Capítulo 20: Parte Um
Nota da Autora: Apenas como uma precaução, existem algumas referências a bebidas e coisas que não podem ser completamente apropriadas (nada grave) para leitores mais fora isso, se divirtam!
Eu me movi mais uma vez no meu assento, puxando o vestido que Alice me tinha forçado a usar. Era de uma cor azul clara com alças fininhas como espaguete e um decote profundo na frente (o que Alice tinha com toda essa exposição de decote? Meu Deus…). Ele vinha até aproximadamente a metade da coxa e havia uma dobra leve na parte inferior dele. Ele aderia à minha pele justamente como outra camada de pele, quase me fazendo sentir como se eu estivesse nua - meus olhos continuaram baixando rapidamente para me assegurar que eu ainda usava roupas. Alice tinha prendido a metade do meu cabelo para cima com alguns fios moldurando o meu rosto. Eu realmente sentia mais como se estivesse indo a um baile de escola do que uma festinha em casa.
"Pare de se mover tanto," ordenou Alice no assento do motorista do carro esportes amarelo faiscante em que nós no momento estávamos. Embora meu pai insistisse que ele podia me levar ele mesmo (enquanto eu insisti que podia ir sozinha), Alice realmente queria, então meu pai cedeu. Ela disse que queria ouvir o que os humanos iriam dizer quando eu entrasse pela porta pela primeira até prometeu ficar por perto para me buscar em um flash se precisasse - embora eu fizesse ela prometer que ficaria fora do alcance de audição; eu não queria uma platéia para o que estava a ponto de fazer. Eu só ligaria pra ela quando já tivesse terminado de quebrar o coração desse pobre garoto.
Tentei parar meus movimentos mas falhei. "Alice", gemi. "Você tem certeza que não consegue ver mais nada?" Estive fazendo esta pergunta a ela continuamente desde que saímos de casa há um minuto atrás.
Um suspiro exasperado foi liberado dos seus lábios enquanto ela virava seus olhos dourados. "Não, não posso," ela tiniu em uma voz vigorosamente calma. "Eu já te disse um milhão de vezes antes, algo está bloqueando minha visão. Posso te ver entrando na casa mas então as coisas aos poucos ficam mais embaçadas, até que fica como tentar assistir televisão com uma má recepção."
"Mas o que isto significa?" Perguntei desesperadamente, embora eu já soubesse a resposta pelas suas explicações anteriores.
"Que a decisão de alguém ainda não está totalmente tomada. Ou talvez porque ainda é desconhecido como ele reagirá às suas ações. Não sei. Agora por favor feche a sua linda boquinha antes que eu mesma a feche com cola. Obrigada," ela ameaçou docemente.
Rosnando em silêncio, eu levemente coloquei um dedo na pele nua de sua mão que descansava no volante. Uma breve imagem minha apareceu com as mãos enroladas em volta do pescoço delicado dela, e a sacudindo fortemente com a minha boca costurada para ficar fechada, cortesia de Alice. Seus lábios se torceram uma vez antes de sucumbirem a um sorriso brilhante enquanto ela olhava pra mim ternamente. Encostando na estrada para carros da casa de Derek - rodeada de carros mal estacionados que mostravam o talento de motoristas adolescentes irresponsáveis- as mãos de Alice se moveram rapidamente para estacionar o carro. Se aproximando ela segurou meu rosto gentilmente.
"Ah Nessie…Ficará tudo bem. Prometo," ela afirmou firmemente mas suave. Me dando um beijinho rápido no rosto e me segurando em um abraço apertado - a afeição pela minha tia me preencheu - ela me soltou e me colocou pra fora. "Agora vá. E deixem eles sem ar." Ela piscou, e um sorriso se espalhou por meu rosto. "Mas parece você já começou com aquele ali." Ela apontou sua cabeça em uma direção, e secretamente olhei. Um pequeno gemido quase escapou dos meus lábios quando vi dois garotos congelados no meio do passo no caminho para a porta a frente.
Os olhos deles pareciam estar esbugalhando enquanto viam duas lindas garotas em um carro tão impressionante. "Enfim, acho que você irá se divertir," ela disse audaciosa. Nós duas podíamos ouvir a batida da música emitida do interior junto com o murmúrio de alto o suficiente que até os fracos ouvidos humanos podiam captar; mas estava a ponto de nos deixarem surdas, então os músculos dos nossos ouvidos imediatamente se modificaram para ajustar a esse ambiente novo e barulhento.
De repente, enquanto inalávamos, um cheiro forte de álcool misturado com fumaça de cigarro invadiu os nossos pulmões. Nossos narizes simultaneamente se torceram com aquele cheiro desagradável; por que os seres humanos insistiam em encurtar o seu período de vida assim? Acho que essa era a versão deles de uma festa. Meus lábios se viraram para baixo em desaprovação; o que Derek estava pensando, dando uma festa como essa! Eu certamente não sabia se ele fumava ou bebia. Nunca senti nenhum cheiro de fumaça ou bebida alcoólica nele antes, então me pergunto por que ele começou agora. Deve haver uma razão.
Alice me olhou preocupada; ao que parecia ela não confiava em mim em volta de bebidas e cigarro. Eu a cutuquei suavemente, dando um sorriso. "Ah, vamos Alice. Eu sei como dizer não. Não que álcool ou cigarros afetem vampiros, não é?" franzi a testa ligeiramente, esperando que não afetasse nariz estava começando a queimar ligeiramente com as rajadas da fumaça concentrada. Eu definitivamente teria de falar com Derek sobre esses maus hábitos…uma vez que ele volte a falar comigo depois de eu o machucar essa noite.
"Não sei não," murmurou Alice, ela levantou levemente uma sobrancelha. Ela realmente não gostava de não saber das coisas, sempre sendo a vidente onisciente. "Poderia te afetar desde que você é parte humana."
Eu podia ver ela tendo segundos pensamentos sobre me deixar aqui - devem ser realmente sérios pensamentos se ela estava de fato considerando me mandar para casa depois de todo o trabalho que ela teve em mim. Por mais que eu amaria evitar o confronto com Derek, a necessidade de acabar com esse assunto era ainda maior. Eu já tinha me preparado o dia todo. Então melhor acabar com isso de uma vez.
