Capítulo 21

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Donzela Guerreira

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Capítulo 21

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— Ah, bem-vinda, minha lady. — ele a convidou com uma reverência breve.

Na dourada luz, seu cabelo claro brilhou, e seus olhos faiscaram brandamente. Estava vestido com um roube azul escuro de veludo atado à cintura. Ela suspeitou que não tinha nada debaixo do roube.

Kagome se endireitou, e suas defesas ficaram alerta. O que planejava o libertino?

Subitamente a habitação cheirou ainda mais a flores. Cheirava a sedução. Sim, tinham passado um jantar prazeroso. Mais realmente ele pensava que suas convicções eram tão fracas que podiam ser trocadas por umas poucas velas e flores?

Por outro lado, possivelmente seu gesto devia que ele tinha começado a exibir sinais de devoção marital ultimamente. A respiração dela acelerou enquanto vacilava em terminar de abrir a porta. Seus pensamentos giravam tratando de unificar todas as variações de InuYasha: honorável marido, cavalheiro protetor, paciente treinador, libertino sedutor.

Qual deles seria esta noite?

Parado ali, sentiu-se como se estivesse entre dois mundos, um familiar e confortável e um fascinantemente perigoso. Podia dar um passo atrás e para fora, fechar a porta, e sua vida continuaria sendo a mesma, previsível e tranqüila. Ou ela podia enfrentar um novo desafio e correr o risco, expondo-se vulnerável ao personagem que InuYasha escolheria para esta noite.

Um rincão de sua boca se curvou em um sorriso zombador.

— Não está assustada, não é, minha lady?

Levantando seu queixo, ela entrou e fechou a porta detrás dela. Entretanto, deixou sua mão sobre o cabo da porta.

— O que é isto? — ela perguntou, sua garganta se esticou.

— Isto? É um banho. — ele disse com um sorriso fácil — Estou seguro que já viu um antes.

— Para mim? — ela olhou à água fumegante e convidativa. Deveria ser um bálsamo celestial para seus músculos doloridos. Mas parte dela estava relutante a seguir avançando.

— Bem, não é para os cães de caça do castelo. — ele assegurou, movendo-se para a cama onde vários pedaços de tecido de linho estavam empilhados — Embora aos cães viria bem um bom banho. Farei que um par de moços os leve ao rio amanhã, se você estiver de acordo.

Kagome não sabia que dizer. O modo em que InuYasha trocava entre os róis de marido e administrador capaz do castelo a assombrava.

— Bem.

Inuyasha abriu os lençóis, e submergiu seus dedos na água, provando a temperatura.

— Você gostou do recitado?

— O que? — Como podia ele cercar uma conversação casual quando sua habitação estava arrumada como o templo de Vênus?

— O recitado de Myoga.

— Oh, sim. — Não podia recordar muito das canções. O ato tinha sido tão extenso. InuYasha tomou um pote de algo e derrubou umas poucas gotas na água, então girou.

— Espero que você goste de lavanda. — Devolvendo a garrafa à mesa, ele disse sem levantar seus olhos —Necessita ajuda para te despir?

Ela vacilou tanto que finalmente ele elevou o olhar. Ela tragou em seco.

— Não. Posso fazer isso sozinha.

Tomando respiração para adquirir coragem, começou a tarefa de tirar a roupa de modo mais casual possível. Depois de tudo, ela nunca tinha sido tímida a respeito de sua nudez. Mais de algum jeito despir-se diante de Inuyasha a fazia sentir-se completamente vulnerável.

InuYasha deu volta para adicionar um lenho ao fogo, removeu as brasas. Possivelmente se ela se apressasse, poderia meter-se rapidamente dentro da tina antes que ele terminasse de avivar as chamas. Tão ansiosa estava com que terminasse essa odisséia que quando entrou na tina e se sentou tão abruptamente que uma enorme quantidade de água transbordou a banheira, assombrado a InuYasha.

Ele sorriu, pondo alguns lençóis no piso para secar a água.

— Está bem?

Ela tratou de não ruborizar, mas não teve êxito.

— Como está a água? Muito quente? Muita fria?

— Bem. — Na verdade, estava perfeita. Acostumada a banhar-se na lagoa fria, encontrou o banho com água quente como um bem-vindo prazer. Devia confessar que seria fácil acostumar-se às indulgências do Normando. Já sentia que os músculos doloridos se relaxavam à medida que absorviam o calor, e também sentiu que suas inibições se afrouxavam.

