CAPITULO 21
Durante o jantar, Sasuke congratulou a si mesmo, pois pelo visto aquela breve conversa com o cunhado havia sortido efeito. Gaara passou refeição inteira conversando com a irmã. Talvez o rapaz não fosse de todo mau. Talvez tivesse apenas deixado o desejo de vingança passar à frente de coisas mais im portantes e precisasse de alguém para lhe chamar a aten ção sobre as prioridades da vida.
A noite transcorreu rápida e agradável e embora já estivesse muito tarde, Sasuke sentia-se pesaroso de deixar o salão principal. O lugar estava cheio de pessoas que gostavam e admiravam sua mulher, desde aldeões cele brando a derrota de Kabuto até as servas mais antigas da família Haruno. Vendo tantos pares de olhos fixos na ex-castelã de Suna, Sasuke pediu-a para cantar, no que foi prontamente apoiado pelos presentes.
Todos pareciam familiarizados com os talentos de Sakura, pois tão logo a voz melodiosa soou, Sasuke notou que um velho criado se acomodava melhor na cadeira e fe chava os olhos, entregando-se à música. Entretanto ele mesmo não conseguia fechar os olhos à beleza à sua fren te. Passara noites sem conta apenas ouvindo-a cantar, sem poder enxergá-la. Agora observava cada movimento da esposa com uma sofreguidão incontrolável. Ela con tinuava esguia e delgada, sendo difícil acreditar que aque le corpo perfeito abrigava o seu filho.
Ao terminar, Sakura foi inundada de elogios e aplausos. Até mesmo Gaara demonstrou admiração.
- Eu havia me esquecido como você canta bem – ele falou, e Sasuke sentiu que o cunhado estava sendo sincero.
Percebendo que a esposa começava a se mostrar cansada, O Uchiha decidiu que estava na hora de dar noite por encerrada.
- Sakura - Gaara a chamou. - Quero me despedir de você agora pois vou partir amanhã muito cedo.
- Desejo-lhe tudo de bom - ela respondeu, o rosto impassível, destituído de emoção.
- É o que desejo a você também. Podem ficar em Suna tanto tempo quanto quiserem, embora eu não saiba quando vou estar de volta. E... Obrigado por ter cuidado tão bem de nosso lar.
- De nada. - Sakura sorriu docemente e lançou um olhar significativo na direção do marido, sabendo muito bem que fora ele o responsável pela mudança de atitude de seu irmão.
Assim que os dois estavam a sós no quarto, ela lhe deu uma cotovelada no estômago e começou a rir.
- Ei! Por que isso? - Sasuke indagou, fingindo-se ofendido.
- Você é uma vergonha, Cavaleiro Vermelho! Onde está aquela fera terrível e ameaçadora? Que tipo de feitiço você lançou em cima de meu irmão para obrigá-lo a me elogiar?
Sasuke bem que se esforçou para aparentar inocência, o que serviu para fazê-la rir ainda mais.
- Se você soubesse como atitudes assim são estranhas a Gaara, não tentaria negar sua participação no caso. Juro que em toda minha vida, jamais recebi um cumprimento de meu irmão. Sabe, estou até pensando em espalhar essa história por aí. Aposto que a lenda criada em torno do Cavaleiro Vermelho sofreria um baque com as notícias. Não sei se você já percebeu como os criados daqui de Suna o evitam e tudo por causa de sua terrível reputação?
- Não sei por que você está reclamando. Sempre achei que o mito do Cavaleiro Vermelho a agradava bastante. Afinal não foi você quem disse que eu costumo comer o fígado dos inimigos?
- Fígado não, coração - ela o corrigiu, dobrando-se de rir.
Depois de tirar a túnica e colocá-la sobre uma cadeira, Sasuke olhou ao redor, reparando na suntuosidade do quar to enorme. Suna era tão diferente de Konoha. Cons truído mais recentemente, o lar dos Harunos fora projetado tendo em mente o conforto. Os aposentos eram mais es paçosos e mais quentes, decorados com muitos móveis e tapeçarias. Não era à toa que Sakura estranhara Konoha, sempre escuro e frio.
