UMA SURPRESA PARA VEGETA
Bulma se exercitava no jardim. Havia um grande movimento de engenheiros e empreiteiros. A obra da nova sala gravitacional de Vegeta estava quase finalizada. Enquanto se exercitava, ela pensava se devia ou não fazer um dormitório novo para Vegeta dentro da sala: "Se eu faço um quarto lá, nunca mais eu o vejo! Vai querer viver ali dentro!" Pensava ela. Isto lhe causava grande preocupação. Não via Vegeta com muita freqüência desde o episódio com Yamcha. "Imagine o Vegeta numa sala bem maior, mais potente e com dormitório ao lado? Só sairia dali para comer". Reclama.
Vegeta nem imaginava que Bulma estivesse tão empenhada em algo para ele. De repente, o engenheiro chefe chama Bulma:
- Senhorita! Chama ele.- Devemos saber se haverá um dormitório ou não. Comunica.
- Pode fazer. Autoriza ela com pesar.
Terminando seus exercícios ela entra na casa em direção ao seu quarto. No meio do corredor vê Vegeta depois de quatro dias. Ele nada fala apenas se cruzam sem trocar nenhuma palavra. Isso irrita Bulma ainda mais. "Como é grosso!" Pensa ela. "Como é orgulhosa!" Pensa ele. Vegeta come alguma coisa e retorna aos treinos. Bulma vai para o banho, arruma-se e sai para trabalhar.
Ela retorna a noite. Quando chega ao jardim encontra seus pais observando a estrutura da nova sala gravitacional. Surpresa ela diz:
- Já ficou pronta? Pergunta parando para observar também.
- Terminamos á algumas horas. Comunica o professor.
- O bonitão do Vegeta vai ter uma surpresa! Fala a Sra. Briefs feliz.
- Vamos chamá-lo para que ele veja! Diz o professor.
- Não papai! Diz Bulma. – Ainda não! Deixe que mais tarde eu aviso. Fala.
- Mas por que? Pergunta ele.
- Deixe-o treinar mais um pouco. Responde.- Vocês sabem como ele reage á quem atrapalha seu treinamento.
- Bem... Pensando por este lado... O professor fica meio indeciso.
Todos entraram na casa, a sra. Briefs comunica Bulma que vai servir o jantar. Ela toma uma ducha e desce. Jantam. Minutos depois Bulma está na sala estudando uns documentos. Os pais decidem subir, o dia foi muito cansativo para eles:
- Boa noite querida! Dizem antes de sair.
- Boa noite. Responde Bulma olhando os documentos.
Mais tarde Vegeta entra na casa. Passa por Bulma sem ao menos notá-la. Come o restante do jantar. Volta para sala, só ai percebe a presença dela:
- Ainda acordada? Pergunta surpreso.
Bulma levanta a cabeça para encará-lo: - Precisava estudar estes documentos. Fica surpresa, já que ele ultimamente não fala com ninguém. Olhando o relógio na parede fala: – Puxa! Realmente está tarde. Diz ela. – Já terminou seus treinamentos? Pergunta.
- Ainda não. Responde ele antes de começar a se retirar.
- Espere! Pede ela meio insegura.
- O que você quer? Pergunta ele com mal-humor repentino.
- Preciso lhe mostrar uma coisa. Diz levantando-se do sofá e indo na direção dele.
- Agora eu não posso! Avisa ele irritado. – Eu preciso treinar. E começa a se retirar novamente.
- Não vai demorar nada. Comunica. – E eu aposto que você vai gostar! Diz desafiadora.
- Gostar do que? Pergunta parando novamente e olhando para ela.
- Me acompanha que eu te mostro! Diz ela passando por ele e puxando-o pela mão.
- Se for mais uma idiotice sua... Avisa ele. – Eu juro que você me paga! Estava carrancudo.
- Deixa de ser mal-humorado! Ela faz uma careta. Caminharam por todo o jardim até que entraram no prédio que leva ao laboratório. Ainda de mãos dadas com ela ele reclama:
- Eu não tenho interesse em suas invenções idiotas. Fala ele ao perceber que entraram no prédio do laboratório.
