"Behind the Shadows"
AUTORA: Larysam
BETA: Vitória
FANDOM: J2, Padackles
NOTA: Os atores de Sobrenatural, ou quaisquer outros atores de quaisquer outros seriados, não me pertencem *sad face*. Sou apenas uma fã que gosta de brincar com as inúmeras possibilidades que se apresentam na relação dos mesmos. Meus textos não têm fins lucrativos.
ADVERTÊNCIA: Homofobia, bullying, preconceito e violência.
RESUMO: Jared tinha uma vida normal, mas sua mãe o abandonou, seu pai arranjou uma nova namorada, Sarah, e uma gangue da escola vive pegando no seu pé e nos de seus amigos. Já não bastasse a relação complicada com o pai, o sobrinho de Sarah, agora órfão, vai morar com eles. Jared quer distância de Jensen, um garoto estranho, calado e que parece ter medo da própria sombra. Na verdade, Jared só quer que sua vida volte a ser como antes. – Padackles AU
Capítulo 21
Jared lançou um olhar sobre o ombro, certificando-se de que os amigos haviam seguido antes de virar no corredor, só para se esconder ao lado dos armários e evitar ter que mentir para Tom também. Já era ruim ter mentido para Chad e Mike, mas ele tinha que fazer isso sozinho.
Soltando a respiração quando Tom passou sem percebê-lo, Jared saiu de seu improvisado esconderijo e seguiu o caminho. Foi quando passava por uma das salas que viu Jensen de costas conversando com o professor Collins. Era engraçado como de repente tinha se tornando difícil não observar o loiro e admirar suas descobertas. A mais recente tinha sido suas pernas tortas. Fechando as mãos em punhos, Jared forçou-se a seguir seu caminho.
Enquanto seguia, Jared percebeu que todas as turmas estavam sendo liberadas mais cedo e xingou mentalmente, pois ele não teria muito tempo até Chad resolver ir atrás dele. Apressando o passo, Jared seguiu o resto do caminho decidido a terminar logo com esse encontro, mas não pode evitar de parar hesitante quando chegou ao fim do ginásio.
- Ok, vamos logo com isso. – Falou para si mesmo após respirar fundo e abriu a saída dos fundos.
- Eu sabia que você viria. – A voz de Matt era acompanhada por um sorriso presunçoso.
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Misha terminou sua aula cinco minutos antes do horário combinado, mas ele queria conversar com um dos seus alunos antes de seguir para a reunião.
- É isso por hoje, pessoal. Só lembrando que espero a resenha de todos sobre a guerra do golfo e a economia do petróleo. – A turma grunhiu em coletivo e o professor não pode evitar sorrir. – Vamos lá, pessoal. Eu espero mais animação para o trabalho, que valerá a última parte da nota final.
- Ele só esqueceu que ensina história e não economia. – Jesse murmurou para um colega do time, arrancando risos.
Misha, porém, sorriu. – Vai ser um prazer, senhor Spencer. – O sorriso no rosto do garoto sumiu, e Jensen e Tom esconderam os seus. – Agora, deem o fora da minha sala.
Os alunos não precisaram escutar duas vezes antes de começaram a esvaziar a sala. Misha observou quando Jesse e seus amigos empurraram Jensen quando saiam e foi até o garoto.
- Tudo bem? – Misha tinha uma mão no ombro do loiro.
- Tudo, professor Collins. – Jensen deu um pequeno sorriso e ajeitou a mochila sobre o ombro.
- Venha aqui na minha mesa, eu quero falar com você. – Misha caminhou, sendo acompanhado por Jensen, e parou, abrindo e remexendo em sua bolsa até pegar um trabalho. – Eu estou aqui com o seu trabalho e...
- Algum problema? – Jensen tinha o ar preocupado. – Se for o caso de refazer e entregar amanhã, eu consigo.
- Não, não é nada disso. – Misha tentou acalmar o garoto. – Eu estou é impressionado com seu senso crítico, só isso.
- Oh... – Jensen abaixou a cabeça, sem jeito.
- Era sobre o que eu queria falar. – Misha folheou o trabalho. – Eu não vou divulgar sua nota agora, mas estive pensando... você não estaria interessado em entrar no jornal da escola?
Jensen arregalou os olhos. – Jornal da escola?
- É, eu sou o professor responsável e gostaria de ter você na equipe. – Misha repousou o trabalho na mesa. – Eu sei que estamos no final do ano letivo, mas estou fazendo o convite pensando já no próximo ano.
- Ah... – Jensen mordeu os lábios, nervoso. – Eu não sei... sair entrevistando os outros alunos... não sei.
- Bem, nem toda reportagem depende de entrevista. – Misha deu a volta na mesa, parando em frente ao aluno. – E se você quiser, pode ficar responsável pelas fotos.
Jensen prontamente começou a balançar a cabeça. – Eu também não sei mexer com fotografia.
