Título: bond
Autora
: Lady Bogard
Casal: AoixKai, MxU (aderindo à Revolução dos Ships)
Classificação: NC-17
Orientação: yaoi
Sinopse: "Os pecados dos pais são pagos pelos filhos". Ele suportaria tudo para proteger a mãe; mas, de repente, seu destino parecia um fardo tão pesado...
Gênero: fantasia, angust, romance
Beta: Eri-Chan
Disclamer: the GazettE pertence à PS Company. Eu escrevo sobre eles apenas para me divertir e distrair outras pessoas. Sem fins lucrativos.
Observação: Universo Alternativo, fic presente de aniversário para Litha chan (gomen pelo atraso! XD).


bond
Lady Bogard

Parte XXI
Osaka, finalmente

Naoyuki esperava Yuu, Takashima e Yutaka no Aeroporto Internacional de Tokyo pacientemente, com um grosso envelope nas mãos.

– Ohayo gozaimasu. – Reverenciou.

– Ohayo! – Responderam os Galos. Aoi respondeu com um resmungo. Aparentemente resolvera ser formal com todos, não apenas com Kai. Murai não se intimidou, estendeu o envelope para Yuu:

– Aqui está, Aoi Long. As rotas que me pediu, todas aleatórias, passando por locais diferentes. Quanto às malas...?

Aoi pegou o envelope. Nem olhou dentro:

– Não vamos voar. Vou usar o carro o máximo possível, depois embarcamos no trem bala. Só depois iremos de avião, na fase final, e não vou usar nenhuma das passagens que você comprou. As malas vão com a gente. Apenas as mais importantes. – Ouviu Uruha resmungar baixinho. O loiro tivera que escolher o básico e deixar o resto aos cuidados dos irmãos em Shinjuku.

– Ee?! – Nao Long não escondeu a surpresa. Definitivamente eram precauções absolutas. Aoi queria continuar a frente do avô. Duvidava que Shin Long tivesse pensado em uma artimanha tão complicada.

– Dewa. – A voz de Yuu cortou os devaneios de Murai. Era hora de ir. Mas, antes, Aoi sorriu para seu jovem mensageiro – Arigatou.

Nao sorriu de volta:

– Só fiz o meu trabalho. Onegai... Kyosukete. – Voltou para os jovens Galos – Espero revê-los bem.

– Ano... Por qualquer incômodo... Gomen nasai. – Kai reverenciou de leve. Uruha foi mais humilde, inclinando-se de forma adequada. Afinal, era do mesmo posto que o jovem bochechudo, ou melhor, pela posição de Aoi Long, Nao Long estava pelo menos dois níveis acima do loiro.

Finalizadas as despedidas, viraram-se para ir embora, porém Murai não resistiu:

– Kai Ji Sama! – Chamou o caçula, e quando ele se virou, Naoyuki espalmou as mãos em frente ao rosto – Ganbatte kudasai.

O moreninho franziu as sobrancelhas, sem ter certeza de compreender direito:

– H-Hai! – concordou no fim das contas, apressando-se para alcançar os outros dois.

Nao observou. Não lhe restava fazer mais nada, a não ser ficar atento aos movimentos de Shin Long e avisar Aoi Long de qualquer perigo. "Cheguem bem a Osaka, os três". E então teriam a abençoada imunidade diplomática.

oOo

A longa viagem ficou ainda mais cansativa sem diálogo. Aoi não levava nenhum assunto até o fim, ou respondia com frases curtas ou simplesmente ignorava os garotos. Dava a desculpa de se concentrar na pista.

A atitude distante desanimou Kai e Uruha, por tabela. Já que falar parecia amuar o mais velho dos integrantes do automóvel.

Assim deslizaram pela rodovia por horas, parando somente o necessário para comer e descansar no máximo meia hora. Logo após o almoço, Aoi alcançou uma das estações do trem bala. Deixou o carro em uma garagem de aluguel e comprou passagens para uma cabine reservada. Pagou com dinheiro para não deixar pistas do cartão de crédito.

Esse meio de transporte foi mais rápido e menos cansativo que o carro. Sem contar menos tenso. Uma hora depois desciam e faziam baldeação para um aeroporto. A passagem não os levaria direto para Osaka. Os planos de Aoi envolviam paradas estratégicas antes de alcançarem seu destino.

oOo

Exaustos chegaram a Osaka, mas os Galos não resistiram: trocaram um olhar antes de sorrir largo. O clima da cidade já era outro. Muito diferente de Tokyo. Podiam notar mesmo no aeroporto. Nos rostos sorridentes das pessoas que aguardavam os vôos ou pessoas que chegariam.