"Vamos, Alice," supliquei. "Não me mande de volta para casa. Eu preciso fazer isso. Terei cuidado. Além disso, você já passou por todo este trabalho duro em me vestir, e todo o seu maravilhoso empenho irá se perder se você der a volta nesse carro." Podia ver ela enfraquecendo enquanto eu cutucava seus pontos vulneráveis. Ela desistiria logo. Dei um último tiro a bajulando. "A propósito, obrigada por me deixar maravilhosa. É ótimo que eu tenha uma tia tão talentosa." Toquei sua bochecha para mostrar minha gratidão, e depois mostrei uma imagem minha andando com passos largos pela entrada enquanto os meninos caíam no chão desmaiados pela minha beleza. Alice deu um sorriso torto; ela sabia muito bem que não me considerava muito bonita, especialmente não o bastante para causar tanto impacto assim no gênero oposto.
"Ooo…k," ela suspirou, e sorri vitoriosamente. "Mas irei ficar por perto, dentro da distância de audição de um grito. Então apenas grite se você precisar de mim. Não se preocupe, estarei longe o suficiente para não poder te ouvir falar," ela me assegurou quando abri a minha boca para discutir sobre a promessa que ela fez.
Acariciei seu rosto agradecidamente. "Valeu, Alice. Você é a melhor."
"Ainda vem que você sabe," ela respondeu audaciosamente. "Agora dê o fora daqui. E tenha cuidado. E se Edward vier atrás de mim por te deixar em um ambiente como esse -"
"- Levarei toda a culpa," terminei para ela. Beijei seu rosto levemente. "Valeu. Tchau." Saí do carro, enrolando uma jaquetinha fina em volta de mim mais apertada. Os meus sentidos de vampiro imediatamente zuniram para a folha fina de gelo que cobria a estrada para carros; o meu equilíbrio alterou ligeiramente para compensar a superfície escorregadia e meus altos saltos altos e finos. Fechando com barulho a porta do carro, me inclinei na janela aberta do assento de passageiros. "Agora lembre-se, fique fora do raio de audição. Isto não deve levar mais que uns 2 minutos, então devo estar aqui fora logo. Só venha e me busque quando as suas visões embaçadas de mim te disserem que eu terei terminado. Se você ainda é capaz de conseguir ver isto, " eu disse fazendo piada. "Acho que você está começando a perder seu toque."
Ela me mandou embora brincando, sorrindo abertamente "Ah, apenas pegue seu bumbum embaçado e sai fora daqui. Divirta-se e boa sorte!" Divertir? Sério, Alice? Embora eu pense que precisarei da sorte.
Acenei enquanto ela saía do estacionamento e acelerava para longe, nuvens de pó subiram detrás dela por sua velocidade.
Me virei para a porta da frente, absorvendo o clique suave que os meus saltos faziam contra o chão e o gelo. A batida da música ficava mais barulhenta a cada passo. Eu calmamente ignorei todos os olhares das pessoas que andavam fumando do lado de fora da festa, pequenas nuvens de fumaça saindo de seus queixos caídos Um dos cigarros acesos que caiu no chão com um baque fraco - para as minhas orelhas de qualquer forma - foi deixado esquecido.
Quando cheguei na porta, bati suavemente nela para não a derrubar com a minha super força. A porta se abriu imediatamente como se alguém estivesse esperando as pessoas chegarem.
A música ensurdecedora que saía de duas grandes caixas de com na outra sala me mergulhava em sons. Uma rajada de vento quente me atingiu, trazendo os cheiros indesejáveis de fumaça, álcool, e corpos humanos. Pequenos copos vermelhos de plástico já estavam no chão, se misturando com os tocos esmagados de cigarros usados. Montes de humanos transbordavam de cada sala; parecia que essa festa tinha crescido intensamente desde que liguei para Derek. Torci o meu nariz imediatamente em resposta.
.
Todo mundo por perto se congelou e me encarou enquanto eu estava de pé na entrada. Alguns dos olhos pareciam ter um trabalho meio difícil em focar em mim. Sorrindo docemente, eu entrei tentando ignorar o cheiro esmagador que me fazia ter ânsias de vômito. Meus ouvidos se ajustaram mais uma vez para a música vociferante. Fechei a porta silenciosamente atrás de mim enquanto as conversas voltavam gradualmente, olhos continuavam voando para mim ocasionalmente.
O meu próprio olhar passou por cada um dos corpos, alguns balançando com a música, outros só de pé e conversando enquanto tomavam as suas bebidas, e até alguns casais com os lábios grudados que estavam nos sofás. Mesmo com os meus olhos procurados aquela forma familiar, o meu nariz captou o seu cheiro imediatamente. Parecia que o odor estava vindo da outra sala.
Dei um passo naquela direção mas imediatamente me virei quando senti um humano se aproximando de mim. Ele pareceu meio surpreso com o meu movimento, que era um pouquinho rápido demais para um ser humano normal, a mão dele esticada para me segurar. Mas eu podia ver o seu olhar apagado, sem foco em seus olhos marrons, seu cabelo loiro grudado na sua testa com suor, enquanto ele balançava no seu lugar - obviamente bêbado. Ele parecia velho o suficiente para já estar na faculdade. Dei as costas para ele, ignorando suas palavras sem sentido.
"Eeeeei. péra', querida.' Nã…o fuja '. Vol…t…e aqui."
Desviei meu caminho pelos numerosos corpos facilmente - eles pareciam se afastar instintivamente de mim como se repelido pelos meus genes de vampiro. Mais de uma repetição da cena do bêbado me seguiram, enquanto outros adolescentes intoxicados e hormonais tentaram chamar a minha atenção. Resisti ao impulso de dar-lhes uns tapas na cabeça; seria uma má idéia já que eu provavelmente os decapitaria. Eu estava aqui para romper uma relação, não o crânio de alguém, pelo amor de Deus.