- Jensen, estou falando para o próximo ano. – Misha parecia estar achando engraçado o nervosismo do jovem. – Você poderia se inscrever num curso de fotografia esse verão. Tenho certeza que Jeffrey e Sarah aprovarão a ideia.
Jensen abaixou a cabeça, ainda a morder os lábios. O garoto realmente não fazia ideia do que pensar sobre o assunto.
- Fazemos o seguinte. – Misha percebeu que Jensen não sabia o que fazer. – Isso é só uma ideia, você não tem que aceitar, mas pense no assunto. Está bem assim?
Erguendo a cabeça, Jensen retribuiu com um pequeno sorriso. – Está sim. Obrigado, professor Collins.
- Misha. Professor Collins me faz parecer rigoroso. – Completou com uma piscadela. – Agora vá, seus amigos devem estar te esperando e eu tenho uma reunião para comparecer.
- Obrigado, professor Col... Misha. – Jensen corrigiu e se virou para sair, se encontrando na saída com Sandy e Katie.
Misha o observou os três seguirem pelo corredor, então, arrumou suas papeladas e seguiu para a sala dos professores.
J2~J2~J2
Jared virou-se ao escutar a voz de Matt vindo da sua direita e o encontrou encostado à cerca, bem à vontade, com uma perna dobrada.
- Vejo que você continua o presunçoso de sempre. – Jared aproximou-se, mas manteve certa distância.
- Não, eu só te conheço muito bem. – Matt deslizou o olhar por toda a extensão do corpo de Jared. – Você ficou mais alto, eu gostei.
- Vamos parar com a conversa fiada, Matt. – Jared colocou as mãos no bolso da calça, sem jeito diante do intenso olhar.
- Claro, direto ao ponto. – Matt se afastou e deu um passo para frente, sendo respondido com um passo para trás de Jared. – Melhor ainda.
- Não foi isso o que eu quis dizer e você sabe. – Jared, então, levantou as mãos, tentando impedir o avanço do outro.
- Tem certeza? – Matt fez Jared recuar até encostar à parede e colocou um braço de cada lado do mais novo. – Porque eu sempre soube muito bem como você queria.
Matt tentou beijar o moreno e chegou a encostar seus lábios nos dele, mas Jared o empurrou e trocou de lugar com Matt, para que este tivesse as costas para a parede.
- Qual é, Jay? – Matt reclamou, encarando o mais novo. – Vai fazer cu doce agora?
- Jared. – Matt revirou os olhos e Jared fechou a cara. – Por que você voltou, Matt?
- Senti sua falta, baby. – Matt respondeu, irônico. – Agora, podemos pular para a outra parte?
- Por que... você... voltou? – Jared voltou a perguntar sem quebrar o olhar com Matt.
Matt soltou a respiração, irritado, e deu um giro no mesmo lugar antes de encarar Jared. – Minha mãe e irmãzinha estavam com saudades e me pediram para voltar. Então eu pensei, por que não? Jared vai estar lá.
Jared riu sem humor e começou a balançar a cabeça. – Você é inacreditável, sabia?
Matt devolveu o sorriso. – Eu sei que sou demais.
O mais velho tentou novamente investir, mas Jared manteve firme sua resolução. – Você quer saber o que eu acho?
- É claro, por que não? – Matt ergueu uma mão em tanto faz. – Se for necessário pra ter um pouco de ação.
- Você não voltou porque quis ou porque sua mãe pediu. – Jared observava atentamente o outro. – Mas porque seu pai o mandou de volta.
- Muito boa, Jared. – Matt tentou brincar. – Eu e meu pai estamos ótimos.
- Não foi o que eu ouvi. – E Jared observou o sorriso no rosto de Matt congelar e ficar forçado. – E eu acho que ele o mandou de volta porque descobriu seu segredinho.
- Cala a boca, Jared. – Matt estava sério agora.
- Ele descobriu que o grande Matt não passa de uma, como é mesmo... – Jared fez ar pensativo. – Sim! Bichinha, e ele não queria mais nada com você.
Matt tirou a nova distância em dois passos e deu um soco em Jared. – Eu mandei você calar a boca.
Jared conseguiu recuperar o equilíbrio antes de dar de cara no chão e levou uma mão ao rosto. – Pensar que um dia eu fui louco por você.
- Eu não acho que foi um dia, Jay. – Matt estava vermelho de raiva. – Você não estaria aqui se não sentisse mais nada por mim.
Jared sorriu. – Eu precisava vir, mas para por um ponto final nisso, seja lá o que foi que tivemos.
- Seu marica, filho de uma mãe. – Matt o pegou pelo colar da blusa. – Você pensa que é você quem decide quando dizer não? Eu ainda sei onde te fazer tremer.
Matt levou os lábios ao pescoço de Jared, mas este se soltou. – Não mais.
- O quê? Vai dizer que não sente mais nada por mim? – Matt voltou a agir presunçoso.
- Não. – Jared pareceu pensar um pouco, mas abriu um sorriso quando percebeu que era realmente a verdade.
