Historia UA (Universo Alternativo). Baseado na história de Rumiko Takarashi "Inuyasha" (Todos os direitos reservados). Essa fic não possui fins lucrativos.
Entre o Céu, a Terra e o Inferno
Capitulo 20 – Brigas
Já anoitecia, e na casa de Inuyasha e Miroku, o ultimo observava a Lua crescente da janela. Olhou para a sua mão direita e começou a pensar, pensar em tudo que havia acontecido desde aquele dia:
-" 100 vezes não é?" – Ele olhou novamente para a lua – "Já foram 79!" – Ele suspirou – Faltam 21!
- Vinte e umas o que? E pra que? – Inuyasha perguntou entrando no quarto.
- Nada Inuyasha, nada...- Miroku olhou pra ele – Acho que seria melhor se a gente fosse dormir, não acha? – Ele sorriu, Inuyasha gelou.
- É, quem sabe...- Inuyasha olhou para sua cama, como se já se preparava para o pesadelo que teria.
- Desculpe! – Inuyasha olhou espantado para Miroku – Esqueci que você tem pesadelos a noite!
- Não tem problema! – Inuyasha se sentou na cama.
- Parece que os pesadelos estão ficando cada vez mais reais, não? – Miroku perguntou.
- É, parece! Provavelmente porque todo o inferno e todo o céu já sabe sobre mim e a Kagome! – Ele se deitou e apagou a luz.
- Inuyasha? – Miroku acendeu a luz e deitou na cama.
- O que foi? – Inuyasha perguntou.
- Cuidado! – Não era uma frase comum antes de ir dormir, mas era a mais apropriada para Inuyasha.
- Obrigado! – Ele apagou a luz e dormiu
Kagome iria dormir mais uma noite na casa de Sango. Está não estava em seu melhor estado emocional, mas não estava tão triste quanto Kagome pensou que estivesse. Ou será que estaria fingindo?
- Sango, tem certeza de que está tudo bem com você? – Kagome perguntou para ela, penteando o cabelo. Sango se sentava na cama.
- Absoluta! – Ela sorriu.
- Sango...você não me parece estar tão alegre assim! – Kagome a olhou séria – Quando nós perdemos nosso melhor amigo nós não ficamos felizes, ficamos tristes!
Aquela frase fez Sango entristecer. "Perder", seria mesmo o verbo apropriado para aquela situação? Ela havia perdido seu melhor amigo, perdido. Em fim chegou a conclusão de que era realmente a melhor palavra para definir tudo aquilo. Ela perdeu o Miroku, seu primeiro amigo, seu melhor amigo, e talvez, a única pessoa cuja conseguiu ser dona de seu coração. Sango abaixou a cabeça e começou a chorar. Lembrou das palavras de Miroku. "Adeus para sempre", esse era seu medo, o para sempre. Aquela frase não para de ecoar em sua cabeça. Ela não sabia exatamente o por que de Miroku ter ficado tão magoado com ela, mas algo nela fazia acreditar amargamente que a culpa era dela, assim como todas as outras coisas de ruim que haviam acontecido em sua vida, essa era mais uma delas.
Ela começou a pensar, em todas as pessoas que já sofreram por causa dela. Seus pais morreram tentando protegê-la. Kohaku sofreu por muito tempo a falta dos pais, como o dia das mães, o dia dos pais, natal, ação de graças. Sua família também havia sofrido por causa de tal fato. Kuranosuke sofreu não conseguindo o amor de Sango novamente, e Miroku sofreu porque ela havia 'escondido' o beijo com Kuranosuke.
Tamanha culpa fez o coração de Sango se contrair, seu peito doía e ela tentava arranjar algum motivo de sua existência na Terra. Será que ela teria nascido somente para causar dor e sofrimento ao seu redor? Não sabia explicar, mas queria não ter nascido. Desejou voltar no tempo e mudar todos os traços de sua vida. Começando pelo seu nascimento, queria que também tivesse morrido ao invés de seus pais. Assim, não teria causado nenhum sofrimento a ninguém, consequentemente, não teria causado sofrimento para Miroku.
Ela sentiu um par de braços a apertarem, e viu que Kagome a abraçava. Esta, percebeu o erro que havia falado ao dizer "perdemos". O fluxo de lágrimas de Sango aumentou, e Kagome a abraçou mais forte:
- Me desculpe Sango, não devia ter dito que você perdeu o Miroku! – Kagome disse pesarosa
- Kagome...-Ela disse baixinho soluçando – Porque que existimos? Qual é o nosso objetivo afinal? – Sango a olhou nos olhos.
- Bem...nós existimos porque...Deus nos criou para uma missão! Só nós sabemos qual é! – Ela sorriu.
