Genteeeeeee! Tudo bem?
Primeiro de tudo, desculpem por ficar o fim de semana todo sem postar. Mas acabou que eu fui passar esses dias no interior´, foi mal mesmo.
Mas aqui está, um cap lindo, pronto pra ser degustado por vocês!
Vale ressaltar, que estamos entrando na terceira, e última, fase da fic. Então, esperem por fortes emoções entre o nosso, querido, casal.
Boa leituraaa!


POV-Snape

Hermione estava visivelmente exausta. A cama estava meio inclinada, deixando-a parcialmente sentada, a cabeça afundada no travesseiro macio. Ela olhava para a janela e só percebeu que eu estava ali, quando meus lábios tocaram com gentileza sua testa febril.

–Como você está? –Perguntei num sussurro. Ela se perdeu em meus olhos, deixando uma lágrima silenciosa escapar.

–Eu o perdi. – Sua voz fraca fez meu coração afundar-se no peito.

–Tudo bem meu amor, você ainda pode ter outro filho. Você é tão jovem Hermione. - A morte do bebê tinha mexido muito comigo também. Pois eu tinha visto de perto toda luta, toda ansiedade, todo temor pelo qual ela passou para assegurar que a criança vivesse.

–Mas como? Eu tinha morrido. Tinha certeza disso. - Seus olhos castanhos se voltaram para o teto, provavelmente tentando se lembrar de todos os acontecimentos.

–Seu apartamento pegou fogo, mas eu consegui salvar você. – Um brilho de reconhecimento passou por sua face.

–Megan! – O pânico estampou seus olhos. – Ela vai me matar Severo. Ela quer que eu...

–Shhhh! – Eu segurei o rosto dela com as duas mãos. – Ninguém fará mal á você, ninguém tocará em você enquanto eu estiver por perto. – Olhei no fundo de seus olhos. – Você é tudo na minha vida Hermione. E eu não vou perdê-la! –Beijei os lábios dela com suavidade e pude sentir o corpo relaxar com o toque. Hermione soltou um pequeno gemido quando nossos lábios se separaram.

Segurei sua mão direita com uma das mãos, e a outra, usei para desabotoar as minhas vestes negras e alguns botões da camisa. Com gentileza, coloquei a mão pequena sobre o meu coração. Vi ela abrir um sorriso quando sentiu o pulsar acelerado sob sua mão.

–Vê o que você faz comigo? – Perguntei sorrindo. – Isso é tão injusto. – Voltei á beija-la.

POV-Hermione.

O movimento do beijo doeu, mas eu não reclamei. Era a melhor coisa do mundo estar tão próxima dele, sentindo seu doce hálito. Era tudo que eu queria no momento. Eu ainda tinha a mão dentro da veste dele quando a enfermeira abriu a porta.

–O que pensam que estão fazendo? – Ela nos repreendeu. Severo se afastou um passo de mim e começou a abotoar a camisa. – Ela ainda esta fraca homem, controle-se. – Ele arqueou a sobrancelha, um gesto tão dele, e voltou a segurar minha mão.

–Certamente.

–Tem um monte de gente esperando para vê-la. É melhor você sair.

–Não! –Tentei gritar, mas minha voz não soara tão alta. E o esforço me fez tossir. – Não me deixe, por favor. – Supliquei enquanto apertava mais a mão dele entre a minha.

–Tudo bem, - Ele curvou-se para beijar minha testa. –Seus amigos querem ver você. Mas eu prometo voltar Hermione.

–Anda logo. – Pediu a enfermeira. – Tem dois ruivos que não conseguem ficar quietos! Quanto mais cedo eles á virem, mais cedo irão embora.

POV-Snape.

A gorducha começou a puxar-me para fora do quarto. Quando finalmente sai, cruzei com Gina no pequeno corredor.

–Ganhou do seu marido no palitinho? – Perguntei em tom divertido. Vi a pequena ruiva rir antes de entrar no quarto de Hermione.

Graças á influencia de Dumbledore, eu não deixei Hermione sozinha mais do que o extremamente necessário.

Depois de varias exigências e recomendações do Dr. Hale, finalmente fomos liberados.

Eu nos aparatei em frente aos portões de Hogwarts, era lá que ela ficaria durante a recuperação. Quem sabe até mais.