- Eu não acredito em você. – Matt negou com a cabeça. – Você só está com raiva.
Jared inclinou um pouco a cabeça e deu um triste sorriso. – Tem razão, eu ainda sinto algo. Pena. Eu tenho pena de você por ter que esconder quem é. Por não ter o apoio da pessoa que mais ama.
- Foda-se. – Matt empurrou Jared. – Eu não preciso da pena do viado da escola cuja mãe o abandonou.
- É, você tem razão. – Jared cruzou os braços e manteve sua posição. – Eu não posso contar com minha mãe, mas posso contar com um pai e amigos que me aceitam como sou e isso, Matt... é mais do que você tem.
Matt começou a rir. – Você é um grande idiota, Jared. Sempre foi.
- Bem, mas esse idiota aqui você não vai mais usar. – Jared descruzou os braços e se virou para ir embora. – Boa sorte, Matt.
- Foda-se! – Matt gritou e virou as costas para Jared.
- Ora, ora... – Jared e Matt viraram-se para ver Milo e Justin bloqueando a saída lateral e Jesse a porta de acesso ao Ginásio. – Parece que chegamos na hora certa. Não parem por nós, meninas.
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Tom e Mike correram atrás de Chad, que não tinha parado para esperá-los.
- Chad! – Tom gritou e aumentou o passo. – Cara, espera!
- Quê? – Chad se virou e gritou na cara de Tom.
- Só... só se acalma, ok. – Tom ergueu os dois braços. – Vamos só pensar um pouco. Talvez o Jared quisesse resolver isso sozinho.
- Bem, se for esse o caso ele vai ter que lidar comigo do mesmo jeito. – Chad virou-se para continuar, mas Mike o segurou pelo braço. – Me solta!
- Chad, o Tom tem razão. – Mike continuou, soltando, por fim, o braço do amigo. – O Jared não é de fazer as coisas sem pensar, principalmente sozinho.
- É, mas ele já fez antes e justamente com o Matt e no que deu? – Chad abaixou a cabeça e respirou fundo. – Eu só não tou gostando nada disso.
Tom trocou um olhar com Mike. – Você não acha que ele vai dar alguma chance para o filho da mãe do Matt, acha? Digo...
- Ele tá gostando do Jensen, agora. – Mike completou como se fosse óbvio o motivo para Jared não dar uma segunda chance a Matt.
- Não. – Chad respondeu firme, mas depois hesitou. - Não sei. Eu não acho que seja o caso, mas, quando se refere a Matt, Jared não é conhecido por tomar suas melhores decisões. Mas não é só isso.
Mike franziu o cenho, confuso. – E o que mais pode ter?
- Vocês não perceberam? – Chad olhou de Mike para Tom e ambos deram de ombros. – Vocês estão vendo mais alguém nesses corredores?
- Não. – Tom olhou ao redor como se para confirmar o que estava falando. – Chad, eu disse que os professores têm uma reunião. Todos foram liberados mais cedo.
- Exato! – E Chad parecia mais agitado. – E até agora não tivemos nenhum sinal de Milo e sua turma. Vocês não acham coincidência demais, o Matt marcar com Jared atrás do ginásio e não termos visto nenhum dos outros saírem da escola?
- Droga! – Mike começou a andar em direção ao ginásio. – Melhor nos apressarmos.
- Chad, você não acha que Milo faria algo na escola. – Tom começou a seguir Mike.
- Espero que ele não seja burro o suficiente, mas eu prefiro não deixar o Jared sozinho. – Chad respondeu e começou a correr.
Mike e Tom trocaram mais um olhar e correram atrás de Chad.
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O sorriso no rosto de Milo era frio e falso. Justin e Jesse, por sua vez, mantinham-se sérios e em posição, evitando que Jared e Matt tivessem por onde sair.
- Isso é algum tipo de promoção? – Milo inclinou a cabeça de Matt. – Pague por uma e leve duas bichinhas ao invés? – Jesse roncou uma risada em resposta.
- Não sei do que você está falando, Milo. – Matt tentou colocar uma expressão tranquila. – Qual é, cara? Vamos embora.
Milo ergueu uma mão, impedindo Matt de passar. – Você não é tão diferente do viado do Jared, afinal, não é, Matt?
- Do que você está falando, Milo? – Então, o moreno virou-se para os outros dois. – Qual é, caras? Jesse, me deixa passar. Não é nada disso do que vocês estão pensando.
- É exatamente o que estamos pensando, marica! – Justin gritou e tinha uma expressão enojada. – Não acredito que dividíamos o vestiário com uma biba.
- Vocês estão malucos, isso sim! – Matt balançou a cabeça e passou a frente de Jared, que observava a conversa entre os quatros em silêncio, pensando no que fazer. – Fui eu quem bolou a ideia de pegar o homo aqui!
