ocultar o rosto no peito largo, de modo a que ele não visse como a ousadia a deixara ruborizada.

Esfregando de leve a face nos pêlos macios, partiu então em busca de um dos pequenos mamilos masculinos.

Quando seus dentes se fecharam em torno do tenro botão, Inuyasha agarrou-a pelos cabelos, e atraindo-a para cima do corpo, estendeu-se de costas no colchão, incitan do-a ao mesmo tempo a continuar a deliciosa carícia.

Sentando-se nos calcanhares, Kagome passou a explorar aquele torso magnífico, as mãos escorregando cada vez mais para baixo. Sem desviar o olhar do rosto de Inuyasha, traçou com o dedo a fina linha de pêlos mais escuros que descia pelo meio do abdome plano e musculoso. Ao mesmo tempo, saboreava o prazer estampado nas feições másculas.

Deus do céu, como ele era bonito!

Cada vez mais ousada, debruçou-se sobre Inuyasha e enfiou os dedos sob o cós do calção. Os olhos, que ele vinha mantendo fechados, se abriram de repente. Segu rando-a pela cintura, Inuyasha a posicionou, de pernas abertas, sobre sua barriga, como a cavalgá-lo. Depois, fazendo-a aproximar a cabeça, tomou-lhe a boca num beijo devastador.

Os pêlos macios do peito de Inuyasha roçavam nos ma milos excitados de Kagome, enviando-lhe uma onda de fogo por todo o corpo, fogo que logo se transformou numa quente umidade no meio das coxas.

Estendendo a mão, Inuyasha apertou uma das coxas macias contra sua virilha. Foi o bastante para fazê-la derreter numa poça ardente de desejo.

Durante todo esse tempo, ele não cessou de beijá-la, o corpo acompanhando as arremetidas da língua no in terior da boca perfumada. Desta forma, atacava em todas as frentes. A boca, os seios, o sexo, todo o corpo de Kagome achava-se envolvido pelas carícias, excitado pelo ardor da paixão mútua.

Com os lábios colados aos dela, Inuyasha sentou-se na cama, carregando-a consigo.

Interrompendo o beijo, ficou mordiscando levemente os lábios dela, seguindo-lhes depois o traçado com a ponta da língua, como para aliviar alguma dor que as mordi dinhas pudessem ter causado. Afinal, com um suspiro, afastou-se da boca tentadora.

- Você é deliciosa - falou, devorando-a com os olhos. Corada, com os lábios inchados dos beijos, os longos ca belos revoltos, Kagome era uma imagem de beleza e sen sualidade. O desejo ardente nos olhos de Inuyasha foi o bastante para tornar-lhe os seios ainda mais intumesci dos, ansiosos pelo toque das mãos e dos lábios dele.

Em sintoma perfeita com os pensamentos e desejos de Kagome, Inuyasha levou a mão aos seios dela e roçando a ponta dos dedos pelos mamilos rijos, murmurou:

- Mostre o que você quer que eu faça. Estou aqui para satisfazer seus menores desejos, mas você precisa me contar quais são.

Kagome não saberia dizer o que a estava excitando mais: as carícias deliciosas nos mamilos ou a sensação de poder e liberdade provocada por aquelas palavras.

Passando a ponta da língua pelos lábios num gesto inconscientemente sensual, atreveu-se a perguntar:

- E você, Inuyasha? O que quer que eu faça?

Ele deixou escapar uma risadinha frustrada antes de responder, sacudindo a cabeça:

- Você é muito esperta, mas não vai fugir com tanta facilidade. Se eu me limitar a falar, vou deixá-la apavorada. Antes disso pretendo fazer uma demonstração prática. Prometo fazer você experimentar um prazer que jamais imaginou.

Dobrando de repente os joelhos sobre os quais ela es tava sentada, Inuyasha a fez escorregar para frente. Kagome se viu de novo a cavalgá-lo, mas desta vez suas nádegas encontravam-se sobre o membro viril, rijo e la tejante. Ao perceber, ficou com o rosto corado.

- Como pode ser tão tímida? - Inuyasha brincou. Não vê que está sentada nua sobre um homem excitado - ele arremessou os quadris para cima - e completa mente em seu poder? - Suspendendo o tronco e aproximando os lábios do ouvido de Kagome, sussurrou - Faço o que você quiser. E só mandar.

Inuyasha tinha razão, pensou Kagome. Considerando a posição em que se encontrava, era tolice sentir timidez.

