Capítulo XXI
Love Is a Ruthless Game
"Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono:
gradativamente e de repente, de uma hora para a outra."
A culpa é das estrelas - John Green
Terceira Pessoa Narrando ON.
- ...Eu fui uma Tola! - A voz de Angel saiu abafada contra o peito de Snape. Ele não hesitou e a abraçou da forma mais gentil que pode. E com aquele gesto sentiu-se aliviado. Mesmo que não fosse pelos motivos esperados ela estava de volta, ao seu alcance. - Você esteve certo todo esse tempo, eu fui imprudente. - Ela soluçou. - Alguém se comunicou comigo, ainda posso senti-lo dentro da minha cabeça. - Snape afagou-lhe os cabelos. - Isso me assusta! - Angel lacrimejou ainda mais.
- Eu estou aqui agora... - A voz de Snape pareceu tranquiliza-la um pouco.
No momento seguinte ela se separou dele subitamente, como se tivesse acabado de levar um choque. Um arrepio percorreu sua espinha, seu corpo sentiu a diferença, a repentina falta de calor.
- Me desculpe, estou encharcando sua camisa... - Ela limpou as lágrimas com as mãos de forma desajeitada. - Tola outra vez.
- Você nunca será uma tola para mim. - Respondeu Snape encarando os olhos azuis marejados. Ele ficou momentaneamente preso naquele olhar cheio de significados. Conseguia decifrar todos os sentimentos daquela jovem . - Venha, você precisa se acalmar... - Ele estendeu a mão à ela. Angel permaneceu em completo silêncio. - Eu estou com você, e, não deixarei que nada de ruim aconteça. - A menina enfim deu um passo á frente e segurou a mão de Snape, e, gentilmente o professor a conduziu para o lado de dentro. - Sente-se. - Ele indicou um confortável sofá enquanto fechava a porta. Snape acenou com a varinha e uma xícara de chá pairou no ar enquanto o bule despejava o conteúdo fumegante. - Isso irá ajuda-la a ficar mais tranquila. - A xicara flutuou até as mãos dele, e, agilmente Snape retirou do bolso de uma das vestes um frasco com um líquido pela metade. Angel percebeu que era a mesma substância violeta que Pomfrey havia lhe mandado, reconheceu que era uma poção para dormir sem sonhos.
Enquanto o professor colocava a dosagem correta da solução em seu chá, Angel se perguntava de que Snape fugia, com o que não queria sonhar...
Os pensamentos se dispersaram quando ele entregou a xícara a ela.
- Obrigada, mas eu acho que seria melhor não voltar a dormir, ao menos por esta noite. - Disse Angel lembrando-se da sua recente experiência.
- Você precisa descansar, nada irá acontecer enquanto eu estiver aqui. - Disse Snape suavemente. - Beba. - Ele insistiu. E sob o olhar atento do Professor Angel tomou alguns goles do chá. - Há um truque... - Disse ele sentando-se na larga e estofada poltrona lado dela. - Deve-se pensar nos eventos, mais agradáveis antes de dormir. Ajuda a esvaziar a mente. - Ela ingeriu mais um pouco da bebida quente, sentindo seus músculos relaxaram vagarosamente. - Talvez já tenha ingerido o suficiente deste chá. - Disse Snape percebendo que ela já estava acabando.
- Você sabe quem esta fazendo isso comigo? - Angel se virou para olha-lo nos olhos quando ele tirou a xícara de suas mãos.
- Essa não é uma conversa que valha a pena. Você precisa se concentrar em seus pensamentos. - Ele evitou encara-la por muito tempo, temia que pudesse vir a esquecer o que estava fazendo. - Sente-se melhor?
- Eu estou ficando com sono. - Disse ela piscando várias vezes.
- Está tarde. Pode dormir aqui se quiser. - Disse ele rapidamente. - Pode ficar com o meu quarto, eu posso me instalar aqui. - Disse Snape levantou-se.