- Mas...ultimamente eu só tenho causado sofrimento! Sofrimento as pessoas que mais amo! Minha mãe, meu pai, minha tia, Miroku...- Ela disse o ultimo mais melancólica.
- Não fale besteiras Sango! Olha...ele vai ver que errou, e vai voltar pra você!
- Mas ele não errou! Quem errou fui eu! Não devia ter aceitado o beijo do Kuranosuke tão facilmente! Não devia ter escondido isso dele! Alias, não devia nem ter ido falar com o Kuranosuke!
- Sango...
- Talvez se eu não existisse...
- Nem pense nisso Sango! – Kagome disse um pouco estressada.
- Mas eu só criei dor a aqueles quem eu amo! – Sango soluçava cada vez mais.
- Se você não existisse, eu não teria uma ótima amiga do meu lado! Sango, não diga besteiras!
- Mas...
- Sem mais nem meio mais! Nunca mais diga uma bobagem dessas ouviu?! – Sango afirmou com a cabeça – Melhor assim! – Kagome suspirou aliviada. -" A Sango Não consegue admitir pra si mesma que os outros erraram. Como por exemplo, ao invés de por a culpa no assassino de seus pais, que é o verdadeiro culpado, ela põe a culpa em si mesma. Isso vale o mesmo para o Kuranosuke e o Miroku. Acho que no fundo ela sabe que parte da culpa é do Miroku, já que ele é quem está errado, e que a outra metade é do Kuranosuke, já que foi ele quem a beijou a força. Mas ela não consegue aceitar isso! Ela descarrega tudo para si mesma! Ai Sango...quando vai ver que você não causa tanta dor assim para os outros quanto pensa!"
Kagome viu que a garota adormeceu. Ela então ajeitou Sango na cama e foi dormir na sua. O dia havia sido cansativo, principalmente para Sango, e Kagome sabia disso. Iria falar com Miroku o mais urgente possível, afinal, não iria deixar sua amiga sofrer. Nem que tivesse de fazer isso agora.
Pegou seu celular e discou o numero da casa dele:
- Alo?
- Inuyasha, é você que está falando?
- Ah! Oi Kagome! sou eu sim, porque?
- Hum, será que eu podia falar com o Miroku?
- Agora não dá, ele está dormindo! Nem sei como não acordou com o barulho do telefone!
- Bem...então depois, peça pra ele me ligar!
- ...o que quer tanto falar com ele?
- Por um acaso está com ciúmes Inuyasha? – Kagome sorriu.
- Keh! Lógico que não! – Ele disse estressado – Mas o que quer falar com ele?
- Queria dizer poucas e boas pra ele ver só, alias, você também podia dizer!
- Sobre o que?
- Hora, como assim 'sobre o que?'! Sobre a Sango! Como ele pode ter sido tão cruel com ela!
- Ele não fez mais do que o necessário! E eu acho que ela merecia mais!
- Mais?! – Kagome gritou incrédula.
- A Sango o traiu! Lógico que ela merecia mais!
- O traiu?! – Kagome surtou – Desde quando ela o traiu?! Desde quando o Miroku é namorado dela?!
- Qualquer um sabia que ele gostava dela!– Inuyasha elevou a voz – Até Jorge Bush percebeu!
- Mas não era nada oficial! E não venha-me dizer que a Sango é a culpada nessa história, por que ela NÃO É!
- Quem te garante!? Você a conhece a pouco tempo, eu a conheço á anos! Não pode julgá-la só do que viu em alguns dias! E mais, ela podia ter contado pro Miroku PELO MENOS QUE ELA AINDA NAMORAVA O KURANOSUKE!
- ELA NÃO NAMORA O KURANOSUKE!
- NÃO É O QUE PARECE!
- MAIS É A REALIDADE! E TEM MAIS : O MIROKU PODE PASSAR A MÃO DA BUNDA DE QUALQUER MULHER, E A SANGO NÃO PODE SIMPLEMENTE TER SÓ UM PAQUERA?!
- PAQUERA?! QUE TIPO DE PAQUERA É ESSE?! UM FUTURO ESPOSO?!
- NÃO?! DO TIPO QUE NÃO É BURRO QUE NEM O MIROKU! – Inuyasha entendeu a que 'burrice' Kagome se referia.
- PENA QUE O MIROKU NÃO SEJA TÃO BURRO QUANTO A SANGO! – Kagome também entendeu a 'burrice' que Inuyasha se referia.
- E AINDA BEM QUE A SANGO NÃO É BURRA COMO VOCÊ!
- NÃO SOU MAIS BURRO QUE VOCÊ!
- EU, PELO MENOS, NÃO FICO ESFREGANDO NA CARA DO MEU NAMORADO QUE OUTRO ALGUÉM GOSTA DE MIM O BEIJANDO!
- MELHOR DO QUE FAZER ISSO PELAS COSTAS!
