Capítulo 21

Colegas de quarto

Ana respirou fundo e olhou ao seu redor na sala de estar de seu apartamento. Tinha acabado de chegar em casa e se jogou no sofá tirando os desconfortáveis sapatos de salto altos que usava. Pegou um de seus pés e o massageou enquanto pensava na loucura que tinha acabado de fazer.

Quando saíra do consultório da Dra. Thompson, ela recebera um telefonema de James. Ele parecia muito atarantado e disse a ela que precisava muito de ajuda. Contou que tinha acabado de ter sido despejado de seu próprio apartamento pelo senhorio e que não tinha para onde ir, que estava sem dinheiro até para pagar um quarto onde coubessem todas as suas coisas.

Ana-Lucia não soube o por quê, mas ela não pensou duas vezes ao dizer a ele:

- Não se preocupe! Vai pro meu apartamento. Nós daremos um jeito!

Agora ela se perguntava se ter dito isso tinha sido uma boa ideia. Ela adorava James, o que estava acontecendo entre eles era maravilhoso, mas ainda assim não o conhecia o suficiente para que ele fosse morar com ela. James era um completo estranho. Ela sabia muito pouco sobre ele. Não sabia se já tinha sido casado, ou se tinha filhos.

- Oh meu Deus!- Ana exclamou. – O que eu fiz?

Mas ela não poderia ter dito não pra ele. Não poderia tê-lo deixado na rua. Ele parecia mesmo desesperado e ela queria entender por que ele tinha sido despejado de seu apartamento. Estaria com o aluguel atrasado há meses? Ana sabia que ele não estava há muito tempo trabalhando como professor. Talvez estivesse com sérias dificuldades financeiras.

Ela não teve mais tempo para pensar no assunto porque James tocou a campainha de seu apartamento naquele exato momento. Ana apressou-se em ir abrir a porta e encontrou um James desolado do outro lado.

- James, o que aconteceu?- ela perguntou enquanto o deixava entrar. Ele arrastava uma pesada mala de roupas consigo.

- Eu disse pra você. Meu senhorio me despejou!

- Mas por que ele fez isso?

- Por causa da mulher dele!- James respondeu com a voz chateada. – Você não vai acreditar no que aquela mulher fez!

- O que ela fez?- agora Ana-Lucia estava muito curiosa.

- Ela foi até o meu apartamento tentar me seduzir, eu a dispensei e agora o marido diz que tentei violentá-la!

Ana ergueu uma sobrancelha como se estivesse em dúvida a respeito do que James dizia e ele ficou furioso.

- Menina, você acha mesmo que eu faria uma coisa dessas?

- É claro que não, mas ela podia ser sua...

- Minha o quê?- ele retrucou, chateado.

- Desculpe.- disse Ana. – É que estou com ciúmes!- admitiu.

- Você o quê?- ele indagou, não mais chateado, mas surpreso.

- Eu disse que estou com ciúmes em saber que outra mulher tentou ter o que eu ainda não tive, pelo menos não por completo.

- Ah que bonitinho!- exclamou ele. – Está com ciúmes de mim?- James provocou.

- De você não, mas do seu melhor "amigo"!- ela brincou. Estava sendo ousada outra vez, mas gostava de ser ousada com James. – Eu pensei que depois do que aconteceu entre nós, "ele" estivesse mais ansioso para me conhecer melhor.

- Com certeza "ele"está! – disse James sentindo o corpo começar a esquentar por causa da insinuação dela. Mas Ana-Lucia mudou de assunto propositadamente. Gostava de pensar que suas insinuações o deixavam excitado e transformar isso num jogo deixava a ela própria muito excitada também.

- James, eu quero que saiba que pode ficar no meu apartamento o tempo que quiser, até você encontrar um outro lugar pra ficar. Você disse que sua mobília tinha sido posta para fora também. Nós podemos pedir ao meu senhorio que guarde parte dela no porão do meu prédio e podemos trazer aqui pra cima o que você vai precisar e colocar no outro quarto. Você pode ficar lá.

- Obrigado, Ana. Não sei nem como te agradecer. Por um momento pensei que teria de dormir embaixo da ponte. – ele falou em tom brincalhão, mas a preocupação era visível nos olhos azuis dele.

