Capítulo 21
Doce Armadilha
(...)
— Vovô Brutus, eu quero ver as tiguidas lá do jardim. — Miguel falou para o avô saltando como uma pequena pulguinha. Se havia algo que realmente fizera aquele homem mudar fora o nascimento de seu neto. Ele vivia com ele o que não se permitira viver com o próprio filho, sentindo agora a culpa por ter seguido à risca as convenções em que fora criado. Ele não repetiria o erro com o seu neto. Não mesmo. Ele daria o amor que nunca arriscou dar ao seu próprio filho.
— São margaridas Miguel. — ele corrigiu suavemente.
— É vovô, as margatidas! — Brutus gargalhou. Miguel tinha um pequeno problema em pronunciar as palavras corretamente, mas isso lhe dava uma graça maior.
Mel riu baixinho colocando suas pequenas mãozinhas na frente dos lábios. Ela também queria ver as margatidas que vovó Isla estava plantando nos jardins da Mansão no momento em que eles haviam saído para ir ao Parque.
Eles haviam acabado de sair do Parque e ambos estavam transbordando de energia provinda de tantos doces que consumiram. Nem a brincadeira constante com os cavalos alados deteve o poder do açúcar nas pequenas crianças.
Brutus não gostava de viajar nem via Floo e muito menos aparatando quando estava com seus netos. Ele queria evitar que as crianças sentissem mal estar, por isso mesmo estavam aguardando o motorista da família na entrada do parque. Pelo menos esse era o único método trouxa aprovado pelo austero homem. Ele tinha uma coleção de automóveis caros e realmente gostava de assistir a bela paisagem entre as estradas vicinais que ligavam a Cornualha à Londres. Era uma prazerosa viagem de aproximadamente quatro horas e meia, e pelo que previra as crianças já estariam dormindo quando voltassem para a Mansão. Se não fossem as duas crianças que seguravam firmemente cada mão do loiro platinado, o homem já estaria buscando em seu vocabulário extenso os palavrões mais requintados que conhecia. O motorista néscio sabia que não deveria se atrasar, a tarde caía rapidamente e ele não queria que suas pequenas joias preciosas acabassem resfriadas.
Assim que o Rolls-Royce Silver Ghost Piccadilly Roadster estacionou, Malfoy entrou com as crianças no banco do fundo. Elas automaticamente se aconchegaram ao avô, sentindo agora o cansaço de todas as brincadeiras daquele longo dia. Vendo que o motorista não dava partida, Brutus rosnou um impropério baixo. — Já não basta o seu atraso abominável e você ainda demora a sair? Ande logo seu incompetente! Um maldito elfo doméstico certamente é mais eficiente que você.
Isso arrancou uma risada alta do motorista. Retirando rapidamente o quepe e olhando para trás, onde estavam abrigados os três indivíduos, o motorista puxou a sua varinha não dando tempo para Brutus sequer revidar. — Invalidum Maleficus. — ele sussurrou enquanto um jato de luz roxa saiu da sua varinha atingindo o bruxo mais velho diretamente no peito. Os olhos vidrados de Brutus Malfoy deram uma satisfação inominável a Benjamin Nott. Ele sempre desejou testar aquela maldição escura em alguém e Brutus havia sido o escolhido.
As crianças se assustaram ao sacudir o avô. Ele não reagia ao chamado delas.
— Vovô! Vovô! — Miguel começava a tremer os lábios e o queixo evidenciando que em breve ele choraria. Mel não estava diferente enquanto com suas pequenas mãozinhas sacudia o homem imóvel.
— Vamos crianças. Deixem o vovô descansar. Venham comigo. Vamos voltar ao parque e eu comprarei um caramelo gigante para cada um de vocês. — Nott queria evitar uma cena. Estavam em plena saída do parque e não queria que ninguém ousasse interferir. Havia um número alarmante de bruxos e bruxas que passeavam no local com suas pequenas pestes as quais eles denominavam idiotamente de filhos.
