Lawless Hearts

Por: Kracken

Tradução: Aryam


CORAÇÕES SEM LEI

Parte 20: Armando a armadilha

"E aí vocês quase perderam as drogas das minhas roupas! Todas as minhas roupas estavam naquela mochila!" Eu estava ficando rouco quando cruzamos o ferro-velho e encontramos Wufei nos esperando usando uma camiseta e calças jeans, braços cruzados e uma sobrancelha erguida.

"Ouso perguntar?" Wufei olhou para Heero.

"Ele está... desabafando," Heero respondeu, quase envergonhado. "Ele tem bons argumentos."

"Tenho mesmo!" rosnei.

"Se pudermos ir trabalhar agora..." o chinês suspirou e se virou, nada afetado pela minha irritação.

É muito difícil continuar gritando quando a pessoa com quem você quer discutir te trata como uma criança fazendo birra. De repente, eu não me sentia muito bem. Eu me sentia infantil. Acho que poderia ter argumentado sem gritar com meu namorado.

"Heero, tem sangue no seu ombro," Wufei comentou repentinamente alarmado.

Eu saí do meu surto egocêntrico e vi o chinês esticar o braço para tocar seu parceiro, a mancha escurecida evidente pela camisa. Heero se afastou. "Eu me cortei ontem," mentiu. "Arranquei a casca quando coloquei a camiseta."

Wufei semicerrou os olhos e olhou para mim. Heero era péssimo em mentir. Eu não sabia o que dizer. Sentia-me um babaca... porque eu era um. Jurei, bem ali, que não importava o quanto eu ficasse bravo, dali em diante—

"Típico," o chinês praticamente resmungou.

Meu punho preparado, um calor passou por todo o corpo. Eu ia bater nele. Seus olhos frios me apreciavam, esperando. Forcei minha mão a relaxar, estiquei os dedos, e a abaixei para deixá-la cair ao meu lado. Talvez toda aquela gritaria tivesse ajudado. Eu estava no controle. "Não é típico, mas," falei para ele, "depois do que você e o Preventer fizeram comigo, e continuam fazendo, tenho o direito de ter... problemas."

"Problemas?" Wufei franziu o cenho, mas de súbito apareceu uma expressão estranha em seu rosto. Ele parou, olhos sombrios virados para o horizonte, como se olhassem para dentro. "Devido a vida que levamos," ele disse," talvez todos nós tenhamos direito de ter... problemas." Piscou e então retornou de seus pensamentos para mim e para a pilha de sucata. Seus olhos negros me esquadrinharam. "Posso confiar que esse... problema... tenha sido resolvido?"

"Sim," Heero replicou por mim, com firmeza. "Não vai acontecer de novo."

"Não, não vai," prometi com sinceridade.

Wufei assentiu e o assunto pareceu terminado por ora, e começamos a trabalhar. Entretanto, após um minuto, Heero se aproximou de mim, inclinou-se para bater de leve a cabeça no meu ombro e sua boca roçou na minha orelha quando disse: "Não sou contra umas mordidinhas de amor, tá?"

Olhei-o de soslaio e sorri, percebendo que ele estava me perdoando. "Quer dizer chupões?"

"Chupões," repetiu com um sorriso malicioso.

"O que Wufei acharia disso?" perguntei rindo.

"Que nenhum de vocês dois estão se concentrando no trabalho," o dito cujo anunciou, mais perto de nós do que eu havia percebido. Corei enquanto ele acrescentava: "Devo lembrá-los que temos um prazo?"

"Sim, general Wufei, sim, senhor," murmurei baixinho.

"Ele tem uma audição muito boa," Heero me avisou nervoso.

"Espero que sim," respondi. "Odiaria se ele perdesse o que tenho a dizer sobre ele."

"Temos que ser parceiros," Heero ralhou e, de repente, ficou bem sério. "Temos que trabalhar juntos para essa missão ser um sucesso, Duo."

"Eu sei, eu sei! Não posso me dar ao luxo de cismar com o Wufei," suspirei. "Mas ele não facilita."

"Não mesmo," ele concordou, "mas o que mais te irrita é o que faz dele um ótimo agente."

Considerei aquilo. "Talvez... na maioria dos casos. Aqui, a atitude dele é um defeito."

"Sabe de alguma coisa?" ele me questionou.