Ana sorriu e acariciou o rosto dele, dizendo:

- Eu nunca deixaria isso acontecer. Saiba que pode contar comigo, sempre!

A bondade dela o surpreendia e o fazia querê-la ainda mais. Por isso ele não resistiu beijá-la novamente. Talvez estivesse quebrando alguma regra dela, mas se não a beijasse não conseguiria pensar em mais nada.

Para a felicidade dele, ela não ofereceu nenhuma resistência ao beijo dele. Pelo contrário, Ana colou seu corpo ao dele e deixou que ele a conduzisse até o sofá onde além de beijá-la, James começou a tocar as coxas dela por baixo da saia escura, sentindo o fino tecido das meias 7/8 que ela usava. Só de pensar em como ela deveria ficar usando somente aquelas meias, sentia sua calça jeans ficando dolorosamente apertada.

- Ana?- ele chamou enquanto a beijava.

- Hummm?- ela gemeu e o encarou, sentindo a mão dele roçar perigosamente perto de sua calcinha.

- Acho que meu "amigo"deseja se manifestar.

Ana riu e abriu as pernas, deixando que James se encaixasse entre elas.

- Pois eu acho que estou com muita vontade de conversar com o seu "amigo".

James gemeu ao sentir um movimento sensual dos quadris dela fazendo o sexo dela roçar no dele.

- Morena...morena... – ele murmurou e o som do interfone interrompeu o interlúdio amoroso dos dois, outra vez.

- Quem será?- Ana indagou um pouco trêmula de excitação.

- Deve ser o porteiro avisando que a minha mobília chegou. Mas que droga!- James bradou.

Ana o empurrou gentilmente e disse:

- Não podemos deixá-los esperando ou eles podem fugir com toda a sua mobília.

- Que fujam! Eu não me importo.- James retrucou malicioso e sua mão fez um carinho mais ousado embaixo da saia dela.

- James!- Ana o interrompeu. – Nós precisamos descer!

Mesmo sentindo-se frustrado, ele teve que concordar e os dois pegaram o elevador até o térreo do prédio. Havia um caminhão lá embaixo que tinha acabado de trazer as coisas dele. Os carregadores não demoraram muito para levar o necessário para o apartamento de Ana e o restante foi guardado no porão do prédio.

Quase uma hora depois, eles retornavam ao apartamento. Toda a mobília do quarto de James tinha sido posta na sala de estar de Ana. Ambos se entreolharam um pouco desanimados com o trabalho que tinham pela frente para arrumar as coisas no antigo quarto do bebê onde James iria ficar.

- Hey, não me olhe assim!- ela brincou ao ver a expressão de desânimo no rosto dele. – Você é que o arrumador de quartos por aqui e pensando bem, eu estava mesmo precisando de um dono de casa pra me ajudar.

Ele deu uma risada e ela acrescentou.

- Nós podemos cuidar de tudo rapidinho. Eu ajudo você e você me ajuda, que tal?- Ana-Lucia estava exausta, queria muito dormir, mas tinha que ajudá-lo a pôr as coisas no quarto. Seria uma boa oportunidade de sondá-lo um pouco também, saber mais coisas sobre ele.

James aceitou a sugestão dela e indagou:

- Certo! Fiquei até mais animado agora. Mas me diga, chica, por onde vamos começar?

- Pela cama, oras!- respondeu ela.

Ele deu um sorriso malicioso.

- Por que pela cama? Por acaso é a sua parte preferida do quarto?

- Bem, só pensei que se depois de montarmos a cama estivermos muito cansados, vamos ter um lugar para se deitar, não é?

Ele piscou para ela, sedutor e ambos começaram a trabalhar. Primeiro tirando as coisas do bebê do quarto e depois empilhando as caixas dentro do banheiro que ficava na área de serviço do apartamento e não era utilizado.