Melodie fungava e rapidamente colocou um polegar na boca inclinando-se para frente diante da promessa do caramelo.
— Não! — Miguel foi firme. — Estranho Mel. — ele apontou para o motorista. — Papai disse para nunca ir com estranho. Papai disse! — ele frisava apontando o pequeno indicador freneticamente para o motorista.
— Maix... Eu quewo cawamelu. — ela falou sem tirar o polegar da boca fazendo o som soar abafado e estranho em algumas vogais.
— Não! — Miguel continuou firme e puxou Mel para perto do vovô novamente. Ela não protestou mais.
Cansando-se da cena infantil, Nott inclinou-se na direção das crianças estendendo as mãos e prendendo o pulso de ambas. Antes que elas pudessem gritar devido a surpresa da mudança brusca de atitude, com um sorriso demoníaco ele aparatou sabendo que aquilo seria extremamente desconfortável para os dois pequenos demoninhos.
(...)
Nott segurou o diário de Tom Riddle em sua mão sorrindo maquiavelicamente. Era uma boa piada aquela. Que a filha de Lord Voldemort fosse a vítima de uma das suas maquinações mais cruéis. Ora... Foram anos preparando aquilo, detalhe por detalhe. Lembrou-se sobre como Tom estivera empolgado quando descobriu sobre as horcruxes, sobre os objetos que lhe permitiriam viver eternamente – Ah, e era tão irônico que agora o tão idílico sonho se dissolvesse em uma vida provinciana e superficial. O pai de família. O cheira bunda do Ministério. O marido fiel e dedicado. Onde havia ido parar os sonhos de Lord Voldemort? Bem, Nott não saberia responder a essa pergunta, já que o dito lorde havia caído nas garras do amor, havia se permitido dissolver completamente, esquecendo-se a que veio ao mundo. Mas Nott não esquecera. Não esquecera um único dia da maneira com a qual fora humilhado por Tom e Abraxas, e agora descontaria esse ódio que plantara em seu coração e deixara criar raízes profundas se ramificando para atingi-los com força total. Ele não tentaria criar uma horcrux. Ele sabia, não tinha mais tempo. As Artes das Trevas cobraram o seu preço na sua expectativa de vida e eternidade nunca fora um sonho seu. Destruir a outros lhe era muito mais prazeroso. Equivocadamente prazeroso.
O diário roubado ainda em Hogwarts era a única prova que um dia Lord Voldemort existira. Que um dia Nott fora corrompido e enchido de esperança mediante a ilusão de um mudo em tons negros. De um mundo sem luz. Mas esse mesmo lorde o humilhou e pagaria agora por isso.
Ora, e o que todos realmente não sabiam era que Nott não tinha nada a perder. E se ele morresse no processo, também não se importava e esse era o tipo de homem mais perigoso que poderia existir. O que não tinha medo da morte. Porque quem não temia não se impediria de arriscar tudo o que tinha, e diante de seus valores deturpados, se levasse consigo as crianças e a náiade para um túmulo frio, então ele saberia que havia cumprido a missão de sua vida. Esse era o castigo que queria dar a Tom e Abraxas. Não a morte. Definitivamente não a morte. Porque às vezes o pior castigo é permanecer vivo.
(...)
Assim que ouviram o grito de dor da náiade em desespero, os outros presentes na casa correram para a porta da frente. Um arrepio violento transpassando suas peles com a realização de que alguma coisa terrivelmente horrorosa teria acontecido.
Foi com um ódio contido que Tom parou abruptamente, derrapando levemente em seus passos ao encontrar a figura conhecida na porta. Claro, eles estavam mais velhos agora, mas Tom percebeu rapidamente que a dedicação à Magia Escura cobrara o preço sobre aparência de Nott — que já não era bonito em sua adolescência. O homem estava agora doentiamente pálido, as feições repuxadas, o olhar escuro e sem brilho, a calvície precoce evidenciando o rareamento do cabelo em vários pontos de sua cabeça. Em suma, se não fosse a força que Tom sabia que ele deveria possuir agora, talvez Nott pudesse ser confundido com um paciente em estágio terminal.
