Notas da Autora:

Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs.Fic 100% Beward

Obs. Historia para maiores de 18 anos.


21 - Eu acho que estou com medo do futuro.

Sorri enquanto a seguia para o castelo aonde meu bárbaro tinha entrado há pouco.

Meu bárbaro sorriu quando me viu e veio em nossa direção, Alice o olhou sorridente.

– Edward, Isabella nunca foi no povoado. – ele sorriu mais.

– Verdade, em breve eu a levarei esposa. – Alice rolou os olhos e se aproximou dele e sussurrou algo, os olhos dele se arregalaram, e em seguida voltaram pra mim, dei um sorriso tímido. Ele sorriu de volta, mas estava sério e parecia irritado.

– Iremos agora mesmo. Alice mande o Tyler, preparar Cavaleiro e a carroça.

– Claro. – ela saiu apressadamente e meu bárbaro veio em minha direção e segurou meu rosto entre as mãos.

– O que mais ele deixou de te mostrar? – sussurrou, mas mais para si mesmo e ri.

– Quem?

– Volturi. – praguejou e dei de ombros.

– Uma vida toda.

– Eu lhe darei uma vida.

– Você já me da, você é minha vida. – ele sorriu brilhantemente e esfregou o nariz contra o meu.

– E você a minha esposa.

– Pronto. – Alice entrou na sala, e meu bárbaro sorriu pegando minha mão e colocando em seu braço.

– Black. – Edward gritou e o homem horrível veio apressadamente, e ficou ao nosso lado.

– Senhor?

– Irei ao povoado com minha esposa e Alice. Voltaremos em algumas horas.

– Sim meu senhor. – ele fez um reverencia e quando me olhou, tremi com seu olhar.

O mesmo sentimento ruim me incomodando como sempre.

Fomos para fora, e uma carroça pequena estava no pátio, o bárbaro me pegou no colo e colocou sobre a carroça e em seguida Marie Alice, um rapaz que imaginei seu Tyler, subiu na carroça e atiçou os cavalos, e que se moveram em um galope calmo.

Edward montou Cavaleiro e nos seguiu. A viagem até o povoado foi calma e agradável. Conversei com Alice por todo o caminho, e aproveitava para olhar a paisagem. Masen era um lugar muito bonito e agradável.

– Bar... – comecei e dei um rápido olhar para o jovem que comandava a carroça e me corrigi. – Edward. – chamei e ele sorriu.

– Sim esposa?

– Cullen, é tão bonita como Masen? – seu sorriso aumentou.

– Muito mais.

– Como? – Alice exclamou e ele riu.

– Tão linda como Masen. – se corrigiu piscando para Alice, que riu.

– Estou ansiosa para irmos para lá.

– Eu também esposa. E logo iremos.

– Ah chegamos Isabella. – Alice gritou apontando para frente e sorri vendo a movimentação.

Pessoas andando de um lado para o outro carregando cestas, ou carroças cheias de tecidos ou verduras, algumas mulheres levando cestos de roupas na cabeça, e crianças brincando de espadas de madeira ou correndo. Olhei alegremente para o bárbaro que riu e mandou o rapaz parar.

Ele saltou de Cavaleiro, ajudando Marie Alice, e em seguida eu, ele me segurou contra seu corpo e beijou meus lábios rapidamente, em seguida segurou minha mão, e entregou as rédeas de Cavaleiro a Tyler.

– Cuide dos animais, vamos dar uma volta.

– Sim meu senhor.

Seguimos para o meio da multidão de pessoas e olhei encantada com as coisas sendo vendidas. Havia tecidos e joias, frutas e verduras, variedades de coisas diferentes.

– Gostou de algo? – ele me perguntou e mordi o lábio.

– Acho que sim. – ele riu e beijou minha testa.

– Escolha o que quiser e será seu. – meus olhos brilharam.

– O que eu quiser?

– Claro. Eu me lembro que lhe havia prometido vestidos e você usou mais os vestidos de Ângela do que os seus próprios.

– Me fizeram novos. – murmurei e ele sorriu.

– Imagino, mas você engordara um pouco agora. É bom ter vestidos novos.

– Tem razão.

– Ótimo, agora vá com Alice e escolha os tecidos que você gostar. – sorri e o abracei beijando seu queixo, ele riu e me apertou contra ele antes de me soltar.

