Erros Reconhecidos, Ponche e Baile

James Potter:

Fazia dois dias desde que Lily estava na enfermaria e eu fingia que não me preocupava, não perguntava por ela, não a visitava, nem sequer falava com as amigas dela. Mas sempre que passava pela porta que dava para a enfermaria uma vontade súbita de lá entrar era constante, mas eu ignorava e fingia não me importar. O facto é que eu não estava nem mais um pouquinho que seja feliz, na realidade sentia-me pior, irritado com tudo a minha volta.

Sempre que via McCool a dobrar uma esquina ou numa sala de aula uma enorme vontade de o espancar passava-me pela cabeça mas controlava-me.

Certo dia, ao sair de uma aula Alice esperava-me a porta:

- Posso falar contigo?

Eu anui e seguia até ao pátio de tranfiguração e ela disse:

- Que porcaria foi aquela na enfermaria?

- O quê? – perguntei fingindo-me desentendido.

- Tu sabes muito bem. Disseste a Lily que nunca a tinhas amado e que ela nunca te tinha amado também.

- E? – disse tentando parecer despreocupado.

- "E"? "E"? Mas tu fazes a mínima ideia do que isso a afectou? Ela passa a vida na enfermaria a olhar para a janela parada sem fazer nada, como se tivesse desligada do mundo, chora horas a fio só por pronunciar-mos o teu nome, se queres que te diga eu não reconheço essa Lily! Ela quase nem chorava, e nunca foi assim. Sabes porque ela desmaiou? Porque não comia! Não tinha apetite! E agora a enfermeira tem de a obrigar a tomar poções energéticas porque ela recusa-se a comer!

Tentei não me preocupar mas o meu coração batia a mil a hora e o nó no estômago estava cada vez mais apertado.

- N-não tenho nada a ver com isso. – respondi mas não tinha nenhuma confiança na minha voz.

- Porque lhe disse-te aquilo?

- Ela acabou comigo por causa do McCool, Alice! Por causa dele!

- Não, não acabou! Na minha opinião, inconscientemente, a Lily naquele momento quis uma pequena vingança do que tu lhe fizeste com a Linda! E não bufes porque aos olhos dela, com ou sem medicamentos, ela viu-te a beijar outra e isso não saia da sua cabeça, isso fez-lhe lembrar como ela pensava que eras, que andavas com ela só porque ela foi a única que te disse "não" e depois ias para outra, e ela está com medo que isso aconteça no futuro e ela saia ainda mais magoada com isso!

Não disse nada. Não sabia o que dizer… Sabia que de certo modo Alice estava certa, mas eu não o queria admitir.

- Tu amas a Lily, James. Eu sei que sim. Da para ver na tua cara. Ainda não percebi como lhe pudeste negar isso! Acho que isso apagou todas as esperanças dela em relação a ti.

Eu suspirei. Ela tinha razão era uma razão que me custou muito a ouvir. Quem é que eu queria enganar fingindo que não a amava. Eu amava-a mais do que tudo na vida.

- O que é que eu faço, Alice? Ela não quer voltar para mim…

- Ela quer, James! Ela quer isso mais do que qualquer coisa! Mas agora, depois do que lhe disse-te, eu não sei se ela vai arriscar voltar para ti…

- Eu amo-a tanto, Alice, que nem dou conta do que faço e a mínima coisa negativa em relação a ela deixa-me fora de mim!

- Eu sei, James. Mas tu vais ter de lhe dizer isso a ela não a mim.

- Ela não me vai ouvir…

- Vais ter de lhe provar que tudo isto não passou de um mal entendido, fá-la lembrar-se de como era feliz ao teu lado, e que nunca mais vais deixar que nada de mal lhe aconteça!

- Mas como?

- Isso já é contigo. Mas acho que é melhor começares por visita-la e pedir desculpas.

Suspirei… Isso não ia ser nada fácil.

- Adeus, James.

Dirigi-me para a aula de poções. Ninguém lá estava excepto o professor Slughorn que olhou para mim, meio espantando meio divertido:

- James, meu rapaz! Era mesmo conti go que eu queria falar!

- Diga professor… - respondi sem muita energia.

- Tenho uma excelente noticia para ti! Um amigo meu que por acaso tu deves conhecer de nome…

-XxXxX-

Lily Evans:

Gostava de as vezes me fechar numa caixa.

Sério.

