Os personagens de Saint Seiya pertencem ao tio Kurumada e é ele quem enche os bolsinhos. Todos os outros personagens são criações minhas, eu não ganho nenhum centavo com eles, mas morro de ciúmes.

SORRISOS, SEGREDOS E ENGANOS

Side story da fanfiction "O Casamento"

Chiisana Hana

Beta-reader: Nina Neviani

Capítulo XXI

Fim de tarde, quinze dias depois do vestibular.

Os dourados acabam de chegar da universidade, onde foram conferir a lista de aprovados no vestibular, e agora estão comemorando na beira da piscina. Os criados preparam aperitivos e servem bebidas. Dentro da piscina, os rapazes comemoram.

(Aiolia) No final das contas, todos nós fomos aprovados no vestibular. Não é incrível?

(Aldebaran, pulando) Ah! Pois é! Eu nem acredito que passei! Eu passei! Eu passei!

(Shura) Menos, grandão, menos. Todos estamos felizes, mas não precisa pular tanto.

(Milo) Olha, se até o Máscara passou, esse negócio não tem credibilidade. Ele passou em último lugar, mas passou.

(Máscara da Morte) E você em penúltimo!

(Milo) Pois é. Eu sou o cara, mas daí a você conseguir passar...

(Máscara) E por que não? O que você tem de mais?

(Milo) Quer mesmo que eu diga?

(Aiolia) Parem com isso. É hora de comemorar.

(Afrodite) Eu não só passei, como fui o primeiro lugar no meu curso!

(Saga) Não fale nisso. Ainda não acredito que perdi o primeiro lugar geral para o imbecil do Shaka por causa de uma única questão.

(Kanon) Bom, o jeito é se conformar.

(Saga) É... (pensando) Mas eu ainda vou conseguir ser o melhor!

(Camus) Por falar em Shaka, onde ele está?

(Aiolia) Em casa. Foi fazer uma prece em agradecimento e disse que não vinha para a festa.

(Milo) É a cara dele fazer isso.

(Aiolia) Pois é, já falei pra ele parar com essa coisa de ser santinho.

(Dohko, aproximando-se do grupo) Ah, que cena bonita! Todos comemorando a aprovação no vestibular. Meus parabéns! (olhando para Máscara da Morte) Eu realmente não esperava que todos fossem aprovados, mas já que o foram, meus sinceros cumprimentos.

(Milo) Agora eu sou um universitário! Quem diria, não é mestre?!

(Dohko) Agora todos nós somos!

(Afrodite) Alguns não sei como, afinal gente como o Milo aqui não deve ter encostado no livro.

(Milo) Bom, estudar, estudar, eu não estudei! Mas freqüentei as aulas do cursinho do Mestre. Elas devem ter servido para alguma coisa. Aliás, Mestre, a nossa professora não vem?

(Dohko) Mas é claro! Arvanitakis foi buscá-la no Santuário.

(Milo, olhar malicioso) Isso! Precisamos dividir com ela essa alegria.

(Máscara da Morte) Nem conte com isso. Depois que ela se bandeou para o lado do chinês, ela não faz mais as coisas legais que fazia.

De biquíni, Marin se aproxima do grupo.

(Marin) Parabéns a todos, mas agora vou levar meu futuro engenheiro.

(Aiolia, saindo da piscina) Com licença, pessoal.

(Todos) Huuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuum!

(Milo) Vai lá, dominado!

(Aiolia) Sou mesmo! E você também vai ficar quando se apaixonar.

(Milo) É ruim! Eu nunca vou me apaixonar.

(Aiolia) Isso é o que você pensa. E no dia em que acontecer, eu quero estar aqui pra ver.

O casal se senta numa mesinha perto da churrasqueira.

(Aiolia) Gostou da notícia, não é?

(Marin) Muito. Breve teremos um engenheiro em casa. Muito interessante. Acho que vou querer estudar também.

(Aiolia) Ah, Marin, deixa isso para mim.

(Marin) Por quê? Você é do tipo que acha que mulher é para tomar conta da casa?

(Aiolia) Não é isso.

(Marin) É o quê então?

(Aiolia) Quando nos casarmos, vamos querer ter filhos e...

