Nota tardia da Autora: 18/03/10.
Não é nada sério! Serinho... hehehehehe Acontece que me mandaram uma review por e-mail... por algo que simplesmente desconheço e a pessoa não se identificou. Eu gostaria muito de saber quem é.
Então... por favor... Quem a escreveu poderia me mandar uma Review por aqui mesmo se identificando? Ficaria grata!
A review é o seguinte e foi enviada dia 10 de março.
"Oi! sabes encontrei a sua fanc. (lady mine)por acaso e fui ler e encantei com a historia eu
simplismente fiquei sem palavras...nao sei se ria ou se chorava porque é uma história realmente fascinante e cativante.
Para ser sincera li duas vezes(isso já é um milagre pk eu não gosto de ler).
mas como pudeste parar o capitulo aí...(a chorarrrr e a desejar a tua cabeça cabeça ao mesmo tempo, mas mesmo k que eu
a tivesse não fazia nada pk eu quero que continue a escrever e facinar os leitores com as tuas maravilhosas escritas)
talves apartir de agora começo a ler mais... oh! tbm li os outros e amei, mas a minha preferida é LM.
Por mim a LM que devia terminar primeiro e sei k talvez eu nao sou a unica a desejar isso(desculpa se tou a ser demasiado sincera).
Mas, enfim continue e não demora muito a postar...(apesar de eu não saber quanto tempo demoras a postar capitulos, pk há aqueles escritores que demora 2 meses a postar uum capitulo e assim acabo por desistir de ler).
mas conserteza eu não vou desistir da tua.
BJS...ATE PROXIMO."
Obrigada! Até mais.
'·.¸.ღ Lady Mine ღ.¸.·'
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\Capítulo Vinte e Um\
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# Você é minha! Não vou tolerar ver o que é meu, admirar presentes de outro.
O tom possessivo e ameaçador a fez estremecer, ao mesmo tempo em que o bebê se movia em seu ventre.
# Não sou nenhum objeto! – disse irritada, tentando se livrar das mãos dele. Um movimento inútil, a resultar com ele a apertando mais e a trazendo ainda mais para perto dele.
# Você é minha! – repetiu, soltando um de seus braços, para segurar-lhe o queixo, a obrigando a olhá-lo. – E não gosto de dividir e muito menos ver outros cobiçarem o que me pertence.
Ela franziu a testa, o desafiando com os olhos. O brilho neles, fez o Youkai sorrir internamente, mesmo com todo o ódio que sentia por descobrir que outro homem a cortejava, e ela não lhe contara.
# Não sou sua propriedade. – virou a cabeça, tentando se livrar, e Sesshoumaru apertou ainda mais o seu queixo. – Me solte! – pediu.
# Pois é exatamente isso o que você é. – ele disse, sem se importar em atender aos pedidos dela. – A partir do momento em que se tornou minha Companheira, se tornou minha propriedade. A partir do momento em que completou o pacto comigo, se tornou minha. E não admito ver algo meu, adorando presente de terceiros. – Kagome olhou-o irritada. – Não há mais como voltar atrás, você é minha! – e a soltou. – Se acostume com isso.
Kagome comprimiu os lábios, e teria voado no pescoço dele para matá-lo, se tivesse certeza de que não faria acabaria fazendo mal ao seu filho. Bebê que tornara a se mover, indicando saber estar acontecendo um conflito entre os pais. Viu Sesshoumaru lhe dar as costas, indicando que encerrara a conversa.
Ele não podia fazer aquilo com ela. Não podia tratá-la como se fosse um objeto qualquer e depois se afastar, esquecendo-a, porque se cansara de impor seus desejos sobre ela.
E antes que pudesse evitar, sentiu todo o muro que construíra ao seu redor, desmoronar. Toda a frustração que andava escondendo, tentando apagar de seu íntimo, se libertou.
# Pare de agir assim! Pare de agir e falar como se toda essa situação fosse culpa minha. – gritou, o fazendo virar em sua direção. – Pare de ser um miserável infeliz.
Os olhos dourados a encararam incrédulos. Nunca ninguém havia cometido o erro ou tido a audácia de lhe gritar antes, da maneira como ela estava lhe gritando.
# Pare de me tratar como um de seus objetos, por que não o sou. Pare de jogar sobre mim, uma culpa que não é minha.
Sesshoumaru fez um som prepotente com os lábios.
