Nome Original: Dragon and Angel
Autora: DragonsAngel68
Tradutora: HunterChild
Disclaimer: tanto a autora quanto eu não possuímos nenhum dos personagens que possam ser reconhecidos como integrantes do fantástico mundo de Harry Potter, todos eles pertencem à J. K. Rowling, a autora apenas gosta de brincar um pouco com eles, e eu apenas passo a fic original para o português
CAPÍTULO VINTE E UM
EU TE AMO...
"Ewww- o Papai está beijando a Mamãe de novo," Drake exclamou em desgosto de sua posição na janela da biblioteca.
"De novo?" Lúcio foi até a janela para ver por si mesmo.
Drake enrugou o nariz em repulsa. "Ele beijou os dedos do pé dela hoje de manhã."
"Beijou mesmo?" Lúcio disse em voz arrastada, arqueando uma sobrancelha para Drake.
"Ele estava beijando o dedo dela para ele sarar, porque ela machucou ele," Angel se intrometeu para defender as ações anteriores de Draco.
"É de se perguntar se ela talvez arranhou as amídalas desta vez," Lúcio murmurou por baixo de sua respiração.
Lúcio sabia que Draco estava ávido por se aproximar da bruxa de cabelos cor de fogo. Daí seu pedido para que Drake e Angel fossem entretidos por um tempo durante a tarde, para que ele pudesse puxar a mãe de ambos para outras partes da propriedade. Lúcio pensara que os planos de Draco seriam arruinados quando a srta Weasley se levantara para acompanhá-los escada acima, mas eles sumiram misteriosamente antes que todos alcançassem as escadas. Embora Lúcio não estava inteiramente certo quanto a em que tipo de relacionamento Draco estava prestes a embarcar com a bela bruxa, ele descobriu que não se importava muito, desde que Draco estivesse feliz e ele e Narcisa pudessem passar tempo com as crianças e ter a oportunidade de serem parte das vidas deles.
"Lúcio, você não devia estar encorajando as crianças a espiar seus pais. Afaste-se da janela," Narcisa disse levemente.
"Sim, claro, querida. Drake, saia daí agora." Lúcio tomou a mão de Drake e o levou para longe da janela.
"Wow! Isso é Xadrez Bruxo, Avô?" Os olhos de Drake se iluminaram brilhantemente.
"Sim, é. Você sabe jogar?" Lúcio indagou sem realmente esperar que o garotinho soubesse.
"O Tio Rony tem me ensinado," Drake disse a Lúcio enquanto examinava o tabuleiro. O tabuleiro era embutido na mesa e tinha as peças mais fantásticas que ele já havia visto. Não que ele já tivesse visto muitas, mas seu Tio Harry tinha um jogo razoável.
"Você é bom?"
Drake deu de ombros. "Não sei." Ele tinha ganho alguns jogos, mas suspeitava de que seus Tios o deixavam ganhar.
"Bem, por que nós não jogamos uma partida e descobrimos?" Lúcio sorriu, encorajando-o. Não faria mal algum jogar com o garoto e talvez ele pudesse aprofundar seu conhecimento do jogo.
"Sim, por favor, Avô." Ele amava jogar Xadrez Bruxo.
Com Drake e Lúcio acomodados à mesa de xadrez, Narcisa mostrou a Angel o resto da biblioteca e até encontrou um livro de histórias infantis entre as estantes. Angel estava instantaneamente implorando-lhe que lesse uma história.
"Oh- Avó, você pode ler uma história para mim, por favor?"
"Claro, querida. Por que não nos sentamos mais perto do fogo, no sofá?"
Quando elas se fizeram confortáveis no sofá, Narcisa abriu o livro e começou a ler uma história sobre o grande bruxo Merlin. Pouco tempo depois, ela ouviu Lúcio chamando Drake de volta da janela. Parecia que ele fora até lá espiar seus pais novamente. Ela sorriu para si mesma; ele era tão parecido com Draco, sempre observando as pessoas. Ela o assistiu atravessar de volta o aposento e percebeu que ele não parecia feliz. De fato, a expressão em seu rosto era uma com a qual ela já era familiar, era a mesma que Lúcio e Draco adquiriam quando raivosos.
