Meu filho: orgulho ou desonra?
Nota da autora: Olá para todo mundo! Como estão? Finalmente o tão esperado capítulo 21! Pelo visto gostaram muito da cena final do capítulo anterior. Para ser sincera, desenvolvi aquele capítulo a partir da cena final, foi ela que me inspirou. Parece estranho, mas foi a primeira coisa que surgiu na minha mente: Sesshoumaru chorando em frente à imagem de seu pai. Achei essa cena fantástica e, é claro, queria deixá-la para o final do capítulo, para encerrá-lo com chave de ouro. Fico feliz e muito satisfeita que tenham gostado.
Vamos então dar logo continuidade à nossa jornada.
DanyMoon
P.s.: Ao final do capítulo, não se esqueçam de ler as respostas às reviews que me mandaram, ok?
Capítulo 21
Arrependimento
A estrela mais brilhante daquela noite era a atração principal de toda região. Todos comentavam a respeito daquela incrível maravilha da natureza, que surgia em intervalos de tempo indeterminados. Os mais românticos acreditavam que, cada vez que aquela estrela aparecia no céu, algum casal seria abençoado com a graça de um noivado ou até mesmo de um herdeiro. Para os ambiciosos, significava grandes oportunidades à vista. Para os religiosos, era sinal de um milagre. Independentemente das crenças e diferenças de cada um, todos concordavam que aquela estrela tão magnífica só podia trazer bons frutos.
Por mais encantador que fosse, o brilho daquela estrela não conseguiu tocar uma jovem aflita, em cujo coração encontravam-se dúvidas, perguntas, frustrações, mágoas e o pior: amor. Um amor que a torturava todos os dias, como se milhares de adagas fincassem em seu interior, rasgando-a por dentro. Um sentimento sufocante, exaustivo e incompreensível.
Estava apoiada na janela daquela humilde casa, entre as belas cortinas feitas de um tecido muito fino e delicado. Seus pensamentos voavam distâncias como o vento daquela noite estrelada. Pensava em seu filho, em sua vida, nas suas angústias e em seu ex-marido. Ex... como esse termo causava-lhe arrepios! Uma pessoa tão importante, apesar de fria e egoísta, com a qual compartilhara momentos de ternura e paixão intensos... Num piscar de olhos, deixara de morar naquele castelo gigantesco, com servos e mais servos sempre a seu dispor, e passara a dividir um cantinho com seus amigos naquela casinha isolada. Uma mudança bem radical, de fato. Apesar dos dias terem passado, ainda sentia dificuldades para se acostumar com a idéia de estar separada. Separada para sempre daquele que um dia fora o maior amor de toda sua vida.
Sesshyn dormia profundamente, enrolado em vários cobertores feitos de pele de youkais caçados por seu tio Inuyasha, que o carregara momentos antes para o interior quentinho daquela casa. Estava tão exausto de seu treinamento e tão ferido que desmaiara nos campos que antecediam a floresta; entrando horas depois no mundo dos sonhos, seu lugar predileto.
- Ele vai acordar melhor.
Um voz máscula e grave despertou Rin de seus mais distantes pensamentos. Era Rakeruu, seu melhor amigo. Como era grata a ele! Uma pessoa prestativa, carinhosa, humilde... Que sempre a ajudara e dera apoio total nos momentos mais difíceis. Se Sesshoumaru fosse assim, nada disso teria acontecido.
O pequeno meio-youkai dera um tremendo susto em todos naquela casa. Na mesma noite, voltara mais tarde do que o costume, além de trazer ao longo de seu corpinho milhares de hematomas, feridas e restos de sangue de seus inimigos. Felizmente, Kagome escondia um estoque de ervas e curativos no caso de uma emergência com seu teimoso marido Inuyasha. Apesar de suas advertências, o meio-youkai persistia em treinar ao máximo, tentando sempre superar seus limites. Em função disso, havia dias em que retornava preste a entrar em coma. No caso do filho de Rin, sua situação não fora muito diferente. Seus machucados eram muitos e alguns bem profundos. Se não fosse pela precaução de Kagome, o pequeno meio-youkai poderia ter adquirido seqüelas graves, ou pior, ter perdido a vida.