# Não fui eu quem lhe atacou! – tornou a gritar, não se importando com o fato de ser ouvida pelos criados. – Não pedi isso para mim! Nada disso é culpa minha! – indicou a casa ao seu redor. – Eu não escolhi estar aqui. Não fui eu quem me engravidei. Portanto não ouse colocar a culpa em mim.
Deu mais um passo em direção a ele, ignorando o fato de ele poder lhe machucar fisicamente ou com suas palavras frias.
# Se você tivesse controlado seu maldito instinto Youkai, eu não estaria aqui!
Berrou, sentindo as lágrimas começarem a inundar seus olhos.
# Se você fosse tão poderoso quanto diz ser, eu estaria vivendo minha vida. Estaria me preocupando com os problemas de sempre. Não estaria sofrendo toda maldita manhã por causa de uma gravidez que eu não desejava. Que eu não programei e não desejo. Por sua causa, eu estou presa nesta casa. – bateu com o indicador no peito dele. – Por sua causa, meu pai se nega a vir me ver.
Respirou fundo, não se importando com o enjôo e nem com as pontadas dolorosas que lhe acometiam o ventre. Abaixou o braço, o olhando com raiva, e pedindo para que as lágrimas não caíssem.
# Seu pai não é problema meu.
# Como não? Ele lhe odeia mais do que chegou a odiar qualquer outro ser vivente. E para não ter de olhar ou pensar em você, ele está me evitando. Ele lhe odeia mais do que… - respirou fundo, desviando os olhos. – Você me roubou tudo, Sesshoumaru. – falou em tom baixo.
Uma lágrima teimosa escorreu de seus olhos. E durante o tempo que ela tirou para pegar mais ar, Sesshoumaru não disse nada.
# Você roubou meus sonhos. Destruiu cada um deles por causa de uma loucura. – continuou. – Você roubou de mim o que toda as garotas sonham em entregar para o amor de sua vida, num momento especial.
Deu um passo a frente.
# Então pare de agir como se eu estivesse adorando a situação, e gostando ainda mais de receber esses malditos presentes, por que um bastardo infeliz quer lhe ver irado. Não se preocupe com sua droga de orgulho e ego, pois eu sei me comportar. Pare de agir como se fosse meu dono, pois você não é!
# Eu sou seu Companheiro. – ele disse. – Isto me torna seu proprietário.
# Vá para o inferno! - gritou o mais alto que pode. - Não sou propriedade de ninguém. Você é apenas um infeliz que tornou minha vida mais difícil do que já era. E eu te odeio por isso!
Uma pontada dolorosa atingiu-lhe no ventre, e suas mãos começarem a queimar como se estivessem expostas a brasas, girou no mesmo lugar, decidida a trancar-se no quarto.
# Se não queria isto, deveria ter se negado e ficado com o Hanyou.
# Ao contrário de você, tenho coração. Jamais faria Inuyasha e Kikyou pagar por um erro seu. – gritou, indicando-o com o dedo. – Seria muito fácil para você. - acusou. As lágrimas brilhando em seus olhos. - Aposto que ficaria feliz, livre para ir para cama com qualquer vadia, enquanto minha irmã também tinha os sonhos dela minados. – riu sem humor. – Oh sim… seria perfeito para você. Tirando o fato de que seria deserdado.
O bebê se moveu, desta vez com mais intensidade, fazendo o ar lhe faltar e tudo ao seu redor oscilar. Entretanto, piscou e puxou o ar com força, tentando empurrar as dores para longe. Sentiu as mãos de Sesshoumaru se fecharem em seu braço e praguejou mentalmente. Ao puxá-la, em um movimento brusco, ele acabara por intensificar tudo o que já sofria.
# Não se atreva a erguer a voz para mim. – mandou, entredentes.
# Me solte!
# Acha que gosto de ter uma Humana ligada eternamente a mim? – questionou-lhe, segurando o queixo dela para manter o contato visual. – Acha que gosto de saber que meu herdeiro vai ser um Hanyou? Você acha que eu gosto desta situação?
# Me solte!
# De que jamais terei um herdeiro de quem me orgulhar, por causa desse seu sangue imundo Humano.
# Me solte! – ordenou, e puxou o braço com força. - Eu te odeio!
Sentiu o músculo e a articulação, reclamarem com a violência do gesto, mas ignorou aquilo, da mesma forma que ignorou a tontura e as pontadas insuportáveis que começaram a atingir-lhe o ventre. Tropeçou nos próprios pés por mais de duas vezes, mas conseguiu chegar em seu quarto, antes que Sesshoumaru decidisse que não haviam encerrado a discussão.