-"-
Bem abaixo das janelas da biblioteca, Draco e Ginny finalmente se separaram, em busca de ar. Ainda se abraçando, os dois estavam respirando um tanto pesadamente.
Draco pousou sua testa na dela. "Eu queria fazer isso desde que te vi hoje de manhã, ainda de pijama."
"Eu acho que queria que você fizesse isso."
"Para onde vamos a partir daqui?"
"Não tenho certeza. Não somos só nós. Nós temos de pensar em Drake e Angel também."
"Não seria melhor, para eles, se estivéssemos juntos?" Ele deduziu que isso tinha de ser melhor do que ter pais que não estavam juntos. Seria menos confuso para as crianças e isso só podia ser bom.
"Só se desse certo."
"Deu certo da última vez, não deu?"
"Deu? Foi você que foi embora," Ginny o lembrou, amargura corrompendo sua voz.
"Não sei o que dizer, Gin. Eu fiquei com medo, mas nunca deixei de te amar."
"Eu não sei o que dizer, Draco." Ginny sacudiu a cabeça enquanto se soltava dele e se afastava.
"Gin, por favor, sente-se." Draco a guiou pelos ombros até um banco na borda do coreto.
"Draco, tenho de pensar primeiro nas crianças. Não vou arriscar que elas se machuquem."
Draco afundou para seus joelhos diante dela e segurou as mãos dela nas suas antes de continuar. "Também não quero correr o risco de machucar as crianças, mas acho que arriscaríamos muito mais se não nos déssemos uma segunda chance." Draco pausou para respirar fundo. "Creia-me quanto eu digo que nunca deixei de te amar. Pensei em você noite e dia desde que te vi pela última vez, na noite da sua formatura. Você se lembra daquela noite?"
Ginny assentiu levemente com a cabeça. Com medo de falar, pois lágrimas se formavam em seus olhos e ela sabia que elas logo cairiam. Ela certamente se lembrava daquela noite, como ela poderia esquecer a noite em que os gêmeos foram concebidos?
"Eu parti então porque acreditava que era a coisa certa para você. Você tinha tantos planos para a sua vida e eu pensei que, se ficasse por perto, seria um obstáculo. E mais, eu precisava sair de Londres por mim mesmo, e não podia pedir que você desistisse da sua vida por mim." Draco pausou por um momento para limpar as lágrimas que agora corriam pelas bochechas de Ginny. "O destino nos uniu de novo, amor. Eu acho que devemos, se não só por nós mesmos, pelas crianças, nos dar uma segunda chance. Vai dar certo, Gin. Nós vamos dar certo."
"Draco, eu-" Ginny começou, mas não conseguiu continuar. Havia tantas coisas que ela queria dizer a ele, mas ela estava tão dominada pela emoção nesse ponto que as palavras lhe fugiram.
"Nós podemos começar bem devagar- se é isso o que você quer," Draco sugeriu, gentilmente envolvendo a cabeça dela com uma de suas mãos.
Ginny assentiu, dando-lhe um sorriso fraco antes de se inclinar para a sensação reconfortante do uma vez familiar toque dele. Um toque de que ela sentira falta durante os anos em que eles haviam estado separados.
"Você não vai se arrepender, Gin. Eu prometo. Nós vamos começar devagar e nos conhecermos novamente e ver para onde vamos a partir daí." Draco estava na lua por tê-la de volta e desta vez ele jurou nunca deixar que ela se fosse.
O casal ficou nos jardins até o fim da tarde. Eles estavam seguros no conhecimento de que as crianças estavam em boas mãos e nenhum deles tinha pressa de voltar para dentro.
Quando o sol começara a se aproximar do horizonte, foi Draco que quebrou o silêncio confortável que os envolvera por um bom tempo.
"Acho que devíamos entrar. O jantar será servido em breve, penso eu," ele sussurrou para Ginny, que descansava confortavelmente em seus braços.
"Precisamos?"
"Sim, precisamos, ou então meu Pai vai enviar uma equipe de busca." Draco sorriu contra o cabelo dela.