Uma vez que o quarto ficou livre, James e Ana puseram-se a montar as peças da cama. Não foi fácil, apesar da aparência simples, as peças da cama de James deram dor de cabeça aos dois para ser montada da maneira correta, o que garantiu muita brincadeira, risada e até mesmo alguns palavrões quando eles não conseguiam acertar algum parafuso. Quando terminaram um pequeno encaixe ainda ficou faltando, mas James o guardou no bolso, dizendo:

- Terminamos!

- A cama você quer dizer!- disse ela com um bocejo. – Ainda temos aquela sua escrivaninha e as suas roupas para pôr no closet. E não pense que eu não vi o parafuso que você escondeu no seu bolso.

- Que parafuso?- indagou ele, rindo. – Olha, Ana você está exausta. È melhor deixarmos isso pra depois. Como você disse já tenho a cama para me deitar, o resto fica pra amanhã.

Ana nem discutiu com ele, estava tão cansada que concordaria com qualquer coisa que ele dissesse.

- Está com fome?- ele perguntou.

- Um pouco.- disse ela, se espreguiçando para manter os olhos abertos.

- Por que você não vai tomar um banho enquanto eu preparo alguns sanduíches pra nós dois?

- Boa ideia!- disse ela se levantando e caminhando em direção ao seu quarto. Por alguns segundos, James cogitou a ideia de se oferecer para tomar um banho com ela, mas pensou melhor e preferiu não dizer nada, afinal ela não lhe fizera convite algum dessa natureza e ele não pretendia parecer abusado. Ela tinha prometido que fariam amor em breve, mas não dissera o quão breve seria.

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Sawyer largou o martelo e a chave de fenda que estivera usando para montar a cama no chão do quarto. Ainda faltava trazer o colchão e colocar lençóis limpos na cama, mas ele faria isso depois. Dirigiu-se à cozinha e encontrou pão, queijo e leite gelado na geladeira. Preparou alguns sanduíches grelhados e esperou por Ana-Lucia.

Ela apareceu alguns minutos depois usando um roupão de seda preto e uma toalha branca na cabeça que Ana logo tirou e esfregou nos cabelos molhados deixando-os um pouco bagunçados. James sentiu o cheiro bom de xampu que exalava deles e controlou-se para não se aproximar e cheirá-los.

- O que você fez de bom pra nós?- ela perguntou.

- Sanduíche de queijo grelhado.

- Meu favorito!- Ana exclamou largando a toalha sobre uma cadeira e indo pegar maionese na geladeira. – Só falta isso para completar!

Eles sentaram-se um ao lado do outro e começaram a se servir. Comeram em silêncio por alguns minutos até que James falou:

- Ana-Lucia, eu quero te agradecer por me deixar ficar na sua casa e dizer que pode confiar em mim. Sei que não nos conhecemos há muito tempo...

- Sei que posso confiar em você, James.- ela acrescentou. – E não precisa me agradecer, amigos são pra essas coisas, não são?

Ele sorriu.

- Mas eu gostaria que me falasse mais sobre você.- Ana pediu.

- Bem, minha vida não é muito interessante de se conhecer. Meus pais morreram quando eu tinha oito anos, eu fui criado por um tio, fiz faculdade de geografia, mas acho que isso você já sabe.

- Já foi casado alguma vez?

Ele ergueu uma sobrancelha. – Ora, me conte!- ela insistiu. – Eu estou curiosa, James. Eu contei a você que já fui noiva.

- Eu também acho que contei a você que nunca fui casado.

- Hummm, acho que não me lembro!- disse ela, instigando-o a falar.

- Houve uma mulher...mas ela...

- O que houve? O que aconteceu com ela?

- Eu tenho uma filha.- James confessou. Ana-Lucia ficou surpresa, mas deixou que ele continuasse. James não sabia por que estava contando aquilo para ela, mas sentiu vontade de falar. Estava sendo difícil conviver com Clementine na escola e fingir que ela não representava nada para ele.

- E onde ela está agora? Quantos anos têm?

- Ela tem 3 anos. E mora com a mãe aqui em Los Angeles. Elas moravam em Albuquerque mas devem ter se mudado para cá há pouco tempo.

- E você costuma visitá-la?

- Não..- ele respondeu. – Meu relacionamento com a mãe dela acabou mal. Minha filha não sabe que sou o pai dela. A mãe dela apenas recebe um cheque ao portador todos os meses.