- ESTÁ SE PRÓPRIO CHAMANDO DE CORNO, SEU IDIOTA! – Só então Inuyasha reparou na besteira que tinha falado.
- HORA...- Inuyasha estava sem argumentos, o que Kagome não deixou de perceber.
- É agora que você fica quieto, não é? Quando você percebe que eu tenho razão!
- ...Ah...então você realmente me chifra pelas costas, não é?! – Inuyasha disse calmo, mas completamente cheio de raiva – Bom saber!
- NÃO VENHA COLOCAR PALAVRAS NA MINHA BOCA INUYASHA! O QUE DISSE NÃO TEM NENHUM FUNDAMENTO!
- SERÁ MESMO KAGOME?! E QUANDO VOCÊ ESTAVA NO CÉU, HEIN?! SERÁ QUE NUNCA FICOU COM O KOUGA E NÃO ME DISSE NADA!?
- SÃO SEJA TONTO INUYASHA! EU NUNCA, REPITO, NUNCA FIZ NADA COM O KOUGA!
- DUVIDO MUITO! VOCÊS ANJOS SÃO TÃO...SUPERFICIAIS!
- OLHA QUEM FALA! SÃO VOCÊS, DEMONIOS, OS RESPONSAVEIS PELAS COISAS RUINS DA TERRA! E ISSO INCLUI A TENTAÇÃO DA CARNE, SABIA? AH, ESQUECI! VOCÊ É BURRO DE MAIS PRA SABER ISSO! – Kagome gritou tão alto que fez Sango acordar.
- A ÚNICA CRIATURA QUE VEJO DE BURRA AQUI É VOCÊ! E TEM MAIS, NUNCA VÍ NINGUÉM TÃO BURRA COMO VOCÊ! – Dessa vez, quem acordou foi Miroku.
- PELO MENOS, NUNCA FIQUEI COM GAROTAS FRESCAS E IMBECIS COMO A KIKYO!
- E QUEM É VOCÊ PRA FALAR DA KIKYO?! ALIAS, NEM SEI PORQUE TERMINEI COM ELA! DEVERIA ERA TER TERMINADO COM VOCÊ! – Kagome começou a lacrimejar.
- AH É, É!? SE É ASSIM, PORQUE NÃO TERMINA LOGO DE UMA VEZ COMIGO?! Ah é, me esqueci, VOCÊ NÃO TEM CORAGEM! – Kagome sabia que isso afetaria muito o orgulho de Inuyasha, e era exatamente o que ela queria.
- SÓ NÃO TERMINEI COM VOCÊ AINDA, PORQUE TEM QUE SER PESSOALMENTE, DE CARA A CARA!
- ÓTIMO! ENTÃO PODE VIR AQUI AMANHA, SEU BURRO!
- IDIOTA!
- TONTO!
- TROXA!
- BESTA!
- IMBECIL!
- E QUER SABER?!
- E QUER SABER?!
- CALA A BOCA! – Os dois disseram juntos e desligaram o telefone mutuamente.
- Nossa Kagome, estava falando com o Inuyasha? – Sango perguntou.
- Aquele cabeçudo! – Uma lágrima escorreu por seu rosto.
Naquele momento, na casa de Inuyasha:
- Tava conversando, quero dizer, discutindo com a Kagome priminho?
- Aquela idiota! E NÃO ME CHAME MAIS DE PRIMINHO MIROKU!
- Tá bom, não está mais aqui quem falou! – Miroku deitou de lado e dormiu.
Enquanto isso, no inferno, acontecia mais uma sentença, uma sentença incomum. Um dono de território, (ser que sempre era visto como supremo no inferno) havia cometido um erro, um enorme erro:
- Caros demônios aqui presentes dos territórios de Ira, Inveja, Preguiça, Luxuria, Cobiça, Gula e Orgulho, bem vindos! – Naraku passou o olho por todos eles, estes faziam o maior barulho. Talvez estivesse no sangue de demônio fazer aquela bagunça, só por saber que alguém iria se dar mal – A mando de Orgulho, vim sentenciar está criatura! Quero lhes apresentar a antiga dona do território de Luxuria, Kagura!
Kagura entrou no cômodo onde todos a olhavam enojados e superiores. Kagura não se deixou abalar. Iria superar aquilo com a cabeça erguida.
- Bom, vamos tentar não demorar muito! – Ele passou seus olhos por todos os demônios novamente - Kagura, você sabe as conseqüências de sua decisão, não sabe? – Ele perguntou.
- Sim! – Ela respondeu séria.
- Sabe o quanto isso irá te afetar, não sabe? Perderá seu território e seus poderes por um tempo!
- Sim!
- Vou te dar uma segunda chance! Tem absoluta certeza de que recusa a nossa proposta?
- O que vocês vão faze é errado! Isso é inaceitável! ESTUPIDO!
