Capítulo 19

Assim que os lábios de Tânia tocaram os seus, Edward congelou. Ele ficou completamente, totalmente silencioso, toda sua energia, toda sua consciência focalizada no animal que rugia de raiva estava quebrando e se libertando das cadeias mentais que o aprisionavam e Edward só percebia agora que o animal esteve preso e não morto.

A sensação era como ter um pedaço do cérebro sendo arrancado, separando o crânio dele e libertando o animal. Puro instinto animal verteu nele, penetrando sua consciência com a força de uma explosão que destrói concreto. Destruindo as cadeias que Edward não sabia que existiam.

Ele sentia o poder vertendo sobre ele, força poderosa surgindo no corpo dele e a adrenalina que eles chamavam de deslocamento feral o encheu com tal força violenta que até mesmo ele rosnou em advertência para as Raças que o vigiavam, sobre o perigo que ele poderia ser para eles.

Ele era uma ameaça. Agora ele era puro poder e raiva, homem e animal e o animal era poderosamente forte. Estava gritando, rugindo, e da garganta de Edward saiu um selvagem rosnado estrondoso de perigo. De morte.

Ele podia cheirar Bella, Emmett. Outro homem estava levando sua companheira para longe dele. O cheiro de outro homem a cercava agora. Outro homem a protegia com a sua força, cercando-a agora. Só uma coisa podia salvar Emmett Cullen de morrer. Não havia nenhum cheiro de luxúria nele. Só proteção e afeto. Só dor. Mas ele estava tentando levar a sua mulher embora. E por isso ele teria que pagar.

Edward sentia o animal. Estava livre. A adrenalina o envolvia totalmente agora em ondas poderosas de pura selvageria, o deslocamento feral que antes só ameaçava quando o animal arranhou sua mente com raiva, agora estava livre. Totalmente livre.

Ele sentia seus músculos engrossarem, sangue bombeando neles. Ele sentia a força que sentiu no passado, há onze anos. Os sentidos ficaram afiados, mais luminosos. De repente, Edward sentia e conhecia a posição exata de cada corpo em volta dele, cada cheiro individual, cada onda de raiva que enchia o corredor. E a suspeita, o conhecimento que a mulher que se apertou tão firmemente contra ele era não mais que uma fingida, uma perfeita jogadora.

Calculista. Manipuladora. Aquela mulher que estava ali por algo muito maior do que aquilo que ela reclamava somente agora.

Quando os lábios de Tânia apertaram mais fortes os seus, a língua dela forçando os lábios fechados dele, sua mão imediatamente se soltou do braço dela, puxou e agarrou o pulso da outra mão que tentava o aproximar dela. Ele apertou o punho no outro braço de Tânia e a afastou facilmente dele, apesar das lutas dela.

Ela estava tentando ter acesso ao hormônio que enchia a língua dele agora, na boca dele. O hormônio que tinha começado a correr por ele quando dançou mais cedo com a sua companheira, o cheiro do pânico e do medo dela agitou animal até que ele se esticou e lutou para alcançar ela.

Aquela foi a primeira vez que Edward soube que o animal dele não estava morto. A primeira vez que ele soube que tudo que sua alma disse a ele era verdade. Bella era sua companheira.

Ele afastou Tânia, ignorando o cheiro do desespero e raiva dela, e virou a cabeça para ver Eleazar, com a seringa de extração de sangue em uma mão, a determinação para colher uma amostrar enchia os olhos prateados dele. Mas não havia nenhuma ameaça―somente respeito e simplesmente uma necessidade de saber.

Ele fitou nos olhos de Eleazar, prata cintilando poderosamente, sabendo doa motivos para tentar tomar em vez de pedir. Porque eles sabiam que o animal gritava forte dento dele agora. Eleazar sabia. Eleazar não o temia, ele temia pelo que acontecia com Edward.

Edward sorriu para ele. Mostrando os caninos poderosos quando tomou a seringa, empurrou a agulha na sua veia e viu o sangue, diamante vermelho, encher a seringa de coleta.

- É disto que você precisa? Ele puxou a agulha e olhou em volta.