Gina tinha ido até o apartamento de Hermione e pego algumas roupas, ela também tinha trazido a varinha da bruxa. Harry Potter teve que obliviar alguns trouxas, alguns eram policiais, para que não houvesse nenhuma investigação. A morte de Megan passou despercebida ao mundo trouxa.

É claro, Hermione ficaria nos meus aposentos, eu não abriria mão disso. Mas algumas modificações foram feitas em meu quarto. Minerva havia o ampliado magicamente, de modo que agora, havia espaço para mais uma cama de solteiro.

Afinal de contas Hermione ainda era uma mulher casada. E além disso, estava doente, eu não podia arriscar dormir na mesma cama que ela e perder o controle. Se tivesse um de meus sonhos ardentes e acordasse com ela ao meu lado, controle não seria uma opção possível.

Guardei suas roupas em meu armário, enquanto a morena tomava um longo banho. Ela estava muito cansada, depois de tomar as doses de poção devidas, caiu em um pesado sono.

...

Era um pouco mais de onze horas da noite quando ela acordou. Eu estava lendo "O Profeta Diario" daquela manhã.

–Que horas são? – Perguntou enquanto cambaleava até o sofá e se sentava ao meu lado. Um suspiro escapou-me dos lábios quando percebi que sua voz recobrara alguma força.

–Já passa das onze. Está se sentindo bem? – Ela disse que sim com a cabeça. – Sophie esteve aqui. – Contei.

–Contou á ela?

–Não tudo. Só que o apartamento de vocês pegou fogo e que você perdeu o... – Ela suspirou alto. – Está com fome?

–Não.

–Mas você tem que comer Hermione.

–Não estou com fome. – Ela deu de ombros. Seus olhos pousaram sobre a foto que estava sobre a mesa de centro. Eu estava sentado e Sophie estava atrás de mim, puxando os cantos da minha boca, me forçando a sorrir.

–Quando vocês tiraram a foto?

–Logo depois do natal. Não quer mesmo comer? – Hermione revirou os olhos para mim.

–Não pai. – Ela imitou um tom infantil, me fazendo arquear a sobrancelha. – Sabe, você fica irritante quando faz isso.

–Fasso o que? – Perguntei arqueando a outra sobrancelha. Ela bufou e se esticou no sofá, acabando com a pouca distância que havia entre nós. Ela beijou minha testa, então deitou a cabeça em meu colo. Me inclinei para beija-la nos lábios.

–Saiu alguma coisa sobre o que aconteceu no jornal? – Ela perguntou despreocupada.

–Mais ou menos. Só falaram da morte de Megan. – Ela travou a mandíbula ao escutar o nome.

–Me deixe ver.

POV-Hermione

Ele me deu o jornal. Uma foto de meia pagina retratava uma Megan linda e sorridente. Eu apenas corri os olhos pela noticia.

"ACIDENTE MATA PROFESSORA SUBSTITUTA DE HOGWARTS."Megan Hergert, professora substituta de defesa contra as artes das trevas, faleceu de modo misterioso na noite de ontem ...
... ela deixa para trás muitos amigos, e um filho de 11 anos de idade, que mora com o pai..

Meu coração se apertou, não sabia que Megan tinha um filho. Imaginei se fosse Sophie á enterrar a mãe agora. Estremeci.

–E agora, já esta com fome? – Severo perguntou, numa tentativa obvia de me distrair, tirando o jornal da minha mão. Nós conversamos um pouco, enquanto ele acariciava meus cabelos.

–... Gina ficou de avisar seus pais. – Ele contou.

–Gina? Desde quando você a chama pelo apelido?

–Ela é.. bem, você sabe. – Ele revirou os olhos.

–É, eu sei, ela é incrível!

–Só não sei o que ela viu no Potter!

–Homens! Vocês dois nunca irão mudar, não é? – Ele ignorou meu comentário.

–Quer comer agora?

–Não.

–Teimosa. – Ele sibilou.

Um longo silêncio se seguiu. Nós nos olhávamos nos olhos, sem conseguir desviar . Absolutamente, hipnotizados. Eu o amava, não tinha duvidas sobre isso. Mas por outro lado, tinha anos de casamento com Martino Vignoli, uma vida solida e sustentável ao lado dele. Jogaria toda uma vida pro alto, para ficar com Snape? Jogaria!

