Disclaimer: Twilight e seus personagens pertencem à Stephenie Meyer. Esse Edward problemático é todo meu.


Unfeeling

Capítulo Vinte e Um

:: Edward POV ::

Depois da choradeira no carro, fomos para o nosso quarto de hotel. E depois de um banho – separados – me enrolei com Bella na cama, enquanto ela colocava uma das comédias que tinha locado no DVD.

Assistimos quietos, Bella não falando nada sobre o choro ou sobre Amy, me deixando livre pra falar se eu quisesse. Eu tinha que agradecê-la por isso depois.

O filme terminou duas horas depois, sem que eu risse ou sequer me lembrasse sobre o que era. Minha mente tinha vagado durante todo o tempo, e eu tinha prestado atenção em cada aspecto da minha vida, no passado e no presente, mas não fazia ideia nem sequer do nome do filme.

Bella deve ter reparado meu estado de dormência, porque quando o filme acabou, ela ligou para o serviço de quarto pedindo o jantar. Passava das oito da noite, e eu nem tinha reparado que estava com fome, até o carinho com macarrão, queijo e bife atravessar as portas do quarto.

Comemos em igual silêncio, e eu realmente pensei que seria assim até dormirmos, mas Bella tinha outros planos. Ela se remexeu em sua cadeira e me olhou, incerta.

— Quer conversar, Edward?

Eu a olhei, distraído.

— Eu... não tenho certeza.

Ela mordeu o lábio.

— Eu percebi que você ficou um pouco abalado ao ver sua babá. Posso perguntar por quê?

Eu engoli seco.

— Eu só... só tive algumas lembranças. — falei.

Eu devia saber que uma resposta vaga não satisfaria sua curiosidade. Nem um minuto se passou antes que ela insistisse.

— Que tipo de lembranças?

— Coisas aleatórias. — dei de ombros, remexendo o restinho de macarrão que estava no meu prato. — Meus pais, eu e Alice crianças... Esse tipo de coisa.

Ouvi-a suspirar. Quando levantei os olhos para encará-la, ela me olhava com olhos suaves.

— Sabe que pode me dizer qualquer coisa, Edward. Eu sei que você está passando por muitas mudanças emocionalmente, mas isso é apenas mais um motivo para você falar. Você não pode guardar tudo isso dentro de si ou vai acabar enlouquecendo.

Respirei fundo. Como sempre, ela tinha razão. Eu precisava falar. Não. Eu queria falar com Bella. Queria falar com a mulher que, sem que eu percebesse, tinha entrado na minha vida e bagunçado tudo... pra melhor. Queria confiar nela e queria que ela soubesse disso.

— Tem razão. — suspirei. — Eu... Eu só senti falta, sabe? Eu nunca tinha sentido falta da minha infância antes, não sei porquê, mas quando eu vi Amy, todo tipo de lembrança começou a pipocar na minha mente, e eu me senti...

— Sobrecarregado? — ela sugeriu, vendo que eu tinha dificuldade em encontrar a palavra.

— Sim, sobrecarregado. Você sabe que eu nunca fui de sentir muito, e de repente, eu estou todo sensível. É horrível.

— Não é horrível.

— Não estou dizendo que sentir é horrível. — admiti. — Só me incomoda ter essa avalanche me levando toda vez que algo acontece. Eu estou cansado disso.

Ela estendeu a mão e segurou a minha, que descansava ao lado do prato. Eu olhei em seus bonitos olhos castanhos enquanto ela me dizia, cheia de certeza:

— Às vezes, Edward, todos nós nos sentimos sobrecarregados emocionalmente. Quando algo acontece, e nossa mente relaciona um evento à outras coisas, às vezes nossa mente se deixa levar e nós ficamos com uma sobrecarga de emoções. Isso é normal. Você não está acostumado a sentir nada disso normalmente, e agora então, com tudo vindo de uma vez, é claro que é desorientador.

Eu suspirei, assentindo. Ela apertou minha mão de novo.

— Você está sentindo tudo de uma vez, Edward, porque você nunca se deixou sentir nada, por nada nem ninguém. — ela explicou. — Você construiu um muro ao seu redor, por algum motivo, e esse muro foi o que impediu você de perceber seus sentimentos o tempo todo. Isso te privou das sensações que todos nós nos acostumamos. Agora, seu muro ruiu, e tudo que você sentia veio à tona.

— Veio tudo de uma vez. — reclamei, suspirando.