- Você tem alguma idéia do que pode ter acontecido, Rakeruu? – perguntou a humana ainda apoiada na janela, mas agora admirando seu filho dormir profundamente.
- Seja lá o que tenha se passado dentro daquela floresta, Sesshyn excedeu-se demais. Se ele não tomar cuidado, pode ser que não volte da próxima vez.
Aquele comentário causou um enorme frio na barriga de Rin. Apesar de amar intensamente Sesshoumaru - aquele youkai ingrato e insuportável, como passara a chamá-lo-, o amor que sentia pelo seu filhote era maior do que qualquer outra coisa no mundo. Já ouvira uma vez, quando ainda morava no vilarejo, uma mulher dizer-lhe: "Pense em todo amor que sente por uma pessoa especial." Obviamente, o primeiro que lhe veio em mente fora Sesshoumaru, mesmo que depois tenha se sentido muito mal por não ter pensado em seu próprio marido Natsuke naquele momento. "Agora multiplique esse amor pelo maior valor que lhe vier em mente." Rin ficara silenciosa e pensativa. "Isso sim é amor de verdade. E é esse amor que você sentirá quando seu filho nascer. Não há sentimento no mundo que supere o que uma mãe sente pelo seu filho." Naquele momento, Rin sorrira para a moça, mas ainda não tinha noção do que aquelas palavras realmente queriam dizer. Agora, no entanto, tudo fazia pleno sentido.
A jovem humana aproximou-se de onde o pequeno Sesshyn dormia e deu-lhe um beijo na testa.
- Eu te amo. – sussurrou aos ouvidos da criança, esperando que ele pudesse ouvi-la em seus sonhos.
Caminhou então para sua cama, desejou boa noite para seu amigo Rakeruu e fechou lentamente os olhos, esperando que, ao menos naquele momento, pudesse renovar sua mente aflita e respirar um ar bem mais tranqüilo.
Olhou para o céu. Estava claro e limpo naquele dia. Doces cantos de pássaros eram levados pelo vento e alcançavam seus ouvidos, deixando-a calma e encantada. Ao seu redor havia um vasto campo esverdeado, em alguns trechos cresciam flores coloridas e diversificadas. Um belíssimo cenário.
- Mamãe!
A voz de uma criança chamou sua atenção. Levantou-se e saiu debaixo da refrescante sombra de uma árvore gigantesca. A pequena criatura pulou para seus braços e abraçou-a com força. Um grande sorriso em seus lábios demonstrava o quanto estava feliz. Era seu amado filho Sesshyn.
Do outro lado do campo, um vulto começou a se movimentar vagarosamente. Parecia estar acompanhado de um pequeno bichinho bizarro. Do outro, mais dois vultos surgiam, mas, desta vez, eram quase do mesmo tamanho. As imagens de ambos os cantos da mata, antes um tanto fora de foco, começavam a tomar forma. Do lado direito, dois youkais. Do esquerdo, dois humanos.
- O que está acontecendo aqui? – perguntou a jovem, assustada com a cena que se formava.
O humano mais alto foi rapidamente reconhecido: Rakeruu.
- O que está acontecendo aqui, Rakeruu? Responde, por favor! – começava a implorar. Apesar de seus esforços, as duplas se encaravam com ódio. A rivalidade ali era bem visível.
O coração da jovem humana acelerou. Natsuke? Sim, era ele. Seu falecido marido estava ali, bem diante de seus olhos. Lágrimas ameaçaram rolar ao vê-lo mais uma vez. Sentiu então uma vontade incontrolável de correr e abraçá-lo como se nunca o tivesse feito na vida. Mas não passou de uma simples vontade. Porque, do lado direito, fitando os dois humanos com frieza e desprezo, a imagem de Sesshoumaru logo ficou nítida.