Mas e se... Ele me deixasse outra vez? Eu aguentaria? Não! Sei disso. Vivi anos sufocando esse amor em meu peito, ignorando o vazio que fora deixado ali, por ele.

Eu estava com medo. Medo de ser feliz. De me entregar á esse amor e depois, sucumbir sob o peso de uma nova decepção.

–No que esta pensando? – Ele perguntou.

–Nada.

–Parece preocupada. – Pressionou.

–Acho que estou com fome agora.

Não queria falar disso agora, tinha três semanas até que Martino voltasse, e então, decidiria.

No dia seguinte, fiquei sozinha nos aposentos do mestre em poções, ele tinha aulas para dar. No intervalo de uma e outra, ele vinha para ver como eu estava. Tão lindo assim, preocupado.

Na parte da tarde, Sophie veio me visitar. Ficamos deitadas na cama, conversando.

–...Mas ela saiu correndo, acho que viu um zonzóbulo.

–Ela é uma cópia fiel de Luna. – Eu ri.

–Mãe?

–Sim.

–Você vai voltar com o meu pai agora, não é?- Suspirei.

–Não Sophie.

–Mas .. Mas você está morando aqui com ele e..

–Ele só esta me ajudando.

–Mas você o ama, não? – Ela perguntou sorridente. –Ele disse que ama você. E que vai tira-la do trouxa num piscar de olhos!

–Ah, ele falou é? – Perguntei me levantando da cama. – Pois isso é o que eu quero ver!

–Meu pai está encrencado? Ele vai ficar de castigo? Quando você fica nervosinha assim, é porque eu vou ficar de castigo. – Ela disse arqueando a sobrancelha.

–Nathaly! Eu não quero que você converse com o seu pai a respeito do meu relacionamento com ele! Merlin, você é só uma criança! -Sophie deu de ombros.

–Bom, eu vou indo mãe. Esta quase na hora do jantar e o papai deve estar chegando, pega leve com o meu velho ok? – Ela ficou na ponta dos pés e me deu um beijo no rosto antes de sair.

Eu estava espumando quando ele entrou nos aposentos. Usar a menina? Nossa filha? E se isso desse errado? Já não era suficiente que o meu coração fosse partido?

–O que, por Merlin, você tem na cabeça?

–Cabelo? – Ele disse arqueando a sobrancelha.

–Rá e rá! Sophie é só uma criança! – Ele me ignorava, um sorriso enviesado no rosto.

–Eu adoro quando você fica brava. Sabia disso? – Bufei. Eu estava tão irritada! Num ato impensado, atirei um livro na direção dele. Antes que ele pudesse piscar, o livro o atingiu diretamente na cabeça. Ele caiu no chão com fazendo um baque surdo.

–D-desculpe!- Eu o olhava com os olhos arregalados. – Eu não tive a intenção, eu-eu... Merlin. – Levantei dois dedos na frente do rosto dele.

–POV-Snape

– Quantos dedos têm aqui?- Ela me perguntou trêmula. Eu não estava mal, mas resolvi me aproveitar da situação.

– Quatro? – Perguntei com a voz baixa.

–Merlin, eu joguei com tanta força assim? Joguei?

–Mamãe? – A abracei, sentindo o cheiro doce de seu pescoço.

–Vem, - Ela começou a me arrastar para a cama. – Deite-se. – Eu obedeci, mas quando ela tentou se afastar, eu segurei sua mão. – Eu já volto, preciso pegar uma poção e...

–Não. – Sussurrei. – Acho que um beijo já é o bastante. – Falei em meio a uma risada.

–Cachorro! – Hermione gritou e se jogou em cima de mim, distribuindo tapas e socos sem nem olhar onde eles acertavam. Eu ri dos esforços inúteis dela.

–Eu. – Tapa – Pensei. – Tapa – Que.- Soco.- Tinha- Tapa- Te.- Tapa – Machucado!-Ela ofegava, aproveitei a folga para segurar seus pulsos.

–Vejo que já recuperou suas forças. – Disse sorrindo.

Num movimento rápido, virei meu peso contra ela, fazendo-a virar na cama, me deixando por cima do seu corpo. As mãos ainda segurando seus pulsos firmemente na cama, enquanto ela tentava se desvencilhar.

