Oi galerinhaaa! Feliz natal atrasado pessoas *-*
Bom, já tem um tempo que eu postei essa fic... quer dizer, muito tempo. Portanto, vim hoje postar por que temos que fechar 2015 com chave de ouro, né?! HAHAHA
Quero desejar a vocês um ótimo 2015, muita paz, muita saúde, felicidades... enfim, tudo de bom.
Espero que gostem do capitulo e muito obrigada por lerem a fic s2
Versão Elizabeth
Bati a porta com o pé enlaçando meus braços em seu pescoço ficando mais perto.
Peter encostou-me na parede e começou a chupar meu pescoço com força, arfei. Coloquei minha cabeça para trás lhe dando mais espaço e me deliciando do prazer que me invadia.
- Ah Peter! - Gemi quando sua mão apertou minha bunda. - Safado!
- Gostosa. - Levantei uma de minhas pernas até a cintura, esfregando na lateral do seu corpo.
- Vamos para o quarto? – Sussurrei e mordi levemente sua orelha.
- Seu desejo é uma ordem. - Peter segurou forte nas minhas coxas aproximando nosso quadril, me levantando e me levando para o quarto.
Quando chegamos em meu quarto, ele me desceu de seus braços e enquanto nos beijávamos fui me livrando do meu casaco e da minha blusa.
- Amor, calma.
- Calado. - Ele riu. Desci meus lábios pelo seu pescoço arrancando gemidos de satisfação.
Mordisquei seus lábios e fui empurrando-o em direção a minha cama. O deitei e subi em cima dele colocando uma perna de cada lado da sua cintura, levantei um pouco minha saia me dando mais movimentos e senti seu membro pulsar debaixo de mim. O beijei. Suas mãos acariciavam minhas coxas em sua cintura com carinho, enquanto eu praticamente o devorava de baixo de mim.
Naquele momento eu o queria demais. Queria ser amada por ele como nunca fui, queria poder ama-lo e mostra-lo tudo que eu sentia. Por mais que eu sempre tenha dito que queria algo especial em nossa primeira vez, percebi que todas às vezes seriam especiais. Apenas pelo simples fato de estar com ele.
-Você é perfeita. - Ele sussurrou de repente sustentando o meu olhar. Sorri sem graça.
-Você é único. Único e meu. - Eu disse beijando-o enquanto sentia suas mãos conhecendo meu corpo.
Peter se sentou comigo ainda em seu colo, me deixando de frente pra si. Ele acariciou minhas costas enquanto me beijava e eu afaguei seus cabelos. Meu corpo ansiava por um contato maior, eu queria senti-lo mais.
Coloquei minhas mãos em seu quadril, subindo por dentro da sua camisa a levantando devagar. Ele me ajudou a tirar sua camisa pela cabeça e depois voltou a me beijar. Peter pediu passagem para sua língua e eu entreabri a boca lhe concedendo, ele explorou cada centímetro da minha boca antes de descer seus lábios pelo meu pescoço.
Seus beijos me levavam a loucura, suas mãos passeando por meu corpo faziam uma trilha de fogo por toda minha pele e sua forma carinhosa deixava tudo mais perfeito. Fechei meus olhos deixando aquela sensação me levar...
- Liz, olha pra mim. – Uma de suas mãos estava em minha nuca, entrelaçada aos meus cabelos. Abri meus olhos e ao encara-lo me perdi na imensidão dos seus olhos. – Eu espero conseguir lhe fazer muito feliz todos os dias, e hoje, o que eu espero é ama- lá mais do que já amo.
- Você vai, amor. – Fui deitando-o na cama sem perder contato visual. – E eu, espero lhe fazer muito feliz também. – Comecei a beijar seu peitoral nu descendo pela sua barriga. Sorri ao reparar seu volume novamente e o olhei.
- Para de brincar e vem logo. – Ele puxou-me em encontro seus lábios e eu não pude deixar de sorrir. Peter nos girou ficando por cima e começou a beijar minha clavícula e ir descendo para meus seios. Gemi de satisfação e isso o estimulou mais, fazendo-o mordiscar ali.
Apertei seus ombros e depois fui subindo minhas mãos pelo seu cabelo, afagando-os.
- É isso mesmo que você quer? – Assenti. – Essa será a primeira de muitas noites em que iremos passar juntos – Ele sussurrou no meu ouvindo – Num momento nosso, unidos como um só. – O beijei rapidamente e fomos nos livrando da sua calça e da minha saia.
Sua mão foi até minha intimidade e a acariciou. Eu já estava molhada, isso há tempos. Corei e ao reparar ele colou nossas testas e sorriu.
- Você está com vergonha de mim? Pare com isso, amor.
- Peter! – Ele gargalhou divertido. - Não me ache uma mulher virgem, mas sempre foi sexo por diversão... E com você é muito mais que isso.
- Eu sei que é, e... – Seus dedos estavam na beirada da minha calcinha. – você nunca mais terá isso na sua vida. – Ele a retirou sensualmente e depois foi acariciando meu corpo calmamente enquanto me beijava.
Puxei sua cueca para baixo e finalmente pude toca-lo. Ele gemeu meu nome com satisfação e fechou os olhos. Passei minhas mãos por todo seu corpo forte e musculoso, sem deixar de beija-lo.
Versão Peter
Eu não acreditava que estava ali naquele momento com ela, a pessoa que mais esperei, a mulher que amo e que torna tudo especial.
Não pude conter o sorriso ao perceber o quão especial Liz é para mim. A partir do momento em que a mesma disse que não era apenas sexo casual tornou tudo ainda mais especial.
Contemplei seu lindo corpo e beijei seu pescoço, descendo até o seu ventre sentindo um arrepio prazeroso tomando conta.
- Eu te amo - Sussurrei em seu ouvido e finalmente nos uni devagar.
Liz colocou sua cabeça em meu pescoço e pude ouvi-la reprimir um gemido. Lentamente comecei a me mover dentro dela e aos poucos ela vinha ao meu encontro, provocando gemidos de prazer em ambos.
O quarto era tomado somente pelo barulho dos nossos gemidos e nossos corpos se chocando um contra o outro. Nossos beijos eram quentes, profundos e longos, à medida que o prazer nos invadia.
Um gemido rouco escapou de minha boca quando suas unhas foram gravadas em minhas costas e senti ser apertado dentro dela. Meu prazer já tomava conta de mim e o ápice se aproximava, mas eu queria prolongar ao máximo aquele momento, queria que ela viesse comigo.
-Anjo, vem comigo. – Disse rouco.
Após um gemido alto, Elizabeth chegou ao clímax junto comigo e nossos corpos relaxaram ainda trêmulos e ofegantes na cama. Aos poucos, nossas respirações se estabilizaram e eu rolei para seu lado. Liz se aconchegou em meus braços e apertei seu corpo contra o meu, acariciei seus cabelos e entrelacei nossas pernas.
- Foi maravilhoso. – Seus lábios se uniram com o meu calmamente num beijo terno.
- Faço das suas palavras, as minhas. – Sorri.
- Agora... – Seus dedos passearam por meu peitoral com um sorriso malicioso.
- "Agora..." – Capturei seus lábios com volúpia e começamos novamente.
XXX
Acordei na manhã seguinte com o sol batendo em meu rosto, me movi um pouco e senti alguém se aconchegar mais em mim, sorri. Abri os olhos sorrindo, completamente bem disposto depois da noite maravilhosa que tive.
Olhei para Liz dormindo tão calma e tão serena em meus braços, e ai sim pude acreditar que não estava sonhando.
Beijei sua testa levemente e fiquei acariciando seus cabelos. Olhei de relance para o criado mudo ao lado da cama e vi vários pacotes de preservativos – Ri.
"A noite foi longa. Foram tantas vezes..." Pensei.
- Um beijo pelos seus pensamentos.