Ele sabia que Bella tinha ido, mas ele ainda podia senti-la. A sua angústia chegando até ale, implorando por ele, causando dor no animal dentro dele, que o fez rugir de raiva, destruindo e esmagando com sua fúria todo e qualquer controle que tinha dentro dele.

Edward jogou a cabeça para trás e rugiu poderosamente de novo. A raiva era um ser vivo respirando em seu interior agora. Ele já não era metade Raça, nem mesmo era metade humano. Agora se sentia inteiro, as partes dele agora estavam juntas e completas, exatamente como no passado. A Mãe Natureza o dotou da força de um poderoso Leão. Era isso que ele era. Raça Leão.

Entregou o frasco de sangue na mão de Eleazar, uma parte pequena dele que sabia que a comunidade precisaria para obter respostas com a análise dele. Eles não poderiam prendê-lo simplesmente porque o animal estava de volta. E se eles tentassem, eles morreriam.

Ele caminhou para seguir a sua companheira.

- Edward aonde você vai? Tânia estava novamente na frente dele, bloqueando seu caminho, ele rosnou de desgosto quando o corpo dela escorregando contra ele.

- Edward, ela está segura. A garantia de Eleazar atrás dele não o aliviou a fúria que corria por ele. – Vamos cuidar disto aqui primeiro. Emmett, Lawe e Rule estão protegendo ela. Você pode ir para ela em breve.

- O inferno que ele pode. As mãos de Tânia afundaram nos ombros dele, a expressão dela torcendo em raiva. - Você acha que vou perdê-lo para aquela pequena humana fraca?

Um silvo da seda farfalhava com os movimentos dela, que se esfregou contra ele que estava cheirando ela. O cheiro de vários homens estava agarrado ao corpo dela, cheiro de raiva e ciúme. O cheiro de uma mulher que queria coisas simplesmente porque elas não pertenciam a ela.

Ele se lembrou disso sobre ela. Lembrou-se de um tempo quando ela foi um desafio para ele, o pensamento de domesticar aquela parte dela. Ela tinha picado o senso animal de justiça e ele teria se acasalado com ela porque era a fêmea mais forte, a mais desafiante e, na ocasião, ele sentia o maior desejo de foder, já que o corpo dela tinha amadurecido.

Mas agora isso já não era válido. Agora o seu odor foi uma afronta para ele. Não foi nada em comparação com o odor doce da sua Bella. Com todas as suas pequenas contradições, a sua honra e os seus medos. Ele não se comparou com o calor de Bella, a sua bondade ou o prazer ele encontrou em cada sorriso que ele desenhou dela.

O cheiro de sua companheira era um elixir. Era néctar aos seus sentidos. E o cheiro que flutuava envolta dele agora era de destruição e sangue. Era morte e peste.

Ele permitiu o toque dela. Permitindo, só por um momento, se agarrar novamente a ele, deixando perceber que não havia nada para ela. O toque dela era uma abominação para ele. E a única maneira modo do animal interior dela perceber, era sentir o que ele sentia por ela. Já que ela não tinha bom senso.

Então ele agarrou os braços dela, ignorando o desconforto ao tocá-la. A língua dele estava áspera e inchada, o hormônio fluiu furiosamente agora na sua boca e ele engoliu. Ele engoliu e rosnou triunfante.

O animal que esteve dormido, que ele temeu que voltasse se fundia com a sua mente, abrindo caminho até aquele lugar frio e vazio que só ficava aquecido e cheio quando Bella o tocava.

E ele soube que era porque Bella fez com que o animal despertasse de qualquer isolamento que aquelas drogas o aprisionava. Aquele lugar frio e vazio dentro de sua mente foi o resultado das drogas e Bella salvou o animal que agora o enchia plenamente.

- Você é meu companheiro. As garras de Tânia se fincaram nos braços dele, cheia de raiva em vez de desejo, quando ela recusou reconhecer todo instinto que ele sabia tinha, que ela mexia com algo que podia matá-la num segundo por insultar a companheira dele.

- E aí, onde você estava então? Ele perguntou com voz sombria e furiosa.