Bateu a porta do quarto e encostou-se nela, enquanto a trancava. E tão logo o fez, se viu deslizando em direção ao chão, lágrimas escorrendo por seus olhos, devido a dor que se alastrava por seu corpo. Sentia como se agulhas estivessem penetrando em seu ventre e como se uma mão estivesse pressionando seu pulmão e diafragma.
Mordeu o lábio e abaixou os olhos para suas mãos. A cor vermelha apenas servia para deixar evidente o fato de que suas mãos pareciam estar pegando fogo. Fraca, rastejou até a cama e, com muito esforço, conseguiu se colocar de pé. Necessitava de frio. Muito frio. Necessitava tomar um banho frio.
...
Sesshoumaru quase foi incapaz de controlar a vontade de destruir tudo o que estava na sua frente. Era quase impossível controlar a raiva e a frustração que sentia.
Como Naraku se atrevia a dar em cima de quem lhe pertencia? Fechou a mão em um punho e praguejou mentalmente. Como Kagome se atrevera a gritar com ele daquela forma? Ninguém nunca havia feito isso, e muito menos, ninguém havia chegado perto de fazê-lo. Todos o temiam.
E por que diabos sentira como se alguém houvesse lhe atingido o peito com um soco, quando a vira olhá-lo com ódio e dizer que o odiava? Não queria, não deveria, sentir absolutamente nada por aquela pequena feiticeira, que transformara sua vida em um pequeno inferno.
# Merda! – xingou, olhando para a piscina.
Não queria ter iniciado uma discussão com ela. Não deveria tê-lo feito, quando sabia que a desarmonia entre os dois poderia gerar sérios problemas para a criança que a mulher carregava no ventre. Era sabido que o bebê, sentia tudo o que a mãe sentia, e sempre se revoltava durante as brigas dos pais, e tentava, de todo modo, chamar a atenção para si, e unir os pais novamente. E para isso, muitas vezes ele gerava dor à mãe. E, mesmo que tentasse negar a si mesmo, detestava pensar na idéia de vê-la sentir dor.
Por que aquilo estava acontecendo com ele? Não era para ele sentir aquele tipo de coisa. Aqueles sentimentos deveriam pertencer, única e exclusivamente, ao Humanos e Hanyou, criaturas que, devido a isto, eram mais fracas e mais inúteis.
Voltou os olhos para o chão, e pode ver um das pequenas folhas que caíram do buquê que Naraku enviara, quando o entregador saíra apressado na companhia da empregada.
Naraku pagaria por se atrever a cortejar sua Companheira. O Hanyou não fazia idéia de que acabara de assinar sua destruição. Não gostava de ver outros tentarem alcançar o que lhe pertencia, e muitos haviam sofrido por terem ousado fazê-lo. E Naraku não sairia ileso dessa. Sofreria mais do que todos os outros haviam sofrido. Afinal de contas, estavam falando de sua Companheira. Estavam tratando de um assunto, que – irritava-se ao pensar nisto – descontrolava-o e deixava-o sem chão.
Sim. Irritava-lhe, saber que a menina Humana, poderia desestabilizá-lo. Irritava-lhe saber que ela poderia fazê-lo perder o controle, como nenhuma outra pessoa conseguia.
Relaxou as mãos, assim que as unhas começaram a penetrar a carne da palma de sua mão. As ergueu diante do rosto, e ficou as analisando com cautela. Ainda podia sentir a pele quente de Kagome entre os dedos. Pele que, foi capaz de notar durante a briga, ia se tornando cada vez mais quente sob seu toque, como se ela estivesse com febre.
Havia tentado pesquisar sobre a saúde de Kagome. Mas, estranhamente, o histórico médico dela, parecia ser dez vezes mais seguro que os arquivos confidênciais da polícia.
"E o Chichi-ue jamais contaria nada!" com desgosto, lembrou que o pai jamais o ajudaria com aquilo. E ele, Sesshoumaru, jamais imploraria para que o pai lhe contasse.
Girou no mesmo lugar, decidido a voltar para o quarto e lidar com Kagome mais tarde, quando ambos estivessem mais calmos. Assim também poderia arrumar um modo de contar-lhe que teria de sair para jantar com ele e dois sócios, no final de semana seguinte.