Além do mais, a idéia de ter um homem tão bonito, forte e desejável como Inuyasha à sua inteira disposição era extremamente excitante.

Jogando para trás a cabeça, comandou:

- Beije-me.

- Já fiz isso. Com certeza deve haver alguma outra coisa que deseje.

- Eu adoro quando você me beija - replicou Kagome, olhando para a boca máscula. - Talvez pudesse me bei jar... em outro lugar. - Enfiando os dedos pelos cabelos dele, atraiu-lhe a cabeça para junto dos seios.

Os lábios de Inuyasha curvaram-se num sorriso, antes de se fecharem sobre um dos mamilos enrijecidos. Por algum tempo, ficou a sugá-lo com avidez, acariciando ao mesmo tempo o outro seio com dedos experientes.

Mergulhada num delírio de sensações, Kagome arqueou as costas e apertou-se contra ele.

Segurando-a pela cintura, Inuyasha acomodou-a me lhor sobre sua pulsante masculinidade. Afastando a boca do mamilo que estivera sugando, ele procurou acalmar a respiração ofegante.

Sentia-se em fogo, e somente Kagome poderia lhe propor cionar alívio. Morreria se ela o detivesse naquele ponto.

De repente, agarrando-o pelos ombros, ela o obrigou a ficar imóvel. Fascinado Inuyasha viu uma nova onda de rubor tomar conta do rosto dela. Por que estaria en vergonhada agora?

Nervosa, Kagome passou a língua pelos lábios secos. O gesto inconscientemente sensual provocou em Inuyasha o desejo de apossar-se de novo daquela boca tentadora. Mas, ansioso por descobrir o que causara o novo ataque de timidez, ele aguardou.

Com movimentos desajeitados, ela começou a puxar o cordão que prendia o calção de Inuyasha. Depois, ainda mais vermelha, perguntou:

- Você poderia tirar isso?

Poderia? O que ela estava pensando? Se não estivesse tão preocupado em fazer as coisas com calma para não assustá-la, já teria removido toda a roupa, apenas pelo prazer de experimentar em sua totalidade o contato das peles nuas.

- Por que você mesma não faz isso? - provocou. Para seu deleite, Kagome não hesitou. Sem nada dizer, voltou a desatar os cordões com dedos trêmulos.

Tomado de súbita impaciência, Inuyasha fez com que Kagome saísse de cima dele, colocando-a sentada na cama. Em seguida, estendeu-se ao lado dela, se aproximando para proporcionar-lhe melhor acesso.

Mordendo o lábio inferior, Kagome concentrou-se na ta refa. A cada movimento, seus dedos roçavam no membro latejante, provocando em Inuyasha uma excitação quase insuportável.

Se Kagome não acabasse logo com aquilo, ele estaria acabado, iria explodir de gozo ainda semivestido, como um rapazola inexperiente.

Assim, foi com um suspiro de alívio que a viu desatar por completo o cordão. Mas seu tormento ainda não havia terminado. Faltava retirar a peça de vestuário.

Inuyasha percebeu o momento exato em que Kagome enxergou pela primeira vez seu membro enrijecido. Os olhos cinzentos se arregalaram e sua respiração tornou-se levemente ofegante. Tomando-lhe então numa das mãos o queixinho delicado, ele a obrigou a fitá-lo nos olhos.

- Eu jamais a machucaria Kagome. Você sabe disso, não sabe?

- Sei - ela murmurou. E não havia medo em seu olhar, apenas a mais absoluta confiança.

Com delicadeza, Inuyasha a fez estender-se a seu lado.

- Permite que eu fique sobre você? Ou, se isso a as susta, prefere deitar em cima de mim? - Com movi mentos lentos ele a acariciou do pescoço à cintura.

- Nada do que fez até agora me assustou – respondeu Kagome, esfregando a face nos pêlos macios que revestiam o peito musculoso. Depois, cruzando o olhar com o dele, prosseguiu em tom firme - Sei que é você que está a meu lado, Inuyasha, e vou saber quando me possuir. Não me importa a maneira de fazermos amor. Tudo que im porta é você saber que nunca vou confundi-lo com o outro.

Um tremor emocionado percorreu o corpo másculo de Inuyasha. Acomodando-a sobre os travesseiros, ele separou-lhe então as coxas com as suas, colocando-se entre elas a fim de permitir que Kagome se acostumasse ao contato.

Com o olhar sustentando o dela, capturou-lhe os lábios e enquanto os acariciava com a língua, foi escorregando uma das mãos até o sexo de Kagome, para verificar se ela estava pronta para a penetração.