A pequena criança infelizmente ignorada chorava no chão em uma lamúria contida, baixa, como se o mau trato já estivesse tão malditamente intrínseco em sua rotina que era algo que ela aceitava com normalidade. Nada disso, porém fora observado pelos adultos, que naquele instante estavam demasiados em paralisia para que conseguissem analisar a cena de forma mais crítica.
— Ele levou a minha Mel... Ele levou Miguel... — aquelas palavras choradas de Hermione sim, fizeram jorrar uma onda terrível de horror nos outros bruxos presentes.
Nott estava apostando alto. Ele sabia. Diante dele estavam bruxos de alta estirpe. Alvo Dumbledore. Tom Riddle. Abraxas Malfoy. Sem sombra de dúvidas eram os mais respeitados e dignificados na atualidade. Mas ele queria a sua vingança. Ele precisava. Ele não abriria mão, não depois de ter arquitetado aquilo por todos aqueles anos. Não depois de ter dado tanto de si para que aquele plano pudesse ser executado.
Com um olhar enviesado, o moreno inclinou a cabeça para o lado analisando os bruxos a sua frente. Alvo o encarava. O maldito estrategista com certeza estava tentando avaliar se havia verdade nas suas palavras. Então rapidamente Nott lançou a sua primeira cartada.
— Antes de tentarem me atacar, se eu fosse vocês ouviria o que tenho a dizer em primeira mão. Melodie Riddle e Miguel Malfoy estão ambos relativamente bem... Ainda. A colaboração de vocês resultará num resultado satisfatório ou não.
— O que você quer...? — Tom perguntou atordoado demais pela possibilidade da sua pequena joia estar em cárcere e posse de um psicopata maníaco. Ele temia que as palavras seguintes o destruíssem ainda mais. Nott não o decepcionou.
— Eu quero a náiade.
— Não. — a resposta de Tom foi enfática e num gesto rápido e habilidoso ele passou Hermione para trás do seu corpo.
— Ora, ora, ora. Talvez eu tenha me enganado ao imaginar que a vida daquelas crianças inocentes e puras valessem mais do que a corrupção do corpo de uma simples náiade.
— Ora seu! — Minerva revoltou-se. — Como ousa falar nisso com essa naturalidade? Nóssabemos o que você quer fazer com Hermione. Nós já passamos por isso. Acha mesmo que permitiríamos algo assim?
O moreno feio sorriu languidamente.
— Por acaso eu disse que vocês teriam que permitir? É uma escolha fácil e minha paciência é curta. E como você mencionou Mcgonagall... Ops... Senhora Malfoy... Você conhece os meus métodos. O que te faz imaginar que eu seria menos... Ofensivo com as suas crianças? Elas são a minha moeda de troca, apenas isso.
— Não os machuque, por favor. Eu vou. Eu vou com você. — Hermione já ia se lançar à frente quando Tom a deteve. Seria possível que todos os grifinórios tinham essas tendências de autodestruição embutidas em seus DNAs? Como a sua esposa lançava-se assim em algo desconhecido sem ao menos ter certeza que o maldito Nott tinha realmente as crianças em sua posse? Tom olhou rapidamente para Abraxas e eles estavam em sintonia de pensamentos. Eram sonserinos afinal e se obrigaram a manter a calma diante da situação mais adversa. Eles tinham uma mente que precisavam usar muito mais do que em qualquer outro momento de suas vidas.
— As proteções da Malfoy Manor são altamente precisas. Porque eu devo acreditar que logo você, seu incompetente, — Abraxas cuspiu as palavras, ódio e desespero mesclando-se rapidamente no seu tom de vez. — Iria conseguir desativá-las nem que fosse pelo mínimo período de tempo possível?
