POV Astoria

Suspiro forte, Ash me bica a cabeça, sorriu para ela. Ouço um sibilar, era Nagini. Normalmente me tinha sempre dado bem com ela apesar de não entendê-la, parecia curiosa a olhar para Ash.

– Vai lá Ash…

Ela me olha, entendendo, sempre entendeu, vai até Nagini, que desvia-se um pouquinho. Sorrio a ver a situação.

Chamo Toly, que me traz chocolate, me soube tão bem! E um livro para eu ler, um qualquer desde que me distraísse. Durante longas horas me sento numa das poltronas do quarto, lendo. Até que me deixo cair no sono…

De repente, me da vontade de ir no banheiro, maldita bexiga. Pára tudo, onde era naquele quarto enorme, o banheiro? Suspiro de irritação.

Começo a abrir as portas uma por uma.

Na primeira, aparece somente uma secretaria cheia de papeis, devia ser ali que ele tratava dos assuntos do Mundo Magico, abro a próxima porta, estava cheio de estantes com livros, abro minha boca de espanto, era tudo cheio de livros, de uma ponta á outra. Maioria de magia negra, não esperava outra coisa, abro a próxima porta, estava com roupas, para minha surpresa não só roupa preta, tinha umas roupas cinzas, outras de cor branca, serio? Abro os olhos de espanto, a curiosidade pesa mais forte, entro nessa divisão, olhando tudo devagar, fecho os olhos de leve, tinha o mesmo cheiro que me lembrava, o cheiro dele… Lágrimas começam a cair involuntariamente, pára com isso Astoria., malditas hormonas.

Saiu daquele compartimento, indo para a próxima porta. Na próxima estava o que eu previa, o banheiro!Era enorme, nossa! Finalmente! Entro, fazendo o que devia fazer não é! Olho para a longa banheira no quarto. Nossa, estava precisando de um banho longo.

– Toly…

O elfo aparece em seguida, se curvando perante mim.

– Poderia ter a gentileza de me trazer as coisas que necessito para tomar banho?

– Claro, senhora, Toly ir buscar…

Em menos de um minuto, aparece sais de banho, esponja, champôs e o resto que se possa imaginar. Uau! Até minha roupa para me vestir, ele tinha trazido. Onde teria ele ido buscar…?

A água ,ao me aproximar da banheira começa a correr, enchendo a banheira em segundos. Retiro minha roupa entrando dentro da banheira. Me permito fechar os olhos apreciando o banho. Começo pensando em tudo.

Ele não me deixaria sair dali nestes nove meses. Meus pais não sabiam de mim a meses que teria acontecido? E quando o bebe nascer, com quem ficaria meu filho, quem o cuidaria?

Todos os problemas me vêem a cabeça. Abro os olhos, acabando de me lavar saiu da banheira , quando ia buscar minha toalha, uma mão longa, de belas unhas, seguida de um braço também longo e musculado, me estende ela. Era ele! Me olhando serio…

POV Lord Voldemort

Era já de noite, chego no meu quarto. Ela não estava ali, começo olhando em volta, sua Fénix estava ali, perto da Nagini, as duas pareciam falar? Como isso é possível?

Ela não tinha escapado, ela não iria arriscar o filho numa fuga daquele quarto. Ouço um barulho vindo do banheiro. Abro devagar a porta, lá estava ela na banheira com muita espuma, de olhos fechados. Involuntariamente, me aproximo da banheira, ela estava fazendo o gesto de se levantar da banheira, pego na toalha a estendendo a ela. Ela abre os olhos, me olhando profundamente.

Tinha um ar tão perdido naquela altura, a puxo gentilmente da banheira, nua, a encosto a mim, ela não tem reacção nenhuma, somente engolia em seco. Mas eu conhecia-a muito bem, ela tremia, mas não era de frio com certeza.

– Continua igual …minha pequena…

Ela aperta com sua mão, minha túnica. Engolindo fortemente em seco. Pegando num gesto rápido, a toalha, se afasta de mim, se enrolando nela. Evitando ao máximo me olhar no rosto. Ela pega na sua roupa, indo no quarto de vestir que era no lado, se vestindo lá.

Minha primeira reacção é ficar furioso, mas isso não adiantaria. Eu tinha ficado fraco olhando-a, ela mexia demais comigo. Odiava isso, não queria isso…

Mas ela não ficou indiferente a mim, eu senti isso...abro um leve sorriso…

Sabia agora que fazer com mais certeza que nunca…Esta conversa iria corre muito bem!

POV Astoria

Entro no quarto de vestir, que nem sabia que havia ao lado do banheiro. Me visto lentamente pensando no que havia acontecido a poucos minutos. Quase, quase que havia sucumbido, a ele. Mordo meu lábio com muita força. Apesar de tudo o que acontecia, ele ser meu mestre, não me amar. Eu quase que havia caído no seu charme. Meu coração tolo, o desejava cada vez mais. Isso não era nada bom para mim.