Pensei no homem que me oferecera o trabalho, mas eu não estava pronto para revelar o fato. Se um homem como aquele tinha acesso àquele tipo de informação sobre mim, então o quão difícil seria para ele identificar um agente de L5 mal-humorado e arrogante e um agente oriental com olhos e cabelo pra lá de marcantes? Heero e Wufei não conseguiam perceber como eles chamavam atenção nos ferros-velhos de L2. Fiz uma nota mental para checar aquele homem primeiro, ver o quanto ele sabia e ver quanto perigo oferecia aos meus dois empregados disfarçados. Eu me sentia quase como um pedaço de carne sendo balançada na frente de um dos leões de Trowa, mas era eu mesmo balançando. Eu precisava saber o quão ameaçador, quantos dentes, esse leão tinha quando fosse me morder, e qual o objetivo dele, antes de deixar meu namorado e seu parceiro caçá-lo. Eu não negava clientes sem uma boa razão e não deixava qualquer um na selva de L2 sem uma ideia dos riscos que corriam.

"Não sei de nada," menti e dei de ombros. "Te falo se souber."

Heero pareceu pronto para discutir, não gostando da minha expressão, mas comecei a trabalhar sem dar-lhe a chance de dizer mais nada. Após um minuto, ele falou, talvez tentando mudar o clima: "Você fica sexy todo suado."

Eu estava tão inclinado para frente que olhei para ele, franzindo o cenho, por entre minhas pernas enquanto pegava um pedaço de metal.

"E flexível também," Heero comentou com um sorrisinho.

"Acabe com essa pilha hoje e talvez eu te mostre o quão flexível," falei, deixando-o me distrair do meu humor, minhas preocupações e meus pensamentos sobre perigos batendo à porta.

"É uma promessa?" Heero perguntou, parecendo ávido.

"Nada de promessas, é só o meu objetivo," respondi.

Wufei grunhiu, amargo, de seu lugar mais alto na pilha. A luz do sol batia em todos nós e dava a ele uma estranha aura enquanto nos encarava irritado. "Agora que tem seu incentivo, Yuy, talvez possa se esforçar no seu trabalho?"

Heero corou, mas ele também sorria e, notei, começou a trabalhar com mais afinco.


Eles estavam dormindo. Abri os olhos e os apertei para ver Heero primeiro, enrolado em mim, em sono profundo e... babando... Afastei-me um pouco, e olhei para Wufei em sua cama, abraçando o travesseiro como se fosse um bicho de pelúcia e parecendo estar tendo bons sonhos. Ele terminara minha contabilidade tarde da noite com a minha ajuda, enviou os impostos revisados e me disse estar surpreso que eu não tinha falido há anos. Pelo jeito, tenho muito lixo ocupando boa parte do meu ferro-velho. Wufei tinha balançado a cabeça e falado sobre créditos por metro quadrado. Quando ele viu minha expressão confusa, recebi uma explicação concisa que espaço era igual créditos, algo que Heero também tentara me explicar, e que ser desorganizado custava créditos.

Exausto e embalado pela longa conversa sobre a economia de L2 e a chance de vender meu metal por... bom... centavos... eu dormi. Eu me sentia idiota, já que até agentes Preventer, sem qualquer conhecimento prévio do meu negócio, eram melhores em gerenciá-lo do que eu. Dormi pensando em fazer um curso de administração ou implorar para a Hilde voltar a trabalhar para mim. Agora, acordado outra vez, eu tinha outras coisas em mente, como: tirar vantagem de uma oportunidade perfeita.

Wufei havia deixado o seu tablet no seu criado-mudo. A tela mostrava uma bola lentamente batendo de um lado a outro. Estava bem ao meu alcance e... era quase fácil demais. Olhei para o agente. Seu rosto estava tranquilo e despreocupado enquanto dormia. Parecia ter dez anos de idade. Não conseguia imaginá-lo relaxado assim acordado. Não conseguia imaginar Chang Wufei deixando qualquer um vê-lo se agarrando com um travesseiro, mesmo se fosse uma mera armadilha para me pegar.