S... Sesshoumaru?
Uma sensação muito estranha invadiu seu corpo ao olhar aquele youkai que um dia tanto admirara, mas que agora tentava repudiar. Mesmo insistindo consigo mesma que jamais o perdoaria pelas atrocidades que cometera, sabia que seu coração ainda batia por ele. Vê-lo mais uma vez foi frustrante. Não só pela mágoa que ainda guardava, mas por saber que talvez fosse a última vez que o veria novamente.
Não foi preciso uma única palavra para que ela entendesse a mensagem. Deveria decidir de que lado ficar. O pequeno Sesshyn ainda estava agarrado a seu pescoço e parecia manter um olhar vidrado no grande youkai do lado direito. Um olhar de respeito e de intensa admiração.
Rin observava cada lado cuidadosamente. Apesar de parecer-lhe óbvio que deveria escolher Natsuke, quem sempre a amara de verdade e sempre a tratara como merecia, permaneceu estática e em silêncio. Um enorme ponto de interrogação se formou em sua mente, e logo uma dúvida angustiante tomou conta de seus pensamentos.
Seu pé colocou-se em prontidão para caminhar. Como se não tivesse controle sobre seu próprio corpo, virou-se lentamente para a direita. Finalmente, começou a dar os primeiros passos. Sentia-se guiada por cordas invisíveis, que insistiam em direcioná-la para aquele youkai arrogante. Mesmo com todos os seus esforços para resistir àquela força descomunal, Rin começava a demonstrar qual seria enfim sua escolha.
Aquele olhar de fúria e repúdio que lançava a Sesshoumaru foi ao encontro dos olhos amarelos e frios do youkai. Olharam-se apenas por um instante. O coração de Rin acelerou como nunca ao fitá-lo tão firmemente mais uma vez. Ao longo dos rápidos segundos que se seguiram, a jovem humana sentiu seu ódio mudar de forma. Antes intenso e gritante, agora fraquejava. Aquele sentimento tão ruim foi evaporando aos poucos, sendo levado pelo vento até onde sua vista já não alcançava. Uma sensação que há dias estava sendo suprimida em seu coração começou enfim a brotar, tomando o lugar antes ocupado por aquele rancor insuportável. Reconhecia: ainda o amava loucamente. Sentia sua falta.
No entanto, algo começou a dar errado. A cada passo que dava em direção a Sesshoumaru, ambos ficavam mais distantes. Uma vontade incontrolável de alcançá-lo surgiu, demonstrando o quanto precisava se ver junto àquele corpo mais uma vez. O youkai, contudo, foi ficando cada vez mais para trás até sumir completamente de vista.
- Volte, Sesshoumaru!! Por favor, volte!!
Seus gritos apenas ecoaram na imensa escuridão que agora cegara seus olhos. Estava sozinha.
Ofegante, acordou. Ao seu lado estava sua amiga Kagome, que acordara com os gritos desesperados da jovem.
- Tudo bem, Rin? – perguntou ela, pegando um pano úmido e esfriando a cabeça quente da amiga.
- Foi... Foi só um pesadelo... – disse, fechando novamente os olhos. Respirou fundo. Não fora somente um pesadelo e sabia perfeitamente disso. Passou uma das mãos no rosto e esfregou os olhos. Estava lacrimejando.
- Você está passando por uma fase muito difícil, é normal que tenha pesadelos. – torceu o pano dentro de uma pequena bacia. – Tente pegar no sono de novo, Rin. Estarei bem aqui do seu lado. Se precisar de algo, basta me acordar.
Mas o sono não a atingiria novamente. Segurando firme seu cobertor de pele de youkai e apertando-o contra o peito, acompanhou as batidas agitadas de seu coração começarem a diminuir. Aguardou até que se acalmasse. Alguns minutos depois, seu coração já batia normalmente, mas aquele persistente frio na barriga continuava lá, incomodando-a como nunca.