- Eu não quero incomoda-lo... - Angel o avaliou por algum tempo. - Eu durmo no sofá. - Disse decidida. Não gostaria voltar a ficar sozinha no dormitório, isso a deixava apavorada. Snape surpreendeu-se com aquela rápida decisão e sobretudo ficou feliz que ela tivesse escolhido ficar. E, sem avisar ela simplesmente deitou-se.
- Deixe-me ajeitar as coisas...- Ele estava prestes a correr para pegar um cobertor e travesseiro extras.
- Eu estou bem assim. - Disse ela. - O que você faz para dormir quando as coisas ficam loucas? - Falou a bela jovem piscando cada vez mais lentamente.
- Procuro pensar em coisas agradaveis. - Respondeu Snape calmamente. - O que lhe é agradavel? Ela não respondeu de imediato, parecia estar pensando na resposta. Ela fechou os olhos. Snape deduziu que ela tivesse enfim adormecido, começou a se direcionar para o seu quarto. Ela iria congelar sem um cobertor.
- Sua voz. - A voz de Angel soou clara.
- O que? - Perguntou Snape parando no meio do caminho.
- Você perguntou o que é agradável para mim. - Disse a garota suavemente. - Minha resposta é a sua voz.
Terceira Pessoa Narrando OFF.
Quando abri os olhos, encontrei um teto escuro no lugar do habitual azul.
Fiquei momentaneamente atordoada tentando imaginar como tinha ido parar naquele sofá, coberta por um edredom verde esmeralda. Olhei ao redor tentando me orientar, e, foi quando encontrei Snape na poltrona mais próxima, dormindo em uma posição que não parecia confortável.
Sorri com a ideia de que ele tivesse passado a noite toda ali, cuidando de mim.
Levantei-me silenciosamente, não queria acorda-lo.
Pondo um pé na frente do outro e com cautela comecei a caminhar em direção à porta. E a única coisa que se podia ouvir era a respiração pesada de Snape.
- Bom dia. - A voz dele fez com que eu desse um salto onde estava. Mal havia dado dois passos, e, ele despertara.
- Desculpe, eu não quis desperta-lo. - Expliquei. Senti que minhas bochechas coraram quando ele olhou em meus olhos.
- Esta tudo bem... Sente-se melhor? - Indagou Snape levantando-se. Percebi que ele estava levemente despenteado, era como se aquilo lhe acrescentasse um charme a mais.
- S-Sim. - Gaguejei. - E-Eu devo ir, não deveria ter ficado aqui, não posso atrapalha-lo desta forma.
- Não se preocupe com isto, além do mais, eu seria incapaz de adormecer sem ter a plena certeza de como você estava. - Ele começou a andar na minha direção. - Veja, tenho algo para você. Algo que pode ajuda-la. - Ele chegou mais perto e retirou de um dos bolsos uma caixinha preta.
- O que é isso? - Perguntei encarando-o.
- Seu presente de Natal. - Ele se aproximou ainda mais e entregou o objeto a mim. Eu havia esquecido completamente da comemoração. - Abra. - Ele me encorajou.
- Eu não posso. - Entreguei a caixa a ele. - Eu pretendia comprar seu presente em Londres, mas evidentemente não tive tempo de faze-lo... Não posso aceitar. - Ele me encarou surpreso, e, eu não soube dizer exatamente o porquê
- Se é incapaz de aceitar como um presente, encare como um objeto de proteção, uma ajuda do seu guardião... - Disse ele fazendo a volta e se posicionando às minhas costas.
Ele afastou meus cabelos, colocando-os sob meu ombro. Senti um arrepio quando a respiração dele bateu em meu pescoço.
- Espere. - Falei levando as mãos a minha nuca. E, agilmente retirei a gargantilha que eu sempre usava. Snape elegantemente ajeitou seu presente em meu pescoço, pude sentir suas mãos enquanto ele o fechava.
Era um antigo medalhão de ouro, grande e ovalado. A corrente era extensa, o que fazia com que o pingente ficasse logo a baixo do meu peito. Parecia ser uma daquelas jóias raras e que já existem a um longo tempo, com alguns desenhos indecifráveis e escritas antigas. Era belíssimo, eu jamais tinha visto algo semelhante.