- Você tem vontade de estar com sua filha?

- Eu não sei.- disse James com sinceridade. – Talvez eu sinta vontade de vê-la, mas não quero me confrontar com a mãe dela.

- Entendo.- disse Ana. – Como ela se chama?

- Clementine.- ele respondeu.

- È um lindo nome.- comentou Ana.

Depois disso o assunto voltou-se para amenidades. Eles terminaram de comer e ele a ajudou com a pequena louça que tinham sujado. Em seguida foram conversar no sofá como tinha se tornado o hábito dos dois.

- Eu estou tão cansada... – Ana contou a ele. James lamentou por isso porque estava ansioso para recomeçar a brincadeira que tinham iniciado mais cedo. Mas não comentou nada a respeito. – Eu e minha equipe estamos investigando um possível homicídio.- ela continuou comentando.

- Parece emocionante.- disse ele.

- Nem tanto assim... – respondeu ela com a voz grogue, seus olhos à esta altura já estavam se fechando e no momento seguinte Ana-Lucia estava completamente adormecida e seu corpo tombou para o lado no sofá.

- Ah, por que você tinha que dormir agora, garota?- ele indagou baixinho, sorrindo. Tomou-a nos braços com cuidado para não acordá-la e levou-a para o quarto dela, depositando-a na cama e cobrindo-a com o lençol. – Tenha bons sonhos, lábios quentes.- ele sussurrou e ela deu um pequeno gemido em seu sono. James beijou-lhe a testa, apagou a luz e deixou o quarto dela.

Algum tempo depois, quando ele conseguiu colocar o colchão sobre o estrado da cama com sucesso e encontrou lençóis de cama limpos no armário de Ana. James deitou-se em sua cama no novo quarto e adormeceu.

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"Você está exatamente onde é o seu lugar, embaixo de mim!"- Sawyer disse, sentindo-se vitorioso ao conseguir domar a fera selvagem que o atacara no meio da floresta exigindo que ele lhe entregasse uma arma. Agora ele estava por cima e ela não tinha como escapar, o corpo pesado dele prendia o corpo pequeno dela ao chão e não importava o quanto ela lutasse, não se safaria dessa vez. Onde estava a pose dela agora?

- E agora? O que você vai fazer, muchacha?- Sawyer indagou segurando-a pela cintura e tentando fazer com que ela parasse de se mexer embaixo do corpo dele.

Ana-Lucia o fitou por milésimos de segundos e de repente o surpreendeu com um beijo molhado em seus lábios que o deixou de olhos arregalados e queixo caído. Estático, Sawyer não soube o que dizer e também não teve tempo para tal porque ela voltou a beijá-lo, dessa vez com mais insistência, forçando-o a abrir os lábios e aceitar a língua macia dela.

Daquele momento em diante, qualquer sentimento de raiva ou competição em relação àquela mulher que ele tivesse foi substituído por um outro tipo de sentimento. Era uma sensação muito boa que ele não tinha um nome para definir, que partia dos seus lábios que estavam sendo tão deliciosamente beijados por ela naquele momento para esquentar seu corpo inteiro. Mais de 40 dias naquele lugar e aquela era a primeira vez que ele sentia que estava indo se dar muito bem.

Nem se deu ao trabalho de pensar a respeito, rolou com ela na relva e suspirou ao ver os cachos rebeldes que se soltavam do elástico que prendia os cabelos dela, espalhando as mechas negras por seu rosto e emoldurando-o. Ao sentir que ela abria os botões de sua camisa, Sawyer aproveitou para tirar a camiseta preta dela e Ana ergueu os braços para ajudá-lo na prazerosa tarefa.

Ele parou para admirá-la por poucos segundos, bebendo da visão estonteante dos seios nus dela. A pele morena e bronzeada tinha nuances mais claras onde o sol da ilha não podia alcançar.