— Me dê sua mão. — ele murmurou.

Ela o olhou preocupada, mas ele levantou suas sobrancelhas, era a imagem da inocência. Com relutância, lhe deu sua mão. Para sua surpresa, ele só colocou uma barra de sabão em sua palma.

Quando ele deu volta outra vez, ela começou a passar o sabão pelo corpo com deliberada frouxidão, desfrutando da sedosidade contra sua pele, ensaboou-se o cabelo também. InuYasha voltou com uma jarra com água limpa, e ela inclinou sua cabeça para que ele enxaguasse o cabelo.

Normalmente se banhava apurada por terminar, sabendo que suas irmãs e uma serva ou duas iriam fazer uso da água do banho. Mas esta noite a água era toda para ela. Era uma vergonha desperdiçá-la. Ela fechou os olhos inclinou as costas contra a borda da tina, cheirando o sensual aroma da lavanda.

Por debaixo de suas pestanas, espiou para ver que tramava InuYasha, e o que vislumbrou brevemente lhe tirou a respiração. Estava sentado ao lado do fogo, suas mãos debaixo de seu queixo, um dedo esfregando levemente seus lábios enquanto a olhava.

Havia desejo cru em seu olhar, um desejo quase doloroso, e, entretanto estava cuidadosamente sob controle. Essa restrição dele a comoveu, mas também viu quão frágil esse controle era. Poucas barreiras ficavam entre eles agora. Só sua vontade e a honra dele.

Kagome baixou as pálpebras outra vez, tratando de esquecer o desejo em seu rosto e a dívida da consumação que ela tinha com ele. O suave chiado do fogo e a calidez da água começaram a acalmar suas ansiedades, levando-a a um estado de frouxidão. Por um tempo, ela esteve inundada nesse mar fragrante de repouso, flutuando cada vez mais perto da costa do sonho.

Foi o sussurro de Inuyasha o que finalmente a despertou.

— Por todos os Santos! Seus dedos estão começando a enrugar-se, minha lady.

Ela abriu um olho. Seus dedos não estavam enrugados nem um pouco. O cretino só brincava. Ela o desafiou com um olhar duro. Para seu alívio, o sorriso do libertino havia tornado, como se a expressão de tortura de antes tivesse pertencido a outro homem.

InuYasha se encaminhava para ela com um tecido de linho. Ela se incorporou da tina, e antes que ela pudesse começar a tremer de frio, ele a envolveu com o tecido. Mas só com uma fina capa de tecido entre eles, ela podia sentir a cálida pressão das pontas de seus dedos que lhe roçavam as costas, enquanto secava a umidade de seu corpo. Ele estava parado muito perto para fazer essa tarefa, tão perto que ela podia cheirar a essência de sua pele, tão perto que ela tremeu quando a respiração soprou umas gotas de água de seu ombro, tão perto que ela pícaramente desejou que ele baixasse sua boca uns centímetros mais para poder lambê-los.

Mas quando uma errante rajada de desejo a enjoou, ele retrocedeu com um sorriso evasivo, deixando que ela secasse a si mesmo, deu a volta para adicionar um par de lenhos ao fogo.

Dando-lhe as costas, ele disse:

— Suas pernas lhe devem doer ainda.

— Não é nada. — ela mentiu.

— Será pior manhã se você deixar que os músculos fiquem rígidos outra vez. — InuYasha terminou com a lareira, sacudiu-se o pó de suas mãos, e a enfrentou, seu olhar virtuoso. — Quer que os massageie?

Apesar da proposta tentadora, ela estreitou seus olhos desconfiados. Ele estava definitivamente tratando de seduzi-la agora. Esfregar suas pernas... Claro. Ela começou a negar-se a sua oferta.

— Ou se preferir — ele adicionou — Posso chamar ao meu escudeiro. É muito hábil massageando aos cavalos. Estou seguro que ele...

— Não sou um cavalo.

O piscar de olhos o traiu. InuYasha só brincava.

O que andava mal com os Normandos? Os escoceses simplesmente apertavam seus dentes e toleravam a dor. Não massageavam seus corpos com essência de lavanda nem tomavam banhos quentes de imersão. Essas coisas eram um luxo que um administrador ocupado não podia permitir-se. Sim, eram prazerosos quase celestiais, mas...

— Eu não gostaria que perdesse um dia de prática.

