Every You & Every Me

Autor: Rebeca Maria

Categoria: spoilers até a 3ª temporada e alusão da 4ª.

Advertências: Futuro smut, Angst.

Classificação: M/MA - Nc17

Capítulos: E este é o décimo oitavo

Completa: Não

Sinopse: "É sempre tudo sobre você e tudo sobre mim, Temperance! Sempre. Eu quero fazer com que seja tudo sobre nós!"


Every You & Every Me

Capítulo 18

Blackout

Booth & Bones

Romance

Smut


BLACKOUT

Booth passou os dedos nas costas de Brennan, fazendo-a se arrepiar debaixo do chuveiro. Abraçou-a por trás, colando seus lábios na curva do pescoço dela.

"Nós vamos nos atrasar para o trabalho, Booth, e ainda temos que deixar o Parker na colônia de férias. E de novo, vamos perder o café-da-manhã."

"Adoro você pelas manhãs. Toda hora, mas principalmente pelas manhãs. E a gente pode sempre usar aquela sua desculpa..." – ele colocou as mãos na cintura dela, fazendo-a virar-se de frente para ele, e levou seus lábios aos seios dela – "Qual é mesmo?"

"Tes..." – ela fechou a boca quando sentiu a língua dele em seu seio esquerdo, a mão dele entre as suas pernas e a água do chuveiro caindo em seu corpo – "Testosterona. Os níveis de testosterona atingem seu ápice de manhãzinha, por isso o sexo é melhor."

"Isso" – ele intensificou as carícias no corpo dela á medida em que falava, pontuando cada palavra com um toque mais forte e provocante – "Eu amo a testosterona."

Brennan gemeu o nome de Booth. Puxou-o para que a beijasse e colocasse contra a parede do Box.

"Eu não quero ser sua namorada, Booth." – ela disse, entre um beijo e outro, enquanto ele tentava posicioná-la da melhor maneira para que pudesse se unir a ela.

"Ok, Bones, dizer que não quer um compromisso comigo enquanto eu tento te dar um orgasmo não é a melhor maneira de..." – ele foi parado quando ela o beijou profundamente.

"Eu não falei que não quero um compromisso com você." – ela deixou que ele a erguesse e ela passou as pernas ao redor da cintura dele. Fechou os olhos quando sentiu-o começar a unir-se a ela – "Eu falei que não quero ser sua namorada, porque é um nome bobo e infantil." – ela o prendeu imóvel quando sentiu-o inteiramente dentro dela – "Eu quero ser sua amante, Booth." – ele olhou confuso para ela, pronto para retrucar – "Antes que você fale, o termo amante, por definição e em primeiro lugar, refere-se a todo ser humano que ama. E é isso que eu quero ser pra você, não alguém com um termo de colegial."

Booth sorriu. Ela ganhara o argumento. Como ganhava na maioria das vezes. E depois disso, ele não quis retrucar mais nada, apenas quis dar para ela aquele orgasmo que ele prometera alguns minutos antes.

x.x.x

"Como assim nós estamos sem energia?" – Booth perguntou, logo depois de Brennan ter feito a mesma pergunta quando chegaram ao Jeffersonian.

"Nós?" – Brennan virou pra ele – "Como assim nós, Booth. Você não trabalha aqui." – ele ergueu o cartão de acesso do Jeffersonian.

"Mas eu tenho um cartão, viu? Que você me deu." – e sorriu.

"É, você ainda me deve uma arma por isso." – ela disse e virou-se para Angela e Cam – "Você quis dizer totalmente sem energia?"

"Nós só temos as luzes de emergência. Houve um problema na fiação interna do prédio e os geradores não funcionaram. A perícia está investigando para descobrir se foi algo criminoso ou não, e a segurança inteira foi reforçada." – Cam explicou – "Enquanto isso, temos que nos virar."

"Bom, eu consigo fazer boa parte do meu trabalho sem precisar necessariamente de energia elétrica. Mas para Angela e Hodgins é um pouco mais complicado." – Brennan pensou por um segundo – "Hoje à noite não era a Confraternização do FBI e do Jeffersonian no salão de festas lá em cima?"

"Ainda é hoje à noite. Espera-se que o problema esteja resolvido até lá."

"Bom, Angela, fale com Hodgins, vocês podem tirar o dia de folga hoje."

"Oh, ótimo, querida! Minhas costas estão me matando." – Angela falou, pegando logo a sua bolsa e indo atrás de Hodgins – "Cam, eu vou para o limbo atualizar alguns registros e adiantar algumas identificações." – Cam fez um aceno e saiu, e Booth apanhou o braço de Brennan e levou-a até próximo à escada que dava para o limbo.

