N/a: MIL DESCULPAS pela demora... eu nem vou tentar dar uma desculpa... simplesmente porque eu não tenho uma... mas espero que o capitulo ajude vocês a perdoarem a demora...

Revisado 04/12/12

Capitulo 21 – Contar a Verdade Pode Ser Muito Difícil

Foi só depois de quase dez minutos agarrado a Severus que Harry se soltou do pai e olhou em volta. A Sra. Weasley o olhava com lágrima nos olhos, mas todos os outros Weasleys, incluindo Percy e Arthur, além de Hermione olhavam para Harry como se uma segunda cabeça tivesse brotado no pescoço dele.

-Er... - Harry não sabia o que dizer, ele pretendia contar aos amigos sobre a real relação entre ele e Snape, mas o medo de que alguma coisa tivesse acontecido com o pai durante o rebuliço na Copa Mundial fez com que ele se esquecesse completamente do fato que Sirius era o único que sabia toda a verdade. E o padrinho não podia lhe ajudar muito no momento, já que Sirius estava preso em sua forma canina.

-VOCÊ FICOU LOUCO?! - foi Ron quem se recuperou primeiro do choque de ver Harry abraçar o morcego das masmorras.

-Ron... - começou a responder mas ele não sabia o que dizer para acalmar o amigo.

-Não, Harry. - interrompeu o ruivo mais novo – não dê desculpas. Você não vê o que ele está fazendo com você?

-E o que é que eu estou fazendo com Harry, Sr. Weasley? - Severus não conseguiu ficar quieto, vendo Harry voltar a duvidar de si mesmo.

Ron levantou a cabeça com um estalo, os olhos arregalados olhando para o mestre de poções, ele tinha se esquecido completamente da presença de Snape e de seus pais no calor da raiva por Harry ter escondido algo tão importante dele.

-Você... você... - Ron não sabia o que responder, a Sra. Weasley olhava para ele com reprovação enquanto Fred e George faziam sinais pelas costas dela, sinais que diziam o quanto ele estaria em maus lençóis se ele não conseguisse se redimir naquele exato momento.

-Ron... - Harry tentou novamente – se você se acalmar eu posso explicar.

-Me acalmar? Me acalmar? Você... abraça o morcego velho e eu é que tenho que me acalmar? Você precisa de um médico! Snape com certeza te azarou, ou te deu uma poção ou alguma coisa assim, só isso explica porque você abraçaria ele!

-RONALD BILLIUS WEASLEY! - Molly Weasley gritou – você vai se desculpar agora mesmo com Severus! Eu não te criei pra sair insultando seu professor desse jeito!

-Mas mãe! Você não ta vendo... - Ron tentou se defender.

-Não, Ron. - interrompeu Harry, a voz sem demonstrar emoção nenhuma, o que chamou a atenção de todos os presentes – sua mãe está certa. Você não sabe de nada. Não sabe o que aconteceu nas ultimas semanas. É, eu agora me dou bem com o professor Snape. Como eu poderia não me dar bem com ele, quando ele é o meu pai?

-PAI!? - dessa vez não foi apenas Ron quem exclamou, Hermione e todos os outros Weasleys também se espantaram com essa noticia.

-Exatamente, Pai. - respondeu Severus num tom tão gélido que até mesmo Molly sentiu-se constrangida pela forma como reagiu a noticia – Harry é meu filho, portanto se algum de vocês tiver alguma coisa a dizer sobre o assunto, diga na minha frente. Porque se eu descobrir que um comentário maldoso de um de vocês magoou o MEU FILHO, o responsável vai descobrir porque eu já fui considerado um seguidor do Lorde das Trevas. - Severus olhou longamente para cada um dos presentes, desafiando-os a dizer mais alguma coisa. Como ninguém pareceu disposto a dizer mais alguma coisa, ele se voltou para Harry – pegue suas coisas, Harry, já está na hora de voltarmos pra casa.

FILHODEQUEM?FILHODEQUEM?FILHODEQUEM?

O resto das férias passaram sem maiores problemas para Harry. Severus estava até mais atencioso com ele, passando algumas horas depois do jantar conversando com Harry e o ajudando a revisar as tarefas de casa. Por duas vezes Harry se juntou ao pai no laboratório de poções. Sem todo o rancor se colocando entre eles, Harry se provou pelo menos apto a fazer uma poção sem muitas dificuldades, mas ele simplesmente não possuía a mesma paixão pela arte que Severus tinha.

Uma semana antes do inicio das aulas, Severus, Harry e Padfoot se mudaram para Hogwarts. O pocionista precisava se preparar para o inicio do ano letivo, e como Severus simplesmente se recusava a deixar Harry e Sirius sozinhos em casa, exigiu que Dumbledore aumentasse o número de quartos nos seus aposentos pessoais, permitindo que Harry e Sirius fossem com ele para Hogwarts. Harry passava os dias aproveitando o sol do lado de fora, ou com Hagrid ou no campo de quadribol. A imagem de Harry completamente relaxado ao voar na vassoura que Sirius tinha dado para ele era uma das favoritas de Severus, não que ele deixaria que qualquer pessoa soubesse disso.