(Marin) E? Olha lá, não me venha com machismos, Olia. Estou gostando dessa fase caseira, mas logo, logo posso enjoar. Não sou mulher de ficar dependendo de homem! Vou querer trabalhar!

(Aiolia, um tanto insatisfeito) E o que você pensa em fazer, Ma?

(Marin) Não sei. Passei a vida treinando ou sendo treinada. Agora é estranho. Acho que não sei fazer outra coisa.

(Aiolia) Eu acho que você seria uma boa professora.

(Marin) Acha mesmo?

(Aiolia) Acho.

(Marin) É um caso a pensar. Mas não professora de criança! O Seiya já me tomou a paciência! Professora universitária, que tal?

(Aiolia) Hum... Não sei. Algum aluno pode acabar se apaixonando.

(Marin) Não seja bobo, Olia. O importante é por quem eu estou apaixonada.

O casal troca beijos e carinhos. Enquanto isso, o grupinho de dourados continua conversando na piscina.

(Shura) Engraçada a vida, né? Poucos meses atrás estávamos lutando numa guerra que, pensávamos, seria o fim de tudo. Agora estamos aqui, comemorando como adolescentes por termos sido aprovados no vestibular!

(Aldebaran) É verdade. Não sei direito, mas sinto que é hora de acalmar, de me dedicar aos estudos, encontrar uma boa moça, casar. Eu sonho em me casar, sabia?

(Milo) Casar? Isso para mim é sinônimo de pesadelo.

(Shura) Debão tem razão. É hora de acalmar. Esses meses de farra foram muito bons, mas não se pode viver só disso, não é?

(Saga) Além do mais, vejam como Aiolia está feliz. Deve ser bom ter alguém com quem dividir a vida.

(Kanon, pensativo) Com certeza.

(Milo) Ih... vocês estão ficando muito sentimentais. Vou sair daqui porque pode ser contagioso.

(Camus) Fica aí, escorpião, estamos só conversando.

(Milo) Só falta você dizer que quer casar.

(Camus) Talvez. Depende de eu encontrar alguém especial.

(Milo) É hoje que o mundo acaba! Gelinho pensando em casar!

(Camus) Não estou pensando nisso. Só disse que se aparecer alguém especial, pode ser que eu me case.

(Milo) Eu quero distância de casamento. E vamos falar de outra coisa, que esse assunto me dá calafrios. Lembram de logo que voltamos do inferno?

(Máscara) Como eu poderia esquecer? O chinês pé no saco fez a gente trabalhar nas obras.

(Milo) Pois é, mas até que foi legal.

(Kanon) E o Shaka, que não queria nem ouvir falar em universidade e acabou sendo aprovado em primeiro lugar no vestibular?

(Afrodite) Isso foi surreal. Nunca pensei que o quase-santo faria isso.

(Shura) Nem eu. Sempre achei que ele ficaria enfiado no Santuário, meditando para sempre.

(Milo) Camus também andou com umas histórias de receber um discípulo, lembram?

(Camus) Eu ainda gostaria de receber um. E acho que se for como Dohko disse, se as crianças tiverem de freqüentar a escola, eu poderei ir à faculdade no mesmo horário.

(Milo) Esquece isso!!

(Aldebaran) Foram dias divertidos. Mas agora começa outra fase, não menos divertida, afinal é tudo novo, mas com mais responsabilidade.

Nicoletta Madonna, convidada por Máscara da Morte, chega à festa de maiô dourado e sainha preta. Máscara da Morte sai da piscina para recebê-la.

(Máscara da Morte) Aí, que bom que veio!

(Nicoletta) Acha que eu ia perder festa de graça, bofe? Quem diria, hein? Você na universidade! Milagre acontece.

(Máscara) Milagre... olha lá como fala comigo! Eu passei porque sou o máximo.

(Nicoletta) Bofe, eu conheço você bem demais para saber que você não estudou nada. E sem estudar, só sendo milagre.

(Máscara) Ah, ninguém acredita que eu passei por meus próprios méritos!?

(Nicoletta) Seu passado lhe condena. Mas relaxa, bofe, só comemora. Não vou espalhar que foi milagre. E obrigada pelo convite. Preciso mesmo de uma festinha com homens bonitos.

