Capítulo 21 – Ardentes momentos (H/G)
Caminhava com passos rápidos e decididos pelos corredores do Ministério.
- Olá Sra. Potter! – alguém a cumprimentou, mal abriu a boca. Continuava caminhando rápido. Queria sair dali rapidamente...
As imagens que se formavam a sua frente eram turvas. Não sabia bem se era por causa das lágrimas que insistiam em cair ou por causa da cena que sua mente insistia em formar...
Achou melhor passar no banheiro. Ainda bem que estava vazio, abriu a torneira e deixou a água escorrer, viu que seu rosto estava borrado pela maquiagem. Lavou o rosto, respirou fundo e pegou a varinha para dar um jeito no desastre que via no espelho...
Ficou se olhando no espelho... Seus pensamentos a levaram para algumas horas mais cedo, ainda em casa...
Estava se olhando no espelho do banheiro de seu quarto... Finalmente, depois de horas de manha, tinha conseguido fazer o filho caçula dormir. Sorriu... Apesar do trabalho, adorava isso, cuidar dos filhos! Contudo, pensou em fazer uma surpresa ao marido: ir até o Ministério, convidá-lo para jantar em algum lugar tranqüilo e romântico, ir naquele lugar trouxa onde passavam os filmes. Harry costumava levá-la às vezes e, depois, terminar a noite em algum hotel. Fazia tempo que não saiam, também, duas crianças pequenas e mais o trabalho no jornal a deixavam tão cansada...
Alvo estava com sete meses e Tiago com dois anos; ambos ainda dependiam muito dela. É claro que os momentos com Harry diminuíram, resumiam-se há algumas escapadas, muito bem planejadas, no meio da semana, com hora marcada para estar em casa, também algumas horas no meio da noite, depois de ter certeza que eles haviam dormido e estavam bem. E quantas vezes, no meio de algum carinho mais empolgado, eles paravam para atender algum dos meninos! Mas agora já não estava mais amamentando Alvo, podia se dar ao luxo de uma escapada mais longa.
Monstro! - Chamou o fiel elfo. Com certeza devia agradece muito a Merlin por ter um elfo domesticado tão dedicado a sua família.
Minha senhora chamou! - Monstro apareceu em segundos a sua frente.
Eu e Harry não vamos jantar em casa hoje... Você pode ficar com Tiago e Alvo essa noite? - Falou pegando algumas peças de roupa e colocando em cima da cama. - não sei que horas vamos voltar! Acho que só amanhã pela manha! Depois do café...
Monstro gosta muito de cuidar de meus jovens senhores... Não se preocupe, minha senhora!
Qual dos dois? - Gina sorriu mostrando a Monstro dois vestidos, um rosa e outro verde. Monstro apontou para o rosa.
Gina acabou optando por um terceiro vestido. Era um vestido roxo, de um tecido molinho, que ia até a altura do joelho, marcava bem seu corpo até os quadris e depois caia soltinho. O decote deixava seus ombros amostra e as mangas iam até o cotovelo. Colocou um cinto preto largo, sapatos de salto alto também pretos. Completou o visual com um par de brincos de topázio, uma delicada gargantilha com dois menininhos (Harry havia lhe dado quando estava grávida de Tiago e depois colocou outro bonequinho quando Alvo nasceu).
Sorriu ao lembrar que sua cunhada Fleur achou simples demais a jóia para uma mulher como ela: a esposa de Harry Potter. Mas ela não era Fleur, ela adorava a singela jóia. E como sempre usava seu anel de noivado e sua aliança de casamento. Fez uma maquiagem um pouco mais pesada do que normalmente usava, realçando seus belos olhos castanhos. E, para finalizar, borrifou um pouco de perfume, era um cheiro de floral, que Harry gostava muito.
Antes de sair, foi até a cozinha, onde Monstro atendia Tiago, já que Alvo ainda dormia.
- Comporte-se! Monstro qualquer coisa use o espelho que lhe dei...
- Tenha uma boa noite, minha senhora!
- Terei Mostro, terei... – Gina foi até a sala vestiu uma capa preta e usou a rede de Flú para chegar até o Ministério.
Deu uma alisada na capa quando saiu da lareira e caminhou em direção a sala de Harry no departamento de Aurores. Achou estranho, mas não havia ninguém na recepção do Departamento. Normalmente, não era anunciada quando aparecia por ali, sempre teve acesso livre à sala do marido, resolveu não bater na porta, tirando Harry, o único que estaria ali seria Rony, pois dividiam a sala.
Mas dessa vez se enganou. Harry estava sentando na sua cadeira, estava com uma aparência tranqüila, ria de alguma coisa. A sua frente, encostada na mesa, uma mulher. Uma mulher que não conhecia e desde já não gostava.
Era uma mulher bonita. Tinha que admitir. Os cabelos caiam como uma cascata loira em suas costas. Sua mão estava em cima da de Harry.
- Gina! – Harry puxou rapidamente a mão e se pôs de pé em segundos. – Que surpresa você por aqui!
Harry foi até sua direção e deu um beijo rápido na sua testa. A loira se virou e a encarou. Não gostou de se sentir observada. Aquele olhar a incomodava.