"Você vai me acompanhar na festa de hoje?" – Brennan baixou os olhos e mordeu o lábio inferior – "Isso é um não?"

"Eu só... não tinha pensado sobre o assunto, Booth. Eu não..."

"Ok. Você tem dez horas para pensar sobre isso, e eu te espero no salão de festas."

"E o Parker?"

"A mãe da Rebecca vai ficar com ele esse final de semana. Então teremos dois dias inteiros só para nós."

"Sobre isso..."

"Shh." – Booth olhou para um lado e para o outro, vendo se alguém os observava e curvou-se rapidamente para dar um selinho em Brennan – "Nós não vamos conversar sobre isso agora. Ok? Apenas pense na minha proposta."

"Ok."

Ela desceu para o limbo, que estava claro o suficiente apenas com as luzes de emergência. Seguiu pelas fileiras de catalogação de ossos. Algumas das gavetas já tinham identificação de nome, outras só tinham o ano em que chegaram ao Jeffersonian. Um nome, em especial, chamou sua atenção: Isabella Antonelli – 2002.

Apanhou a gaveta e se surpreendeu ao ver os ossos de uma criança, de no máximo 5 anos. Junto a eles havia uma pasta. Ela abriu e encontrou a foto de uma menina de mais ou menos 5 anos de idade e a foto de Matteo Antonelli.

"Causa da morte: overdose." – ela leu, intrigada.

Aquele não era um perfil de assassinato, mas também não dizia mais nada além do nome do pai, Matteo, e da causa da morte. Pegou o celular e ligou para Angela.

"Oi querida, aconteceu alguma coisa?"

"Não, Angela. Eu só preciso que você me faça um favor e acesse os arquivos do Jeffersonian pelo seu computador. Nós ainda estamos sem energia aqui e eu fiquei intrigada com um arquivo morto."

"Apenas me dê uns minutos." – Brennan ouviu o som de teclas sendo digitados e depois uma confirmação breve de Angela, indicando que ela podia continuar.

"O nome é Isabella Antonelli, número do caso 04B2811."

"Antonelli não é o sobrenome daquele advogado com quem você ficou por um tempo?"

"O arquivo diz que Isabella é filha dele. Mas ele nunca me disse nada sobre ela, nem eu nunca vi nenhuma foto dela na casa dele. Queria checar se há mais alguma coisa nos arquivos do Jeffersonian."

"Aqui diz que Isabella Antonelli morreu no dia 28 de novembro de 2002, vítima de overdose. Na época desconfiou-se que tivesse sido assassinato e que o pai estava envolvido" – Brennan segurou o ar, mesmo sem perceber – "pois foi a mesma época em que Matteo estava com problemas de vício em drogas ilícitas, entre elas ecstasy, maconha, e até mesmo morfina."

"Algo mais?"

"A mulher de Matteo, Andrea Antonelli, morreu um ano antes, também de overdose. Não registra fotos de Andrea no arquivo. E Matteo nunca chegou a ser acusado nem ir a julgamento por falta de provas, em ambos os casos."

"Eu não tinha idéia disso, Ange."

"Espere, tem mais. Aqui no histórico diz que as investigações dos dois ocorridos, a morte de Isabella e da mãe, foram comandadas por uma equipe do FBI. E adivinha."

"Não me diga que..."

"Seeley Booth na época fazia parte da equipe, foi ele quem achou o corpo da mãe de Isabella durante outra investigação em que ele estava no presente momento."

"Booth nunca me falou nada sobre o Matteo, Ange."

"Eu posso te explicar por que." – a artista falou e continuou lendo – "Booth estava como um dos encarregados das investigações de Andrea e, posteriormente, de Isabella. Na época não havia nenhum Matteo Antonelli, mas sim um George Warren."

"E...?"

"George Warren era marido de Andrea e pai de Isabella, e depois da morte delas ele assumiu o papel de Matteo Antonelli, porque achava que assim, tendo as mesmas origens da família, estaria mais perto das duas. Ele se viciou em drogas um pouco antes da morte de Andrea e quase morreu de overdose depois da morte da filha. Um ano depois ele resolveu parar quase completamente e nos dois anos seguintes manteve-se sóbrio. Caiu de novo em 2005, quando re-abriram investigações e o processaram e indiciaram. Ele está respondendo em liberdade às acusações, e já foi liberado de muitas delas. Entrou no Jeffersonian, como advoga adjunto, em 2001. Por falta de provas que o condenassem, o Instituto não tem direito de despedi-lo."