Então ela olhou para ele com uma expressão selvagem em seus olhos escuros e Sawyer sentiu que seria devorado por ela. Ela deitou em cima dele e eles voltaram a se beijar com vontade. Os beijos dela eram os mais intensos e saborosos que Sawyer já tinha provado. Nenhuma mulher o tinha atacado assim antes, com lábios, dentes e língua. E ele nem sequer sabia a razão pela qual ela estava fazendo aquilo. Mas raciocinar seria a última coisa que ele faria, principalmente ao sentir os dentes dela mordiscando sua orelha e as mãos ágeis tocando seu peito.

- Ahhh, chica, você é quente!- ele gemeu agarrando os peitos dela com ambas as mãos e acariciando-os.

Ela sorriu e o beijou nos lábios, bem devagar antes de sussurrar ao ouvido dele.

- Eu estou com fome, cowboy, por que não me dá uma das suas mangas?

Ele a beijou mais uma vez e sorriu de volta, admirando as curvas do corpo dela, totalmente encantado com ela.

- Todas as mangas que você quiser, lábios quentes! Se as que eu apanhei não forem suficientes, eu posso pegar mais!

Ana-Lucia riu baixinho e ficou deitada na relva enquanto ele se afastava para pegar uma manga para ela como um cachorrinho bem treinado. Ele não demorou a voltar e segurando um canivete que ele tirou do bolso, Sawyer cortou um pedaço da manga e colocou nos lábios dela. Ana saboreou a fruta e sugou o dedo dele, lentamente, lambendo os resquícios de manga nele.

Sawyer beijou-lhe os lábios, provando o gosto de manga neles antes de deslizar um pedaço da fruta pelos seios dela, umedecendo-os com o sumo da manga e deixando os mamilos ainda mais arrepiados.

Então ele comeu o pedaço da fruta que usou para lambuzá-la e em seguida se abaixou, beijando o seio dela e lambendo os mamilos, fazendo Ana gemer baixinho. O que estava acontecendo ali no meio da floresta estava tão gostoso. Ana-Lucia era uma mulher tão sensual. Se alguém aparecesse naquela clareira naquele momento, Sawyer provavelmente atiraria no invasor por que ninguém o pararia agora.

As mãos dele deslizaram pela cintura dela, tocando sua barriga, seu umbigo e descendo o zíper da calça dela.

- Eu adoro esse som!- ele brincou ao ouvir o discreto barulho do zíper dela sendo aberto. Ela mordeu o lábio inferior e o provocou:

- Existem sons melhores do que esse, cowboy!

- Você é uma safadinha!- disse ele abrindo o botão da calça dela e a puxando para baixo. Ele voltou a pegar a manga e dessa vez lambuzou a barriga dela, bem perto da linha da calcinha.

- Vai ficar só me provocando ou vai fazer o que está com vontade, cowboy?- ela indagou e sua voz rouca deixou-o com as pernas bambas. Ana-Lucia admirava o peito dele e não conseguia mais conter a própria excitação. Seu ventre doía e seu sexo ardia de vontade de ser penetrada por ele.

Sawyer respondeu com uma lambida sensual no umbigo dela e sentiu que Ana o puxava pelos braços, sentando-se de frente para ele e beijando-lhe o peito. A mão dele desceu para dentro da calcinha dela e tocou-a.

Ela o abraçou e colocou sua mão sobre a dele, guiando-o, mostrando que tipo de movimentos a levariam ao clímax. Sawyer seguiu os movimentos da mão dela e deslizou um dedo na fenda molhada da vagina dela enquanto a beijava na boca, imitando com sua língua os movimentos que faria dentro dela quando a tomasse para si.

Sawyer tirou a calcinha dela e segurou uma das pernas de Ana ao redor de sua cintura, voltando a tocá-la com seus dedos, brincando com o clitóris dela. Ela começou a gemer mais alto e ele adorou isso.

A excitação começou a ficar insuportável e sem poder esperar mais, Sawyer abaixou a calça e a cueca. Os olhos de Ana brilharam de satisfação ao vê-lo nu.

- Desapontada?- ele provocou.

Ela piscou os olhos diante da perfeição que ele era e seu corpo palpitou de desespero.

- O que você acha, cowboy?- ela rebateu.

- Sinto que você me quer, morena!- ele continuava acariciando o sexo dela. Ana também não podia esperar mais.