Inspirando fundo, Sasuke foi até a janela e olhou as estrelas, desejando, por um momento, poder dar toda a riqueza do mundo à esposa. Mas logo concluiu que esse tipo de pensamento era pura perda de energia. Sentia-se grato por ter recuperado a visão, pois assim Sakura tinha um homem completo por marido.
Lá fora os soldados se preparavam para dormir. Gaara partiria na manhã seguinte bem cedo. Quanto tempo será que Sakura iria querer ficar em Suna? Não poderia culpá-la se ela decidisse passar o verão inteiro em seu antigo lar ou mesmo se resolvesse permanecer ali até o nascimento do bebê. Entretanto ele sentia falta do próprio castelo, de suas próprias terras. Seriam os homens mais possessivos do que as mulheres em relação essas coisas? Konoha podia não ser muito, se com parado a Suna, porém lhe pertencia por direito e lutara com bravura para conquistá-lo.
- Você é apenas um homem gentil e maravilhoso. E eu te amo - Sakura murmurou sonolenta.
- Você quer que o bebê nasça aqui? - ele indagou, preparando-se para ouvir o pior.
- Não. Quero que nosso filho nasça em nosso lar, em Konoha.
A jornada de volta para casa foi demorada e tranqüila. Sabendo que com um bebê a caminho seria impossível empreender longas viagens tão cedo, Sakura quis parar em cada aldeia das terras do marido, fazendo questão de conversar com os residentes e arrebanhar aqueles que queriam morar no castelo.
Sasuke era sempre recebido com graus variáveis de medo, suspeita e boas-vindas por parte dos que conheciam apenas os rumores terríveis que cercavam o lorde de Konoha. Entretanto logo os aldeões se surpreendiam ao descobrir que aquele homem alto, forte e bonito era o Cava leiro Vermelho em pessoa. Talvez o barão lhes continuas se parecendo feroz, porém era muito melhor ter visto alguém em carne e osso do que continuar ouvindo apenas histórias ameaçadoras.
Sakura sabia que sua presença facilitava a aceitação do Cavaleiro Vermelho, pois bastava às pessoas notarem o quanto ele se importava com o bem-estar da esposa para passarem a enxergá-lo sob um novo ângulo. E era isso o que desejava no fundo do coração, que Sasuke, o bebê e ela fossem aceitos por todos os que habitavam as terras de O Uchiha.
Logo a notícia se espalhou e quando alcançaram a aldeia, Sakura tinha certeza de que os aldeões os aguar davam. Só não conseguia imaginar como seriam recebi dos, pois era o único lugar em que Sasuke esti vera antes de ir ao encontro de Kabuto. Além do mais ele sempre fora temido ali de uma maneira intensa e irracional.
Não foi preciso esperar muito para perceber o estado de espírito do vilarejo. Bastou cruzarem os primeiros ca sebres para que os aplausos e os vivas começassem.
- Cavaleiro Vermelho! Cavaleiro Vermelho! - grita vam centenas de vozes, os aldeões de pé em cada um dos lados da estrada, os rostos felizes ao receberem de volta o lorde e a lady de Konoha.
Por um momento, ao ver a surpresa estampado no rosto do marido, ela achou que ia chorar. Homens, mulheres, velhos e crianças os acompanhavam num cortejo até o centro da aldeia e de repente fez-se o silêncio. An siosos, centenas de pares de olhos fixaram-se na figura do Cavaleiro Vermelho que por sua vez devolvia o olhar com igual intensidade, parecendo um pouquinho amea çador talvez, Sakura pensou preparando-se para falar alguma coisa e romper o silêncio cheio de expectativa.
Porém O Uchiha tomou a iniciativa.