— Ah... Esse é o seu ponto, então Abby? — Nott riu escandalosamente. — Você não acredita na veracidade das minhas palavras? Vovô Brutus foi levar os netinhos para passear naquele parque caríssimo bruxo na Cornualha... Aquele com os cavalos alados... Melodie é mesmo uma garota atrevida. Eu estava apenas observando enquanto ela arrastava o todo poderoso Malfoy Sênior pelo parque determinando todo o passeio. E Miguel? Aquele pequeno demoninho extremamente manipulador, sabia exatamente as expressões que deveria usar para obter todos os doces do vovô adorável... Foi fácil, realmente foi fácil. Embora amaldiçoar Brutos Malfoy... Essa realmente foi a parte deliciosa.
Foi nesse momento que o coração de Abraxas deu guinadas desesperadas. Merlin sagrado. Que tipo de maldição o louco haveria lançado em seu pai?
Parece que a expressão horrorizada de Abraxas deu a dica. Nott sentiu-se levemente magnânimo naquela hora ao informar as próximas frases ao loiro em questão.
— Não se preocupe... — ele falou angelicalmente na direção do loiro abanando as mãos como se o assunto fosse de mínima importância. — Ele vai sobreviver. Embora ele nunca mais seja o mesmo. — riu-se abominavelmente da própria perfídia.
— O que você quer dizer...? — ele perguntou num fio de voz. Aparentemente aquele tom estava se repetindo com alarmante ascendência naquela tarde.
— Que ao invés de sua linda e jovem mamãe ter um marido, ela agora possui um vegetal para cuidar. Olha, é até mais fácil. Se ela enfiar os pés do seu pai num vaso de terra, de repente ele pode se tornar mais uma planta decorativa da Malfoy Manor, embora eu realmente pense que ela vá rejeitar a ideia. Não é bonito um homem que só serve para babar e fazer as necessidades fisiológicas nas próprias calças ornamentando a sala de estar. Seria... Inapropriado.
— Você INCAPACITOU O MEU PAI? — Abraxas gritou, a varinha em riste, sendo rapidamente detido por Alvo que até aquele momento ainda permanecera calado.
Nott ergueu uma sobrancelha negra desafiadoramente.
— Achei que você ficaria bravo se eu o matasse... Ora, mas... Eu não havia percebido que... No final das contas, dá no mesmo. — o tom sarcástico enfureceu o loiro. Não havia mais nada em sua frente, apenas o homem que ele queria matar da forma mais trouxa possível.
— Eu quero o meu filho! — Abraxas rugiu sendo segurado mais firmemente por Alvo. Descontrolado, a sua magia começou a estilhaçar as vidraças da casa. Minerva e Hermione estavam muito abaladas naquele momento, mas ali estava o desespero de dois pais. Tom sentia-se sem saída. Sua filha ou sua esposa? Maldição. Ele sabia que Nott não iria desistir e que a oferta era única. Se ele o matasse ali, agora, simplesmente ele sabia que nunca mais veria as crianças. Nott deveria ter mecanismos de defesa justamente para isso. Ele não iria de peito aberto enfrenta-los. O maldito covarde sempre se escondia atrás de um corpo e naquele momento Tom também percebeu que Nott não poderia estar sozinho.
Então, também descontrolada, a magia de Tom expandiu-se provocando uma ventania na sala. O ódio pelo homem crescendo exponencialmente. A vontade de lança-lo Cruciatus era como um sabor na ponta da sua língua. As sílabas dançavam, querendo pular para fora de sua boca e atingir o seu alvo com fúria líquida.