Fui até Alice e de braços dados procuramos tecidos para vestidos novos, e para fazermos o enxoval dela. Meu bárbaro nos acompanhava de perto, e íamos colocando nossas compras em suas mãos.

Já estávamos na vila há algum tempo, quando Edward nos chamou para irmos a uma taverna e comermos algo. Alice e eu conversamos sobre seu casamento, e meu bárbaro mantinha a mão na minha.

Entramos na taverna que era uma pequena construção de pedra, dentro era claro, bem aberto e havia algumas mesas, uma senhora servia comida e bebidas para alguns fregueses. Quando entramos ela veio imediatamente para nós e fez uma pequena reverencia Edward.

– Meu senhor.

– Boa tarde Kate. Já conhece Marie Alice, e essa é minha esposa Isabella. – ela era rechonchuda e de rosto agradável, um longo cabelo loiro preso em uma transa e intensos olhos azuis.

– Bem vinda minha senhora. – fez uma pequena reverencia, e sorriu abertamente.

– Obrigada Kate.

– Venha senhor. – Kate chamou e nos colocou em uma mesa, e saiu apressadamente, voltando em seguida com vinho e pão. Ela nos serviu e falou o que tinha pro almoço.

Edward fez o pedido e comemos em meio a conversas. Estava sendo um dia maravilhoso.

[...]

Meu bárbaro sorriu e me ajudou a descer da carroça, e beijou meus lábios rapidamente, sorri e tentei pegar meus tecidos, mas ele me deu um olhar sério e bufando as coloquei de volta na carroça.

Edward riu e pegou ele mesmo as coisas, minhas e de Alice levando para dentro. Alice segurou meu braço entrelaçando no seu e juntas fomos para o castelo.

– Agora precisamos tirar algumas medidas. Sua cintura aumentou um pouco.

– Você ira me ajudar?

– Hmmm... tudo bem para você se Tânia a ajudar? – forcei um sorriso, Alice precisava preparar as coisas para seu casamento e eu não iria a atrapalhar.

– Será ótimo Marie Alice.

– Ótimo querida. Vou falar com ela.

– Está bem, eu estou um pouco cansada, vou me deitar. – ela acenou e fui para cima, entrei em meu quarto e me deitei na cama.

Alguns minutos depois, meu bárbaro entrou e sorriu ao me ver.

– Olá esposa.

– Oi bárbaro. – ele riu e veio para meu lado e deitou me puxando para seus braços.

– Está cansada?

– Um pouquinho. – ele beijou meu nariz e suspirei me aconchegando mais nele.

– Teve um dia cheio. – sussurrou me dando mais beijos pelo meu rosto e sorri de olhos fechados.

O sono aos poucos foi chegando e adormeci profundamente.

Uma forte batida na porta me acordou e olhei em volta assustada. O quarto estava um pouco escuro e não havia nenhum sinal do bárbaro. Me espreguicei e levantei. Fui até a porta e a abri, Tânia sorria docemente.

– Pronta para tirar as medidas minha senhora?

– Hmmm, claro, me de um momento. – deixei a porta aberta, e abri a janela que Edward havia fechado e lavei o rosto na travessa de água que estava perto do fogo.

Me virei e Tânia me observava, forcei um sorriso e me aproximei dela.

– Podemos começar. – ela assentiu e pegou a corda e começou a tirar minhas medidas, olhei para o teto, enquanto ela olhava para baixo e media mina cintura, ficamos em silêncio alguns minutos, e só esperava que acabasse logo.

– Nosso senhor está muito alegre desde que milady engravidou. – Tânia murmurou e a olhei com as sobrancelhas arqueadas.

– Oh, que bom. Estou feliz também. – ela levantou o rosto e sorriu, me senti um pouco mal com seu sorriso, era falso e malicioso.

– Na verdade desejava parabenizar milady.

– Oh... hmmm obrigada Tânia, muito gentil. – seu sorriso perverso aumentou.

– Não há de que milady. Na verdade desejaria ser tão esperta como milady.

– Como?

– Foi muita esperteza engravidar tão rápido do nosso senhor.

– Eu... eu...

– Sim, queria eu ter pensado nisso. Se estivesse grávida dele, estaríamos casados já. – murmurou com pesar e minha boca ficou aberta em choque.

– Como ousa?

