Las Vegas brilhava como em qualquer noite. Luzes brancas, vermelhas, azuis, verdes e amarelas brilhavam em cartazes e avisos no alto de prédios, e nas ruas, faixas de luz em alta velocidade se misturavam.
Vampiros andavam livremente, sem preocupações, ocupando-se de suas atividades noturnas. Realmente, Las Vegas ganhara sua fama nos últimos anos e seus cidadãos tinham orgulho de poderem se dizer assim. A cidade, era acreditado, alcançara um novo nível de evolução, esperado em vários pontos do mundo, mas ainda odiado por muitos. A harmonia aparente entre humanos e nosferatus dava a cidade uma oportunidade econômica única. Realmente, ela nunca parava.
De manhã, um presidente governava a cidade de forma "democrática", com uma câmara de um poder jurídico, algo bem parecido com o antigo sistema governamental republicano. Mas quando a lua subia aos céus...
Quando a escuridão reinava suprema e o presidente e senadores deitavam-se, os Príncipes acordavam. Eles eram lei e ordem. Suas palavras eram dogmas entre vampiros e humanos que se atreviam entrar em clubes mistos.
Três Príncipes dominavam as ruas escuras de Las Vegas. Cada um com sua estória e comandos distintos, comandavam diferentes partes da cidade, em uma eterna disputa.
Anualmente, os três Príncipes reuniam-se para discutir assuntos importantes, como o comando de regiões e negócios. Elas eram respeitadas cegamente, e nenhum dos três ousava levar uma arma ou qualquer meio de espionagem para dentro da sala secreta de reuniões, em algum lugar do subsolo, abaixo do esgoto e das linhas de metrô.
"Senhores. Boa noite."
"Boa noite."
"Boa noite."
Eles conversavam em nosferati, a língua nosferatu.
"Acho que devo começar esta reunião anual relatando que este ano passado foi um tanto... turbulento."
"Sim, concordo."
"Temo que não sei do que se trata. Passei a maior parte dos últimos dez meses na Austrália."
"Tivemos uma certa crise de bombas algum tempo atrás."
"Ah, sim. Me informaram. Acredito que alguma equipe de pesquisa já teve algum progresso para achar a fonte de todo o dinheiro envolvido..."
"Sabemos que ele veio de algum lugar da Europa, mas ainda não temos uma fonte confirmada."
"Fale sobre seu novo caçador de recompensa. Ele parece ter feito bastante em seus primeiros meses."
"Não precisa se preocupar com seu contrato. O jovem Max está muito endividado comigo. Seu equipamento foi caro, e parece que ele tem uma necessidade de destruir suas roupas. Não acho que ele ficará disponível de sua dívida pelos próximos anos."
Houve um longo período de silêncio.
"Vamos falar da compra da estação de tratamento humana."
"O que tem ela?"
"Eu gostaria de comprá-la, para manter minha supremacia na área."
"Sinto muito, mas não será possível."
"Como?"
"Não venderei a estação. Os impostos relativos são muito mais lucrativos do que eu pensei. Talvez eu até me apodere da estação de lixo."
"Se você ousar a fazê-lo, teremos que nos unir."
"..."
"Eu sei como é lucrativo, é isso que tem me permitido manter um número razoável de soldados. Assim eu vou á falência!"
"Não vou falar para você vender a estação para ele, mas não vou permitir que tome a estação de lixo também. As influências dele entre os humanos soa vantajosas para nós, então ele deve permanecer com o estado de Príncipe."
"Se você diz..."
"Então eu posso talvez vender a estação de tratamento, por dez mil sagis e uma Villa."
"Parece justo."
"Vou pensar. Não posso ceder uma Villa tão facilmente."
"Sem pressa. Dê-me a resposta em até dez dias."
"Até lá devo ter a resposta."
"Depois disso, a oferta será cancelada."
"Parece um bom acordo."
"Sim."