Estiquei o braço bem devagar e peguei o tablet. Observei por qualquer franzir de cenho, qualquer contração muscular, mas o chinês continuou a dormir. Respirando com alívio, relaxei o lado do meu corpo mais afastado de Heero, e coloquei o computador na cama à minha frente. Não estava deslogado. Eu era como um rato se deparando com um pedaço de queijo em uma ratoeira. Sabia que era uma isca, tinha que ser... mas eu precisava daquele computador.

Sou um especialista, uma criança prodígio, quando se trata de sistemas de todo tipo. Wufei e sua armadilha não tinham a menor chance. Nem a armadilha escondida dentro da armadilha. Sorri enquanto passava por elas e loguei na internet. Passei a próxima hora pesquisando meu suposto "cliente". Não gostei do que encontrei, de forma nenhuma. Ele lidava com coisas grandes e tinha nomes importantes em sua folha de pagamento, nomes que eu conhecia da guerra. Ele não negociava sucata, isso era claro.

Segui para o próximo passo mais complicado. Agora que eu sabia que o homem era peixe grande, eu precisava saber se era o peixe pescado pelo Wufei e pelo Heero. Sei que hackear os arquivos dos Preventer era ilegal. Principalmente quando percebi a respiração quente do meu namorado no pescoço e vi sua mão passar por cima de mim para desligar o computador. Ele sussurrou em minha orelha, uma mera respiração, para não acordar Wufei: "A sentença é de cinco anos por invadir a rede Preventer".

Fiquei tenso, engoli em seco, e sussurrei de volta: "Achei que eu fosse o seu parceiro".

"Não... oficialmente," ele respondeu tomando o computador de mim.

"Então..." Nunca fui de ser discreto, sempre queria saber com quais cartas eu estava jogando. "Você vai acreditar se eu disse que só estava procurando pornografia?"

"Já que eu não vi o que você estava olhando," respondeu, "e Chang largou o computador onde você podia pegar, inocentemente, e ganhar acesso a um sistema que precisava de senha... sim. Só... não abuse da sorte."

"Sim, senhor," prometi obediente, como se acabasse de impedir ter minha cabeça cortada. "Posso ir agora, senhor policial?"

agente e, não, você não pode ir," ele resmungou baixo. Ele me puxou para mais perto, esfregando uma ereção no meu traseiro. "Adivinha o que me acordou? Lembrei de uma promessa que você fez..."

Franzi o cenho, e segurei o que salientava da bermuda do Heero. Era suave como seda, mas duro como... bom... um pau. "Isso aí não vai entrar onde você quer, camarada. Coloca de volta no coldre e vai tomar uma ducha de água fria. Não sou exibicionista. Seu parceiro não tem o sono tão pesado assim e já tá na hora do despertador sádico dele despertar."

Heero suspirou, sua respiração fazendo cócegas na minha nuca. "Você é tão cruel. Eu só preciso de uma esfregada e pronto, prometo." Ele tentou se pressionar contra a minha mão. Eu o apertei com bastante força, dei uma puxada dolorosa, e soltei enquanto me sentava. Não ajudava eu também estar de pau duro agora. Eu estava de calças e sem camisa. Minha ereção estava inchada e presa no jeans. Uma mão apareceu ao meu redor e a esfregou.

Fuzilei Heero com os olhos. Ele ergueu a coberta, sorrindo desavergonhado, e me mostrou exatamente o tamanho do tesão dele. Nossa! Era—ele era lindo! Eu queria me inclinar e cair de boca como se não houvesse amanhã. Mas Wufei... eu o ouvir se mexer. Já estávamos o acordando.

Peguei uma camiseta sobre a cama, vesti-a e apontei para a porta com o meu queixo. Nós nos esgueiramos para fora como se estivéssemos em território da Oz. A uma distância a salvo do casebre, as mãos de Heero estavam em mim, me agarrando, me segurando, tocando e esfregando por todo lado enquanto eu tentava nos levar para o meu casebre sem gozar no caminho. Tinha algo de excitante em ver o Heero dessa forma, totalmente aberto, totalmente excitado, me desejando totalmente. A luz nos olhos dele me falava de amor e paixão e luxúria, e estava me deixando tão quente quanto o propulsor de um ônibus espacial em aceleração máxima.

