17 de novembro de 2010- casa dos karofsky

Dave acordara cedo naquele dia e preparara tudo para ir para a escola quando a sua mãe o lembrou que fora expulso e ainda estavam à procura de uma alternativa para esse caso. Alexandra colocara o pequeno almoço na mesa e sentara-se à frente do filho:

-David quero que me digas o que se passou, e não me tentes mentir, eu sou tua mãe e vou perceber.

- Dave continuou calado enquanto comia os cereais – Se não falares não te posso ajudar e gostaria bastante que falasses comigo antes de te dizer para ires a um psicologo, o que sei que não queres, nem eu devia obrigar-te, quero que vás de livre vontade que procures essa ajuda por ti, para te ajudar, e não porque a tua mãe te obrigou. O teu pai vai falar de novo com a direcção por causa da tua expulsão, mas não vai ser fácil, quero que te esforces para merecer essa segunda oportunidade.

Dave sentia vontade de prometer tudo se isso inclui-se voltar à escola e voltar a ver Kurt, iria voltar a tirar optimas notas, no periodo de tempo em que estivesse proibido de estar na equipa, iria evitar confusões. E esforçar-se para mudar e voltar a ser o rapaz que uma vez fora mas pelo menos tentar manter aqueles que uma vez chamara amigos. Preparava-se para falar quando Anya descera as escadas, chegara de madrugada a casa pois pelos vistos o campus da sua faculdade estava infectado com um bacteria e os alunos foram mandados para casa. Fora à prateleira buscar os cereais e sentou-se à beira de Dave.

-Então maninho ouvi dizer que arranjaste sarilhos?

-Cala-te. - disse dave com a boca cheia

-Onde estam as boas maneiras para a tua irmã? Uma pessoa já não te vê praticamente à 3 meses e é assim que a recebes?

Anya tinha deixado Ohio em busca do seu sonho de obter algum sucesso nas artes performativas, não só como actriz e bailarina mas também como encenadora.

-Desculpa Anya. - Acabou por ceder Dave abraçando a irmã.

Ficaram os três a falar sobre Anya e como tinham sido as suas aulas em Nova Iorque. Dave pensava para si mesmo que seria uma boa oportunidade para Kurt, afinal, ele e Anya sempre tiveram gostos parecidos. Lá estava ele sempre a virar qualquer conversa que tinha para Kurt. Alexandra deixara os dois a falar, poderia ser que ele falasse com a irmã, afinal os dois sempre foram bastante próximos.

-Então Dave, que fizeste agora? Quer dizer o pai e a mãe puseram-me mais ou menos a par da situação, mas queria ouvir-te a ti a falar.

-Não há nada a dizer.- levando mais uma colher de cereais à boca

-É por causa daquele rapaz que costumava vir ca a casa? Aquele de quem gostavas? -David estava vermelho de vergonha e irritado, não poderia a sua irmã estar calada e deixa lo em paz. -Sinceramente Dave se querias chamar a atenção bastava livraste daquele casaco idiota e sorrires mais, acredita essa de "puxar o cabelo" para chamar a atenção não resulta. Dave mano, olha para mim...

-Não sabes do que falas.

-Olha para mim, tu um dia vais ver que eu tenho razão. Eu sei que não parece mas tu és normal, és completamente normal. E por muito que pareça tu mais cedo ou mais tarde vais descobrir que estás "sozinho" eles não são teus amigos, pouco menos se importam contigo e só vais ver isso quando mais precisares deles.

Dave saiu da mesa e foi para o quarto novamente. Aquela era literalmente uma péssima altura para a irmã estar lá em casa, ele adorava-a mas sabia que ao falar com ela apenas se ia lembrar de Kurt e não queria nada disso.
Ligou a Xbox e foi jogar um FPS para distrair se um fora interrompido pela irmã que parecia nao desistir de arrancar algumas palavras a Dave. Estranhamente ela so lhe pediu pra jogar e fazer lhe companhia.
Ficaram os dois a jogar até a meio da tarde quando Anya insistiu em levar Dave a sair pra comer um gelado e esquecer um bocado a escola e os problemas dele.
Mas logo ao entrarem na gelataria, Dave viu Kurt e Finn no balcão a fazer um pedido e pediu à irmã pra voltarem pra casa.