- Bom dia, minha mulher. – Lhe dei um beijo.
- Bom dia, meu amor. Do que estava rindo? – Ela indagou curiosa.
- Da quantidade de preservativos gastos. - Gargalhei vendo ela corar.
- Argh! Idiota. – Elizabeth soltou um grunhido e cobriu a cabeça com a coberta.
- Mas você bem que gostou, admita. – Tirei o cobertor do rosto dela.
- Peter, para com isso.
- Elizabeth Reaser, para de ficar com vergonha de mim, por favor. Sou seu namorado, não tem necessidade disso...
- Olha, não é vergonha. É que tipo, já tive melhores, sabe.
- Como é, Elizabeth? – Como ela é cara de pau, falando isso na minha cara assim.
- Estou sendo sincera, ué. Já tive melhores...
- Ah não, não deixarei você falar assim do meu desempenho. Vou lhe mostra que melhor que eu não existe. – Fiquei por cima dela e comecei a beijá-la.
- Ei, ei, amor. Eu estava brincando... Peter, deixa de ser tão apresado... Mal acordamos e você já quer de novo? Calma, homem. – Ela disse entre risos, parei e a olhei.
- Você fica me provocando e depois não aguenta. – Fiz bico.
- Você acha que seria menos do que maravilhoso fazer amor com você? Claro que não. – Liz desfez meu bico com um beijo. – Nenhuma noite se compara com a que tive com você. – Suas unhas passearam pelas minhas costas, subindo e descendo, seu rosto foi para o meu pescoço esfregando o nariz ali.
- Já disse que te amo hoje?
- Ainda não, mas pode deve dizer. – Sua voz saiu abafada.
- Devo? Minha namorada está merecendo? – Brinquei.
- Claro que ela tá. Olha, ela dá até beijinho. – Liz me deu vários selinhos. – Ela dá vários beijinhos.
- Me comprando Srta. Reaser, bandida! – Lhe dei um beijo. Elizabeth colocou suas mãos em minha nuca me puxando e aprofundando mais o beijo. – Te amo, bandida!
- Te amo, gatão! – Gargalhei e lhe beijei novamente
Ficamos conversando um pouco e namorando, depois levantamos e fomos tomar um banho para irmos gravar. Afinal, não podemos ficar na cama o dia todo, infelizmente.
- Pronta, meu amor? – Elizabeth estava se olhando no espelho do banheiro aparentemente pronta. Abracei-a por trás e apoiei meu rosto em seu ombro.
- Sim, querido. Vamos tomar café?
- Vamos, estou morrendo de fome. – Rimos e saímos do banheiro.
- Esfomeado.
Elizabeth foi fazer um café para tomarmos e eu aproveitei para dar uma olhada nos meus e-mails. Tinha de tudo um pouco, mas alguns me chamaram atenção e eu abri.
"Encaminhado por : Luca Bella Facinelli.
NOVO CASAL DO CINEMA!
Peter Facinelli e Elizabeth Reaser, estrelas de Twilight saga, foram flagrados em um clima romântico. Os dois estavam em momentos fofos e até mesmo aos beijos, no Central Park. Será que finalmente o que muitos esperavam está acontecendo? Peter e Elizabeth em um relacionamento amoroso...
Juntamente com o casal, estavam as três filhas de Peter Facinelli - todas do casamento com Jennie Garth. Elizabeth, Peter e as crianças, desfrutaram de um dia ensolarado e com muita diversão no parque.
Há boatos de que eles já haviam saído para jantar juntos e estavam bem mais íntimos. Se tratando de uma forma que leva a crer que tem algo além de amizade.
Algo que chama muito a atenção de todos, é a separação tão rápida do Peter e seu rápido envolvimento com Elizabeth. A olhares maldosos, este relacionamento já estaria acontecendo há um tempo e este seria o estopim para a separação de Garth e Facinelli, e agora que a separação já saiu eles estariam assumindo este relacionamento. Será que Elizabeth foi o motivo para a separação do casal? "
Havia fotos minhas com a Liz, nossa com as meninas e etc. A matéria inicialmente estava norma, porém no final, acusava a Liz de algo completamente sem fundamento. Meu casamento acabou e não foi por causa dela. Eu poderia amá-la já naquele momento, porém não trai a Jennie e Elizabeth foi minha amante. Liz não se sujeitaria a tanto e eu muito menos iria trair a Jennie, apesar de ter acabado o amor.
- O que está vendo ai amor? – Tentei esconder a última parte do e-mail, enquanto a Liz vinha com duas xícaras de café na mão.
- Nada, meu anjo. É somente um e-mail que a Luca me mandou. – sorri amarelo e peguei uma das xícaras.
- Posso ver? – Eu iria negar, claro que não. Eu queria, em partes... mas sei lá. Uma hora ela iria ver isso. Passei meu braço em torno da sua cintura e lhe puxei para mais perto.
- Claro. – Ela olhou a tela do notebook. – Eu sabia que tinha paparazzi lá, sabia que seriamos vítimas deste tipo de coisa. – Ela bebericou seu café.
- Somos uma figura pública, querida. É impossível não ter algo assim, e... uma hora as pessoas iriam ficar sabendo mesmo.
- Você tem razão amor, mas perdemos nossa privacidade de certo modo.
- Não vamos nos importar com isso, okay? O que importa é a gente. – Acariciei sua mão. – E olhe, para alguma coisa isso serviu. – ri – Adorei esta foto, vou até salvá-la para colocar no meu celular, não só ela como todas as outras.
- Ai, eu também quero. – Liz sentou no meu colo e fez biquinho. – Salva pra mim, amor?
- Claro, como vou resistir a esse biquinho lindo. – Salvei as fotos pra ela e pra mim. Bebi meu café enquanto conversávamos sobre as fotos e olhava melhor.
- Tem mais coisa pra baixo amor, deixa eu ver. – Ela foi descendo, mas eu segurei sua mão. – O que foi?
- Ah, não tem mais nada, amor.
- Se não tem nada, por que não posso ver? – Elizabeth arqueou a sobrancelha. Difícil fugir dessa!
- Ah amor, já estamos atrasados. Não tem nada ai, tudo propaganda.
-Ah, se é propaganda então eu posso ver. – Ela desvencilhou sua mão da minha e desceu até o fim do e-mail.
-Amor, não... – Quando vi já era tarde. Seus olhos verdes passavam rapidamente por cada linha e seus olhos se formavam em fendas.
- "estopim para a separação de Garth e Facinelli" – Liz repetiu lentamente cada palavra. – Não quero que fique escondendo as coisas de mim. Não confia em mim, é isso? Não preciso que fique me escondendo as coisas, eu sei... sempre soube.
- Elizabeth! Está insinuando que...
-Não estou insinuando nada, Peter. Somente não preciso que me esconda algo que eu vejo todos os dias. A destruidora de lares, a vadia... É comum, não se preocupe! – Ela saiu andando pra cozinha.
-Anjo, não se preocupe tanto com isso. Deixa pra lá, não liga.
-Como não ligar, Peter? É a minha vida, minha carreira... É sobre mim.
- Amor, essas coisas são assim. Eles precisam vender, ai inventam coisas. Deixa pra lá! - Abracei-a por trás, mas ela me empurrou e se virou pra mim brava.
- Deixar pra lá? Claro, até por que não é com você. Na história você sai como o homem pegador, Jennifer como a pobre coitada e eu como a vadia destruidora de lares. Claro Peter, eu não vou ligar. Não vou, não precisa se preocupar! – Elizabeth sorriu irônica e começou a lavar a louça.
- Ei, calma...
- É Peter, calma... calma, calma, calma! Talvez eu faça jus a meu nome, quem sabe eles têm motivos para falar mesmo. – Como é? Fiquei completamente puto com isso, mas okay.
- Elizabeth, chega! – Ela gargalhou ironicamente.
