Endless Temptation

Autora : Ge Malfoy

Beta: meSlash

Obs: Isto é uma fic de autoria própria, e não uma tradução de fic alheia.

= x = x = x = x = x = x = x = x =

Capitulo 21 – Compromissos

Atenção: Para uma maior compreensão dos detalhes dos capítulos, acesse :

http: / endless. orgfree. com

(Tirem os espaços abaixo)

facebook . com /pages/Endless-Temptation/213649648687732
facebook . com/gemalfoy

Nota sobre o capítulo: Lembrem sempre que a fic se passa no 7˚ ano, a partir do fim do 6˚ livro/filme, onde tudo acaba com Snape sendo o vilão. Embora Dumbledore tenha se safado da morte por ter Nicolas Flamel em seu lugar, e confie sempre em Severus, na visão de Harry e dos demais alunos, é incompreensível que o diretor mantenha alguém que tentou matá-lo dando aula. Todos confiam porque Dumbledore confia, mas o diretor nunca contou porque deveriam confiar em Snape.

= x = x = x = x = x = x = x = x =

- Harry, não é uma boa hora – Respondeu Draco, abrindo a torneira – Já volto pro quarto.

- Abra a porta - Insistiu o grifinório com a voz embargada – Abra a maldita porta, Malfoy.

Carl abriu a porta e olhou para Harry. Sem nenhuma palavra, saiu caminhando em direção às escadas. Draco estava ao fundo do lavabo, sentado sobre o tampo do vaso, inclinado para frente e encarando o chão. Ele virou-se para encarar o moreno, tentando não exprimir nenhum tipo de emoção. Harry estava congelado.

- Vocês... – Sua voz saiu entrecortada e ele fez força pra que conseguisse continuar sem lágrimas. Não tinha pretensão de que Draco notasse seu choque.

Malfoy fechou os olhos por alguns segundos, então levantou-se e foi até Harry, tentando manter seu lado sonserino e Comensal da Morte falar mais alto.

- Eu vou ser direto e honesto com você, ainda que eu saiba que isso vai te machucar – Disse Draco, com calma e muito cuidado na escolha das palavras – Ter feito algo aqui voluntariamente ou fazer algo lá em cima em grupo... na prática dá na mesma. O errado é eu ter feito sem saber se você concordaria ou não, e também ter feito só para satisfazer uma vontade estritamente física. Eu não consigo me controlar, Harry. Não há nada emocional aqui, ainda que eu saiba que isso te machuca.

- É isso que você quer então? Fazer com todos e ainda ter o idiota aqui disponível, caso ainda sobre alguma vontade no fim do dia? – Perguntou Harry transtornado. Seus lábios tremiam.

- Você sabe que não é isso. Não venha me dizer que você não tem lá suas vontades com outros caras, ok? Eu vejo como você olha para Fred, não venha bancar o Santo Potter comigo – Retrucou Malfoy.

- Mas não sou eu quem está fazendo sexo escondido com ele, sou? – Gritou o moreno, abrindo os braços.

- Qual a diferença entre fazer aqui ou lá, Harry? Não é só porque eu fiz em um ANDAR diferente que mudou minha percepção sobre a diferença entre amar alguém e fazer sexo casual com alguém!

- Não seja cínico! Se fosse só sexo, você teria esperado isso ser um desafio ao invés de trancar-se com ele no lavabo na primeira... – Harry soluçava, sem quase conseguir completar suas frases - ...na primeira maldita oportunidade..

- Então você acha o que? Que eu amo Carl agora? – Riu Draco nervoso, encarando Harry.

- Eu acho que você está perdendo a capacidade de amar. – Respondeu Harry, mantendo o olhar no chão.

- Perdendo a capacidade de amar? – O loiro franziu suas sobrancelhas, aproximando-se mais do garoto – Você está perdendo a cabeça, Harry? Eu só não consigo controlar meus hormônios, mas eles jamais chegaram perto dos meus sentimentos por você, seu grifinório estúpido! Pare de ver coisas onde não têm!

Harry não reagiu, estava com as feições duras e expressão irredutível. Malfoy aproximou-se, tentando segurar seu rosto, mas Harry se afastou, caminhando de volta para a sala.

- Harry! – Malfoy o chamou, sem coragem de voltar para o andar de cima. O moreno não respondeu ao seu chamado, e tudo que Draco conseguia pensar era no que poderia acontecer se Harry fosse tirar satisfações com Carl.

Ele sentiu-se tentado em lançar um obliviate enquanto Harry estava de costas, mas achou que era covardia esquivar-se de encarar as situações pelas quais era responsável. Em parte sentia-se mal por ele, detestava magoá-lo, mas por outro sabia que estava fazendo isso por seu bem. Talvez um dia ele entendesse a complexidade de ser um Malfoy.

Evitando render-se à tristeza, resolveu subir de volta ao quarto.

Quando chegou lá, todos aparentavam estar normais, como se nada tivesse acontecido. Os gêmeos conversavam com Brian, Rony conversava com Harry e Carl estava sentado próximo à única janela do quarto, sozinho. Quando viu Malfoy chegar, olhou-o singelamente e voltou à atenção para a janela. Draco entendeu que ele estava tentando não dar mais motivos de briga para Harry.

- Fred? – Chamou o loiro ainda em pé – Você ainda vai continuar a reunião?

