O Preço da Ganância
Por Ginsy
Tradução Original da Obra: The Price of Greed
Localização do Tempo: 7º ano (Retorno)
Avisos: Drarry, Lemon[+18], Demônios, bla bla bla...
Sleep on me, feel the rhythm in my chest [Durma em mim, sinta o ritmo no meu peito]
Just breathe [Apenas respire]
I will stay so the lantern in your heart won't fade [Eu irei ficar para que a lanterna no seu coração não se apague]
The secrets you tell me I'll take to my grave [Os segredos que você me contar eu irei levar para o meu túmulo]
There's bones in my closet, but you hang stuff anyway [Existem ossos no meu armário, mas você coloca as coisas de qualquer jeito]
And if you have nightmares, we'll dance on the bed [E se você tem pesadelos, nós iremos dançar sobre a cama]
I know that you love me, love me [Eu sei que você me ama, me ama]
Even when I lose my head [Mesmo quando eu perder a minha cabeça]
Guillotine [Guilhotina]
Kiss my lips [Beije meus lábios]
Feel the rhythm of your heart and hips [Sinta o ritmo do seu coração e do seu quadril]
I will pray so the castle that we've built won't cave [Irei rezar para que o castelo que construimos não desmorone]
Capitulo 20 — Eu irei rezar
Á medida que duas linguas dançavam de jeito obsceno na boca um do outro, ambos os corpos estavam começando a reagir sem dificuldades. Sobre a dura ereção de Harry, Draco começou se movendo por cima do tecido fino das jeans, mexendo e retrocendo o próprio quadril se esfregando do jeito mais provocativo que conseguia, esta tarefa se tornando mais fácil por Harry também pressionar ambas as mãos nos lados de sua cintura e o ajudar a rebolar sobre ele ao mesmo tempo que se beijavam.
As mãos de Draco começaram desesperadamente a querer abrir o botão das jeans de Harry, mas a pressa não o estava ajudando e ele se viu todo atrapalhado até que seus punhos foram presos pelas mãos de Harry, este que também quebrou o beijo e encarou Draco num profundo silêncio, apenas recuperando o fôlego onde Draco conseguia sentir o seu peito descendo e subindo tão depressa quanto o coração do demónio bombardeava por causa da aproximação. Depois de um tempo Harry disse ofegante:
— Eu não sei o que fiz para te possuir.
— Tu ainda não me possuis. — Draco provocou, seu hálito quente chocando contra a boca seca de Harry.
Ele tentava disfarçar o medo que estava sentindo. Não era que ele não tivesse confiança em Harry para fazer tudo corretamente, ele sabia que o demônio estava falando a verdade sobre tudo, amor, confiança.
"Não ganhas nada pensando assim", ele disse severamente a si mesmo.
"Lida com a dor" Nenhuma alternativa.
— Draco – Chamou, subitamente sério, ele segurou os ombros do loiro com força. — Eu preciso ter certeza que queres isso. Quando eu te morder e a ligação for completada, não há como voltar a trás. É uma ligação para a vida toda, nem a morte pode quebrá-la. — Ele deu suspiro pesado e continuou. — Então, antes de aceitares, tem certeza do que está em jogo. Se tu-...
— Eu quero. — Draco sussurrou.
O que estava acontecendo com ele? Esse não era o Draco Malfoy usual. Draco balançou a cabeça levemente, tentando clarear seus pensamentos. Submisso, tímido, inseguro, ansioso, essas não eram suas típicas características, mas Harry Potter tinha o poder de fazê-lo idiota.
— Agarra-te a mim.
— Por-
Mas antes que Draco tivesse tempo para questionar ele pressentiu Harry se levantar da cama cambaleando um pouco por culpa do álcool, com isto ele só teve tempo de se enroscar totalmente em Harry, circulando o quadril deste com as suas pernas e colocar os braços em volta do pescoço do demónio para se segurar, não que ele temesse a queda pois Harry também o estava segurando e Draco confiava nele.
Era extraordinário como em meses a vida pode virar-se completamente do avesso. Ao inicio do ano Draco não sentia ódio de Harry, também não sentia raiva como costumava sentir desde os tempos em que era uma pobre criança perdida na vida, não que ainda não fosse, mas ao contrário de antes, agora ele não agia por medo e sim por necessidades.
Ao inicio ele não sentia nada mais que indiferença quando via Harry passar, mas essa indiferença começou se tornando frustrante no momento em que Harry o olhava demais até para a própria sanidade de alguém. Claro que tudo tinha uma explicação e quando Harry a contou ele não quis nem acreditar. Era como um pesadelo tornado realidade.