–Não se atreva! – Ela sibilou quando me viu entreabrir os lábios para beija-la.

–Tem certeza? – Perguntei. Comecei a roçar os lábios nos dela. Ela fechou os olhos, esperando pelo beijo que nunca veio.

–Tenho- Disse por fim. Com certeza, ela pensou que eu não me afastaria, que a beijaria mesmo assim. Mas eu a soltei e afastei meu rosto. Ela abriu os olhos com alguma surpresa. Minha cara era inexpressiva, não mostrava nenhuma emoção.

Um sorriso vitorioso surgiu em meus lábios, quando percebi que ela estava desapontada.

–Tenho certeza que aquele trouxa á satisfaz, já que não precisa mais dos meus beijos.

–Ele me satisfaz. Ele é muito melhor que você. – Ela provocou. Eu pude sentir a mentira nos lábios dela. Me curvei outra vez, os lábios dançando pelo pescoço alvo, até chegarem em seu ouvido.

–Ele é melhor Hermione? – Sussurrei ali. – Ele te deixa tão tremula quanto eu deixo? – Rocei os lábios nos dela outra vez. Ela os entreabriu, sempre esperando.

–Peça! – Ordenei.

–Me beije! – Ela pediu. Tomei os lábios dela para mim. Nossas línguas dançavam juntas, minhas mãos percorriam o corpo de Hermione, enquanto ela agarrava-me os cabelos. Nossos beijos eram ardentes, cheios de desejo, de paixão.

Mais de onze anos sem toca-la, mais de onze anos sem sentir-me dentro dela. E agora aqui estávamos nós, prestes a nos amar outra vez. Eu precisava sentir o calor do corpo dela, precisava disso para sentir-me completo!

Gemi em protesto quando ela apartou o beijo.

–Se entregue para mim Hermione. – Sussurrei enquanto desabotoava as vestes. Ela não disse nada, mas a maneira como me olhava, dizia que meu pedido seria atendido. Ela se livrou da própria camisa rapidamente e se moldou á mim. Nós nos beijamos cheios de desejo. Ela mordeu meu lábio com força, seus braços puxando-me de encontro á ela. Puxei os cabelos encaracolados para trás e chupei seu pescoço, á marcando como minha. Eu á amava tanto, desejava tanto. Só ela conseguia despertar isso em mim. Sem aviso, ela colocou á mão sobre minha ereção, arfei.

Nossas roupas foram jogadas de forma aleatória pelo quarto. Nossos corpos nus estavam quentes, nossa respiração era ofegante e entrecortada. Num piscar de olhos, Hermione estava sobre mim. Com uma mão, ela encaixou meu membro entre as coxas. De uma só vez, ela largou o peso sobre mim, fazendo-me gemer por estar inteiro dentro dela.

Com movimentos leves e demorados, ela subia e descia, arrancado gemidos do fundo de minha garganta. Quando os movimentos ganharam mais ritmo, e o som de nossos corpos se chocando encheu o quarto...

–Enervate! – Ela disse. Eu á olhei confuso e então ouvi de novo. Mas a boca dela não se moveu, ainda assim, era a voz dela.

–Enervate! – Então eu acordei. Estava deitado em minha cama, completamente vestido e Hermione estava curvada sobre mim, com uma mão na minha testa.

–Você está bem? – Perguntou com doçura.

–Que? O que aconteceu? – Perguntei enquanto me sentava. Sentia-me tonto, coloquei á mão na testa e constatei um belo de um galo ali.

–Eu meio que, sabe, atirei um livro em você. Mas foi sem querer.. – Arqueei a sobrancelha para ela. –Tá legal, não foi tão sem querer assim. Ai eu trouxe você pra cá e você desmaiou. Me perdoe Severo, eu não queria que..

–Eu estava desmaiado? – Perguntei. Será que ela ouviu o tom de decepção em minha voz? –Droga! – Me levantei abruptamente e corri em direção ao banheiro. Só uma, ou dez horas de banhos frio, me impediriam de agarrar Hermione á força.


N/A: E ai, o que acharam? Me digam tudo!
Pobre do Sev... posaposkpaokspaok
No próximo... Severo Snape passa uma madrugada interessante em compania dos homens da ordem. Alguém afim de ve-lo bebado? kkk adorooo
Review's?