Disclaimer: Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaruto não é meu. Acho que dá pra saber disso já que eu não escrevo fics com ele -.-


-ALGUM DIA EU IREI ME VINGAR DE VOCÊ! – ela esgoelava.

-VINGAR? SAIBA QUE QUANDO SAIR DAQUI EU IREI TE PROCESSAR, SUA LOUCA! – ele gritava mais alto, deixando a rouquidão da voz soar no lugar.

-ESTOU SÓ ESPERANDO, SEU IDIOTA! – E quando ela pensou em avançar..

-CALEM A BOCA, OS DOIS! – disse um policial chegando mais perto dos dois. – SÓ NÃO OS COLOCO EM CELAS SEPARADAS POR NÃO TER, OK? - O polícial parecia certo de que seu andar machista e a pose de durão colocariam medo em Tenten.

O que acontecia? Os dois foram presos depois de atacarem dois policiais.

Tudo bem, Tenten havia mordido com uma força sobrenatural depois de um policial tentar algemá-la a força, e quando Neji tentou irritá-la, ele foi o alvo.

Flashback on

-Vocês dois vão ficar aí, na mesma cela – dizia o delegado, que mesmo dentro da delegacia, vestia os óculos aviadores.

Ele achava-se o dono do local. As mãos escondidas no bolso do paletó amarelado, lhe dava um semblante de ignorancia. Era o que os tão novos presos achavam.

-Na mesma cela? – dizia Tenten, atormentada por ter de ficar na mesma cela que Neji. – Eu não vou ficar a menos de 3 metros de distancia dele! É perigo mortal! – ela dizia, tentando se desvencilhar das algemas que apertavam seus pulsos.

-Mortal? Mortal é sua língua, ou melhor, sua boca inteira. – Neji a alfinetava depois ao se lembrar da garota atacando com os dentes um policial.

-Calem a boca, não temos outra cela. – e eles foram jogados para dentro do cubículo. - Além disso mocinha, se aquiete, pois o polícial vai ficar com uma cicatriz horrivel. Meu camarada não vai ficar no zero a zero, ok?

Agora Tenten poderia dizer que era chave de cadeira.

-E a fiança? Eu pago a fiança! – Tenten suplicava, agarrando de mau jeito as grades de ferro, enferrujadas e nojentas, ainda com algemas.

-O escrivão não está presente, é horário de almoço, e ele tem 3 horas pra isso... E pra pagar fiança, antes temos que atestar que foram presos... - O delegado dizia com um ar de deboche, num sorriso tão amarelado que parecia um baú de ouro.

O estômago de Neji se remecheu.

Sempre tão vaidoso com seus cabelos e aparência física, tinha certo temor de algum dia ficar igual ao senhor de meia idade em sua frente.

-Então..eu vou ficar aqui...3 horas com ela? – Gaguejava medrosamente Neji.

-Ou até mais. – e o delegado saiu, sem chance para resposta.

Flashback off

-Eu vou chorar! – choramingou Tenten, ao ver que só se havia passado meia hora.

Cada um em um canto da cela.

Neji sentado no assento de cimento perto das grades que separavam a outra cela, uma perna no assento, outra no chão.

Tenten jogada num canto na parede, no chão de argamassa com infiltrações.

Era frio e desconfortável.

Ele mexia em uma pequena mexa de seu cabelo, o rodeando entre as pontas dos dedos.

Fazia isso quando se sentia ameaçado ou nervoso. Até mesmo irritado.

E Tenten...ah Tenten... Olhava para aquele chão de argamassa que parecia estar sempre úmido - talvez só faltasse nascer uns musgos, ou até mesmo se alimentar deles quando a fome batesse -, apoiando os cotovelos nos joelhos dobrados, escondendo os dedos nos cabelos ondulados.

Agora maltratados e desarrumados.

-Isso, mas chore ali naquele canto, e o mais baixo possível! – alfinetou Neji, arrogante, ainda prestando atenção nos belos fios cor de chocolate acinzentados.

-Você não sabe ser menos grosso não? – Neji dizia desacreditada. - Ou só sabe ser doce e meigo com suas belas pontas duplas? - Disse a morena, irônica.

-E você, não sabe andar na rua? Mamãe não ensinou você, pegando na mãozinha não? -Ele jogou na mesa, olhando pela primeira vez na direção da morena.

E então Tenten se calou, fechando os lábios antes entre-abertos.

Neji arqueou uma sobrancelha, afinal, ela não havia respondido de forma ácida.

-Não vai responder? – ele dizia desgostoso. Não podia ter ganhado a guerra tão facilmente assim...Podia?

-Não. - Ela respondeu, fitando a cela ao lado, procurando algo ao que olhar.

Mas não havia nada.

Era tudo cinza e mais cinza. As outras poucas cores eram de suas roupas e o marrom da ferrugem, das barras de ferro da grade.

