Notas do Autor

Magmar consegue...

Charizard fica surpreso quando...

Após alguns anos...

Capítulo 21 - A desolação do Charizard

- Magmar, use...!

Antes que ele pudesse dar alguma ordem, Charizard usou um Flamethower contra a outra mão dele que tinha a pokeball e gritando de forma lacerante, não pode dar a ordem para o pokémon atacar, sendo que o Magmar apenas olha o que acontecia ao seu mestre, sorrindo de deleite, pois sempre sentiu vontade de queimá-lo e nunca pode fazer isso por causa da submissão da pokeball.

Afinal, ele cansou de ser chicoteado, assim como de sofrer torturas nas mãos dele que se vingava dos pokémons usando ele, Magmar, se lembrando do quanto o humano apreciava ver ele se limitando a rosnar, sem poder ataca-lo, enquanto que o seu mestre podia fazer o que quisesse com ele, sendo que somente parou, parcialmente, por alguns meses, enquanto estava com uma humana chamada Mahara.

Por isso, Magmar não se mexeu para salvar o seu mestre e ficou feliz ao ver que a sua pokeball foi destruída pelas chamas, sendo que Charizard viu as marcas nas costas do tipo Fire, que contou o que o seu ex-mestre fazia com ele.

O tipo Fire e Flying falou que já tinha se vingado o suficiente e como ele estava livre, poderia fazer o que quisesse com o humano ordinário que o torturou, acreditando que tinha mais direito do que ele, de trucidar o bastardo que gritava de dor pelas dores lacerantes.

Desnecessário dizer que o pokémon tipo Fire sorriu como se tivesse ganhado o maior presente do mundo ao sentir que não havia mais a submissão da pokeball.

Portanto, estava livre para se vingar do humano pelos anos infernais que proporcionou a ele.

Como se estivesse ciente desse fato, o homem fica aterrorizado ao ver o sorriso maligno de Magmar, enquanto se aproximava dele, sendo que Charizard obteve autorização do tipo Fire para assistir o que ele faria com o humano.

O mesmo tentou fugir, mas foi impedido pelo pokémon que o atirou contra outro rochedo, para depois pegar uma vinha ali perto para chicoteá-lo, tal como fazia com ele, até as costas do humano ficarem em carne viva, sentindo-se satisfeito com as chibatadas, para depois arrancar o couro cabeludo do humano, lentamente, se divertindo ao ver as tentativas infrutíferas do mesmo de fugir dele, sendo que em seguida, quebra cada um dos ossos do humano agonizante, com ele sorrindo em deleite ao ouvir o mesmo implorar por misericórdia e que ao ficar inconsciente em vários momentos era despertado por uma dor pungente.

Com o humano ainda vivo, Magmar segurava cada um dos membros dele com as suas mãos, ativando a sua habilidade chamada de Flame Body. Ou seja, ele o queimava ao segurá-lo e se deleitou ao fazer isso, prolongando ao máximo o sofrimento dele, com Charizard ajudando-o com ideias de tortura para desespero do humano.

Depois do tipo Fire, queimar as extremidades dele, sendo que ele ainda estava vivo, começa a quebrar lentamente os ossos do humano que gritava ao ponto de perder a voz, quando a sua garganta ficou em carne viva, para depois queimar os olhos e a língua dele.

Então, com a vida por um fio, o homem é erguido, com o tipo Fire o queimando lentamente ao fazer as suas chamas engolfarem o corpo dele, procurando prolongar ao máximo o sofrimento dele, fazendo o mesmo morrer em agonia, após várias horas de tortura.

Ele é queimado até o seu corpo ser reduzido a cinzas fumegantes, sendo que nesse interim, Charizard havia voado até os arredores da casa de Mahara, para pegar a mala do humano ao seguir o cheiro do mesmo impregnado no objeto, para em seguida voltar até onde Magmar estava, lançando um Flamethower potente, reduzindo a mala a um punhado de cinzas, ajudando assim a apagar o último rastro do humano.

Magmar agradece ao tipo Fire e Flying por libertá-lo, falando que iria aproveitar a sua liberdade, após prometer ao Charizard que não atacaria os outros humanos, sendo que o pokémon contou sobre como os nativos tratavam os pokémons e que se tentasse ferir um humano, teria que se entender com Tapu Bulu, a divindade que protegia aquela ilha.

Magmar questionou o motivo do lendário que protegia aquela ilha, permitir que ele se vingasse de um humano, com Charizard explicando que o ex-mestre dele não era um nativo e também pelo fato dele ter feito atrocidades com ele. Por isso, a divindade não interviu, pois com certeza, sabia o que estava acontecendo naquele local.