Fred o olhou com censura. Como se não bastasse ter magoado Harry, sua pergunta soava como se buscasse mais sexo ainda. Brian percebendo o clima apressou-se em apoiar a ideia.

- E então, Fred? Continuamos?

- Vou deixar para Rony decidir essa. – Respondeu o gêmeo, sem olhar para os sonserinos. Eles olharam para Rony, e perceberam claramente que Harry tinha acabado de contar o que ocorrera entre eles.

- Você é um porco, Malfoy. – Cuspiu o ruivo, de orelhas vermelhas – Como você pôde trair o Harry!

- Weasley, o que acontece entre eu e Harry, nós resolvemos, ok? – Retrucou Draco, mortificado pela vergonha que Rony estava fazendo-o passar.

- Não há nada pra resolver, você é um porco e um imbecil! – Rony levantou-se, encarando Malfoy ameaçadoramente – Eu devia quebrar sua cara!

- Eu não disse que era uma má ideia aceitar esse cara no grupo? – Lembrou Malfoy, encarando Brian e Fred – Malditos heteros.

Rony inclinou-se para avançar sobre Malfoy, mas foi segurado por George de um lado e Fred do outro. Brian estava preparado para segurar Draco, mas o garoto sequer reagiu.

- Me soltem! Quero quebrar esse sonserino desgraçado! Me soltem, seus imbecis! – Berrava o ruivo, puxando seus braços travados pelos gêmeos. Harry torcia para que Rony conseguisse desvencilhar-se dos irmãos e vingasse seu ódio pelo loiro.

- Grifinórios. – Riu Draco, esquecendo-se por alguns segundos que os gêmeos pertenciam à mesma casa do irmão.

George soltou Ron e cutucou Fred para que fizesse o mesmo. Rony pulou sobre o sonserino, derrubando-o no chão e levando um punho fechado ao rosto de Draco, acertando a lateral de seu olho esquerdo. Brian correu para afastá-lo de Draco e então veio Harry, cego pelo ódio e pela coragem. Reuniu todas suas forças e chutou no meio das pernas do garoto, fazendo-o urrar de dor no chão.

Carl puxou sua varinha e lançou um feitiço das pernas presas em Harry, levantando-se para acudir Draco. Brian debatia-se com Rony e Fred acudia Harry.

- Demendia nosgra sunctuam, demendia nosgra sunctuam... – Sussurrava Carl, com a varinha apontada para o corpo de Malfoy. Gradualmente o sonserino relaxou, e Harry percebeu que era um encantamento para fazer cessar a dor.

- VARINHAS NO CHÃO! TODOS VOCÊS! AGORA! – Gritou Fred, ampliando sua voz pela varinha apontada em sua garganta, cansado com a bagunça da reunião. – Tratem de lembrar que fui eu quem os convidou para esta sociedade e posso terminá-la a qualquer momento!

Todos se silenciaram e resistentemente colocaram suas varinhas no chão. George não o fez, e Fred lançou-lhe um olhar censurador, para que desse o exemplo aos outros. Ele cedeu à vontade do irmão, tão e somente porque não gostava de vê-lo estressado.

- Como deve ter ocorrido a vocês – Continuou Fred – nós não criamos um grupo para brigar. Nosso objetivo é o exato oposto disso, e qualquer um que não queira mais atender a este objetivo, pode abandonar essa sociedade neste exato momento.

Ninguém se pronunciou, exceto Draco que deu um passo a frente, segurando sua camiseta junto ao olho roxo. Podiam notar que ele tinha molhado a camiseta com mágica para esfriar a região machucada e andava curvo, ainda com um pouco de dor em regiões baixas.

- Acredito que o irmão mais novo de vocês não tem qualquer pretensão em alinhar-se com o objetivo que temos aqui. Além do mais, foi ele quem iniciou a única briga que tivemos na sociedade. Se ele não estivesse presente, jamais teríamos chegado a este ponto. Se ele permanecer no grupo, eu estou fora dessa sociedade, já que parece ser também o desejo de Harry, uma vez que adotou os métodos bárbaros do seu amiguinho Weasel. – Disse Malfoy, com um olhar de desprezo dirigido ao moreno e a Rony.

- Oh, isso seria perfeito pra você, não Malfoy? Assim você poderia chupar o Carl o tempo todo sem ter eu por perto para atrapalhar. – Cuspiu Harry, no tom mais vulgar. Todos emudeceram.

- Claro, e quando você voltar a beijar Fred, não se esqueça quão fundo Carl penetrou a boca dele e como ele o deixou bem limpinho depois de Carl gozar na boca dele – Riu Draco, pendendo a cabeça para o lado, com dó da tentativa patética de Harry humilhá-lo em frente aos garotos. Brian quase riu, mas travou a gargalhada a tempo.

- Ótimo, agora eu sou o único que fez coisas sujas aqui? Ninguém mais chupou, beijou e nem penetrou ninguém? – Perguntou Carl irônico. Fred sorriu, mas a tensão entre Draco e Harry não se dissipou.

- É galera, vamos lá, estamos todos aqui pelo sexo, vamos parar com a sacanagem. – Brincou Brian, tentando dar suporte a Carl.

- Escuta, se você quer terminar comigo, vá em frente. – Disse Draco, encarando Harry – Mas eu não vou sair da sociedade a menos que eu seja expulso. E se eu for, fiquem cientes que eu tratarei de criar a minha própria sociedade.

