Capítulo 22


Booth sorriu, enquanto contemplava o perfil da linda mulher dormindo ao seu lado. Em poucas horas, ele poderia acordar, pela primeira vez, ao lado da mulher que amava. E, por mais que quisesse ficar aqui para sempre, a manhã não viria tão cedo. Especialmente se significava que ela estava um passo mais perto de tomar uma decisão. Ela sabia como era bom entre eles. Como poderia haver a possibilidade de ela não querer isso? Ele inspirou-a profundamente, quando o sono o levou. A manhã só traria coisas boas.

Quando ele abriu os olhos mais uma vez, a luz do sol brilhava entre as cortinas. Uma olhada no relógio informou-o que estava perto das 6 da manhã. Eles precisariam se levantar para trabalhar em breve. E tudo que o esperava no Hoover era uma pilha de trabalho. Pelo menos, os eventos da noite passada o manteriam motivado no dia de hoje. Apesar de que... uma repetição logo pela manhã não estaria fora de questão. Apesar de tudo, ela ainda estava dentro do período de ovulação.

Mas como excitá-la? Ele correu uma mão pelo quadril dela. Sem resposta. Booth chegou mais perto, correndo a mão entre as pernas, sua ereção pressionando o traseiro. Ela ainda estava úmida da noite passada, facilitando que ele a acariciasse suas dobras carinhosamente. Ele correu o dedão pelo caroço ainda inchado, e ela gemeu dormindo. O som excitou Booth ainda mais, e ele aumentou a pressão. Ela se virou para cima, permitindo que suas pernas se abrissem para ele. Seus olhos estavam firmemente fechados, e a cabeça dela rolou para o lado oposto a ele.

Booth se ergueu num cotovelo para olhá-la, enquanto inseria um dedo dentro do calor dela. Suas paredes eram quentes e apertadas ao redor do dedo, que ele torceu para tocar o ponto sensível, e depois retirou-o. Ela pulou à sensação, mas seus olhos permaneceram fechados. Como ela ainda estava dormindo? Ela estava brincando com ele? Ele precisava terminar esse jogo e, desta vez, ele inseriu dois dedos no centro dela.

"Mmn," ela murmurou, sorrindo, os olhos ainda fechados. "Isso é bom."

Ele não disse nada, mas moveu os dedos mais rápido dentro dela, enquanto sua boca se fechava na área delicada na clavícula dela. Ele beijou e sugou a pele, quando ela, de repente, ficou tensa. Ela já estava perto do orgasmo?

"Booth?" ela perguntou, a voz alta e incerta.

Ele mal ergueu os lábios da pele para responder. "Sim"

A respiração que ela prendia foi solta com um suspiro de alívio. Então, "O que está fazendo?" Suas palavras estavam cheias de desprezo, como se ela tivesse descoberto evidência prejudicada.

Booth congelou o ato e olhou para ela. "Pensei..."

"Que eu estava dormindo?" ela sibilou. "Que, porque permiti que dormisse ao meu lado, poderia fazer o que bem entendesse?"

"O que, não, pensei que já estava acordada," Booth defendeu-se. "Parecia gostar do que estava fazendo."

Temperance sentou-se, puxando o lençol sobre o corpo nu. "Achei que fosse um sonho."

Booth se afastou dela. "Não precisa esconder seu distanciamento ao fato de que estou aqui," ele respondeu, sarcástico.

"O que?" ela perguntou, obviamente confusa. "Eu... estou indo tomar um banho Espere aqui."

Booth olhou por cima do ombro, enquanto ela se levantava, o lençol caindo de seu corpo, e entrava no banheiro.

Quando a porta do banheiro se fechou atrás dela, ele xingou e esmurrou o ar, frustrado. Como ele continuava a entender tudo errado? Ela disse que pensou que fosse um sonho. Com quem ela estava sonhando? Agora, pensando nisso, a voz dela sugeriu que ela nem ao menos tinha certeza de que era ele que estava deitado ao lado dela. Ele precisava sair daqui agora, antes de se humilhar mais. Ele se levantou rapidamente, e chorou de dor.

Malditas costas!

Booth não teve escolha, a não ser deitar ali e trincar os dentes, enquanto a fonte de sua ansiedade tomava banho.


Temperance conseguiu segurar as lágrimas tempo suficiente até ligar o chuveiro. Ela esperava que o som da água fosse alto o suficiente para esconder o som de seu choro. O que havia de errado com ela? Ela nunca foi uma pessoa emocionalmente vulnerável. Era o prospecto de um relacionamento com Booth? Um de verdade, sem substitutos. Era com ele que ela estava sonhando, mas por um momento de pânico, ocorreu a ela que o corpo que a tocava tão perfeitamente pudesse ser outro de seus encontros casuais com quem ela procurou consolo.

Ela sabia.

