**Lea**
Já estava no sétimo mês de gravidez, faltavam algumas semanas pra grande estréia da Di, e eu ainda sem sucesso tentava convence la de ir... Eu estava pagando todos os meus pecados, a minha mãe e a da Di e mais o Jon ficavam encima de mim o dia todo, a Dianna fazia jornada dupla todos os dias pra terminar as filmagens até estréia de seu outro filme na Europa , ela achava melhor assim pra ficar livre nos últimos meses de gravidez e no nascimento comigo, mas era horrível ficar tanto tempo sem ela, e mesmo quando ela chegava exausta nossas mães ocupavam ela com mil tarefas, então nosso tempo juntas era estritamente limitado.
Eu não tava mais agüentando aquilo, já era tarde, quase 10 horas da noite e eu esperava a Dianna chegar sentada na sala, sob protesto da minha mãe que queria que eu fosse dormir, finalmente ouvi um barulho na porta e a Dianna entrou carregando mil coisas que ela colocou rápido na mesa
L – oi amor! – pulei no pescoço dela e a beijei com urgência
D – oi pequena... – ela sorria enquanto me abraçava
E – Di... eu sei que ta tarde, mas as vitaminas da Lea acabaram... sua mãe teve que voltar pra casa hoje, o Jon não veio, eu não tinha como deixar ela aqui... – minha mãe interrompia
D – ta, eu vou até a farmácia... – ela respondeu rápido
L – não! Você trabalhou o dia inteiro.. não, você vai ficar...
E – Lea você sabe que não pode ficar sem tomar... – a Dianna assentiu, me deu um selinho e me soltou pra procurar a chave do carro
L – eu vou com ela então!
E – filha para de ser mimada!
L – eu não vou morrer por andar um pouco de carro... eu vou com você – peguei a mão da Dianna
D – tem certeza?
L – sim!
E – não vou falar nada... – minha mãe saiu contrariada em direção ao quarto de hospedes
Nós fomos até o carro e seguimos pra farmácia, a Di tava visivelmente exausta, eu fui passando a mão na sua perna, nos faróis ela depositava a mão sobre a minha, conversávamos sobre o cotidiano, paramos na farmácia, ela foi o mais rápido possível, e ainda pude ver do carro que ela teve que tirar foto com duas funcionarias la dentro. Ela voltou
D – vamos pra casa finalmente! – ela me deu o pacote e saiu com o carro
L – como você consegue em? no seu lugar eu já teria surtado...
D – eu não posso surtar, nem teria tempo pra isso... – ela riu – você ta carente né?
L – sim... olha o que eu tenho que fazer agora pra passas alguns minutos com a minha mulher... – rimos
D – já ta acabando...
L – eu sei...
D – você ta precisando de mais alguma coisa?
L – sim... que você desmonte o quarto de hospedes o mais rápido possível e monte o quarto da nossa filha... – ela riu
D – por que tanta pressa?
L – não agüento mais minha mãe 24h no meu pé... Di ela veio passar 3 dias, já se passou um mês e ela nem pretende ir embora...
D – ela ta ajudando bastante, fico mais tranqüila com ela la...
L – eu sei – acariciava seu pescoço – mas eu to sufocada sabe?
D – ta bom, assim que eu tiver um tempo eu faço isso...
L – obrigada!
Nós chegamos na garagem de casa, antes de sair do carro ela me puxou pra me beijar, eu correspondi rápido puxando ela mais pra perto e passando a mão pela sua nuca, ficamos ali por um tempo até nos afastamos
L - vamo pro quarto... vo te fazer uma massagem, você merece...
D – sem roupa? – ela deu uma risada sacana
L – com roupa! Você precisa descansar...
D – você não entende nada sobre descansar... – ela me provocava
L – vamo logo! – segurei o rosto dela, dei um beijo rápido e sai, fomos de mãos dadas em direção ao quarto.