Decidi-me hoje que iria esquecer tudo sobre ele e… isso…

Levantei-me da cama da enfermaria e caminhei até a janela. Já não havia neve. Não tinha a certeza que isso era uma coisa boa. Era dia 13 de Fevereiro.

As férias de carnaval foram adiadas para depois de o dia de S. Valentim.

Ouvi passos e na porta estava Lene, Alice e A Madam Pomfrei.

Olhei para elas a aproximarem-se de mim.

- Chagamos a uma conclusão. – disse a Marlene.

- A Senhora vai ter alta hoje. – Suspirei aliviada, já estava farta de ali estar e para além disso tinha de assistir as aulas e preparar-me para os exames. – Mas…

Ai… dali não vem coisa boa…

- As suas colegas vão garantir que come todas as refeições e… vai ter de ir ao baile de S. Valentim.

- O quê? – perguntei espantada. – No que é que isso me pode ajudar?

- Se algo foi diagnosticado em si foi uma pequena depressão, por isso, um baile de S. Valentim dado pelo professor Slughon que especialmente pediu para que a menina fosse, acho que é o ideal para a distrair.

- Mas eu não quero ir!

- Ou vai ou fica aqui até ao fim das ferias de carnaval.

- Mas isso não é justo!

- Ou é isso ou não é nada!

Eu suspirei e olhei para as minhas amigas. Baixei a cara e respondi.

- Pronto, está bem…

- Muito bem. Pode ir vestir a sua roupa habitual e voltar ao seu dia a dia.

Assim fiz.

Quando estava na sala comum com as minhas amigas uma hora mais tarde. Elas falavam entusiasmadas sobre o baile então, Sirius chegou. Estava sozinho. Colocou a cara entre a minha e a de Alice com um sorriso e disse:

- Então, a Lils 'tá de volta!

- Parece que sim… - respondi sem muita energia

Saiu do nosso lado e foi para junto de Marlene e disse-lhe algo ao ouvido que a fez corar furiosamente.

- Volto já. – disse ela saindo com Sirius.

Eu olhei para Alice e disse:

- Aquilo ainda vai dar coisa…

Ela sorriu e vi-o passar atrás de mim. Eu não olhei directamente. Pelo canto do olho vi-o a hesitar ao ver-me e depois continuou em frente para o seu dormitório. Engoli em seco e Alice olhou para mim. Ela suspirou.

- Ele está mesmo arrependido, sabes? – disse Alice.

Eu senti um arrepio na espinha e disse rouca:

- Não me interessa.

- Lily…

- sim…

- Tu tens saudades dele, admite…

Não respondi e ela continuou:

- Se o Frank alguma vez me fizesse algo assim eu agiria exactamente assim.

- Então porque me continuas a dizer isso.

- Porque tu estás a dar-me razão!

- O quê?

- Eu amo o Frank de verdade por isso é que reagiria assim. E tu reagis-te assim e isso demonstra que também o amas de verdade mas tu és demaziado teimosa para dares o braço a torcer.

- Tu sabes o que ele me disse? Ele não me ama! Eu estava certa… Eu sou só mais uma!

- Não, não és! Tu não entendes? A culpa não foi toda dele desta vez!

- Ah! Então foi minha, não? – reclamei.

- Sim! Tu tens noção que lhe disseste? Se o James te dissesse que a opinião do Philip contava para o facto de teres acabado com ele!

- Não, disse não!

- Disses-te! E como querias que ele reagisse.

- Não quero saber!

- ´r clkaro que queres! Tui não queres admitir que desta vez tu também metes-te a pata na possa!

- E ele? O que ele me disse?

- Eu disse também! Vocês vão se separar por uma coisa ridícula! E assim, vais cometer dos maiores erros da tua vida, aviso-te já! Porque duvido muito que alguém faça tudo o que o James fez por ti!

De certo modo eu sabia que ela estava certa… mas tinha orgulho a mais para o admitir.

-3-

Vesti um vestido que já tinha mas ainda só o tinha utilizado uma vez.

Não tinha alças cor de rosa com duas riscas braças no fim, o vestido esguio dava-me até aos pés.

O cabelo em canudos perfeitos e uma maquilhagem leve. Era nestas alturas que nos sentimos lindas com princesas, mas eu estava farta. So me apetecia ver-me livre daquela cangalhada toda e ir para a cama ler.

Fui até sala comum. Lene saiu com o seu vestido azul bebe de braço dado com Sirius. Alice saiu de mãos dadas com Frank.

E eu?

Eu desci sozinha.