Entretanto, assim que pisou no primeiro degrau da escada, sentiu o ar lhe faltar e a marca de sua união com a Humana queimar de forma insuportável. Ouviu sua consciência Youkai gritar em sua mente, e antes que pudesse perceber, já havia arrombado a porta trancada do quarto de Kagome.
Pudera sentir a dor dela e a do filho que ela esperava. E a dor pareceu ainda pior ao notar que ela se encontrava desmaiada dentro da banheira. A água gelada transbordando para fora, havia coberto a cabeça dela, a afogando.
"Não!"
Sem pensar duas vezes, a arrancou da banheira, se sentando no chão encharcado, com ela em seus braços. A pele da jovem estava mais pálida que o usual, mas ao contrário do que imaginava, não estava gelada, e ela nem ao menos tremia de frio. Sua temperatura estava amena, assim como era a de todos os Humanos.
# Você não vai sair dessa assim! - afirmou.
Ela não respirava. E por consequência disso, o filho deles também não deveria estar respirando.
# Você não vai escapar de mim tão facilmente!
Ignorando o pudor e muitas outras coisas, deitou-a no chão, e arrancou-lhe o vestido. Um estranho desespero o atingindo ao ver a mancha vermelha que ia se alastrando pela barriga dela.
Espalmou a mão sobre o ventre dela e deixou que sua energia Youkai se concentrasse ali. Podia sentir que era o bebê quem lhe causara a falta de ar e o desmaio. Ele podia sentir isso, através da energia que vinha do bebê. Ele não gostara de saber que os pais brigaram e muito menos de ouvir a mãe dizer que o odiava.
# Merda!
Praguejou, deixando que sua energia Youkai tentasse alcançar o bebê e se inclinou sobre ela. Os lábios tocando os dela, em um beijo extremamente suavemente. Não se recordava se a beijara na noite em que a atacara, mas agora que o fizera, sentiu como se ela o houvesse enfeitiçado ainda mais, e se amaldiçoou. Não era para ela ser tão perfeita.
"Tão perfeita a ponto deste Sesshoumaru não querer deixá-la!"
Kagome puxou o ar com violência, e seu corpo formou um arco, antes que ela começasse a se debater nos braços de Sesshoumaru, como se estivesse tentando se livrar de alguém que a queria sequestrar. Os sons que abandonavam seus lábios eram gemidos de dor e de desespero, algo que, mesmo não querendo, o havia ferido.
# Se acalme, Kagome. – pediu, segurando os braços dela, a fim de impedir que ela lhe atingisse com tapas, enquanto ofegava, e lamentava, por causa da dor. – Se acalme! Só assim a dor passará! Se acalme, e o bebê se acalma. – ele mandou, prendendo os braços dela no chão molhado, ao lado de sua cabeça.
Revelando-se atordoada, Kagome soltou um grito de desespero e começou a tossir.
# Passou! Você está segura agora. Nada vai lhe machucar. Está tudo bem… foi só o bebê, se queixando por nossa briga. Ele está agitado. – ela gemeu e fechou os olhos com força.
Por um momento, ele acreditou que ela fosse começar a chorar ou simplesmente perder os sentidos novamente. Mas isto não aconteceu. Depois de tossir mais três vezes, ela parou de se mover, e respirou profundamente pelo nariz, duas vezes, antes de abrir os olhos. E Sesshoumaru quase a odiou, quando os olhos azuis voltaram a encará-lo.
Como ela era capaz de afetá-lo daquela maneira? Como ele poderia sentir que estava sendo afogado, apenas pelo fato de olhá-la nos olhos?
"Merda!"
A pele sob suas mãos esfriou de forma brusca, causando-lhe uma especie de choque. A temperatura do corpo delicado e feminino caindo, numa resposta tardia ao fato de que ela estivera submersa sobre a água gelada. Abaixou o olhar até o ventre dela, e quase suspirou em alívio ao ver a mancha vermelha, ir ao poucos desaparecendo, deixando a pele alva e intacta.
"Ótimo!"
# Viu? Não disse? Era só você se acalmar, que tudo passaria. – a testa feminina se franziu.
Sesshoumaru a soltou, temendo suas próprias reações àquele alivio, mas não se afastou o suficiente. Sentia seu próprio corpo temer, como consequência do susto, e maldisse-se por isso. Não era para se desesperar. E muito menos deveria deixar essa emoção transparecer.