- Se Malfoy sair, eu saio também – Assegurou Brian, olhando para George. O ruivo automaticamente olhou para Fred, Harry o fez também. Ambos esperavam a decisão suprema de Fred.

- Ron. – Iniciou Fred – Nós sentimos muito, mas sua presença conosco não vai funcionar.

- Você está escolhendo ELE ao invés do seu próprio irmão? – Berrou Rony desesperado e chocado com a atitude de Fred – Ele acabou de sacanear com o Harry! DE NOVO! Como você pode fazer isso? – Ele procurou o apoio de George, mas este permanecia cabisbaixo, sem contato visual.

- Primeiramente Ron, Malfoy estava aqui antes de você. – Respondeu Fred calmamente – Segundo, os problemas entre ele e Harry, são eles que vão resolver sozinhos. Terceiro, você e Malfoy nunca vão superar o ódio entre vocês. Para ter paz dentro dessa sociedade, é preciso que todos passem por cima de suas casas, de seus preconceitos principalmente. E quarto e último, você é hetero Ron. Portanto, admita você nunca vai se adaptar a assistir todos nós sem cueca agarrando uns aos outros.

- Dane-se tudo isso. – Bufou Ron, levantando de imediato – Que se explodam vocês e essa maldita sociedade.

Enquanto ele caminhava em passos pesados para sair da sala, Draco tinha um sorriso presunçoso e vencedor no rosto. Harry estava decepcionado com a decisão, permaneceu de braços cruzados e um olhar emburrado para Fred.

- Muito bem, agora vamos votar sobre a permanência de Malfoy – Declarou Fred, desmanchando o sorriso do loiro – E claro, de todos os outros membros também. Exceto eu, porque como vocês já sabem, o criador da sociedade tem cargo vitalício – Adicionou sorridente.

Fred distribuiu fichas com os nomes dos garotos e todos, incluindo ele mesmo, marcariam quem deveria sair e quem deveria permanecer. Contados os votos anônimos, se houvesse votos majoritários a favor de excluir alguém, as mudanças seriam providenciadas. Ele tirou de sua bolsa uma ampulheta e, ao fim de cinco minutos, recolheu todas as fichas. George juntou-se a ele para ir apresentando as fichas aos demais conforme faziam a contagem.

- Uma ficha com a permanência de todos. – Iniciou Fred, passando-a a George – Mais uma com a permanência geral. Mais uma. Uma ficha com um voto para a exclusão de George. – Fred passou a ficha ao irmão. George olhava suspeito a todos enquanto exibia o voto negativo – Uma ficha com permanência geral. E mais uma com permanência geral.

Até onde Harry podia suspeitar, talvez tivesse sido Malfoy a votar na exclusão de George, afinal fora ele quem dera a ideia de soltar Ron. Por outro lado, poderia ter sido Brian, aparentemente cansado do romantismo do ruivo. Ou até mesmo Carl, que não tinha qualquer clima quando tinha que beijá-lo. Não teve coragem de votar na exclusão de Draco, pois não conseguiria aguentar imaginar tudo que ele faria com Carl pra se vingar.

E Malfoy também não tinha votado na sua exclusão, o que significava que pelo menos não queria vê-lo longe. Não votou em Carl, pois sabia que todos deduziriam o autor do voto e não tinha qualquer intenção de arranjar briga com o corvinal. A culpa era inteiramente de Malfoy.

- Não temos nenhum voto majoritário de exclusão sobre ninguém, portando a GWS permanece a mesma – Fred guardou as fichas na bolsa e voltou a sentar-se junto com os outros.

- E então, temos clima pra continuar ou hoje já deu? – Perguntou Brian, cutucando um bicho no chão.

- Acho melhor Harry e Malfoy definirem isso hoje. – Sugeriu Fred, olhando para o moreno.

- Não há nada para definir, tudo continua igual. – Respondeu Draco.

- Eu tenho outra opinião. – Interveio Harry – Acho que devemos dar um tempo. – As sobrancelhas de Malfoy elevaram-se em surpresa.

- Dar um tempo? Que tempo?

- Dar um tempo no nosso relacionamento. Acho que você está curioso demais em conhecer outras pessoas e bem... talvez eu também esteja.

- Harry, escuta, teria dado no mesmo se eu tivesse sido desafiado aqui na sala a ficar com Carl, não teria? Porque o fato de eu não ter esperado um desafio faz tudo isso soar tão mais importante? – Perguntou Malfoy, tomando o cuidado de não soar suplicante.

- Se não fosse importante, você teria me contado. – Disse o grifinório sem emoção. Draco pareceu perdido.

- Não significou nada, Potter. – Disse Carl, do outro lado da sala. Todos voltaram sua atenção para ele – Da mesma forma como eu beijei você quando entrei na GWS, beijei ele, e faria sexo com você da mesma forma que fiz com ele. A vontade é a mesma, o envolvimento é o mesmo. Não há nada emocional. Não há interesse em ser mais que aquilo, nem da minha parte nem da dele. Apenas temos vontades demais e acabamos adiantando o que aconteceria em algum desafio aqui.

Pelo bem do seu namoro, Harry queria acreditar em Carl, mas algo não parecia certo. Na primeira vez em que discutira com Draco, o motivo era um ciúme extremado da sua parte, mas agora ele havia feito sexo com outro sem seu consentimento, como podia aceitar isso? E ainda que ele e Carl reafirmassem que era só físico, como alguém podia fazer sexo por fazer, sem ter qualquer interesse além do sexo?