Esperaram pouco tempo até a liberação das malas, e Yuu aproveitou pra decidir o que fazer: alugar um carro ou pegar um táxi? Resolveu pelo táxi. A primeira opção exigia burocracia demais. Já perdera tempo ao deixar o veículo em uma garagem de aluguel. Estavam todos cansados. Olhou rápido para os garotos, notando que, apesar de animados, tinham um aspecto de mal estarem se agüentando.

– Hall Palace. – Shiroyama informou ao taxista que pareceu bem impressionado. Só ricaços iam pro melhor hotel de Osaka.

Menos de dez minutos depois, desciam em frente ao prédio. E Aoi tinha que admitir ser uma bela obra de construção civil. Com uma fachada toda coberta de vidro espelhado, que seguia por cada um dos quarenta andares do edifício.

Mais do que um prédio bonito. Aquilo representava um oásis no meio do deserto. Uma ilha no meio do oceano. A preciosa imunidade. Segurança!

– Venham. – Aoi chamou os Galos, que tinham parado na área da frente, admirando de forma abobalhada o hotel onde ficariam.

O interior do Palace não perdia em nada para a fachada. Era luxuoso, ostensivo e imponente. Havia sofás de aparência cara espalhados pela entrada, e um balcão de madeira escura se estendia pela parede imediatamente a frente da entrada.

Várias pessoas entre turistas e homens de negócio andavam de um lado para o outro, e os três tiveram que costurar entre elas para alcançar a recepcionista, uma mulher simpática enfiada em um bem assentado uniforme preto e vermelho:

– Em que posso ajudar? – Perguntou usando o sotaque engraçado de Osaka.

– Shiroyama Yuu. Tenho reserva.

A recepcionista voltou-se para o micro e digitou algo rapidamente. Em segundos abriu os olhinhos enviesados, demonstrando surpresa. Depois voltou-se para Yuu e, dando dois passinhos pra trás, reverenciou formal e perfeitamente:

– Irashaimasse, Aoi Long Sama. Saya Yáng desu. Esperava por vocês. – Virou-se para os mais jovens e, intuindo quem era quem, cumprimentou – Irashaimasse Kai Ji Sama.

Para Uruha, que estava respeitosamente meio afastado, apenas balançou a cabeça.

– Hn. Chegou mais alguém?

A mulher tirou duas chaves de uma gavetinha oculta embaixo do balcão. Estendeu uma para Aoi e outra para Kai:

– Maya Shú, Nagi Hóu e Kuro Hú já chegaram. Esperamos Chiba Zhu que já está no aeroporto. – Referia-se aos representantes dos Clãs do Rato, do Macaco, do Tigre e do Porco, respectivamente. Todos membros da nova geração.

– Hn. – Aoi ficou pensativo. Seria bom procurá-los antes? Melhor não...

– As alas norte e sul possuem apartamentos com travas diferenciadas. Normalmente estão abertas aos hóspedes normais, mas em ocasiões como a de agora, não. São reservados apartamentos em cada ala, os de andar impar. – Parou para tomar um ar – As chaves que dei devem ser inseridas no elevador. Elas levam direto ao andar em que ficarão hospedados, e ninguém mais terá acesso a ele. Em cada chave foi gravado um código de acesso às entradas especiais pelas escadas, em caso de emergência. Recomendo que decorem os números.

– E nossa Imunidade?

A recepcionista voltou a abrir a gaveta. Dessa vez tirou um envelope branco e uma caixa de veludo preta. Ao abri-la exibiu três insígnias em formato estilizado de um carneiro:

– Estão aqui. Mantenham isso sempre com vocês. Terão passagem livre e segurança em território do Clã do Carneiro. Farei todo o possível para que aproveitem sua estadia. – Reverenciou novamente.

Shiroyama pegou a caixa e o envelope. A moça não ofereceu carregador, apesar de haverem vários pelo local. Sabia por experiência própria que os integrantes dos Clãs eram bem desconfiados. Gostavam de cuidar das próprias coisas.

Sem esperar mais nada, Yuu deu meia volta, caminhou a passos rápidos até o elevador, sabendo-se seguido por seus jovens protegidos. Assim que a porta dupla fechou-se, o Dragão enfiou a chave no painel. A luz do andar 21 acendeu-se e o elevador começou a subir.

Kai e Uruha se entreolharam. O loiro deu de ombros. Pelo jeito Aoi Long era teimoso demais pro próprio bem. E pro bem de Kai. Mas o loiro tinha fé que as coisas se ajeitariam. Estava tudo evoluindo de forma razoável, no fim das contas. Somando tudo o que passaram, o saldo era positivo. Estavam vivos, oras.