Por muito tempo, ela sabia que o que sentia por Booth ia muito além da amizade. Mas seu medo de abandono a forçou a esconder as emoções, até seu maldito relógio biológico cobrá-la.

Agora, ele admitiu o que sentia de verdade, em voz alta.

Por que ela não conseguia fazer o mesmo?


Booth ouviu a porta do banheiro abrir e passos suaves na sua direção.

"O banheiro está livre agora, se quiser tomar um banho," ela disse, constrangida.

Ele se perguntou se ela tratava todo homem deste jeito, ou se era só ele. Booth manteve os olhos fechados, considerando como dizer a ela que não conseguia se mexer. Seria ruim, considerando. Talvez ela pensasse que ele voltou a dormir e sairia, deixando-o sozinho, enquanto ia trabalhar. Então, ele teria que ligar para os paramédicos ajudarem ele sair daqui.

Ela sentou na cama, e ele sibilou de dor.

"Booth? Você está bem?" Ela se moveu rapidamente, o rosto cheio de preocupação, se ajoelhando ao lado dele, enrolada numa toalha, e pingos ainda visíveis nos ombros. "Me diga," ela instruiu. "São as suas costas?"

"Sim," ele respondeu, gemendo de dor.

Ela deu uma olhada geral na situação. "Pode mover alguma coisa?"

"Não"

Temperance correu os dedos por baixo do arco das costas dele e manipulou gentilmente. "E agora? Consegue deitar de bruços?"

"Talvez." Ele se mexeu um pouco, quase conseguindo fazer o que ela pediu.

Ela subiu cuidadosamente na cama e se sentou sobre ele. Começando pelo pescoço, ela massageou com destreza, manipulando com cuidado as áreas que ela sabia que estavam doloridas. Pressionando com firmeza, ela trabalhou na fáscia toracolombar, e sorriu ao óbvio alívio dele ao seu toque.

"Oh... nossa!" Booth exclamou, o rosto no travesseiro. "Isso é maravilhoso."

"Bom." Ela se mexeu, enquanto suas mãos desciam mais. "Como estão duas costas?"

"Como se eu pudesse correr numa maratona." Ele considerou a habilidade natural que ela tinha de melhorar tudo, toda vez que ele precisava dela.

"Isso não será necessário." Ela estava praticamente massageando o traseiro dele agora.

Booth se perguntou como esconderia a ereção que crescia, que ela, sem saber, provocou, com seu toque.

"Vire-se," ela pediu, indiferente.

"O que?" Seus olhos se arregalaram, quando percebeu as conseqüências.

"Pedi para se virar."

"Não posso" A voz abafada era desafiadora.

A sobrancelha dela franziu, ante a recusa dele. "Mas... você disse que suas costas estavam melhores. Consertei para você."

"As costas estão ótimas." Ele suspirou, tentando desesperadamente pensar em coisas não-sexuais. Decididamente era difícil com Bones sentada sobre ele, usando nada mais do que uma toalha.

"Não vejo qual é o problema"

"Você verá," ele murmurou.

"Ohhh," ela disse, intencionalmente, quando percebeu tudo. "Está com vergonha porque está excitado."

"Bem, e o que esperava, com suas mãos sobre mim desse jeito," ele grunhiu.

Temperance se abaixou até chegar ao ouvindo dele. "Talvez fosse essa a minha intenção."

Booth ergueu as sobrancelhas à insinuação dela. "Mas você disse..."

"Devo ter exagerado. Acordar daquele jeito foi..."

Tomando cuidado com suas costas, Booth se ergueu nos cotovelos. "Demais?"

"Eu ia dizer... novo." Ela ergueu os quadris, dando a ele espaço para se virar.

Booth se virou com um sorriso largo, quando ela descartou a toalha. "Esta não é uma concepção de posição amigável."

"Dada a sensibilidade de suas costas, estou disposta a fazer um esforço," Temperance disse, com um sorriso sedutor, enquanto se sentava sobre ele.

"Holy fuck, Bones!"* Booth ofegou quando a sensação do calor dela o envolveu.

Ela se mexeu sobre ele, enquanto Booth erguia as mãos para acariciar os seios dela. Temperance jogou a cabeça para trás, ao prazer provocado pelo toque dele, que puxava gentilmente os mamilos rosados, entre os dedos. Ele ergueu os joelhos atrás dela, jogando-a para frente, pegando a boca dela com a sua. Ela o beijou de volta com vigor, quando as mãos dele desciam até o traseiro dela. Booth empurrou mais forte, e ela gemeu. Temperance se inclinou para trás, para senti-lo mais fundo, gritando sem querer quando ele atingiu o ponto que ela estava querendo.

"Bones!" ele assobiou. "Shh!" A mão dele segurou a nuca dela, puxando-a de volta para baixo, até conseguir virá-los.