"Certo, suponho que precisamos." Ginny suspirou enquanto se levantava.
Draco se levantou e envolveu Ginny com os braços, abraçando-a com força, como se tivesse medo de soltá-la.
"Você sabe- nunca vou deixar você ir- nunca," Draco sussurrou no cabelo dela.
"Promete", Ginny sussurrou de volta.
"Eu prometo," Draco mal cochichou.
-"-
Quando Draco e Ginny reentraram na mansão, o resto da família estava se sentando à mesa para o jantar.
"Aí estão vocês! Ficaram lá fora a tarde toda?" Lúcio perguntou com um sorriso irônico.
"Sim, Pai. Eu mostrei a Gin todas as rosas da Mãe." Draco deu a Lúcio um olhar que Ginny não entendeu.
Havia, obviamente, um tipo de comunicação silenciosa acontecendo entre os dois bruxos, mas Ginny não conseguia decifrar o que estava sendo dito- os dois eram realmente bons em manter a expressão vazia.
"Draco, eu realmente preciso falar com minha Mãe. Ela está nos esperando e se não aparecermos ela ficará preocupada." Ginny interrompeu discretamente a comunicação silenciosa dos dois bruxos.
"Claro, Gin. Você pode usar a lareira da sala. Venha."
Tão logo eles entraram na sala de visitas, Ginny foi diretamente para a lareira e enfiou a mão no pote de mármore que continha o pó prateado. Ela atirou um punhado de pó de Flú no fogo e disse "A Toca".
"Mãe?" Ginny chamou da lareira da cozinha da Toca.
"Ginny, eu estava me perguntando onde vocês haviam se enfiado," Molly respondeu enquanto se aproximava da lareira.
"Mãe, nós vamos jantar na Mansão Malfoy. Vamos para casa depois. Okay?"
"Está tudo bem, querida?"
"Sim, Mãe. Está tudo bem. Nós tivemos um dia ótimo."
Com isso, ela se fora da cozinha da Toca e estava de volta à sala de visitas na Mansão Malfoy.
"Tudo bem, Gin?" Draco indagou enquanto a ajudava a se levantar e a abraçava.
Ela lhe deu um sorriso brilhante. "Ótimo! Tudo está perfeito."
Draco tinha a sensação de que ela não estava falando sobre a conversa que acabara de ter com a mãe, pelo que via na expressão dela. "Jantar, então? Acho que eles estão esperando por nós."
"Sim, isso seria ótimo."
Em vez de voltarem para a sala de jantar, eles ficaram onde estavam, fitando os olhos um do outro. Draco se inclinou, fechando a distância entre eles e capturando a boca dela em um beijo cheio de paixão fervente. Ginny gemeu em sua boca enquanto as mãos dele vagavam pelas costas dela, tocando cada centímetro delas, da base até o pescoço antes de soltá-la.
"Mmm- jantar," Draco disse em um rosnado baixo.
"Talvez nós devêssemos-" Ginny não concluiu seu pensamento; ela realmente preferia ficar ali com Draco.
"Sim, devemos. Antes que eu esqueça sobre ir com calma." Draco sorriu enquanto pegava sua mão e a conduzia de volta para a sala de jantar.
"Eu já estava considerando a possibilidade de mandar uma equipe de busca," Lúcio disse em voz arrastada quando o casal entrou na sala de jantar.
"Desculpem, a culpa foi minha. Minha Mãe adora conversar." Ginny se desculpou rapidamente.
"Está tudo bem, querida. Bem, vamos comer antes que os feitiços de aquecimento se gastem?" Narcisa a tranqüilizou.
Narcisa novamente tinha as crianças a seu lado e parecia estar se divertindo enquanto as ajudava. A conversa entre os adultos foi leve e social durante a refeição. Ginny percebera que Drake mal dissera uma palavra sequer desde que eles haviam entrado no aposento. Ele parecia um tanto distante e fechava o rosto quando olhava para Draco.
"Drake, querido, há algo errado?" Ginny perguntou preocupada quando sua carranca se acentuou. O garotinho parecia pronto a implodir a qualquer momento.