O que foi que eu fiz... Por mais que tentasse esquecer aquele youkai, por mais que lutasse contra o amor que ainda sentia por ele, nada do que fizera ao longo daqueles dias a ajudara a apagar de sua mente toda história que um dia tiveram juntos. Aquele olhar sedutor, que em raros momentos largava a pose de frieza, conseguia hipnotizá-la de uma forma que seu corpo implorava por um abraço, um beijo, uma carícia qualquer que pudesse fazê-la apreciar o cheiro de seu corpo definido.
Dias após ter colocado um fim no maior relacionamento de sua vida, finalmente entendera que cometera um grave erro. Tentara iludir seu coração, tentara iludir sua mente, tentara iludir a si mesma acreditando que um dia poderia esquecê-lo. Não, não poderia e agora tinha certeza disso. Estava presa àquele amor.
Antes mesmo que o sol lançasse seus primeiros raios luminosos, a jovem humana já estava de pé. Aquele pesadelo a atormentara muito e fizera com que repensasse a respeito de seus verdadeiros sentimentos. E se pedisse perdão pela decisão que tomara? Sesshoumaru a aceitaria novamente? Não... não depois daquela humilhação que o fiz passar. Humilhar aquele youkai orgulhoso fora a pior coisa que poderia ter feito na vida. Sesshoumaru não admitia que pisassem nele, tinha sorte de ainda estar viva. A surpreendia o fato de não ter enviado alguns de seus servos para assassiná-la, seqüestrar Sesshyn ou qualquer coisa do gênero. Não... apesar de frio, Sesshoumaru nunca me faria um mal desses, muito menos a Sesshyn.
- Bom dia, mamãe...
Todo enfaixado, com os cabelos despenteados e ainda esfregando as mãos nos olhos, o pequeno meio-youkai acabara de acordar.
- Bom dia, meu amorzinho. – beijou-o na bochecha e abraçou-o fortemente. – Como está se sentindo?
- Bem. Só não me lembro do que aconteceu depois de... – o menino hesitou.
- Depois de... ? – insistiu Rin.
Nenhuma resposta.
– Escute, meu filho, você deixou sua mãe muito preocupada na noite passada. O que foi que aconteceu na floresta? Fala pra mamãe...
- Nada não, mãe. - respondeu rapidamente, saindo de dentro dos braços de Rin e correndo em seguida para fora da casa.
Rin respirou profundamente e permaneceu agachada, fitando os tacos de madeira daquele chão brilhoso. Ali refletiu por alguns rápidos segundos. Por que não confia em mim? Questionou-se. Havia algo de errado no comportamento de seu filho, já tinha reparado nisso ao longo dos dias. Quase não se falavam direito, parecia que tentava evitá-la. Rin sabia que seu filho sentia saudades do pai que tanto idolatrava e que, provavelmente, toda mudança pela qual haviam passado afetara o pequeno meio-youkai.
O menino brincava na parte exterior da casa enquanto aguardava o café da manhã. Sesshyn corria atrás de sua priminha Sayume, sua melhor amiga, tentando pegá-la. Chegaram até às proximidades da floresta e ali ele parou, deixando a pequena menina distanciar-se consideravelmente. Seus pensamentos e lembranças percorreram o caminho de terra e pedras no interior daquela floresta escura. Estava ficando forte, isso o deixava muito satisfeito. Na noite anterior, descobrira uma força oculta, maior do que ele jamais imaginara ser capaz de possuir. Seu sangue de youkai gritara para se liberar e aflorara num impulso violento e ambicioso. Uma chacina. Matara mais youkais naquela noite do que na semana inteira. Uma grande vitória, com certeza. Mas sabia que não poderia contar para sua mãe - não agora, pelo menos. Ela ficaria furiosa e muito preocupada. Rin sempre temeu o lado youkai completo de seu pequeno filho. Afinal, também era filho de Sesshoumaru, youkai frio e impiedoso. O menino corria o risco de perder sua verdadeira identidade, adquirindo algumas posturas rígidas de seu pai. Perderia aquele sorriso inocente, o rostinho doce... Rin não agüentaria ver seu precioso tesouro, sempre carinhoso e atencioso, transformar-se em um monstro ambicioso com sede de sangue.