Ela me ofereceu um sorriso doce e tranquilo.

— Mas você não está sozinho. Eu sou mais do que sua terapeuta ou amiga da sua irmã, Edward. Eu sou sua amiga. E amigos estão lá uns para os outros quando é preciso. Qualquer coisa que você precisar, basta me chamar.

Eu senti meus olhos pinicando, e antes que eu pudesse chorar mais, eu a puxei para o meu colo e a abracei.

Eu não sabia o que faria sem ela. Eu devia muito a Bella. Muito.

Ela estava sendo o farol que me guiava em toda a minha confusão recente. A única coisa sã e que fazia sentido na avalanche de emoções que me tomava a cada minuto. Era libertador saber que eu podia contar com ela.

— Agora venha, vamos dormir. — ela disse, limpando algumas lágrimas rebeldes do meu rosto. Ela me deu um beijo na testa, e eu fechei os olhos. — Você precisa descansar.

Eu apenas assenti.

Me troquei e escovei os dentes, me deitando na cama. Enquanto eu fazia isso, Bella arrumou a mesa onde comemos e chamou o serviço de quarto para levar tudo. Ela escovou os dentes, colocou sua camisola e se juntou à mim logo depois.

Eu estava semi adormecido, mas ouvi claramente quando ela falou:

— Vai ficar tudo bem, Edward. Basta confiar em mim.

E com essa certeza, eu dormi tranquilamente, num sono sem sonhos.

~.~

No dia seguinte, Bella me acordou às onze da manhã. Eu fiquei surpreso por ter dormido tanto, mas Bella me disse que era normal dormir muito depois de um dia de sobrecarga emocional. Ela me divertiu dando uma piscadela e sorrindo enquanto dizia que eu me acostumaria à isso.

Tomei um banho rápido e me troquei, pronto para ir à casa de Amy. Eu não sabia por quê eu tinha concordado com o almoço, mas agora que eu estava indo, eu tinha em mente conversar com Amy e ver se ela podia me ajudar a lembrar de mais coisas.

Eu queria lembrar. Dos meus pais, da minha infância. Principalmente, eu queria saber se eu realmente tinha sido tão insensível desde sempre, ou se algo tinha causado isso.

Eu não sabia se Amy seria capaz de me ajudar, mas eu esperava que ela tivesse memórias suficientes para ajudar a minha mente a destravar.

Estacionamos na casa dela pouco depois do meio-dia. Eu saí do carro devagar, lentamente fazendo meu caminho até a porta. Toquei a campainha e esperei. Bella ficou ao meu lado, me dando um sorriso encorajador.

Momentos depois a porta foi aberta por uma criança, um menino de mais ou menos oito anos, que nos olhava curioso.

— Quem são vocês? — o menino perguntou, curioso.

— Oi. — disse Bella, vendo que eu estava meio travado. — Viemos ver sua mãe, Amy. Ela está?

— Mamãe! — o menino chamou. — Tem uma moça querendo falar com você!

Eu sorri para o menino, que sorriu de volta, mas meio tímido.

— Seu cabelo é engraçado. — ele me disse.

Meu sorriso se ampliou.

— Eu também acho. — concordei com ele. Ele riu e saiu correndo.

Vi pelo canto do olho Bella me olhar surpresa. Quando a olhei, ela perguntou:

— Você gosta de crianças?

— Nunca gostei, na verdade. — dei de ombros. — São muito barulhentas, muito intrometidas, e costumavam perceber que eu não era muito normal.

Ela sorriu. — O que mudou, então? Você ficou encantado pelo menino.

Dei de ombros mais uma vez.

— Não sei. Ele só... me pareceu simpático.

Bella assentiu, mordendo o lábio e me olhando com aquele olhar analisador. Eu revirei os olhos. Bem nesse momento, Amy apareceu na porta com seu filho a tira colo.

— Oh, Edward, Bella! Por favor, entrem. Desculpem ter demorado. — ela se desculpou.

— Não se preocupe, Amy. — eu disse, entrando depois de Bella e fechando a porta atrás de mim.

Amy tirou nossos casacos e os pendurou em um dos muitos ganchos que ocupavam a parede na lateral da entrada. Depois nos levou até a sala de estar, onde nos sentamos. O menino atrás dela ainda me olhava curioso.

— É seu filho? — perguntou Bella.

— Oh sim. Desculpem. — ela riu. — Este é Anthony.

Eu arregalei os olhos. — Anthony?