A Di se deitou de bruços e eu comecei a massagear suas costas, depois de algum tempo depositei alguns beijos na sua nuca, pensei que ela já dormia, então ela se virou sorrindo e começou a me beijar.. me afastei
L – Di rápido! – ela se assustou com a minha reação, eu peguei a mão dela e puis na lateral da minha barriga pra ela sentir que a bebe chutava
L – ta sentindo? – ela parecia paralisada, mas ela rapidamente abriu o sorriso mais lindo do mundo
D – to! Nossa.. ela ta agitada..
L – a essa hora.. nem vou dizer com quem ela ta parecendo... se fosse menino teria que se chamar Charlie... – a Dianna riu
D – isso é incrível.. é a primeira vez?
L – não, mas eu não disse pra ninguém, queria que você fosse a primeira a sentir... – ela me beijou, ainda sem tirar a mão da minha barriga, a bebe já não mexia mais
L – vamo dormi agora? – passava a mão em seu rosto de forma carinhosa enquanto depositava vários beijos pela sua face
D – ta, mas eu vou ficar assim... se ela mexer de novo eu quero sentir!
L – ta bom – eu sorri
Me aconcheguei entre o seu pescoço e ela me abraçou mantendo suas mãos na minha barriga, não demoramos pra dormir estávamos exaustas
**Naya**
Eu tava determinada a pedir a Hemo em casamento, a Di tava muito ocupada pra me ajudar a pensar nas coisas então eu tinha que me virar como podia... tinha comprado uma aliança e tava morrendo de medo de que vazasse alguma coisa na mídia, já que, ainda não tava segura sobre como fazer isso. Come quem não tem cão caça com gato... fui falar com a Lea.
Em sua casa, ela me mostrava as coisas que tinha comprado pra filha delas e era lindo ver como elas estavam apaixonadas, eu queria muito construir uma família assim com a Hemo
N – você ta carente em Lea, a cada 10 palavras que fala, 11 são Dianna... – ela riu
L – como se você não tivesse também...
N – eu?
L – sim... vindo me visitar em pleno dia de semana, e não pense que eu acreditei que realmente veio pra tomar chá comigo... – ela riu e assentiu
N – você tem razão... a Dianna ta fazendo falta, principalmente agora.. que, bem... eu comprei nossas alianças Lea... – ela se voltou pra mim surpresa
L – o que? Você vai dar uma aliança pra minha mulher?
N – Lea o que você ta pondo no seu café? Eu to falando da Hemo...
L – ah sim, desculpa – ela riu – isso é ótimo Naya... ual... quando você vai propor pra ela?
N – é ai que você entra... eu não sei o que fazer...
L – e a Dianna te ajuda com esse tipo de coisa? – ela parecia surpresa
N – sim.. agora anda, preciso de ideias... – falava em tom sério e ela ria
L – eu não sei... faz um jantar pra ela.. ou melhor, leva ela pra Broadway e depois vão jantar, isso, perfeito..
N – isso seria perfeito... se eu quisesse me casar com você.. e eu não quero... não leve a mal, mas eu prefiro mulheres com mais de 1,60 de altura então... – ela me deu um tapa e nós rimos
L – qual o problema com o meu tamanho?
N – não, nada... você ta grávida, não quero ser mãe... não agora...
L – pera, a gente ta discutindo a nossa relação ou a sua?
N – a minha! Me ajuda... você é amiga da Hemo, e assiste milhares desses filmes gays românticos...
L – Nay... – ela segurou minhas mãos – não se trata de mim ou da Dianna, esse momento vai ser muito pessoal... você tem que pensar em coisas que ela gosta, que marcaram a história de vocês.. isso é o que vai acabar sendo mais romântico, e ainda mais se tiver tudo sido feito e pensado por você...
N – mas eu to tão perdida...
L – você vai conseguir, e vai ser perfeito... – ela me abraçou – mas se você quer uma dica... como a paixão da vida dela é a dança, você devia usar isso ao ser favor...