(Máscara) Não se anima, não. A galera aqui não gosta do seu tipo.

(Nicoletta, tirando a saia) Amore, nunca se sabe.

(Máscara) Ei, vai ficar só de maiô??

(Nicoletta) Claro! Eu sou uma moça.

(Máscara, rindo) Moça? Essa é boa!

(Nicoletta) Não sei qual é a graça.

(Máscara) Me diz uma coisa, como é que você esconde o "equipamento"?

(Nicoletta) Segredo profissional, amore.

Dohko se aproxima de Shina, que observa a festa de um cantinho.

(Shina) Não sei para que esse alvoroço todo. Só vão sair da faculdade daqui a quatro, cinco anos. Isso se saírem, porque tem uns aí que vão acabar empacados, sem conseguir concluir o curso. Você por exemplo.

(Dohko) Eu? Imagina. Eu sairei no tempo normal. E você, não pensa em ir à faculdade?

(Shina) É bobagem. Sou uma amazona, vou morrer amazona.

(Dohko) Uma vez teimosa, sempre teimosa.

(Shina) Não ligo para o que você pensa.

(Dohko) Vai ao casamento de Shiryu e Shunrei?

(Shina) Não.

(Dohko) Ah, Shina, vai ser muito bonito.

(Shina) Eu não gosto de casamentos.

(Dohko) Não gosta porque eles te emocionam e sem a máscara você não consegue esconder isso, né?

(Shina) Vai catar coquinho e me deixa em paz.

(Dohko, levantando-se ao ver um carro se aproximar) A amargura que guardamos no coração só faz mal a nós mesmos. Compre um vestido bonito para o casamento de Shiryu. Essa festa vai ser importante para você.

(Shina) Nunca mais ouvirei seus conselhos.

(Dohko, afastando-se) Não foi um conselho. Foi uma premonição.

(Shina, em voz alta) Engula suas premonições.

(Dohko) Nos falamos depois do casamento.

Arvanitakis chega do Santuário, trazendo Fatma, Mu e Kiki. Dohko os recebe.

(Dohko) Olá! Sejam bem vindos à festa! Fatma, você fez um ótimo trabalho com os rapazes. Está de parabéns.

(Fatma) Obrigada! Mas sem você eu não teria conseguido.

(Dohko) Só conseguiu porque realmente desejou isso. (cumprimentando Mu e Kiki) Olá, meu amigo! Olá, Kiki.

(Mu) Olá! Então, está feliz com os resultados?

(Dohko) Muito!

(Mu) Por que é que algo me diz que tem dedo seu nisso?

(Dohko, rindo) Meu? Imagina!

(Mu) O tempo que eles estudaram jamais seria o suficiente, Dohko. Sem uma "ajudinha" poucos passariam.

(Dohko) Digamos que a Fundação GRAAD é muito influente também aqui na Grécia.

(Mu) Sei...

(Dohko) Eles precisam de motivação! Precisam que as coisas aconteçam rapidamente! Alguns teriam de estudar anos até conseguirem a aprovação. Achei melhor dar uma mãozinha. Claro que há exceções. Alguns deles realmente se dedicaram. E se você tivesse feito, com certeza passaria sem ajuda.

(Mu) Talvez.

(Dohko) Passaria, sim. Que tal me acompanhar na difícil missão de convencer o Shaka a vir para a festa?

(Mu) Claro, vamos lá enfrentar a fera.

Acompanhado por Mu, Dohko toca a campainha da casa de Shaka. O criado dele atende.

(Surendra) Mestre Shaka está meditando e não quer ser interrompido.

(Dohko, entrando na casa) Ah, vamos interromper, sim. (falando alto ao ver o cavaleiro de Virgem sentado no chão, em posição de lótus) Shaka! Parabéns pelo primeiro lugar no vestibular.

(Shaka, sem se mexer) Obrigado. Eu fiz por merecer.

(Mu) Não vai à festa, meu amigo?

(Shaka) Não.

(Mu) Ah, até eu vou! Vamos lá, Shaka. Você é o herói do vestibular, tem que participar da festa!