– Estou mentindo milady? – fingiu inocência e a olhei com raiva.

– Obvio que sim.

– Oh, perdoe-me, eu somente achei que tinha engravidado, para que Edward não lhe deixasse. Afinal não e segredo para ninguém, que Edward repudia seu pai. E quer melhor vingança que usar a filha de seu maior inimigo.

– Edward me ama. – murmurei e ela sorriu.

– Homens dizem o que for para levar as mulheres para a cama. – meu rosto ficou vermelho.

– Você está passando dos limites Tânia.

– Perdoe-me de novo milady. Não sabia que era tão sensível. Mas eu só queria alertá-la.

– Alertar-me?

– Oh sim, em breve Edward matara Volturi, e depois, é quase certeza que se livrara de milady.

– Está louca? – eu tremia e abracei minha barriga. Edward, meu bárbaro nunca faria coisa tão horrível.

Imediatamente imagens de quando era pequena e meu pai me via e dizia, que não via a hora de se livrar de mim, me vieram à mente e meu desespero era palpável.

– Será milady? Mas Edward é um barão, e a milady, nem pai para olhar por você terá mais. Ele pode facilmente trancá-la num convento e jogar a chave fora. – arfei e ela riu.

– Sai imediatamente do meu castelo. – a voz alta e forte soou e eu e ela olhamos para porta. Meu bárbaro olhava com ferocidade para Tânia que tremeu diante de seu olhar.

– Meu senhor?

– Você está expulsa de meus domínios Tânia. Se eu pegá-la próxima de Masen ou Cullen, não serei tão misericordioso com você.

– Eu... eu... – ela me olhou em desespero, mas virei o rosto. – Por favor Edward, eu não tenho pra onde ir.

– Então não devia ter desrespeitado meu lar e minha esposa.

– Prefere essa traidora a sua família? Não lembra quem é o pai dela, o que ele causou a nosso lar?

– Isso não é assunto seu Tânia. Não é a primeira vez que lhe falo isso, eu disse que se você se metesse em minha vida novamente, eu não hesitaria em expulsá-la. – ela gritou e se jogou aos pés dele.

– Por favor, não me faça ir Edward.

– Chega Tânia, aqui não é mais seu lar.

– Como pode, depois de tudo, preferir essa vagabunda a mim! – Edward rosnou e se aproximou dela e pegando pelo queixo.

– SAIA JÁ! – ele gritou e ela correu para fora do quarto. No minuto seguinte ele estava na minha frente segurando minhas mãos e as beijando.

– Isabella olhe pra mim. – o olhei com os olhos cheios de lagrimas.

– Eu...

– Não acredite em nada do que aquela cobra disse.

– Você me ama, não é? – ele soltou minhas mãos e segurou meu rosto.

– Mais do que a mim mesmo. – enterrei o rosto em seu peito e inalei seu cheiro, seus braços me rodearam me apertando com força contra ele. – Eu a amo, amo, amo. – sussurrou com os lábios em meus cabelos.

Levantei o rosto e toquei o seu com as pontas dos dedos, ele sorriu e beijou meus lábios rapidamente e esfregou seu nariz contra o meu.

– Eu sinto muito Isabella.

– Você vai expulsá-la mesmo?

– Você quer perdoá-la?

– Eu posso?

– Se ela se ajoelhar e lhe jurar lealdade, eu posso deixá-la ficar.

– Eu não sei... – ouve uma batida na porta e em seguida Alice entrou.

– Edward, o que houve? Tânia me disse que a expulsou de Masen.

– Ela ofendeu minha esposa Marie Alice. – Alice me deu um rápido olhar e assentiu saindo em seguida. Ele respirou fundo e pegou meu rosto entre as mãos.

– Eu preciso resolver essa confusão.

– Eu sinto...

– Não, você não é culpada de nada. – assenti e ele voltou a me beijar e saiu do quarto.

Me deitei na cama e respirei fundo algumas vezes. Toquei meu estomago e tentei me acalmar, isso não devia fazer bem para meu bebê.

– Não se preocupe bebê. Nosso Edward nunca nós trataria como Aro me tratou.

Deus, permita que Edward seja como meu pai. Que ele não esteja me dando o mundo para que possa me tirar tudo depois. Eu não sobreviveria.

Eu acho que estou com medo do futuro.