Entrei na cozinha e localizei Derek imediatamente entre 2 outras figuras que andando pela sala. Ele estava remexendo na geladeira, a luz amarelada dela brilhando em seu rosto. Pequenas rajadas de ar frio flutuaram pela da sala através da porta aberta enquanto ele se afastava, ele fechou a porta com barulho fraco. Ele pareceu surpreso em me ver de pé na entrada, quase derrubando as várias garrafas de cerveja que ele tinha tirado da geladeira.
"Oh. Ei, Nessie," ele pronunciou indistintamente, um sorriso lento crescendo em seu rosto. Levantei uma sobrancelha para a aparência dele: seu cabelo escuro estava bagunçado diferente, a camiseta azul escura que acentuava os seus músculos abdominais estava amassada e torta, e acredito que minha visão forte detectou uma mancha vermelha brilhante em sua bochecha - batom? Outro cheiro o cobria, fortemente feminino e desconhecido. Senti uma pontada de ciúme e traição, minha visão brevemente se pintou de vermelho - parecia que eu estava ficando enraivada com freqüência ultimamente.
Reprimi a emoção o tanto que eu podia. Não conseguia ficar muito chateada com ele. Afinal, o que eu estava a ponto de fazer era horrível o bastante sem ter que enfezar com ele. Ainda assim, não podia suportar vê-lo equilibrando aquelas garrafas de cerveja nos seus braços - pelo menos não havia nenhum cheiro de fumaça de cigarro nele - então dei um passo para frente, roubando-as para longe dele antes que o seu cérebro intoxicado tivesse ao mínimo registrasse o que fiz.
"Ei. Devolva," ele resmungou, balançando os braços para mim. Não pude deixar de sentir um pouco de nojo e compaixão dele; ele simplesmente parecia tão infantil agora e tão diferente do Derek que conheço. E o comportamento dele é repugnante; ele estava me traindo? E ele está tão desesperado para pegar o álcool de mim, é nojento.
"Não, Derek, acho que você bebeu o suficiente," eu disse firme, escondendo as garrafas no armário embaixo da pia. "Quantas garrafas você já tomou até agora?"
"Só uma. Num bebo muito assim. Num 'cei-to álcool muito bem." Ele cuidadosamente tentou dizer 'aceito', se apoiando contra o balcão com um sorriso bobalhão no rosto. "Ei, bebê."
Uau, ele estava mesmo fora de rumo. Mas um pequeno sentimento de alívio passou por mim com as palavras dele; pelo menos ele não bebia muito. E era óbvio que ele não fumava.
"Então porque você daria uma festa desse tipo?" Perguntei suavemente, como falando com uma criança pequena. O casal, que estava na cozinha também, deixou sair uma risadinha enquanto eles caíam no chão. Eu os ignorei.
"Não eu. Meu irr-mãã-um fez," respondeu Derek, lutando com a palavra 'irmão'.
Ah sim. Me lembro dele me falando de seu irmão mais velho. Ele foi para alguma faculdade pública em uma cidade próxima;acho que ele tem vinte anos. As atividades dessa festa de repente fizeram um pouco mais de sentido. Isso não foi idéia de Derek, foi do irmão dele. Embora eu tivesse terminando com ele, senti outro sentimento de alívio que ele não era um cara tão ruim. Mas havia ainda a questão do batom… eu iria conseguir a resposta dele antes que eu lhe lançasse o primeiro golpe. Sentido figurado, é claro.
"Então quem estava com você aqui antes?"
Ele pareceu adoravelmente confuso, seus lábios grandes se enrugando e a testa franzindo com os olhos arregalados. "Que'?" Podia ver a perplexidade genuína no rosto dele. Interessante.
"Você não estava aqui com uma menina antes?" Perguntei maliciosamente como se eu não tivesse uma preocupação no mundo. Ainda bem que ele estava bêbado o bastante não para notar.
"Não…" ele pronunciou indistintamente, agora fazendo beiço enquanto lutava para lembrar.
"Mas você tem batom na sua bochecha," insisti. Eu iria conseguir a resposta dele mais cedo ou mais tarde.
Ele tocou a bochecha dele ternamente com uma mão, confusão entalhada no rosto dele. De repente, uma revelação o atingiu; pareceu como o sol lutando para sair entre as nuvens escuras e sombrias. "Ah. Foi Pen…ny, a namo…ra…da do meu irrmaaum."
Eu estava puramente confusa agora. "Você ficou com a namorada do seu irmão?"
As sobrancelhas dele se juntaram ainda mais. "Hã'? Não! Ela sempre me cumprimenta beijando meu rosto." Ah. Acho que isso fazia sentido. E não pude deixar de acreditar nele; ele parecia simplesmente tão vulnerável e inocente agora.
Ele ainda era o namorado perfeito enquanto eu era extremamente imperfeita.
Por mais que eu gostaria de fingir que nada aconteceu ontem, não podia mentir pro meu coração desse jeito. Tinha de terminar com ele.
"Hum, Derek? Posso falar com você? Sozinha?" Realcei, olhando o casal atrapalhado que lutavam no chão de brincadeira. Os humanos agiam tão estranho quando eles estão bêbados.
"Claro. Peraí." Derek se esticou para baixo do armário na pia e puxou uma garrafa de cerveja pela metade. Deixei sair um suspiro - ele nunca desistiria? - mas decidi não dizer nada. Talvez estar bêbado irá diminuir a dor para ele. "Vamos lá pra fora."
Eu o segui enquanto ele tropeçava para fora, tomando um grande gole da garrafa na sua mão. Ok, talvez dar o pé na bunda dele enquanto ele está bêbado não seja uma idéia tão boa. Me mantive perto o suficiente para ser capaz de pegar ele rápido se ele escorregasse ou caísse. Eu seriamente senti que eu estava cuidando um menino de dois anos.
Fizemos o nosso caminho em direção à borda do jardim dele, onde o bosque começava. Um par de cumprimentos embriagados foram lançados no nosso caminho, junto com um monte assovios bobos. Derek parecia imperturbável enquanto ele finalmente alcançou o primeiro tronco de árvore que estava na borda da floresta, há bons 45 metros de qualquer ser humano à vista.