- Ei, Sesshyn! – gritou Sayume, ligeiramente ofegante de tanto correr. – Não quer mais brincar?
O menino não respondeu. Parecia ter virado estátua, seus músculos estavam rígidos e sua respiração bem contraída.
- Sesshyn? – perguntou a menina, aproximando-se vagarosamente de seu priminho. – Está tudo bem?
Encostou a mãozinha no ombro do meio-youkai. Num gesto quase imperceptível, Sesshyn agarrou a mão de sua prima brutalmente. Os olhos de Sayume arregalaram e seu coração acelerou. Um grito agudo ecoou.
Dentro da casa, Rin – que preparava o café da manhã – ouviu os gritos de uma criança assustada e logo correu para a porta. Antes mesmo que pudesse fazer algo, Inuyasha já estava lá fora, correndo com sua poderosa espada Tesaiga nas mãos. Os ouvidos potentes do meio-youkai reconheceram – em uma fração de segundos – o grito peculiar de sua filha. Kagome estava agora ao lado de sua amiga Rin, desesperada para entender o que se passava, mas impotente devido ao peso de sua barriga.
No impulso de salvar sua querida primogênita, Inuyasha teve a sensação de ter criado asas em seus pés, fazendo-o voar como um tufão atrás do local exato daquele grito.
- Sayumeeeeeeeeeee!!!
Quando se aproximou daquela floresta amaldiçoada, largou sua espada e agarrou sua pequena filha no colo. A menina rapidamente enroscou os bracinhos ao redor do pescoço do pai. Ainda tremia.
- O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO, SESSHYN?! – gritou, já descontrolado de tanta preocupação.
O menino mais uma vez nada respondeu. Apenas o encarou.
Assim como ocorrera com Sayume, Inuyasha arregalou os olhos ao se deparar com o rosto do pequeno meio-youkai. Não pode ser... Esse olhar!
Um olhar totalmente maligno, frio e impiedoso tomara conta de Sesshyn. Um olhar que Inuyasha conhecia muito bem.
Sesshoumaru!
Escura e úmida. Essas são as duas melhores definições para aquela floresta tão assustadora. Somente os realmente bravos e corajosos se atreviam a se aventurar dentro daquele muro de árvores gigantescas. Os tolos e fracos nem ousavam. Sabiam perfeitamente que youkais muito poderosos se escondiam nas moitas e aguardavam pela passagem de uma presa fácil. Ali o cheiro da morte podia ser sentido à distância.
VASP!!
Uma flecha rápida e certeira atingira um youkai pássaro, gordo e suculento, que estivera pousado em um dos galhos daquelas árvores centenárias. Estava morto.
- Hmmm... Acho que já é o suficiente.
Rakeruu era sábio e astuto o suficiente para caminhar dentro daquela escuridão infinita. Não sentia medo. Aliás, medo era um sentimento que o abandonara há muito. Já lutara contra todo tipo de youkai em sua vida, já enfrentara a morte diversas vezes. Aquela floresta, apesar de aparentemente deserta e silenciosa, não lhe causava temor algum.
Caçar era um de seus passatempos preferidos. No vilarejo onde morara, sempre se aventurara ao lado de Natsuke nas florestas, montanhas e vales mais assustadores que podiam encontrar nas redondezas. Eram responsáveis pela caça e segurança do vilarejo, mas, nos momentos de folga, exploravam lugares desconhecidos. Essas viagens constantes contribuíram para seu fortalecimento físico e mental. Conhecia tantas espécies de youkais que rapidamente aprendera distinguir os perigosos dos pacíficos, os fracos dos fortes. Era um homem muito experiente.