Não me pergunte porque eu decidi que agora era a hora. Apenas... era. Talvez Heero finalmente tinha provado que era de confiança, tendo decidido deixar eu me safar da armadilha do Wufei e se arriscar por mim. Ele nem perguntara o que eu estava procurando, apenas confiara que eu não estava fazendo nada para prejudicar o caso ou eles. Aquilo me fez confiar nele, derrubou uma parede entre nós que parecia ser mais dura do que gundanium. Aquela confiança era combustível para o meu coração, combustível para o meu desejo de tê-lo por completo.

Não chegamos no casebre. As mãos dele já puxavam meu zíper, deslizando para dentro da calça, segurando o que encontrou, e depois deslizando pelo meu corpo para provocar meus mamilos. Sua boca tentou devorar a minha, prendendo-nos juntos tão apertado que, quando andei para trás tropeçando num pedaço de sucata, ele caiu por cima de mim na areia cáustica. Nós só tivemos tempo de perceber que estávamos entre duas pilhas de sucata antes de minhas calças saírem com a ajuda de Heero.

Eu queria... eu queria... mas... "He—H—Heero," comecei, tentando falar mesmo com a língua dele tentando reivindicar a minha. Ele apenas respondeu com "Hum?" enquanto puxava a própria bermuda para baixo e libertando sua ereção. "Hum, hum, hum... precisamos... hum... ahm... precisamos, mfh... você sabe..."

Heero ficou totalmente tenso em todos os sentidos, esquadrinhando em meus olhos em choque e... esperança... ele se afastou dos meus lábios e engasgou. "Agora?"

Se ele tivesse hesitado por mais um segundo, eu poderia ter reconsiderado ter a minha primeira vez ao ar livre, no meu ferro-velho, onde Deus e todo mundo poderia nos encontrar... mas ele não demorou mais esse segundo. Ele puxou um pequeno frasco do bolso de sua bermuda. Nem tive a chance de fazer um comentário sarcástico sobre escoteiros sempre preparados antes do lubrificante cobrir os dedos dele e procurarem minha entrada. Então fui reduzido a sons que teriam trazido um alce no cio a quilômetros de distância até mim se estivéssemos na Terra. Soltei gemidos altos, guturais e — quando seus dedos entraram de vez e esfregaram uma área cheia de nervos sensíveis — vergonhosamente pornográficos.

Eu estava de costas sob os refletores e a cúpula da colônia espacial, pernas abertas, calças pendendo no calcanhar, botas jogadas para o lado, com os dedos de outro homem na minha bunda e me deixando louco... Eu já tinha feito algumas coisas obscenas na vida, mas isso parecia algo de outro nível, e levei um momento para entender minha necessidade absoluta e meu desprezo absoluto por modéstia e moralidade. Eu amava esse cara mexendo os dedos dentro de mim. Eu amava cada pedacinho dele. Eu queria cada pedacinho dele. Nada parecia nojento ou exagerado por causa desse "desejo". Era amor, pura e simplesmente, e nada poderia ser errado com essa verdade.

Ergui minhas pernas mais alto. Eu queria mais. Eu estava pronto... Eles faziam parecer tão fácil nos filmes pornôs... Heero montou em mim, enquanto cobria a ereção dele com lubrificante e tentava pressioná-la em mim perguntando se eu estava bem, se ele estava fazendo certo, e se estava me machucando. Eu queria dizer: Está sim! Agora cai fora! Bom, meu lado covarde queria. Logo de cara, ele parecia grande demais para caber, mesmo eu sabendo que não era. Meu cérebro continuava me dizendo: Isso não vai caber... não dá! Mas eu sabia que dava, sabia que muitas pessoas enfiavam nas outras todo dia, toda noite... Não questionei minha decisão prévia de ser o passivo. Pareceu natural ficar por baixo dele, erguer minhas pernas para ele. Eu lidaria com meu ego masculino mais tarde...

Houve uma pontada aguda, e Heero atravessou a barreira. Ele me preencheu, milímetro a milímetro, esticando meu interior. Mordi o lábio. Apertei os olhos. Ele parou incerto. "Qual... qual a sensação? Está boa?" perguntou com olhos preocupados.

"Como... um torpedo..." sibilei. "Você deveria tentar, tipo... agora."

