Original Title: Eternity(www (ponto)fanfiction(ponto)net/s/5251060/1/Eternity)
By: LisaLovesCurry(www(ponto)fanfiction(ponto)net/u/1936036/LisaLovesCurry)
Disclaimer: Eu não tenho os direitos de Twilight. Stephenie Meyer é quem possui. Você já sabia disso, mas precisava ser dito.
Eternidade
Eternity
1922: Aula.
PV Esme
A ideia ocorreu a ela quando ainda estavam no Canadá durante a lua de mel: o lago próximo de onde ficaram congelou, e um dia, durante uma caçada, Esme decidiu que queria aprender a nadar. Quando garota, ela tinha se banhado num riacho com as amigas durante o verão, mas a mãe de Esme a proibiu de ir além quando a água passou dos joelhos dela. Nadar era, a mãe declarou, ridículo e vulgar para as damas, além de muito perigoso. Mas agora a desaprovação dela estava longe de acontecer, e Esme queria tentar, agora que havia, sem dúvida, perigo algum ou mesmo a possibilidade de se afogar. Nunca esqueceu a história de Carlisle nadando até a França quando ele deixou a Inglaterra anos atrás, e o pensamento de nadar com o marido dela a fez sorrir.
Estavam casados há apenas alguns meses, e Esme continuava se maravilhando a cada dia que passava em como se contentavam um com o outro. Deixava Esme mais feliz que pudesse dizer que, além de estar muito apaixonada, ela e Carlisle tinham uma forte amizade. Nunca imaginou conhecer alguém com quem pudesse conversar tão abertamente, que aguardasse vê-la todos os dias quando chegasse em casa, que se deleitasse em fazer as coisas juntos. Mais ainda, Esme estava agradavelmente surpresa pelo entusiasmo dele com relação ao plano dela de aprender a nadar.
-Você não acha que é vulgar? – ela brincou.
Rindo, ele colocou um braço ao redor da cintura e o outro mexeu o cabelo dela para trás para trilhar beijos ao longo do pescoço dela.
-Eu acho você muito adorável. – disse ele simplesmente - E que nadar nada mais é que a exceção.
Esme sorriu e o abraçou.
-Eu acho que, por mais divertido que seja, devemos ir sozinhos na primeira vez.
Carlisle riu.
-Eu penso o mesmo.
Como Esme imaginava, Edward os encorajou a tentar a primeira aula de natação dela enquanto ele estivesse na escola. Já era difícil para ele tentar bloquear os pensamentos dos dois sob normais circunstâncias, envolvendo o uso de roupas mínimas era o limite da calma paciência de Edward.
-Tenha um bom dia. – Esme falou para ele quando ele saía de casa com os livros. Estamos um pouco menos insuportáveis para você nos últimos dias, filho?
Edward revirou os olhos.
-Um pouco sempre ajuda. Eu sei que estão fazendo um esforço para controlar os pensamentos de vocês, e eu aprecio isso. Embora desde cedo tenho ouvido mais do que gostaria sobre como alguém fica sem camisa.
Esme estremeceu, e o embaraço logo se seguiu pela antecipação. Certo. Desculpe.
Edward sorriu simpaticamente.
-Não é como se quisesse que eu ouvisse. Talvez eu passe pela biblioteca depois da escola e chegue em casa um pouco mais tarde que o normal.
-Se estiver de volta por volta das cinco horas, podemos ir caçar antes de Carlisle ir trabalhar. – disse Esme. Ela sabia que faria mais sentido para Carlisle cobrir o turno da noite, dada a escassez de médicos humanos capazes de aguentar tais horas, mas ainda a chateava que o marido e o filho se vissem apenas por um ou duas horas por dia.
Edward sorriu fracamente com o pensamento.
-Mãe, não se preocupe. Eu vejo vocês à noite.
Esme o viu sair, acenando mesmo quando ele nem estava mais olhando. Não era algo que ela ou Carlisle gostavam de conversar, mas ambos se preocupavam às vezes que Edward os evitasse, Carlisle especialmente. As reticências ocasionais de Edward eram difíceis de prever, e embora passassem rápido e normalmente, Esme suspeitava que Edward lutava mais a respeito do que eles eram do que ele deixava mostrar.
Edward gostava e respeitava Carlisle, mas era difícil às vezes aceitar a escolha que foi feita por ele, e ter um relacionamento próximo com Carlisle apenas fez o ressentimento dele ser difícil de conhecer. Esme algumas vezes achava que era uma questão de tempo antes que as coisas explodissem para o filho e os mistos sentimentos dele a respeito da imortalidade. Como ela, Carlisle evitava, em grande parte, um confronto, e ele não queria pressioná-lo pedindo para que se abrisse. Mas talvez fosse mais fácil conversar com Edward a respeito do que o aborrecia se estivessem juntos. Talvez naquela noite fosse uma boa hora para abordar o assunto da infelicidade do rapaz.