Porém, ele avisa ao tipo Fire, que se tentasse ferir algum inocente, aí sim, teria que se entender com o pokémon lendário em sua fúria.

Magmar fica surpreso ao ouvir o que ele contava sobre aquela região, percebendo no olhar de Charizard que ele não estava mentindo e que de fato, os humanos daquela região eram distintos, sendo que inicialmente, achou surreal o que o tipo Fire e Flying disse, antes de perceber nos olhos do mesmo a sinceridade em suas palavras, acabando por ficar feliz por ter ido parar em Alola.

Sorrindo animado frente à expectativa de viver naquela nova região, ele promete, novamente, que não vai ferir nenhum humano, explicando que ele já havia se vingando daquele que o fez sofrer, para depois se despedir, agradecendo mais uma vez por Charizard tê-lo libertado, sendo que fala que tinha uma dívida com ele e que esperava pagá-la algum dia.

Após se despedir do Magmar, ele voltou para o seu quarto anexo a casa e teve que fingir não saber sobre o paradeiro do humano ordinário, a seu ver, no dia seguinte aos acontecimentos, fingindo que havia acabado de despertar, quando Mahara comentou que havia ouvido a voz dele, enquanto dormia e que quando acordou sonolenta não o viu, passando a acreditar que foi fruto da sua mente, frente a negação do tipo Fire e Flying.

No final, ele havia ficado aliviado que a Kahuna tivesse julgado que era um pesadelo, apesar de vê-la preocupada no início, de que ele aparecesse para roubar Allan ou fazer algum mal a ela, pelo modo como ele reagiu ao saber da gravidez, pois foi simplesmente aterrador, sendo que havia sido ameaçada quando Allan nasceu a fazendo temer que um dia ele cumprisse com a sua ameaça.

Charizard havia se prontificado, várias vezes, a defender o filho dela e a mesma, arrancando um dos sorrisos doces de Mahara que tanto amava.

Afinal, pela humana que amava com toda a força do seu coração, faria qualquer coisa que ela pedisse, sem hesitar.

Após alguns meses, com Charizard sempre estando ao lado dela para acalmá-la, ela parou de sentir medo e voltou a ser aquela que ele se lembrava.

O tipo Fire e Flying sai de seus pensamentos com a voz fraca de Mahara que fala:

- Muito obrigado pelas vezes que me salvou, principalmente quando me salvou do pai de Allan. – o Charizard fica estarrecido com a revelação, enquanto ela sorria – Alguns pokémons me contaram e soube também, através do pobre Magmar que acabei encontrando algumas semanas depois. Muito obrigada por tudo. Saiba que sempre lhe amei e mesmo morrendo, saiba que os meus sentimentos por você serão eternos.

Então, sorrindo, ela fecha os olhos, enquanto o pokémon tipo Fire e Flying chorava ao ver que o coração dela havia parado de bater, para depois ele liberar um rugido imerso em dor e a desolação, vindo do fundo do seu ser e que rasgava o seu coração. O seu pranto e dor se estendia pelos seus rugidos de desolação, indicando a todos que estavam fazendo vigília do lado de fora, de que a antiga Kahuna havia acabado de partir daquele mundo, levando todos a orarem, enquanto os rugidos da dor lacerante que o pokémon emitia, ainda podiam ser ouvidos noite adentro.

No céu, acima da casa de Mahara, Tabu Bulu olha tristemente para a casa dela, pois também estava de vigília, próximo das nuvens, pois por décadas ela foi a sua Kahuna, que ele escolheu quando era jovem para suceder o antigo Kahuna, sendo que sempre a observou a distância ao julgá-la quando era mais jovem, que ela seria uma Kahuna digna para suceder o anterior.

Em virtude disso, passou a observá-la atentamente até o dia da escolha, sendo o mesmo que fez com Allan, usando os seus poderes para observá-lo mesmo longe de Alola. Ele havia sido escolhido como Kahuna, décadas antes de ser eleito oficialmente. Era assim que as divindades escolhiam o seu Kahuna ao julgar o seu coração e atos.

Allan, que estava ao lado de sua mãe chorava copiosamente, com Fubuki apoiando a cabeça no seu colo, enquanto tentava confortá-lo, assim como os outros pokémons que choravam junto dele.

Algumas horas depois, Charizard estava em frente ao túmulo de Mahara, quando Allan se aproxima, sendo que o pokémon tipo Fire e Flying pergunta em seu idioma:

- Como você se sente, sabendo que eu matei o seu pai quando você era um bebê?