- O que é isso? - Virei-me para encara-lo. - Eu, eu não posso aceitar. - Falei segurando o objeto.
- É seu. - Disse ele dando alguns passos para trás. - Todas essas escritas são um encanto, pode ajuda-la, e, limpar sua mente quando enfrentar dificuldades. - Passei os dedos pelas linhas gravadas. Havia algo na parte de trás do pingente.
Era meu nome.
- Eu não sei o que dizer. - Falei sorrindo. - Obrigada! - Eu corri e o abracei. Um movimento totalmente espontaneo. Procurei não pensar no que tinha feito, eu poderia me arrepender mais tarde, mas agora estava satisfeita sentindo seus braços me envolverem. - Feliz natal adiantado! - Sussurrei.
- Feliz natal. - Ele retribuiu.
- Sempre me recordarei de você, porque vou manter isto comigo o tempo inteiro. - Falei afastando-me e tocando o medalhão. Olhei para baixo, e, percebi que ainda segurava minha gargantilha com a outra mão e me ocorreu que aquele poderia ser uma boa forma de faze-lo lembrar de mim também. - Isso fica com você. Minhas asas.- Falei colocando o pequeno colar nas mãos dele. Lembrei que aquelas asas costumavam me dar sorte, tinham um significado importante e eram quase como uma parte de mim. - Não esta encantado, mas espero que lhe traga momentos bons! - Ele me encarou, e eu desviei o olhar, senti minhas bochechas corarem ainda mais ao perceber que minha mão ainda estava sob a dele. - É como um sinal de esperança, uma ponta de luz quando tudo o que se enxerga é a escuridão... Acho que não preciso mais dela. - Falei sorrindo. Eu estava prestes a me afastar quando ele segurou minha mão, o que me forçou a olha-lo.
- Esse foi o melhor presente que eu poderia receber. - Ele sorriu. Era como se houvesse eletricidade passando da mão dele para a minha. - Nunca pensei que alguém faria algo assim por mim. - Ele me abraçou. Eu inspirei aquele aroma de ervas que ele sempre emanava, pude sentir seu coração batendo, não estava tão descompensado quanto o meu.
Esperei que ele não percebesse isso.
Nos desfizemos dos abraço lentamente, era como se ele também lamentasse ter que se afastar. Continuamos próximos e nossos rostos á centímetros um do outro.
Desejei continuar ali, presa naqueles olhos, sentindo sua respiração e o calor que a proximidade do seu corpo trazia.
Comecei a pensar que talvez não estivesse tão bêbada naquela noite, que tivesse acertado quando disse que estava me apaixonando.
Não havia outra explicação para a necessidade de tê-lo por perto, de vê-lo.
Nunca imaginei que acabaria assim, que algum dia iria ansiar por ouvir sua voz.
Era tão errado e impossível de se concretizar... Mas eu esquecia de tudo quando encontrava seus olhos. Era como descobrir a paz.
- Severo! - Me distanciei-me dele o mais rápido que pude ao ouvir aquela voz feminina. Encarei a porta que agora encontrava-se aberta. Madame Rosmerta estava parada do outro lado, com um sorriso em seus lábios. - Oh, me desculpem. - Disse ela. - Pensei que não estivesse ocupado. - Não gostei de vê-la, daquela forma. Engoli meu descontentamento, tratei de disfarça-lo com um sorriso. O que eu estava pensando? Ele era meu professor.
Eu era uma estúpida por pensar que algo poderia acontecer, era impossível.
- Preciso ir. - Me afastei, e passei por ela sem dizer mais nada.
Deveria vê-lo apenas como um amigo, e, sufocar aquele sentimento recém descoberto.
Quem dera as coisas tivessem continuado ocultas. Parecia doer mais agora que tinha admitido para mim mesma.
Algo me dizia que Rosmerta não era apenas amiga de Snape.
Imaginar os dois juntos me enjoava.