O corredor deserto permanecia iluminado. Seguindo uma intuição, Shiroyama meteu a chave na porta. Conseguiu destrancá-la. Em seguida estavam dentro de um quarto que refletia o luxo do Hall Palace. Era lindo e muito grande. Deixava os aposentos oferecidos pela Yakuza 'no chinelo'.

Claro, ali era outro nível. Legalidade e dinheiro limpos. Até que se provasse o contrário...

Tomado pela praticidade, Yuu deixou a mala no chão e abriu a caixa das Imunidades. Entregou uma para Kai e outra para Uruha:

– Fiquem sempre com elas. Entenderam? – Enfiou a terceira no bolso.

– Hai! – Responderam os garotos ao mesmo tempo.

Satisfeito, Aoi concentrou-se no envelope. Era um convite de Hon Yáng, atual líder do Clã do Carneiro, um homem muito sensato, ao contrário do falecido tio, Sei Yáng.

– Ele quer acertar detalhes sobre a reunião. Marca um pré Conselho para essa noite. Temos que ir já. – Passou a mão pelos cabelos. Não teriam tempo de descansar.

Kai viu Kouyou murchar um pouco. Logo pra noite que tinha um encontro com Ishihara! Uruha nunca se negaria a nada que fosse sua obrigação, nem por uma questão pessoal. Por mais que desejasse ver o pseudo-herói que salvara sua vida duas vezes.

Sem hesitar Yutaka balançou a cabeça:

– Kou e eu ficaremos aqui. Pra descansar um pouco. – Olhou cúmplice pra Uruha. O mensageiro já estava com a negativa na ponta da língua, mas o Dragão foi mais rápido.

– De jeito nenhum. Vocês dois vem comigo.

Kai exibiu a insígnia para Yuu:

– Temos imunidade, Aoi Long. Pelas leis do Conselho dos Doze Clãs Shin Long não pode fazer mais nada. – Sorriu. E quando Yutaka sorria, ficava irresistível. Porém o que pesou na decisão de Yuu foram as palavras ditas. O caçula estava certo. Se seu avô não desafiara a Yakuza, não seria louco de desafiar os outros onze clãs.

– Hai. Então irei sozinho. – Olhou o relógio no pulso. Pelo convite de Hon Yáng haveria um chofer esperando em frente ao hotel em uma hora. Tinha tempo de tomar um banho rápido.

Mal Shiroyama saiu, Kouyou virou-se para o amigo com a bronca na ponta da língua. Antes que dissesse algo o celular tocou. Pela música era Takamasa. Imediatamente o loiro derreteu-se e atendeu, sem se importar com privacidade:

– Moshi, moshi. Kouyou desu! Icchan! Hn. Hai, hai. – Olhou pra Kai – Chotto... Onegai.

Tampou o som do celular com uma das mãos e voltou-se para Yutaka:

– Eu disse que estaríamos aqui... Icchan vai tentar se hospedar também. Tudo bem?

– Claro! – Kai incentivou – Esse hotel tem duas alas só para hóspedes comuns. Não vejo problema algum.

Uruha pareceu resplandecer:

– Hai! Vou ficar esperando. Você liga quando chegar? Combinado!

Desligou o celular. Os olhos brilhantes fixaram-se no caçula:

– Arigatou, Kai chan!

– Se quer me agradecer, só tem uma coisa a fazer. – Aproximou-se a passos rápidos e abraçou o mais alto – Tente ser feliz, Kou chan. Não perca essa chance.

A resposta de Takashima foi um abraço ainda mais apertado.

oOo

Aoi tomou um banho rápido, vestiu-se formalmente, à moda ocidental com camisa branca social meia manga e calça social de um tom de azul muito escuro. Pensou se devia ficar com o piercing ou tirá-lo. Resolveu deixar: era parte de sua personalidade.

Saiu da suíte e deu com Kai na sala, assistindo TV.

Os morenos se fitaram por um segundo, antes de Yuu pigarrear, quebrando o contato das íris. O mais velho quase cedeu a um impulso de voltar a convidar Kai pra ir com ele. Mudou de idéia depois de pensar longamente durante a chuveirada. Essa última semana havia sido muito intensa. Partilharam momentos até mesmo de perigo lado a lado, e Shiroyama desenvolvera um apego e senso de responsabilidade fora do comum com o garoto. Tinha que começar a se separar dele, acostumar com a idéia de que logo Yutaka não estaria mais sob sua proteção.