O desejo de ir até Bella retorcia dentro dele. Ele conteve o animal, só por um momento. A ida te Bella aconteceria e cuidaria para que ela nunca mais fosse para longe dele.

Os olhos de Tânia dilataram e ele sentiu a mentira antes que ela falasse. Ele cheirou aquilo, uma escuridão, cheiro de esgoto podre que o enojou.

- Eu fui afastada de você, ela sussurrou.

- É mentira. Ele se afastou do toque dela. - Você joga como sempre jogou. Você fez como desejou e deu pouca atenção ao que deixou para trás naquele laboratório. Você era fodida pelo instrutor, Tânia. Eu sabia disto. Você o matou, fugiu e se escondeu como a covarde que sempre foi. E eu lhe pergunto novamente, por que veio até aqui agora?

Ela apertou os lábios.

- Você ouviu falar de Bella, ele respondeu por ela. – O que significa que você tem um contato dentro do Santuário. Contato que você não deveria ter.

Ela olhou para Jonas por cima dos ombros de Edward.

- Ela voltou para a Agência há seis meses, Edward, Eleazar contou. – Desde então uso ela como um agente secreto em certos setores.

Esse era Eleazar. Sempre fazendo uso de uma ferramenta, não importa quão podre a pessoa fosse.

- E você não me disse que foi encontrada? Ele não tirou os olhos dela. Ele a observava, como se olha uma cobra, enquanto ele ouvia as mentiras e os olhos dela se iluminavam.

- Ela não é sua companheira. Ele ouviu Eleazar. - O cheiro dela não é uma parte de você e quando eu vi os exames que Carmem fez de acasalamento, não mostrou nada. Não havia nenhum motivo para te informar.

Edward concordou lentamente. Guiando na fúria, pulsando, latejando na cabeça dele, não algo fácil. O animal estava rugindo em sua mente, exigindo que fosse para a sua companheira. A verdadeira companheira.

- Isso não é verdade, Tânia estalou. - O acasalamento foi lá nos laboratórios.

Edward a repeliu. – O desejo de transar foi nos laboratórios, ele rosnou para ela. - A luxúria esteve lá, para a única fêmea de qualquer força.

- Então explique os exames, ela gritou com os punhos apertados, cheiro de ciúme exalava do seu corpo. – Eles fizeram exames. O mesmo calor de acasalamento que os tabloides alardeiam. Todos podem pensar que aqueles alardes eram besteira, mas lembro-me dos resultados dos exames, o Edward. Lembro-me deles e de como você era possessivo todas as vezes que eles permitiram-no se aproximar de mim. Era o calor do acasalamento. O mesmo que emparelhamento que li uma vez num trabalho com Eleazar.

Ele sacudiu a sua cabeça. - Não me preocupo com aqueles exames, Tânia. Este calor que sinto é por minha mulher. A minha companheira. Por Bella.

- Raças só acasalam uma vez, ela silvou com o rosto vermelho de raiva.

- Nós não acasalamos, ele a lembrou antes de virar para Eleazar. - Eu a quero presa para mais interrogatório. O olhar dele preso em seu chefe. Ele agora reconhecia melhor o poderoso animal em Eleazar. Era como ele. Raça de Leão. E sorriu. Os segredos que Eleazar guardava não estavam muito longe da pele, e de animal para animal emitiram um ao outro com sinal mudo de reconhecimento de força.

Eleazar acenou com a cabeça lentamente. - Eu já sabia que quando ela chegasse hoje a noite ia te reclamar seu lugar como sua companheira.

A cronometragem foi perfeita. Neste momento, três fortes Raças masculinas não estavam mais nessa reunião. Eles estavam distraídos e Edward cheio por completo deslocamento fera, percebeu aquilo. Sob qualquer outra circunstância poderia ter sangue derramado.

Mas o animal estava mais experiente, mais maduro, mais inteligente. E o homem conhecia a liberdade. Uma liberdade que o animal tinha fome.

- Presa? Tânia rosnou. - Eu não serei presa. Eu vim aqui por você, Edward. Você enlouqueceu quando pensou que tinha me perdido. Como pode dizer que não se importa?