- É, eu lembro. – Milo massageava o punho com a outra mão. – Lembro também que você teve essa ideia quando o time começou a desconfiar da Jaredina aqui e como ele sempre te seguia feito um cachorrinho.
- Vai se fuder, Milo. – Matt empurrou o outro, tentando abrir espaço. – Eu não sou viado!
- A gente escutou a pequena e interessante conversa entre vocês. – Milo sorria, mas seu olhar vibrava com raiva. – Você nos enganou direitinho, mas isso não vai ficar assim. Vocês dois vão ter o que merecem.
- Milo, cara, vamos lá. – Jared falou pela primeira vez. – Estamos na escola, não seja burro.
- Não me importa! – Milo, então, virou-se para os amigos. – O que vocês me dizem da gente dar uma lição nessas bibas e mostrar que nossa escola não tem espaço para aberrações?
Justin, porém, pareceu hesitante. – Milo, o Jared tem razão. Se algum professor nos pega, seremos expulsos.
- Está com medo, Hartley? – Milo olhou de Justin para Jesse. – Vou perguntar só uma vez. Estão dentro ou não?
- Estou mais do que dentro. – Jesse respondeu, dando um passo a frente e diminuindo o espaço entre eles.
Milo alargou o sorriso e virou-se para Jared e Matt, enquanto falava com Justin. – Justin?
- Justin, não faça isso. – Jared tentou argumentar.
- Droga. – Justin baixou. – Vamos nessa.
- Milo, Justin, caras, somos amigos aqui. – Matt começava a ficar nervoso.
Milo concordou com a cabeça e se aproximou de Matt antes de dar-lhe um murro e pegá-lo de surpresa, fazendo-o perder o equilíbrio. – Não sou amigo de bichas!
- Ei! – Chad gritou, fazendo Milo se virar. – Pensou em começar a festa sem a gente?
- Está pensando que é quem, Murray? – Milo virou-se, rindo. – O príncipe no cavalo branco? Você está mais para sapo.
- Sapo ou não, você ainda está em desvantagem. – Tom, que havia parado ao lado de Chad, deu um passo à frente. – Eu sei que você não é bom em matemática, Milo, mas cinco ainda é maior que três.
- Milo, deixa a gente ir. – Jared trocou um olhar com Chad, feliz em ver o amigo. – Ninguém precisa saber.
Matt, ao cair, levou a mão aos lábios, voltando com a mão suja de sangue. Após uns segundos observando o sangue em suas mãos, Matt fechou a mão em punhos e se levantou.
- Seu filho de uma mãe! – O grito foi o único aviso que Matt deu antes de partir para cima de Milo.
- Matt, não! – Jared tentou correr atrás do mais velho, mas Jesse o impediu, jogando-o no chão.
- Jared! – Chad e os outros começaram a correr na direção de Jared, que tentava se livrar de Jesse, enquanto Milo e Matt se agarravam logo ao lado, e Justin observava tudo sem saber o que fazer.
Tudo aconteceu muito rápido, Chad já estava quase alcançando os quatro no chão quando alguém gritou. Aumentando a velocidade, Chad alcançou Jesse e o puxou de cima de Jared ao mesmo tempo em que Tom e Mike tiravam Milo de cima de Matt.
- Oh meu Deus! Isso é sangue? – Justin havia se aproximado e tinha um olhar assustado.
Chad, Tom e Mike olharam na direção que Justin olhava e ficaram pálidos. Milo e Jesse, por sua vez, tinham se afastado, mas ainda estavam no chão. A expressão nos rostos dos dois era de medo.
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Jensen seguia na frente a caminho da sala dos professores, seguido de perto por Aldis. Ele não fazia ideia do que estava acontecendo, mas a urgência do outro o havia deixado preocupado.
- Aldis, o que está acontecendo? – Jensen perguntou quando pararam à porta da sala dos professores.
Aldis apenas negou com a cabeça. – Eu não sei, Jensen, mas escutei ele falando com Justin e Jesse em dar uma lição naqueles homos. Isso não pode ser boa coisa.
Jensen concordou com a cabeça e virou-se para a porta, batendo. Uns segundos em seguida, a porta foi aberta por Misha.
- Jensen? – O professor olhou do loiro para Aldis e pareceu sentir que algo não ia bem. – Aconteceu alguma coisa?
Jensen concordou com a cabeça. – Jared foi se encontrar sozinho com Matt atrás do ginásio.
- E eu escutei o Milo falando com Justin e Jesse que ia dar uma lição neles. – Aldis completou. – Acho melhor nos apressarmos, professor.
- Com certeza. – Misha virou-se para o interior da sala. – Diretor...
- O que você está esperando, Collins? – O diretor Beaver o interrompeu. – E é melhor você ir com eles também, Noah.
O outro professor não falou nada, apenas seguiu Misha e os dois garotos em direção ao ginásio, o mais depressa possível.
- Jensen, preciso saber se Jared está sozinho. – Misha disse, sem diminuir o ritmo.