- Hum...não sabia que tinha tanta raiva assim! – Ela ainda o desafiava com o olhar – Então a decisão está tomada!
Neste momento os olhos de Sesshomaru e Naraku se encontraram. Naraku o olhava vitorioso, enquanto Sesshomaru o olhava frio. Eles ficaram daquele jeito por alguns poucos segundos, até que Naraku olhou para Kagura e prosseguiu:
- Sua sentença não será tão grave, mas mesmo assim será ruim! Você será confinada no calabouço do inferno pelos próximos 500 anos. E mais, recebera 50 chicotadas por hora até o ultimo dia de sua pena. Bem, acho que já é o suficiente! Demônios Guardiões, levem-na para o calabouço agora! E já podem começar as chicotadas!
Kagura o olhou com pavor, e este só aumentou ao ver dois guardas vindo em sua direção. Kagura tentou sair voando, mas um deles laçou uma corrente em sua perna e a trouxe para baixo.
- Hora, hora demônio fujona! Pensa realmente quer pode escapar? – Quando ele pode a alcançar, a agarrou pelo pescoço.
- Na...Naraku...o que estão tentando fazer é loucura! – Ela disse quase sem ar – Isso é...loucura! – Então, ela desmaiou. O homem que a segurava a levou para o calabouço.
Ainda no purgatório, os outros donos de exércitos (exceto Orgulho) subiram no patamar, todos com um colar com uma pedra de cores diferentes em cada um, e cobiça (que possuía uma pedra verde) segurando uma pedra Azul em suas mãos.
- Bem, meus queridos demônios, antes de mais nada, precisamos apresentar a nova dona do território de Luxuria. Kaguya, queira por favor se apresentar! – Disse Gula.
Kaguya entrou no cômodo triunfante. Sabia que aquela era a sua chance, e não a desperdiçaria. Ela subiu até o patamar onde estavam todos. Ao chegar no topo, Kaguya pode observar todos os demônios do Inferno a olhando, isso deu-a um ar de vitória.
- Demônios de Luxuria, agora vocês iriam obedecer Kaguya, a nova Rainha! –Cobiça colocou a pedra em Kaguya. Após isso, sussurrou em seu ouvido – Se eu fosse você, não andaria com isso por ai! Se um demônio que a pegar, ele será o novo dono de Luxuria, portanto não ande com isso no pescoço!
- Hum...terei cuidado! – Ela disse – Demônios...- Ela disse mais alto – ...agora eu sou a nova rainha, a rainha LUXURIA! – Foi se ouvida várias palmas, alguns assovios, outros vaiavam, mas mal os escutavam graças aos barulhos dos outros demônios.
Mas só um, somente um nada fazia. E este era Sesshomaru, que logo saiu do purgatório.
Pouco tempo depois que Kagura acordou, pode-se escutar os barulhos dos gritos, e das chicotadas.
Era madrugada de segunda. Inuyasha tinha outro pesadelo. Dessa vez, mais real que o anterior:
- AH!
Ele ouviu um grito de horror. De dor. Inuyasha abriu os olhos e encontrou os olhos de Kagome abertos, mas sem vida.
O dia chovia, e a água da chuva se misturava com o sangue do chão. Inuyasha olhou para sua mão, e via o sangue escorrer por entre os dedos, em sua roupa e na roupa dela. Ele olhou apavorado para Kagome. Aquele seria outro pesadelo? Outro pesadelo da morte de Kagome? Sim, era.
- Mate-a! – Era a voz que não saia de sua cabeça.
Mas, mesmo sabendo ser uma ilusão, Inuyasha a olhava apavorado. Aquele sangue no chão, em suas mãos, em seu corpo. Era horrível. Ele mal podia agüentar ver aquilo.
Ele levantou apressado e saiu correndo. Saiu para lugar nenhum. Aquela floresta não parecia ter fim. Correu, correu ...e a chuva somente apertava cada vez mais.
Ficou naquela situação por quase 4 horas, até que não agüentou mais e caiu no chão. Porém, naquele momento ele se transformou em humano, e encontrou alguém conhecido, alguém que há pouco havia visto, e que gostaria de nunca mais encontrar:
- Bom dia Inuyasha! – Disse Tsubaki.
-Tsu..su...baki! – Disse Inuyasha assustado.
- Chame-me como quiser! Só sei que quero causar o pior pesadelo de sua vida! – Ela o olhou maliciosamente, Inuyasha se desesperou.
Tsubaki se concentrou. Logo de seu espelho soltou varias luzes, e segundos depois saiu uma enorme cobra gigantesca de lá dentro:
- Inuyasha, conheça minha mais preciosa cobra: ¹Doku ! – Tsubaki disse, e aquela enorme cobra ia para cima de Inuyasha.