- Obrigado pelas calorosas boas-vindas - Sasuke agra deceu com a mesma voz de guerreiro que costumava usar para comandar seus homens. Embora as palavras fossem gentis, ele parecia enorme, poderoso e quase feroz, mon tado num garanhão negro e maciço. Os aldeões pareciam intimidados, sem saber como reagir. Então, de repente, Sasuke abriu um sorriso radiante. - É bom estar em casa!
Os aplausos foram ensurdecedores. Tentando disfarçar a emoção e engolir as lágrimas, Sakura procurava acenar para os rostos conhecidos, sabendo que o marido con quistara o coração de cada um dos presentes. Ao passa rem diante de um dos últimos casebres da aldeia, lá estava a viúva Nebbs, sentada do lado de fora, balançando sorridente uma colher no ar e parecendo, mais do que nunca, uma bruxa feliz.
Fora uma jornada bastante agradável, porém Sakura estava satisfeita por estar de volta ao lar. Seria delicioso passar o verão confortavelmente em Konoha, em seu próprio quarto e na sua própria cama.
As semanas foram se passando e aos poucos Sasuke as sumiu muitos dos deveres da esposa enquanto outros eram delegados a Lee, Tsunade ou Jiraya, agora residente permanente do castelo. Pelo visto, a carreira de soldado de Jiraya havia terminado no dia em que ele se casara com Tsunade. Entretanto o homenzinho nunca parecera mais feliz, aliás, como todos em Konoha. A atmosfera do castelo exalava paz.
Certo dia, ao caminhar na direção da cozinha para planejar o cardápio das refeições com Glenna, notou que um sacerdote acabara de entrar. Imediatamente foi ao encontro do recém-chegado. Embora tivesse requisitado um capelão para Konoha algum tempo atrás, ainda não recebera nenhuma resposta do bispo e acreditara atraso à má fama do Cavaleiro Vermelho. Talvez aquele padre trouxesse alguma mensagem ou até mesmo ocupar a posição.
- Bom dia - Sakura o cumprimentou, aproximando-se. Porém parou onde estava ao ver a expressão horrorizada de Glenna que correu do salão principal. Será que a cozinheira não queria um sacerdote em Konoha.
- Bom dia para você também - o padre respondeu, secamente.
Não lhe sobrou mais tempo para questionar o comportamento de Glenna, porque de repente o homem deu um passo para à frente e segurou-a pelo braço, amea çando-a com uma faca junto à garganta.
- Kabuto! - Sakura murmurou chocada. – Você está louco?
- Talvez. E tudo por culpa daquele maldito do seu irmão. Ele tem me caçado como a um animal, me impedindo de escapar para onde quer que seja. Não importa para onde eu vá, ele continua me seguindo, mesmo que eu não deixe rastros. Seu irmão é... Inumano...
Sakura percebeu o desespero contido na voz completamente descontrolada de Kabuto. Ali estava um homem forçado para além de seus limites e à beira da insanidade. Um homem que já não tinha nada a perder, por isso ele lhe causava medo.
- Como foi que você conseguiu entrar aqui? - ela indagou devagar, esforçando-se para acalmá-lo.
- Ouvi dizer na aldeia que você havia solicitado um sacerdote para Konoha. Foi fácil conseguir um dis farce e passar pelos portões.
- Quer dizer que você veio sozinho? - Mesmo sabendo o estado de profundo nervosismo e agitação em que Kabuto se encontrava, estava impressionada pela ousadia do barão.
- Eu não tinha outra escolha. Não havia mais nin guém ao meu lado, ninguém para me ajudar. Seu irmão conseguiu perseguir cada um de meus homens até matá-los ou convencê-los a se afastar de mim. No final da história não havia dinheiro no mundo capaz de trazer meus soldados de volta ou de conseguir novas alianças.
Kabuto Yakushi não agira como um homem corajoso ao entrar em Konoha, mas sim como uma criatura amedron tada além do suportável. Pressionando a faca de encontro ao pescoço de Sakura, ele começou a caminhar na direção da porta, arrastando-a consigo.