"Proponho uma aliança para resolver o problema das bombas. Qualquer dia tentarão atacar novamente, e devemos estar unidos quando isso acontecer."
"De acordo."
"Quando for descoberta a origem de tudo, deve ser formado um exército com soldados de todos nós."
"De acordo."
"De acordo."
"Isso também mandará uma mensagem para qualquer um que queira fazer mais atentados na cidade."
"Sim."
"O número será decidido de acordo com situação."
"Certo."
Os três ficaram em silêncio no escuro.
"Para o último assunto, acho que deve haver maior rigidez no controle de sangue."
"Sim, muito sangue ruim está passando."
"A maioria vem importado da Ásia. Precisamos ter mais cuidado."
"Não queremos perder clientes, não é mesmo?"
"Sim. O sangue engarrafado deverá passar por um processo de examinação. Uma caixa de cada safra importada deve ser examinada."
"Quem tomará a iniciativa de pagar por tudo isso?"
"Pode deixar comigo."
"E se oferece assim?"
"Sim, me ofereço."
"Há, sabia que tinha algo por trás."
"Então já sabem."
Você vai querer um imposto de verificação."
"Construirei o laboratório até o final do mês. Mandarei então uma tabela de preços para cada um."
"Devemos mudar o preço padrão do sangue?"
"Não. Manteremos o preço mínimo por mais um ano. As boas safras o permitem."
"De acordo."
"De acordo."
"Certo..."
"Devemos dar por encerrado então?"
"Sim, a não ser que haja mais algum assunto a tratar."
"Não, não há nada."
"Então nos reuniremos novamente aqui somente ano que vem ou se alguma emergência ocorrer."
"Sim."
"Certo."
Max Revisou seus e-mails pela terceira vez em vinte minutos. Havia mandado um relatório assim que chegara, três noites atrás, mas ainda não recebera nenhuma notícia do Príncipe. Tampouco havia recebido uma muda de roupa nova, e estava agora sem reservas, tendo jogado a roupa cinza da Silver City fora.
Também estava sem armas, e agradecera por sua espada ser muito mais resistente que elas, mas ela perdera um pouco do corte. Havia a deixado na mansão do Príncipe, e também esperava que a devolvessem logo.
Ele observou a janela, prestando atenção no movimento uniforme das luzes abaixo. A lua estava cheia. As estrelas não apareciam, como de costume. Por muitos minutos ele permaneceu olhando a paisagem urbana, pensando.
A campainha tocou. Rapidamente ele já estava na porta, mas não conseguiu ver quem deixara o pacote em sua porta. Ele o pegou e a trancou.
Max tirou de dentro do pacote sua espada e três conjuntos de roupa novos, com uma pequena quantidade de sagis e mais quatro óculos e novas quatro armas. Ele abasteceu seu armário com o estoque, organizando tudo perfeitamente.
Minha dívida não pára de aumentar...
Ele se jogou em um sofá preto.
Agora posso descansar em paz. Essa última missão foi tão trabalhosa, espero não ter mais pelas próximas semanas.
Ele suspirou.
Levantou-se em um pulo com um apito vindo do sue computador. Correu até ele e verificou seu e-mail recém-chegado do Príncipe de Las Vegas.
Max. Obrigado pelo seu relatório. Ele foi muito mais esclarecedor do que você imagina. Infelizmente, não há tempo de descansar, mesmo tendo em mente tudo o que você passou na Silver City. Graças a você temos uma nova pista sobre um caso importante, e você deve se dirigir para uma nova missão. Você deve se infiltrar na alta sociedade da população da cidade e descobrir o máximo que puder sobre os nomes anexados junto com o mapa e seu horário de partido amanhã à noite. Você receberá também roupas finas por minha conta para facilitar na sua inserção entre as pessoas, que estarão esperando por você no avião. Agradecido, O Príncipe de Las Vegas.
"Droga!"