- "Maldição!" – Inuyasha tentou sair correndo, fora em vão.
Doku mordeu sua perna esquerda, injetando um alto grau de veneno, Inuyasha ficou parado, não conseguia se mexer. Logo ele percebeu que era um paralisante. A cobra gigante então bateu sua cauda no corpo dele, fazendo-o bater contra uma arvore. Logo, a cobra bateu sua cauda novamente em seu corpo dessa vez, contra o chão. esse movimento se repetiu por mais 4 vezes:
- AAHH! – Ele gritou de dor - Mal...dição! – Inuyasha sabia que não agüentaria outro ataque daquela veracidade. Aquele era seu fim.
- Agora você vai morrer, Inuyasha! – DisseTsubaki. Doku já aproximava sua cauda sobre ele.
- ACORDA INUYASHA! – Miroku gritou. Inuyasha saltou da cama com o coração disparado.
- Graças a Deus! – Izayoi abraçou Inuyasha chorando. Mas, com isso, sentiu algo de errado nas costas do garoto, pareciam mascas de chicotadas – Inuyasha...- Ela disse pesarosa – Filho...o que aconteceu?
- Nada mamãe! Eu estou bem! – Izayoi pôs a mão sobre o peito do filho, este batia descompassado.
- Eu senti algo de errado em suas costas! Então Inuyasha, tire a camiseta! – Ela ordenou.
Sem muita escolha Inuyasha tira a camiseta, e vários horríveis hematomas estavam lá. Todos se assustaram com a gravidade dos ferimentos.
- Aonde conseguiu isso Inuyasha?! – Perguntou Inuytaisho nervoso.
- ...Eu...cai...da escada! E acabei me ralando!
- Inuyasha, isso não parece nada com um ferimento de quem cai da escada! – Sua mãe dizia pesarosa - Por favor, não minta pra nós! Somos sua família e nos preocupamos com você! Aonde fez isso? Por acaso alguém chicoteou você? Era por isso que gritou tão alto em seu sonho?
Inuyasha não tinha respostas. O que faria? Miroku sabia a verdade, mas ele não podia sair contando pra todo mundo sobre seu problema com o outro mundo. Não tinha idéias para mentiras e nem queria contar a verdade.
Eles ficaram em um silêncio incomodo por vários minutos, até que Inuytaisho resolveu quebrar-lo:
- Tudo bem Inuyasha, não precisa contar agora se não quiser! Mas um dia terá que contar! E depois...quero ter uma conversa muito séria com você! – Ele finalizou e saiu do cômodo.
-Por favor Inuyasha, se tiver se metendo em algum problema...encrenca com pessoas de sua escola, ou algo de gênero, por favor me...
- Eu te conto mamãe! – Ele a olhou pesaroso – Prometo!
Izayoi sorriu, deu um beijo na testa dele e saiu do quarto. Inuyasha suspirou aliviado, mas seu alivio durou pouco. Ao olhar para o relógio ainda eram 1 hora. Ele odiaria dormir novamente, e ter outro pesadelo como aquele, ganhando mais hematomas...
- Não durma! – Disse Miroku como se lesse seus pensamentos – Fique acordado até de manhã. Um dia só sem 'descanso' não faz mal a ninguém! – Ele sorriu, Inuyasha sorriu de volta.
- Obrigado!
Miroku deitou em sua cama e logo caiu no sono. Inuyasha fora arrumar coisas pra fazer. Qualquer coisa lhe servia no momento.
Tentou assistir televisão, mas não havia nenhum programa divertido. Fuçou o armário a procura de alguma coisa pra comer, nada que lhe agradava. Tentou até jogar video-game, mas, tentar jogar um CD já fechado não lhe parecia interressante.
Eram 2 horas quando ele decidiu que iria sair. Abriu a porta da sala, caminhou até a rua e começou a passear por ela.
Ele sabia que era perigoso, mas não se importava muito. Se tinha enfrentado os demônios do inferno, podia enfrentar um simples homem manipulado por eles na Terra.
Tentava organizar um pouco sua cabeça. Tudo estava acontecendo de maneira tão rápida que ele mal conseguia acompanhar. Primeiro seu encontro com Kagome, depois as memórias, depois Sesshomaru, e agora os pesadelos.
Inuyasha sentiu uma brisa em seu rosto. Como era bom aquele vento, aquela brisa...
- Saindo sozinho a noite Inuyasha? – Perguntou uma voz atrás dele. Inuyasha reconhecia aquela voz, só não sabia porque decidiu falar com ele. Ele se virou;
- Faço o que quiser Sesshomaru! – Inuyasha disse sério – Não sou mais escravo do Naraku!
- Será mesmo?! – Ele continuava frio – Então o que me explica esses pesadelos? – Inuyasha se assustou.