Ele se voltou para ela, os olhos percorrendo sua figura arrumada com perfeição nas roupas perfeitas, mas ela não se comparava a Bella.

- Como você sabe o que aconteceu nesses laboratórios? Ele perguntou suavemente. – Trava-se de informação de alto nível, Tânia. Você não poderia saber disto a menos que você tivesse um contato dentro desses laboratórios.

A luta para permanecer lúcido e são estava difícil e logo ele perderia o controle se não saísse logo. Se ele não fosse até a sua companheira.

Ele engoliu seus joelhos enfraquecendo com o gosto do hormônio de acasalamento. O fazia lembrar Bella, o sabor como fundido com o perfume dela, com o doce desejo que lambeu mais de uma vez do corpo dela.

O pensamento de compartilhar isto com ela, de vê-la queimando por ele, estava fazendo seu pênis mais grosso, mais duro como nunca esteve.

Quando ele falou, uma unidade de Raça entrou no corredor. Quatro Raças silenciosas com olhos fixos em Tânia, sabendo das ordens nos olhos deles. Eles a levariam presa até que pudesse ser novamente interrogada.

Ele moveu para passar por Tânia, nada era mais imperativo que voltar para Bella.

Porra, ela se atreveu a ir para longe dele. Deixou o companheiro com outra mulher. Ele lhe mostraria depressa o erro daquilo.

Mas até mesmo com esse pensamento em sua mente, seu coração se derretia por ela. Ela o amava muito para deixá-lo ir com outra sem nenhuma recriminação quando pensou que a companheira morta tinha voltado. Quando ela pensou que o calor de acasalamento que Emmett sentiu nele era por Tânia.

Ela era mais forte que ele. Ele nunca a teria deixado ir com outro

- Edward. A mão de Tânia agarrou seu braço, sobre o tecido do uniforme de gala que ele usava. - Eu nunca o esqueci. Nunca.

Ele encarou-a e por uma vez ele viu a verdade nos olhos dela. Apesar de todos os seus pontos fracos, havia partes de Tânia que era divertida, intensa, no passado isso lhe deu a esperança que ela seria uma companheira merecedora para caminhar a seu lado. Mas agora ele achou uma mulher que chamava o animal e também o homem. Bella guardava a parte mais elementar dele. Ela chamou à vida o animal dentro dele. E ela tem o poder de controlar o animal.

Ele soltou-se do aperto de Tânia. - Não me deixe pegar você na presença de minha companheira, novamente, ele avisou duramente. – O sofrimento que você causou deliberadamente a ela nesta noite dela, foi desnecessário. Você tocou o que você sabia que não era para tocar, o animal dentro de você a avisou que não era seu para tocar. Faça isto de novo, Tânia, se prejudicar minha mulher de qualquer jeito, verá que o que eu fiz naquele laboratório no dia que me contaram em detalhes como você supostamente morreu, vai parecer brincadeirinha de criança e piada. Você está me entendendo? Fui claro?

Ela ficou branca, olhando para ele agora com os olhos brilhando de medo.

- Você fazia parte do meu bando, ele a lembrou. - E admito, era a mulher que eu teria tomado como minha companheira quando você amadurecesse. Mas independente do hormônio de acasalamento que estava aparecendo nos exames, deve ter havido um erro. Ou alguma irregularidade biológica. Você não é minha companheira.

- Como pode dizer isso? ela sussurrou.

Edward sentia o animal arranhando mais forte, gritando de raiva na cabeça dele. O hormônio estava enchendo sua língua, tornando difícil pensar além da neblina de luxúria que o consumia.

Aquilo devia ser logo resolvido. Não importa o desgosto que o enchia pela demora.

- Eu digo isto muito facilmente, ele rosnou. - Naquela época eu era o seu líder de bando. No laboratório você era minha responsabilidade, assim como a outra mulher. Lá eu era um animal. O animal me regia e me guiava e o animal precisava acasalar. Simples. Ele virou e encarou Jasper, reconhecendo o animal nele. Poderoso. Honrado. Realeza era nata nele. O animal dentro de Jasper perfeitamente misturado com o homem, irmanados, fortes e permanentes. Jasper era o líder.