# Os filhos dos Youkai sentem tudo o que acontece entre a mãe e o pai. - anunciou, desejando se livrar daquelas sensações. - Ele se agitou com a nossa discussão.
Kagome mordeu o lábio e moveu os dedos, como se quisesse ter certeza de que ainda possuia os movimentos deles, mas não alterou sua posição. E, naquele momento, olhando para a face dela, Sesshoumaru notou o pequeno corte que ela tinha na testa, do lado direito.
# Onde se machucou? – ele questionou, tocando o ferimento, com um dos dedos.
# Esqueci que havia deixado a porta do armário aberta. – sussurrou, estremecendo sobre o toque dele.
Sesshoumaru manteve os olhos fixos nos dela, por mais alguns segundos, antes de abaixar o olhar e examinar o corpo dela. Ali, deitada no chão frio e coberto de água, ela não parecia em nada com a mulher que a poucos minutos estivera lhe gritando. Ali, ela parecia um fino cristal que por pouco não se estraçalhara em mil pedaços.
"Algo que se quebrar, não tem mais concerto."
E então, seus olhos se estreitaram e os dentes se trincaram. Os punhos dela e os braços – nos locais onde ele, mais cedo, a segurara. – estavam roxos. Ele não a havia segurado com tanta força assim, para marcá-la daquele modo. Mesmo em meio a sua raiva, não havia se permitido a exercer força para machucá-la. Era extremamente desonroso um Youkai machucar sua Companheira.
# Não lhe segurei com tanta força. – afirmou em voz alta, querendo convencer-se e lembra-se disto. – Por que está marcada? – seus olhos dourados se encontraram com os dela.
Kagome piscou e virou o rosto em busca das marcas, antes de voltar a encará-lo. Mordeu o lábio e, inalou o ar com força antes de se forçar a ficar sentada. Seu cabelo colou em suas costas nuas e água escorreu, trançando um caminho por sua coluna e lhe fazendo estremecer.
# Minha pele é clara demais. – murmurou em resposta, franzindo a testa e olhando para a água que tomava todo o banheiro. – Qualquer coisa me machuca demais. – ergueu os olhos, e alisou o punho marcado. – Você não me segurou com tanta força. – encerrou, e seu corpo começou levemente a tremer.
# Maldição! – Sesshoumaru se levantou, pegou uma toalha e a envolveu no tecido felpudo, antes de forçá-la a ficar de pé, sustentando-a com seu corpo. – Apenas queria segurá-la… e não machucá-la.
Ele não fazia idéia da razão pelo qual estava se explicando para a Humana. As palavras abandonavam seus lábios, como se seu corpo houvesse sido possuído por outra pessoa. Ele, Sesshoumaru, não devia explicações para ninguém, muito menos para uma criaturinha Humana. Ele, o grande Sesshoumaru, jamais havia se preocupado com nenhuma mulher que não fosse sua mãe. Mas ali estava ele agora, passando a toalha na cabeça de Kagome, ao mesmo tempo em que tentava fazer o frio dela passar.
# Tudo bem! – Kagome sussurrou, enquanto seu queixo começava a bater. Abraçou-se, e seus olhos encontraram seu vestido, rasgado, no chão. – Você… você… - olhou-o. – tirou minhas roupas?
Sesshoumaru fez um som debochado pelos lábios, antes de deixar que um pequeno sorriso surgisse neles.
# Necessitava ter acesso a pele de sua barriga. – ele disse, envolvendo os ombros dela com a toalha. – Para transmitir calma ao nosso filho, eu tenho que lhe tocar e passar um pouco de minha energia para você e para ele. Foi apenas para isso que rasguei suas roupas.
O Youkai, sorriu ainda mais quando a viu fazer um gesto displicente com a cabeça, parecendo não se importar com o fato de apenas estar de lingerie, na frente dele. Não soube quanto tempo exatamente os dois ficaram ali, apenas parados se tocando e olhando.
Mas, Sesshoumaru teve certeza de que odiou o momento em que ela começou a tremer violentamente com o frio e desviou o olhar dele, antes de se afastar. Observou-a caminhar lentamente pelo banheiro inundado, até alcançar o grande roupão de banho, pendurado ao lado do boxe.
# Por que entrou na banheira com roupa? – questionou, enquanto ela vestia o roupão.
Os olhos azuis se fixaram nele, e pode ver, claramente, antes que ela virasse de costas, medo e dúvida neles.