- Como sabe sobre os pesadelos?! – Ele perguntou.
- Sei de muitas coisas que você não sabe! Aliás, sei muito mais do que você.
- Se sabe tanto assim, porque ainda não encontrou a Tetsusaiga? – Inuyasha perguntou sarcástico.
- Porque isso é uma das poucas coisas que eu não sei.
- Keh! Deve estar sofrendo sem o poder da barreira da Tenseiga! – Inuyasha zombou.
- Hum...vejo que sabe sobre a história da Tetsusaiga e da Tenseiga!
- Keh! Claro! Posso desconhecer sobre minha família mais sei sobre os poderes dela! A Tetsusaiga não funciona se você estiver sem a Tenseiga, assim como a Tenseiga não funciona se eu estiver sem a Tetsusaiga! E também sei...que se você achar a Tetsusaiga, não só vai recuperar os poderes da Tenseiga, como vai poder usar a Tetsusaiga também! Acha que sou burro?
- Hum...por isso escondeu. Pra mim na poder usá-las? – Sesshomaru perguntava indiferente.
- Isso foi por ter me rejeitado como seu irmão durante toda a vida, e por ter-me feito cair nessa pena imbecil!
- Só concordei em fazer o plano de Naraku para te pegar, pra poder te ver aqui, sofrendo com seus problemas humanos. Essa raça infeliz.
- Raça infeliz? – Inuyasha debochou – Mas me responda uma coisa Sesshomaru. Pode ser até impressão minha, ou posso estar ficando louco, mas você não se apaixonou por um ser dessa raça infeliz? – Vendo que Sesshomaru o olhou diferente, Inuyasha prosseguiu – Estive observando você durante esses dias, e você acha mesmo que eu não percebi que você se apaixonou pela Rin?
O vento soprou balançando os cabelos deles. Inuyasha parecia estar levando vantagem naquela situação. Sesshomaru estava encurralado, não podia negar que sim, havia se apaixonado por uma humana. Mas, se era tão difícil admitir isso para si mesmo, muito menos para Inuyasha, alguém cuja ele sempre detestou a vida inteira.
- Agora vamos, príncipe Sesshomaru, me diga que eu estou errado! – Inuyasha o desfiou.
Sesshomaru foi andando em passos curtos até Inuyasha, ficando assim, frente a frente com ele. Inuyasha ainda o olhava superior.
Mas apesar de tudo. Sesshomaru pareceu ouvir mais seu orgulho que seu coração:
- Está errado! – Disse ele.
- Então me prove que eu estou errado Sesshomaru! Prove-me que veio aqui na Terra por outra razão! – Inuyasha ainda levava vantagem – Se conseguir me convencer, conto onde eu guardei a Tetsusaiga!
- Vim aqui justamente por ela, a Tetsusaiga.
- Mentiroso! – Inuyasha mantinha seu tom de voz firme. Sesshomaru estranhou. Geralmente Inuyasha (principalmente quando falava com Sesshomaru) ficava estressado e perdia a paciência rápido. Só falava daquele jeito, quando tinha absoluta certeza de algo. Sesshomaru percebeu-se vencido, mas não iria demonstrar para Inuyasha tão facilmente.
- Não estou mentindo.
- Ainda quer que eu acredite nisso Sesshomaru?! Acha mesmo que vou acreditar nessas meras palavras? – Inuyasha sorriu confiante – Posso ser desligado, idiota e muitas vezes burro, mas conheço você! Você nunca iria falar com uma mulher humana se não tivesse um bom motivo. – Sesshomaru, pela primeira vez, viu-se em uma batalha que não conseguiria vencer.
- ...e se estiver, o que você tem a ver com isso? – Sesshomaru lamentou-se amargamente de ter dito aquelas palavras, mas não teve outro jeito. Inuyasha então sorriu amarelo e começou a dar gargalhadas.
- HAHAHA! Eu sabia! Sabia que estava certo! Sabia que um dia venceria você! HAHAHA!
POFT!
Inuyasha nem reparou na hora em que caiu no chão devido ao soco do irmão em seu rosto. Mas sentiu a dor, uma forte dor. Afinal, um soco de um demônio ter a força de uma bala em um ser humano:
- Desgraçado! – Inuyasha murmurou. Sesshomaru deu as costas e já abria um portal –Ei, onde está indo? – Inuyasha perguntou curioso.
- Isso também não é da sua conta. Mas, queria que soubesse que a Kagura não vai ser mais um problema pra você, agora seu problema é outro: Kaguya. – E Sesshomaru entrou no portal.
- "Kaguya?" – Inuyasha se levantou do chão massageando seu rosto – Hum...Kaguya! Já vi que ela é outra que vai me atormentar! E falando nisso...como será que vai a Kagome? – Inuyasha se perguntou, e sorriu – Ela deve estar uma fera comigo!