- Por que não coloca o seu... – ela começou a dizer, atrevida, mas Sawyer não deixou que ela terminasse e a calou com um beijo na boca ao mesmo tempo em que seu corpo se posicionava contra o dela, seu pênis penetrando-a num rápido golpe, deslizando dentro dela.

Ana deu um gemido abafado pelos lábios dele e quando ele afastou-se para tomar impulso e puxá-la consigo para intensificar os movimentos de vai e vem dentro dela, a ouviu dizer, arfante, as pernas dela fortemente apertadas ao redor de sua cintura.

- Oh Sawyer...Oh Sawyer...

- Rambina assim você me mata...hummm... – ele gemeu jogando todo seu peso para trás para poder suportar o peso dela em cima dele, deixando-a sentada no colo dele enquanto se impulsionava para frente e para trás. A sensação era delirante para ele. Sawyer podia sentir os seios dela roçando diretamente em seu peito, podia beijá-la profundamente e sentir as mãos dela tocando suas costas causando-lhe arrepios. Mas o mais importante era poder olhar nos olhos dela e poder enxergar a paixão avassaladora que emanava daqueles olhos penetrantes...

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- Oh, Deus!- James exclamou de repente, acordando em sua cama, completamente agoniado e suado. Sentou-se tentando recuperar o fôlego e assustou-se com a própria ereção apontando para cima dentro da calça do pijama. Estava terrivelmente excitado depois das cenas traiçoeiras que sua mente fabricara naquele sonho erótico e totalmente incomum com Ana-Lucia. E o pior é que ainda estava completamente envolvido pelo sonho.

Voltou a deitar a cabeça no travesseiro e as imagens dela completamente nua, sentada em seu colo, beijando-o e chamando-o de Sawyer começaram a disparar em sua mente como num filme. Ele levantou-se da cama e sem pensar em mais nada foi até o quarto dela. Abriu a porta devagar e encontrou Ana-Lucia ainda adormecida, placidamente. Ela tinha se virado de bruços e descansava seu rosto no travesseiro com uma expressão muito tranqüila na face.

James deu um passo atrás. O que estava pretendendo fazer com ela afinal, invadindo seu quarto sem ser convidado daquele jeito? Acaso era algum maníaco sexual? Um tarado?

Respirando fundo e tentando esquecer a voz sensual dela perguntando-lhe no sonho enquanto ele a tocava: "Por que você não coloca o seu...?", James encostou devagar a porta do quarto dela e foi direto para o chuveiro tomar um banho frio e tentar pensar em outra coisa que não fosse sexo, sexo e mais sexo. Se ao menos ele soubesse com o que Ana-Lucia estava sonhando.

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"Ele era forte. Fisicamente muito mais forte do que ela, mas Ana duvidava que fosse mais esperto. Ela tentou ser educada quando pediu a arma a ele, mas ele foi tão rude. Bem, talvez ele tivesse razão para ser rude afinal ela o tinha espancado do outro lado da ilha por mais de uma vez e dito coisas para humilhá-lo. Mas ainda assim, dessa vez ela tinha tentado ser educada e ele respondera com seu usual sarcasmo e grosseria. Ana-Lucia ficou aborrecida, muito aborrecida, principalmente quando ele a derrubou no chão e prendeu seu corpo com o dele. Na tentativa de se soltar do corpo que a prendia, Ana acabou com suas pernas escancaradas, recebendo-o entre elas e quando por acidente seus corpos se chocaram, ela surpreendeu-se com uma onda de excitação que começou a percorrer seu corpo incontrolavelmente e deixando sua calcinha úmida. Mas o que estava acontecendo? Aquilo deveria ser um combate, não deveria? Não um resfolegar pecaminoso de corpos suados.

- E agora? O que você vai fazer, muchacha?- a voz aveludada e com o sexy sotaque sulista foi como música para seus ouvidos. Oh, ele era tão deliciosamente irritante. Se ele a estava desafiando, Ana aceitaria o desafio. A boca dele estava a centímetros da dela e Ana não conseguiu pensar em momento mais apropriado para beijá-lo. E ela foi fundo, deu-lhe um beijo molhado e aguardou a reação dele por alguns segundos.