Tão poderoso quanto Edward sabia que ele era agora, sabia que seu animal existia, ele não teve nenhum desejo pelas responsabilidades que vieram com a posição de líder das Raças.

- Você é agora a responsabilidade de Jasper. Talvez ele possa lidar com você.

- Eu não deixarei aquela vadia tomá-lo de mim.

As palavras mal acabaram de sair de sua boca quando o animal atacou. A mão dele estava envolta do pescoço dela, não feriu, mas definitivamente ameaçava.

Ofegando, com o medo finalmente contorcendo o rosto dela quando Edward a puxou para perto e a cheirou. - O cheiro dos homens com quem você deitou ainda está impregnado em seus poros. O fedor de seu ciúme, ganância, a maldade que tem e tudo que você é, me enojam. Seu cálculo para roubar o que você sabe que pertence a outro me enfurece. Chegue perto da minha mulher novamente e eu não serei capaz de me controlar, Edward. Eu matarei você. Ninguém, homem ou mulher, ameaça o que é meu. Você me entendeu?

O olhar dela trancou no olhar dele, o desejo de desafiar o poder dele queimando em seus olhos, enquanto a mão dele apertava sua garganta e ele rosnava avisando-a, ameaçando-a.

- Sim. Seus olhos abaixaram, foram para o ombro dele. O perfume do reconhecimento da força dele flutuava sobre ela quando admitiu sua submissão ao poder dele. O animal dentro dela, a genética animal, a força e as qualidades que ele sabia que ela tinha, é que a fizeram sobreviver, e ele respeitou o animal. A mulher, ele nunca confiaria.

Ele a soltou e se voltou para Jasper e Eleazar. Os dois homens a que ele seguia na linha de batalha e respeitava.

- Conversaremos mais tarde, ele rosnou a eles. Não era um pedido. Ele os respeitava e também devia muito a eles, mas a sua mulher vinha antes deles.

Jasper concordou com a cabeça enquanto Eleazar olhava o frasco de sangue na mão dele.

- Faça os malditos exames, Edward rosnou. - Talvez todos precisem saber exatamente com o que estamos lidando.

Ele sabia com o que eles estavam lidando. Pura genética animal Interna e externa. Edward realmente era um leão sobre duas pernas e aquele sangue provaria isto.

- Blade, ele falou ao executor Raça de Lobo no comando da unidade. – Avise ao de fora para trazerem minha Harley até aqui.

- Está nevando, Ed, o Executor de Raça o informou cuidadosamente. - Forte.

A Harley passaria por um temporal. Edward tinha certeza.

- Fale com eles agora. Ele se voltou para Tânia.

Ela foi contra a parede, o olhando com cuidado, o cálculo que havia em seus olhos antes se foram ao olhar para ele.

- Me ferre, Tânia e este será o último erro que comete.

Ele saiu do escritório e permitiu o animal caminhar com liberdade. Esteve contido, tão profundamente escondido dentro em seu interior que até mesmo ele ainda não sabia como sobreviveu.

Não estava mais preso e ia atrás de sua companheira.

Assim que saiu da mansão e foi para a Harley, ele aspirou profundamente.

Ele poderia cheirar agora. Sabia onde eles estavam Cada leão vivo, quatro patas que vagava na área, protegendo seus primos de duas pernas, os seguindo.

Ele rugiu selvagemente na noite, o animal e o homem que chamavam sua presença, a força deles. E as chamadas voltaram a ele. Uma sinfonia de gritos animais, rugidos encheram a montanha, o reconhecimento de todos os animais que se moviam para estar perto dele, em triunfo.

Ele estava atento da Raça de guarda do lado de fora, o olhando cautelosamente agora. O som dos leões tornou a chamá-lo, rugindo uma saudação e uma concordância ao chamando de fúria que ouviram dentro de Edward.

Edward rugiu novamente, enchendo a noite de um som que ele soube que possuía. Jogou a cabeça para trás e gritou com raiva e trunfo, convocando todos os leões da área para protegerem Bella, a sua companheira, seu rugido era estranhamente mais animal que humano.