Saiu do quarto de vestir, havia agora uma mesa para dois, no quarto, com o jantar na mesa, ele estava sentando numa poltrona, estava sem sua túnica de feiticeiro. Tinha umas calças de ganga preta e uma camisa cinza aberta no colarinho, deixando parte de seu peito a mostra. Por Merlin, que calor de repente! Isso era muito para mim. Ele me vê chegar, engulo fortemente em seco. Indica com a cabeça para me sentar na outra poltrona.

Obedeço indo me sentar a sua frente na mesa.

– Precisamos conversar….sobre o que fazer com você quando meu filho nascer.

De repente uma fúria surge, olho-o de frente, ele arqueja a sobrancelha.

– Nosso filho, é meu também…

– Que seja… suponho que você queira ver o meu - fiz fazendo ênfase no "meu", para me irritar, mordo meu lábio para me controlar.- …filho crescer não é mesmo? - Diz num tom desinteressado.

Fico olhando no seu rosto, meio intrigada, mas controlo a reacção.

– Sim…mas você disse que ia me matar mal ele nascesse…

– Quer morrer é?- Diz como não se importando com esse facto.

– Não me interessa morrer, mas você deu a entender que ia morrer quando nosso filho nascesse… por isso presumo que vou …morrer não…- digo controlando o no que se me formou na garganta.

– Tenho um trato para você…

Arquejo minha sobrancelha, olhando no seu rosto. Ele vê minha reacção, sorrindo macabramente. Não vinha coisa boa, de certeza.

– Você pode continuar viva, cuidar do meu filho, já que não estaria aqui todo o tempo e preciso de alguém que cuide dele…continuando a ser minha comensal…mas isso já não é suficiente, te treinei muito bem minha querida, sei perfeitamente do que você é capaz, já que você poderia fugir com meu filho de repente, no tempo, ainda mais tendo o velho do Merlin te protegendo a toda a hora… – eu continuava ouvindo ainda não acreditando na metade, mas ele era esperto o suficiente, havia descoberto parte do que eu faria se eu ficasse viva após ter meu filho, mordo o lábio, esperando a continuação –Você fará um juramento inquebrável, para nunca fugir daqui , obedecer-me totalmente e claro ….Se não aceitar, pode ter certeza que morre mal meu filho nasça…

Olho de olhos bem abertos para ele. Um juramento inquebrável, eu poderia morrer se desobedece-se, estaria ligado irrevogavelmente a ele para sempre, tendo que viver aqui com ele sempre, obedecendo para sempre. Se não aceitasse, morria logo que meu filho nascesse. De uma maneira ou de outra morreria de qualquer maneira. Suspiro forte, preferia a opção que me permitiria viver mais tempo. Aceitaria, porque pelo o menos veria meu filho crescer. Mas teria de proteger o meu filho, pelo o menos…

– Posso incluir uma condição…?

– Qual seria…? Se bem que você não esta bem, numa posição de fazer exigência, minha querida Astoria…

– Posso proteger a mim e meu filho de qualquer maneira certo…contra qualquer colega meu por assim dizer…muitos tentariam matar o meu filho, se soubessem que eu tenho…um…- Me interrompo ali, ele arqueja a sobrancelha, sorrindo de canto- filho teu…muitos tentariam me matar…por ter ousado tal coisa. As pessoas por poder são capazes de muita coisa…e eu há já muito tempo que conheço as peças…-digo cruzando as pernas, seriamente falando.

Ele parece ponderar, colocando sua mão debaixo do queixo.

– Muito bem , poderá mas não será necessário, avisa-los ei para não tentarem…

– Espera não…já imaginou a humilhação para minha família nesse aspecto, não estou muito diferente neste aspecto aqui...do que estava na década de 40 do século passado….seria declarada oficialmente uma perdida, tendo filhos fora de um casamento…

Ele sorri macabramente, ele levanta-se colocando-se atrás de mim.

– Hm, seria muito divertido ver você sofrer essa humilhação, minha querida… diz despenteando meu cabelo, me beijando meu pescoço, seguro as lágrimas com força.- Mas meu filho não será considerado um bastardo…creio que…seria muito interessante esta perspectiva nova, remodelando ligeiramente o juramento inquebrável, poderia incluir outras vantagens...- diz passando sua mão por meu pescoço, descendo pelo o ombro, um arrepio que não era de frio, com certeza percorre meu corpo, fala perto do meu ouvido - Quer se casar comigo Astoria…?

Olho ligeiramente para trás assombrada, como se meus ouvidos me tivessem traído, ele estava próximo de mim, achando engraçada minha expressão assombrada, abro e fecho a boca. Ele falava serio...