Allan responde, enquanto afagava gentilmente a lápide da sua genitora:

- Fico feliz por ter feito isso e saiba que eu já sabia. A minha kaa-chan me contou há alguns anos atrás e pediu para guardar segredo de você, pois você tinha o seu orgulho. Pelo que ela me contou, ele era um bastardo, só pelo que fez ao pobre Magmar e ao saber o que ele pretendia fazer conosco, só o tornava mais desgraçado do que já era. Você salvou as nossas vidas e acredito que fez por amor. Você amava a minha mãe e por ela, faria qualquer coisa.

O pokémon olha surpreso para o Kahuna, que fala:

- Você foi o nosso herói ao nos salvar da morte certa nas mãos desse bastardo. Sabe, achei muitos bastardos como ele, além-mar. Você fez um favor ao mundo ao livrá-lo dessa praga. Seres como ele me enojam, apenas por suas opiniões sobre os pokémons. Imagine após eu saber o que ele fez com o pobre Magmar e o que pretendia fazer conosco? Fico feliz por você ter feito isso, pois a minha mãe pode viver feliz e segura ao saber que a ameaça foi removida para sempre. Se ele ainda continuasse vivo, ela sempre viveria com medo. A morte dele foi a libertação dela do medo.

Ele compreendia o que os pokémons falavam, pois como Kahuna, treinou para ter essa habilidade e por isso, podia ouvir o coração dos pokémons. Logo, compreendia o que o Charizard falava ao ouvir o coração dele.

- Obrigado. – o pokémon fala em um sussurro, enquanto olhava de forma desoladora para o túmulo de sua amada.

Após alguns minutos, Allan pergunta em tom de confirmação:

- Imagino que vai ficar zelando por esse túmulo para sempre, certo?

- Sim.

Allan o afaga gentilmente, antes de se retirar do local, sendo que antes de se afastar por completo do cemitério, observa o Charizard suspirar tristemente, sentindo pena dele, já que ele havia acabado de perder aquela que amava.

O pokémon havia ficado até o dia seguinte, perdido em recordações, até que solta um rugido de dor e de tristeza para o céu, sobre um belo nascer do sol, sendo visíveis as suas lágrimas, enquanto abria as suas asas imensas, alçando voo rumo ao céu, sendo que somente voltava ao local, para visitar o túmulo dela, assim como os pokémons de Mahara faziam.

O Charizard era sempre visto em frente ao túmulo daquela que amava, com as pessoas sabendo que ele vivia nos arredores da Vila, sendo que eles haviam percebido que o pokémon parecia definhar, gradativamente, por sentir falta daquela que amava, dedicando-se a ficar inúmeras horas em frente ao túmulo dela, perdido em recordações.

Nesse interim, os pokémons de Mahara foram morrendo de velhice, até restar o Charizard selvagem, que estava definhando gradativamente.

Então, um dia, quando alguns aldeões foram visitar o túmulo da antiga Kahuna, eles avistam o Charizard deitado em frente ao túmulo exibindo uma feição serena e um sorriso em suas mandíbulas, com a cabeça apoiada na lápide de Mahara.

Erroneamente, julgaram que ele havia adormecido, pois, ás vezes, ele fazia isso e ao se aproximarem dele, perceberam que havia falecido, sendo evidente pelo fato da chama da ponta de sua cauda estar apagada com a mesma estando fria, indicando que a chama havia se extinguiu durante a noite.

O motivo de exibir aquele semblante foi porque, antes dele fechar os seus olhos ao se deitar em frente ao túmulo dela, sentindo-se cansado, ele havia visto a sua amada Mahara na sua frente com o seu doce sorriso característico no rosto, erguendo os braços para ele que os aceitou sorrindo, se levantando, passando a andar ao lado dela, se afastando do local, enquanto que no seu corpo deitado em frente a lápide, ele fechava lentamente os seus olhos ao mesmo tempo em que a chama em sua cauda diminuía gradativamente até se extinguir, exibindo um sorriso e uma face serena por reencontrá-la após anos, encontrando naquele momento a paz e a felicidade que tanto necessitava e ansiava, além de poder realizar o que desejava no fundo do seu coração e que era ficar junto dela para sempre.

Eles cuidaram do enterro dele ao lado do túmulo de Mahara que estava em um belo local, igualmente sereno, embaixo de uma belíssima árvore, com as pétalas formando um lindo e majestoso tapete florido.