- Ué, qual é o problema. Eles não precisam vender? Darei motivos para que vendam cada vez mais. – Ela secou as mãos depois de lavar todas as louças.
- Para, você não é o que estão dizendo.
- Não era você que disse para eu ter calma e não ligar? Então meu amor, fique calmo e não ligue.
- Liz, em nenhum momento me sinto o "homem pegador" e acho que você é uma vadia, longe disso meu amor. Aconteceu, a culpa não é sua e você não precisa ficar agindo assim por isso.
- A Peter, pelo amor de deus! – Ela jogou as mãos pro ar. – Para de querer defender... Aconteceu, a culpa não é minha, eu não tenho nada a ver com isso, mas meu nome está lá! Meu nome está lá como a vadia que transa com seu colega de trabalho para destruir seu casamento e tirar o pai de família de três meninas inocentes.
- Para de dramatizar as coisas, ninguém falou isso. – Voltei para sala.
- É drama porque seu nome não está lá, meu anjo! Esteja no meu lugar e ai poderá falar de quem está fazendo drama.
- Você deveria se importar mais com a gente e não com o que os outros vão ou estão pensando.
Ela não podia tentar ver que aquilo não importava, que o importante era o que pensamos e acabou. Elizabeth quer me tirar do sério e ela está conseguindo. Está fazendo isso com seu jeito irônica de ser e suas piadinhas sobre dar jus ao que falaram. Não estou defendendo o que estava na revista, Elizabeth que está sendo egoísta e pensando somente nela.
- E eu não me importo? Você acha que estou pensando somente em mim agora?
- Sim, eu acho. Você está sendo egoísta pensando somente em você, na sua vida, na sua carreira... Somente em você! – Tentei não gritar, mas meu tom de voz saiu alto.
- Acha que se eu pensasse somente em mim e fosse essa egoísta que você diz estaríamos aqui hoje, estaríamos juntos até hoje? Pode ter certeza que não! – Ela gritou, e em seguida se virou massageando as têmporas.
Aquelas palavras me atingiram fortemente e eu fiquei sem resposta. Eu não podia imaginar tal coisa... Ela estava arrependida, depois de tudo que passamos juntos ela estava arrependida de estar em um relacionamento comigo. Eu amo a Liz, amo ela demais, porém não é justo com nenhum de nós, e muito menos com ela, estar presa a alguém pelo qual se arrepende estar.
- Você está arrependida, não está? – Minha voz saiu tremula e ela se virou com lágrima nos olhos. – Se arrepende de tudo que vivemos e do relacionamento que temos... se arrepende de ontem... – O silencio se instalou e ela me olhava fixamente.
- Claro... claro que...
- Okay, eu entendo. – Peguei minhas chaves na mesa. – Eu sei, está arrependida. Por mais que eu queria e quisesse mudar, eu não poderia fazer nada. Eu não posso imaginar o motivo de estarmos juntos se você se arrepende. – Dei uma pausa. – Não é justo. Com nenhum de nós...
- Peter, não é assim. Eu posso explicar...
-Não precisa de mais explicações, isso já é o suficiente. – Elizabeth veio em minha direção, mas eu desviei. – Acho melhor eu ir... Tchau, Liz.
Sai da casa dela, fui para o meu carro e segui para o set de gravações. Eu não estava com vontade alguma de gravar, mas teria que ir... No momento o que eu queria era ficar sozinho, e só.
Só. Esta palavra estava me definindo no momento. Eu não estava mais com a Liz, quer dizer, aparentemente depois de tudo o único caminho que teríamos era terminar. Eu não queria isso, eu amo aquela mulher mais do que qualquer coisa na minha vida. Mas eu não queria ela infeliz, por mais que eu à amasse e ela não estivesse comigo, eu a queria feliz.
Agora, eu vejo que errei. Vejo que chama lá de egoísta foi um erro, afinal, isso não atingiria somente ela... Atingiria a mim, minhas filhas, a família dela. Como eu fui burro... Acho que deixei a mulher que eu amo ir embora por uma coisa idiota. Depois de hoje, eu tenho quase certeza de que ela nunca mais irá querer nada comigo e amanhã já poderei me considerar um homem solteiro novamente, infelizmente.
Cheguei no set e segui para o meu camarim. "O que seria o dia de hoje? Como será?" Fiquei pensando sobre como iríamos agir, como eu iria agir com ela. Dividimos camarim, era inevitável não nos ver. Não que eu quisesse deixar de ver- lá, porém, só ver era torturante. Não dirigir a palavra, ser alguém invisível no seu campo de visão...
Sim, estou arrependido. Não sei se seria certo ir atrás dela tão cedo, sei lá. Eu amo aquela mulher, mas também tenho meu orgulho e se ela realmente estivesse arrependida, e consequentemente com raiva de mim por tudo não adiantaria nada procura- lá agora.
Nós tivemos nossa primeira noite juntos ontem e foi tão sincero, tão maravilhoso. E hoje aconteceu isso... Merda! Estava tudo tão perfeito...
Versão Elizabeth
Ele entendeu errado, ele foi embora... me deixou. Droga, eu fiz tudo errado!
Ele é tudo que eu preciso... E sem ele eu fico sem chão. Estava tudo maravilhoso, a noite foi perfeita, tudo foi perfeito e agora eu estraguei tudo.
Eu falei besteira, não deveria ter dito aquilo. Afinal, foi da boca pra fora... Estávamos juntos até agora por que eu o amo, porque nos amamos e somente isso basta. E era isso que eu deveria ter dito, somente isso.
Nunca pensei que poderia estar sofrendo me culpando pelo termino de algum relacionamento e muito menos chorando pelo mesmo, mas não era um simples relacionamento, não era algo que eu poderia encontrar em qualquer festa, qualquer boate... E era assim que eu estava, chorando pelo homem que eu amo, chorando por ele ter ido embora achando que eu estava arrependida de estar com ele.
Eu nunca estaria arrependida de amar o Peter, de estar com ele, de me sentir feliz por simplesmente vê-lo feliz, de saber que ele está compartilhando sua vida comigo e que só quer me fazer feliz. Nada disso me arrepende... Eu suportaria qualquer coisa por ele.
Peguei o meu celular e liguei pra ele. Liguei várias vezes e só chamava e ninguém atendia, consequentemente ele não quer me atender. Isso é fato! Na última tentativa deixei cair na caixa postal e eu resolvi deixar um recado.
- Peter, me desculpa. E-eu... você entendeu mal, tente me entender por um momento, por favor... Eu te amo e somente isso basta pra mim, eu suportaria qualquer coisa por você, mas não suporto ficar sem você. – As lágrimas desciam mais dos meus olhos. – Você é tudo pra mim e... e as coisas que falei foram da boca pra fora, nada daquilo é verdade e muito menos importa. O que importa é que nos amamos e que saiba que eu te amo, e amo muito... Nunca quis te magoar, me desculpe.
- A mensagem foi salva. – Após o bip eu desliguei e fui para o meu quarto limpar meu rosto.
Olhei-me no espelho e meu estado era deplorável. A maquiagem borrada, os olhos vermelhos e inchados... Completamente horrível. Joguei uma água no rosto e refiz a maquiagem, peguei um óculo escuro no meu armário e coloquei.
Fico imaginando como será este dia, como será estar em sua presença e não significar mais nada? Acho que não irei aguentar. Mas na verdade eu tenho, é meu trabalho estar com ele todos os dias, sempre foi assim. Mesmo que não tenhamos mais nada terei que me acostumar a isso, terei que me acostumar também a ficar sem seus toques, beijos, abraços... tudo.
Senti algo roçar minha perna e ao olhar vi o Thor, o peguei no colo e o abracei bem forte. Ele me olhou com aqueles olhinhos azuis e depois encostou sua cabeça no meu ombro. Acariciei seu pelo macio e depois lhe dei um beijinho.