"Você deu um abraço especial na Mamãe," Drake gritou para Draco, sem desviar o seu olhar intenso por um segundo e ignorando a pergunta de Ginny.
O aposento caiu em silêncio, com exceção dos ruídos engasgados de Lúcio. Ele tomara um gole de vinho tinto no mesmo instante em que Drake explodira.
"O quê?" Draco estava tão atordoado pela acusação que deixou cair os seus talheres. De onde diabos isso saiu?
"Drake!" Ginny o avisou, mas sem sucesso. O olhar dele estava fixo em seu pai. Era como se ele sequer a ouvisse.
"Eu vi vocês! Você estava dando um abraço especial na minha Mamãe! Eu vi!"
"Pai?" Draco olhou questionadoramente para Lúcio, que acabara de recuperar algum vestígio de controle.
"Uma vista adorável do jardim de rosas da sua mãe da janela da biblioteca." Lúcio insinuou com uma sobrancelha arqueada e o costumeiro sorriso de ironia no lugar.
"Entendi. Drake, acho que talvez tenhamos de ter outra conversa. Agora!" Draco disse a seu filho enquanto se levantava. "Pai, você se juntará a nós?"
"Talvez seja mais sábio você lidar sozinho com isso," Lúcio respondeu, deixando Draco sozinho.
"Tudo bem. Drake, venha comigo."
Ele estava um tanto indeciso quanto ao que dizer ao garotinho, que se levantara obedientemente e o seguira para fora do aposento.
"Nós vamos para o estúdio?" Drake perguntou.
"Não. Acho que a sala de visitas é um lugar adequado o suficiente." Draco respondeu enquanto entrava no aposento aquecido.
Drake o seguiu, mas parou perto da porta. A expressão no rosto do garotinho era de pura fúria- seus olhos haviam adquirido um tom cinza-azulado e seu rosto estava vermelho.
"Venha aqui," Draco mandou duramente. Ele decidira que a melhor forma de lidar com Drake era sendo firme e se isso não funcionasse, ele não sabia o que faria.
Drake adentrou o aposento ainda mais, parando a cerca de dois metros de seu pai. Eles permaneceram de pé, se estudando mutuamente, durante um bom tempo.
"Você se importa em explicar por que fez aquela cena no jantar?" Draco finalmente perguntou em um tom neutro.
"Eu vi você e a minha Mamãe e você deu um abraço especial nela!"
"O que te faz pensar que o que eu estava fazendo era um 'abraço especial'?" Draco foi incapaz de evitar o tom superior em sua voz.
"As suas mãos estavam no bumbum dela!" Drake cruzou os braços sobre o peito.
"O quê? Isso não é um abraço especial!" Draco disse, a voz aguda. Ele estava perdendo o controle rapidamente. "Nós ainda estávamos vestidos, pelo amor de Merlin!"
"Eu nunca disse que vocês estavam sem roupas. Por que vocês iriam tirar a roupa?" O rosto de Drake se enrugou em confusão.
"Eu- Umm- Oh Merlin!" Draco percebeu que deixara escapar informações demais e agora ele tinha de sair da encrenca em que se metera.
"Papai?" Drake o pressionou, impaciente.
"Umm- sente-se, Drake. Vamos rever essa parte de abraços especiais," Draco sugeriu em tom derrotado.
Drake subiu no sofá e olhou em expectativa para Draco, que se sentou a seu lado. Ele pusera a cabeça nas mãos, se perguntando como explicar o que ele acabara de dizer.
"Certo, nós já sabemos que para fazer bebês é preciso dar um abraço especial em uma bruxa, certo?"
"Certo," Drake concordou cautelosamente.
"Certo, parte de um abraço especial é não estar vestido. Okay?" Draco disse rapidamente.
"Por quê?"
"Umm- Olha, Drake, você ainda não é velho o suficiente para mais detalhes. Quando você for mais velho, nós conversaremos de novo e então eu te explicarei tudo o que você quiser saber." Draco rezou para quem quer que estivesse ouvindo que Drake simplesmente esquecesse o assunto.
"Quando?"
"Quando você for velho o suficiente para saber."
"Quantos anos eu tenho que ter?"