- Minhas invenções não são estúpidas. Diz brava. – E não esqueça que elas te ajudam a treinar e ficar mais forte.
- Humpf. Reclama virando o rosto.
De repente eles param em uma porta de metal espessa. Estavam no prédio novo que era anexo ao laboratório. Bulma pega uma chave que lembra um cartão e passa no leitor da porta. Ela abre e eles entram. Acendem as luzes e o enorme ambiente se ilumina mostrando o interior da sala.
- O que é isso? Pergunta ele curioso.
- É a sua nova sala de treinamentos. Diz ela.
- Uma nova sala gravitacional? Pergunta desconfiado.
- Isso mesmo! Confirma ela. – Resolvi construir esta sala para você poder treinar melhor. Ela é maior, sua estrutura é muito reforçada. Assim, você pode treinar sem correr o risco de se machucar ou explodir a minha casa! Diz colocando o dedo no nariz dele. - Esta sala agüenta uma gravidade aumentada em mais de 800 vezes. Concluiu satisfeita.
- Mais de 800 vezes? Parecia surpreso. Olhando a sala com cautela ele diz: - Tenho que admitir... Ás vezes até uma inútil como você consegue se superar! Essa era a maneira dele de dizer que gostou. Bulma fica irritada. Estava cansada das grosserias dele.
- Escuta aqui Vegeta! Fala irritada. – Estou cansada de suas grosserias. Eu não sou uma inútil. Reclama enquanto ele como sempre nem se importa. – Ao invés de ofender por que não diz obrigada?
Ele apenas a encara em pé sem nada dizer. Adorava irritá-la. Tinha as sobrancelhas levantadas. Isso á irritou ainda mais e chegando perto dele chutou a sua canela. Como ele esperava algo assim, apenas endureceu os músculos da canela. Bulma sentiu como se chutasse uma barra de aço.
- Ai! Ai! Fala ela segurando o pé. – Você é feito de aço? Pergunta chorosa pela dor.
- Bem feito! Disse ele.- Ninguém mandou você querer me chutar.
- Eu te odeio! Diz ela partindo pra cima dele novamente. Ele a segurou. Ela começou a se debater mas logo foi controlada sem esforço algum. Tinha sua respiração bastante ofegante.
- Me solte! Mandava ela. – Me solte!
- Só depois que você parar com essa atitude ridícula. Dizia ele calmamente.
- Como eu te detesto! Te detesto! Ela berrava pra divertimento dele.
Já mais calma e com a respiração voltando ao normal, Bulma já não faz esforço para desvencilhar-se dele. Nesse instante eles se dão conta de como estão perto. Vegeta começa a sentir o cheiro dos cabelos e pescoço dela. Devagar começa a percorrer o caminho de seu colo com o nariz, absorvendo todo seu cheiro. Bulma fecha os olhos enquanto sente-se arrepiar pelo toque dele. Sente-o beijar-lhe a nuca e isso á faz suspirar. Virando-a de frente para ele, eles se beijam fervorosamente. Bulma passa os braços pelo pescoço dele, enquanto Vegeta a agarra pela cintura. Os beijos são cada vez mais intensos. Afastam-se um pouco para respirar, ao encarar-se percebem o desejo em seus olhares.
- Mais calma! Pergunta com um meio sorriso.
- Um pouco! Responde. – Ficaria muito mais se você fizer amor comigo, do jeito que só você sabe. Ela sorri maliciosa. As palavras dela causam satisfação e prazer á ele. Voltando a beijá-la, ele caminha até o quarto indicado por ela.
No quarto eles amam-se com uma urgência e uma saudade tamanha. Exausto Vegeta adormece profundamente. Bulma observa ele dormir por uns instantes e sai sem fazer barulho. Já em seu quarto ela relembra os acontecimentos. "Ele vai ter uma surpresa ao não me encontrar". Pensa enquanto segue para a ducha. Vegeta acorda durante a madrugada. Sente-se exausto. Passa a mão ao seu lado e percebe que está vazio. Olha assustado para o lado. "Onde ela foi?" Pergunta-se. Vai até o banheiro e não a encontra. "Se eu não estivesse nu, juraria que era um sonho" Diz com estranheza. Logo o mal-humor habitual toma conta dele. Resolve experimentar sua nova sala para esquecer suas frustrações ao não encontra-la á seu lado.