Não se zoa um cara que está tentando fazer... isso... pela — ao que me parecia cada vez mais óbvio — primeira vez dele como ativo. De repente, percebi que ele murchava dentro de mim. Ele ficava ansioso demais... temeroso de estar estragando tudo. Minha primeira vez estava descendo pelo ralo. Seu crianção!, xinguei a mim mesmo. Idiota! Tentei pensar em algo útil para fazer e erguei meus joelhos. Heero se pressionou ainda mais contra minhas nádegas e minhas bolas estavam fora da zona de perigo. Isso... ajudou. Olhei Heero nos olhos e agarrei a bunda dele. "Me fode, Yuy!" rosnei.

Rangi os dentes. Desesperadamente me convenci de que Heero não estava prestes a arrebentar meus órgãos internos enquanto ele, com muito cuidado, dava uma estocada leve. Quando grunhi, como se eu estivesse a caminho do paraíso, fingindo como se eu fosse o melhor ator do mundo; Heero captou o clima, recuperou o estado mental frenético de "tenho que te comer". Ele deu mais cinco estocadas e... a sensação mudou... era quase bom demais para ser verdade. A sensação de sentar na cabeça de um foguete imenso se foi e me "abri". As endorfinas começaram a serem bombeadas. Subitamente, estava gostoso pra caramba! Capturei esse sentimento e grunhi, amando, amando Heero por me dar tudo isso, amando os nervos que me permitiam sentir isso. Querendo mais.

"Hummmm! Está... tão... gostoso... continua... Ahmmmmm! Heero!" Ofeguei no ritmo das estocadas. "Caraca!" gozei com um grito estrangulado, vergonhosamente rápido demais. Olhei para o rosto de Heero com a intenção de me desculpar e o encontrei com um sorriso cálido para mim. Ele deixou eu me desenrolar até ele estar me abraçando, esticado por cima do meu corpo quente, seu membro deslizando para fora. "Desculpa, Heero," arfei. "Posso cuidar de você, não se preocupe."

Ele esfregou o rosto no meu pescoço. "Já está cuidado." Ele soou envergonhado também ao admitir: "Eu não durei mais do que os primeiros segundos." Ele ficou em silêncio um pouco e então disse, incerto: "Foi... bom?"

Já que eu nem reparara que ele tinha gozado antes, e ainda conseguira continuar duro, eu não tinha do que reclamar. Sorri. "Acabei de perder minha virgindade, Heero, e, quer saber? Foi fantástico, porra!" Mas, então, me movi desconfortável quando ele soltou um suspiro aliviado, e sorri de volta. "Tem areia na minha bunda, Yuy. Sai de cima e vamos tomar banho."

Heero grunhiu e fez uma careta, levantando-se de mim. "Do que é feita essa droga de areia? Acho que está grudada nos meus joelhos!" Os ditos-cujos estavam bem vermelhos e arranhados. Comecei a ficar tímido e puxar minhas calças, ainda sentindo os resquícios do prazer no corpo e o sêmen grudento escorrendo da cintura para baixo; percebi os arranhões nas minhas costas também.

"Da próxima vez," falei enquanto ele me ajudava a me levantar e caçar pelas minhas botas, "vamos ser obscenos e espontâneos numa superfície mais macia."

Heero se virou para mim, estendendo minhas botas. A boca dele se abriu e se fechou, os olhos fascinados pelos meus cadarços. "Eu amei... estar com você... E-eu amo você, Duo."

Pisquei, apertando minhas botas. Baixei a cabeça e me equilibrei em um pé para calçar o outro. Calcei ambos antes de decidir o que dizer, o que fazer. Por fim, levantei o rosto, encarei-o longa e firmemente, então pulei nele. Ele me pegou e me segurou, meus pés fora do chão, e o beijei com força, minhas mãos entrelaçadas em seu cabelo. Quando parti o beijo, falei, enquanto ele me deixava deslizar para ficar de pé outra vez: "Também te amo".

Nós nos balançamos de um lado para outro, constrangidos, depois o peguei pelo cós da bermuda e o puxei atrás de mim. "Tá bom, tá bom! Acabou a diversão! Vamos tomar banho antes que o Wufei apareça nos procurando."

Heero segurou uma das alças das minhas calças e se deixou ser guiado. Olhei para trás e vi o sorriso cálido de parar o coração no rosto dele direcionado para mim. Encontrei-me sorrindo de volta e nem me importei que minha bunda estivesse reclamando. Vai se acostumando, falei para ela mentalmente, e meu sorriso aumentou.

Continua...