- Ele foi se encontrar sozinho com o Matt. – Jensen tentou não parecer muito incomodado com essa parte. – Mas o Chad desconfiou e descobriu onde era o encontro. Ele, Tom e Mike seguiram até lá.
- Eles deviam ter nos procurado. – O técnico do time de natação falou em tom de reprovação. – Tom e Mike deveriam saber melhor do que procurar briga.
- Eles não sabiam que Milo e os outros iam estar lá, senhor. – Jensen sentiu a necessidade de defender os amigos. – Eles só queriam ter certeza de que estava tudo bem com o Jared.
- Vamos esperar que todos estejam bem. – Misha indicou o caminho que levava aos fundos do ginásio. – Venham por aqui.
Quando chegaram ao local onde os garotos estavam, a cena que encontraram não era esperada. Ao invés de gritos ou mesmo uma briga, encontraram Justin parado como se estivesse em pânico, Jesse e Milo no chão contra a parede do ginásio, Chad gritando na direção dos dois últimos, enquanto Mike e Tom o seguravam, e Jared e Matt no chão.
- O que está acontecendo aqui? – Misha se fez presente e se aproximou.
- Não foi minha culpa, professor. – Milo respondeu, negando com a cabeça. – Não foi.
- Foi sua culpa, sim! – Chad gritava, ainda segurado pelos amigos. – Isso tudo foi sua culpa!
O professor Noah aproveitou que Misha estava cuidando de Milo e Chad e se aproximou dos outros dois garotos no chão. – Oh meu Deus, Misha! Ele está sangrando!
Jensen sentiu o coração parar e correu em direção a Jared que, por sua vez, estava sentado no chão com o olhar fixo em Matt. – Jay, você está bem? – Mas Jared não pareceu tê-lo notado, então Jensen voltou a gritar. – Jared!
Piscando algumas vezes, Jared virou-se na direção de Jensen e o olhou por alguns segundos antes de jogar os braços em volta do loiro.
- Jared, você está me assustando. – Jensen abraçou de volta, sentindo pela primeira vez Jared tão perto e como era bom, se não fosse pelo medo. – Você está bem?
Jensen sentiu Jared confirmar com a cabeça antes de sussurrar. – Matt.
Só então Jensen voltou sua atenção para o outro garoto, que continuava deitado no chão com a respiração ofegante. Prestando mais atenção, Jensen percebeu a poça de sangue que começava a se formar do lado de Matt, onde o adolescente tinha um pedaço de vidro enfiado no lado de sua barriga.
- Deus... – Jensen fechou os olhos e não pode evitar o alívio de não ser Jared ali.
- Matt, fique calmo, ok? – O técnico Noah falava num tom calmo com Matt, que tinha os olhos fechados, mas balançou a cabeça confirmando que estava escutando. – O professor Collins já está ligando para a emergência.
- Eles já estão a caminho. – Misha respondeu, guardando o celular, então, voltou-se para Jared. – Você está bem, Jared?
Quando Jared confirmou, mas não falou mais nada, Misha virou-se para os demais. Ele tinha colocado Justin junto de Milo e Jesse, enquanto Chad, Tom e Mike tinham sido encaminhados para o lado de Jared. – Ok, alguém comece a me explicar agora o que aconteceu.
- Chad descobriu que Matt tinha marcado um encontro com Jared aqui e resolveu checar se estava tudo bem. – Tom começou a explicar. – Nós não tínhamos visto nenhum dos três ali saírem da escola, então Mike e eu resolvemos acompanhar o Chad, só para garantir.
- E não acharam melhor comunicar o ocorrido para um professor? – Noah se virou para Tom ao escutar o comentário. – Esperava outra atitude de você, Tom.
- Técnico, nós não sabíamos se alguma coisa estava acontecendo. – Mike assumiu a defesa quando Tom abaixou a cabeça. – Nós só queríamos ter certeza de que tudo estava bem e que Jared não estava sozinho.
- Ok, vamos discutir o que vocês deviam ter feito depois. – Misha interrompeu o técnico antes que ele resolvesse ralhar com seus alunos naquele momento. – Continuem.
- Quando chegamos, Milo, Justin e Jesse estavam cercando Jared e Matt. – Chad lançou um olhar enraivecido para Milo. – Eles falavam em dar uma lição nos dois e que a escola não tinha lugar para homossexuais.
Misha lançou um olhar em direção aos outros três. Milo não tirava o olhar assustado de Matt, enquanto Jesse e Justin mantinham-se cabisbaixos. – Então quem começou a briga?
- Milo. – Chad lançou um olhar preocupado para Jared, mas esse olhava para Matt, enquanto segurava com força a mão de Jensen. – Ele tinha dado um murro em Matt assim que a gente chegou. Matt não gostou e partiu para cima de Milo e os dois começaram a se agarrar no chão. Jared tentou impedir Matt, mas Jesse avançou e o derrubou no chão.