O dia amanhece e segue sem novidades. Bulma vai ao laboratório adiantar alguns projetos, á tarde vai aos escritórios. Durante o almoço não vê Vegeta. Fica sabendo depois que ele pediu que suas refeições fossem levadas á nova sala. "Já era de se imaginar" Pensa insatisfeita com a notícia. No final do dia ela vai ao quarto. Enche a banheira de água e coloca muitos sais de banho. Entra e solta um suspiro de prazer. Brinca alguns momentos com a espuma e pensa: "O que eu tenho que fazer, para derrubar as muralhas que você coloca Vegeta?" Ela mergulha e segura á respiração alguns minutos em baixo da água. Retornando faz um bico ainda pensativa. Minutos depois deixa o banho com um sorriso. Já no quarto ela começa seu ritual de beleza. Abrindo algumas sacolas pega diferentes cremes que comprara esta tarde. Já perfumada o suficiente olha o relógio de cabeceira: "Oito horas!" Pensa. "Logo meu pai e minha mãe irão dormir e eu vou fazer uma visitinha para o meu príncipe". Coloca uma nova camisola e um hobby. Sem ter o que fazer pega uma revista para ler enquanto tem que aguardar.
Dez horas da noite, Bulma ouve passos no corredor. "Provavelmente são os meus pais" Pensa. Minutos depois ela resolve sair do quarto e verificar. Vai até a ponta da escada e percebe que não há movimentação de pessoas lá em baixo. Volta pelo corredor e decide verificar o quarto dos pais. Vagarosamente abre a porta do quarto do casal: "Bingo!" Pensa ela ao encontrá-los dormindo. Dá meia volta e vai para a sala gravitacional. Passa antes pela cozinha e pega uma bandeja de frutas. Ao chegar no jardim, ela é quase surpreendida por um dos seguranças. "Ufa!" Suspira aliviada. "Essa passou perto". Caminha pelos corredores do prédio. Vai até o laboratório e pega uma chave reserva para poder entrar na sala.
Assim que para em frente á porta, verifica que a sala está fora de funcionamento. "Ótimo! Posso entrar sem nenhum problema!". Entrando, percebe que está tudo escuro. Vê apenas a fraca luz vinda do dormitório. Vagarosamente vai entrando no quarto. Vegeta também não está lá. Só então ela percebe que a luz vem do banheiro. "Ele está no banho" Concluiu ela. Resolve deitar na cama e aguardar ele sair. Põe a bandeja no chão.
No banho, Vegeta percebe uma pequena presença. Tirando a espuma dos olhos ele pensa insatisfeito: "Tenho visitas! E conheço muito bem esse Ki". Continua o banho mal humorado pela presença de Bulma. Cada vez que pensava em ter um momento só seu, ela aparecia para encher-lhe os ouvidos com besteiras. "Será que um sayajin não pode ter um momento de paz e solidão?" Pensava. Solidão! Essa era sua palavra preferida, mas desde que permanecera na Terra, mais propriamente dito na casa de Bulma não conseguia ficar só. Quando não era o professor com invenções idiotas, era a sra. Briefs com coisas malucas ou chazinhos com bolacha. "Humpf" Estava aborrecido. Enquanto a água caia em seus ombros, sentia os músculos doloridos. Estava exausto. Aliás, há alguns dias ele se sentia exausto. "Não faz mal!" Pensava enquanto a satisfação tomava conta dele. Sabia que estava progredindo. E isso era o mais importante. Muitas vezes esquecia-se de comer ou dormir. Mas logo chegaria ao nível de Super Sayajin e ultrapassaria de uma vez por todas os poderes de Kakarotto. Podia sentir isso á cada dia que treinava. Desligou o chuveiro e enrolou-se na toalha.
