N.A.: Bom, sou horrível, e aqui alguém sangra. Quem descobrir quem é, ganha um doce. ;D
Como eu recebi trilhões de reviews lindas, cá está outro capítulo. E se isso acontecer outra vez, amanhã posto outro. Amo todos vocês que comentaram, fiquei muito feliz mesmo. *-*
Trice, amo-te.
Boa Leitura!
You can't stop me
To love the world with all it's lies
You can't stop me
I'm close enough to kiss the sky
Keep it to myself.
You Can't Stop Me by Guano Apes
Capítulo 20
Observou como o corpo dela parecia pequeno encolhido contra o seu. Deitara-se, puxando-a para junto de si, beijando o topo da cabeça dela, sentindo-a respirar contra seu pescoço. Sabia que Hermione estava dormindo mais calma agora, mesmo que nada tivesse melhorado para ela. Mas ao mesmo tempo, nada iria lhe acontecer, Sirius cuidaria dela, Sirius estaria sempre ao seu lado. Sua dona lhe garantira isso. Sorriu, as mãos dela apertando o casaco que usava. Mesmo inconsciente, ela o queria perto. E para ele isso era um sinal. Um sinal de que ela o queria, e era isso, pronto. Não precisava de mais coisas acontecerem para que ele tivesse provas do amor dela.
Virou-se, olhando-a de frente, observando seus olhos fechados, os lábios entreabertos. Acariciou seus cabelos, passando os dedos por entre os cachos, descendo pela nuca, segurando-a pelas costas, espalmando sua mão até conseguir sentir todos os milímetros de sua mão tocando a pele e a roupa dela. Queria que ela acordasse, queria que ela pudesse entender o quão importante, e quanto ele necessitava dela. Como precisava que ela existisse, que ela entendesse. E como lendo sua mente, Hermione abriu os olhos, os castanhos ainda baços observando seus olhos cinza. Sorriu para ela, vendo-a encostar a testa contra a sua, os olhos fechando-se novamente. As mãos dela correndo por suas costas, puxando-o para mais perto.
-Dormi muito?
-Apenas um pouco. Você precisava.
Escutar a voz dele tão baixa, tão sincera, era gostoso. Hermione sabia bem que era arriscado ficar tão perto de Sirius, envolver-se tanto assim com ele, mas já não conseguia evitar. Parecia que tudo agora era em torno dele. Quando chorava, queria que fosse no ombro dele. Quando sentia dor, queria que ele a acalmasse. Queria beijá-lo, queria acariciá-lo, fazê-lo seu. Conhecia-se suficiente para saber que mesmo com a situação que estava, vulnerável e fraca, ele poderia aproveitar-se disso. Mas fizera de tudo, e ainda estava fazendo de tudo, para ajudá-lo. E ajudaria Sirius. Jurara a si mesma que no dia seguinte o levaria ao médico, fosse como fosse, usasse que artifício tivesse que usar para levá-lo. E o levaria, o ajudaria a desvencilhar-se dessa Sombra que o transformava.
-Amanhã vamos ao médico, Sirius. - sua voz baixa fazia parecer um segredo.
-Está machucada?
Desencostou sua testa da dela, olhando-a nos olhos recém abertos. Queria saber onde a tinha machucado, e quando e porque ela não lhe contara nada. Mas ela estava sorrindo, balançando a cabeça bem devagar, falando que não.
-Um médico pra você. - observou como Sirius a fitava sem entender porque deveria ir ao médico. - Já teria que ter ido, fazer uma avaliação. E aproveitamos... passamos no Psicólogo.
-Psicólogo?
-Rotina. E assim já vemos se sua cabeça está bem. - disse querendo soar divertida, não poderia deixá-lo desconfiar de que queria que o analisassem.
-Acha que estou louco? - perguntou sorrindo pelo canto da boca.
-Não. - Hermione sorriu nervosa, ele estava começando a desconfiar. - Apenas para sabermos sobre os seus brancos, sobre esses sonhos. Nada de mais.
-Se não é nada, para que ir?
-Para termos certeza de que está bem, Sirius. - sorriu mais largamente, encostando novamente sua testa com a dele, acariciando-o nas costas. - Quero seu bem, Sirius. Quero você bem perto de mim.
