O beijo foi cortado e Sasuke sibilou mais á si mesmo do que á ela:
– Não, aqui não. –referia-se á necessidade que sentia naquele momento.
Antes de tudo, tocou seu braço e foram levados á outro lugar. Uma cabana abandonada no meio de uma clareira que tinha um visual modesto e um ar bem acolhedor, embora fosse no meio do nada.
Sakura reparava no local e quando deu por si, Sasuke estava á sua frente, os olhos ônix brilhando de um jeito diferente.
– Agora sim. –seus braços circundaram sua cintura puxando-a para um beijo cheio de vontade enquanto ela se apoiava em seus braços para manter-se firme.
– Sasuke... –pronunciou quando ele desceu até seu pescoço.
– Calada. –ordenou sem cessar as carícias naquela área de seu corpo fazendo-a estremecer.
Pegou-a em seus braços e caminhou até o único quarto do local. Sentou-se na cama com o corpo feminino sobre si, cada coxa dela em um lado de seu quadril.
Ele segurava seus cabelos róseos entre as mãos e espalhava beijos em sua orelha, pescoço, colo, até o início de seu decote e se surpreendeu e se satisfez ao notar que Sakura dessa vez não se contentava apenas em receber seus toques, como também corria a mão por seus cabelos, bagunçando ainda mais seus fios arrepiados, aspirava o cheiro em seu pescoço ou ainda lhe beijava pelo rosto e até mesmo na boca.
Sasuke deslizou uma mão por baixo do saiote de seu vestido e pôs-se a acariciá-la por cima de sua roupa íntima. Então desceu a peça e retirou seu membro das próprias calças.
– Dessa vez você vai ditar o ritmo. –determinou puxando-a para baixo para que se encaixasse sobre ele.
Agarrou sua cintura fina e a impulsionava sobre si. Ela estava acanhada, podia ver seu rosto corado voltado para sua direção, porém foi notando que cada vez mais ela se movia naturalmente e permitiu que ela se saciasse pelos dois.
E foi assim até que ele não pôde mais se conter e inverteu as posições, acelerando os movimentos e alcançando sua liberação junto dela.
Assim que terminaram ambos estavam cansados e a anja recostada em seu peito:
– Sasuke por que me trouxe para cá? –pôde então fazer a pergunta que tentara mais cedo.
Ele sentou-se de repente, ajeitando as calças e sem encará-la respondeu:
– Não podia mantê-la naquele ninho de hienas, ainda mais com os planos de Obito. –parecia de repente distante, não entendia bem o porquê, mas não permitiria que Obito nem ninguém além dele tocasse em Sakura para o que quer que fosse.
– O que ele está planejando afinal de contas? –indagou preocupada.
O silêncio perdurou e quando o moreno abriu a boca, foi ríspido:
– Não é de sua conta! –se afastou em passos duros.
Ela ficou ali confusa, mas de uma coisa tinha certeza: seus amigos corriam risco de vida.
...
Percebeu o quanto Hinata estava distante ultimamente e ele sabia que isso não era por causa de nenhuma visão, na verdade por mais que não quisesse admitir, percebeu essa mudança da morena logo depois dos confrontos, quando ela ficara sozinha com aquele demônio loiro, já que Sakura estava inconsciente.
– Nee-san. –chamou-a e ela nem se deu o trabalho de voltar-se á ele, embora soubesse que a atenção da anja estivesse toda em si. – O que está acontecendo com você? Sei que há algo diferente... É uma visão? –perguntou gentilmente.
– N-Não. –negou. Era verdade que Naruto não lhe saia da mente, mas não era só isso.
– Eu lhe conheço tanto quanto conheço a palma de minha mão. Não pode me esconder nada... –insistiu sorrindo um pouco.
– É que... Eu não sei. Geralmente as visões vêm e então, sei o que vai acontecer, porém dessa vez não vi nada, mas algo aqui –colocou a mão sobre o peito mais precisamente no coração. – me diz que algo ruim irá acontecer.
Nesse momento, Kakashi apareceu diante deles:
– Neji preciso que faça algo na Terra para mim. –o Arcanjo solicitou.
– Tudo bem Kakashi-sama, pode dizer. –ergueu-se e voltou á sua postura séria ficando de frente ao Hatake.
– Não é nada demais, quero apenas que interceda em uma cidadezinha no norte dos Estados Unidos, têm acontecido muitos tratos demoníacos por lá, parece uma epidemia. Enfim, não podemos permitir essa vantagem á Obito. –explicou. – Bem, parta assim que puder. –e desapareceu em seguida.