- A gente correu para separá-los. – Mike lançou um olhar para Matt, já dava para ouvir as sirenes. – Escutamos um grito, Tom e eu tiramos Milo de cima do Matt e Chad, Jesse do Jared, mas isso já tinha acontecido. Foi quando vocês chegaram.
- Por aqui! – O diretor Beaver apareceu acompanhado dos paramédicos, que correram até Matt.
- Qual seu nome? – Um dos paramédicos perguntou.
- Matt. – Jared respondeu quando Matt não fez nenhum sinal de que iria responder.
- Ok, Matt? Pode me escutar? – Matt balançou levemente a cabeça. – Ótimo, nós já vamos cuidar de você. Logo você vai estar novinho em folha.
Não houve resposta e o resto do trabalho foi completado em silêncio, salvo pelos comentários que os paramédicos faziam entre si. Perfuração de órgão, choque, perda de sangue era tudo que Jared conseguia assimilar do que era dito e só fazia aumentar seu medo.
Quando Matt foi colocado em cima da maca e levado em direção à ambulância, o diretor Beaver orientou os professores a levar os demais para sua sala para esperar pelos pais, que Alona já havia comunicado.
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Jared não tinha soltado a mão de Jensen durante todo o caminho, mas Jensen sentia tanta necessidade de sentir Jared por perto quanto o moreno. Ele nunca tinha sentido tanto medo quando pensou que o moreno era quem estava ferido. Nem quando encontrou sua mãe morta. Claro, ele tinha sentido medo do que ia acontecer, mas o que tinha sentido momentos antes tinha sido diferente e intenso.
- Sentem aqui, garotos. – Misha indicou o banco. – Jeffrey deve estar chegando a qualquer momento.
- Jay? – Chad se aproximou dos dois e sentou ao lado do amigo. – Está tudo bem?
Jared procurou os olhos do amigo e deu um pequeno sorriso. – Obrigado por ter aparecido.
Chad aceitou o agradecimento, mas deu um leve murro no ombro do moreno. – O que diabos você estava pensando em se encontrar sozinho com o Matt? Se a gente não tivesse chegado a tempo. Se no lugar no Matt fosse v... – Chad deixou a frase incompleta e desviou o olhar.
- Ei. – Jared procurou o ombro de Chad com a mão que não estava ocupada. – Eu estou bem. Você chegou a tempo e o que aconteceu com o Matt foi um acidente.
- Um que poderia ter sido evitado se o filho da mãe do Milo... – Chad parou quando o diretor Beaver limpou a garganta.
- Eu estou bem. – Jared voltou a assegurar o amigo e levou a mão até o pescoço do loiro.
Chad sorriu e concordou com a cabeça. – Idiota. Se você fizer uma besteira dessa outra vez, eu juro que deixo o Jensen viúvo.
O comentário fez Jared perceber que ainda tinha a mão de Jensen na sua, mas Jensen apenas abaixou a cabeça, tentando esconder o vermelho do rosto, sem fazer qualquer menção de soltar sua mão.
Jared procurou o olhar de Jensen e sorriu. – Não se preocupe.
- Jared, Jensen! – Jeffrey e Sarah entraram na sala do diretor, seguindo direto até os dois. – Vocês estão bem? O que aconteceu?
- Estamos bem, pai. – Jared deixou o pai examinar seu rosto, que já devia estar ganhando o tom arroxeado.
- E você, querido? – Sarah tinha puxado Jensen para um abraço, após verificar que o sobrinho estava inteiro.
- Não fui eu quem saiu dando susto. – Jensen respondeu com um pequeno sorriso.
- Dedo-duro. – Jared murmurou de volta, mas acompanhado com um pequeno sorriso.
- E você, Chad? – Jeffrey olhou ao redor, percebendo que Mike e Tom estavam na sala. – Está tudo bem, meninos.
- Estamos todos bem, senhor P. – Chad agradeceu.
- Ainda bem. – Jeffrey, então, se levantou e voltou-se para o diretor. – Posso saber o que aconteceu?
- Eu só peço para esperar os demais pais chegarem, senhor Padalecki. – Jim Beaver indicou uma das cadeiras vazias, mas Jeffrey recusou, preferindo ficar perto dos garotos. – Tudo bem. Todos estão a caminho, menos os pais de Chad Murray.
- Paul está viajando a trabalho. – Jeffrey respondeu no lugar de Chad. – E se você não está conseguindo entrar em contato com Michelle, eu me responsabilizo pelo Chad.
- Ok, então. – Jim não parecia muito satisfeito, mas os demais pais estavam chegando e ele queria resolver logo isso.
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A conversa que se seguiu foi longa e difícil. Controlar os garotos não tinha sido tão difícil quanto tentar manter uma conversa tranquila com os pais. Os pais de Milo e Jesse eram os mais exaltados, mas no final não havia outra escolha. Um aluno estava no hospital e outro estava com um olho roxo.