Ao ouvir o chuveiro ser desligado, Bulma retira o hobby e arrumasse de maneira sexy na cama. O coração estava aos pulos, já que Vegeta poderia pular em cima dela e fazer amor á noite toda ao vê-la ali ou botá-la pra fora como se fosse apenas um entulho qualquer. Trancou a respiração assim que a porta começou a ser aberta. Ao sair do banheiro Vegeta corre o quarto com os olhos e só para ao encontrá-la em sua cama. Sem rodeios ele pergunta:
- Posso saber o que você está fazendo aqui? Pergunta olhando-a de maneira indiscreta.
- Estava com saudades! Responde ela. – Não vi você o dia todo. Reclama.
Fingindo ignorar os comentários dela e torna a perguntar: - E posso saber como entrou aqui? Na verdade ele pouco se importava com aquilo. A visão dela diante dele fazia com que todos os sentimentos ruins fossem afastados.
- Eu tenho os meus meios. Disse ela sem revelar que possuía uma chave extra. – Terminou seu treinamento? Agora era a vez dela perguntar.
- Na verdade estava no meio de um descanso. Respondeu ele.
- Ótimo! Mas agora chegou a hora de relaxar. Pisca pra ele de maneira maliciosa. Levantando-se vai até ele. Colando seu corpo ao dele lhe dá um beijo cheio de saudades. Assim que afastam-se ela diz: - Essa noite você é meu! Essas palavras causam um arrepio em ambos, mas ela sem querer fica corada. Nunca em sua vida tinha sido desta maneira. Quando possuía intimidade com Yamcha, tudo era muito romântico e cheio de pudores. Mas com Vegeta ela sentia que todos os seus extintos mais pecaminosos vinham á tona. Era como se eles tivessem sido despertados de uma só vez.
Empurrando-o para cama, Bulma o faz deitar. Antes, tira a toalha da cintura dele. Ele fica apoiado nos cotovelos enquanto observa-a tirar a camisola ficando apenas com a lingerie de baixo, que aliás, era muito sexy. Ela fica de joelhos e aproxima-se dele. Empurrando-o para que deite a cabeça no travesseiro, ela percorre o pescoço dele com a boca. Assim, começa uma longa e vagarosa exploração ao corpo dele. Pega alguns morangos e coloca em sua boca, coloca na boca dele também. Bulma beija, lambe, mordisca cada parte dele. Ao chegar á parte mais íntima, ela não se intimida e começa a acariciá-lo com a boca. Ele morde os lábios para não gemer. Ela acha divertido. Ela explora o corpo dele várias e várias vezes, concentrando toda a sua atenção ao ponto principal. Quando se dá por satisfeita tira a calcinha e sobe em cima dele. Com movimentos suaves ela começa um balanço excitante com os quadris. Gemidos abafados saem de sua boca. Ele também não consegue mais segurar. Volta e meia os olhares se cruzam. Podem perceber o prazer e desejo que os consomem. Ela acelera os movimentos. Ele fica observando-a. "Como é linda!" Pensa enquanto enlouquece com os movimentos frenéticos e palavras que ela lhe diz ao pé do ouvido. Horas depois e várias posições depois eles chegam ao clímax. Comem mais algumas frutas. Exausta ela se aninha a ele.
Vegeta estava com os olhos fechados há algum tempo. Parecia dormir um sono gostoso. "É hora de ir!" Pensa Bulma. Assim que sai dos braços dele e começa a vestir-se ele abre os olhos. Quando vai olhá-lo pela última vez os olhares se encontram.
- Está fugindo? Pergunta sério.
- Não tenho do que fugir! Responde ela vestindo o hobby.
- E porque estava tão silenciosa?
- Não queria acordá-lo. Responde sem convicção. – Acredito que você vai descansar mais um pouco e voltar a treinar mais tarde. Comenta na esperança que ele negue e peça que ela passe a noite ali. Espera alguns minutos, mas como o pedido não vem, ela despede-se dizendo: – Até amanhã.
Ele permanece pensativo com os braços cruzados atrás da cabeça. Era orgulhoso demais para pedir á ela que ficasse. Descansa mais um pouco e volta a treinar como um louco até cair exausto. No seu quarto, Bulma toma uma ducha e vai dormir.
Dois meses se seguem desta maneira: quando Bulma não vai até o quarto dele ele inventa alguma desculpa para ir ao dela. Não conseguem deixar de se amar um só dia.