– Até logo nee-san. –despediu-se brevemente.
O Hyuga já havia se preparado para ir quando sentiu alguém puxar-lhe pela manga da blusa branca que vestia:
– Por favor, não vá nii-san! –pedia-lhe toda preocupada e ele pensou que a irmã choraria.
– Não vai acontecer nada nee-san. –tentou tranquilizá-la.
– Eu não vi nada, mas não é algo bom. –argumentou ainda.
– Está tudo bem nee-san... Você só está preocupada assim como eu me preocupo contigo, mas tudo vai ficar bem. –assegurou-lhe.
– Mas- puxou-o pela manga novamente.
– Nee-san. –advertiu-a sério. – É meu dever cuidar de você, mas é também, fazer o que me é designado. Tenho que ir, mas quero que saiba que eu te amo muito e que sempre vou protegê-la onde quer que esteja. –tocou seu rosto e lhe deu um beijo na testa.
Ele tranquilizou-a, entretanto o próprio agora sentia que aquele era o adeus.
...
Precisava urgentemente de algum anjo para comprovar se sua arma enfim funcionaria. Maldito Sasuke proibindo-o de usar a anja do cabelo rosa em sua experiência!
O Rei então deixou seu trono, como poucas vezes fazia e foi á Terra, mais precisamente num casarão abandonado. Lá precisou de mais um ritual para invocar um anjo. Aquele que estivesse mais próximo surgiria diretamente no meio do círculo de óleo santo.
Sorriu satisfeito ao constatar que funcionava e o anjo que apareceu não lhe era estranho. Lá estava o rapaz de pele pálida, olhos bem claros e cabelos castanhos cumpridos. Agora se lembrava, tratava-se de um dos ceguinhos que fizera parceria com Naruto anteriormente.
O rapaz apesar de tudo parecia calmo. Havia acabado de matar o demônio responsável pela série de pactos, quando foi arrastado para aquele lugar e no instante seguinte estava ali, preso numa armadilha pelo próprio Rei do Inferno.
– Parece que um peixe caiu em minha rede. –comentou com seu humor costumeiro tendo como resposta apenas a expressão inabalável do anjo. – Vamos lá meu rapaz, sorria um pouco. Deve estar se perguntando no porque de estar aqui, não é nenhum interrogatório. Você apenas teve o azar de estar no lugar errado, na hora errada. –falava naturalmente, como se se tratasse de uma mera conversa casual.
– Presumo então que não voltarei para o Céu. –alegou já sabendo do pior, apesar de tudo parecia tranquilo, embora sua maior preocupação fosse sua irmã e ele temia por deixá-la desamparada.
– Exato. Sabe me admiro com sua calma... Mas não leve para o lado pessoal, como disse precisava de alguém e você foi o mais próximo. –argumentou.
– Ande logo com isso. –cortou a enrolação do outro.
– Não se preocupe, gostei do seu jeito e irei me lembrar disso quando chegar à vez de sua irmãzinha. –deu-lhe um sorriso debochado enquanto as expressões do moreno enfim demonstravam algo: indignação e repulsa.
Mas antes de qualquer coisa, Obito lhe atirou uma garrafa com um líquido vermelho intenso que parecia até estar incandescente. O objeto quebrou-se em contato com o chão e a fumaça envolveu o anjo, fazendo com que a intensa luz branca surgisse logo depois, e então não havia mais ninguém ali além dele.
Sentia-se exultante! Seu plano havia funcionado, agora era só botá-lo em prática.
...
No mesmo instante que a fumaça envolveu o anjo, Hinata sentiu em si aquela sensação ruim e desde então soube que agora estava sozinha.
Lágrimas tomaram conta de seu rosto na mesma hora, suas mãos e pernas estavam trêmulas, de fato que a única coisa que conseguiu fazer foi deixar-se cair naquele mesmo cais diante do lindo mar.
...
Naruto estava na Terra, buscando mais alguns medicamentos fortes para que ele pudesse sonhar novamente com certa anja de olhos perolados.
Andava tranquilamente, apreciando o movimento que ele tanto gostava de conviver, o "movimento de humanidade", como costumava se referir, quando avistou uma pálida garota de cabelos negros azulados e olhos perolados vindo em sua direção.
Achou que estava tendo mais um sonho, porém recordou-se que não havia tomado nada e só comprovou que ela era real, quando cortaram ainda mais a distância e agora pôde ver que a morena chorava. Como havia dito uma vez, a visão de ver uma garota chorando lhe abalava muito e foi com esse sentimento de preocupação e cuidado que ele envolveu-a em seus braços e foi retribuído.
...