Esme deu um suspiro, desejando que fossem capazes de ajudá-lo; e sorriu abruptamente quando ouviu o carro de Carlisle se aproximando. Quaisquer fossem as dificuldades reservadas a eles, hoje eles iriam se divertir. Correndo pela casa e saindo pela porta dos fundos, ela o encontrou ao lado da garagem.
-Bom dia. – ela falou, beijando-o tão logo ele saiu do carro.
-Está um lindo dia nublado até agora. – ele disse com um sorriso – Pronta para ir?
-Pronta. – disse ela, deslizando por ele. Eles se moviam num passo quase humano ao passarem pela lagoa nos fundos da propriedade, cuja mera presença nunca deixava de agradar Esme.
-O que foi? – Carlisle perguntou, tirando o casaco e erguendo as sobrancelhas quando a viu sorrindo.
-Nossa própria lagoa. – disse ela, balançando a cabeça afetuosamente. – Sua ávida vontade de comprar esta casa tem alguma coisa a ver com uma suspeita de eu querer aprender a nadar, ou você do nada começou a gostar de pescar?
-Eu não chamaria de suspeita, exatamente. – Carlisle sorriu quando ela estendeu o casaco dela sobre a mesma rocha em que o dele estava – Mas você evidenciou uma certa curiosidade por natação há alguns meses, e eu pensei que se nós vamos praticar, vamos apreciar certa privacidade.
Esme riu, beijando-o e tomando as mãos dele quando ele começou a tirar os suspensórios da roupa dele.
-E é março, e estamos em Oregon, então eu suponho que podemos atrair atenção indesejada do público. Hmm... Você se importa em ficar totalmente vestido enquanto me mostrar como fazer isso?
Carlisle parecia pasmo.
-Claro, querida. Importa-se se eu perguntar por quê?
Esme mordeu o lábio.
-Senão eu ficarei distraída. Eu vou querer aprender alguma coisa, mas não vai ter nada a ver com nadar.
Carlisle riu sombriamente e depois se afastou dela antes de entrar na água, parando apenas para tirar os sapatos e as meias.
-Vamos começar então. – disse ele – Antes que eu fique distraído demais para ser um professor eficiente.
Levou um tempo que Esme considerou surpreendentemente curto para ela, confiante, dar voltar na pequena lagoa.
-Vê? Já está natural. – Carlisle disse, facilmente acompanhando-a enquanto ela nadava.
-Apareça. – Esme intencionalmente jogou água no rosto dele – Sabe, isso é muito divertido, mas é difícil imaginar fazer isso confortavelmente se eu tiver que me preocupar em respirar.
Esme chiou e riu quando ele começou a jogar água nela também, mas depois de alguns minutos pararam, olhando um ao outro enquanto a água deslizava por eles. Era virtualmente impossível não olhar: as roupas de Carlisle estavam ensopadas a ponto de estarem transparentes, e Esme percebeu com um sorriso que o vestido dela estava num estado parecido.
-Sabe, o corpo humano é composto em grande parte de água. – Carlisle falou inesperadamente – Então é muito leve e flutua. Mas somos muito diferentes. Temos veneno, e ingerimos sangue, mas isso em termos de líquido. Isso significa que temos sorte em não nos cansarmos, já que gastamos mais energia que os humanos usam para flutuar.
Esme encarou, perguntando-se onde o pensamento levaria.
-É mesmo? E daí?
-Daí que... – Carlisle murmurou, subitamente diminuendo o espaço entre eles e enrolando os braços nela – Já que somos tão densos, eu me pergunto quão rápido afundamos. – ele a beijou, e ao mesmo tempo parou de balançar as pernas. Esme sentiu afundar na água, e parou de se movimentar também, e só depois de muito tempo eles emergiram.
-Bem... – disse Carlisle, entregando a ela o casaco quando finalmente saíram da água - Eu certamente adorei sua primeira aula de natação.
-Eu também. – Esme disse com uma risada ao colocar os sapatos. Quando ambos abotoaram os casacos, únicas peças que não foram destruídas, eles caminharam de voltar para casa. O braço de Carlisle estava nos ombros dela, e ela se encaixou nele, feliz por tê-lo perto mesmo quando não sentiam o frio do ar – Hoje aprendi a mexer os braços nos lados, a movimentar na água, e também aprendi que podemos ficar sem respirar infinitamente.