O salão estava coberto de corações, vermelhos e cor de rosa e musicas românticas tocavam para os casais na pista de dança.

Não via James em lado nenhum

Sentei-me numa mesa vazia brincando com as unhas e bebendo um puco de ponche.

Vi uns pés a minha frente olhei para cima e vi a cara.

Philip McCool estava a minha frente sorrindo como um idiota.

- Desaparece. – disse fria.

- Vá lá Lily! Só uma dança, como nos velhos tempos.

- Velhos tempos que eu não quero recordar, e para ti é Evans!

- Vá lá!

- Não! Agora sai da minha frente.

Ele agarrou-me o pulço e eu disse entre dentes:

- Larga-me, já!

- Vamos dançar - ele puxou-me e eu não fui de modos e despejei o meu ponche todo em cima da cabeça oca do rapaz. Assisti ao liquido roxo a escorrer-lhe pelo cabelo e cara até manchar o seu fato. Algum casais que dançavam pararam para olhar para Philip com uma cara de anormal a coberto de ponche.

- Tu não aprendes mesmo pois não. Levantei-me e dirigi-me para a saída do Salão passei pelo hall onde vi a trás de mim um cão preto sentado a olhar para mim.

- Ei? O que é que tu estás aqui a fazer.

Nesse momento o cão começou a fugir em direcção a um corredor de saulas de aula. Olhei em volta e não o vi em lado nenhum.

Mas havia uma sala onde a luz estava acesa.

Devagar caminhei em direcção a essa sala. Abri a porta devagar e o meu coração disparou.

A sala estava coberta de ramos de flores ursinhos de peluche, balões e confetis caiam magicamente do tecto e desfaziam-se em perfume quando atingiam o chão deixando um aroma a flores e a floresta.

Nesse momento ouvi…

You warned me that
You were gonna leave
Never thought you would really go

I was blind
But baby now I see
Broke your heart
But now I know

That I was being such a fool (fool)
And I didn't deserve you (oooh)

I don't wanna fall asleep
Cause I don't know if I'll get up
And I don't wanna cause a scene
But I'm dyin' without your love
Begging to hear your voice
Tell me you love me too
Cause I'd rather just be alone
If I know that I can't have you

Looking at the letter that you left
(the letter that you left, will I ever get you back)
Wondering if I'll ever get you... Back

Dreaming about when I'll see you next
[When will I see you next, will I ever get you back]
Knowing that I never will forget
[I won't forget, I won't forget]

That I was being such a fool [fool]
And I still don't deserve you [ooh]

I don't wanna fall asleep
Cause I don't know if I'll get up
And I don't wanna cause a scene
Cause I'm dyin' without your love
Yeah!
Begging to hear your voice
Tell me you love me too
Cause I'd rather just be alone
If I know that I can't have you

So tell me what we're fighting for
Cause you know that truth means so much more
cause you would, if you could, don't lie

Cause I give everything that I've got left
To show you I mean what I have said
I know I was such a fool
But I can't live without you

Don't wanna fall asleep
Don't know if I'll get up
I don't wanna cause a scene
But I'm dyin' without your love

Begging to hear your voice
Tell me you love me too
Cause I'd rather just be alone
If I know that I can't have you

Yeah!

Don't wanna fall asleep (don't wanna fall asleep)
Cause I don't know if I'll get up (who knows if I'll get up)
Don't wanna cause a scene
Cause I'm dyin' without your love
Yeah!
Begging to hear your voice (let me hear your voice)
Tell me you love me too (tell me you love me too)
Cause I'd rather just be alone
If I know that I can't have you

Desculpem, demorei um pouquinho mais com este capitulo…

O fim está próximo minhas caras…

E isso será bom? Mau? Os dois?

Sim, os dois!

Bem… Reviews…

Jonana Patrícia – Obrigada ^^! Também acho que o final foi horrível! Custou-me…custou-me… Bjs!

Sofia Cavada Lopes – É mesmo deprimente… O James foi um pouco bruto foi… mas é só para dar pica! Hehe!

Sol Swan Cullen – Isto é assim, Sol! A vida não é só um mar de rosas (embora fosse bom) Mas não te preocupes! Que isto acaba daqui a pouco…E eles são estúpidos é verdade! Mas como eu digo (mas não tenho), é preciso termos calma…! Lol n.n ! Isto resolve-se…

Bem, Obrigada a todos os que leram, e os que leram e deixaram reviews!

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Adeus

E Abrações

Ritta Prongs