Na altura Draco tinha sido abandonado pelos pais e desde isso ele se sentia terrivelmente sozinho no mundo. Sim, ele continuou a ter tudo o que tinha antes, menos o amor de alguém. A satisfação de saber que seus pais o esperariam em casa para jantar, ou uma chamada através da lareira, somente algo ou alguém que o amasse incondicionalmente e que não o venerasse pelo sobrenome e sim por quem é.
Isso tornou-se completamente difícil de se arranjar por causa de sua fama.
Até que apareceu um novo Harry que ele ingnorava. Um Harry mais confiante, forte, insistente e atrativo, tão atrativo que em menos de um mês já havia rumores de que ele teria ficado com metade das raparigas de Hogwarts. E quem não queria na altura?
Bem, Draco não queria porque se recusava a ser mais um escravo sexual para Harry. No entanto, ele andou tão cego com esse pensamento onde voltava todas as noites para a sua solitária cama que se esqueceu de aproveitar a vida. Ou aproveitar a chance de ser amado outra vez.
Um amor recíproco.
Foi preciso ele se sentir abandonado para valorizar o esforço de Harry.
Agora ele percebia o verdadeiro esforço que Harry fazia por ele, porque agora ele via que na vida de Harry não havia tempo para correr atrás de um amor negado. Com certeza Harry tinha coisas mais importantes em que pensar, porém sempre que podia combinava encontros com Draco.
Com essa lembrança, Draco beijou o pescoço de Harry levemente e intensificou a força com que o agarrava.
Ao entrarem no banheiro Harry colocou Draco devagar no chão e este o olhou numa interrogativa.
— Imita-me. — Harry disse com um sorriso desconcertante antes de começar a se livrar da própria camisola, coisa que só fez os cabelos deste ficarem mais banguçados, Draco ficou tão atento nesse detalhe que nem reparou quando Harry começou tirando as jeans e os boxers, até ficar completamente nu tal e qual como tinha vindo ao mundo.
O demónio entrou na banheira e ligou a água, as pingas molhando os primeiros fios de cabelo e percorrendo cada traço da estrutura bem defendida de Harry.
Draco imitou-o com alguma apreensão, pensando e rebobinando em todas as consequências de se entregar a Harry. Será que ele ao menos se lembraria disto amanhã? Será que estava bebado o suficiente para não se lembrar? Cortando todos os "e se" de sua mente, o loiro entrou na banheira e ficou encarando Harry.
— O que é que fazias se eu me concebesse a ti? Agora. — Draco perguntou.
Harry deu de ombros, dando um sorriso torto.
Draco avançou até ele até encostar a sua ereção na dele.
— Draco... — Sussurou em tom de gemido ao sentir o corpo de Draco sobre o seu, prendendo-o contra a parede da banheira. — Tu tens a certeza? — Perguntou. Ele queria que Draco confiasse nele e o amasse tanto como ele o amava. Seu aperto na parede aumentou, fazendo os dedos apoiados na parede se embraquiçarem.
Draco estava a ver sua boca mexer enquanto ela falava, mas não parecia que estava ouvindo.
— Claro que não. — Falou com sua voz baixa. — Pergunta idiota... — Sua cabeça chegou mais perto do rosto dele.
— Talvez seja. — Harry conseguiu dizer antes de inverter as posições e antes que Draco pudesse evitar que a sua boca fosse tomada pela boca de Harry e este engolisse as palavras num beijo quente que teria aquecido a água por si só.
Harry o empurrou contra a parede, se posicionando em frente ao corpo de Draco.
Então Harry estava na sua frente, lambendo uma trilha longa, sensual da garganta de Draco até sua barriga desprotegida e molhada. Ele tinha um abdômen plano e também sabia que nunca teria os sólidos abdominais que eram visíveis no demônio.
A língua quente de Harry contra sua pele fria o fez estremecer e seu estômago se apertar em nós de antecipação e medo. E quando o moreno capturou o membro de Draco na sua boca, tudo o que ele podia fazer era gemer suavemente e tentar ao máximo manter-se quieto e se submeter, como ele sabia que Harry queria que ele fizesse. Depois do que se pareceu uma eternidade com a boca de Harry nele, asperamente chupando e lambendo todo o seu pau dolorido, ele retirou-se, deixando Draco arquejando e insatisfeito.
Ele queria que Harry voltasse lá e chupasse mais.
As mãos do loiro largaram a parede e seus braços se envolveram em volta do pescoço de Harry quando este o beijou nos lábios, enquanto era pressionado contra a parede.