Ele se inclinou contra o tronco, tomando outro golinho e abrindo a boca pra falar. "E aí?" A sua voz pareceu um pouco mais forte por alguma razão, como se o ar fresco da noite clareasse a sua cabeça um pouco.
"Hmm…" hesitei, olhando em direção ao chão remendado de neve. Talvez seria melhor esperar até que ele estivesse completamente sóbrio. Não seria muito justo dar um pé na bunda dele enquanto ele está bêbado, não é?
"Uau," ele murmurou de repente. Olhei para ele, me perguntando o que o fez dizer isso.
Os olhos dele estavam focados em mim como se ele acabasse de notar que eu estava lá. Bem, se enfocaram um pouco mais abaixo de onde os meus olhos estavam. Olhei enquanto seus olhos passavam para baixo lentamente e depois subiam. Ele umedeceu os seus lábios nervosamente com a ponta da língua enquanto os seus olhos finalmente encontraram os meus. Levantei uma sobrancelha, esperando ele dizer algo.
"Você está maravilhosa," ele sussurrou, dando um passo em direção a mim. Hmm, interessante. Sua luxúria parece ter afugentado sua fala indistinta. Ele quase parecia sóbrio agora.
"Obrigada," eu disse, tentando evitá-lo na velocidade humana mas muito tarde. As mãos dele agarraram as minhas, olhos queimando nos meus. Estranhamente, em vez de sentir desejo por ele como eu teria ontem, senti uma onda de repugnância. Talvez porque ele tem estado bebendo, ou porque ele finalmente mostrou o lado não tão agradável dele, que de fato não era agradável de jeito nenhum para mim. Confusa e não sabendo como lidar com essa situação, pensei freneticamente, tentando achar um modo de me manobrar para fora disso sem machucá-lo mais do que eu tinha.
Uma mão fria subiu pelo braço nu até meu ombro. Enquanto ela passava novamente até a alça do meu vestido, pulei para longe rapidamente para que sua mão tateasse o ar. Olhei o comportamento dele com desagrado. O que tinha de errado com ele? Ele está agindo tão diferente do que é seu ele se comporta como um perfeito cavalheiro. O álcool realmente deve estar penetrando ele.
Inabalado sobre meu movimento para longe dele, ele deu outro passo para frente, olhando para mim com pura luxúria nos seus olhos vermelhos pela bebida. Dei um passo para trás novamente mais uma vez, tentando manter distância entre nós. O meu cérebro ainda estava congelado, incapaz de me tirar dessa situação. Ele me beijaria logo, e não podia deixar que isso acontecesse. Não era justo para ele. Continuamos esse tango por mais alguns passos até que eu senti a superfície da árvore pressionando as minhas costas. Uh oh. Nenhuma fuga agora.
Derek pareceu ter esse mesmo pensamento enquanto ele fechava o espaço entre nós, mãos fixas no tronco pelos meus dois ele se curvava para frente para colocar os meus lábios com os dele, virei a minha cabeça em pânico para que sua boca aterrissasse na minha bochecha. Ele retrocedeu, ligeiramente confuso.
"O que está errado?" ele perguntou suavemente, o seu hálito de cerveja flutuando por meu rosto. Isso agora trouxe repulsão aos meus lábios em vez de desejo.
É hora. "Nós estamos," falei e então mordi meu lábio. Ele levantou a cabeça, tentando entender o que estou dizendo. Suspirei tristemente antes de continuar. "As coisas não foram muito bem para mim durante a semana passada. Eu tenho estado distraída todo o tempo e tudo mais. Tenho certeza que você notou. E acho que finalmente percebi o por que. Estou apaixonada por outra pessoa, " sussurrei tristemente. Toda a repulsão desapareceu enquanto eu senti o remorso assumir. "E não acho que é justo para mim continuar saindo com você enquanto não me sinto mais do mesmo jeito. Desculpe." Fechei meus olhos com culpa, esperando ele dizer algo.
Houve um breve silêncio enquanto eu esperava com a respiração presa. Qual seria a reação dele agora? De repente, sua mão fria apertou a minha coxa, na bainha do meu vestido.
Os meus olhos voaram abertos em choque. "Derek! O que você está fazendo?" Tentei empurrar suavemente a mão dele para longe de mim.
"Você é tão linda," ele murmurou, olhos passando sonolentos por meu rosto. "Eu quero você."
Franzi a minha testa. "Você não ouviu o que eu disse?" Ele é surdo ou algo do tipo? Eu não disse aquilo em voz alta ou eu disse só na minha cabeça?
"Sim," ele respondeu, então mergulhou sua cabeça para me beijar novamente. Repeti a minha ação anterior para que o beijo fosse colocado na minha bochecha.
Ok, eu realmente estava confusa. "Se você me ouviu, então o que você está fazendo?"
"Te beijando," ele simplesmente respondeu, e depois me surpreendendo apertou os lábios dele nos meus. Novamente sua mão avançou ainda mais para cima da minha coxa antes que eu me afastasse, furiosa.
"Derek! Qual é o problema com você?" Eu o empurrei então ele tropeçou para trás com minha forç minha boca, tentando tirar o gosto de álcool da minha língua. "Acabei de terminar com você!"
"Não você não terminou," ele disse seriamente, pressionando seu corpo em mim novamente.
Eu o empurrei novamente. "Sim, terminei," eu disse com força. Ok, o álcool deve estar afetando definitivamente o cérebro dele.
Os olhos dele se tornaram duros e sua mão subiu rapidamente para agarrar o meu queixo com força. Se fosse humana, ele teria me machucado. Eu estava espantada, então não pude me mover rápido o suficiente para rejeitá-lo. "Ah não, você não terminou." Ele rosnou. "Ninguém termina com Derek Coles. Ninguém." Fiquei surpresa pela sua súbita mudança de humor.
"Acredito que eu acabei de terminar sim," respondi de volta, raiva queimando no fundo da minha boca. "Agora me solte." Podia ter forçado ele facilmente para longe, mas eu não queria nenhuma suspeita do que eu era.