Era tentadora a perspectiva. Ela recordava bem quão peritos seus dedos eram, e quão aliviador seu contato era. Mas, ficando literalmente em suas mãos, particularmente quando ela se sentia tão vulnerável, tão quente e receptiva...

— Bem... — ela disse de repente antes que seus pensamentos a convencessem de rechaçar a oferta.

Ele assentiu, tomando o pote de azeite de lavanda. Pôs um pouco em sua palma e se ajoelhou de um lado da cama. Tirando cuidadosamente o lençol, tomou a perna direita dela, pôs azeite em seu joelho, e começou a gentilmente a subir ao longo sua coxa. Ela ficou rígida.

— Muito forte?

Ela sacudiu a cabeça, subitamente muito consciente da intimidade da posição de ambos. Sentiu a respiração dele sobre sua coxa, e com cada massagem, seus dedos se moviam mais perto do úmido lugar entre suas pernas, esse lugar que já tinha conhecido seu contato antes.

Pressionado seus polegares para frente outra vez, e ela endureceu sua perna, apertando a manta com seus punhos.

— Te relaxe, minha lady. Serei gentil.

Ela tragou com dificuldade. Como podia relaxar-se? Não estava em sua natureza, não o fazia nem no campo de batalha nem em sua habitação. Ela já sentia seu controle deslizando-se, o qual lhe servia para subir suas defesas.

Depois vários tensos minutos, ele se deteve abruptamente, atraindo o olhar dela. InuYasha a contemplou com um arqueamento de sobrancelha e um sorriso perceptivo.

— Está assustada.

— Não.

— Está muito tensa. Se não é medo...

— Não o é.

InuYasha a olhou, obviamente considerando a resposta.

— Então te deite. Relaxe. — Ela não podia. — Não confia em mim?

Ela confiava nele. Mais não confiava em si mesma. Finalmente, com um suave sorriso, InuYasha colocou três dedos na testa dela e empurrou suas costas contra a cama.

Ela fechou seus olhos, e não levou muito tempo antes que a magia de seus dedos começasse a abrandar sua força de vontade. Suavizados pelo banho e a doce essência do azeite, seus músculos pareceram derreter-se sob seu contato. A dor diminuía com cada passada de suas mãos, sendo substituído por uma prazerosa comichão que cresceu até que se sentia como se seu sangue borbulhasse através das veias.

Cada vez que seus polegares se aproximavam da união de suas coxas, para logo abandonar a zona, um doloroso desejo pulsava em seu sob ventre. Cada aproximação de seus dedos criava nela uma sensual frustração. Kagome teve o perverso desejo de lhe arrebatar a mão e colocá-la ali. Sim, ali!

— Sente-se bem? — ele murmurou.

Oh, sim, sentia-se pecaminosamente maravilhosa, mas ela não se atrevia a confessá-lo. Em troca, deu de ombros.

— Garota ingrata. — ele a repreendeu, adivinhando sua mentira, arrebatou suas mãos, e sentando-a de repente.

InuYasha não estava preparado para ver o cru desejo nos olhos de Kagome.

Era, sem dúvida, o maior desafio que já tinha aceitado. Aparentar indiferença enquanto sua esposa se despia ante ele, jazia nua em uma banheira fumegante, lhe acariciar a coxa nua, e que, agora, estivesse sentada ante ele com um tecido de linho úmido pregado a seu corpo. Seu pênis pulsava dolorosamente, e cada instinto rogava tomar essa oportunidade. Mas não cometeria esse engano outra vez.

Kagome era como uma égua sem domar. A agressão só reforçava sua resistência. Se ele atuava cuidadosamente, pacientemente, finalmente ela viria a ele por sua própria vontade. E se ele era inteligente, ela mesma acreditaria que tinha sido sua própria idéia. Mais não era uma tarefa fácil. Não quando ela o olhava com esses ardentes olhos azuis.

Levou sua voz a um tom de indiferença enquanto a soltava e voltava a usar a garrafa de lavanda.

— Sabe o que penso?

— Mm?

Ele pensava que nunca tinha visto uma mulher mais bela, mais excitante, mais desejável. Antes de dizer algo de que se arrependeria, levantou-se e cruzou o quarto, depositando a garrafa na mesa.

— Pensava que tem um medo mortal dos homens.

— O que?

Ele voltou para ela, sorrindo:

— Acredito que teme aos homens.