"Era uma mulher alta, bem mais alta que eu". Pensou. Observou-a novamente. Usava um conjunto de calça e casacos negros, bem cortados e de bom gosto. Parecido com alguns que também tinha em seu closet. Era uma mulher elegante, usava jóias discretas e pouca maquiagem. Sorriu para mim.
- Gi... Essa é a Nicole Oliver! Ela é jornalista da New Bruxo, aquela revista americana... – Era uma publicação inovadora, tinha reportagens interessantes sobre vários assuntos, desde economia, viagens turísticas e celebridades do mundo bruxo. – Ela quer uma entrevista comigo!
Estendeu a mão para cumprimentá-la e deu um sorriso tímido. Ao ouvir a palavra entrevista, arregalou os olhos, Harry era avesso a entrevistas, recusou inúmeras...
- É um prazer conhecê-la, Gina Potter, a mulher que conquistou o eleito! – Harry deu uma risada nervosa. – Você também é jornalista? Já li muitas coisas suas!
- Prazer! Obrigada! – Minha voz saiu mais baixa que o normal.
- Ah! Você é uma grande jornalista... Quem sabe um dia escreva para nós? – Nicole comentou sorrindo. Olho para Harry; ele parece tão sem graça. - Além de ser uma mulher de muita sorte... – Olha para o porta-retrato com as fotos dos meninos e depois para Harry. – Tem uma família linda e consegui conciliar perfeitamente a profissional, a mãe e a esposa... Eu não tive essa sorte!
Nicole deu um sorriso triste.
- Er... Obrigada! – O olhar de Nicole, os seus elogios incomodam. – Um dia você consegue! Mas não é tão fácil quanto parece... Se não fosse a ajuda de Harry acho que não conseguiria.
- Com certeza! O Harry deve ser um excelente marido e pai... – Harry ficou vermelho ao ouvir os elogios de Nicole.
– Ah... Eu tenho que ir... Só passei para dar um oi mesmo. Preciso ir ao Beco Diagonal fazer algumas comprinhas... – Olhei para Nicole. – Espero que consiga sua entrevista, seu o quanto o MEU marido é resistente... – "Ah!" - completou mentalmente – "e consiga um marido para você, pois esse é meu!"
"Infeliz". Sai como um raio daquela sala. Nunca havia me sentido tão ameaçada por uma mulher em relação a Harry. Talvez tivesse exagerando, Nicole foi tão simpática comigo. "Essas são as piores". Diria Hermione.
Nicole era o tipo de mulher que Harry se envolveria. Não era como aquelas que normalmente, davam em cima dele. Essas nunca a ameaçaram e sabia que Harry jamais colocaria o relacionamento deles em risco por causa de uma aventura. Mas com Nicole, era diferente.
Nunca havia sentido um ciúmes tão infundado. Afinal, não havia visto nada comprometedor naquela sala. Viu os olhares que Nicole lançava a Harry, talvez se ele não fosse casado, ela pegaria pesado. Mas, decididamente, exagerando ou não, seus instintos diziam que aquela mulher era perigosa.
- Olá Sra. Potter! – Nem se deu ao trabalho de ver quem era que lhe cumprimentava. Sua cabeça dava voltas, imaginava cenas que não queria imaginar. Entrou rapidamente no banheiro, abriu a torneira e ficou se olhando no espelho. Sua maquiagem estava toda borrada. Limpou o rosto, retocou a maquiagem, respirou fundo e saiu do banheiro. Harry ia ouvir quando chegasse em casa!
Caminhou decidida para fora do prédio do Ministério. Ficou parada olhando para decidir o que faria. Não iria para a casa. Poderia ir a algum lugar, matar o tempo. Em algum lugar bruxo, provavelmente, alguém a reconheceria. Algum bar trouxa. Isso! Já foi em alguns com Harry, inclusive na despedida de solteira de Hermione.
Abriu a bolsa, tinha dinheiro trouxa e um cartão de banco trouxa. Harry sempre lhe dava dinheiro trouxa, "para alguma emergência" ele dizia. Ok! Iria a um bar trouxa. Deu um passo e parou ao ouvir o seu nome.
- Gina! – Era a voz de Harry. Ficou parada, não se moveu. Ele se sentiu tão culpado que resolveu vir atrás de mim. – Ginevra! – Harry a chamou de novo. – Ainda não entendi o que aconteceu lá dentro? Aonde você vai?
- Er... – Ignorei a primeira pergunta. – Para casa!
- Não era o Beco Diagonal???
- Depois para casa... – Percebi que estava quase chorando. – Acho melhor você voltar para a Nicole! – Falei venenosa.
- Gi... Não sei o que você pensou ou tá pensando... Mas vamos até aquele bar na esquina. Me conta o que aconteceu! – Harry era tão bonitinho quando se fazia de desentendido. "Trasgo!"
Era um bar trouxa, entraram e sentaram em uma mesa afastada. Logo, uma garçonete veio atendê-los.