- Eu sinto muito, senhores, mas a escola precisa trilhar um limite. – O diretor se manteve firme, sem se deixar intimidar. – Seus filhos há muito vêm testando o mesmo e hoje eles ultrapassaram. Sinto informar, mas Milo, Jesse e Justin estão expulsos.
- Essa é sua palavra final? – O senhor Ventimiglia perguntou e quando Jim Beaver confirmou, ele sorriu, balançou a cabeça e se levantou. – Vamos embora, Milo. Agora!
Jesse e seu pai saíram logo em seguida, mas os pais de Hartley ficaram para trás. – Senhor Beaver, por favor, meu filho não participou da briga. Todos afirmaram isso.
- Sinto muito, senhor Hartley, mas Justin estava com Milo e Jesse. – Jim lançou um olhar para o garoto, que mantinha a cabeça baixa. – E ele próprio confessou que tinha concordado com o que Milo ia fazer antes dos demais garotos chegarem. Eu não vou voltar atrás.
Justin, então, levantou o olhar para o pai. – Me desculpa.
O senhor Hartley suspirou, mas colocou uma mão no ombro do filho e se virou para o diretor. – Eu entendo, senhor. Vamos, Justin. – Os dois seguiram até a porta quando o senhor Hartley parou e se virou para Jared e Jeffrey. – Eu sinto muito pelo comportamento do meu filho e tenho certeza que ele sente o mesmo, não é?
O garoto concordou e olhou para Jared. – Desculpe.
Jim Beaver observou os dois saírem. – Pena que o garoto não puxou o pai. – Então, balançou a cabeça e se voltou para os demais. – Quanto a vocês... não haverá nenhuma punição. Dessa vez. Espero que não tenhamos outra situação parecida com essa, mas espero que vocês procurem algum professor em vez de tentar resolver o problema com as próprias mãos. Podem ir.
- Obrigado, senhor Beaver. – Jeffrey cumprimentou o diretor e guiou Sarah e os meninos para fora.
No exterior da sala, Misha esperava por eles. – Jeffrey, Sarah.
- Alguma notícia do hospital, professor? – Jared tinha um expressão esperançosa.
- Sim. – Collins tinha um pequeno sorriso. – O caco de vidro deve ter perfurado Matt enquanto ele e Milo rolavam no chão, mas não foi muito fundo nem perfurou nenhum órgão. A preocupação maior era a perda de sangue, mas foi feita a transfusão e ele já está no quarto se recuperando.
Jared agradeceu, mas não foi mais nada, e Jeffrey colocou uma mão no ombro do filho. – Você quer visitá-lo?
- Não. – Jared respirou fundo. – Eu não tenho mais nada a falar para ele.
- Ok. Então, vamos para casa. – Jeffrey se despediu do amigo e virou-se para Chad. – Você também, Chad, eu te deixo em casa.
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O caminho foi feito em silêncio. Eles pararam na casa de Chad, onde sua mãe chegava das compras e explicaram resumidamente o que tinha acontecido antes de seguirem para casa. Uma vez lá, Jensen considerou ir falar com Chris e Steve, mas Danneel e Aldis provavelmente explicariam tudo e ele preferia ficar com Jared.
- Meninos, por que vocês não sobem e descansam um pouco enquanto eu preparo algo para o jantar? – Sarah perguntou quando eles entraram em casa.
Os dois concordaram em silêncio e Jensen deixou Jared o guiar até o quarto, não soltando sua mão mesmo quando sentaram na cama.
- Me desculpe. – Foi a primeira coisa que Jared falou desde que saíram da escola.
Jensen aceitou e continuou em silêncio por alguns segundos. – Posso perguntar por quê? Por que se encontrar sozinho com Matt?
Jared riu sem graça. – Eu queria pôr um final em tudo que havia entre nós dois, sabe? Finalmente passar a borracha. – Jared, então, abaixou a cabeça, tímido. – Eu devia isso a mim mesmo. E... a você.
Mordendo os lábios, Jensen apertou a mão de Jared na sua. – Eu fiquei com tanto medo. – Isso fez Jared levantar a cabeça e encontrar o olhar de Jensen. – Eu tava com medo do que isso podia ser. – Jensen falou, indicando as mãos atadas. – Mas eu fiquei com mais medo ainda de você estar machucado. Jared, eu...
Jared, porém, não o deixou terminar e tomou aqueles lábios nos seus como já fazia um tempo que queria fazer. Jensen, no começo, ficou perdido, sem saber o que fazer e tenso, mas aos poucos foi relaxando e se deixando levar pelos lábios de Jared. O beijo não demorou muito para ser prolongado, e sentir o gosto de Jared era uma sensação tão diferente e tão intensa ao mesmo tempo, que Jensen sentiu o corpo todo arrepiar. Da mesma forma que começou, foi Jared quem terminou o beijo, e Jensen, ainda de olhos fechados, sentiu seus lábios procurarem os do moreno.
- Wow... – Jensen abriu um sorriso. – Isso foi...