- Agradeço sua preocupação Carl, mas certas coisas, como sexo sem envolvimento, nunca vão fazer sentido pra mim. E nas coisas que não fazem sentido, eu não acredito. – Justificou Harry cabisbaixo.

- Se eu não parecesse com você, ele não teria feito sexo comigo. – Adicionou o corvinal, em um tom de brincadeira. Malfoy permanecia esperançoso – Além do mais, você é o escolhido. Eu sou um mero corvinal. Malfoy nunca foi atrás de mim em sete anos de escola. Já você, ele passou todos os dias chamando sua atenção. Você ainda quer mesmo acreditar que eu tenho alguma vantagem aqui?

Todos os argumentos de Carl eram válidos. Harry tinha que admitir que Malfoy passou quase uma década provocando-o quase todos os dias, e algo assim não poderia ser substituído por uma mera novidade. Era também verdade que Malfoy nunca fora atrás de Carl, mesmo por todos esses anos tendo uma aparência similar à sua. Talvez algo ali ainda permanecesse intacto.

Harry olhou para Draco e o sonserino aguardava sua resposta. Não tinha um ar cínico nem prepotente, apenas os olhos claros onde Harry familiarmente se perdia.

- Eu posso dar uma sugestão? – Interrompeu Brian, tratando de dissipar o silêncio constrangedor que se formava no local – Já que hoje não temos clima pra perversidades, vamos jogar Snap Explosivo?

- É uma boa. – Concordou George, indo buscar as cartas na bolsa.

- Bom, vão jogando aí, eu vou dormir. – Anunciou Draco, desviando o olhar de todos. Caminhou até a parte de trás da cama, pegou algo no chão e sua bolsa no canto da sala. Vestiu a camisa, a calça, o cinto e os sapatos, e acenou para todos.

- Ah Malfoy, qual é, fica aí! – Reclamou Brian, jogando um dado em sua cabeça. Ainda não sentia-se à vontade sendo o único sonserino na sala quando Draco não estava presente.

- Preciso dar um jeito nesse olho roxo e nas minhas bolas roxas também. – Justificou o garoto, rumo às escadas.

Harry sentiu pedras no estômago, pois detestava quando Malfoy ia embora. Fosse para enfrenta-lo, fosse para reconciliar suas brigas, não suportava quando ele tirava sua chance de revidar.

Os garotos seguiram montando castelos com as cartas de Snap Explosivo. Por diversas vezes os castelos explodiam, assuntando-os e provocando altas gargalhadas na Casa dos Gritos, mas Harry não esboçava qualquer sorriso e jogava sem energia. Por volta das três da manhã, abandonou o grupo e voltou para o castelo. Fred ainda insistiu que não se preocupasse com Malfoy, mas o esforço era em vão. Sabia que quando voltasse à torre da Grifinória, encontraria lenços de papel perto da sua cama.

= x = x = x = x = x = x = x = x =

No domingo, todos acordaram tarde. No Grande Salão todos almoçavam preguiçosamente, exceto por Draco e Brian que se encontravam ausentes no momento em que Harry, Fred e George estavam lá. Carl permanecia sozinho na mesa da Corvinal, sempre com seu cabelo molhado e aquele ar de quem acabara de sair do banho.

Uma coruja adentrou o salão e deixou cair varias cartas nas mãos do Professor Snape. Ao ler uma delas, o professor cochichou algo com Dumbledore e retirou-se do recinto imediatamente. Sua capa esvoaçava com vigor atrás de seus passos rápidos, Todos pareceram imaginar ao mesmo tempo aonde ele ia com tanta pressa.

Assim que Severus retirou-se, Malfoy entrou no salão e Harry sentiu um frio tenebroso invadi-lo. Draco tinha suas vestimentas impecáveis de sempre, mas seu cabelo estava displicentemente jogado por seu rosto. Harry sabia que aquele era o cabelo de Draco ao acordar, antes de penteá-lo, e sabia que ele estava usando-o assim porque tinha consciência de como era terrivelmente mais irresistível assim do que arrumado com o tradicional gel.

Ele caminhou para seu lugar na mesa da Sonserina, sentou-se e olhou para Harry.

Sem a recíproca do olhar, voltou sua atenção para a comida em seu prato. Pansy ameaçou aproximar-se, mas antes que pudesse chegar mais perto, Draco fechou a cara, fazendo-a retroceder alguns passos.

- Como vocês conseguem? – Perguntou Harry a Fred, misturando seu macarrão.

- Conseguem o que? – Respondeu Fred, olhando-o confuso.

- Como vocês conseguem fazer sexo sem se envolver? Você e Carl. Como vocês conseguem não por sentimento nisso?

- Harry... – Iniciou o ruivo, virando-se para sentar de frente para o garoto – Eu acredito que você tenha perdido sua virgindade com Malfoy, certo?

- Certo. – Disse Harry discretamente, desconfortável em admitir.

- E você nunca fez sexo com outro, certo?

- Certo. – Harry imaginou porque estaria sentindo-se envergonhado por isso, se o próprio Fred só havia feito isso com dois garotos.

- Pois então, é por isso. Você nunca sequer tentou fazer isso sem sentimento para ver se conseguiria. Tome por exemplo você e eu. – Disse Fred – Você poderia fazer sexo sem sentimento comigo. Nós gostamos um do outro, mas conseguimos separar as coisas, não?