Neste momento, uma certa criatura foi visitar uma velha amiga:
- Kagome...- Disse Kouga vendo a garota adormecida.
- Kouga, você por aqui? – Ela se sentou na cama.
- Ai, me desculpe Kagome! Não queria ter te acordado!
- Que isso! – Ela sorriu – Você não me acordou! Eu nem estava dormindo! Na verdade, estou com minhocas de mais da na minha cabeça pra conseguir isso! – Ela sorriu.
- Que que aconteceu? Foi algo com o Inuyasha?
- Não, dessa vez é com uma amiga minha, e com o...- Kagome parou e serrou os dentes – Cabeçudo do Miroku!
- Hehe! Parece que ele te deixou mesmo brava! – Kouga sorriu.
- Aahh! Burro idiota! Estou com vontade de matá-lo!
- Que medo Kagome! – Kouga disse divertido – Juro que odiaria ser seu inimigo! – Tal comentário fez a garota sorrir.
- Hehe...
- Mas lembre-se, sempre que quiser alguém pra desabafar. É só me chamar!
- Eu sei Kouga, e te agradeço por isso!
- Se quiser, podíamos sair pra conversar, ver a luz da lua crescente, sei lá!
- Claro, porque não! Deixa só eu me trocar que logo nós já vamos sair! – Kagome pegou uma roupa e foi para o banheiro. Kouga somente a observava. Mas logo ela saiu de lá – Pronto, já podemos ir! – Kouga pousou (já que este voava) e estendeu o braço para ela, está aceitou o convite e entrelaçou seu braço no dele.
- Que bom que aceitou meu convite! – Ele sorriu.
Os dois desceram os andares do prédio pelo elevador, e já estavam na rua, caminhando.
- Hum...então foi isso que aconteceu? – Perguntou Kouga.
- Dá pra acreditar? – Kagome estava irritada – Nunca pensei que o Miroku fosse capaz de fazer uma coisa dessas!
- Sinceramente, nem eu! E olha que eu o conheço faz tempo!
- E as coisas no céu, como estão?
- Ah...cada vez pior! São poucos anjos pra muitos humanos! – Kouga se lamentou – Acredita que no nosso território só tem 10!
- SÓ 10 ANJOS NO TERRITÓRIO DA CORAGEM?! – Kagome se espantou – Bankotsu deve estar ficando doido!
- Também acho!
Os dois chegaram até uma pequena praça. Nela se sentaram em um banco e continuaram conversando:
- E quantos anjos tem no céu, ao todo?
- Uns...57 se eu não me engano! Enquanto isso tem mais de 3 milhões de demônios no inferno! Também, hoje em dia não se encontrar pessoas de alma pura como antigamente!
- Pode parecer egoísmo mas, não condigo ver o Miroku como uma alma pura! E também...ele é muito pervertido!
- O Miroku se tornou um anjo porque ele sempre ajudava os outros na Terra!
- ...a quanto tempo ele trabalha como anjo?
- Uns 50 anos eu acho!
- Pouquinho!
- Bem menos que eu! – Kouga zombou.
- E eu também! – Ela sorriu e mexeu sua cabeça para a frente, assim vendo um canteiro de rosas vermelhas – São lindas não?
- O que? – Kouga perguntou confuso. Ela olhou para ele novamente.
- Essas rosas vermelhas! Durante minhas vidas humanas, sempre me disseram que rosas são o símbolo do amor! Principalmente as vermelhas! - Kagome soltou um sorriso, mas este era triste.
- Kagome...não é só o problema da sua amiga que te aborrece, não é mesmo? – Kagome se espantou com o comentário – Há algo mais, não é?
- Bem... – Ela olhou para o lado – é o Inuyasha!
- Sabia! Sabia que tinha a ver com ele! Mas me diz, o que foi que ele fez?
- É que...eu acabei brigando com ele por causa do Miroku! Eu tentava defender a Sango, e Inuyasha ele. Depois a briga mudou completamente de cenário, sendo que estávamos brigando por nada!
- Entendo! – Kouga percebeu que havia uma gotícula de água presa nos olhos de Kagome. Ele passou seu dedo de leve embaixo do olho dela, retirando a lágrima .Kagome abaixou sua cabeça novamente – Kagome, sabe que podia ter me contado! Sou seu amigo!
- É, eu sei! Me desculpa! – Ela o olhou nos olhos.
- Não precisa pedir desculpas!
Kouga a abraçou, e quase imediatamente ela começou a chorar. Ele queria fazer alguma coisa, ajudá-la em alguma coisa. Foi quando teve uma idéia.
Ele se levantou, foi até o canteiro de flores e pegou uma rosa vermelha:
- O...o que está fazendo Kouga? – Ela perguntou ao ver ele voltando com a rosa.
