N/A: Olá! Preparei uma pequena surpresa pra vocês! Postei, pra quem quiser dar uma olhada, alguns conteúdos especiais da fic na minha galeria do Deviant art. O link é esse aqui: .com/gallery/30309046. Dêem uma chegadinha lá!
Beijos mágicos!
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CAPÍTULO XXI: Nem tudo são flores
A música lenta acabou e foi substituída por uma um pouco mais dançante. Isso não fez Lílian separar-se de seu par, que começou a fazê-la rodopiar e rir. Desengonçado como estava com a roupa de cowboy, Tiago fazia Lílian cair na gargalhada, enquanto o acompanhava.
-Adoro quando você fica alegre assim, Lily. – Ele disse, quando ela se pendurou em seu pescoço sem conseguir parar de rir.
Ela recuperou o fôlego.
-Você não existe, Tiago. – Ela olhou-o, com o riso ainda nos lábios.
-Quer provar um pedaço para ver se é verdade? – Ele propôs, com um sorriso sugestivo.
-Aqui? Tem muita gente olhando...
-Lílian, você está começando a se mostrar muito esperta, hein? – Tiago riu quando ela ficou vermelha.
-Seu bobo! – A ruiva deu um tapa no braço dele. – Só não quero que todo mundo veja a gente junto.
-Por quê? – Ele olhou para ela sério.
-São momentos muito particulares para dividir. Além disso, ainda estamos...
-Indefinidos?
-É. E se nos verem juntos, o pessoal pode deduzir coisas e você sabe como as pessoas aqui sabem ser maldosas.
-Tudo bem. Eu respeito suas exigências por enquanto.
Ela sorriu.
-Vamos descansar um pouco? – Sugeriu. – Preciso de água.
Assim que ele assentiu, os dois deixaram o meio da sala e seguiram para um canto afastado, onde Lílian esperou Tiago trazer duas cervejas, que os dois beberam, enquanto Tiago fazia piadas sobre os dançarinos do salão.
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Alicia deixou-se envolver pelo conforto que o abraço de Remo parecia exalar. Estava tão feliz por estar próxima dele... Gostava dele havia algum tempo, mas sempre tinha vergonha de se aproximar, especialmente por nunca ter visto o garoto com nenhuma menina.
Agora, apesar de ter ouvido ele dizer que não sentia vontade de namorar ninguém há apenas alguns dias, ela sentia que ele estava tão arrebatado por aquele momento quanto ela.
A música romântica acabou e Remo deu um passinho pra trás, hesitante, ainda muito próximo dela. Fitou o rosto de menina doce e deixou que sua mão seguisse para uma mecha de cabelo que caíra sobre um dos olhos dela.
Alicia fechou os olhos, com o coração palpitando, esperando, desejando que ele chegasse mais perto, que ele a beijasse...
Remo deixou seus olhos fitarem os lábios em forma de coração, rosados, e quis saboreá-los, senti-los nos seus... Estava no meio do caminho, quando algo em sua consciência o impediu.
"Isso não é certo, Remo. Você não pode ficar com ela... Sabe disso, então pare, antes que os dois se machuquem.", pensou.
Ele suspirou e se endireitou, envergonhado.
Alicia abriu os olhos e havia uma indagação neles.
-Você... Você quer beber algo?
O desapontamento tomou a expressão da garota.
-Nã... Não, obrigada. – Respondeu, com as bochechas corando. – Vou dar um alô para a Phoebe.
-Ta... Ta legal. Então, a gente se vê.
Antes que ele concluísse, ela já se fora, perturbada, para o meio do salão.
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Liliane aproximou-se da mesa das bebidas, disposta a se servir com alguma coisa. Estava ofegante, depois de ter acompanhado Phoebe em um bom número de danças.
Ela serviu um pouco de hidromel em um copo e começou a bebericá-lo, enquanto procurava uma cadeira para sentar um pouco. Foi aí que viu um anjo caído numa cadeira próxima à mesa e se aproximou, com as contas de sua roupa de dançarina fazendo barulho.
-Sirius? Você ta bem? – Perguntou, apesar de saber a resposta.
-To legal. – Ele respondeu com a voz arrastada.
-Você ta bêbado. Muito bêbado... – Ela comentou com o cenho franzido.
-É, mas e daí? – Ele respondeu.
-Você comeu alguma coisa? – Ela lançou um olhar severo para o maroto, enquanto sentava na cadeira ao lado dele.
-Não to com fome.
-Sirius, faz quatro horas desde o jantar e você está bebendo todo esse tempo sem comer nada?
Ele não respondeu.
Estava com a cara péssima.
-Ah, vem cá. – Ela se levantou se arrastou Sirius pela sala, depois de pegar sua varinha, que deixara num dos cubículos de divisão de tarefas.
Com lentidão, ela seguiu até a porta da sala e saiu, arrastando Sirius para fora.
-Estamos ferrados se nos pegarem aqui... – Sirius disse, com a voz pastosa
-Sim, então cala a boca. – Ela retrucou.
Liliane arrastou-o até o banheiro dos monitores, que ficava naquele andar.
-Bem, agora, a privada é toda sua, vomite o quanto quiser. – Ela disse, escorando-se na bancada da pia para analisar seu cabelo no espelho.