-Não o quê? - Ele parou subitamente o movimento dos fios.

-Não pra nenhum dos dois. - seca.

Então Neji parou e entendeu o recado.

-Como assim? – Neji era arrogante, tudo que ele perguntava, era obrigatório ter respostas. Arqueava sua sobrancelha com constância.

-Não, não vou te responder.

-Ah, - Menos pior, era melhor não ouvir a voz dela.

A voz irritante e rachada dela.

-E não, ninguém pegou na minha mãozinha para me ensinar a andar nas ruas. – Ela avisou com acidez na voz. – Por que simplesmente eu nem sei o nome da minha mãe.

E então tudo se calou.

Por longos minutos.

Ela fitava seus próprios dedos, entrelaçando-os uns aos outros, como se fosse para passar o tempo... ou não.

Os olhos altivos e arrogantes de Neji se abaixaram por minutos, e o de Tenten esperava por uma luz.

...

-Hm... –ele se aconchegava mais perto. – Você é tão lindinha que me dá vontade de morder...

A moça o olhou com desconfiança, seria ele realmente um psicopata?

-Morder?

Morder em que sentido? De somente roçar os dentes ou arrancar sangue e carne?

-Morder. Morder e te levar para uma montanha e ver o sol nascer... Juntos... Abraçados ao ver a luz brilhante do sol aquecer nossos corpos, e depois nossos lábios...

Aquilo tudo era tão patético na visão feminina da mulher.

Não havia ação? "Coisas selvagens"? Era com isso que ele sonhava quando deitava a cabeça no travesseiro a noite?

-... – A moça pensava, com desconfiança.

-E depois, sairemos pedalando por estradas de terra, cantando e recolhendo flores para enfeitar nosso piquenique.

O que ela pensaria? Que ele era uma menina ou um afeminado feliz? Ele queria uma mulher ou um cachorrinho de estimação?

-...

- E depois faremos juras de amor, a beira de uma cachoeira...

-Prossiga...

-E depois, faremos juras num..

-CHEGA! - Gritava a moça com as mãos tampando os ouvidos, fechando os olhos com força sobre-humana. –NÃO AGUENTO MAIS OUVIR VOCÊ FALAR ASSIM!

-Oi? – O moço acordou de seus devaneios.

-Sasuke, você é muito idiota, cara! Muito idiota mesmo! - Ela apertava as temporas conforme gritava com o homem, que mais parecia um menino.

-Temari, eu nem estou falando com você! – Dizia Sasuke, abraçado na televisão, enquanto Hinata dava uma entrevista-depoimento aos jornalistas. – Voltando a você Hina, iremos ser muito felizes...

Ele passava o dedo indicador com certa delicadeza pelo rosto projetado pelo aparelho.

-Sasuke... Você é um doente mental cara, aceite isso! Psicopatia não é crime, mas é perigoso, isso é um problema..

-Eu não sou psicopata... Saberia se fosse. - Ele levantou rapidamente a sobrancelha, com certa arrogância, mas sem sem deixar de olhar a imagem.

Sasuke era um psicologo, um bom psicologo para dizer a verdade.

Mas tinha sérios problemas com os próprios problemas.

-E por acaso o fato de você estar abraçado numa televisão, falando com uma imagem em pixels, dizendo juras de amor... É normal?

-É amor Temari, amor.

-É paranóia Sasuke. Paranóia. Só não separo por sílabas porque fugi da aula de português, e não sei separar as vogais. - Ela fazia gestos com as mãos.

Mãos essas que apesar de não ter os 'frufrus' de unhas bem feitas, era brilhantes por uma base e brancas, com pequenas manchinhas na parte de cima.

-Eu sou um psicólogo, sei de meus sentimentos.

-Não, você é psicólogo porque quer entender a si próprio. Escute o que eu estou te dizendo, você é paranóico, um pé-no-saco. - Ela disse com certa ênfase a última palavra.

-Como pode saber, Temari? – Ele disse, deixando de abraçar a televisão.

-E você já perguntou a alguém se não é?

...

-Os senhores podem me dar licença? Eu quero passar! – Dizia a pequena e meiga (e doce) Hinata, tentando se desvencilhar dos reportes e câmeras que a filmavam e faziam perguntas sem espaço para respirar um pouco de ar puro.

-SENHORITA! É VERDADE QUE A SENHORA FOI VíTIMA OCULAR DO OCORRIDO AQUI?

Flashes a cegavam, e dezenas de microfones a cutucavam.

-É, é, é, posso ir? - Ela disse com irritabilidade na voz.

-É VERDADE QUE O SENHOR NEJI, UM GRANDE EMPRESÁRIO, TENTOU ATROPELAR TENTEN, POR SER SUA RIVAL NO MUNDO DOS NEGÓCIOS? - Uma mulher com voz anasalada vestida de terninho perguntava, enfiando o microfone quase na boca de Hinata.