O homem ficou assustado, olhando para ela com os olhos azuis arregalados. Ana-Lucia sentiu vontade de rir naquele momento e também de lambê-lo todinho. Ela ainda não tinha parado para pensar no quanto ele podia ser adorável e incrivelmente atraente. Foi aí que chegou à brilhante conclusão de que a melhor maneira de conseguir alguma coisa dele era seduzindo-o. Ana queria deixá-lo louco e transar com ele de maneira selvagem e intensa ali mesmo na floresta. E quem sabe depois que acertasse suas contas com Henry Gale, eles pudessem repetir a dose?

Como ele não tomasse nenhuma iniciativa, ela o beijou novamente, insistindo para que ele cedesse e lhe oferecesse a boca para que ela pudesse introduzir sua língua e experimentar o gosto dos lábios dele.

Então ele a surpreendeu, rolando com ela na relva e beijando-a de volta na mesma intensidade com que ela o estava beijando e de repente, Ana-Lucia estava com muita pressa. Tinha àquele loiro gostoso diante de si e não perdeu tempo em começar a despi-lo. Quase rasgou a camisa dele ao soltar os botões para ter acesso ao peito musculoso e bronzeado de Sawyer. Mas ele também queria se divertir e começou a puxar a camiseta dela para cima. O elástico folgado que prendia seus cabelos se soltou e espalhou os cachos ao redor de seu rosto, mas ela não se importou. Ergueu os braços e deixou que ele tirasse sua blusa.

Ah, o olhar dele foi tão doce quando admirou seus seios. Parecia um menino com um brinquedo novo. Ana quis beijá-lo outra vez e seu olhar refletiu esse desejo a ele. Deitou-se por cima dele e logo sentiu os lábios dele se colando aos dela outra vez. Ana tinha se esquecido o quanto beijar era tão bom. Mordiscou a orelha dele e deixou-se inebriar com o cheiro masculino em seu pescoço e suas mãos exploraram cada pedacinho de pele exposta do peito dele.

- Ahhh, chica, você é quente!- ela o ouviu dizer e então ele agarrou-lhe os peitos, comprimindo-os e massageando-os. Ana sentiu seu corpo entorpecer de prazer e sorriu, beijando-o na boca e decidindo provocá-lo.

- Eu estou com fome, cowboy, por que não me dá uma das suas mangas?

Pronto, ela o tinha na palma de sua mão e mal podia acreditar nisso. O olhar dele para ela era de completa adoração. Ele a tocava com tanta reverência, como se ela fosse uma deusa.

- Todas as mangas que você quiser, lábios quentes! Se as que eu apanhei não forem suficientes, eu posso pegar mais!- foi a resposta dele e dessa vez Ana não pôde conter um risinho. Olhou para o lado, lá estava a arma, ao seu alcance. Levantou-se depressa, pegou-a e enfiou-a em sua bota. Devia ter caído do bolso dele enquanto rolavam no chão, mas estavam tão entretidos que nem se deram conta disso.

Ela podia pegar sua blusa, se vestir e ir embora, deixando Sawyer zangado e excitado para trás e depois podia rir muito da cara dele. Mas estava fraca demais para fazer isso. Não iria embora sem transar com ele. Desejava-o demais!

Ele voltou logo com uma suculenta manga rosa. Ana lambeu os lábios e esperou que ele cortasse um pedaço com um canivete que tirou do bolso. Colocou a fruta direto nos lábios dela. Estava doce e saborosa, mas o dedo dele era tão saboroso quanto e ela não perdeu a oportunidade de sugar e lamber o doce da fruta que se concentrara ali.

Sawyer a beijou na boca, obviamente querendo sentir o gosto de manga nela e então passou a deslizar a fruta pelos seios expostos dela. Ana-Lucia achou aquele gesto muito erótico e seus mamilos se ergueram para ele, duros como pedra. Ana buscou por ar quando o viu devorar depressa o pedaço da fruta que tinha entrado em contato com a pele dela e quase gritou quando viu os lábios dele se aproximarem de seus seios. Beijou um por um, lambeu os mamilos e os sugou com uma expressão de deleite nos olhos azuis que fez Ana gemer. A boca quente e úmida dele, sua saliva misturada ao sumo da manga que ele tinha espalhado pelos seios dela fazia com que os lábios deslizassem com facilidade pela pele dela e a enchiam de prazer.