— Poupem-me das suas demonstrações infantis de magia. A última vez que tive um surto espontâneo foi com cinco anos. Isso não muda nada. Se eu morrer, eles morrem. Achei que isso já estivesse claro. — Nott revirou os olhos em total descaso, mesmo que a magia de Tom e Abraxas o estivesse empurrando e começando a machucar a sua pele em diversos lugares, mas o homem já havia experimentado dores piores em sua busca ávida pelo conhecimento das trevas. Aquilo realmente não era nada.
Com um aceno de mão, Nott fez aparecer dois frascos pequenos como tubo de ensaios de vidro em suas mãos. Continha um líquido vermelho e viscoso dentro. Era sangue.
— Oh, isso é para vocês verificarem que não estou mentindo. Esse aqui — apontou para um dos frascos. — É o sangue de Miguel. Ele foi durão quando retirei a amostra e nem chorou. Uma laceração que... Oh, eu me esqueci de curar. Talvez ainda esteja sangrando. E o corte de Melodie também esta aberto. Ela chorou tanto que cheguei a sentir dó. Sabem... Cortes mágicos próximos a artérias principais são tão arriscados... Nunca se sabe quando por um descuido a minha magia vá enterrar o corte mais profundamente... A artéria femoral quando rompida leva uma grande quantidade de sangue para fora do corpo. Duas criancinhas tão pequenininhas entrariam em choque em minutos. Não haveria Poção Repositora de Sangue que desse jeito. — ele riu novamente.
— Você é louco! — Minerva tremeu em assombro genuíno.
— Isso, minha querida, é um grande elogio. Minha paciência verdadeiramente esgotou-se. Escolha agora minha querida Náiade... Venha comigo e eles estarão livres. — ele estendeu a mão de forma plácida, num gesto que erroneamente poderia ser interpretado como algo reconfortante para ume expectador externo. O coração de Tom partiu-se em mil pedaços quando ele percebeu a sua esposa saindo de trás do seu corpo, de seu gesto protetor, e pairando perigosamente para perto de Nott. Quando Tom tentou mover-se novamente para impedi-la mais uma vez, Hermione sussurrou sem encará-lo —Imobillus. — E não havia mais nada que ele pudesse fazer a não ser observar o grande amor de sua vida andar lentamente sem ser impedida pelos outros presentes, indo ao encontro de sua morte eminente com a cabeça erguida como uma estúpida mártir.
— Eu quero uma garantia. Eu quero uma garantia que você os devolverá. — Nott sorriu. Aquilo era extremamente previsível.
— Veja Tom... Para onde você costumava levar os seus amiguinhos do orfanato quando queria atormentá-los de medo?
Tom arregalou os olhos – a única coisa que poderia fazer no momento. Por Merlin. Como ele havia descoberto?
Com um aceno de mão, Alvo livrou Tom do feitiço, mas o moreno ainda estava paralisado pelas palavras de Nott.
— Bem... — Nott respondeu num meio sorriso e retirou o diário de suas vestes. — Reconhece isso? Acredite... Eu executei o seu plano com muito mais eficiência do que você poderia supor. Está escuro... Melodie e Miguel podem sentir sede... Eu esqueci de prendê-los... Sabe como é... Eu não posso garantir que enquanto conversamos eles não tocaram na água e despertou a atenção deles.
— Quem são eles?! O que são eles!? — Minerva perguntou desesperada.
— Inferis... — Tom respondeu enquanto uma lágrima solitária rolou pelo seu rosto. Simultaneamente à isso, Minerva desmaiou sendo amparada por um Abraxas lívido. Ele e Tom definitivamente não tinham mais esperança porque naquele instante eles perceberam que Nott só os estava distraindo. Não havia mais chances. Não para duas crianças de cinco anos de idade. Aproveitando-se do desespero causado pelas suas palavras destiladas de veneno, Nott estendeu a sua mão num gesto rápido e antes que Tom completasse uma batida de coração, Nott aparatou levando consigo tudo o que Tom tinha. Levando consigo toda e qualquer vontade de manter seu coração – teimoso e involuntário – ainda batendo.
(...)