-Ele não ficou com você hoje, não é? – Thor me olhou. – Farei o possível para trazer ele de volta, você vai ver... E quando ele voltar, brincará e lhe fará muito carinho. Acredite. – Ele latiu, como se estive me entendendo. – Fique bem amor, mamãe vai trabalhar. – Coloquei ele no chão e desci.
Na sala, peguei minha bolsa e fui para o set de filmagens. Hoje o dia seria longo e eu não estava nem um pouco com vontade de encara- ló.
Ao chegar no set, segui direto para o camarim da Nikki. Eu precisava conversar, desabafar com alguém. Bati na porta.
- Liz! – Ela abriu a porta sorrindo entusiasmada. – Onde você estava mulher? Entra. - Nikki foi me puxando pra dentro. – Me conta tudo!
- Oh, Nikki! – Eu desabei em lágrimas novamente. Me sentei no sofá e coloquei a cabeça entre as mãos. – Deu tudo errado, tudo...
-Liz... Liz! – Nikki veio para o meu lado e colocou suas mãos em minhas costas. – O que aconteceu? Liz eu estou ficando preocupada, fala comigo!
- Nikki, ontem foi tudo perfeito, maravilhoso, para ser mais exato um sonho. Porém, hoje de manhã tudo desandou e... eu acho que acabou.
- Acabou? – Nicole me olhava perplexa.
- É. Acho que eu e o Peter terminamos. – A encarei e limpei minhas lágrimas.
- Impossível! Não... Liz, você pode estar sendo precipitada. Você conversou com ele?
-Não, ele foi embora e depois não atendeu o telefone. Na verdade, ele entendeu mal e também... e também algumas coisas que eu falei foram da boca pra fora. A culpa é minha... – Ei, mas não só minha. Ele também tinha errado e dito muitas coisas... – A culpa é dele! – Me revoltei. – Não sei por que estou chorando por ele, se ir embora e me chamar de egoísta foram escolhas suas. A culpa é inteiramente dele!
-Liz, calma. Vamos por partes, okay? – Assenti. – Me explique tudo, por favor.
A expliquei calmamente como tudo aconteceu e no fim ela estava de boca aberta. Olhando agora não foi uma briga com um fundamento tão forte e significativo para terminar desta forma. Foi nossa primeira briga de casal e por um motivo tão besta... Mas não ia ser tão fácil assim, eu posso até chorar por ele, mas não ia correr atrás. Já tentei e ele nem ligou, agora está na hora dele vir atrás de mim.
- Oh Liz, que complicado. Não é um motivo tão relevante para vocês brigarem desta forma.
- Acontece Nikki, que ele não tinha necessidade de me esconder nada.
-Liz, pense, ele queria te proteger. Te poupar de certas coisas e eu não vejo problema nisso. – De certa forma ela estava certa, ele tentou me poupar, mas, não tinha necessidade disso.
- Mas não tinha necessidade, já estou acostumada a lidar com essas coisas. Posso ter me excedido, mas ele poderia tentar entender que não estava falando por mim somente. Estava pensando nas filhas dele, na minha família, na dele... o que eles iriam sentir ouvindo essas coisas de alguém ou vendo? Imagine as meninas na escola... Não foi somente por mim.
-Eu entendo. Nenhum dos dois estão errados, tirando as " ofensas ",- Ela fez aspas com as mãos. – Claro. Mas só foram mal entendidos por ambos.
-Eu não vou ligar sabe, não vou mais chorar. Eu tentei e ele não se importou. – Me levantei e peguei minha bolsa.
- Ei, onde vai?
- Vou para o meu camarim, e ele querendo ou não vai ter que me aturar! – sai porta fora e fui para meu camarim.
- Liz espera, não faça nada do que vá se arrepender. – Ela veio atrás de mim.
-Pior que tá não fica, mas não se preocupe, não farei nada.
-Se cuida amiga, até daqui a pouco. – Segui meu caminho e entrei no camarim.
Entrei no camarim sem bater, afinal, é meu também. Ele estava sentado no sofá, e por sinal muito lindo. Ele me encarou e eu sustentei o olhar, até que já estava se tornando uma bela palhaçada e eu virei o rosto bufando. Peguei minha roupa e segui para o banheiro indo me vestir.
Estar como Esme me dava uma satisfação enorme. Eu era completamente apaixonada por esse personagem e graças a ele conheci pessoas maravilhosas, inclusive a pessoa que eu amo demais, o homem teimoso e que eu queria bater muito nesse momento, o homem mais lindo do mundo.
Eu não deveria estar falando bem dele, Peter seu idiota!
Terminei de me vestir e sai do banheiro. Ele ainda estava lendo o seu script e eu tinha que ler o meu, mas não queria ficar no mesmo lugar que ele... Me fazia tanta falta...
Peguei meu script e fui pra maquiagem, iria ler enquanto me maquiavam.
Depois de um tempo e de ser liberada da maquiagem, estava voltando para o meu camarim quando o Kellan me parou.
- Hey boneca, estamos esperando só você para gravar.
- Oh, desculpe. Vamos então? - Ele sorriu e me ofereceu o braço.
- Claro. – Peguei seu braço e fomos andando para onde iríamos gravar.
XXX
Gravar não foi muito difícil, tirando a parte em que eu tive que gravar com o Peter e foi extremamente complicado.
Flashback on
Estávamos gravando uma cena do filme em eclipse, Esme e Carlisle assistem a formatura dos filhos de mãos dadas e muito próximos.
Me sentei ao lado do Peter e ele segurou a minha mão me olhando. Sorri amarelo e segurei sua mão. Fiz a cena, mas o diretor reclamou.
- Vamos lá pessoal, vocês podem fazer melhor que isso! Vocês são um casal, vamos lá, mas amor ai. – Suspirei alto e retornei ao início. – Vai, de novo pessoal!
Fizemos tudo novamente. Peter estava sentado ao meu lado e segurou minha mão, entrelaçamos nossas mãos e aproximamos nossos rostos, seu olhar se cruzou com o meu e eu não consegui desviar.
-Ei casal, não precisa de beijo! – Robert gritou e eu me afastei empurrando o Peter pra trás. Reparei que estávamos muito próximos, mais do que o necessário... Droga, que vergonha!
Eu queria beija- ló, com toda certeza, mas não daria esse gostinho. Não mesmo.
Flashback off
Depois da cena, fui para o meu camarim. Tínhamos dado um intervalo para almoço e isso era ótimo, eu precisava espairecer. Troquei de roupa e sai sem vê-lo, peguei meu carro e resolvi ir pra casa. Nada melhor do que estar em casa...
Versão Peter Facinelli
Estava indo até meu carro para buscar minha jaqueta para ir até um restaurante próximo daqui almoçar quando minha mãe me ligou me convidando para almoçar com ela. Aceitei de imediato e fui a caminho do restaurante que ela havia dito.
Ao chegar no restaurante deixei meu carro com o manobrista e entrei. Avistei minha mãe e meu pai sentados em uma mesa e segui pra lá.
-Querido! – Minha mãe se levantou e me abraçou. – Que bom que veio.
-Oi mãe. – Sorri a abraçando.
-Olá, meu filho. – Cumprimentei o meu pai com um abraçado também e nos sentamos.
- Oi pai, quanto tempo.
Conversamos um pouco sobre tudo. Sobre eles, sobre as meninas, até que...
- Filho, Elizabeth não vem? O convite se estendia a ela também. – Minha mãe perguntou sorrindo e eu já imaginava isso.
- Não mãe, ela não vem. – Reparei que seu sorriso sumiu e ela abriu a boca para falar algo, mas meu pai a interrompeu.
- Ainda não conheço minha nora, achei que ela viesse com você almoçar com a gente.