- Bom, não sei. – Respondeu o moreno confuso – Eu gosto de você e penso que se eu tivesse descoberto que você também gostava de garotos antes de Malfoy... e também, claro, se fosse recíproco como Malfoy era comigo... então, talvez hoje você fosse meu namorado ao invés dele...

Fred ficou calado por alguns segundos. As palavras de Malfoy antes da última reunião estavam ecoando em sua mente e fazendo mais sentido. "Pensando bem, acho que Harry tem certa queda por você há um tempo."

- Oh. – Respondeu o ruivo vacilante - Eu.. eu não sabia que você gostava de mim dessa forma, Harry. Sempre pensei que você só me via como um amigo pegável ou algo do tipo.

- Fred, todos nós somos apenas amigos pegáveis até a hora que se pegam. E aí quando isso acontece, o sentimento vira outra coisa. É justamente minha dúvida. Tudo bem que Malfoy e eu temos uma tensão de longa data e já seja um sentimento ''concentrado'' por assim dizer, mas eu e você somos como ele e Carl, profundamente atraídos pela novidade. A questão é: Até onde essa novidade substitui nosso namoro? Até onde se torna mais importante?

- Se você quiser descobrir, eu estou solteiro. – Brincou Fred sorrindo e mordendo o lábio. Harry riu e bebeu um gole de seu suco.

- O problema é que eu não sei se eu estou solteiro. E isso me mata por dentro. – Respondeu o moreno.

- Só você pode decidir isso. Eu acredito que ele não vai tomar a iniciativa de acabar o namoro com você, porque deu para perceber que ele sabia que estava errado lá na reunião. Não estou desculpando a atitude dele, apenas ilustrando porque ele não vai decidir sobre isso.

- Acho que só vou conseguir decidir isso quando entender como funciona o sexo sem sentimento. De outra forma, só vou conseguir me sentir traído.

- Você só vai entender quando você fizer, Harry. – Disse Fred displicente – E que mal lhe recomende, você devia fazer isso com alguém, como vingança. Aposto que você se sentiria melhor, além de entender mais do assunto.

- Vou pensar sobre isso. – Respondeu Harry, com um sorriso no canto da sua boca. Sabia o que se passava pela mente de Fred e a ideia não era má.

= x = x = x = x = x = x = x = x =

Perto de Hogsmead, Snape caminhava em direção ao centro do vilarejo, buscando um endereço que constava na carta que recebera. Venceu ruas e ruelas, até encontrar a tal Duque d'Garrett, onde deveria entrar sem bater no número 373.

A casa tinha um grande terreno, algo em torno de vinte metros de entrada, e uma escada na frente, que levava a uma porta grande de madeira escura. Parecia abandonada, com folhas por toda calçada, mas Snape girou a maçaneta sem medo, entrando e fechando a porta atrás de si. Estava escuro, mas havia uma iluminação fraca vinda de alguma janela longínqua que guiava-o pelo corredor até a ampla sala principal, posicionada em um nível inferior ao piso da sala.

Em um dos sofás estava Lucius Malfoy, com uma taça de conhaque na mão, cabelos presos, vestido com um colete sobre uma camisa de mangas longas. Sua calça acompanhava o mesmo tecido do colete, revelando ao fim de suas pernas um par de sapatos pretos, impecavelmente limpos. Ele olhou para o professor parado na entrada do recinto e sorriu.

- Severus. – Brindou ele com sua bebida, levantando-se para cumprimenta-lo – Você veio!

- Se é seu desejo, aqui estou. – Disse Snape, tomado pelos braços de Lucius.

- Me desculpe fazer você se deslocar até aqui. – Disse ele, olhando Snape com cuidado – Dumbledore tem insistido com sua tradicional etiqueta para que eu me mantenha fora da escola.

- Não se preocupe por isso, não tenho interesse em passar o Domingo em Hogwarts. – Snape o tranquilizou, caminhando ao seu lado para os sofás – Já basta passar quase todos os dias lá.

Lucius permaneceu encarando seus olhos, como se Severus fosse um quadro com muitos detalhes. Há muito tempo não sentia-se à vontade com o professor, dada as reviravoltas com Voldemort. Snape sentia-se deslocado sendo observado tão atentamente.

- Por que está me olhando assim? – Perguntou a Lucius, tomando um gole de seu conhaque.

- Porque há muito tempo não o tenho só pra mim como hoje.

- Lucius.

- Eu tenho boas e más notícias, antes de te levar para o quarto. – Disse Malfoy, puxando algumas caixas na mesa central da sala – Qual você quer primeiro?

- As boas compensam as más? – Perguntou o professor.

- Eu espero que sim! – Sorriu Lucius, enchendo seu copo mais uma vez.

- Então as más primeiro. – Disse Snape tranquilo.

- Como expliquei na carta, Voldemort está reunindo forças novamente. – Suspirou Lucius, encarando o chão – E não está contando que não nos juntemos a ele.

- O que houve? Eu não recebi nenhum chamado desde a missão da Ordem, que dizimou seus Comensais na segunda batalha do Ministério. Ele chamou você? – Perguntou Severus alarmado.

- Você sabe que Voldemort não chama, ele ordena. Mas dessa vez foi diferente, dessa vez ele esta se certificando que cumpramos as ordens, com consequências bastante radicais se falharmos. Eu diria até mais radicais que a própria morte.

- Draco?