(Dohko) Isso mesmo! Como vai ter festa sem o melhor ?

(Shaka, levantando-se) Está bem. Vou dar uma olhada nessa tal festa. Depois volto para continuar minha meditação.

(Dohko, dando um tapinha nas costas de Shaka) Bom! Muito bom! (para Mu) Até que foi fácil.

(Mu, rindo) É.

Os três chegam à piscina e todos aplaudem.

(Milo) Aê! O Mestre conseguiu trazer o quase-santo para a farra!

(Aldebaran, aproximando-se) Parabéns, Shaka.

(Shaka, esboçando um sorriso) Obrigado.

(Shura) Está de parabéns mesmo. Não é fácil ter o primeiro lugar geral.

(Shaka) Também não foi difícil. Já fiz coisas mais árduas que passar numa provinha.

(Milo) Pára de fingir que foi fácil!

(Shaka) Mas foi mesmo. Pode ter sido difícil para você, não para mim. Você não é como eu.

(Milo) Ainda bem que eu não sou mesmo. Que graça tem em ser branquelo, chato e virgem?

Todos riem, menos Shaka, que se sente envergonhado mas não cora, e responde:

(Shaka) Eu é que não gostaria de ser ignorante, mal educado e desprovido de decoro.

(Milo) Quem precisa de decoro?

(Shaka, afastando-se da piscina) Com licença.

(Mu, rindo, e entrando na piscina) Ele é uma figura, não é?

(Shura) Demais!

(Camus) Só faltou você fazer vestibular também.

(Mu) Algo me dizia que eu não deveria fazer, então segui meu instinto. No próximo ano, porém, quem sabe não estarei comemorando também?

(Aldebaran) Tomara! Você vai ver como é bom!

(Mu) Imagino.

Shaka se senta numa mesa vazia. Nicoletta Madonna se aproxima e senta ao lado dele.

(Nicoletta) Ei, você é o que chamam de quase-santo, não é?

(Shaka) Alguns me chamam assim.

(Nicoletta) Hum... se você é quase-santo deve ter alguma conexão com Deus, não é?

(Shaka) De certa forma, sim.

(Nicoletta) Então, quando você falar com Ele, avisa que eu já estou cansada dessa vida e preciso de um bofe lindo, maravilhoso e tudo de bom.

(Shaka, intrigado) Bofe?

(Nicoletta) Bofe, homem, namorado, entendeu?

(Shaka, franzindo a testa) Sim, sim. Falarei.

(Nicoletta) Não é fácil, sabe?

(Shaka) O quê?

(Nicoletta) Achar um cara legal. Ainda mais sendo como eu...

(Shaka, esboçando um sorriso) Ah... boa sorte pra você.

(Nicoletta) Obrigada. Quer um churrasquinho? Vou lá buscar.

(Shaka) Não como carne de vaca.

(Nicoletta) Ah, não? Nossa. Você é estranho. E muito sério também. Devia sorrir mais, sabia?

(Shaka) É?

(Nicoletta) É. Você é bonito, bem apessoado. (Shaka arregala os olhos) Não estou cantando você, bofe? Sério. Sem segundas intenções. Simpatizei com você apesar de você ser assim estranho. Acho que é porque é loiro e loiro se entende com loira. Bom, meu cabelo é pintado, mas tudo bem. Ninguém mais precisa saber. Mas continuando, meu bem, você devia mesmo se soltar mais.

(Shaka, levantando-se) Com licença. (pensando) Detesto receber conselhos.

(Nicoletta) Ai, ai, esses homens quietinhos quando se soltam dão o que falar. Um desses não cai na minha rede. Se bem que eu prefiro os morenos sarados. Esse aí está muito magrinho pro meu gosto.

Kiki se aproxima de Nicoletta olhando intrigado para ela.

(Nicoletta) O que foi? Nunca viu?

(Kiki) Na verdade, não. Você é o quê?

(Nicoletta) Eu sou eu, bofinho! Sou única!

(Kiki) Sei...

--S--A--I--N--T--S--

Lithos sai de casa para ir à festinha. Antes, passa na casa de Orfeu.

(Lithos) Não vai?

(Orfeu) Não. Eu não sou muito de festas.