Sirius sorriu. Era isso que queria escutar, que apesar de tudo, de todas as possibilidades de que ele poderia estar louco, ela o queria bem e perto dela. Ela o amava, mesmo que ainda não tivesse dito essas palavras. Mas ela diria. Logo mais ela diria e Sirius estaria completo. Com sua dona, Hermione e de volta ao mundo dos vivos ele estaria completo. Sorriu e a beijou, devagar. Seus lábios tocaram os dela, devagar, apenas aquele toque de reconhecimento. E Hermione entreabriu os lábios, a língua buscando devagar a dele, a boca moldando-se devagar com a dele. E tudo que sentia era transmitido naquele beijo. As mãos dele deslizaram por seu corpo, prendendo-a contra ele, segurando-a contra aquele corpo quente que parecia apagar qualquer coisa de sua mente. E parecia que era esse efeito que Sirius queria, pois ele sentia que todas as vezes que a beijava o resto na mente dela desaparecia.
Escorreu uma de suas mãos para segurar os cabelos dela, fechando a mão nos cachos, empurrando a cabeça para mais junto da sua. Puxando o corpo dela para cima do seu, sentindo-a sorrir contra seus lábios. Adorava vê-la sorrir, adorava estar com ela, vê-la entregue. Porque ela era sua, somente sua e a teria para sempre. Sempre sua, e ninguém os separaria. A beijou devagar, sua mão livre puxando a calça dela devagar pra baixo, tirando-a. Ouviu um gemido de Hermione dentro de sua boca e sorriu disso, adorava quando conseguia ouvi-la gemer sem nem ao menos ter feito algo.
Hermione terminou de tirar a própria calça e sentou-se na barriga dele, começando a abrir a camisa que ele vestia, tirando-a com a ajuda dele junto com o casaco. Sorriu. Adorava ver os músculos por debaixo da pele tatuada. Beijou os ombros dele, levantando o quadril, sentindo-o tirar a própria calça. Sabia o que Sirius queria, e era exatamente isso que queria também. O queria dentro de si, queria senti-lo dentro de seu corpo, senti-lo quente, deixando-a quente. E parecia que conforme as mãos dele a tocavam, ela pegava fogo. Hermione sentia o rastro de fogo que ele deixava em sua pele, era incrível. Inclinou-se, beijando os lábios dele, erguendo o quadril um pouco mais, dessa vez sentindo-o em sua entrada. E gemeu em antecipação, querendo descer o corpo bem rápido contra o corpo dele, mas Sirius estava lhe segurando na cintura, impedindo-a.
-Sirius, eu quero você dentro de mim. - gemeu contra a boca dele, as mãos agarrando-o pelos ombros, puxando-o para si. Porém, Sirius sorriu, olhando-a nos olhos, descendo a cintura dela devagar contra ele.
-Quero estar dentro de você, Mione. - beijou os cantos da boca dela, descendo-a devagar ainda. - Em seu corpo, em sua mente. Quero estar em você.
Sentiu os pesos das palavras, mas a boca de Sirius, o corpo, o calor, tudo nele lhe faziam não conseguir pensar. Queria que ele fosse diferente, que suas palavras se sobrepusessem as ações, mas algo no corpo dele, no jeito dele de estar com ela a impedia de conseguir isso. E quando encaixou-se perfeitamente com ele, sorriu. Era isso. Era essa sensação de sentir-se completa que buscava. Levantou o corpo, jogando os cabelos para trás, sorrindo enquanto sua respiração saía acelerada.
-Eu te amo. - a voz grossa dele gemendo isso fez com que abrisse os olhos, fitando-o. Ele estava sério, as mãos a apartavam no quadril. Via a intensidade nos olhos dele, a forma como ele não estava apenas dizendo aquilo. Sua respiração acelerou, seu cérebro registrando o que sua boca já estava falando.
-Eu também te amo.
Era insano, era suicida, e era real. Amava Sirius Black. O amava de várias maneiras, e no momento seria essa frase que a convenceria disso. Ela o amava como um amigo, ela o amava por lutar por ele, e o amava porque queria que ele fosse melhor, que ele ficasse melhor. E por mais que o amor que via nos olhos dele fosse diferente, diria que o amava. Mesmo que fosse um erro. E mexeu o corpo, as mãos dele ditando um ritmo lento, torturante. Sentiu uma das mãos dele escorrendo por seu corpo, chegando a seus seios expostos. Gemeu quando o sentiu segurar um, apertando-o na palma da mão, segurando-o enquanto mexia-se para cima, de encontro ao corpo dela. E gemia. Gemia o nome dele, gemia cada vez mais alto.