- Ei! - Eu reconheci a voz de Heron e parei. Estava tão atordoada que nem havia percebido que ele estava bem na minha frente. - Você esta uma graça! - Ele me lançou aquele sorriso torto. Lembrei de que nem ao menos sabia como estava minha aparência. Tudo tinha sido absurdamente rápido.
- Você é um mentiroso e eu devo estar terrível! - Falei ajeitando meus cabelos.
- Você nunca está terrível, continua deslumbrante estando sóbria ou bêbada. - Ele me fez rir com o seu comentário. - Ele pegou minha mão e beijou no dorso. Eu sorri em resposta.
- Você não me parece animada. - Disse ele analisando-me.
- Eu acho melhor não falarmos sobre isso. - Tentei continuar sorrindo, mas parecia quase impossível.
- Problemas com o tal David? - Disse ele. - Recorde-se que ainda posso acabar com ele. - Ele sussurrou a última parte.
- Eu consegui me livrar dele, e, foi a melhor coisa que já me aconteceu. - Era a primeira vez que eu dizia aquilo em voz alta.
- Fico feliz em saber que você está livre... Quero dizer, livre deste problema. - Ele sorriu de forma desajeitada. - Entendo que não queira falar o que lhe aflige, e não irei insistir, desde que aceite tomar café da manhã comigo. - Ele estendeu sua mão a mim.
- Eu não posso sair de Hogwarts. - Falei encarando-o.
- Eu não disse que sairíamos. Tenho outros planos. - Ele disse rindo.
- Eu aceito! - Falei segurando a mão dele. De qualquer forma eu precisava me animar um pouco. - Eu apenas necessito antes passar no dormitório, e, trocar de roupa...
- Você está bem assim. - Disse ele suavemente. - Está perfeita!
- Preciso ir até lá, prometo que serei rápida. - Começamos a andar.
- Tudo bem, então aproveitarei este pequeno espaço de tempo para ajeitar as coisas. - Disse ele. - Me encontre na torre de Astronomia.
Severo Snape Narrando ON.
- Você não deveria deixa-la ir assim. - Disse Rosmerta quando Angel se foi. Eu a encarei sem saber o que dizer. - Ela é tão doce... Consigo ver isso apenas no olhar dela. - A dona do Três Vassouras entrou e fechou a porta. - Eu vim porque pensei que precisaria de mim, como na festa de Slughorn, mas percebo que não.
- Não sei do que você esta falando. - Andei até o canto da sala, precisava de uma bebida. - Você aceita? - Indiquei o copo a ela.
- Não, obrigada. - Ela respondeu calmamente. - Não sei bem quanto á você, mas sobre ela pude ver claramente que gosta de você. - Eu gelei com aquelas palavras.
- É obvio que ela tem alguma afeição por mim, somos amigos. - Acabei com a bebida em um único gole. - Eu preciso protege-la, mante-la viva, e, é claro que isso nos aproximou. - Por alguma razão desconhecida a imagem dela dormindo de forma serena me veio a mente.
- Nós somos amigos. - Ela riu. - Isso não é exatamente o que parece. Rosmerta insistiu.
- Você está enlouquecendo. - Respondi de forma seca.
- É mais facil para você afirmar que estou ficando louca do que admitir, não é? - Ela sorriu. - Eu vejo como você olha para a garota, como fica ao menciona-la. Deveria persistir, pessoas como ela geralmente são difíceis de se encontrar. - Senti um arrepio percorrer minha espinha. Olhei para minha mão esquerda, ainda segurava a gargantilha.
"Isso fica com você. Minhas asas." Pude ouvir sua voz na minha cabeça.
- O que você esta sugerindo? - Encarei Rosmerta. - Ela é apenas uma menina, é minha aluna!
- Ela esta se tornando uma mulher! - Ela deu alguns passos na minha direção. - Ela está apaixonada e você esta dilacerando seu coração.
- Isso não é verdade! - Respondi alterado
- Você precisa reconhecer que esta é a realidade. - Ela fitou seus olhos em mim. - Ela não é mais uma criança, e, você sabe disso. - Rosmerta suspirou antes de continuar. - E, você fica repetindo o nome dela enquanto dorme. - Era certo que eu tomava a mesma poção todas as noites para evitar sonhar com ela, mas Rosmerta não podia estar falando sério.