E os animais responderam. Sentiu a resposta, os sentia seguindo ao destino dele. Eles eram o seu bando e protegeriam o que era seu. A sua mulher. A sua companheira. Por sua escolha e pela natureza.

A Raça que trouxe a Harley para ele recuou, prudência e respeito enchiam seus olhos quando Edward o olhou.

A Raça o olhava com respeito e admiração para Edward. Olhos tão azuis que poderiam rivalizar com um céu de verão, os cabelos eram uma juba espessa realçando os traços faciais leoninos e selvagens, os ombros largos e o corpo pareciam maiores que antes.

A Raça de Leão masculina viu algo que o deixou temeroso e respeitoso. Porque aquela era a imagem de uma verdadeira Raça. A pura fusão de leão e humano. E ele estava enfurecido. Aquele rugido foi um rosnado de pura fúria e com aquilo tinha enviado uma mensagem. Uma mensagem tão primitiva e exigente, que a Raça quase que o seguiu imediatamente.

Proteja a companheira de Edward.

Bella ouviu os rugidos quando parou de soluçar. Ainda chorava, mas já não soluçava. Seus soluços agora estavam em seu peito, saindo mais fracos junto com as lágrimas que incharam seus olhos e a deixaram dolorida e abandonada, se agarrando ao travesseiro de Edward, ao seu cheiro foi o único consolo que encontrou.

A lembrança do seu sorriso veio a sua mente. O conhecimento em seus olhos quando a olhava. Ele a conhecia. Houve coisas não ela não lhe disse. Ele sabia quem ela era como ninguém, até mais que os Cullens.

Ela não quis que ninguém a vissem como realmente era, então tinha escondido a verdadeira Bella. Mas Edward a viu. Ele a sentiu a verdadeira Bella. E agora ela estava perdendo ele.

Ela tinha saído. Ela deveria ter lutado por ele? Seus soluços ficaram mais fortes ao pensar. Oh Deus, ela quis lutar por ele. Quis arrancar os olhos daquela mulher. Desgrudá-la de Edward e puxar aquele cabelo perfeito que contornava o rosto perfeito.

E que bem traria? Onde o amor entra em vez do calor do acasalamento? Ela tinha feito a lição de casa antes de ir para o Santuário. Sabia que não podia negar que o calor existia. Mas o calor não apareceu entre Edward e ela. Pelo menos, não com Edward.

Sangrava de dor em cada poro de seu corpo ao pensar que outra mulher o tocava. Como é que sobreviveria? Como faria seu trabalho se partisse?

Ela se aconchegou mais ao travesseiro que segurava. Não podia ficar ali. Emmett tinha razão. Não haveria jeito de sobreviver a isto ali, mas podia sobreviver se voltasse para a África do Sul. Lá Esme ia paparicá-la, a mimaria com amor e Carlisle a olharia com decepção triste. Porque de novo ela tinha se machucado e abandonado à cautela com os homens novamente.

Não, não era isto, ela agora percebia. Era porque a conhecia realmente. Ele sabia que ela se recusou compartilhar a sua dor, ele sempre ficava desapontado porque ela não lutava quando se feria. Ela escondia e ela tentava se curar. E Carlisle só sabia lutar.

E Emmett? Emmett sempre trazia bugigangas para ela, quinquilharias e subornos caros quando ela se magoava. Como se não soubesse de nenhum outro modo de aliviar a dor dela. E ela sempre os aceitou, porque sempre soube que ele adorava vê-la sorrir. Mesmo que no fundo ela não se confortasse.

Ela viveu uma relação de órfã pobre porque se deixou ficar nela. Exatamente como Edward a acusou, ele tinha se escondido. Manteve os homens à distância, guardando seu coração numa redoma. Porque não queria se machucar. Porque a menina de seis anos ainda existia dentro dela. Porque sabia que a vida podia levar facilmente o centro do seu mundo.

Ela ouviu o rugido de leões novamente, do lado de fora da cabana.