Ele não se moveu. Em vez disso, ele esmagou a sua boca na minha com força, seu outro braço me puxando mais para perto do seu corpo. Podia sentir o entusiasmo dele pressionando contra o interior da minha coxa e senti outra onda de nojo e fúria. O empurrei com força dessa vez, o derrubando no chão. Resisti o impulso da minha visão vermelha ardente, me empurrando de volta à calma. Olhando ao meu redor, me perguntei por que ninguém veio para interferir e vi que todo mundo tinha ido para dentro.
Ao som suave de metal raspando em metal, olhei novamente para Derek, e o meu coração pulou para minha garganta. Ele estava agachado no chão, e na sua mão estava um longo canivete. "Ele tem uma faca?!" Pensei de modo selvagem. Confusa sobre o que exatamente ele iria fazer com aquilo, eu estava muito atordoada para ser capaz de pará-lo enquanto ele pulava para frente e apertava a ponta da faca na minha garganta. De repente meus instintos humanos suprimiram os meus de vampiro, e de repente me apavorei, levantando o meu queixo imediatamente ao toque do metal. Que diabos?!?
Podia sentir o gosto do álcool na respiração dele enquanto ele se inclinava para perto de mim, olhos pareciam vermelho-sangue e à beira da loucura. "Sua v*dia," ele rosnou, a pronúncia indistinta voltando à sua voz. "Agora você fará como eu quero." Eu ainda estava muito atordoada para ser capaz de mover qualquer um dos meus músculos. Podia ter facilmente o atirado para longe, e realmente não devia ter nenhum medo de uma lâmina que não podia nem cortar a minha pele de granito. Mas o medo humano me encheu, travando os meus músculos no lugar. Se ele apertasse a sua faca mais fortemente, o metal iria se curvar. O que ele pensaria disso?
Talvez eu devesse tentar usar a lógica. "Derek", supliquei calmamente. "Você está bêbado. Você não sabe o que você está fazendo. Só abaixe essa faca." Me endureci enquanto minhas palavras só pareceram irritá-lo mais; ele apertou a lâmina mais perto da minha jugular. Ok, se isto não funcionasse, eu teria de usar força e nocauteá-lo antes que ele visse algo que pudesse arruinar o nosso disfarce.
Ele completamente ignorou o que eu disse, apenas descenso a sua mão livre pelo meu lado. Contive o impulso de quebrar o pescoço dele com minha raiva.
"Derek, por favor," o avisei uma última vez.
Ele ainda não mostrava nenhum conhecimento, simplesmente se apertando mais perto de mim. Fechei meus olhos, silenciosamente pedindo desculpa pelo que eu estava a ponto de fazer.
Logo que eu estava a ponto de levantar meu punho para batê-lo na cabeça com força suficiente para deixá-lo inconsciente, uma brisa suave soprou na nossa direção, trazendo com ela um cheiro dolorosamente familiar. Um cheiro que não tinha sentido em uma semana. Um cheiro que fez o meu coração pulsar para de volta a vida. O cheiro dele.
O meu olhar deslizou por cima do ombro de Derek para o bosque. Meus olhos de vampiro captaram uma forma enorme se aproximando silenciosamente. O meu coração se inchou enquanto eu reconhecia quem era. Ah meu Deus, ah meu Deus, ah meu Deus.
"J-Jake?" disse em um engasgo, minha respiração se prendendo. Não podia ser. Devo estar sonhando novamente.
Isso pareceu entrar na mente de Derek enquanto ele fazia uma pausa. Ele levantou os olhos para os meus para ver que eu olhava por cima do ombro dele com a boca aberta. Derek se virou para seguir meu olhar no exato momento que um enorme lobo avermelhado saiu da escuridão do bosque para a luz fraca do pôr do sol. O lobo rosnou, mostrando seus caninos brilhantes e com seu pêlo eriçando de fúria. Derek tropeçou para trás, deixando a sua faca cair no processo. Antes que Derek ou eu pudéssemos agir, o lobo se agachou e então se lançou em Derek, a mandíbula aberta largamente com as presas afiadas como agulhas.
Capítulo 20: Parte Dois
Eu abri minha boca em um grito silencioso quando o lobo-Jake se chocou contra Derek e cravou a mandíbula ao redor de sua perna. Um grito lancinante rasgou pela garganta de Derek afora enquanto ele era tombado ao chã estalo alto foi feito e ele gritou ainda mais alto. Se eu me senti atordoada antes, não foi nada comparado a isso. Eu não podia sentir sequer meus músculos. Estavam paralisados. Eu não podia sentir nem o ardor da minha sede enquanto o sangue de Derek pingava de onde a mandíbula de Jake havia sido cravada. Tudo que pude fazer foi observar.
O lobo cortou com suas garras o peito de Derek, e enquanto o sangue escorria dos quatro grandes talhos que se formaram, Derek soltou outro grito agudo. Uma enorme pata o golpeou fortemente na cabeça, deixando-o inconsciente e interrompendo seu grito. Sangue e sensibilidade finalmente voltaram a pulsar em minhas pernas para fazê-las formigar desconfortavelmente. Eu me senti um tanto aérea, mas o sentido de propósito me direcionou e dei um salto à frente, antes que o lobo furioso pudesse dar seu golpe fatal.
"Jake, não!" Eu gritei, derrubando-o no chão. Nós caímos a poucos metros longe de Derek, eu por cima dele. Eu o imobilizei ali, uma mistura de emoções me preencheu. Choque, descrença, alegria, medo, ódio, amor…
Enquanto o fitava, eu notei que ele relaxava sob mim. Em pânico, eu saí de cima dele. Ele se levantou vagarosamente, sem me olhar nos olhos. Sangue pingava lentamente de seu focinho, vermelho escuro e tentador. Mas eu ainda não sentia nenhuma atração ou desejo desmedido pelo sangue em excesso que se espalhava sobre ele ou pelo sangue que escorria livremente do corpo mole de Derek. Derek.