- Isso é um absurdo! - Servi mais bebida e voltei a ingerir tudo, de uma só vez. Não queria pensar nisso, não queria pensar na possibilidade dela estar correta. Com um rápido movimento cheguei até Rosmerta, e, pressionei meus lábios contra os dela.
Abri os olhos por uma fração de segundos, e, fiquei espantado ao enxergar nela os olhos de Angel...
- Pare de negar á si mesmo. - Disse ela quando conseguiu me afastar.
- Eu não estou negando, eu não acho que ela possa sentir algo. - Respondi. - É apenas um sentimento de gratidão! - Era assustador pensar que eu pudesse estar causando algum sofrimento à Angel. Odiei pensar que Rosmerta estivesse certa.
- Tire a prova. - Disse ela como se lesse minha mente.
E sem dizer mais nada, ela se retirou. Me deixando sozinho com todas aquelas dúvidas, e, uma outra imagem de Angel McGonagall em minha cabeça.
Severo Snape OFF.
Angel procurou não pensar mais em Snape ou Rosmerta e no que quer que estivessem fazendo. Quando percebeu já estava subindo as escadas que levavam ao topo da torre, onde certamente Heron a aguardava
- Cheguei! - Disse ela quando terminou de subir o último degrau. - Nossa! - Angel percebeu a mesa montada no meio da construção, com vista para a maior parte da propriedade. - Isso é incrível! - Disse quando Heron apareceu ao seu lado.
- É para você, para anima-la! - Disse ele parecendo entusiasmado. - Venha, vamos nos sentar. - Ele tomou a mão dela e a conduziu até um lugar na mesa, que estava repleta de alimentos.
- Como conseguiu isso? - Ela perguntou olhando tudo atentamente.
- A torre é praticamente minha agora. - Ele puxou a cadeira para que a aluna sentasse. - Os elfos deram uma boa ajuda. - Ele abancou-se ao seu lado. Ouviram-se passos nas escadas.
- Você esta esperando alguém? - Perguntou Angel bebendo um pouco de suco de abóbora.
- Não, eu estava aguardando somente você. - Disse Heron olhando para a porta.
- Mas o que esta acontecendo aqui? - Snape passou pela abertura e não ficou nada feliz em ver Angel e Heron sentados lado a lado.
- Professor Snape! - Heron o saudou. Angel ficou apreensiva, talvez Heron não conhecesse Snape o suficiente para saber que aquele olhar representava perigo. - Nós não o esperávamos. - Disse ele com um largo sorriso. Angel percebeu que Snape trazia sua gargantilha em uma das mãos.
- Você não perde tempo, não é mesmo Sparks? - Disse Snape cerrando os punhos.
- Não sei do que esta falando. - Heron se levantou. Parecia igualmente sério.
- Pensei que fosse um homem responsável! - Disse o professor de poções rispidamente. - Fracamente! Tentando seduzir estudantes! - Heron estava prestes a partir para cima de Snape quando Angel interferiu.
- Ele não esta seduzindo alunas! - Disse a garota voltando-se a Snape. - Somos apenas amigos.
- Não escute o que ele diz. - Falou Snape encarando-a. - Conheço você, e, não vou deixar que se divirta com ela Sparks! - Snape deu um passo a frente. Heron tentou avançar, mas Angel se pôs na frente dele, impedindo-o mais uma vez.
- EU NÃO ESTOU BRINCANDO COM ELA! - Vociferou Heron.
- ISSO É O QUE VOCÊ SEMPRE FAZ! BRINCA COM OS SENTIMENTOS ALHEIOS! - Snape alterou-se também. - NÃO VOU DEIXAR VOCÊ ACABAR COM A VIDA DELA! - Angel os encarava incrédula. - Afaste-se dele Angel! - Disse o diretor da Sonserina voltando-se a ela.