Os animais sentiam a morte de uma alma? De um coração? Eles estariam se amontoando como comedores de carniça para participar da destruição? Ela tinha visto leões na propriedade de Carlisle. Grandes e poderosos, eles sempre atacavam o mais fraco em um grupo primeiro. Aqueles que estavam feridos. E não podia lutar.

Pela primeira vez na vida ela estava disposta a lutar por alguém, sabia que uma batalha desesperada. Uma mulher não pode derrotar o calor de acasalamento.

Mas ele fez promessas a ela. A chamou de sua companheira. Ele a amou. Amor podia combater biologia, química. Podia mover montanhas.

Ela sacudiu a cabeça. Ela destruiria a ambos ao mesmo, não ia?

- De todas as evidências que adquiro como também os exames que eu faço em mim e em Carlisle, eu afirmo que o calor de acasalamento vem sempre com amor. Esme disse há mais de um ano para ela com a testa franzida, enquanto Bella trabalhava nas transmissões de Carlisle e atualizava segurança da criptografia dele. - O que você acha, Bella? Que o amor conquista tudo?

Bella estava olhando o computador para perceber o olhar de Esme.

- Como eu saberia? Eu nunca estive apaixonada. E sorriu para outra mulher.

- Mas você me ajudou com muitos destes exames, Esme salientou. - Os acasalamentos são o fortalecimento nas Raças americanas, mas tivemos acasalamentos raros entre o bando de Carlisle.

Bella respirou fundo. - O bando de Carlisle raramente deixa as planícies. O que supostamente estão acasalando? As zebras?

Esme riu daquilo, concordando com ela.

- Veja isto. Devoção Bella. Ela dispôs fotos tiradas dos casais acasalados. - Olhe para os olhos deles, as expressões deles quando olham um ao outro. Isto é mais que natureza biológica, substância química ou hormonal. É por isso que os exames de acasalamento nem sempre são conclusivos. Às vezes eles têm razão, às vezes eles não têm. Bella sabia que Esme trabalhava com frequência com a cientista Raça Carmem Morrey. - Isto é amor. Amor, a predisposição para isto ou o animal sentiu que aquela mulher é de alguma maneira mais perfeita, mais merecedora que outra. Aí começa o calor de acasalamento.

Bella tinha encarado os quadros. O líder do bando felino Jasper Lyons e sua esposa numa coletiva de imprensa depois que foi anunciado ao mundo o que eram as Raças. Taber Williams e sua mulher, Roni. Tanner e Scheme. Um executor, Tarek e sua esposa, Lyra. Nas expressões deles que o extra algo que sempre tinha fascinado Bella. Era amor. Sempre era amor. Calor acasalando tinha administrado, em todo exemplo, combinar a substância química, biológico e feromônio, é carinho.

Edward a amava.

Ela ouviu o rugido. Mais perto, com raiva, a lembrando de Edward.

Ele a amou. Ela sabia que sim. Sua alma se rasgava separando-se do corpo dela sem ele.

Ele não amava Tânia. O calor do acasalamento vinha com afeição. Edward mostrou vários sinais do hormônio de acasalamento nos laboratórios. Calor de acasalamento.

Ela enterrou a cabeça mais fundo no travesseiro dele, puxando o cheiro dele.

Ele era dela. Estava destinado a ser dela. No entanto, o que deveria ser seu foi para os braços da outra mulher. O cheiro do calor de acasalamento que Emmett sentiu. No momento que Edward viu Tânia.

Ela ficou tensa para se mover, se levantar da cama, quando o estrondo de uma porta batendo a fez ficar mais tensa. Uma rosnadura encheu a cabana e a porta de quarto abriu com uma explosão, batendo com tanta força contra a parede que o quarto tremeu.

Ela se levantou na cama. A luz do banheiro o iluminando.

Edward. Selvagem. Enfurecido.

- Você fugiu de mim, companheira. Botões rasgaram-se da jaqueta quando a arrancou do corpo dele.

Ela assistiu em choque quando se despiu. Botas caíram com ruído surdo ao chão. As calças dele deslizaram dos quadris poderosos. O pênis estava mais grosso, pulsando, os olhos dele estavam puro azul quando encarou a aparição que rodeava a sua cama.