Sirius queria acelerar o ritmo, virá-la, deixá-la inclinada contra a cama, tê-la daquele jeito primitivo, mas não. Iria devagar, a teria lentamente, aproveitando cada mínimo segundo e milímetro do corpo dela que pudesse tocar. E moveu-se devagar contra ela, mexendo-a para frente e para trás, enquanto ia para cima e para baixo. Apertava o seio dela em sua mão, sentindo o mamilo no centro de sua palma, duro, quente. Soltou o seio dela, segurando-a pelos cabelos, puxando a boca dela para junto da sua, beijando-a, ouvindo-a gemer mais profundamente enquanto levantava o quadril. Sorriu, prendendo o lábio inferior dela contra seus dentes, mexendo novamente o quadril para cima.
Hermione gemeu. Sentia que Sirius nunca estivera tão dentro de si, e nem tão quente. E os dentes dele lhe segurando o lábio inferior, começaram a rasgar a pele. E gemeu de dor, e gemeu de prazer, e gemeu o nome dele. E sentiu o gosto de seu próprio sangue em sua língua. Enquanto mexia o quadril contra o dele, querendo-o mais dentro de si, queria que ele fechasse mais os dentes em seu lábio. A dor disso apenas deixava o prazer maior. E o seu descontrole começou, violentamente. Gemia, e sentia os dentes de Sirius cortando mais lugares em seu lábios inferior, o sangue atingindo seus lábios, escorrendo pelos lábios dele. O gosto desceu por sua garganta. Era ácido, era quente e era seu.
Afastou seu rosto do dele ao sentir que estava chegando ao máximo, e mexeu o quadril para os lados, mais rápido, e o olhou. A visão que teve de Sirius a deixou assustada, mas isso apenas acrescentou no prazer que estava sentido queimar nas veias. Os cabelos dele pelo travesseiro, os olhos escuros fixados em si, a boca com os lábios avermelhados de seu sangue, e esses lábios ensangüentados, sorriam. Sentiu que o mundo girava e gemeu alto, quase gritando o nome dele, sentindo que o apertava dentro de si. E Sirius gemeu com isso, a visão do corpo dela remexendo-se em um orgasmo, a boca com sangue e os olhos injetados, tudo isso lhe fez chegar ao máximo, derramando-se dentro dela. E ao mesmo tempo que gozava dentro dela, sentindo-a ainda mexer o quadril, lambeu toda e qualquer gota de sangue dela que estava em seus lábios. O sabor descendo quente por sua garganta, a vontade de ter mais fervendo em sua mente.
Inclinou o corpo, sua boca encontrando a dele, seu lábios feridos deixando gotas de sangue escorrerem para dentro da boca dele, enquanto o sentia gozar dentro de si. E sorriu, Sirius gemia seu nome, lambendo o sangue e satisfazendo-se com seu corpo. E terminaram, Hermione deitando ao lado dele, reclamando baixo de senti-lo sair de dentro de si. Sirius sorriu, beijando-a enquanto a segurava carinhosamente pelo rosto.
-Eu te amo por tudo que fez por mim. - disse enquanto lambia uma ou outra gota que ainda saia pelo ferimento dela. Hermione sorriu, abraçando Sirius. Era loucura. Mas poderia suportá-lo por agora.
-Sirius? - Harry chamou da ponta da escada, Malfoy estava parado na porta aberta, a varinha na mão escondida no bolso do sobretudo. Ouviram barulho no andar de cima, passos.
Harry viu o padrinho descer as escadas, um pequeno sorriso em seus lábios. Para Harry vê-lo após pensar aquelas coisas e saber das coisas que sabia, apenas lhe dava mais dor em ter que levá-lo para ser interrogado. Não teria o que se pudesse fazer, Sirius era o principal suspeito, não haveria modo de fugir disso. Respirou fundo, Sirius descia agora os últimos degraus da escada.