- Então... Pai, hm... um dia eu lhe apresento ela. Hoje ela não pode vir por que... Porque tinha um compromisso. – Falei a primeira coisa que veio a minha cabeça. Eu não podia simplesmente dizer a minha mãe "olha mãe, terminamos e por isso ela não veio".
Minha mãe tinha gostado muito da Liz e dizer isso a ela seria complicado, ainda mais desse jeito. Preferi mentir e contar depois com algo bem dito, pois agora eu nem sabia o que falar.
Estava um silêncio incomodo entre nós. Minha mãe somente me olhava, meu pai não falava nada e eu não sabia o que falar.
-Vamos pedir então? – Meu pai quebrou o silencio.
-Ótimo. – Minha mãe respondeu olhando seu cardápio e eu não achei necessário falar alguma coisa.
Fizemos nossos pedidos e a comida chegou rapidamente. Eu estava sem fome, mas comi assim mesmo. Afinal, estávamos ali para almoçar mesmo.
- Como vai as coisas no filme, meu filho? – Meu pai me perguntou sem me olhar.
- Bem, pai, normal. Já está perto de terminar a primeira parte das minhas cenas e depois tem um recesso...
- Meu filho, você quase não comeu. O que está acontecendo? – Indagou minha mãe. – Você está muito estranho desde que chegou.
- Nada mãe, coisas normais... – Mexi no macarrão no meu prato.
-É alguma coisa com as meninas? É a Jennie te perturbando novamente? É alguma coisa no filme?
- Bruna, deixa ele! – Meu pai a repreendeu.
- Pedro, c'è qualcosa di sbagliato. (Pedro, há algo de errado.) – Minha mãe costumava falar em italiano sem ser em casa somente quando estava realmente irritada com alguma coisa ou nervosa. E neste caso, ela estava nervosa.
- Mãe, calma. Não precisa falar assim... Não tem nada demais, são problemas como outro qualquer. – Ela me olhou e eu suspirei.
- Tudo bem, quando quiser falar estamos aqui. - Minha mãe segurou minha mão sobre a mesa.
- É que... – Meu celular começou a tocar e eu somente olhei o visor, suspirei e desliguei.
- Não vai atender, querido?
- É melhor não, não preciso de mais uma discussão.
- Oh querido, nos conte o que aconteceu. Quem sabe eu e o seu pai não podemos ajudar?
- Eu não queria falar porque sei o quanto ficou feliz no início, mas... acho que eu e a Liz terminamos. – Desviei o olhar.
- Mas já? – Meu pai falou em tom de surpresa. – Parece que foi ontem que sua mãe me disse que você estava namorando e com uma ótima pessoa.
- Peter, você não é mais um adolescente e nem tem mais 30 anos para ficar desta forma quando tem um problema. Você precisa ir e encarar meu filho, resolver de uma vez por todas ele. – Neste momento me senti um menino de 6 anos recebendo bronca dos pais por fazer alguma travessura. – Elizabeth é uma mulher e você já é um homem. São bem adultos para resolver a situação de vocês sem maiores problemas. – Suspirei.
- Eu não queria que fosse assim, não queria terminar com ela. Às vezes eu me sinto como um adolescente inseguro ao lado dela. Não que ela me passe insegurança, mas tenho muito medo de perdê-la e quero protegê-la de qualquer coisa. E foi basicamente por isso que brigamos.
- Filho, se vocês têm problemas vocês dois tem que resolvê-los juntos. Muitos problemas são difíceis, demoram a ser resolvidos, mas no final é gratificante saber que a pessoa que você ama está ao seu lado em qualquer situação. – Meu pai segurou a mão da minha mãe enquanto falava. – Se a ama lute por ela.
- Nós queremos sua felicidade, meu amor. E se é ela que te faz feliz, não desista.
- Obrigado mãe, obrigado pai.
- Espero que no próximo almoço ela esteja presente senão, menino, eu vou puxar suas orelhas. – Eu ri.
- Não se preocupe mãe, ela vai estar.
- Está vendo Pedro, seu filho é um homem apaixonado. – Sorrimos.
Terminamos de almoçar e ficamos no restaurante conversando mais um pouco. Meu celular tocou novamente eu atendi todo feliz.
- Liz, amor!
- Calma, Peter, eu não sou a Liz. – Ah droga, pessoa errada.
- Oi Nikki, desculpe. Eu precisava falar com a Liz e por um momento achei que fosse ela.
- Ela está doidinha te procurando, homem! Essa é sua chance de domar aquela mulher novamente. – Ela riu. – Ela me falou e eu te entendo, assim como também entendo o lado dela. Porém, o problema é que ambos são cabeça dura e ficam nessa briguinha boba ao invés de assumir que se amam.
- Aquela mulher um dia vai me deixar louco! – Ela riu.
- E quem disse que você não é? Peter, meu amigo, ela te ama e muito. Ela chegou aqui desolada hoje, mal podia te olhar sem que seus olhos se enchessem de lágrimas. Ela te ama, boy. Não perca essa chance!
- Obrigada Nikki, por tudo.
- De nada, papai. – Ela riu docemente. – Ah, já ia me esquecendo, mais cedo ela comentou de ter deixado recado na secretaria eletrônica depois que saiu da casa dela e com certeza agora deve ter mais alguns por que ela está louca te procurando, não deixe de ver.
- Olharei, muito obrigado. – Sorri. – Se ela te ligar diga que estou almoçando com meus pais, mas que também preciso falar com ela.
- Preciso desligar papi, beijos. – Desligamos.
- E então? – Minha mãe me olhava esperançosa.
- Bom, espero que ela não esteja a minha procura para me matar, porque pelo que sei está me procurando feito louca.
- Ai meu menino. – Ri. – Espero que dê tudo certo.
- Vai dar, mamãe.
Versão Lola Ray Facinelli.
Eu estava muito feliz hoje, a mamãe tinha dito que a gente ia jantar fora hoje e que, talvez, depois a gente passasse na casa do papai. Isso era uma atitude diferente dela, mas eu não me importava porque ia ver meu papai e a Liz.
Eu estava brincando com umas amigas no intervalo e corri para me esconder. Passou alguns minutos e resolvi sair, corri pelo longo corredor e desci a escada principal. No fim da escada tropecei em meus próprios pés e só lembro-me de estar caindo, e no fim, eu apaguei.
Versão Elizabeth Reaser.
Vim almoçar em casa e aproveitei para levar o Thor na rua. Depois que voltei, soltei-o da coleira e fui fazer uma salada para eu comer.
O dia não foi fácil e comer seria somente por obrigação. Nada descia, havia um nó em minha garganta que impedia qualquer coisa de passar.
Almocei a salada que fiz, fui para o meu quarto e deitei-me na cama abraçando o travesseiro que ele usou na noite passada. Seu cheiro estava impregnado no travesseiro, nas roupas de cama, na minha mente, em meu corpo... em todo lugar. As lembranças me invadiam para detalhe do quarto, para qualquer lugar que eu olhasse.
Por que esse homem tem o dom de me prender a si desta forma? Droga, Peter! Por que não abandona meus pensamentos um minuto? – Pensei e rolei na cama, ainda braçada com seu travesseiro.
Thor subiu na cama com a bolinha na boca e ficou me olhando. Sorri e peguei a bolinha, jogando-a logo em seguida. Ele pegou e me trouxe novamente. Continuei brincando com ele até meu celular tocar e eu precisar levantar para atender.
- Alô.
- Senhorita Elizabeth Reaser?
- Sim, quem é?
-Sou Molly, estou ligando do colégio da Srta. Lola Ray Facinelli. A senhora é alguém próxima a ela? – A interrompi.
- Sou namorada do pai dela, por quê? Aconteceu alguma coisa com a Lola?
- Bom, ela sofreu um pequeno acidente e como não conseguimos contatar nenhum dos responsáveis dela, a mesma me deu o telefone da senhorita e pediu que eu ligasse. A senhora pode vim busca- lá?