Agora a paixão abandonou seus olhos. E a indignação tomou seu lugar.

— O que!

Inuyasha cruzou seus braços sobre seu peito, desafiando-a que opinasse ao contrário.

— Como pode pensar isso? — ela contra atacou. — Brigo com homens todo o tempo. Matei homens. Você deveria saber...

— Oh, não falo dos homens nas batalhas. — ele disse, sorrindo.

— Então o que quer dizer?

Deus! Ela ficava mais bela ainda quando seus olhos faiscavam com irritação.

— Do homem em sua cama.

O rubor a traiu.

— Ora! Não é medo. É...

— Oh, sim. — lhe assegurou — É medo. É muito óbvio. Suas mãos se apertam, seu olhar se desvia.

Ela soltou a manta e levantou seu olhar. Ele sorriu e caminhou para ela, acariciando sua bochecha com o verso de seu dedo. Ela retrocedeu um pouco.

— Teme meu contato. — Inuyasha se inclinou para frente até que esteve suficientemente perto para sussurrar em seu ouvido. — E absolutamente teme meu beijo esta noite. — Acariciou-lhe o cabelo. — Não é mesmo?

— Não. — Ela respondeu

— Está tremendo até os ossos.

— Não te temo. — ela insistiu, sua voz mais forte.

— Então prova-o.

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Kagome sentiu que estava sendo manipulada, mas ela não podia dar-se conta de como ele fazia. Suas emoções e sua razão, sua irritação e seu desejo, moviam-se em um torvelinho empurrando-a para um lado. E ela brigava para manter sua cabeça fria em meio da tormenta.

Ela sabia que devia, como InuYasha havia dito, escolher suas batalhas sabiamente. Esta era uma da qual ela devia definitivamente escapar. Mais Inuyasha tinha arrojado um desafio que ela não podia resistir. Sua coragem estava sendo questionada. Seu orgulho tinha sido insultado. Devia responder à acusação dele.

Antes que a precaução atuasse, antes que sua consciência fizesse dela uma covarde, ela disse abruptamente:

— Faz o que queira então. Toque-me onde queira. Beije-me onde queira. Não me importa. Não temo você.

Em certo nível, ela se deu conta que tipo de convite selvagem estava fazendo. Mais ela não era tola. A rendição podia ser adiada, mas ela reconhecia, era inevitável. Um dia teria que se submeter a InuYasha.

Ela era, depois de tudo, sua esposa, e era seu dever produzir herdeiros para Higurashi.

Neste momento, entretanto, ela estava em controle dessa rendição. Era seu próprio desafio. Ele poderia vencê-la essa noite, sim, e lhe infligir seus perversos atos, mas por Deus que seria por seu próprio pedido.

— É sua vontade então? — ele perguntou.

Ela vacilou, então o olhou aos olhos.

— Sim.

Para seu assombro, os olhos de InuYasha eram gentis quando lhe devolveu o olhar, e embora seu lábio se curvou para cima, não era o sorriso fanfarrão que ela esperava. Em troca, seu sorriso parecia quase... De alívio.

Possivelmente, ela imaginou, não devia ser tão terrível. Possivelmente ela podia reter certa dignidade em meio de semelhante ato de degradação. InuYasha afrouxou o cinto de seu roube e o deixou deslizar de seus ombros, mostrando seu esplêndido corpo nu. Ele estava inquestionavelmente excitado agora, ela notou. Seu membro emergia do escuro ninho de pêlos como uma adaga, esperando...

Esperando cravar-se nela.

Ela tragou seu temor. Tinha que deixá-lo fazer isso. Não estava em sua natureza abster-se de um combate por medo de ser ferida. Preparou-se para seu ataque.

Mas para sua surpresa, ele tirou violentamente o lençol de cima dela. Ele não a acossou com beijos. Ele não se lançou para frente para esmagá-la contra o colchão. Não havia ataque. Em troca, ele caminhou a seu lado e se sentou com calma na cama, tão perto que ela sentiu o calor vindo de sua pele.

— Sei por que me teme. — ele murmurou.

— Não me importa sabê-lo.

— Teme-me porque pensa que sou seu inimigo.

Ele estava quase correto. Ela ainda o considerava um estrangeiro, um invasor, uma ameaça.

— Conhece a primeira regra em questões de guerra, não é mesmo? — Quando ela não respondeu, lhe deu a resposta. — Conhece seu inimigo.