-Harry. - os olhos cinza encontraram outros olhos cinza. - Malfoy? Que surpresa.
-Black. - Draco disse, a mão fechou-se com força contra a varinha, precisava estar preparado para qualquer fuga dele, por isso ficou na porta. Por ali, Sirius Black não escaparia.
-Harry, o que houve? - Sirius perguntou parando a frente do rapaz.
Cuidado.
Harry sentiu um arrepio descer por sua espinha, os olhos de Sirius tinham se tornado mais escuros a sua frente. Era realmente como se uma cortina descesse por sobre o cinza claro, cobrindo-o. Mirou o padrinho, a dor apertando seu peito, o medo de perdê-lo deixando-o pior do que já estava. Amava Sirius, fizera de tudo para tê-lo de volta, sofrera por o ter perdido pela primeira vez. E agora, se Draco estivesse certo, o perderia para o Véu outra vez. E dessa vez ele seria o culpado.
Sirius mirou Harry, esperando que o rapaz dissesse o que estava acontecendo. Porém, a voz de sua dona lhe deixara alerta. O que poderia ser perigoso em Harry? E porque Malfoy estava com ele ali, aquela hora? Afastou-se alguns passos, parando perto da parede do corredor, observando como Malfoy e Harry o seguiu com os olhos e viravam o corpo naquela direção, devagar e atentos. Sabia que eles não estavam ali para conversarem. Algo dera errado e eles estavam ali como Aurores.
Você não pode ser levado.
Sorriu fracamente, nunca se deixaria ser pego por dois adolescentes. Já sabia como sairia dali. Deixara sua varinha no quarto, mas não havia problema, roubaria a de Malfoy e poderia fugir. Respirou fundo, esperando que Harry falasse alguma coisa, fosse o que fosse.
-Sirius, teria como irmos até o... - para Harry era difícil dizer isso, mesmo com Sirius calmo do modo como estava. - Ministério.
-O que houve, Harry?
-Temos que te perguntar algumas coisas. - sua voz diminuía a cada palavra que falava com ele.
-Sobre? - a calma em excesso de Sirius deixou Malfoy em alerta, tinha alguma coisa errada.
-Sirius... vem com a gente. - Harry pediu, observando como o padrinho balançava a cabeça, assentindo.
Draco viu Sirius ir para perto de si, andando calmo, os olhos cinza escuro. E não houve tempo, quando viu que os olhos dele colaram-se aos seus, e a mão dele segurou seu cotovelo, puxando sua mão de dentro do bolso do sobretudo, a outra segurando sua varinha. E o grito de alguém ecoou ao longe, e então ouviu um feitiço, mas já era tarde, tudo tornou-se negro.
Harry viu Sirius pegando a varinha de Draco, e ouviu o grito de Hermione. Já estava com sua varinha em mãos, mas não houve tempo, um raio saiu da varinha de Draco, usada por Sirius, e o loiro bateu na porta, escorregando desacordado até o chão. Levantou a varinha para seu padrinho, mas ele já havia corrido para o lado de fora de Grimmauld Place e aparatava. Ainda deu alguns passos para fora, mesmo sabendo que não haveria o que fazer para segui-lo. Observou Draco desacordado, o rosto abaixado. Não sabia que feitiço Sirius usara para desacordá-lo, se é que ele estava desacordado e não morto. Voltou para dentro, abaixando-se ao lado do loiro e vendo se ainda tinha pulso. Sim, Sirius apenas o desacordara. Ouviu um soluço baixo vindo da escada, subiu seus olhos para lá e fitou Hermione.
Ela estava sentada no meio da escada, de pijama, lágrimas grossas desciam por seu rosto, os cabelos formando uma cortina em seus ombros. A boca abria-se e fechava, como se tentasse falar algo, mas as palavras eram duras e pesadas demais para conseguir pronunciar. Mas ela falou, e o peso das palavras quase matou a ambos.
-Ele é o assassino. - soluçou alto, as mãos tapando a boca assim que disse isso, entretanto disse novamente com a voz abafada pelas mãos, mas audível o suficiente. -Sirius Black é o assassino.
continua...
Tradução:
Não pode me deter
De adorar o mundo com todas as mentiras
Não pode me deter
Estou perto de beijar o céu
Guarda-o só para mim.