"Umm- Talvez antes de você ir para Hogwarts," Draco respondeu vagamente.
"Mas isso vai demorar séculos!"
"É, eu sei." Draco deu um suspiro de alívio. Ele estava começando a esperar que Drake continuasse com o seu medo de germes de bruxa até os trinta anos.
"Mas-"
"Olha, Drake, se eu te contar mais alguma coisa, a sua mãe vai me enfeitiçar. Okay?" Draco suplicou para seu filho.
"Tudo bem." Drake sabia perfeitamente bem como sua mãe podia lançar um feitiço, tendo visto-a fazer isso com seus Tios muitas vezes. "Então o que você estava fazendo com a Mamãe?"
"Eu- umm- isso é- nós estávamos nos beijando, só isso," Draco finalmente gaguejou.
"Ah," Drake sorriu. "O Tio Rony e a Tia Pansy fazem isso."
"Bem, se você já os viu se beijando, por que você fez tanto drama?" Draco indagou, com exasperação evidente em sua voz.
"Não vi, só ouvi barulhos esquisitos do quarto do Tio Rony algumas vezes e ele fala que eles estão se beijando."
"É, aposto que sim. Vamos voltar para o jantar." Draco se levantou, esperando que não haveria mais perguntas desconfortáveis vindas de Drake.
"Estou morrendo de fome!"
"Ótimo, vamos comer, então."
Pai e filho voltaram para a silenciosa sala de jantar e retomaram seus lugares. Draco percebeu que o rosto de Ginny estava púrpura, mas sem ver os olhos dela, ele não podia dizer se era de fúria ou vergonha.
"Tudo certo, Gin?" Draco se inclinou para ela e sussurrou em sua orelha.
"Céus! Nunca passei tanta vergonha."
"Por quê? Não fizemos nada."
"Diga isso para o seu pai! Ele fica me olhando e dando sorrisinhos."
"Vou dar um jeito nisso. Tudo bem?"
"Acho bom-"
"Drake, por que você não conta para todos o que exatamente você viu eu e a Mamãe fazendo hoje à tarde?" Draco propôs para seu filho.
"Eles só 'tavam se beijando." Drake deu um muxoxo casual, enquanto pegava os talheres e se preparava para voltar a comer.
Lúcio olhou para Draco com uma sobrancelha erguida e um sorriso irônico.
"Bom menino, Drake. Só beijando!" Draco disse claramente na direção de seu pai.
"Bem, penso que devíamos todos comer antes que tudo esfrie," Narcisa sugeriu. "E depois, talvez alguém possa me explicar exatamente o que é um 'abraço especial'."
"É assim que os bebês são feitos," Drake respondeu, sorrindo inocentemente para Narcisa.
"Como?" Narcisa exclamou.
"Depois, Cissa- eu explico tudo." Lúcio sorriu para ela.
Ginny observou atentamente o diálogo e ela juraria pelo túmulo de Merlin que, naquele exato instante, Lúcio estava flertando com sua esposa, na frente de todos- sua linguagem corporal dizia tudo.
"Está tudo bem, Avô. Eu posso explicar," Drake ofereceu.
"Esse não é um assunto adequado para o jantar, Drake," Lúcio disse firmemente.
"Ah, desculpa," Drake murmurou.
Depois do jantar, todos se retiraram para a sala de visitas. Draco e Ginny em um sofá de dois lugares perto da janela, Narcisa em uma cadeira, Lúcio em outra cadeira com Angel no colo e Drake no chão, diante do fogo.
"Avô, você pode contar uma história?" Angel pediu.
"Sim, suponho que sim. O que vocês querem ouvir?" Lúcio perguntou. Era algo que ele não fazia havia muitos anos, mas que apreciava imensamente.
"Uma história de dragão!"
"Certo, deixe-me ver." Lúcio fingiu ponderar. "Era uma vez uma linda bruxa, de adoráveis cabelos longos e loiros, e ela vivia em uma grande mansão com seus pais e suas duas irmãs mais velhas. Essa linda bruxa também ia à escola. Era uma escola muito especial para Magia e Bruxaria. Enquanto ela estava na escola, conheceu um bruxo muito poderoso, que também tinha cabelo longo e loiro-"
Nesse momento, uma risadinha mal disfarçada veio de Narcisa.