- Foi você mesma que disse que as rosas são o símbolo do amor, não é? – Ele sorriu. Se ajoelhou e colocou uma rosa no cabelo de Kagome – Pois bem, essa rosa será o símbolo do amor que eu tenho por você! – Kagome não entendeu a qual tipo de amor que Kouga havia se referido, pensou ser o amor de sua amizade. Mas ele se referia há um amor incondicional. - E sempre que estiver se sentindo sozinha, ou precisar de ajuda, pode vim falar comigo! – Ele se levantou, se sentou ao lado dela no banco, e a abraçou mais uma vez.
- Obrigada Kouga! – Ela agradeceu.
Ela levantou a cabeça, e mais uma vez seus olhos encontraram os de Kouga. Seus rostos tão juntos, tão próximos...
Kouga puxou o rosto de Kagome para mais perto do seu. Em que logo suas línguas já se encontravam.
O tempo também fora indeterminado. Ele, com sua língua, vasculhava todos os cantos que podia. queria conhecer a boca dela, explorar. Infelizmente, ela não correspondera, estava assustada de mais para isso. Kagome queria fugir, mas não queria magoar Kouga. Agora entendera a que tipo de amor ele se referiu.
Entretanto seu beijo estava tão...frio?
Eles se separarem. Kagome pois a mão na boca, enrubesceu, e sentiu uma enorme culpa dentro de si:
- O...o que...foi que eu fiz? – Ela disse gaguejando, quase sem voz - Na...não devia ter feito isso! Fo...foi um erro! E...eu só briguei com o Inuyasha...não terminei com ele! – Ela voltou a chorar – Po...por que Kouga...por...que fez isso?
- Kagome eu...sinto muito! – Kouga se desculpou, e colocou uma mão sobre o ombro da garota – Acho que te deixei confusa! Mas é que...é que...eu queria que você soubesse...que eu realmente amo você! – Kagome o olhou espantada, mas só via ternura nos olhos do anjo.
Entretanto, quando olhou para trás de Kouga, viu os olhos de uma outra pessoa, e desta não havia nenhuma ternura.
- Inu...yasha? – Kagome perguntou, Kouga se virou e também viu os olhos do ex-demônio.
Mas havia sim...raiva?
Continua...
N/A: Pessoal, demorei menos dessa vez! Tah aki o cap!
Ah, a explicação da palavra Doku (já q ninguém aki eh obrigado a saber):
Doku- Veneno!
Agra, vamos as Reviews :D :
sakura-princesa – A obrigada pelo elogio! O Inu, realmente, eu peguei um pouco pesado com ele, mas logo ele melhora! Ateh a prixima! OS: Naum kero ir pro saibudo conciencia da sakura-princesa! O.O
oikik-chan – Bem...logo vc descobrira! kukukukuku (sim sou do mal e sim, roubei a risada do naraku kukuku). O Miroku e a Sango vaum fikr bem com o tempo...a naum ser q o kuranosuke atrapalhe novamamente! Bjinhus
kagome-higurashi-star – O braço do miroku eh um mistério mesmo! Mas logo vc descobre! xauzinhu
Lory Higurashi – Nem sei como consegui fazer akilo com o inu! .! Ateh eu morri d dó! chora e com lencinho na mão! A Kagura...bem...falamos sobre ela nesse cap! Kissus e o cap jah tah aki!
Agome chan – Desculpe agome, sei q vc naum keria d jeito maneira q o inu brigasse com a k-chan e coisa e tals...mas eu naum resisti! (foi mais forte q eu .) Agra o inu vai fikr um pouco bravo com a Kagome e...ah! Vo akba estragando a surpresa! Espero q vc naum me mate! O.O! Bjinhus e xau xau! (diz um pouco amedrontada)
jessie-love-sama – Brigada pelo elogio :)! I inu realment tah sofrendu (pq todo mundo fla isso?? o.O) mas a Kagura, vc vai ter q ler o cap! U.U Bjos e ateh mais!
sergio-kun – Ah! Brigada por seus elogios! E nauum c preocupe com a demora naum, o importante eh q vc ainda gosta! ah aki o cap! Bjos
Sakura-Haruno-chan – Sempre digo: leitor novo eh sempre bem vindo! O próximo cap jah eh esse aki! Bjinhus!
Tâmara – Oiee! Kuanto a naum ter comentado nos outros caps, sem problemas! Ainda bem q vc ainda gosta da fic! Kuanto a nova luxuria, ela surgiu pra dar um tom d 'mistério' na hist´roria1 Mais pra frente vc vai entender (talvez, nesse próprio cap)! Bjos
kun-kouga-kun – A Kagura vai...a leia o cap! U.u! c naum eu estrago a surpresa! Bjinhus e xau xau!
Bom gente, bjinhus e xau xau!