- De nada lhe adiantará me levar com você – ela protestou. - Suna jamais poderá lhe pertencer agora.
- Sim, eu sei, e que o diabo carregue aquele castelo maldito! Quero apenas alcançar um lugar seguro e você será meu salvo-conduto. Tendo-a em minhas mãos, seu irmão não ousará me encostar um dedo.
- Escondendo-se atrás da barra da saia de uma mu lher, Kabuto?
A voz de Sasuke ecoou pelo salão, quase fazendo-a des maiar de alívio. Logo atrás de seu lorde, Glenna retorcia as mãos angustiada. Com certeza a cozinheira reconhece ra Kabuto e correra à procura de O Uchiha.
Kabuto Yakushi não parecia reconhecer o perigo ou a gravi dade da situação porque despejava veneno e ironia por lidos os poros.
- Então voltamos a nos encontrar, Cavaleiro Verme lho. Mas você provou que a lenda criada em torno de seu nome não passa de uma mentira, você se mostrou destituído das habilidades e poderes que lhe são atribuídos. Se o maldito irmão de Sakura não tivesse vindo ao seu socorro, você já estaria morto a essas horas, destruído pelo meu exército!
Por um momento Sakura teve medo de que o marido perdesse a cabeça diante da provocação, porém ele permaneceu calmo e atento, um sorriso desdenhoso no rosto.
- Ah, só que você não acha que a chegada de Gaara foi uma simples coincidência, não é mesmo? Foi somente por sua causa que fiz meu cunhado ressuscitar dos mortos.
Sakura fitou o marido com respeito redobrado. Nunca o vira lançar mão do mito criado em torno de si mesmo antes. Agora ali estava, seguro, controlado, enorme e ameaçador. Sim, Sasuke parecia ter poderes que escapava a um mortal comum.
Apesar de ter sido afetado pelas palavras do Cavaleiro Vermelho, Kabuto riu, o som estridente demonstrando puro pavor.
- Um conto de fadas. Ótimo para alimentar o mito dos aldeões, que devem adorar esse tipo de história. Agora, vamos, mexa-se, saia do caminho ou vou cortar a garganta da sua mulher.
- Solte-a agora e eu o deixarei viver.
Kabuto cuspiu no chão.
- Faça o seu trabalho, Cavaleiro Vermelho. Chame os seus demônios e os deixe me destruírem.
- Está bem. - Sasuke deu um assobio baixo e imediatamente duas formas negras e gigantescas pularam das sombras. Os cães avançaram sobre Kabuto e o jogaram no chão, sem que o barão tivesse chance de levantar um dedo para defender-se. Livre, Sakura caiu no chão de joelhos, esfregando o pescoço dolorido. Enquanto isso Kabuto urrava sob o ataque dos animais. A um novo comando de seu dono, os cães se afastaram antes de, literalmente, arrancar pedaços da vítima.
- Minha vontade é matá-lo agora mesmo e resolver o assunto de uma vez por todas - O Uchiha falou num tom frio e mortal. - Mas não quero irritar meu cunhado. Gaara quer ter o privilégio de destruí-lo com as próprias mãos.
- Não! - Ele tentou pegar a faca porém Sasuke foi mais rápido e Kabuto caiu no chão, o coração transpas sado pela espada do Cavaleiro Vermelho.
Horrorizada diante da cena, Sakura cobriu o rosto com as mãos, ouvindo o marido dar ordens aos servos de re tirarem o corpo do barão. Então sentiu que braços fortes a erguiam do chão e a protegiam num abraço terno e amoroso.
- Creio que seus problemas com os vizinhos estão terminados, esposa.
- Gaara vai ficar irritado - ela falou, mencionando a primeira coisa que lhe veio à cabeça.
- Sim. Seu irmão vai ficar muito... frustrado – Sasuke concordou tomando-a no colo e levando-a para o quarto.