"Cuidado com suas costas, Booth," ela o censurou, se abaixando e beijando-o.

"Vou me arriscar." Ele se sentou e ergueu os quadris dela mais alto, antes de golpear repetida e fortemente dentro dela. Não demorou muito para o corpo dela começar a tremer sob o dele, e ela gritou satisfeita ao que ele conseguia fazer com ela. Abafando o grito dela com um beijo, a liberação dele seguiu rápida e forte, e ele desmoronou.

"Jesus, Bones! Um pouco de consideração ao fato de que seu pai está no quarto de hóspedes, por favor!"

"É meu apartamento," ela ofegou. "É permitido que eu faça quanto barulho quiser."

"Confie em mim, Bones." Ele virou a cabeça e sorriu feliz para ela. "Não se sentirá deste jeito quando for mãe."

"Não vejo por que não. Sexo é uma função perfeitamente natural." Ela colocou os pés de forma plana no colchão, e ergueu os quadris.

"Sim, bem. Veremos, não é?" Ele franziu as sobrancelhas à posição estranha dela. "O que está fazendo?" ele riu. "Suas costas estão bem?"

"Temos que sair para trabalhar logo," ela respondeu, casualmente. "Estou acelerando o processo."

Booth riu e olhou de volta ao teto, enquanto seu próprio corpo se acalmava. "Certo. É óbvio, agora que mencionou."


"Bom dia" Temperance disse, animada, enchendo duas canecas de café.

Max encarou a filha com interesse, assistindo-a preparar um café da manhã leve para si mesma, e algo mais substancial para Booth. "Bom dia, querida. Booth passou a noite aqui, então?" ele perguntou, casualmente.

"Ele está só tomando um banho"

"Tudo ficou resolvido, então?" Max perguntou, confidente.

"Acho que sim." Ela não estava prestes a contar a Max que sua cabeça ainda estava em pedaços. Era algo que ela precisava resolver sozinha.

"Bem, graças a Deus por isso. Fiquei preocupado que fosse tarde demais." Ele suspirou aliviado.

"O que? Não sei o que quer dizer." Ela parou o que estava fazendo e encarou Max.

Ele se arrependeu das próprias palavras instantaneamente. "Umm... nada, querida. Me ignore. Murmúrios loucos de um velho. Nada mais do que isso."

Ela relutantemente aceitou a declaração dele e continuou a preparar o café, terminando assim que Booth saiu do quarto. "Preparei algo para você comer, e preciso arrumar meu cabelo antes de irmos." Ele a assistiu sair, deixando-o sozinho com o pai dela.

"Nunca pensei que Tempe fosse uma morning person."** Max comentou casualmente, de seu lugar à mesa. "Mas ela está bem animada esta manhã."

"Terei que concordar com você, Max." Booth respondeu, embaraçado. "Não acho que Bones seja geralmente uma morning person mesmo."


"Vai passar aqui para almoçar?" Temperance aceitou a oferta de Booth de levá-la para o trabalho, e ele estava perto de chegar ao Jeffersonian.

"Claro," ele assentiu. "Diner?"

Ela deu de ombros. "Ou... pensei que pudesse trazer alguma coisa e comeríamos no meu escritório."

Booth olhou para ela, suspeito. "Não está pensando em fazermos sexo na sua sala, não é? Porque não, simplesmente não."

"Por que não?" ela perguntou. "Quanto mais relações tivermos, mais as chances de eu engravidar. Asseguro que não seremos interrompidos."

A boca de Booth se abriu com a audácia dela. "Por onde começo? Câmeras de segurança. Angela. Artefatos assustadores. E, oh, sim! Porque não é profissional, Bones."

"Não-profissional seria fazermos em uma das áreas estéreis, por exemplo, na plataforma," ela argumentou.

A expressão dele afundou, quando ela matou uma de suas antigas fantasias.

"Se eu me oferecer para ir até o seu escritório," ela continuou, notando a expressão dele, "e fazer sexo oral em você, acho que seria de opinião diferente."

Ele se animou ao pensamento. "Yeah, porque seria diferente." Booth considerou a imagem em sua mente, com fascinação.

"Como?" ela perguntou, soltando o cinto de segurança.

"Seria no meu escritório," ele respondeu, convencido. "Te vejo no almoço." Booth se inclinou e a beijou.

A reação instintiva a pegou de surpresa, mas ela o beijou, mesmo assim. Afinal, era uma sensação muito boa.

"Eu... te vejo no almoço," ela respondeu, saindo da SUV, e acenando, enquanto ele se afastava. Pelo menos, seria, se ela conseguisse acabar com a sensação de enjôo que a incomodou a manhã toda.


TBC

* Dispensa tradução. ;P
** Não consegui encontrar expressão para isso, mas creio que todos entendem o sentido. ;-)