- Estou indo imediatamente, pode, por favor, me dar o endereço. – Levantei correndo a procura de um papel e uma caneta. Ela me falou o endereço e eu anotei rapidamente. – Estou indo agora e tentarei falar com o pai dela no caminho.
- Obrigada, estamos aguardando. – Desliguei e corri para o andar de baixo.
Peguei minha bolsa, desliguei tudo e sai correndo. Entrei no carro e fui rapidamente para o colégio da Lola. No caminho liguei para o Peter e nada dele me atender, droga!
Tudo bem que ele estava me ignorando o dia inteiro, mas agora não era hora para fazer isso. A filha dele está no colégio machucada, e ele ignorando meus telefonemas e os da escola. Quem sabe ele não está ocupado com outra mulher e por isso não me atende? Quem sabe ele não queria isso mesmo e só estava esperando eu dar o primeiro passo para correr para os braços dela? Merda, merda, merda, mil vezes merda!
Continuei ligando para o Peter enquanto dirigia rapidamente para a escola, quando cheguei lá desisti de ligar e resolvi me preocupar somente em achar a Lola e ver se ela estava bem.
- Boa tarde, eu estou procurando a aluna Lola Ray Facinelli.
- Boa tarde, ela está na enfermaria. A senhora é Elizabeth Reaser? – Uma moça, com aparência de uns vinte e poucos anos se levantou e veio ao meu lado do outro lado da mesa em que trabalhava.
- Sim, sou eu.
- Me acompanhe, por favor.
Seguimos pelos corredores até chegarmos à enfermaria. Do lado de fora avistei a Lola com uma carinha chorosa com um curativo na testa e outro no queixo, meu coração ficou apertado e antes que eu entrasse resolvi fazer uma ligação.
- Nikki, amor, preciso da sua ajuda. – Falei sem rodeios.
- Oi Liz, aconteceu alguma coisa?
- Sim e não. – Suspirei. – Preciso que ligue para o Peter e peça para ele me ligar urgentemente. Ele não me atende e preciso muito falar com ele.
- Tudo bem, eu ligo. Ele ainda está nessa?
-Sim, e agora nem estou ligando para falar de nós. Estou no colégio da filha dele por que ela se machucou e a escola não conseguiu falar com ele e nem com a Jennie. Preciso muito que ele me ligue, me faça esse favor.
- Tudo bem, ligarei pra ele e se ele não atender continuarei insistindo.
- Obrigada meu anjo, beijos.
- Beijos, até mais. – Desligamos.
Voltei minha atenção para a sala onde a filha do Peter estava. A mulher que havia me guiado até ali já havia sumido e eu resolvi entrar na enfermaria.
- Olá. – Minha voz saiu como um sussurro. Eu nunca havia estado nesta posição antes, responsável pela filha de um namorado... Era um pouco estranho e me deixava nervosa.
- Liz. – Aquela menina que eu já amava me olhou com olhos marejados e eu não me contive em abraça- lá.
- Hey pequena, como você está? Como arranjou esses machucados? – Acariciei seus cabelos.
- Uhrum. – Alguém pigarreou. Me virei e encontrei uma senhora de meia idade nos observando. – A senhora é parente da Srta. Facinelli?
- Sou a namorada do pai dela, Elizabeth Reaser.
- Oh sim, prazer em conhece- lá. Sou Lilian Mckellen. – Ela me cumprimentou com um breve aperto de mão. – Fui eu mesma que liguei para a senhora a pedido da Srta.
- Obrigada por ligar, Sra. Mckellen. Tentei me comunicar com o pai dela, mas sinto lhe informar que não consegui.
- Bom, isso é um problema por que a senhora não está autorizada a levar a Srta. Lola embora, porém já que ela lhe conhece acho que se a senhora assinar um termo se responsabilizando por ela e conseguindo pelo menos se comunicar algum responsável eu posso libera- lá.
- Liz, me leva pra casa, por favor. Eu quero ir embora. – Ela me olhou com os olhos vermelhos e cheios de lágrimas.
- Vou te levar pra casa, princesa. – Beijei sua testa. – Sra. Mckellen, tem algo que eu possa fazer para leva- lá?
- Bom, eu não devo... – Lola a interrompeu.
- Sra. Mckellen, por favor. Ela é namorada do meu pai e eu a conheço, não terá nenhum problema para a senhora ou para o colégio. Por favor.
- Se a senhora quiser eu assino algum documento ou algo dizendo que me responsabilizo por ela.
- Bom, Srta. Reaser isso seria ótimo. Vamos para minha sala e enquanto eu faço o documento a senhora tenta entrar em contato com os pais da Lola.
- Tudo bem, vamos. – Peguei a mochila da Lola e fomos para a coordenação do colégio.
Na sala da coordenadora, enquanto ela criava o documento eu tentava me comunicar com o Peter. Liguei, liguei, liguei e nada. No fim, assinei o documento e quando já estava saindo do colégio meu telefone tocou. Olhei o visor e apareceu a foto do Peter.
-Vai pra minha casa, agora!
- Eliz... – Ele tentou dizer.
- Cala boca. Que droga, quando eu preciso você me ignora e agora você liga! Vai pra minha casa e lá conversamos, estou resolvendo uma coisa, mas já estou indo pra casa. – Lola me olhava assustada. Acariciei seus cabelos e abri a porta de trás para ela entrar, ajudei a mesma colocar o cinto e fechei a porta.
- Tudo bem, eu vou. Por favor, calma.
- Estou calma, você ainda não me viu nervosa! – Desliguei o telefone na cara dele e entrei no carro.
- Liz, quem era? Está tudo bem?
- Sabe amor, são coisas de adultos. E quando chegar à idade de namorar, arrume alguém que seja menos enrolado que seu pai. – Resmunguei.
- Era o papai, Liz?
- Sim, querida. Ele vai nos encontrar na minha casa.
- E você brigou com ele?
- Sim, porque o seu pai anda me tirando do sério. – Ela gargalhou.
- Liz, o papai te ama. Não briga com ele. – Ela disse ainda rindo.
- Olha... deixa pra lá, viu?! – Liguei o carro e fui em direção a minha casa.
No caminho de casa, passei numa farmácia para comprar um remédio para dor, pois Lola estava reclamando de dores na cabeça. Segui para minha casa. Assim que cheguei levei a minha enteada - se é que eu poderia chamar assim – para o meu quarto e a deixei deitada enquanto ia pra cozinha fazer nosso almoço.
Eu poderia voltar para o set um pouco mais tarde, e isso veio em boa hora. Terminei o almoço e fui colocar a mesa para logo chamar a Lola para descer.
A campainha tocou.
- Oi.
- Oi, entra. – Disse dando passagem para ele entrar. - Quer almoçar? – Perguntei fechando a porta e indo para cozinha.
- Não, obrigado. Já almocei. – Não me dei o trabalho de virar para encara- ló.
- Tudo bem.
- Amor...- Ele me abraçou por trás e eu me senti melhor por estar em seus braços. – Eu senti sua falta.
- E por que não me atendeu? Por que mal olhou na minha cara? Por que não me deixou explicar e não esperou quando eu pedi? – Me virei, afastando-o para olhar melhor em seus olhos. – Por que não retornou minhas ligações?
- Me desculpe, eu errei. Eu...eu... Precisamos conversar, mesmo. Sentar e conversar sobre nós. Agora vejo a forma que você entendeu minhas palavras e não foi o que eu quis dizer.
- Sim, precisamos. Mas não dá pra ser agora, pois não foi só a mim que você ignorou não atendendo ao telefone, foi também ao colégio da sua filha. – Fui para sala e ele veio atrás de mim. Sentei-me e ele fez o mesmo.
- O que? – Ele estava confuso.