– Ittekimasu. – Foi tudo o que disse a guisa de despedida. Certificou-se que a Imunidade e a chave estavam em seu bolso e se afastou.

–Itterashai. – Kai falou baixinho, vendo o Dragão partir.

Quase em seguida, parecendo estar espiando, Uruha entrou na sala. Se em Roppongi se vestira pra matar, naquela noite não havia escala pra medir o loiro, metido numa roupa social escura, com pulseiras e um colar sem pingente. A maquiagem estratégica estava leve e deixava o rosto ainda mais andrógeno. Observando o amigo, Kai estreitou os olhos:

– Você nunca se arrumou tão bem em tão pouco tempo... – Acusou.

Kouyou ajeitou uns fios do cabelo recém escovado e riu cheio de dentes:

– Icchan ligou agora pouco e...

– Outra vez?! – Kai cortou.

– Outra vez... – Uruha soou alegrinho – Ele já está me esperando no salão.

– Ah. – Aquela pequena exclamação soou como um "E você, todo apaixonado, quer flutuar imediatamente pro lado do magrelo esquisito de cabelo azul. Saquei."

– Então... Eu acho que vou indo...

Kai enfiou a mão no bolso e tirou a segunda cópia da chave:

– Leve isso. Tranca quando sair, vou ficar por aqui. Nem tenho vontade de sair pra nada. E não se esquece de pegar a Imunidade. Você pode precisar.

– Já ta aqui. – Takashima bateu no bolso do casaco. Estava enrolada em um lenço, porque não queria que Ishihara visse. Poderia inventar alguma história, mas não desejava mentir ou envolvê-lo naquela trama, ainda.

– Hai, hai. – Kai olhou cumprido – Kou chan tome muito cuidado. A gente não conhece esse cara direito...

– Ele é legal. Salvou nossas vidas duas vezes.

– Eu sei. Mas me preocupo com você. E tenha juízo. Nada de aprontar. Não faça nada que eu não faria, promete?

Uruha fingiu pensar:

– Você beijou o Yuu. Então eu posso beijar o Icchan... Mas só isso, Yutaka? Nem um amasso ou mão boba?

Kai rolou os olhos:

– Eu estava pensando em algo tipo usar drogas, fugir pra se casar em Okinawa, deixar roubarem um dos seus rins, ser vendido como escravo sexual...

Uruha riu alto interrompendo a frase de lamentações:

– Escravo sexual não soa tão ruim...

– TAKASHIMA!

– To brincando, okasa. Eu sei me cuidar. Tem certeza que irá ficar bem sozinho? Não acha melhor vir com a gente?

– Não. Tenho Imunidade e o quarto é super seguro. Você viu o que a moça falou: ninguém pode entrar aqui, além de nós três.

O loiro se despediu e saiu apressado, ansioso. Mal fechou a porta e escutou a tranca se travando. Testou pra ver se abria. Não cedeu nem um milímetro. A madeira grossa não seria arrombada com facilidade. Satisfeito, usou a chave para abrir o elevador. Depois a colocou no bolso do casaco, junto com sua Imunidade.

oOo

Yuu desceu pelo elevador mal prestando atenção na música suave que tocava. Nunca participara dessas pré-reuniões de Conselho, mas seu avô dizia que eram enfadonhas e forma do anfitrião exibir seu status e nível social. Apenas isso. Provavelmente seria rápido.

Assim que as portas se abriram, Saya Yáng saiu de trás da recepção e caminhou até Yuu:

– Aoi Long Sama, por aqui, onegai shimasu. – Pediu com uma reverência. Avançando logo em seguida, fazendo-se de guia. Shiroyama fez como indicado. Saíram do hotel e a frente havia uma vistosa limusine, com um chofer esperando.

– Leve Aoi Long Sama à presença de Hon Yáng Sama. E seja cuidadoso, Aoi Long Sama é um dos hóspedes de honra.

O homem de baixa estatura reverenciou formalmente e abriu a porta para que Yuu se acomodasse. Só quando o veículo partiu Saya Yáng, que havia se inclinado, ergueu-se novamente. Respirou fundo e passou a costa da mão sobre a testa. O líder do Clã a chamara em pessoa e deixara uma coisa clara: se cuidasse bem dos envolvidos naquela reunião, seria amplamente recompensada. Mas caso contrário... Se algum deles sofresse um simples arranhão ou perdesse um fio de cabelo, a garota pagaria com a própria vida. O Clã do Carneiro tinha a fama de ser o dono do território mais seguro e impenetrável. Tinham que manter assim.