Eu movi minha cabeça tão rapidamente que senti como se ela fosse quebrar. Bom. Ele ainda estava respirando. Um tanto frivolamente, mas teria que ser o bastante por agora. Eu também podia ouvir seu batimento cardíaco fraco, graças à luta do seu coração para substituir o sangue perdido.
Eu voltei a contemplar o lobo castanho-avermelhado. O exame que fiz de Derek levou apenas uma fração de segundos, eu ainda estava pensando se tinha imaginado a coisa toda. Mas ele ainda estava lá, os olhos escuros mirando o chão. Ele levantou uma das enormes patas para limpar o sangue úmido de sua boca. Apesar de eu ter dito a mim mesma que isso não era verdade, eu não podia fazer nada além de sentir que ele me ignorava. Ele agia como se eu não estivesse lá.
Eu estiquei um braço para ele, a confusão estampada em minha feição. O que estava errado agora? "Jake?" Eu disse timidamente.
O lobo balançou sua cabeça, como se estivesse tentando limpá-la. Ele ainda se recusava a olhar-me nos olhos, mantendo a cabeça baixa. Seu pelo, que previamente estava eriçado, para fazê-lo parecer duas vezes maior, estava agora rente à pele, diminuindo seu tamanho. Suas orelhas estavam abaixadas para trás, assim como seu rabo peludo, escondido embaixo dele. Levou um momento para eu perceber que ele parecia amedrontado ou nervoso. Ou envergonhado.
Automaticamente eu dei um hesitante passo à frente - ele iria evaporar-se no ar, como nos meus sonhos? - e seguro o bastante, com um arrepio percorrendo seu corpo, ele curvou suas costas em direção ao abrigo da floresta. O pânico tomou conta de mim; ele não poderia partir novamente! Eu não sei se posso agüentar perdê-lo uma terceira vez!
"Jake!" Eu chamei, com uma voz cheia de medo, estendendo uma mão em sua direção. Mas ele já havia desaparecido entre as árvores. Meu coração se apertou e relaxou, e eu desabei no chão, cruzando meus braços apertadamente em volta do meu estômago. Não, não, não, não, não, eu lamentei em meus pensamentos. Eu percebi que devia ter ido atrás dele e tê-lo feito ficar. Pelo menos para explicar. Mas agora era tarde demais. Ele era quase tão rápido quanto Leah, e provavelmente ele já estava distante demais para me ouvir.
Eu caí de bunda, sem ligar para as manchas de grama que invadiriam o tecido do vestido e abracei meus joelhos. Enterrei minha cabeça nos meus braços e permaneci assim. Eu podia sentir a umidade nas minhas bochechas - lágrimas? Eu não me lembro da última vez que chorei.
Sons de festa anda emanavam da casa - como a vida poderia continuar quando tudo parecia terminado para mim? Novamente? Mas tudo estava quieto ao meu redor, a não ser pela respiração fraca de Derek e seu batimento cardíaco debilitado. E realmente deveria chamar Carlisle ou Alice para ajudá-lo - como nós explicaríamos, quando ele acordasse, o que acontecera a ele? - mas eu não pude me mover. Eu não via sentido em mais nada se fosse para meu coração ser rasgado ao meio por vezes seguidas.
Felizmente não houve testemunhas humanas no encontro, a não ser Derek. Parece que a festa se concentrou no interior da casa no momento exato. E os gritos de Derek e meus berros foram simplesmente suprimidos pela batida dominante da música, do lado de dentro.
Eu mantive minha cabeça apoiada nos meus joelhos. Ok, eu realmente devo chamar Carlisle para ter certeza de que Derek está okay. Sua respiração soava mais fatigada. O pensamento sobre ele e sobre o que ele havia me feito me deu uma pontada de desgosto; Eu ainda não entendia seu comportamento. Talvez ele tivesse uma baixa tolerância ao álcool e não soubesse o que estava fazendo. Eu me lembro de uma de minhas lições a cerca dos humanos sobre como os bêbados agem de forma extravagante e terminam por não se lembrar de nada do que eles fizeram na noite anterior ou se lamentam totalmente do que fizeram. Mas levaria um tempo para que eu o visse da mesma forma.
Pareceu haver uma pequena mudança na atmosfera, como uma luz difusa. Uau, eu realmente estava ficando louca. Imaginando que Jake estava aqui, voltando à sua forma humana. Ha! Minha imaginação devia estar realmente a mil: eu podia até ouvir os passos familiares aproximando-se de mim, e pude sentir seu cheiro amadeirado. Eu cerrei meus punhos com força; Eu superaria ele algum dia?
Eu podia quase sentir a presença dele agachado perto de mim. Pare de imaginar coisas! Eu quase gritei para mim mesma. Mas então uma mão calorosa timidamente puxou meu cabelo para trás e eu lancei minha cabeça para cima, meu coração parando momentaneamente com a surpresa.
Era ele. Eu não estava imaginando estes sons ou aquele cheiro. Ele havia voltado para mim.
Jake estava agachado perto o bastante de mim para que eu pudesse sentir seu corpo irradiar calor através da pele; ele era o único entre todos que eu já sentira quente. Ele parecia o mesmo: os mesmos olhos escuros e ardentes, o mesmo cabelo preto, a mesma pele bronzeada, o mesmo nariz, a mesma boca, o mesmo rosto… Apesar de estar fazendo um frio congelante, ele usava apenas seus shorts usuais, e meu coração se apertou diante da visão de seu torso nu - como eu nunca havia notado o quão lindo ele era? Mas algumas coisas estavam diferentes nele, entretanto; sutis, mas presentes. Sua boca não estava curvada naquele familiar sorriso de lobo, seus olhos tinham um olhar pesaroso que eu jamais tinha notado antes e alguma outra emoção escondida, pequenas olheiras sombreavam seus olhos, seu cabelo estava mais longo e opaco. Ele parecia como se tivesse passado pelo inferno.