- Sim... – Admitiu Lucius com a voz embargada. Bebeu um grande gole de conhaque a fim de continuar – A missão com Dumbledore foi um fracasso. Não fosse por você estar lá, Draco provavelmente já estaria morto há muito tempo.

- Você já conversou com ele? – Perguntou Snape preocupado

- Não. Narcisa não quer. Ela só mandou uma carta pedindo para que não saísse de Hogwarts, mas com a marca voltando a queimar, penso que ele já saiba. Avisei na carta para que falasse com Dumbledore caso acontecesse algo fora do comum, deve ser o bastante.

- Sim, ele o fez quando a marca voltou. O diretor me chamou nesse dia. – Afirmou o professor - Cuidarei dele, Lucius, prometo a você.

- Eu sei que sim, Severus. – Lucius sorriu, apertando sua mão – Não quero envolver Draco nesses assuntos mais uma vez. Farei o que o Lord ordenar e pronto. Se for preciso buscar Potter dentro de Hogwarts, o farei. Não vou trocar a vida desse fedelho pela do meu filho.

- Expliquei o que envolvia a amizade dele com Potter, mas infelizmente neste aspecto, ele não deu ouvidos. Tentarei outras estratégias ao longo do trimestre.

- Não sei que demônios Draco resolveu ficar amigo dele agora. – Bufou Lucius – Se ele soubesse o risco que corre perto daquele moleque, jamais teria se misturado com esse tipo de gente.

- Não se preocupe, hoje no almoço estavam distantes. Devem ter brigado. – Assegurou Snape tranquilo – Grifinórios e Sonserinos nunca duraram muito tempo juntos.

- Assim espero. – Disse o loiro - Bom, vamos às boas notícias então?

- Como desejar.

Lucius acenou sua varinha e a sala tornou-se escura, com várias velas flutuantes estrategicamente posicionadas. Ele puxou a maior caixa da mesa para perto de si e tirou a tampa, revelando um grande bolo trufado, com apenas uma vela em cima. Antes que Snape pudesse reagir, deu uma caixa menor em suas mãos, abrindo um largo sorriso.

- Feliz Aniversário, Severus.

- Não acredito que você lembrou. – Admitiu o professor, apagando a vela do bolo e desmanchando o embrulho da caixa menor. Havia uma caixinha de camurça preta, que fez seu coração falhar algumas batidas. Ele olhou para Lucius, que o encorajou a abri-la.

Severus abriu e haviam dois anéis mágicos dourados dentro. Ele sabia que eram mágicos porque oscilavam na caixinha entre metal e transparência. Quando estavam no dedo ficavam transparentes e quando posicionada a mão com o anel sobre o coração, tomava a materialidade de ouro. Estes anéis foram criados para casais que procuravam compromisso e discrição ao mesmo tempo. Ele olhou para o homem à sua frente, sem conseguir dizer uma palavra.

- Posso? – Perguntou Lucius, oferecendo-se para segurar a caixa. Snape deixou-a em sua mão – Severus, neste seu aniversário, fiel ao bem ou ao mal, sob veritasserum ou imperius, por todos os dias e por todos os anos, eu quero selar nosso compromisso.

Snape fechou os olhos e manteve seu semblante sério. Então os abriu novamente e suspirou.

- Lucius... – Disse em um tom grave, sustentando um olhar penetrante – Que seja para sempre.

Lucius venceu a distância entre eles e o beijou por longos minutos, segurando seu rosto. Sua boca tinha gosto de conhaque e seu perfume era inebriante. Severus soltou seu cabelo e entrelaçou seus dedos por ele, voltando para olhar seus olhos azuis.

- Apague as velas. – Pediu ele. Lucius sorriu, estalou os dedos e todas as chamas se apagaram.

A sala foi tomada pela breve lua de mel entre os dois comensais. Snape sabia que não havia tempo nem certeza de que teriam outra oportunidade para estarem juntos. Tempos de guerra vinham pela frente e dessa vez não tinham ideia da proporção que a batalha tomaria.

= x = x = x = x = x = x = x = x =

Na tarde daquele domingo, Fred e George faziam as malas na torre da Grifinória. Harry, que estava na Sala Comunal, subiu para o quarto e estranhou a movimentação dos gêmeos.

- Onde vocês vão?

- Vamos para a loja hoje porque terça acontecem as Festas de Houdini. – Respondeu Fred.

- E as vendas dos itens trouxas de nossa loja crescem 200%. - Acrescentou George.

- Festas de Houdini? Vocês querem dizer aquele trouxa que fazia ilusionismo? – Perguntou Harry confuso.

- Sim, sempre no dia 12 de Janeiro, os bruxos organizam festas em homenagem ao trouxa que mais realizou ''magias'' com artefatos não mágicos. São festas onde todos tentam imitá-lo, sem usar varinhas. – Disse Fred, aproximando-se de Harry. Ele mostrou suas mãos vazias, fechou-as fazendo um movimento circular, e quando as abriu novamente, havia um galeão em cada uma.

- Brilhante. – Sorriu o moreno – Quando vocês voltam? Terça?

- Sim. Quer algo da loja?

- Me traga uma poção de amor, quem sabe não seja útil essa semana. – Riu Harry, sentando em sua cama. Fred acenou rindo.

George seguiu levitando as malas em direção ao saguão. Avisou que passaria nas masmorras para despedir-se de Brian. Fred permaneceu no quarto arrumando uma mochila com alguns pertences pequenos, junto com alguns lanches, afinal dormiriam na loja.