Era um jogo de apostas altas. E, até o presente momento, tudo ia muito bem. Rapidamente voltou pra dentro, pra se pôr a postos e garantir que tudo continuasse perfeito.

oOo

Uruha desceu do elevador com o coração acelerado. Estava empolgado pela perspectiva de reencontrar seu heróico salvador de cabelos azuis.

Perdeu um segundo admirando o saguão do hotel, cheio de hóspedes, então estufou o peito, pela primeira vez sozinho em um lugar grande e movimentado como aquele, e avançou em direção ao balcão pra se informar onde ficava o salão.

A Carneiro que estava atrás da recepção, logo visualizou Uruha e reclinou-se:

– Procura Aoi Long Sama? O acompanhei até a limusine, mas...

– Ie... – Kouyou cortou – Poderia me dizer onde fica o salão principal?

A atendente sorriu:

– É uma honra que deseje apreciar nossa hospitalidade. – Gesticulou com a cabeça e uma das garotas que trabalhavam com ela se aproximou – Yoru Yáng irá acompanhá-lo.

– Arigatou.

Yoru saiu detrás do balcão e caminhou a passos curtos indicando o caminho certo. Takashima a seguia de boca aberta. Nem mesmo as noites passadas na Yakuza tinham tanto luxo e glamour. E pelo visto a segurança não deixava a desejar. Isso fazia o loiro pensar um bocado. A família Shiroyama era, pelo menos, três vezes mais poderosa... Dava até medo. Era contra aquele poder que Kai e ele estavam lutando...

Os pensamentos impressionados foram cortados quando trombou-se com outra pessoa, um pouco mais magra e mais baixa que ele. O impacto jogou o desconhecido no chão.

– Gomen nasai! – Kouyou pediu ao perceber o pequeno acidente. Abaixou-se para ajudar o outro loiro a levantar-se.

– Daijobu. – Respondeu um tanto ríspido. Começou a se afastar a passos duros, depois de fitar Uruha hostilmente – Só preste mais atenção da próxima vez.

– Cla-claro. – Prometeu sem graça pela reprimenda. Sentiu-se mais caipira e bobo do que nunca. Também, que idéia a sua: andar distraído por um hotel de tamanha alta classe, com inúmeros hóspedes poderosos. No mínimo atropelara o 'filhinho' de um magnata podre de rico.

– Ano... – Yoru Yáng voltou sobre os próprios passos para ver o que tinha acontecido.

– Foi minha culpa. Eu estava distraído. – Assumiu o erro, vendo a vítima de seu descuido sumir entre os outros hóspedes.

– O salão é por aqui. – Continuou o caminho interrompido mostrando-se solidária ao jovem Galo. Ele não fizera por querer: atropelara um garoto mimado.

Assim que entraram no local, tudo o mais sumiu do foco. O luxo, o brilho, a ostentação, os outros hóspedes e Yoru Yáng. Por um segundo foi apenas Uruha e aquele rapaz alto de cabelos tingidos, sentado sozinho em uma das mesas de canto.

Ishihara também notou a presença do loiro. Sorriu largo, com o rosto bonito se iluminando de alegria indisfarçável.

Uruha congelou-se no lugar. Engoliu em seco, sem conseguir sorrir. A quem queria enganar? Ele era apenas um garoto do interior. Um mensageiro excluído do eixo principal do próprio Clã. Distraído, meio supérfluo. Gastava tempo demais com a aparência externa. Mas... E o seu interior? E o verdadeiro Takashima Kouyou?

Percebeu que não tinha nada a oferecer a Takamasa. Aquilo seria um desastre. Um relacionamento fadado ao fracasso...

Continua...

Mais um capítulo postado! Falta pouco agora. Pouco mesmo. Pessoas, não fiquem chateadas. Até o Kou tem que ter certa hesitação. Não teria graça se tudo fosse um mar de rosas pro Garoto das Coxas.

Daqui pra frente tenham uma coisa fixa na mente: "depois da tempestade sempre vem a bonança." Ou quase sempre. *apanha*

Bem, acho que essa é a última atualização antes do AF, então só pra refrescar a memória:

Dia 17 – estarei no AF com um cosplay de Rock Lee (Naruto) versão original feminina

Dia 18 – estarei vagando pela Liba 8D

Dia 19 – AF [2] com cosplay do K (Gravitation), mas com a peruca em um tom errado – loiro platinado ao invés de loiro dourado... snif, e sem o rabo-de-cavalo... enfim... o que vale é a intenção...

Espero encontrar com muita gente por lá! Vai ser great!!