Jared tinha a língua entre os lábios, como se a procurar algum resquício de Jensen. – Espero que a falta de palavras seja a prova de que foi bom.
Abrindo os olhos, Jensen sentiu seu rosto corar e tentou abaixar a cabeça, mas Jared o impediu.
- Não, você fica ainda mais lindo quando vermelho. – Jared não conseguia evitar sorrir, apesar de tudo. – Suas sardas realçam.
- Pare. – Jensen, então, levou as duas mãos ao rosto.
- Ei. – Jared tirou as mãos do rosto de Jensen e as levou até o colo do loiro, onde as entrelaçou com as suas. – Eu sei que você não está acostumado com nada disso, mas quero que saiba que eu não me importo em ficar só com mãos dadas.
Houve uma batida na porta e os dois trocaram um rápido olhar antes soltarem uma das mãos e esconder as outras. – Pode entrar.
- Tudo bem, garotos? – Jeffrey perguntou, sério.
- Tudo, pai. – Jared respondeu e Jensen logo confirmou.
- Ok, então. – Jeffrey virou-se para sair sem fechar porta, quando se voltou. – Mais uma coisa. Porta aberta quando os dois estiverem sozinhos.
- Pai! – Jared choramingou e Jensen abaixou a cabeça. – Você prometeu que não ia mais escutar as conversas atrás da porta.
- E estou cumprindo a promessa. – Jeffrey fez um ar irritado, mas logo sorriu. – Vocês dois que não soltam as mãos desde a escola. Não é preciso ser um gênio para juntar dois mais dois. – Jared grunhiu e Jeffrey riu. – Sarah e eu vamos falar sobre umas novas regras depois do jantar, enquanto isso, porta aberta e juízo. – Jeffrey piscou para os garotos e saiu.
- Desculpe por isso. – Jared fez um careta para Jensen.
- Tudo bem. – Jensen sorriu tímido. – A reação foi melhor do que eu imaginei.
- Você está mesmo bem com tudo isso? – Jared não queria realmente fazer a pergunta, mas ele tinha.
- Tou. – Jensen observou suas mãos juntas, enquanto acariciava a mão de Jared. – Eu pensei muito sobre isso, acredite. Posso perguntar uma coisa?
- O quê? – Jared procurou o olhar de Jensen.
Jensen, por sua vez, parecia hesitante, mas sorria. – Será que podemos ficar também no beijo?
Jared riu e jogou a cabeça para trás. Era bom se sentir feliz com coisas simples. – Por você, eu faço esse sacrifício.
- Sacrif...
E não é que estava se tornando uma ótima ideia interromper Jensen dessa maneira, principalmente porque o loiro não parecia achar ruim.
Continua...
N/A: Primeiramente, Feliz Páscoa! E aqui vai mais um capítulo. Por segundo, eu tenho que dizer que pretendo fazer do próximo capítulo o último. Nem acredito que a fic está chegando ao fim, pois toda vez que isso acontecia, uma nova ideia surgia, mas é... Enfim, espero que gostem. E saiu o beijo lol.
* Soniama, tão bom saber que você se sente envolvida na história xD. E eu pensei sobre o lance do Tom e resolvi optar por uma decisão madura e que levasse em consideração a amizade. Eu adoro trabalhar com os secundários, mas esse capítulo não me permitiu muito tirar o foco do que estava acontecendo na escola e depois com os J2. Mas eu sei como você se sente em relação Sam e John. Espero que tenha gostado do capítulo mesmo sem um hurt Jared. Beijos.
* Dastan, tá mais calmo? O novo capítulo ajudou? =p... eu estou bem, considerando a ameaça de tortura. E ninguém morreu, viu? Eu fui boazinha afinal. E tudo bem, eu te desculpo. Espero ter explicado porque Jared fez essa última cagada. Enfim, muito obrigada. Espero fazer valer o final da fic. Beijo.
* Crisro, você falou tudo. Isso é complicado e, o pior é que eu arranjei isso para mim mesma, agora eu tenho que rebolar e escrever direito =p. Eu sinceramente não tenho nenhum problema nem com a Danneel nem com o Tom, gosto das fics que eles são os amigos dos J2. O engraçado é que quando a Danneel não é a bruxa da fic, ela aparece como a melhor amiga do Jensen hushausha. Desculpe a mim, porque eu me divertir lhe vendo aflita, mas Jared sentia que ele precisava enfrentar Matt sozinho e deixar finalmente tudo para trás. Enfim, espero ter esclarecido suas dúvidas. Beijos.
* Lene, Jensen estava finalmente se decidido por enfrentar seus medos e quando ele pensou que Jared estava machucado, sentiu um medo maior. Isso o fez tomar os últimos passos, o que não quer dizer que de repente tudo está bem, mas ele vai chegar lá aos poucos. Eu até que não fiz o suspense durar tanto, mas a confusão foi feita. Obrigada e espero que tenha curtido o novo capítulo. Beijos.