Com essa revelação, estirou-se sobre a cama. Então estendeu seus braços, com sua palma para cima, em um gesto de absoluta rendição.

— Vêm. — convidou-a. — Conhece seu inimigo.

Kagome tragou em seco. Tivesse preferido meter-se debaixo da manta. Ainda assim, deu-se conta do valor do que InuYasha lhe estava oferecendo. Sim, ela já tinha concordado em deitar-se com ele, mais agora era claro que seria nos términos dela. Não precisava sentir-se submetida ou envergonhada, porque ele a tinha deixado ir por sua própria vontade. Ela estaria no controle. Era um presente precioso que ele lhe oferecia.

Entretanto, sabendo que isso não faria a tarefa mais fácil. Ela era tão ignorante como um cavalheiro noviço a respeito de colocar a cota de malha pela primeira vez.

Animou-se com uma inspiração profunda, então o olhou, considerando como e por onde começar. Seu olhar se dirigiu ao braço direito, havia uma cicatriz ao longo de sua palma. Perguntou-se como a teria feito. Com dedos trementes, ela se esticou para percorrer essa marca.

— Usei minha mão como escudo quando tinha 16 anos. — ele brandamente explicou.

Ela se esticou ante essa imagem, então seguindo o percurso da cicatriz ao longo da parte interior de seu antebraço. Ela o olhou questionando-o.

— Me escorregou a faca tratando de liberar umas cativas. — Então ele adicionou. — Cativas escocesas.

Logo ela dirigiu sua atenção a uma linha branca por cima do peito direito. Ela a roçou com a ponta do dedo.

— Minha primeira briga. — ele disse.

Ela sorriu. Levantou o cabelo do pescoço e lhe mostrou uma marca.

— Minha primeira briga.

Seus olhos se encontraram. InuYasha sorriu, e Kagome sentiu uma súbita e curiosa camaradagem com ele. Cada cicatriz tinha uma história, e as suas não eram tão diferente. Cada minuto que passava, Inuyasha parecia menos Normando e mais um companheiro guerreiro, menos inimigo e mais marido.

Encorajada, ela fez correr seu polegar ao longo de seu queixo, sobre a cicatriz que ela tinha notado quando o tinha visto pela primeira vez. Seu queixo tinha sido recentemente barbeado, e estava suave ao tato. Ela podia ver o pulso de sua garganta, forte e firme, pulsando quase tão rapidamente como o seu próprio.

— Quase perdi minha cabeça em uma batalha. — lhe confiou.

Ela conteve a respiração. Ele sorriu.

— Foi Mirok quem me barbeou.

Acima de sua sobrancelha, perto do nascimento de seu cabelo, havia outra marca débil de forma triangular.

— E esta? — ela perguntou.

— Ciúmes de falcão.

Ela o olhou aos olhos. Brilhavam com humor.

— Não gostou que beijasse à senhora falcão.

Os ciúmes acossaram Kagome por um instante enquanto imaginava Inuyasha beijando a outra mulher. Mas ela encolheu os ombros, permitindo que seu olhar vagasse a seu ombro direito. Passou seus dedos sobre a carne ali. Estava intacta. Então, enquanto descia por seu braço, para o cotovelo, ele se retorceu. Kagome franziu o cenho e o tocou outra vez.

— Ah! — ele conteve a respiração, tirando o braço.

— Dói-te? — ela perguntou preocupada, deslizando seus dedos ao longo de sua carne outra vez mais com menos pressão.

— Para, moça! — Seu braço lhe apanhou a mão contra suas costelas.

— O que acontece?

— Nada.

Ela estreitou seus olhos. Ele estava mentindo. Ela repetiu:

— O que acontece?

— Nada, te disse. Só não...

— Está ferido?

— Não.

— Deformado?

— Não!

— Descapacitado?

— Não, nada disso!

Ela se moveu e apertou seus dedos gentilmente entre seu braço e o peito, procurando ao longo de suas costelas algo que estivesse mau.

— Dói?

— Não, basta moça! — InuYasha apertou seu braço ainda mais contra as costelas.

— Então o que?

— Dá-me cócegas, maldição!

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Continua...

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Donzelas, vou postar um capítulo agora e o outro só a noite, por milagre da natureza consegui usar o PC aqui de casa no horário do almoço, já que meu pequeno irmãozinho de 24 anos não estava com aquela porcaria de jogo online ligado. Vamos ver se Kagome se rende no próximo capítulo.