- Por mais que eu no momento tenha te xingado de tudo quando é nome e estar querendo fazer isso agora, não irei. Admito que ainda estou com raiva de você Peter, muita raiva. – Ele me olhava ainda sem entender. – Bom, você não atendia o celular e por isso, me ligaram do colégio das meninas dizendo que a Lola tinha se acidentado na escola.
- O que? Aonde ela está? O que aconteceu com a minha filha? – Ele se levantou nervoso.
- Shii, calma. Está tudo bem agora, Lola está aqui. Lá em cima para ser mais exata, descansando. Acho que ela pode te explicar melhor do que eu como tudo aconteceu e se quiser saber depois como tirei- a de lá, conversamos.
- Tudo bem, eu... eu vou lá em cima. – Ele estava um pouco atordoado, mas o compreendi. – Obrigado, mais uma vez.
- De nada. E por favor, quando descer traga-a com você para almoçar.
-Tá. – Ele subiu.
Eu tinha muita coisa para fazer e para passar o tempo enquanto eles estavam lá em cima, fui para área tirar minhas roupas da secadora. Peguei todas as roupas e fui para sala dobrar enquanto assistia TV.
Versão Peter Facinelli
Esse dia eu poderia defini-lo facilmente como um dia muito conturbado. Começando pela minha briga com a Liz, melhorando um pouco com a conversa com a minha mãe, ficando tenso à medida que eu me aproximava da casa da Liz e cogitava que ela quisesse o termino, e por fim veio a preocupação com o acidente com a Lola.
Subi para o quarto da Liz e observei minha filha da porta. Ela estava deitada na cama, coberta com o grande edredom e com Thor deitado em suas pernas. Havia um copo com água pela metade no criado mudo, juntamente com seu aparelho celular.
-Papai. – Ela levantou a cabeça ao me notar. Thor pulou da cama e logo veio pular em minhas pernas.
- Oi garotão. – O peguei no colo e fui em direção a cama afagando. - Meu anjo, como está?
- Estou chateada com você e com a mamãe, mas estou bem. – Sorri um pouco.
- Me desculpe por não ter ido te buscar, a bateria do meu celular acabou. – Menti. Não iria falar o porquê mantive meu celular desligado. Era muita informação que ela não precisava saber.
- Você mereceu a Liz ter brigado com você. – Ela sorrindo.
- Eu sei, eu sei. – Rimos. – Agora, me conte como isso aconteceu, filha?
- Eu estava brincando pai, ai tropecei e cai na escada. Só estou um pouco dolorida e com dor de cabeça. Mas, já estou bem e a Liz está cuidando de mim, está tudo bem.
- Que bom que está bem, meu amor. Você que pediu para ligarem pra Liz?
- Sim, eu estava com medo e vocês não atendiam. Ai eu procurei no meu celular o número da Liz que a Lu havia me passado e pedi para ligarem pra ela.
- Entendi, e você fez muito bem em ligar pra ela, viu?!
- A Sra. Mckellen não queria me deixar vim com a Liz não, mas a Liz conversou com ela e assinou um documento dizendo que se responsabilizava por mim. – Acariciei seus cabelos.
- Ligarei para o colégio e falarei com a Sra. Mckellen, não se preocupe.
- Papai, você precisa avisar a mamãe. Acho que depois disso não iremos mais jantar fora. – Ela fez uma carinha triste.
- Vocês iam jantar fora, é? Que legal, amor. – Sorri e tentei anima-la – Converse com sua mãe e se você estiver melhor, talvez vocês ainda podem ir. Vou ligar pra ela, okay? E ai falarei desse assunto também.
- Eba! – Ela comemorou e nós sorrimos.
Após um tempo ali, bateram na porta e em seguida ela foi aberta. Elizabeth parou na porta e nos olhou sorrindo.
- Ei, mocinha! Venha almoçar.
- Estou sem fome, Liz.
- O que foi que combinamos? Eu deixaria você tomar o remédio se depois almoçasse. Não faz bem tomar remédio de estomago vazio.
- Vamos Lola, obedeça a Liz. – Ela fez biquinho. – Sem manha, Lola Ray. – Levantei e ela se levantou também.
- Me leva nas costas pai?
- Você está muito grandinha pra isso. – Rimos.
- Por favor, papaizinho. – Olhei pra Liz e ela estava com um sorrindo levemente.
- Okay, okay, sobe ai. – Ela passou os braços pelo meu pescoço e eu segurei suas pernas em volta de mim.
- Cuidado pra vocês não se machucarem, cuidado. – Liz nos deu espaço e logo em seguida desceu.
Na sala, o almoço já estava na mesa juntamente com dois pratos. Coloquei minha filha no chão e ela foi se sentar à mesa com a Liz.
-Tem certeza que não quer almoçar, Peter?
- Tenho Liz, obrigada.
- Tem que comer, papai. Ficar sem almoçar não faz bem, não é Liz?
- É, não faz bem.
- Mas eu já almocei amor, não se preocupe. – Afaguei os cabelos da Lola enquanto ela comia.
- Você podia almoçar de novo, a comida da Liz está maravilhosa.
- É mesmo? – Elizabeth estava com a cabeça baixa, mas dava para notar que estava envergonhada. – Deixe-me provar. – Lola colocou um pouco na minha boca e realmente estava muito bom, como sempre.
- Não está bom, papai?
- Muito bom, meu amor. Me dá mais um pouco vai. – Lola riu e puxou seu prato.
- Não, é meu.
- Poxa, fiquei triste. – Lola gargalhou.
Ela voltou a comer e nenhuma palavra foi dita durante o almoço. Enquanto elas almoçavam, eu resolvi ligar para a Jennie e falar sobre o ocorrido. Fui pra varanda discando o número dela e esperei ela atender.
- Oi, Peter. Fala rápido porque estou no meio de uma gravação.
- Nossa filha sofreu um pequeno acidente na escola, pela escola não conseguir ligar pra gente a Liz foi buscar ela porque a Lola pediu, mas agora ela está bem e eu estou aqui com ela.
- Como é que é? – Jennifer alterou o tom. – O que aconteceu com a minha filha e o que a sua namoradinha tem a ver com isso?
-Ela se machucou na escola, estava brincando e caiu. Eu estava sem telefone e você provavelmente não viu quando o colégio ligou, então a Lola pediu para ligarem pra Elizabeth, e a mesma foi busca- lá.
- Agora é assim, qualquer um pode chegar no colégio e pegar minhas filhas sem autorização?
-Elizabeth não é qualquer uma Jennifer, e ao contrário de reclamar, você deveria agradecer a ela por buscar NOSSA filha na escola. Ela não tem obrigação nenhuma de fazer isso e mesmo assim fez.
- E o que você quer que eu faça? Eu estava trabalhando assim como você e não vi. – Rolei os olhos. Como ela poderia ser tão ingrata? Jennie sendo Jennie. – Dê parabéns a sua namoradinha super prestativa então. – Esse tom irônico me irrita profundamente.
- Darei sim, inclusive já dei, mas não terei problema em dar novamente. "Minha namoradinha" é muito prestativa e isso é uma das coisas que amo nela.
- Que bom.
- Olha, a Lola havia me falado que vocês iam sair para jantar e estava preocupada que você não fosse leva-las mais. Leve-as, elas precisa se distrair.
- Vou leva-las sim, quero apresenta-las a uma pessoa.
-Hummm, é namorado é? – Perguntei sorrindo.
-Não te interessa.
-hummm, é namorado! Tá namorando Jennie? Que isso.
- Seu idiota! – Ela esbravejou.
- Humm, namorado. – Ri. – Estou feliz por você, acredite.
-Hum, tá. Mas isso não te interessa, se estou namorando ou não, não é problema seu.
-Okay okay. – Respondi rindo. Vai que com o namorado ela para de implicar com a Liz. – Bom, era só isso que eu queria dizer mesmo, tchau.