- Vocês dois perderam o juízo? - Perguntou Angel os encarando. - Nunca vi algo assim antes, dois homens brigando feito crianças. - Ela se afastou um pouco de Heron. - Lamento, mas minha amizade com Heron não diz respeito ao senhor. -Ela encarou Snape por alguns segundos. Era animador vê-lo ali defendendo-a, mesmo que não houvesse qualquer perigo. Lhe pareceu que talvez ele pudesse sentir o mesmo, e, que por isso estivesse com ciúmes. Sentiu-se alegre, mas já tinha decidido que deixaria seus sentimentos morrerem sufocados. - Eu esperava mais, de ambos... - Angel saiu pisando firme, sem olhar uma vez se quer para Snape ou Sparks.
Os dois se entreolharam, furiosos um com o outro.
- Porque esta fazendo isso? - Heron deu alguns passos na direção do professor. - Você me conhece, eu costumava ser um dos seus alunos favoritos!
- Eu não o quero perto dessa menina! - Disse Snape rispidamente. - Afaste-se dela!
- Porque tenho que cumprir esta ordem? - Perguntou Heron encarando-o.
- EU JÁ DISSE QUE NÃO O QUERO PERTO DA ANGEL! - Disse Snape aos berros. - Saía com quem quiser, faça o que bem entender desde que permaneça longe dela.
- Ela não é propriedade sua. - Disse Sparks em tom de provocação. - Ela estava chateada, agora sei quem é o culpado, o que você fez? Hum? - Snape partiu para cima do astrônomo sem pensar duas vezes e deu-lhe um soco no rosto.
- CHEGA! - Gritou Angel. Com um aceno de varinha ela os separou. - Pude ouvi-los gritar antes mesmo de chegar ao fim das escadas. - Ela passou por Snape. - Estão agindo feito bárbaros! - Ela parou diante de Heron e tocou-lhe os lábios. O lábio superior estava cortado e sangrava. Do outro lado Snape invejava cada toque que Heron recebia de Angel, enquanto ela tratava do ferimento, e, o rosto de Sparks voltava ao normal.
Ele aproveitou-se da situação, aproveitou-se do fato de tê-la bem perto e a segurou pela cintura ligando os lábios recém curados aos dela.
Snape o teria matado se pudesse. Sentiu tanto ódio, podia jurar que seu rosto ficará vermelho. Se no passado havia odiado James Potter, agora odiava Heron Sparks com a mesma intensidade. Teve vontade de pular entre eles, separa-los e toma-la em seus braços, mas não o fez.
Angel se deixou beijar não porque Heron era encantador, e, extremamente bonito, e sim pelo fato de que Snape estava bem ali e que ela precisava esquece-lo. Ele a estava forçando a a fazer aquilo. Nada disso aconteceria se ele tivesse permanecido em sua sala, com Rosmerta. Ela não precisaria aceitar um beijo de Heron Sparks, e, nem teria que tentar imaginar como seria beijar Snape no lugar dele.
- Isso foi um golpe sujo! - Disse ela ofegante quando conseguiu afastar Heron. - Eu não gostaria que isso se repetisse. - Heron a acompanhou com o olhar fixamente quando ela se direcionou a Snape. - Você esta bem? - Disse ela tocando o rosto dele. Ambos sentiram o choque daquele contato.
- Estou! - Respondeu Snape de forma seca.
- Você vê? Ela não é mais uma criança. - Heron zombou enquanto Angel tentava verificar se Snape estava ferido.
- Eu vou mata-lo! - Snape avançou na direção dele, mas com um movimento rápido Angel se pôs em seu caminho, fazendo com que seus corpos ficassem bem próximos.
- Não! - Disse ela.
- Eu não tenho mais o que fazer aqui... chame se precisar de mim. - Snape saiu deixando Heron e Angel a sós.
- Não faça isso outra vez. - Disse ela antes de deixa-lo e seguir atrás de Snape.
N/A's
Hey! Esperamos que tenham gostado e comentem *-*
Expressem suas opiniões suas lindas!
Voltamos em breve com novo capitulo.
Beijos.
Vic e Angel!