A última coisa que Sakura escutou antes de fechar a porta, foi a voz de Glenna dizendo aos outros criados:
- Só não sei explicar como os cachorros apareceram no salão tão de repente. Eles não estavam lá quando saí para chamar meu lorde.
Sakura ficou pensativa. Realmente não vira nem Cas tor nem Pollux durante toda a cena com Kabuto e era possível que animais daquele tamanho lhe passassem despercebidos, mesmo que estivessem deitados sob uma cadeira, por exemplo. Ao olhar para o marido, um ar especulativo no rosto, Sasuke apenas sorriu e respondeu a pergunta silenciosa sem hesitar.
- Castor e Pollux estavam no salão sim. Talvez você não os tenha notado.
Talvez sim, ela pensou, ou talvez não. Talvez houvesse um grão de verdade na lenda criada em torno do Cava leiro Vermelho.
Gaara chegou no dia seguinte, provavelmente se guindo a pista de Kabuto. A frieza com que se dirigiu à irmã levou-a a imaginar que as notícias da morte do barão já o haviam alcançado.
A atmosfera estava tão tensa, que Sakura ficou aliviada quando Sasuke chegou. Gaara e ela nunca tinham sido muito unidos, porém desde o reencontro de ambos ele lhe parecia um verdadeiro estranho.
- É bom ver você outra vez, cunhado - O Uchiha o cumprimentou, sentando-se à mesa e fitando-o impassível.
- Segui a pista de Kabuto até aqui. Você o viu?
- Sim. O barão cruzou os portões de Konoha ontem, junto com um grupo de aldeões. Estava disfarçado de sacerdote e tentou tomar minha esposa como refém.
Gaara ergueu as sobrancelhas como se estivesse questionando, silenciosamente, o relaxamento da segurança do castelo que falhara duas vezes quase consecutivas. Sasuke notou o insulto, porém enfrentou o olhar do cunhado com firmeza, seguro de si como sempre.
- Fui obrigado a matá-lo.
Uma palidez intensa se espalhou pelo rosto de Gaara. Ele parecia um homem que passara toda a sua vida perseguindo um objetivo apenas para, no último momento, alguém o impedir de alcançá-lo. Ao perceber o estado de desânimo do irmão, Sakura teve vontade de abraçá-lo, mas não o fez, sabendo que seu oferecimento de conforto não seria apreciado.
- Ele era meu - Gaara falou afinal.
- Sim, eu sei. Porém o homem estava dentro do meu castelo, ameaçando minha mulher.
Ansiosa para aliviar a tensão reinante, Sakura tentou dar um tom leve à conversa.
- Então Kabuto o obrigou a caçá-lo numa roda-viva?
- Sim - o irmão respondeu, sem sequer fitá-la. - Primeiro ele foi atrás de Naruto para advogar seu próprio caso, porém o rei preferiu não tomar partido e ainda lhe chamou a atenção por ter se metido em encrencas com os vizinhos. - Gaara fez uma pausa e olhou o cunhado com um novo respeito. - Aparentemente o rei o tem em alta conta.
Sasuke aceitou o cumprimento e a admiração com um dar de ombros.
- Servi Naruto durante muitos anos - falou com simplicidade.
- Meu marido não pretendia matar Kabuto Yakushi. Ele disse ao barão que o estava reservando para você, mas pelo visto nosso antigo vizinho o temia mais do que qualquer outra coisa e preferiu arriscar ser morto naquele mesmo instante do que enfrentar a sua ira.
- Sim, não tenho dúvidas de que seja verdade. Minhas desculpas, Sasuke, por ter reagido de maneira tão intem pestiva às notícias. Você fez o que precisou fazer. Mas deve entender como é difícil para mim, saber que nunca me sentirei vingado.
- Agora está tudo acabado, cunhado. Já é tempo de você seguir em frente com a própria vida e enterrar o passado.
O olhar de assombro de Gaara era tão intenso que Sakura se perguntou que tipo de vida o irmão teria levado nos últimos cinco anos.