"Jake," eu sussurrei, ainda sem acreditar em meus olhos, parte de mim ainda esperando pelo momento em que ele me deixaria novamente. Mas ele não o fez. Ele ainda estava lá quando eu fechei meus olhos e os abri novamente para ter certeza que não estava sonhando.
Ele levantou a mão que tocava meu cabelo e eu senti um pânico repentino - ele ia partir agora! Mas não, eu estava errada novamente, Ele apenas moveu sua mão insegura e vagarosamente para secar uma de minhas lágrimas perdidas. Meus olhos tremeram ao seu toque. Oh, meu Jacob estava de volta. Todos os outros pensamentos - Derek, chamar Carlisle, a festa - esvaziaram minha mente. Mas então ele lançou sua mão para trás e meus olhos se arregalaram.
"Não me deixe novamente," eu sussurrei, com pavor de perdê-lo novamente. Sua boca se comprimiu e a vergonha encheu seus olhos. Ele também estava magoado.
Jake puxou-me para seus braços e pressionou seu rosto contra meu cabelo, cheirando-o profundamente. Eu envolvi seu abdome desnudo com meus braços e os aferrolhei - ele não iria me deixar novamente se eu pudesse evitar - e inspirei seu odor amadeirado e calmante. Eu senti todos os meus medos se desvanecerem. Ele estava comigo agora, isso era tudo o que importava.
"Oh Nessie," Jake sussurrou com uma voz ligeiramente enrouquecida pela falta de uso e pela culpa. "Eu fui um covarde. Eu não deveria ter partido. E então quando eu cheguei aqui e vi aquele pedaço de escória machucando você, eu não pude me controlar. Eu sinto muito por machucar Derek. Eu quase o matei." Sua voz estava extremamente pesarosa e cheia de remorso. Ele estava realmente se punindo por ter me salvado de Derek?
Oh Deus. Derek. Eu preciso levá-lo para Carlisle agora mesmo.
Com relutância eu me desvencilhei suavemente de Jake e senti dor cruciante quando um lampejo de tristeza e dor percorreram suas feições devido ao meu movimento. Ele pensou que eu estava o rejeitando.
"Eu preciso chamar Carlisle para o Derek," eu expliquei gentilmente para ele e sua expressão descontraiu-se ligeiramente. "E então eu acho que devemos conversar." Ele acenou hesitantemente em aprovação.
"Não precisa me chamar," disse uma voz calma vindo de trás e nós nos voltamos para ver Carlisle, Edward, Alice e Bella saindo da cobertura das árvores. "Eu estou bem aqui."
Carlisle agiu de forma estritamente profissional ao se apressar até Derek e começar a inspecionar seus ferimentos. Ele abriu a pequena maleta preta que trazia consigo e começou a tirar alguns suprimentos médicos. Eu o observei por alguns instantes antes de me voltar para o resto da família.
Alice parecia envergonhada e preocupada, dando-me um olhar de desculpas. Eu imaginei que ela estivesse se sentindo mal por não prever esse acontecimento. Mamãe apenas parecia preocupada; ela lançou-se à frente para ter certeza de que eu estava bem, ignorando meus protestos. Papai parecia simplesmente furioso, disparando olhares para a forma imóvel de Derek e então para a figura encolhida de Alice. Ele estava mesmo culpando a ela por tudo isso?
"Não, eu não estou, Ness," papai disse com uma voz controlada. "Eu apenas gostaria que ela tivesse visto isso antes que acontecesse. Isso nos evitaria um monte de problemas." Bem, isso não é justo. Jake estava aqui e afetando meu futuro. E eu estava totalmente imprevisível para ela. E tenho certeza que a embriaguez de Derek fez incertas as suas ações futuras, já que o álcool o faz agir de forma extravagante.
Alice parecia tão oprimida e tão diferente dela mesma. Ela está culpando a si mesma?
"Sim, ela está," Papai respondeu gentilmente.
Oh. Franzi minha sobrancelha. Por quê?
"Porque ela pensa que ela deveria ter visto isso chegando. Você sabe que ela odeia ser cega. Ela se sente inútil sem sua visão."
"Eu agradeceria se os dois parassem de falar sobre mim," Alice murmurou suavemente, olhando para o chão.
Eu corri para o lado dela e a abracei apertadamente. "Oh, Alice, não se culpe. Você não sabia."
"Mas deveria saber. Eu deveria prestar mais atenção aos meus instintos. Ao menos eu sei quem estava embaralhando minha visão." Ela olhou penetrantemente para Jake que parecia extremamente desconfortável. "O lobinho não se decidiu?" Ela provocou. Pelo menos ela já estava se tornando mais com ela mesma.
Jake fechou a cara. Meu coração balançou novamente. Eu ainda não podia acreditar que ele estava aqui de verdade. "Na verdade nem eu sabia que estava vindo para cá, até chegar aos limites da cidade. Eu estava apenas correndo sem pensar. Eu acho que fui atraído, especialmente porque uma parte de mim sentiu que algo de ruim estava para acontecer. E eu estava certo."
Papai repentinamente sibilou, virando-se para Jake com um olhar intenso. "Ele fez O QUE? Derek estava a ameaçando?" Ele vociferou. Eu estava levemente confusa. O que havia acontecido?
"Sim. Eu achei que você soubesse de tudo," Jake disse aturdidamente. E eu também.
"Não, eu apenas ouvi resquícios dos pensamentos de vocês dois. Eu ouvi algo sobre Jake atacando Derek, nada sobre o motivo. Eu penso que devo agradecê-lo," Edward murmurou baixinho antes de continuar."E então eu vi os pensamentos de Jake sobre o 'acontecimento ruim que estava para acontecer'. Eu sabia que não devíamos ter confiado nesse humano," ele cuspiu.
"Então como vocês sabiam que deveriam vir?" Ei perguntei, completamente perdida. Continuei olhando para Jake para ter certeza de que ele não desapareceria e dessa vez seu olhar deslizou de encontro ao meu. Eu olhei para outro lado, corando por ter sido pega.