"Você vai ter de desculpar a sua Avó, querida. Parece que ela acha a minha história engraçada," Lúcio disse em voz arrastada, olhando divertidamente de relance para Narcisa. "Agora, onde eu estava? Ah sim! A linda bruxa se apaixonou perdidamente pelo bruxo poderoso e belo. Eles eram inseparáveis, ela ia a todos os jogos de Quadribol dele, ela se sentava ao lado dele enquanto ele jogava xadrez de bruxos e eles sempre tomavam juntos as refeições no Salão Principal, freqüentemente passeando ao redor do Lago depois delas. Mas, o bruxo poderoso e belo era um pouco mais velho que a linda bruxa, então ele se formou na escola especial de Magia e Bruxaria antes dela, deixando-a sozinha na escola enquanto ele trabalhava para a família. Ela ficou terrivelmente solitária e ele também sentia falta dela, mesmo tentando visitá-la o mais freqüentemente possível e lhe mandando corujas o tempo todo com pequenos presentes. Embora pareceu levar uma eternidade, a bela bruxa finalmente se formou em sua escola. Naquele mesmo, o bruxo poderoso e belo ficou de joelhos diante dela, declarou-lhe seu amor eterno e pediu-lhe sua mão em casamento. A bela bruxa aceitou, claro, e o bruxo poderoso e belo pôs um anel enorme em seu dedo, maior dos que ela já havia visto-"
"Ele costumava me contar a mesma história quando eu era pequeno," Draco sussurrou para Ginny.
"Ele parece- bem, como ele-" Ginny começou, incerta quanto a como dizer o que queria.
"Como se ele se importasse com eles?" Draco ajudou seus pensamentos.
"Bem- sim."
"Eu posso te garantir, ele ama os gêmeos. Angel já o tem na palma de sua mãozinha e Drake provavelmente é mais parecido com ele do que eu."
"Acho que sim. É que me choca vê-lo agindo desta forma. Eu nunca teria adivinhado que ele podia ser tão-" Ginny não conseguiu pensar na palavra certa para completar seus pensamentos.
"Gentil?" Draco sugeriu.
"Bem, sim, é que parece- estranho."
"Não para mim."
"Oh- veja, acho que Angel adormeceu."
"Umm- Pai, acho que você está perdendo o seu público," Draco disse baixo para não perturbar Angel.
Lúcio suspirou, olhando para a expressão doce de sua neta adormecida. "Você também nunca passava do casamento."
Narcisa se levantara para checar Drake, que não se movia de sua posição diante do fogo havia algum tempo. "Drake também dormiu. Draco, por que você não o leva para um dos quartos de hóspedes?"
"Ele está bem onde está, sra Malfoy. Ele faz isso o tempo todo em casa," Ginny disse.
"Bem se você tem certeza, querida."
"Absoluta, deixá-lo aí impedirá que ele seja perturbado duas vezes."
"Pai, você quer que eu pegue a Angel?" Draco inquiriu.
"Não, está tudo bem. Acho que dou conta." Lúcio se ergueu desajeitadamente da cada com Angel nos braços. "Deixo-a no sofá?"
"Sim, obrigada," Ginny respondeu sorrindo.
Quando Lúcio foi deixá-la no sofá, a garotinha se perturbou levemente. "Avô, você não terminou a história,"
"Nós terminamos uma outra vez, linda."
Angel bocejou. "Avô?"
"Sim, Angelique?"
"Eu te amo!" Angel passou seus pequenos braços ao redor do pescoço dele e lhe deu um beijo molhado na bochecha, antes que sua cabeça caísse na almofada que ele deixara ali.
"Eu também te amo, Angelique," Lúcio murmurou, sorrindo calorosamente, mas a garotinha já estava profundamente adormecida novamente.
N/T
yay!
Devo confessar uma coisa, nunca soube o que colocar nessas notas de fim de capítulo...
Anyways, espero que gostem do capítulo e deixem reviews!
HunterChild