- Suna agora lhe pertence - ela falou suavemente, na esperança de que a menção de seu lar pudesse ani má-lo. – Embora Kakashi seja um bom administrador, ainda assim deverá receber orientação sua.
- Sim, você está certa, claro - Gaara respondeu pa recendo mais morto do que vivo. - Acho melhor partir já.
- Não! Eu não pretendia dar a impressão de que você devia ir embora. Quero que fique conosco por algum tempo.
- Sim - Sasuke apressou-se a dizer. - Você passou estas últimas semanas na estrada. Vou mandar Lee lhe mostrar um quarto enquanto eu me encarregarei de alojar seus homens.
Como se estivesse vivendo um sonho, Gaara levan tou-se e seguiu o criado como alguém que vai ao encontro de um destino do qual não pode se desviar.
- O que será de meu irmão? - Sakura indagou, Vendo-o se afastar.
- Seu irmão precisa de uma esposa. - Sasuke abraçou-a com força, aspirando o perfume dos cabelos longos e sedosos. - Talvez Nruto possa ser persuadido a arranjar alguma coisa. Tenho a impressão de que, assim como a irmã, Gaara só se casará se for forçado a fazê-lo.
Sakura sorriu diante da provocação e balançou a cabeça de um lado para o outro.
- Não sei não. Embora ele seja meu irmão, tenho pena da mulher que se tornar sua esposa.
- Bobagem. Talvez neste exato momento uma mulher esteja planejando uma maneira de agarrar Gaara para marido.
- Eu não fiz plano nenhum para agarrar você! - Sakura retrucou um tanto secamente, por causa da insinuação. Porém, ao fitar o marido, ele estava rindo, adorando vê-la com aquela expressão ofendida no rosto bonito.
- Então dou graças a Deus por seus planos terem uma tendência a dar errado.
- Discordo. - Sakura beijou-o no rosto, sentindo o coração pulsar de tanto amor. - Minha decisão de es colher o Cavaleiro Vermelho não foi uma decisão errada, mas certíssima.
Sasuke comovido por tanta doçura e amor sentiu um misto de orgulho e ternura, nunca sentira capaz de amar alguém assim e muito menos se imaginara ser amado, este sentimento era um vicio ao qual lhe fazia bem e sem o qual poderia viver.
Num piscar de olhos Sasuke carregou a esposa ao seu quarto sem se importar com à hora do dia, ou os olhares dos servos que encontravam no caminho.
Logo Sakura sentiu ser colocada na cama sendo acompanhada por Sasuke que mostrava nos olhos o brilho do desejo e amor que sentia por esta mulher tão única.
Após despi-la e se despir, ele observava agora o corpo que já ganhara mais forma sem lhe tirar a beleza, olhou admirado as pernas bem torneadas de sua esposa, subindo o olhar os quadris que ganhavam forma conforme o progresso da gravidez evoluía, chegando a reparar mais em cima onde se encontrava uma pequena elevação, o fruto do amor deles, "seu bebê" beijou ali num gesto terno e continuou a exploração do corpo de sua esposa alcançando os seios mais fartos e mais sensíveis arrancando o gemido de prazer de sua parceira que o olhava com um sorriso amplo e deliciado mostrando a satisfação de estar em seus braços
Beijou-lhes os lábios e conforme se dedicava a isto suas mãos se encarregavam de cariciar o corpo que mostrava acolhedor e logo os dois corpos se procuravam sedentos buscando e dando prazer.
Depois de um tempo aninhada no peito forte e protetor do marido Sakura sabia que nunca encontraria felicidade longes desses braços, que daqui um tempo carregaria o bebê deles.
Notas da autora:
Sasuke preocupado e paparicando a Sakura é tão Kawaii *_*
Bom, esse é o último capítulo, mas ainda terá o epílogo, afinal, como será o baby desse casal?
Até o final de semana eu posto.
Bjs!