— Sim. — Amy sorriu para mim. — Ele me lembrou muito você quando nasceu, ele tinha o mesmo cabelo arrepiado. Então eu lhe dei seu nome.

— Seu nome também é Anthony? — perguntou o menino para mim, os olhos arregalados de curiosidade.

Eu não sabia o que dizer diante do conhecimento que minha antiga babá tinha dado um de meus nomes para o seu filho. Eu estava quase chocado demais para falar, mas respondi o menino de qualquer maneira.

— Meu nome do meio é Anthony. Meu primeiro nome é Edward. — eu disse a ele.

— Ah tá. Temos um nome bonito, não é, senhor Edward? — perguntou Anthony.

Eu não pude deixar de rir. — Sim, um nome muito bonito, Anthony. E não precisa me chamar de senhor.

— Sério? — ele parecia empolgado. Eu ri novamente.

— Sério. Só Edward.

— Ok Edward. — ele riu.

Amy balançou a cabeça, rindo também, e o mandou para o quarto para trocar de roupa. Depois de algum convencimento, ele foi. Amy nos olhou e suspirou.

— Eu devo admitir que estou surpresa. Não achei que você seria do tipo de homem que se dá bem com crianças.

Eu ri sem graça e dei de ombros.

— Eu geralmente não sou. Mas as coisas estão diferentes agora. — eu respondi vagamente.

Ela franziu, mas não pediu por explicações, o que me aliviou. Ao mesmo tempo, eu lembrei que Amy sempre fora assim comigo. Ela nunca me obrigava a falar nada, se eu não quisesse. Ela tinha sido minha babá favorita.

— Então, — eu pigarreei. — você me disse que tinha dois filhos. Onde está o outro?

— Oh, Brian está com os amigos. Ele tem catorze anos e está na fase de preferir os amigos à mãe. — ela deu de ombros.

— Isso passa. — disse Bella, sorrindo. — Ele vai perceber logo que os amigos não são tudo isso comparado à família.

Amy sorriu agradecida.

— Obrigada, Bella.

Bella assentiu.

— Amy? — chamei.

— Sim, Edward?

— Eu estava pensando... — comecei, meio incerto e desconfortável. — Se você poderia me ajudar a esclarecer umas coisas. Tem a ver com a minha infância, e a maior parte dela eu não me lembro... Eu estava pensando se você poderia me ajudar com isso.

Ela sorriu calidamente, automaticamente me acalmando.

— Claro... Por que você...

— Mãe, mãe! — Anthony interrompeu, descendo as escadas correndo até nós. — Terminei!

Ela riu. — Estou vendo.

Sem saber como eu conversaria o que eu queria com Amy com Anthony na sala, eu fiquei quieto, tentando achar uma maneira de abordar o assunto. Bella, parecendo ler minha mente, veio em meu socorro.

— Anthony? — ela chamou. — Edward e sua mamãe precisam conversar um pouco, ter uma conversinha de adultos. Por que você não brinca comigo enquanto eles conversam?

Ele olhou para sua mãe pedindo permissão, e quando ela assentiu, Anthony foi até Bella e saiu puxando-a até a sala de TV ao lado, onde eu tinha visto alguns brinquedos espalhados.

Antes de sumir na sala, Bella me deu uma piscadela e um sorriso encorajador. Eu lhe dei um sorriso agradecido. Eu precisava mesmo recompensá-la depois.

— Bom, por que você e eu não vamos até a cozinha? — Amy disse. — Enquanto eu termino o almoço nós conversamos. Pode ser?

— Claro. — eu disse, levantando.

Ela levantou e me guiou até a cozinha. Quando chegamos lá, ela começou a mexer em algumas panelas e vasilhas, e eu me sentei em um banco do balcão de granito enquanto a via trabalhar.

— Bom, o que você quer me perguntar? — ela perguntou, olhando de relance para mim enquanto mexia algo no fogo.

Eu me remexi no banco.

— Na verdade, eu queria saber se... — suspirei. — Como eu era quando criança? Quer dizer, eu sei que eu era quieto e tal, mas... Eu era...

Eu não sabia como colocar isso de maneira suave, mas deus abençoe Amy, ela sabia o que eu estava perguntando.

— Você quer saber se você era insensível? — ela se virou e sorriu para mim. — Não Edward, você não era. Eu me arrisco a dizer que você era sensível demais.

Eu pisquei, confuso. Ela sorriu, voltou a cozinhar, mas continuou falando.