- Você vai ficar bem? – Perguntou o ruivo, sentando ao lado do garoto na cama.

- Sim. Vou pensar sobre o que vou fazer. – Admitiu Harry, com um sorriso singelo.

- Qualquer coisa mande uma coruja e eu entro pela Dedosmel, ok?

- Pode deixar.

Fred se aproximou para se despedir com um beijo no rosto de Harry, mas o moreno virou o rosto e juntou sua boca com a dele. Antes que Fred pudesse achar que o garoto havia se enganado, Harry segurou seu rosto, continuando o beijo vagarosamente. O ruivo largou sua mochila e inclinou-se mais, pressionando seus lábios com mais força contra os dele.

Quando o beijo ameaçava tornar-se mais passional, George fez um barulho na Sala Comunal que os trouxe de volta para a realidade. Harry soltou sua boca da de Fred, olhando-o com um sorriso no canto dos lábios. Não era à toa que se sentia carente com seu relacionamento em crise, mas Fred estava sempre disposto a melhorar seu humor sem fazer perguntas.

- Vou ver se crio um despistador de excitações para calças na loja, vou precisar muito se você continuar me beijando desse jeito. – Disse Fred, recompondo-se.

- Volte logo. – Pediu Harry, olhando para a boca de Fred.

- O mais cedo que eu puder. No meio tempo, gerencie a GWS, ok?

- Ok. Posso estipular penas para membros malcriados?

- Faça o que quiser até eu voltar. – Respondeu Fred sorridente, deixando o quarto com a mochila nas costas.

Harry teve uma série de ideias sobre a sociedade, mas não poderia por nada em prática que alterasse a GWS de tal forma que estivesse uma bagunça quando Fred voltasse. Algumas alterações, no entanto, talvez fossem possíveis, considerando algumas gotas de poção do esquecimento nas bebidas, ao fim das reuniões até terça.

= x = x = x = x = x = x = x = x =

- CONTINUA -

= x = x = x = x = x = x = x = x =

Notas da Autora:Eu sei que muitos de vocês não curtem Lucius e Snape, mas quando eu comecei a fic, o livro 7 ainda não tinha sido lançado e eu sequer sabia do interesse de Snape por Lily. Como o primeiro capitulo da Endless remetia ao romance de Snape com Lucius, eu precisei definir essa história. Mas prometo que vai ficar consoante ao final oficial, vai dar tudo certo. Nao sou muito fã deles no estilo romantico, mas Snape esteve muito machucado com a separaçao deles depois que Lucius se casou com Narcisa, entao toda carga sexual dos dois acabou convertendo em amor. Mudando de assunto, a poção do esquecimento está presente no Pottermore, logo é oficial também. O despistador de excitações em calças vai ser uma criação revolucionária, muitos galeões por vir. E também já sei que vocês vão chorar que Harry e Draco estão se separando e mais uma vez a fic está tomando um rumo não-drarry, mas eu novamente repito: tenham paciência, minha fic tem problemas nos relacionamentos como a própria vida e não tenho intenção de deixa-la rosa, com tudo certinho e romantico. Altos e baixos, como deve ser. A própria J.K dizimou metade dos personagens e eu nem estou matando ninguém aqui, portanto sejam pacientes e confiem

.

Notas da Beta:Eu ADORO Lucius/Snape, apesar de como eu disse pra Ge, eu os vejo mais no estilo "sexo selvagem" do que romântico que ela colocou, mas achei delicia do mesmo jeito. Na verdade foi uma nova visão deles, e eu gostei. Gente, eu me identifico tanto com a perversidade do Fred! Dells! Ele era outro que deveria estar na sonserina. Vou dizer que achei meio troglodita o Harry fazendo ovo mexido com os bagos do Draqueenho! Espero que vocês se divirtam, e como a Ge diz, a fic é um espelho da vida real, que ao contrário do que a tia JKiller coloca, os relacionamentos não são perfeitos... ^.^

facebook . com /GeMalfoy

.

facebook . com /pages/Endless-Temptation/213649648687732

.

facebook . com /groups/endlesstemptation/

.

Respostas das reviews do capitulo 21:

(sem nome) (Veja, eu pensei em por Oh Merlin mas achei que tiraria um pouco da intensidade do momento sabe? É mais uma expressao do que a propria fé. Detalhes, detalhes! Rs! Sobre a traição, Draco de fato sabia que estava fazendo algo errado, mas os hormonios estavam falando muito mais alto, ele nao pode se controlar tadinho. Sobre a Sam, a revelação não sera nada chocante, penso que todos vao gostar hehehe! Obrigada pela review, mas deixe seu nome na proxima! ) Mordred ( Meu caro Mordred, assim como a própria vida, nós começamos romanticos na pre-adolescencia e depois os hormonios fazem com que nos fiquemos mais 'sujos' por assim dizer. Amar é uma coisa e prazer é outra, com certeza, mas há momentos em que você confunde prazer com amor e isso acontece com todo mundo. Eu fico feliz que voce namore ha 3 anos e nao seja pervertido, nao posso dizer o mesmo dos garotos na GWS, eles namoram ha pouquissimo tempo – nao chega a 1 mes – e são extremamente pervertidos, graças a Deus. Outra coisa, o Carl de fato não vai agradar a todos, muitos tambem nao acham graça no ator, mas em um grupo nem sempre todos são lindos pra todo mundo certo? Então eu fico feliz que você de alguma forma tenha gostado da fic, depois de escrever 10 linhas de insatisfação com ela, mas não sei se ela vai corresponder às suas expectativas. A fic vai continuar suja, com traições, perversões, Carl e outras coisas , então se for seguir a leitura, prepare-se. No demais, um grande beijo pra voce!) Narciso Harlow ( Narciso, acredito ser um problema julgar os personagens por nossa experiencia pessoal. Ser traido nao é bom, o Harry sofre com isso, mas da mesma forma queo Harry sofre, se voce ja foi traido, voce sabe que isso acontece, e justamente por isso acontecer que na minha fic acontece tbm. Nao é porque algo é ruim que ela nao vai acontecer na Endless. A fic jamais teve a pretensão de ser um conto impecavel e certinho. Sobre o Brian Kinney, ele levou 5 anos pra perceber que amava o Justin, entre altos e baixos da relacão, acabaram, voltaram, trairam e tantas outras coisas até amadurecer ao ponto de saber que nao viviam um sem o outro, por isso vale a pena confiar que os personagens evoluem com seus erros, da mesma forma que as pessoas. Um beijo pra voce!) Lyla ( Lyla o Draco ta passando por uma fase de confundir prazer com sentimento, ele ainda não sabe diferenciar muito bem um do outro, fora o fato de que ele tem motivos pra se afastar do Harry ainda que não sejam claros. A fic não ta virando Draco x Carl, fique tranquila, o Carl é coadjuvante nessa historia, infelizmente pra mim que AMO o Carl sozinha nesse mundo, mas entendo a indignação de voces. A fic, no entanto, nao tem um tom romantico, nao pretende ser mais romantica do que pegação, e pra infelicidade geral tem grandes tendencias a ser sempre mais 98% lemon. Portanto eu aviso, é uma fic NC17 com tendencias a NC21, eu fico imensamente feliz que voce tenha gostado da leitura até então, mas romance mesmo talvez só no final dela e algumas doses pelo meio do caminho. Sou sincera pois acho que os leitores devem saber qual a tendencia da fic. De qualquer forma, muitissimo obrigada pela review Lyla, um super beijo!) Mary Klay ( Mary, o Draco esta em um momento suscetível e perigoso de se relacionar com Harry, por isso ele esta tendo uma inclinação a tentar gostar de outras pessoas e o Carl por parecer com o Harry e nao apresentar qualquer perigo, se torna um alvo facil. Ele por enquanto é canalha, mas depois tudo se explica =) Srto Alien ( HAHAHA toda GWS merecia ter visto aquela cena, é verdade, mas imagina como ia rasgar o Harry ver o Carl se acabando de prazer com o Draco? Hahaha tadinho! O Malfoy foi maldoso mas todo mundo esquece que ele é sonserino né? Ele pode! Hahahahaha! Enfim, eu SEMPRE esqueço que a Luna é corvinal, ela sempre soa tao lufa pra mim! Gafes gafes! Obrigada pelo elogio aos lemons, sao eles que me animam de escrever a fic! Beijos!) Lucas W (Todo mundo praticamente odiou que o Draco traiu, mas porque todos voces esperavam que ele fosse ser grifinorio e bonzinho? Ele é sonserino oras! Hahaha! Não sei se ele sempre vai trair o Harry, o problema reside no fato de que o Carl PARECE o Harry, tem uma nova tensão sexual, e não apresenta tantos perigos no quesito voldemort como o proprio Harry. Sobre sua opinião de relacionamentos abertos Lucas, Harry e George concordam com voce, ja Brian, Carl, Fred e metade do Draco discordam. A beleza vai estar no amadurecimento deles com essas opiniões! Obrigada pelo elogio, fico super feliz que esteja gostando da leitura! Um beijo pra voce querido!) Sarah Weasley ( Sarinha é bom saber que ainda existem leitores que apoiam a temperatura da fic pelos fatos 'desagradaveis' grifinoriamente falando. Sobre o Harry descontar a traição, vai ser uma das coisas mais legais da Endless, ja deve acontecer ou no proximo capitulo ou no outro, entre os 2 proximos. Lemons, lemons, lemons! Vamos ver! Obrigada pela review minha linda! Super beijo!) Cindy Malfoy (CINDY! O grande problema é que meus lemons tendem sempre a evoluir em detalhes, e cada vez eles ficam parecendo mais fortes pq estao mais detalhados. Nao é que o Draco esteja amando o Carl nem que tenha sido a melhor transa q ele ja teve, mas ele esta suscetivel a gostar de outras pessoas, o porque disso eu ainda nao posso revelar, mas há uma tendencia dele 'precisar' substituir o Harry. Nao garanto que ele vai conseguir, acho super dificil e a fic não tem essa tendencia, mas no meio tempo até que eles amadureçam mais, há esses altos e baixos. O jeito é tentar aproveitar as descidas e subidas como uma montanha russa, com a certeza que tudo ficas bem no final! Hahaha! Super beijo pra voce!) Prncipe Mestio (Ola M.C! Que prazer imenso ter você de volta lendo a continuação da fic! Eu pactuei com voces que voltaria e voltei. Foi um grande intervalo de tempo, mas assim que deu uma brexa, pude voltar a escrever. É uma honra te-lo de volta, espero que continue aproveitando. Agradeço muito os elogios! Um super beijo pra voce!)

Demais reviews sendo respondidas nelas mesmas ;)