-Tchau.
Após falar com a Jennie, liguei para o colégio e comuniquei à coordenadora que Elizabeth estava autorizada a buscar as meninas etc.
Fiquei dali de fora observando Lola e Liz juntas e se dando bem. Eu nunca poderia imaginar que conseguiria conciliar minhas filhas e um relacionamento amoroso. Eu nunca me envolveria em um relacionamento onde eu teria que escolher entre uma mulher e minhas filhas, pra mim minhas filhas são tudo e estar em um relacionamento com a Liz é poder ter as duas coisas ao mesmo tempo. A mulher que eu amo e minhas filhas.
- Peter? – Me virei para olha- lá.
- Oi.
- Quando você for gravar, vai levar a Lola? Quer dizer... se você quiser, bom... – Acho que sabia aonde ela queria chegar. Ela mexia no cabelo um pouco nervosa e estava tão bonita. Eu sou completamente apaixonado por essa mulher. – Você poderia deixa- lá... se quiser, claro!
- Você não vai gravar?
- Hoje não mais. Já terminei minhas cenas de hoje e não precisarei mais voltar ao set.
- Bom, se não for te atrapalhar e ela quiser... Claro que pode.
- Não vai me atrapalhar de modo algum, seria... ótimo! – Ela disse entusiasmada e eu ri.
- Okay, então. Se ela quiser ficar, quando eu sair do set venho busca- lá.
- Veja o melhor pra você. – Ela foi saindo, mas segurei o seu braço e puxei- a pra mim.
- Espera, - Senti sua respiração acelerar. – vamos conversar.
- Agora não, Peter. – Ela tentou me afastar, mas eu permaneci segurando-a.
- Precisamos resolver nossa vida logo, não acha?
- Sim, demais. Porém sua filha está aqui e não me sinto à vontade em discutir isto com você com ela presente. – Olhei para mesma direção que ela olhava e vi Lola brincando com o Thor na sala. – Não quero que nossos assuntos possam machucar de alguma forma suas filhas, elas são especiais pra mim, assim como você.
- Eu não sei o que seria de mim sem você... Obrigado. – Ela sorriu. – Então, apesar de estar brava comigo eu poderia te dar um beijo?
- Não.
- Passei o dia com saudades de você, por favor. – Fiz biquinho e ela arqueou uma sobrancelha.
- O dia ainda não terminou, então você não pode dizer que passou o dia. E também, você fez por merecer.
- E você não fez nada? – Perguntei ironicamente.
- Fiz, mas me importei com você depois. Já no seu caso, você nem ligou. – Liz me afastou.
- Não quero brigar com você de novo, okay? Não vim aqui pra isso.
- Você que começou...
Elizabeth foi para dentro e me deixou na varanda. Fui atrás dela e me sentei no sofá ao lado de Lola e Thor.
- Filha, você quer ficar com a Liz enquanto ou para o set?
- Eu posso, papai?
- Claro anjo.
- Liz, Liz! O papai me deixou ficar com você enquanto ele trabalha. – Lola foi correndo atrás da Liz e abraço-a.
-Que legal, amor! O que você quer fazer?
- Quero passear. – Gargalhei.
- Lola. – O pai a repreendeu. – O que é isso minha filha? Modos, por favor. – Lola sorriu e voltou a me olhar.
- Então vamos passear. Aonde você quer ir?
- Quero ir ao shopping, quero brincar...- Ela foi falando e falando e o Peter a olhava de boca aberta.
- Lola, aonde está a educação que eu lhe dei? Não tem nada de shopping não, você vai comigo para o set, mocinha. – A menina correu até o pai e abraçou sua cintura.
- Papai, não. Eu quero ficar com a Liz, por favorzinho. Prometo que vou me comportar papai, prometo.
- Peter, deixe ela. Não se preocupe com isso, ela vai se comportar sim. Não é Lola? – Olhei pra ela.
- Vou sim, papai. – O Peter me olhou desconfiado e depois olhou para a filha. – Por favorzinho, papai.
-Tudo bem, vocês ganharam. – Ele se deu por vencido. – Mas agora, se você ficar pedindo as coisas pra Liz e não se comportar eu vou saber, e as coisas não vão ficar legais para você.
- Okay, papai. Isso não vai acontecer. – Lola sorriu para o pai e conseguiu arrancar dele um sorriso.
-Bom, tome. – Peter pegou sua carteira e tirou duas notas de 100 dólares dando a menina. - Juízo, heim.
-Isso tudo, papai?
- Peter, posso falar com você um instante. – Caminhei para cozinha e ele veio atrás.
- Diga.
- Você deu 200 dólares na mão de uma criança.
- Qual é o problema? Vocês vão ao shopping, nada mais do que justo dar dinheiro a Lola para gastar no shopping.
- É um pouco demais, Peter. Não é necessário que dê dinheiro a ela, eu vou leva- lá e é por minha conta. O que acha que uma criança de 8 anos com 200 dólares na mão irá fazer? Ela nem sabe o que fazer com tanto dinheiro. – Ele riu.
- O pior é que ela sabe. Elizabeth, não se preocupe com isso. Eu só não quero que fique gastando dinheiro com as vontades das minhas filhas...
- Se eu gasto é porque quero. – Rebati e ele suspirou. – Pare de me controlar! Deixe-me pelo menos uma vez gastar o meu dinheiro com algo que realmente me faça feliz.
- Tudo bem, Liz. Olha, me desculpe se pareceu que eu estou querendo te controlar... Eu só...- Ele levou uma das mãos a nunca. – só não quero que pareça que estou me aproveitando de você de alguma forma.
- Ora Peter, claro que não.
Dê nenhuma forma eu me sentiria sendo usada por ele ou que ele esteja se aproveitando do nosso relacionamento para alguma coisa. Eu amo esse homem e o que eu puder fazer por ele, eu farei. O mesmo serve para as filhas dele.
-Eu amo suas filhas, assim como amo você. E então, o que eu puder fazer por vocês eu farei. E farei feliz. – Ele se aproximou e levou uma das mãos ao meu rosto.
- Obrigado por tudo que faz por mim, eu te amo. – Peter beijou minha testa.
Seus lábios quentes em minha testa trazia-me a sensação de conforto. Brigamos e tinha menos de 24 horas, mas eu sentia falta dessa sensação que ele me trazia.
- Casal, a campainha está tocando. – Lola nos tirou do "nosso momento" e reparei que realmente a campainha tocava.
- Está esperando alguém? – Peter arqueou uma das sobrancelhas.
- Não. – Me afastei e fui atender a porta.
Ao ver quem estava parado na minha porta quase cai pra trás. Eu não sabia o que fazer, tinha se passado um bom tempo.
- Eu vim de tão longe para te ver e você não vai me convidar para entrar? – Como eu estava com saudades desse jeito brincalhão.
- Meu Deus!
- Querida, eu não sou um fantasma. Não me olhe assim! – Ele me olhava sorrindo. – Onde está a minha Elizabeth, que me recebia sempre em sua casa com uma recepção calorosa? – Ele mal terminou de falar e eu já estava pulando em cima dele abraçando seu pescoço.
- Eu senti sua falta, senti muito.
- Eu também senti sua falta, gata. – Ele me segurava pela cintura e afagou meus cabelos.
Depois desse momento, ouvi alguém pigarrear atrás de mim e lembrei que não estava só.
Bom, pela cara de confusão da Lola e Peter com suas sobrancelhas arqueadas eu teria muito o que explicar.
Bom gente, o que me dizem hein? HAHAHA por favor, não me matem.
Me desculpe qualquer erro ou algo do tipo, quero comentários u.u O FF deixa comentar sem ter conta no site, então não tem desculpa para não comentar.
Novamente, feliz natal ( atrasado ) e FELIZ ANO NOVO!
Beijinhos ;*