— Você era um garoto tímido. Não gostava de conversar com estranhos, e preferia brincar dentro de casa a brincar com outras crianças num parquinho ou algo assim. Apesar disso, você era muito amoroso com a sua família. Você era completamente apaixonado pela sua mãe. Escutava atentamente cada palavra que seu pai dizia, não importava sobre o quê ele estivesse falando. E você era muito protetor com Alice.

Eu olhei para o tampo da mesa de granito, tentando evocar essas memórias de quando eu me importava. Amy continuou falando.

— Eu comecei como babá de vocês quando você tinha cinco anos e Alice três. Eu tinha apenas doze anos, mas sua mãe gostou de mim e me contratou de qualquer forma. Era apenas meio período, eu não ficava lá o dia todo. No começo, você sequer falava comigo. Eu achei que era algo errado comigo, mas sua mãe me disse que você sempre tinha sido tímido, então eu deixei para lá. Eventualmente nós começamos a nos dar bem. Alguns meses depois que eu comecei, a sua avó materna morreu. Você chorou muito. Você era muito apegado à ela, provavelmente mais do que era com seu pai ou sua mãe. Enquanto seus pais conversavam com outras pessoas no funeral, eu te segurei e te consolei. Naquele dia, eu acho que você começou a confiar mais em mim.

Eu a encarei, ouvindo atentamente, esperando pegar aquele pedaço de informação que me explicaria meu comportamento frio e distante do resto da minha vida.

— O tempo passou, e depois da morte da sua avó você se tornou ainda mais reservado. Você não tinha amigos na escola, e os professores aconselharam seus pais a te colocar num psicólogo. Você foi por um tempo, e eu lembro que o psicólogo disse que você precisava de terapia. Ele disse que a morte da sua avó foi um pedaço importante na sua vida, e que você não estava conseguindo lidar com isso muito bem. Eu não me lembro muito, mas sei que seus pais não compraram essa resposta muito bem. Você fez birra um dia porque não queria mais ver o psicólogo, e eles deixaram para lá e te deixaram em paz.

Eu assenti. Eu me lembrava vagamente de ter feito birra uma vez porque não queria ver uma pessoa que eu achava que era má. Eu não me lembrava os detalhes. Pelo que Amy dizia, tinha sido isso.

— Enfim, o tempo passou e seus pais perceberam que você tinha se fechado demais. Eles te levaram em outro psicólogo. Depois de uma conversa, ele disse que você estava mais introvertido porque você estava magoado. Sua avó dizia a você que nunca deixaria você sozinho. No entanto, ela morreu e se foi. Você ficou sozinho. Ele descobriu que o mesmo acontecera com uma de suas ex-professoras do jardim de infância. Ela não tinha morrido, mas tinha ido embora da escolinha sem um segundo pensamento. Você era apegado demais à elas duas. A partida delas quebrou seu coração, e você, em toda sua inteligência, tinha decidido não se apegar a mais ninguém. Por isso você se fechou em um casulo, guardando todos os sentimentos lá no fundo do coração.

Como um clique, tudo se encaixou. Agora todo o meu comportamento fazia sentido. Eu tinha tomado a decisão de guardar meus sentimentos para mim. Eu os tinha trancado no fundo do meu coração para que ninguém mais pudesse me machucar. Eu me lembrava disso agora. Me lembrava de ter chorado por muito tempo, agarrado a um bicho de pelúcia, no meu quarto. Lembrava de ter amassado alguns desenhos, em pura birra, e lembrava de prometer ao meu ursinho, que era meu melhor amigo, que nunca mais deixaria ninguém me magoar.

Eu ofeguei com a lembrança. Pisquei para espantar algumas lágrimas que tinham surgido nos meus olhos. Amy percebeu que eu estava quieto e se virou.

— Oh querido... — ela limpou as mãos num pano de prato e me abraçou. Eu aceitei o abraço de bom grado. — Eu sinto muito, mas eu também tenho parte nessa história.

Eu a olhei, franzindo. Ela me deu um sorriso triste.

— Eu tinha quinze anos quando seus pais morreram. Eu estava lá quando a assistente social apareceu para dar a notícia, e eu ajudei você e Alice a fazerem as malas e irem para o orfanato. Eu queria muito ficar com vocês e cuidar de vocês até que fossem mais velhos, mas eu não podia e minha mãe não permitia. Ainda assim, eu prometi a você que visitaria vocês no orfanato, mas eu nunca fui. Nunca pude. — ela disse, os olhos lacrimejando. — Me desculpe.