Não gostava de saber que ela ocultava algo dele.
# Eu… - pigarreou, dando um nó na faixa do roupão. – Acontece… - ela fez uma careta, enquanto se virava para ele. – Não tive tempo de tirar a roupa para entrar na banheira. – mordeu o lábio. – A água fria me acalma.
Havia muito mais ali, do que simplesmente aquela explicação, ele sabia. Existia muito mais além do constrangimento na voz, olhar e ações corporais da menina humana. Estreitou os olhos, acreditando que aquele seria o melhor momento para colocá-la contra a parede e receber as respostas que queria.
# Obrigada! – torceu a toalha que ele havia lhe dado, entre as mãos. – Obrigada por me ajudar. – repetiu, focando os olhos nos dele. Uma ação, ele tinha certeza, premeditada, para que ele esquecesse seus pensamentos anteriores. – Sei que você detesta a mim e ao… - engoliu seco. – bebê. E talvez isso não…
# Cale-se Kagome! – mandou.
A adolescente se sobressaltou, e olhou assustada. Seus olhos mostrando terror, enquanto ela recuava e encostava-se na parede, presa entre ela e o corpo forte de Sesshoumaru. O Youkai sabia que ela ainda tinha medo de algumas de suas reações. Mesmo sabendo que ele não a feriria, Kagome Higurashi ainda era assombrada pelo que ele lhe fizera na noite do noivado de Inuyasha e Kikyou. E ele, tinha de arrumar um modo de fazê-la esquecer permanentemente do trauma.
Ergueu a mão e tocou o rosto dela com carinho, subindo até onde ela havia se machucado no armário.
"Assim… o caminho até sua cama seria ainda mais fácil." falou a si mesmo.
# Não quero que nada aconteça a você e ao bebê, Kagome. – disse em voz suave, e observou o olhar dela se tranquilizar. – E… - ele puxou o ar com força pelos lábios, quase não acreditando no que iria fazer. – peço desculpas por ter perdido a cabeça. Mas realmente não consigo controlar meus instintos quando penso em outro cobiçando o que é meu.
Ela franziu a testa, e antes que ela pudesse dizer alguma coisa a respeito de não ser uma propriedade dele, beijou-lhe a testa e se afastou.
# Acho melhor você se trocar. Vou mandar uma das criadas subir para limpar o banheiro. – e assim, deixou o quarto.
Embora houvesse feito e agido de uma forma que jamais quisera, sentia como se houvesse ganhado mais de mil prêmios. A menina confiaria nele, e se isto acontecesse, seu primeiro pedido de desculpas, teria valido todo o sufoco.
Olááá!
Eu Já estou bem do ouvido e faz exatamente dias que não tenho dor de cabeça \o/ Obrigada a todas que me desejaram melhoras.
Ficar sem enchaqueca é tão bom!!!!
Eee... agradeçam a falta de Luz por isso. Ela tentou me matar esturriscada essa madrugada. Tá um calor infernal aqui e eu não dormi direito por causa da falta de energia. ¬¬' Mas consegui escrever o final do cap de LM à luz de velas... que liiindo!!! seria muito romantico isso, se eu não estivesse quase desintegrando e virando um copo de água gelada *com quatro cubos de gelo* sobre minha cabeça. Affs... mas em fim!
Aqui estou eu e espero que tenham gostado!
Sesshy salvando a vida da Kagome depois de receber os gritos dela e talz...
E Sesshy achando que sendo frio e tentando mentir para si mesmo vai conseguir evitar cair de amores por ela.
Agradeço pelas reviews que tooooodas me mandaram (Pelo capítulo 20). Adoro todas elas!
Little Pierrot
Maomy
Drama 9
Srta Ka
G4bi
Marcia
Nai (O sexo do bebê é um segredo! Muah Muah Muah!)
Emmi T. Black
Thays
Megame
Lady Kyrazinha
Liane
Lady Aredhel Anarion
HP (Não! Kagome ainda não chegou aos 4 meses... mas aparenta estar com 4 meses. Ela ainda vai chegar ai... :P)
Nami-chan Vampire (Obrigada pelo toque do pequeno erro com o oftalmo.)
Aninha
Beijos e abraços para todas vocês! =D
Acredito que minha próxima postagem seja MDP (Marcas de Um Pecado). Estou quase conseguindo entrar em um denominador comum. hehehehhe
Beijokas...
E até o próximo!!!