Quando chegou o dia antes da volta dos estudantes para Hogwarts, um pequeno desentendimento aconteceu na família Snape. Harry queria ir para Londres para poder viajar no expresso de Hogwarts com seus amigos, mas Severus não via razão de expor o filho aos perigos fora das proteções da escola apenas para viajar num trem que o traria de volta ao exato lugar do qual ele tinha saído. No fim, Sirius interviu e conseguiu convencer Severus de que não estar no trem poderia ser mais prejudicial a Harry do que estar lá, já que os outros alunos esperariam ver o garoto, e que a falta dele no trem poderia chamar a atenção de pessoas indesejáveis.

Severus teve que conceder o ponto ao maroto, o que ele fez de má vontade, e por fim decidiram que Severus aparataria com Harry de Hogsmead para a estação e o veria entrar no trem. O que não faria nenhum sentido, e nesse ponto Severus bateu o pé, seria obrigar Harry a refazer o malão só para levá-lo para passear, quando os elfos de Hogwarts poderiam muito bem transferir as coisas de Harry do quarto dele nas masmorras para o dormitório grifinório.

Harry se sentia nervoso, sentado numa cabine mais ou menos no meio do trem. Eles haviam chegado quase uma hora antes do trem partir, e por isso Harry pode escolher uma cabine sem grandes problemas. Severus fez com que ele prometesse não descer do trem sob hipótese alguma até que estivessem em Hogsmead, e depois de Harry prometer, ele voltou para Hogwarts. Seria completamente assustador para os alunos encontrar o terrível professor de poções antes mesmo de chegarem à Hogwarts.

Vinte minutos antes da onze, Harry viu uma massa de cabelos alaranjados entrando na estação. Ele viu que vários deles olhavam em volta, procurando por alguém, e por isso colocou a cabeça para fora da janela e chamou pelos amigos. O primeiro a encontrar Harry foi Charlie, o sorriso do domador de dragões poderia ter iluminado o mais escuro dos lugares. Logo Fred, George, Ron, Hermione e Ginny estavam dentro do trem, colocando as malas nas grades em cima dos bancos na cabine de Harry.

-Talvez eu volte a ver vocês mais cedo do que pensam - disse Charlie, rindo, enquanto os gêmeos colocavam a cabeça para fora para poderem se despedir dos pais e irmãos.

-Por quê? - perguntou Fred interessado.

-Você vai ter que esperar pra ver - respondeu Charlie. - Só não diga a Percy que eu falei isso... porque afinal é informação privilegiada, até o Ministério resolver divulgá-la.

-É, eu até sinto vontade de estar estudando em Hogwarts este ano - disse Bill, as mãos enfiadas nos bolsos, contemplando com um ar quase saudoso o trem.

-Por quê?- perguntou George impaciente.

-Vocês vão ter um ano interessante - comentou Bill, com os olhos cintilando. - Talvez eu até peça licença para ir dar uma espiada...

-Uma espiada em quê? - perguntou Ron, se enfiando entre os irmãos para poder ouvir melhor o que Charlie e Bill diziam do lado de fora.

Mas nessa hora ouviram o apito e a Sra. Weasley acenou para eles dizendo:

-Eu os convidaria para o Natal, mas... Bem, imagino que vocês vão querer ficar em Hogwarts, por causa... De uma coisa ou outra.

-Mamãe! - exclamou Ron irritado. - Que é que vocês três sabem que nós não sabemos?

-Vocês vão descobrir hoje à noite - disse a Sra. Weasley sorrindo. - Vai ser muito excitante, estou muito contente que tenham mudado as regras...

-Que regras? - perguntaram Harry, Ron, Fred e George juntos.

-Tenho certeza de que o Professor Dumbledore vai contar a vocês... Agora, comportem-se? Ouviu bem Fred? E você George!

Os pistões assobiaram e o trem começou a andar.

-Conta para a gente o que vai acontecer em Hogwarts! - berrou Fred pela janela, quando a Sra. Weasley, Bill e Charlie foram se distanciando rapidamente. - Que regras é que vão mudar?

Mas a Sra. Weasley apenas sorriu e acenou. Antes que o trem tivesse virado a primeira curva, ela, Bill e Carlinhos tinham desaparatado.

Quando já não conseguiam mais ver a plataforma eles se sentaram. Harry olhou para todos os outros, apreensivo, esperando que um deles dissesse alguma coisa.

-Olha Harry, se você tem certeza de que ter o seboso como seu pai é uma coisa boa, não tem mais nada que eu possa dizer. - disse Ron depois de vários minutos num silencio constrangedor.

-O que o Ron quer dizer – completou Hermione – é que depois que passou a surpresa de ver você abraçando espontaneamente o professor Snape... nós entendemos porque você não quis dizer nada em uma carta. Ele te trata bem?

-Sim. Foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido. - respondeu sinceramente Harry.

-Então eu fico muito feliz por você. - disse Hermione com um sorriso.

-Você tem certeza que ele não te deu nenhuma poção pra fazer você mudar de opinião sobre ele? - insistiu Ron.

Harry riu. Fred deu um tapa na parte de trás da cabeça do irmão e todos riram. Logo eles estavam tentando adivinhar o que a Sra. Weasley, Bill e Charlie queriam dizer com todas aquelas dicas sem sentido. Naquele momento, Harry estava completamente em paz.

N/a: Como sempre, Reviews são sempre MUITO BEM VINDOS!