Eu suspirei e lhe sorri. — Tudo bem, Amy. Eu... Eu entendo agora. Está tudo bem.

Ela sorriu e me abraçou novamente. Ficamos ali por um momento antes de ouvir uma vozinha.

— Mamãe?

Amy me soltou e eu enxuguei meus olhos antes de me virar para ver Anthony e Bella nos olhando. Anthony estava curioso. Bella me olhava preocupada. Eu sorri para ela para tranquilizá-la. Eu precisava falar isso tudo com ela depois.

— Sim, meu amor? — Amy respondeu.

— Está pronto? Estou com fome! — ele reclamou.

Todos nós rimos, e Amy me deu um sorriso caloroso antes de dizer para Anthony lavar as mãos e descer para o almoço. Ele saiu correndo e ela se voltou para mim.

— Essa história enorme te ajudou de alguma forma, Edward? — ela perguntou.

— Sim. — eu sorri para ela. — Ajudou. Obrigado, Amy.

— De nada. — ela sorriu. — Agora, será que você pode me dizer o que aconteceu com Alice?

Eu assenti. Bella sentou ao meu lado e segurou minha mão enquanto eu dizia que Alice era uma psiquiatra, que tinha se envolvido demais com o caso de um de seus pacientes. Amy não precisava saber que era eu. Eu resumi a história e disse que ela tinha tomado uma grande quantidade de remédios, que eu tinha levado-a para o hospital, que eles tinham revertido a toxicidade dos remédios, mas que ela estava em coma. Há dois anos. Amy chorou um pouco, disse que sentia muito, e que desejava do fundo do coração que Alice melhorasse.

O almoço se passou com conversas amenas, e antes de eu ir embora, Amy pegou meu telefone e eu peguei o dela. Prometemos nos ver mais uma vez antes de eu voltar para Chicago e depois fomos embora.

Eu contei à Bella tudo que Amy me dissera assim que chegamos ao quarto do hotel. Ela me abraçou e fez outra pequena sessão de terapia comigo, me ajudando a entender que o passado era passado, que eu tinha muitas mágoas, mas que eu precisava me livrar delas. Quanto antes eu fizesse isso, melhor. Assim eu poderia começar a realmente aproveitar minha vida, da forma como sempre deveria ter sido.

Naquela tarde, eu percebi que o muro que eu tinha construído há tanto tempo atrás para guardar minhas emoções, tinha ruído completamente por causa de Bella. Ela era a responsável por me fazer entender que sentir era uma coisa boa, e que eu não era imune a isso.

Eu a agradeci fervorosamente enquanto gemia e estocava contra ela, meu corpo adorando o dela, minha boca beijando cada centímetro de pele exposta que eu conseguia alcançar. Cada atitude e movimento meu dizendo tudo que eu precisava dizer sem as palavras.

Eu diria as palavras em breve, eu sabia disso. Mas eu ainda não estava pronto para dizê-las. O que estava tudo bem. Porque eu já sabia que o sentimento estava ali, na superfície, pronto para vir à tona. E isso, para mim, era maravilhoso, e por enquanto, suficiente.


Nota:

Voltei! Demorei um pouquinho, né? Pelo menos não foi um mês de novo... Hehe. Desculpem!

*abraça o Edward* Esse Edward se redescobrindo me deixa suspirando, e vocês? O que acharam da história da Amy? Surpresos pelo que aconteceu com o pequeno Edward? Hehehe

O jantar com a Rosalie vem no próximo capítulo, esse ficou um pouco mais intenso e extenso do que eu pretendia e por isso o jantar fica no próximo. E fiquem tranquilas que o Edward não vai descobrir sobre a Rosalie agora, tá? Relaxem.

Agora me contem o que acharam. *-*

Bjs!

P.S.: Ah, gostaria de indicar uma fic pra vocês. Eu estou betando-a, e ela ainda está no comecinho. É muito lindinha, e eu totalmente recomendo. *-* Leiam e comentem, tá? :)

"Side Effects": Bella Swan vivia dia após o outro mergulhada no trabalho, com um sorriso forçado no rosto, tentando esquecer o passado que lhe afligira tanto. Sua cura começa aos poucos, quando ela encontra um homem que tem seus próprios problemas para esquecer e que sabe exatamente como ela se sente.

www(ponto)fanfiction(ponto)net/s/8895024/1/Side-Effects - Lembrem de substituir os "(ponto)" pelos símbolos.