Sentou-se. Estava cansado, havia andado bastante. Escolher as presas certas, as mais apetitosas e saudáveis levava tempo e exigia muita paciência. Rakeruu havia prometido à Rin que arranjaria um almoço especial, estava tentando aumentar o astral de sua amiga. Havia caçado youkais perfeitos para aquela ocasião, tinha certeza de que todos iriam adorar.
Um barulho rapidamente chamou sua atenção. Ainda sentado, colocou todos os seus sentidos em alerta máximo. Seus ouvidos captavam qualquer sinal de movimento, seus olhos buscavam ir além de sua capacidade normal, e suas mãos já estavam perfeitamente armadas. Quando o barulho se aproximou, o humano deu um pulo e apontou uma de suas flechas pontiagudas para a cabeça da criatura que surgira entre as moitas. Era um youkai. Estava aparentemente ferido, arrastava-se com dificuldade.
- A... Ajuda... – tentou pronunciar, apesar de quase nenhum som ter saído de sua boca.
Rakeruu não tirou as mãos de seu arco e flecha. Conhecia perfeitamente a natureza traiçoeira dos youkais. Mas quando olhou o ferimento horripilante no estômago daquele ser, convenceu-se de que não era uma armadilha.
- O que foi que aconteceu com você? – perguntou, agachando-se em seguida. Colocou seu braço forte ao redor daquele youkai, dando-lhe apoio. – Quem foi que fez isso?
- Foi um ataque... – disse em um impulso que parecia ter acabado com suas energias restantes. A dor que sentia e as lembranças do acontecido pareciam deixar o youkai cada vez mais atormentado. – O... O Senhor Sesshoumaru... Ele...
- O que tem aquele youkai desprezível? Anda, fale!!
Mas era tarde. O youkai estava morto.
Respondendo às reviews
Clarice – Perdão pelo tempo que fiquei sem atualizar, realmente fui muito má com os meus leitores. Vou tentar não cometer esse erro de novo. O problema é que esse ano é novidade pra mim, acabei de entrar na faculdade e não sei como vai ser daqui por diante. Pode ser que eu atualize com menos freqüência, mas não quero abandonar minhas adoradas fics, de jeito nenhum! Obrigada pelo apoio, mais uma vez! Um grande beijo!
Mystical Higurashi – Olá! Eu é que agradeço pelo seu apoio e por continuar a ler esta fic, mesmo depois de tanto tempo sem atualização. Obrigada de coração, viu? Um grande beijo!
Cindy-shan – Hahahahaha!! Eu mesma me pergunto: "Dany, como você foi capaz de separar seu casal favorito?" Mas, faz parte, né? Acho que temos que abrir mão de certas coisas às vezes para deixar a história mais emocionante. Obrigada pelos parabéns! Hehehehe! Vou cursar a faculdade de Letras Português – Inglês. Espero me dar bem lá. Ah! Vê se não judia da pobre da sua cadelinha! Ela não tem culpa de nada! Hahahahaha! Um grande beijo e obrigada por tudo! P.s.: espero não ter feito você esperar demais...
Raissinha – Você leu a fic toda de novo? Uau! Parabéns!!! Hehehehe! E obrigada pela review!! Um grande beijo e obrigada pelo apoio!
Queenrj – Olá, seja bem vinda à minha tão adorada fic! Acredite, a sua review foi muito importante para mim, de verdade. Agradeço de coração os elogios e todos os votos positivos que me deu! Já vi que você é bastante esperta. (Risos) Talvez pela sua experiência com fanfics, você se mostrou bem capaz de prever o que estava acontecendo nos meus planos. Uma parte da surpresa foi quebrada, mas ainda tem muita coisa sendo planejada com cuidado e espero que você goste do que está por vir. Um grande beijo e, mais uma vez, obrigada pelo apoio!
V A Rosewood – Olá! Obrigada pelo elogio! Espero não ter feito você esperar demais pelo capítulo 21. Obrigada pela sua review e pelo apoio, ok? Um grande beijo!!
Pronto, pessoal! Aqui acaba o capítulo 21. Aguardem que tem novidade chegando!