Seus quadris pularam, e um longo arrepio percorreu-a quando as mãos grandes e um pouco ásperas dele deslizaram por ambos os lados da cintura dela e tocaram seu ventre até chegarem ao zíper da calça jeans que ela vestia.

- Eu adoro esse som!- ela o ouviu brincar e o provocou de volta:

- Existem sons melhores do que esse, cowboy!

- Você é uma safadinha!- ele disse e Ana sentiu a excitação aumentar. Safadinha? Nunca nenhum homem a tinha chamado assim, era rude, vulgar e delicioso! Ana concluiu. Sawyer parecia ter saído direto de um conto erótico.

- Vai ficar só me provocando ou vai fazer o que está com vontade, cowboy?- ela perguntou porque já não podia mais se conter. Sua vagina estava ardendo e seu ventre se contraía em espasmos, exigindo que ele a tomasse para si.

Ele lambeu-lhe o umbigo e Ana perdeu a paciência. Ela o queria desesperadamente. Sentou-se e o agarrou pelos braços, dando pequenos e lentos beijos no peito dele, estimulando-o a tomá-la. Ela sentiu a mão dele dentro da calcinha dela, em seus pelos íntimos, tocando-a. Mas ele era muito desajeitado e Ana quis ensiná-lo como dar prazer a ela. Sem hesitação colocou sua mão sobre a dele e movimentou-a de acordo com seus desejos. Ele não se sentiu ofendido com a ousadia dela, como outro homem poderia ter se sentido, ao contrário disso, ele seguiu seus movimentos e introduziu um dedo na umidade, tentando senti-la a fundo. E o melhor de tudo é que fez isso enquanto a beijava na boca. Sua língua dando voltinhas sensuais dentro da boca de Ana e enlouquecendo-a.

Sentiu que ele tirava sua calcinha e viu quando ele escancarou suas pernas, colocando uma delas ao redor de sua cintura para ter mais acesso à vagina dela, para brincar com seu clitóris inchado. O prazer intensificou-se e ela sentiu vontade de gemer mais alto. Então ele finalmente tirou a calça e a cueca, expondo seu membro longo e grosso para ela. Era o maior que Ana já tinha visto.

- Desapontada?- o safado provocou, obviamente se vangloriando do próprio pênis.

Seu corpo ameaçou explodir de tanto tesão.

- O que você acha, cowboy?- ela rebateu, impaciente.

- Sinto que você me quer, morena!- ele respondeu debochado ainda deslizando seus dedos dentro e fora dela. A brincadeira já tinha cansado.

- Por que não coloca o seu... – ela começou a dizer para provocá-lo, mas ele a calou com um beijo e a penetrou tão rápido que Ana sentiu seu corpo se contorcer por dentro.

A invasão repentina dele a fez entrar em chamas e o membro dele deslizou fácil, tamanha era a excitação dela. Ela queria gritar, mas ele não deixava porque continuava devorando sua boca. Seus gemidos seguiam abafados. Apertou suas pernas com força ao redor da cintura dele num abraço de morte e quando ele finalmente a deixou respirar, depois de roubar todo o ar de seus pulmões com aqueles beijos, ela gritou:

- Oh Sawyer...Oh Sawyer...

- Rambina assim você me mata...hummm... – foi a resposta dele ao erguê-la e trazê-la para mais junto de si, deixando-a sentada em seu colo. Ana aproveitou para abraçá-lo e colar seu corpo ao dele, mas o calor nos olhos azuis dele ao fitá-la a estavam fazendo derreter e seu ventre se contraía, se preparando para fazê-la explodir num orgasmo inesquecível.

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- Santa Madre de Dios!- Ana-Lucia despertou em sua cama, agarrada ao travesseiro. Suada e tão excitada que se sentia lisa entre as coxas. – Mas que sonho foi esse?- indagou a si mesma, completamente confusa.

Continua...