N – vou pensar nisso.. obrigada
**Dianna**
Faltava uma semana pra estreia do meu filme, nos últimos dias a Lea tinha tido algumas crises o que me desanimava ainda mais de ir, embora eu devesse e quisesse muito, mas sem ela do meu lado aquilo perdia o sentido.
Era um domingo e eu o Jon e meu irmão, Jason, decidimos montar o quarto da minha filha, a Lea ficava coordenando e falando sem parar enquanto a gente tirava os móveis e começava a pintar as paredes.
Em 3 foi bem rápido, terminamos em 2 horas e esperávamos secar pra montar os móveis que eu tinha comprado
L – ai amor vai ficar muito lindo! – ela falava da porta olhando tudo
D – vem aqui pra você ver melhor... – ela entrou desviando da tinta que estava respingada por todo o jornal que cobria o chão
L – nossa você parece uma criança, toda suja de tinta.. – ela se inclinava de longe pra me dar um selinho, eu puxei ela pra perto e abracei forte
L – DIANNA! Você vai me sujar inteira
D – você ta linda
L – me solta! – ela ria e tentava sair, mas não conseguia, passei um pouco de tinta que estava na minha mão na ponta do seu nariz, ela ria e tentava me bater
L – vo te matar! – ela foi desistindo, até que finalmente ela se rendeu e me beijou, passei a mão pela sua nuca e o beijou foi ficando mais intenso
Jon – ei, a gente ta aqui ok? – o Jon interrompia
L – não enche Jon! – a Lea ria e voltava a me beijar
Jason – será que da pra gente terminar isso aqui ainda hoje?
L – ai vocês tão de brincadeira... ta bom, eu vou pra la..
Jason – a gente ta com fome ta Lea? – o meu irmão provocava ela
Jon – e com sede!
L – tchau pra vocês! – ela me deu um selinho
A Lea saiu e a gente terminou de montar o quarto, eles foram embora tarde, mas tinha ficado lindo, o melhor era os olhos da Lea brilhando ao ver tudo pronto, já tinha até o berço e os brinquedos nas prateleiras, enquanto ela olhava tudo eu a abraçava por trás
L – obrigada amor! Ninguém teria feito melhor... – ela se virou pra mim
D – magina...
L – eu só queria te pedir mais uma coisa...
D – fala.. – ela olhou séria nos meus olhos
L – vai na estreia do seu filme.. eu sei o quanto é importante pra você, eu não quero ser um peso..
D – ei, você não é um peso! Não fala assim
L – você precisa sair um pouco dessa loucura, precisa descansar, nem que seja por um dia... se você fica aqui, olha só... seu único dia de folga e você não descansou nada..
D – Lea isso é o de menos pra mim, você é a minha vida, vocês são... eu não posso fugir disso.. a estreia é muito importante? É claro que sim... mas minha família vem em primeiro lugar e eu não vou em lugar nenhum sem você! Você entendeu? – eu passava a mão em seu rosto
L – essa é sua decisão final?
D – sim! – abracei ela – não se sinta culpada por favor... eu tive a opção de escolha e eu escolhi vocês
L – ta bom amor.. obrigada – levantei seu rosto e a beijei
D – vem.. tem mais uma coisa que eu preciso resolver hoje – puxei ela pela mão
L – o que? – levei ela até o nosso quarto
Ela se sentou na borda da cama, eu a ajudei a tirar a blusa e a fiz deitar com todo o cuidado, comecei a beijar cada centímetro do seu corpo até chegar em seus lábios, ela estava irradiante, eu me odiava por não poder estar dando a atenção que ela precisava ultimamente... mas eu tentei compensar naquela noite, comecei a toca la com todo o cuidado, eu tinha muito medo de machuca la.. ela me beijava com muito desejo e toda vez que eu parava pra me certificar de que estava tudo bem ela pedia pra eu continuar imediatamente.. fazer a Lea feliz era a melhor coisa do mundo, eu não tinha como estar mais certa em ficar ao lado dela.
[CONTINUA]