- Calma, amor - murmurou de encontro aos lábios úmidos, vendo que ela, instintivamente, tentava fechar as pernas. - Se quiser que eu pare, é só pedir.

Sacudindo a cabeça, Kagome relaxou os músculos, per mitindo-lhe o acesso à parte mais íntima de seu corpo. Penetrando com a língua o interior da boca aveludada, Inuyasha ao mesmo tempo introduziu um dedo por entre as dobras macias da feminilidade dela.

A carne quente e úmida apertou-se em torno do dedo que a invadira, percorrida por deliciosos espasmos. Re tirando o dedo, molhado pela umidade de Kagome, Inuyasha começou a acariciar-lhe o pequeno botão escondido entre as pétalas do sexo.

Arqueando os quadris de encontro à mão dele, Kagome gemeu. Um gemido rouco, saído do fundo da garganta. Deitando-se sobre ela, Inuyasha abriu com dedos trêmulos as dobras aveludadas e quentes, deslizando até o fundo seu membro latejante.

Erguendo as pernas e cruzando-as por trás do corpo másculo, Kagome aceitou por inteiro a doce invasão. Os suaves e ofegantes gemidos emitidos por ela, bem como os movimentos rítmicos dos quadris, estavam levando Inuyasha à loucura. Sem sair de dentro dela, ele ficou um momento imóvel, esperando que se acalmasse sua ânsia desesperada para atingir o clímax.

- Inuyasha? - ela sussurrou com os lábios colados ao pescoço dele. - O que aconteceu?

- Nada - respondeu Inuyasha. - Só quero fazer durar essas sensações. - Fitando-lhe os olhos cinzentos ene voados e as delicadas feições, tornadas ainda mais belas pelo deslumbramento da paixão, ele perguntou - E você, como está se sentindo?

- Muito bem. – Afirmou enquanto as unhas de Kagome riscavam a pele lisa e firme das costas de Inuyasha, quase pondo a perder o tremendo esforço que ele fazia para se controlar.

Se tudo que podia dizer era "muito bem", ela com certeza ainda não estava pronta. Inuyasha partiu então de novo ao ataque. Ia fazê-la experimentar um prazer tão alucinante, que ela jamais encontraria palavras para descrever.

Com uma das mãos, começou a brincar com os mamilos túrgidos, levando-a ao auge da excitação. Ao mesmo tem po, em movimentos rítmicos de arremetida e recuo dos quadris, concentrou-se no prazer de Kagome, ignorando o ardor que lhe consumia o próprio corpo. Sentindo o pulsar do sexo macio em torno de seu membro enrijecido, alterou o ritmo frenético para uma lenta busca de realização mútua. Não se permitiria alcançar o clímax sem ela. Com os lábios, as mãos, o corpo todo, foi conduzindo Kagome em direção ao supremo objetivo, saboreando-lhe a res posta ardente e permitindo que a excitação dela o infla masse ainda mais.

Kagome estava muito perto do orgasmo. Inuyasha podia ver isso nos gemidos, na pressão das mãos, nas unhas que se enterravam em sua carne.

- Olhe para mim, Kagome - incitou, mergulhando ainda mais fundo no trêmulo corpo feminino. Queria ver a expressão do rosto dela no momento do gozo.

E queria que ela o observasse também.

As pálpebras de Kagome se abriram e ela o fitou inten samente, arqueando o corpo para receber-lhe as arreme tidas. Deslizando as mãos por baixo das nádegas arredondadas, Inuyasha ergueu-as de leve, elevando ao má ximo o prazer de ambos.

Ele soube, sem sombra de dúvida, o momento exato em que o clímax explosivo de Kagome aconteceu. E teria sabido mesmo se não sentisse os espasmos alucinados da carne feminina em torno de seu sexo, devido à ex pressão maravilhada do olhar fixado no seu. Foi como se não apenas os corpos, mas as almas de ambos se to cassem, se integrassem, num momento mágico de comu nhão absoluta.

CONTINUA...

Desculpa, desculpa, desculpa!

Mil desculpas pelo atraso! Mas, pelo menos eu voltei com uma das partes mais calientes dessa história!

Adoro esse capítulo. É tudo tão meigo, e tão excitante ao mesmo tempo...

Bom, sem mais delongas, espero que tenham curtido e que não desistam de mim!

Grandes beijos e até a próxima!

Pyta-chan ^.^