"Aí diz sobre o que ele vem sendo acusado, Ange?"

"Diz... acesso restrito." – Brennan suspirou de um lado da linha, meio impaciente – "Brenn, querida, eu não vejo qual é a importância disso tudo. Matteo nem mesmo está mais na sua vida. Você não o vê a o quê? Dois meses? Não é como se ele fosse um stalker ou coisa do tipo. O meu conselho é que você sai desse laboratório sem luz e vá para casa descansar para poder agüentar muito bem a festa de hoje à noite. Eu percebi hoje que mesmo você estando muito melhor do que no último mês, ainda está cansada."

"Eu nem mesmo sei se vou para essa festa, Angela. Não vejo qual é o ponto."

"Oras, Brennan, se divertir, dançar, agarrar o Booth." – a artista riu e Brennan a acompanhou – "Não é como se tivesse algo melhor para você fazer se o Booth não estiver com você, não é mesmo?"

"Talvez você tenha razão."

"É claro que eu tenho razão, Brennan. Eu sempre tenho."

Brennan se despediu de Angela e guardou a gaveta com os ossos e o arquivo no lugar. Não havia mesmo motivo para ela sentir-se tão instigada por esse caso em especial, sendo que ele já estava fechado há tanto tempo. E mesmo quando ela tentava achar uma explicação para a sua própria curiosidade com relação a isso, apenas uma resposta vinha à sua mente: instinto. E isso não tinha lógica nenhuma para ela.

Pegou o celular e mandou uma mensagem de texto rápida para Booth.

"Vou para casa descansar.

Te encontro à noite no Jeffersonian.

Bones"

Subiu até a plataforma do laboratório e passou no seu escritório para pegar algumas pastas e o seu laptop antes de ir para a garagem. Nem mesmo sabia há quanto tempo seu carro estava na garagem do Jeffersonian, pois geralmente ia para o trabalho com Booth.

Ela pegou uma das pastas e abriu, olhando alguns arquivos do corrente caso Doser. Começou a ler, andando no automático sem prestar atenção realmente no caminho. Quando percebeu, ela tinha embatido com alguém que vinha na direção oposta e acabou se desequilibrando. A pessoa pegou o braço de Brennan, impedindo-a de cair. Os papéis, tanto dela como dele, estavam no chão.

"Oh, céus, Dra. Brennan, me desculpe... eu..." – era um garoto ainda, de mais ou menos 23 ou 24 anos, trajando o jaleco do Jeffersonian e um crachá, que ela não conseguiu ler.

"Tudo bem" – ela falou, sentindo meio tonta, como se tivesse batido a cabeça, muito embora ela não tivesse lembrança de tê-la batido – "A culpa foi minha... eu estava distraída." – o garoto abaixou para apanhar os papéis e separou os da Dra. Brennan.

"Aqui." – ele devolveu os papéis e o laptop – "A senhora está se sentindo bem, Dra. Brennan?"

"Estou. Eu só..." – ela pausou por um momento, procurando as chaves do carro dentro da bolsa – "Eu só preciso comer alguma coisa e descansar. Só isso."

"Ok. Dirija devagar." – o garoto sorriu para ela e acenou, distanciando-se.

Ela foi até o carro, sentou-se, colocou a chave na ignição e ligou. Encostou a cabeça por um momento. Sentiu seu corpo formigar. Fechou os olhos. Apenas por um segundo.

x.x.x

Ela abriu os olhos vagarosamente. Sentiu seu rosto afundado num travesseiro macio e cheiroso. Erva doce. Era o cheiro do travesseiro dela. Um edredom grosso e igualmente macio cobria seu corpo, mantendo-a aquecida do inverno.

Seu quarto entrou em foco. As cortinas fechadas, ambiente escuro. Mas ainda assim, seu quarto. Ela sentou-se na cama, perguntando-se por um momento como chegara em casa. Nada veio à sua memória.

"Às vezes, quando estamos muito acostumados a fazer algum trajeto, nossa mente entra no piloto automático e paramos de perceber e notar enquanto percorremos esse trajeto." – sua mente falou, lhe dando uma explicação bastante válida.

Ela tinha trocado de roupa, e também não se lembrava de quando fizera isso. E, aparentemente, tinha dormido a tarde inteira, pois já eram mais de 18h. Perguntou-se se tinha comido algo, e sua resposta veio tão logo seu estômago reclamou. Deixaria para comer na festa do Jeffersonian.