(Lithos) Ah, vamos!! Por favor!! Vai ser legal! Se você não for, eu vou conversar com quem?

(Orfeu) Lithos, desculpa, mas eu não com vontade. Não vai ser legal. Vou ficar meio deslocado.Não prefere ficar aqui? Preparei umas almôndegas(1). Se quiser, pode jantar comigo. E depois podemos jogar uma partidinha de gamão, o que acha?

(Lithos, um pouco nervosa) Ah, eu quero!

(Orfeu, sorrindo) Entra.

(Lithos) Tá. Não sabia que você cozinhava. (pensando) Ele cozinha! Que fofo! Que coisa mais linda!

(Orfeu) É, mas não sou nenhum chef. Faço só umas coisinhas simples, o bastante para o dia-a-dia.

(Lithos) Pensei que a Shina cozinhasse. (pensando) Aquela bruta faz meu Fefeu de empregado?

(Orfeu) Ela nem chega perto do fogão. Então eu assumi o controle da cozinha da casa. Eurídice cozinhava muito bem e eu gostava de vê-la fazendo isso. Acabei aprendendo alguma coisa.

(Lithos) Hum...

(Orfeu, puxando a cadeira para Lithos) Ela me ensinou muita coisa. Muita mesmo. Não só de culinária.

(Lithos, sentando-se) É... né? (pensando) Ai, não estou gostando disso. Ele está falando muito na Eurídice.

(Orfeu, trazendo à mesa uma tigelinha com as almôndegas e outra com arroz) É. Bom, aqui estão as almôndegas! Espero que goste.

(Lithos) O cheiro está ótimo. (pensando) Ih, parece bom mesmo! Ai, que perfeito!

(Orfeu, servindo-a) Vamos ver o sabor.

(Lithos, depois de provar) Que delícia! Melhor que a do Garan. Muito melhor! (pensando) Ai, será que dei muita bandeira?

(Orfeu, um pouco envergonhado) Fico feliz que tenha gostado.

--S--A--I--N--T--S--

De volta à festa, Dohko e Fatma conversam.

(Fatma) É incrivel como eu mudei. Eu já não faço as coisas que eu fazia, eu não me sinto mais um objeto, eu me sinto gente.

(Dohko) É pra se sentir! Você é gente, é uma linda mulher, e merece ser valorizada.

(Fatma, com os olhos marejados) Você me faz sentir isso. (abraçando Dohko) Obrigada.

(Dohko) De nada. Fico feliz por ter ajudado.

Sem pensar, Fatma beija o mestre, e ele corresponde. O corpo dele reage ao beijo com vigor, o que o deixa um tanto constrangido.

(Dohko) Opa... eh... há muito tempo que eu não... que eu não beijo uma moça... e sabe como é... corpo de dezoito anos... hormônios fervilhando... não consegui controlar... e... e... desculpa... erh...

Fatma encosta o dedo indicador nos lábios dele.

(Fatma) Não fala nada. Eu vou beijar você de novo.

Dentro da piscina, o pessoal se diverte alheio ao beijo da enfermeira e do mestre, até que...

(Máscara, gritando) Caralho! O china tá pegando a Fatma!

Todos se voltam para a direção dos dois.

(Milo) Ih!! É mesmo!!

(Camus) Ora! Parece que nunca viram um beijo! Deixem o mestre namorar em paz!

(Saga) O gelinho tem razão.

(Máscara) Eu sabia que esse filho da mãe tinha segundas inteções! Queria ficar com a Fatinha só pra ele! Filho de uma cadela chinesa!

(Kanon) Nossa, desse jeito parece que você é apaixonado pela enfermeira.

(Máscara) Eu? Eu gostava de pegar ela... até que esse chinês estragou meu divertimento.

(Aldebaran) Sorte dela!

(Máscara) Que sorte o quê? Trocar um italiano gostosão por um chinês pé no saco? Isso é burrice!

(Milo) Manu, você perdeu.

Shina também observa o beijo.

(Shina, levantando-se) Humph. Agora ele perdeu a vergonha de vez. Eu vou para minha casa que é o melhor que faço...