Quando lhes foi permitido respirarem, Harry moveu-se e começou a morder o lábio inferior dele.
— Tu não precisas disto, Draco.
— Mas eu quero fazer isto. — Adicionou silenciosamente.
— Está tudo bem. — Draco sorriu ao ouvir isto logo antes de se derreterem num beijo mais profundo.
Harry estava devorando a boca de Draco, traçando sua lingua pela pele suave do pescoço do loiro. Draco gemeu com o contacto da língua em sua pele, as pingas do chuveiro tornavam o ambiente extremamente erótico. Ele acabou por envolver novamente suas pernas em volta da cintura de Harry, sentindo mais claramente a ereção, arfando, mal o demónio o segurou nas coxas, as apertando com excitação. Draco moveu uma das suas mãos entre eles e gemeu quando prepositadamente roçou a mão no membro de Harry.
Com uma das mãos que seguravam na coxa nele, Harry puxou a coxa do outro para cima para poder posicionar o seu membro, não tendo paciência para o preparar. Uma coisa que ele aprendeu foi um feitiço não verbal de lubrificação, bastante útil já agora, algo que ele antigamente costumava usar por causa da imensa excitação nos momentos íntimos onde ele parecia não conseguir esperar. Harry sempre sabia que tinha funcionado por suas companhias arquearem a cabeça. Draco também o fez.
— Oh Draco, és tão quente e apertado, eu mal posso esperar para estar dentro de ti. — Sussurrou no ouvido causando um arrepio até á espinha do loiro. Harry já nem estava dizendo coisa com coisa, culpa do álcool com certeza.
Posicionou a cabeça de seu membro contra a entrada dele, empurrando centímetro por centímetro até sentir que estava completamente acolhido naquele calor, ficando assim por apenas um momento dando tempo ao loiro de respirar. Ele tirou completamente antes de colocar novamente, empurrando-o contra a parede, não que Draco estivesse reclamando. Até pelo contrário, os sons que ele fazia significavam qualquer coisa.
Harry continuou, penetrando fundo após penetrando mais fundo, água expirrando contra a parede e caindo sobre eles. Uma mão segurava nas nádegas dele, enquanto outra estava espalmada contra a parede atrás do loiro, apenas para Harry manter o equilíbrio, e Draco arqueou as costas colocando-se numa posição perfeita para ambos. Os dedos de Draco estavam presos nos ombros de Harry, por vezes o arranhando consoante a força da penetração.
Seus espasmos tornavam-se mais pronunciados, como uma mantra, á medida que o contacto intimido entre os dois se aprofundava mais, e Draco contorcia-se com o prazer que beirava a dor.
As investidas de Harry aumentavam conforte Draco se fechava contra ele, penetrando mais rápido á medida que sentia o clímax a aproximar-se, e sentindo a força das unhas do outro o arranharem previa que ele estaria próximo também.
Acertando no ponto certo de Draco, ele foi recompensado por uma mordida no pescoço para abafar o grito de alto prazer. Ele sorriu quando ao fim de mais duas ou três arremetidas os gritos de elevado prazer foram incapazes de serem contidos quando o loiro finalmente gozou, soltando um gemido que ecoou em todas as paredes do banheiro. Harry viu a altura perfeita para se unir a Draco. O loiro parecia tão dividido entre frustação e prazer que a mordida não doeria assim tanto. As investidas continuaram ao mesmo tempo que Harry enterrava o seu rosto no pescoço pálido de Draco, onde achou o local perfeito e o beijou no local primeiro, talvez como um silencioso perdão por o ir magoar, fazer sofrer alguém que estava vulnerável a si e cego de amor.
— Eu te amo. — Harry sussurrou baixinho mas o suficiente para Draco ouvir.
O demónio entrelaçou os seus dedos nos de Draco e o pressionou contra a parede com mais força.
— AH! — Berrou Draco ao sentir os caninos afiados de Harry cravar no seu pescoço tão profundamente como uma navalha. Ele ainda tentou travar uma luta com Harry para este se afastar, no intuito de levar a dor consigo, mas isso só serviu para Harry aprofundar mais os dentes na sua pele.
— Harry... por favor, pára... — A voz de Draco soava alta e apavorada até para seus próprios ouvidos. Ele se surpreendeu pela dor intensa dos dentes de Harry em seu pescoço não anular o prazer opressivo de seu orgasmo. Na verdade, as duas sensações misturadas formaram um sentimento estranho que ele não conseguia nomear. Era o sentimento de ser completamente possuído, completamente tomado, o sentimento de saber que ele estava onde estava por causa de Harry, e só Harry, para fazer o que lhe agradasse.