Levantou-se, seu corpo mais relaxado do que estivera em dias. E então ela percebeu que talvez estivesse realmente muito cansada, e apenas não percebeu por conta da descarga freqüente de endorfinas em seu corpo.

Levou cerca de uma hora e meia para se arrumar completamente. Entre vestido, sapato e maquiagem. Apanhou as chaves do carro no suporte de chaves na entrada de casa e desceu para a garagem.

x.x.x

Booth viu o exato momento em que ela entrou no salão. E foi como se tudo ao seu redor parasse. Ele levantou-se e caminhou até a bela mulher de vestido preto e cabelos soltos que sorria para ele.

"Você está linda, Temperance." – ele sussurrou ao ouvido dela, fazendo-a rir.

Nunca fora de seu feitio ficar tímida, nem mesmo retraída ou boba com alguns gestos e galanteios vindos de homens. Nunca mesmo. Mas com Booth era diferente. Booth podia fazê-la se sentir como nunca se sentira em sua vida. Ora tímida, ora retraída, ora boba, ora eufórica. Às vezes, tudo de uma só vez.

Booth levou-a para mesa, ofereceu-lhe uma taça de champagne e alguns aperitivos que passavam em bandejas regularmente. Ela aceitou, e depois da segunda taça de champagne não conseguia tirar seus olhos de Booth.

"Quer dançar?" – Booth perguntou, estendendo a mão quando uma música lenta e suave começou a tocar.

Ela aceitou, mesmo sabendo que não sabia dançar. Mas conseguiu a coragem necessária para tentar quando viu o brilho no olhar de Booth, tão desejoso.

Ele passou a mão ao redor da cintura dela e segurou a mão esquerda dela. Trouxe-a mais para perto de seu corpo, segurando-a firmemente, como se soubesse o que, exatamente, estava fazendo.

"Não olhe para os pés." – ele disse, fazendo-a olhar para ele – "Olhe para mim, e você vai saber o que eu vou fazer."

"Eu não sabia que você dançava, Booth." – ela comentou – "Quer dizer... eu já dancei com você desse modo..."

"Não, Bones, você nunca dançou desse modo comigo. A primeira vez que dançamos juntos eu estava tentando te proteger de caipiras ninfomaníacos numa cidade muito estranha." – ela riu – "Nos conhecíamos há muito pouco tempo. Mas agora, é diferente. Agora eu estou realmente dançando com você."

Ela não tinha percebido quando seu corpo tinha começado a se movimentar tão harmoniosamente com o de Booth. E quando se deu conta de que estava realmente dançando, sorriu.

E então ela fez algo que não imaginava fazer tão cedo. Que até algumas horas atrás ela pensava que não faria. Passou os braços ao redor do pescoço de Booth, inclinou a cabeça e beijou-o.

Beijou-o, talvez, como se sua vida dependesse única e exclusivamente daquele beijo. Beijou-o de uma forma tão necessitada que apenas fez com que seus braços se apertassem mais ainda contra ele, trazendo-o ainda mais para perto, fazendo com que ele retribuísse o beijo de igual forma. Beijou-o sem pensar em nada, ela não queria pensar em nada, fazendo-o não pensar em nada, porque ela queria que ele pensasse em nada com ela. Beijou-o sem notar o mundo ao seu redor, sem notar os olhares curiosos de algumas pessoas, ou os olhares reprovatórios, especialmente de Cullen.

Beijou-o e então se sentia extasiada, eufórica, tímida, boba. Tudo ao mesmo tempo. Olhou para ele quando deixou que seus lábios se afastassem dos dele, e viu nos olhos de Booth, o brilho mais bonito e mais intenso. Era um brilho de... liberdade. Ela entendia isso, porque sabia que seus próprios olhos refletiam esse brilho. O que dizia que eles não precisavam mais negar de forma alguma, nem para eles nem para ninguém. Eles não tinham mais que se esconder atrás das cortinas, ou fugir no meio do dia, ou dizer para as pessoas que eram apenas parceiros... apenas amigos.

Porque eles sabiam que eles não eram apenas parceiros, nem apenas amigos. Eles não eram apenas. E agora, todo mundo sabia disso.

"Vem." – ela sussurrou, com a voz suave e baixinha, para apenas Booth ouvir, estendendo a mão para ele e puxando-o para a saída do salão.

"Para onde?"

"Você vai ver."

x.x.x

N/Rbc: estudar ainda é para os fracos, principalmente quando você tem aquela inspiração incontrolável para escrever fanfic. Eu arranjei um plot para a história Doser. Quer seja ideal ou não. Quer gostem ou não. Quer eu tenha gostado ou não. Ainda é um plot.