Shina entra em casa e vai até a cozinha, onde Lithos e Orfeu jogam gamão. Ela abre a geladeira, tira uma garrafa d'água e pega um copo.

(Orfeu) Nós já jantamos, mas se quiser jantar, acabei de colocar as almôndegas na geladeira.

(Shina) Estou sem fome. Lithos, Aiolia sabe que você está aqui?

(Lithos, constrangida) Não, mas qual é o problema? Estamos só jogando gamão.

(Shina, saindo da cozinha) Sei...

(Orfeu, para Lithos) Não ligue para ela. O mau humor é crônico.

(Lithos) Eu sei! Bom, vamos continuar!

--S--A--I--N--T--S--

De volta à festa...

(Dohko, abraçado a Fatma) Todo mundo está olhando.

(Fatma) Deixa. Queriam estar no nosso lugar. Dohko, é sério isso de que faz tempo que não beija?

(Dohko) Se é. Faz muito tempo. E nem ver beijo, eu via. Shiryu não tomava a iniciativa e beijava logo a Shunrei!

(Fatma) Então aquela história de que você tem mais de duzentos anos...?

(Dohko) É verdadeira.

(Fatma, rindo) Uau! Beijei o homem mais velho do mundo!

(Dohko, também rindo) É.

(Fatma) Isso é tão impressionante. (sussurrando) E me deixa tão excitada.

(Dohko) Fatma... mais de duzentos anos sem isso... eu não garanto auto-controle...

(Fatma) Quem disse que eu quero que você se controle? Vamos para a sua casa?

(Dohko) Tem certeza?

(Fatma) Absoluta.

(Dohko) Então vamos.

Os dois saem da festa sob os olhares atentos de todos.

(Milo) Vão pra cama! Vão pra cama!

(Shura) Huhu! Isso vai ser explosivo! Ela em abstinência por causa dele e eles sem sexo há duzentos anos! Vão quebrar a cama!

(Milo) Se aguentarem chegar no quarto! Aposto cem pratas que ficam no sofá mesmo.

(Saga) Parem de discutir as intimidade do Mestre! Que coisa mais desagradável!

(Máscara) Se ele acha que agüenta a Fatma, está muito enganado. Além do mais, ela está acostumada comigo, com minha potência, meu vigor, minha sensualidade mediterrânea. Aquele ali com um pauzinho de chinês não vai dar conta. Não vai mesmo.

(Kanon) Vocês vão continuar a festa ou vão ficar falando do mestre?

(Saga) Do jeito que são, é bem capaz de que montem plantão na frente da casa do Dohko?

(Máscara, estalando os dedos e gritando) Boa idéia! Carmelo, vem cá!

(Carmelo, aproximando-se) Pois não, mestre.

(Máscara) Vai lá para frente da casa do chinês, presta atenção em tudo, cola o ouvido na parede e depois me conta tudo que ouviu. Claro que se der para dar uma espiadinha, vai ser muito melhor.

(Carmelo) Sim, senhor.

(Camus) Não acredito que você fez isso.

(Máscara) O que tem? Quero saber a reação da Fatma quando ela se decepcionar com o china e sentir minha falta.

(Camus) Você é doente.

(Mu) Deixa, Camus, deixa. Um dia ele toma jeito.

(Camus) Duvido.

--S--A--I--N--T--S--

A festa continua noite adentro. Na casa de Dohko, outro tipo de festinha acontece...

(Fatma, deitada no sofá, no colo de Dohko) Uau. Você me deu uma canseira.

(Dohko) Eu nem comecei.

(Fatma, dando uma gargalhada) Ai, meu Deus, ainda bem que eu tenho fôlego de gato. Vamos lá, garotão, vamos para o terceiro round!

Continua...

--S--A--I--N--T--S--

(1) As almôndegas gregas são feitas geralmente com carne de carneiro e levam canela no tempero.

--S--A--I--N--T--S--

Ufaaa! Saiu! Que drama! Eu quase não conseguia pegar na fic, fui fazendo de pedacinho em pedacinho. Eu, hein! Espero não demorar tanto para postar o próximo, mas o mais provável é que demore...

É isso, povo! Até o próximo capítulo!

Beijins!

Chiisana Hana