Draco soltou um longo gemido quando Harry retirou suas presas. Era isso. Ele pertencia a Harry Potter definitivamente, agora ambos partilhavam poderes e uma vida.
Quando Draco olhou para baixo viu gotas de água misturadas com sangue, o seu sangue.
Ao erguer a cabeça, Harry observou a mordida profunda e dolorosa e limpou com um dedo o sangue que dela saia. Depois olhou Draco mas era um pouco impossível dizer se ele estava chorando de dor ou se era somente as pingas do chuveiro, no entanto Harry o beijou nos lábios, o que fez Draco conseguir saborear do próprio sangue.
As contrações dos músculos o provocavam, e o clímax que ele estava á espera até Draco ceder e a união estar feita, o dominou. Finalmente, ele esvaziou dentro do loiro, apertando-se contra ele quando sua cabeça parou de rodar, lentamente, deixou os dois cairem no chão da banheira, ainda agarrados um ao outro, e descansou a sua cabeça no ombro de Draco.
Respirando pesadamente, Draco soltou seus dedos, que tinham se entrelaçado aos de Harry em algum momento e se entrelaçaram nos fios do cabelo rebelde.
— Está feito? — Ele sibilou olhando para o tufo de cabelo molhado de Harry, este descansado a testa em seu ombro.
Harry ficou totalmente desgastado depois disto, já para não falar do álcool que corria em suas veias que não ajudava.
— Sim. — Num murmúrio abafado ele respondeu.
Depois de um breve silêncio ele disse:
— Eu também te amo, Harry.
Harry riu-se suavemente contra o ombro de Draco, segurando-se nele para ter a certeza que seu corpo não desabaria. Eles continuaram em silêncio recuperando o fôlego, ainda intimamente conectados. Draco reparou sobre o ombro de Harry que eles deviam ter feito algum movimento que fez com que a torneira do chuveiro se fechasse um pouco, fazendo agora apenas miseras gotas cairem sobre eles. Ele assistiu uma gota escorrer pela ponta de seu nariz e rastejar ao longo das costas de Harry.
— Bem, esta foi a primeira vez para mim. — Draco disse subitamente, calmo. — Nunca tinha feito numa banheira.
— Sério? O príncipe da Sonserina nunca tinha feito sexo numa banheira?
Draco beliscou as costas de Harry.
— Sexo é a primeira coisa que eu devo pensar quando olho para uma banheira?
Harry ergueu a cabeça, sorriu e o beijou lentamente.
— Será agora. — Respondeu antes de se apagar e entregar-se totalmente para a escuridão cansado.
• • •
Harry acordou com o sentir do vibrar de seu telemóvel e decidiu que ele realmente deveria parar de comunicar com Severus por ali. De seu abrigo na escuridão, embaixo do travesseiro, ele usou uma mão para tatear o criado-mudo. Sentiu a vibração mais forte e percebeu que o telemóvel estava em algum lugar da sua cama. Começou a tatear a superfície do colchão e só parou quando sua mão entrou em contato com uma perna.
Esta perna não era a dele.
Ele saiu debaixo do travesseiro e olhou para a rapaz sentado na lateral de sua cama. Draco estava segurando o telemóvel de encontro ao colchão para ter certeza de que Harry sentiria a vibração, e quando o olhou numa interrogativa ele enfiou o objeto na mão do demónio.
Doia muito a cabeça e o som do vibrar estava realmente o incomodando, mas o rosto de Draco disfigurado em raiva tomou toda a sua atenção no momento, mesmo que a visão de Harry estivesse um pouco ofuscada.
— Atende logo essa porcaria! — Bufou Draco contrariado. — Está a tocar há horas, por deus, isso está perdendo a graça...
Harry rastejou e se sentou encostado na cabeceira da cama, todos os seus movimentos sendo analisados por Draco.
Harry reconheceu o terminal do número de Severus Snape. Todas as emoções sumiram do peito de Harry, menos medo, e o deixou gelado, esperando ouvir o pior.
E ele ouviu quando atendeu o telemóvel:
— Harry — Era Sirius do outro lado da ligação, apressado. — Todos os planos falharam miseravelmente, tens de voltar agora para Hogwarts... houve demónios que desapareceram... e pelo o que sei somos os únicos que restaram.
Continua...
N/A: Eu nem posso acreditar que o fim está tão perto... nossa, meu coração vai quebrar... Mandem Reviews! Últimas apostas malta! Quem é o espião? Quero palpites!