- Edward ...

- Companheira, ele rosnou, os caninos brilharam quando se até a cama.

Ela viu encantada quando ele pôs um pé da cama. Parecia maior, os músculos mais poderoso, mais forte.

Ela engoliu firmemente. - Você não me acasalou Edward. Ela disse com um soluço. Ela ia chorar novamente e não suportaria chorar na frente dele. Queria ser forte, dar a ele a chance de escolher sem se sentir obrigado por causa das promessas feitas a ela.

- Não há nenhum calor por mim. Bella disse com as lágrimas gotejando de seus olhos, lavando a dor da sua alma.

Os olhos dele flamejaram com raiva. Olhos azuis, com um flash de ouro queimando como fogo. Era como estivam nos laboratórios. Como eles brilharam para a outra mulher.

Ela estendeu a mão para ele, mas logo abaixou a mão, lutando contra o choro.

- Por que está aqui? ela sussurrou. - Por quê? Oh Deus, Edward. Eu não posso aguentar isto. Eu não posso suportar te perder duas vezes. Não faça isso comigo.

O rugido que encheu o quarto a fez vacilar. Era animalesco, não era nenhuma Raça. Era cheio com todo o poder e a raiva de genéticas que de alguma maneira tinha crescido nele, aquilo agora fluía por ele. Aquele som era animal puro.

Quando a cabeça dele abaixou novamente, sua expressão na face dele a amedrontou. Porque sentiu neles que ele não a deixaria ir embora. Ela percebeu que ele ignoraria o calor de acasalamento e isso ia destruir o relacionamento deles dois.

Ela se moveu para saltar da cama e sair do quarto. Ele a pegou antes que tivesse tempo de fugir. Ele estava nela, empurrando-as para baixo, rosnando. Seus dedos se enroscaram no cabelo dela, prendeu-a no lugar e a luxúria selvagem que encheu o rosto face dele fez o coração dela pular de medo.

- Minha companheira, porra. O rosnado foi selvagem.

- Não... Porque ele ia beijá-la. Ia dar um beijo que pertencia à outra mulher. Não era dela.

E ela não pode podia fugir dele.

Os lábios dele desceram sobre os dela. Inclinou-se e enfiou a língua dentro da boca dela com determinação faminta. Ganância. Com um desespero que aumentou seus sentidos e um sabor que a fez queimar por dentro.

Selvagem. Primitivo. Calor e raio, poder e fome devoradora. Encheu a sua boca. Aquilo cobriu sua língua e era tão bom. Como néctar.

Ela lutou por aquilo. Ela mordeu a língua dele, mas não forte. Quando o mordeu, mais daquele néctar encheu sua boca.

- Chupe minha língua, ele rosnou contra os lábios dela. – Tome.

- Não é minha! Ela gritou com ele, sua fúria crescendo agora. - Desgraçado! Os punhos dela socaram os ombros dele. - Não é minha!

Os lábios dele vieram sobre os seus novamente, ele bombeou a língua dentro da dela, forçando o hormônio do acasalamento nela,

Oh Deus, era tão bom. Era tudo como que ela tinha sonhado que seria. Era impossível resistir.

Ela choramingou. Ela pediu a ele com lágrimas quando os seus lábios fecharam em cima dos dele insegura. Ela tirou aquilo dele. Ela o saboreou. E em segundos, ela foi consumida por ele.


N/B - Oi Meninas! Tudo bem com vocês?

Como foi o Natal de vocês? O meu Natal foi ótimo.

Meninas adoro ler o cometários tem uma pessoa que acertou sobre a Bella, mas não vou falar qual rsrs.

Edward chegou uhuuu adorei quando ele falou - Chupe minha língua, ele rosnou contra os lábios dela. – Tome.

Bella tem sorte em chupar a língua do Leãoward o delícia.

Comentem Meninas eu e a Issa adoramos saber a opinião de cada uma. Terça-feira tem mais capítulos.

Está chegando final de ano uhuu! Feliz Natal a todas vocês.

Beijos Camila