-Cara! Eu já falei que foi um acidente, é difícil de entender? DEIXEM-ME PASSAR! –Ela tentava sair do tumulto formado pelas câmeras e grandes flashes que a cegavam.

-HINATA! É VERDADE QUE O SENHOR NEJI JÁ TENTOU TE AGARRAR QUANDO ERA MAIS NOVA, SENDO UM PRIMO SUPERPROTETOR E...-

-CHEGA! ME DEIXEM SAIR AGORA! SAIAM! SAIAM! – ela dizia tentando socar alguns fotógrafos, fugindo de tudo aquilo.

"Tenten, me lembre de te deixar nessa droga de cadeia por 2 dias inteiros! Olha o que você fez comigo!", rogava pragas mentalmente.

...

-Só quero ver a hora que Hinata vier me buscar daqui, já está demorando! – bufava Tenten, que não agüentava aquele ar sem-graça que deixou em Neji.

Era uma maneira de dizer que estava tudo bem, mesmo que adorasse fazer uma manha.

Ele somente assentiu com a cabeça.

-Demorando... muito. – ela deu ênfase na última palavra, esperando ele dizer algo.

-É. – ele virou o rosto.

-É? – ela pediu por uma explicação.

-É, ué.

-Ué o quê?

-Está demorando muito. – ele a olhou com um ar de "Dããã, você é boba".

-Se você não quer conversar, melhor falar logo. Assim me impede de ficar esperando respostas monossilabicas ok?

-Não quero conversar. Melhor assim? - Ele deu um sorriso forçadamente amarelo.

-Como assim não quer conversar? - Como assim não? Comunicação é a base dos negócios.

Era o mínimo que podia se esperar de Neji, um grande empresário.

-Não quero, só isso. – e se revirou para o outro lado, deixando explicito que não queria conversar.

-Poxa, tudo bem que eu arranquei carne de uns policiais no dente, mas nem por isso você precisa ter medo, certo?

-Por que você sempre faz isso? – ele disse estupefato, segurando as têmporas, irritado.

-Isso o que? Falar?

-Não, obrigar os outros a falar. Isso é irritante, nunca pensou em ficar quieta? - Ele a olhava com desdém.

-Idiota. Eu sei que você está sem graça por eu ter dito aquilo da mãozinha e tal...

Então Neji ficou vermelho, levemente.

Foi estremamente tentador da parte dele fazer isso com ela, mesmo que ela negasse.

-Bem, fique sabendo que eu não ligo, nunca conheci eles, e não dependo deles pra viver.

-A minha mãe também não me ensinou a andar de mãozinha dada na rua. – E seu olhar se fechou. – Mas eu conheci ela.

Aí estava a diferença.

...

Um estrondo contínuo quase quebrava a porta da casa de Ino.

E mais estrondos.

A mesma ainda estava com os olhos cerrados e num profundo sono quando a porta foi aberta.

Nua, se estivesse acordada sentiria o vento entrando na janela, fazendo cócegas em sua pele. O que é irracional, e a fez virar de lado, arranhando os lençóis em busca de algo.

-Ino, precisamos conver...- Hinata estava parada na frente da porta do apartamento de Ino, olhando de cima a baixo a visão que tinha a sua frente.

Ficou pálida.

Sem voz.

E sem ar.

"Cara, como assim em menos de 3 horas eles já se cataram?!" , Hinata viajava em seus pensamentos.

A figura de Gaara, com seus eternos olhos verdes e penetrantes a olhando, somente com o peito desnudo.

Esse mesmo que era branco, com algumas marcas de arranhões que iam do pescoço até os ossinhos da cintura.

Esse mesmo Gaara, sempre tão vestido, agora sem roupa – ela podia saber disso – segurando somente um lençol nas pontas, arrastando-o no chão.

Um lençol todo amassado, segurado por trás.

Um Gaara sem sono, olhando cansado para a feição assustada de Hinata.

-Só te atendi porque eu sei que é da casa, então não ligue para os trajes. – Sua voz era mais rouca que o normal.

Hinata ainda estava quieta.

Muito...quieta.


óh god, me descupem pela demora.

Confesso que vou escrevendo sem saber como juntar as coisas, mas é o desejo e a paixaaaaaaaaao.

Ok, parei.

Obrigado a tooooooodas as pessoas que comentam xD Vocês me fazem pular de alegria até minhas panturrilhas doerem.

Eu sei que já estamos no capitulo 21, mas eu odeio fics curtas -.-

Pra mim todas deviam ter uns 50 capitulos e continuação depois.

u.u

Estou tentando focar mais em Neji e Tenten e Sasuke e Temari (não que seja uma relação, mas eu preciso dar uma luz naquela casa do Gaara, senão eles se matam :D)

Ai ai,