"Alice viu Derek caído ao chão, sangrando. Todo o resto era vago, então assumimos que um lobisomem veio fazer uma visita. Isso se confirmou quando ela sentiu seu cheiro. Então ela nos chamou e nós chegamos aqui poucos minutos depois. Eu gostaria que tivéssemos chegado antes, assim eu poderia ter arrancado a cabeça dele," papai disse entredentes, fulminando o corpo de Derek com o olhar. "Ameaçando minha filha."
"Isso não é desculpa para o comportamento dele," mamãe disse aparte, "mas ele estava bêbado. Eu sinto o cheiro de álcool nele. E álcool deixa os humanos fazerem coisas realmente ruins. Ele não teria feito nada disso se estivesse sóbrio."
Eu olhei para mamãe e fiquei chocada ao ver a tensão em seus olhos escuros. "Aw, mãe, você está sofrendo." Ela era a menos experiente com sangue entre todos nós, tendo se tornado vampira 6 anos atrás. O aroma do sangue de Derek era forte e causava agonia nela enquanto ela tentava ignorá-lo.
Papai estava ao lado dela em um átimo, friccionando gentilmente os círculos escuros abaixo dos olhos dela. "Vá para casa, amor. Vá caçar," ele disse suavemente.
Ela balançou a cabeça e abriu a boca para protestar, olhando para mim, mas eu a interrompi.
"Não, mãe. Papai está certo. Você precisa caçar. Eu estou bem. De verdade. Vá," eu insisti, sorrindo para ela. Ela franziu o cenho levemente, mas acenou em acordo. Ela mergulhou na floresta e havia sumido em um instante.
Uma vez que mamãe havia partido, eu olhei de perto para os demais. Todos eles tinham olhos escuros, não negros, mas um dourado muito, muito escuro. Não parecia nem que eles estavam respirando muito. Eu sabia que Carlisle podia controlar sua sede completamente, então me voltei para Papai e Alice.
"Vocês dois devem ir caçar, também. Nós podemos conversar em casa depois que terminarem."
Os dois começaram a protestar mas foram interrompidos pela voz calmante de Carlisle. "Não, ela está certa. Nós estamos bem, aqui. Eu estou quase terminando e então o levarei para casa para terminar de suturá-lo. Nós precisamos discutir o que faremos a respeito dele. E como ele vai ficar na nossa casa por algum tempo, não há motivo para sofrerem além do necessário. Vão saciar sua sede."
Vendo a sabedoria por trás das palavras dele, eles acenaram e rumaram para a floresta. Papai me deu um último olhar antes dos dois seguirem atrás de mamãe.
Eu me virei para Carlisle então, mas antes que eu pudesse abrir minha boca ele falou, sabendo o que eu iria perguntar.
"Sim, Derek vai ficar bem. Uma perna e uma costela quebradas, alguns hematomas e os cortes aparentes. Ele também sofreu uma concussão leve. Mas eu acredito que ele vai se recuperar totalmente."
Eu deixei escapar um suspiro de alivio enquanto relaxava. Ele estaria bem. Eu não podia evitar de me sentir um pouco responsável pelo acontecido, e apesar de eu ter rompido com ele e dele ter tentado me machucar, aquilo tudo não me fazia sentir nada melhor. E mamãe estava certa; ele não teria feito nenhuma dessas coisas se estivesse sóbrio.
"Carlisle, você deveria caçar também," eu disse suavemente, pronta para discutir com ele, mas ele já estava acenando em acordo.
"Eu irei, assim que deixá-lo em casa. Vou deixar os demais saberem, assim eles poderão caçar também." Uau, certamente ele tornou as coisas mais fáceis sendo tão agradável. "Mas terei que ficar com ele um pouco até que um dos outros volte da caçada. Não devemos deixá-lo sozinho no caso dele acordar, o que eu acho que não acontecerá muito em breve. Ele terminou de drenar a perna de Derek e então jogou tudo de volta em sua maleta. Cuidadosamente pegando o corpo inerte para que nenhum outro dano fosse causado a ele, Carlisle se empertigou. "Vejo vocês dois em casa," Ele disse firmemente antes de se arrojar pela floresta enquanto embalava Derek sem esforço em seus braços, com sua maleta médica balançando ao vento.
Eu me virei para Jacob que estava me observando com seus braços cruzados. Eu não pude detectar a emoção em seus olhos enquanto ele me fitava. Meu coração se apertou quando me forcei a olhá-lo nos olhos, e não para o seu lindo, escultural e bronzeado corpo que me estimulava a passear com meus dedos por seus músculos abdominais.
Eu me saquei desse pensamento, tentando não corar. Eu olhei para longe, chutando com a ponta dos dedos uma das manchas de sangue na grama. "Nós devíamos limpar," Eu balbuciei graciosamente.
Jake silenciosamente me imitou enquanto nós dois começamos a arrancar os pedúnculos de grama manchados de sangue e arremessá-los para fora de vista dentro da floresta escura. Eu tirei meu casaco e usei-o para absorver um pouco do excesso de sangue que havia no chão. Sem saber o que fazer com ele, eu cavei um buraco e o enterrei.
Quando me levantei, satisfeita por ninguém ser capaz de adivinhar o que ocorrera aqui, eu olhei para Jake e vi ele fitando-me, seu pomo-de-adão pulsando nervosamente. Seus olhos correram de encontro aos meus, longe do meu decote; Apesar de Derek ter feito basicamente o mesmo movimento pouco antes, desta vez, isso não me trouxe repulsa, mas ao invés disto, uma estranha sensação de formigamento.
Limpando minha garganta desconfortavelmente - quando as coisas se tornaram tão desconfortáveis entre nós? - eu disse, "Um, nós devemos ir para casa." Eu me preocupei se ele iria simplesmente partir novamente e senti uma onda de alívio quando ele acenou.
Eu tirei meus saltos-altos e os segurei em uma mão, pronta para ir embora, quando a voz tímida de Jake disse, "Podemos falar bem rapidinho, antes de irmos?" Eu olhei para cima para vê-lo próximo a mim, contemplando profundamente meus olhos com seu olhar pesaroso. Minhas pernas pareciam feitas de gelatina.
"C-claro, " eu gaguejei.