- Um whisky com gelo para mim e um cosmopolitam para a senhora... – A garçonete anotou o pedido e saiu. Era o seu drinque trouxa favorito. A primeira vez que tomou foi na sua lua de mel. Harry nunca esqueceu.
Não falaram nada até as bebidas serem servidas. Tomei o meu de um gole só e pedi outro a garçonete.
- Gina... – Harry falou baixo. – Posso saber o que deu em você?
- Hum... Nada! – Falei procurando evitar seu olhar. "Será que ele não percebeu? Afinal, ELE veio atrás de mim!"
- Ginevra... Algum problema com a Nicole? – "Rá! Ele ainda tem a cara de pau de perguntar". Pegou a minha mão e me fez olhar para ele. Aquelas íris verdes me encantavam. Baixei a guarda.
- Harry... Eu... Eu fiquei com ciúmes! Pronto! Senti um ciúme absurdo da Nicole. – Baixei o olhar. – Tenho motivos?
- Gi! É claro que não! Por Merlin! Da onde você tirou isso? – Harry tomou um longo gole da sua bebida.
- Dos olhares que ela lhe lançava, do seu jeito quando eu cheguei... Da mão dela em cima da sua... Harry, você tava estranho! – Tomei todo o meu drinque e pedi outro.
- Gi... Vai com calma! Você não esta acostumada a beber! – Harry deu uma pausa e tomou outro gole do whisky. – Gina, não vou negar que percebi o interesse de Nicole, isso me deixou muito desconfortável, não queria ser mal educado ou grosseiro com ela... Fiquei muito assustado quando você apareceu! Mas Gina... – Harry respirou fundo. – Eu deixei bem claro para a Nicole, depois que você saiu, deixei de lado toda a educação, e disse para ela que não existia espaço para outra mulher na minha vida, que eu não era dado a aventuras... Bem, que eu lhe amo mais que tudo!
- Mas... Harry, não que eu desconfie de você... Eu só me senti desconfortável, essa ai não era como as outras... E, eu tinha razão, não tinha?!!! – Harry me olhou espantado quando pedi outro drinque. – Ela é o seu tipo de mulher!
- Meu tipo?? Eu tenho um tipo de mulher??? – Harry começou a rir. – Não sabia que a Nicole era o meu tipo!!! Sempre achei que eram as ruivas ciumentas...
- Bobo! – Senti meu rosto pegar fogo. – Porque você veio atrás de mim?
- Eu percebi que você não foi só me dar um oi... O jeito que você se comportou com a Nicole... – Harry beijou a minha mão. – Quando você saiu, eu disse a ela que não estava interessado em entrevista alguma e que precisava alcançá-la... Ela entendeu e disse que você era uma mulher de sorte.
- E eu sou... Mas se você quiser fazer a entrevista pode fazer. – Dei um gole no meu drinque. – Er... Mas pede outro jornalista... Homem de preferência!
- Sei... O que você tinha em mente quando apareceu no escritório?
- Um jantar, talvez um cinema... Um hotel depois... – Dei o meu melhor olhar sedutor. – Monstro já esta avisado... Temos a noite toda!
- Hum... Quem sabe a gente inverte? Vai direto para o hotel, pede um jantar maravilhoso e pede uma suíte com uma TV enorme, quase igual à tela de cinema...
O beijo doce que lhe dei foi a minha resposta. Harry tirou algumas notas de dinheiro trouxa e fez um sinal para a garçonete.
Quando me levanto para irmos embora, sinto uma tontura, preciso sentar novamente. Harry me segura.
- Acho que alguém bebeu demais... – Harry me ajuda a levantar e aproveitamos que ninguém esta nos vendo e apartamos na frente de um hotel trouxa.
Em minutos, já estamos no elevador. A bebida está fazendo efeito, me sinto estranha. Alegre demais...
- Amor... Pede mais um drinque daqueles para mim... – Falo com a voz arrastada.
- Hei... Gi... Você não acha que tá exagerando?
- Estou bem lúcida Harry! Não se preocupe... Eu vou lhe dar um cansaço essa noite que você nunca mais vai ousar olhar para os lados. – Harry fica vermelho. – Ou ter motivos para procurar qualquer "coisa" em outro lugar...
O ascensorista do elevador dá um olhar nada discreto para nós e sorri.
Mal entramos no quarto, eu me agarrei no pescoço de Harry e lhe dei um beijo selvagem, como se quisesse marcar território. Depois olho direto para aqueles olhos verdes que me hipnotizam sempre.
- Harry... Desculpe se exagerei... Mas... Eu não sei o que faria...
- Gina... A gente pode brigar, por ciúmes, por qualquer coisa... Mas não foi exagero, foi cuidado! – Harry me beijou rapidamente. – Minha Gina... Só existe lugar para você na minha vida!
Vi nas íris verdes do meu marido que ele era sincero, que ele nunca me enganaria... Acaricio seu rosto e depois lhe beijo com amor...
- Eu gosto de você assim, ciumenta...
- Meu amor... – Voltei a beijá-lo e Harry foi me levando para o sofá que havia próximo de onde estávamos.
Harry sentou no sofá e eu me livrei da capa que usava, depois sentei no seu colo, me acomodei em suas pernas e comecei a dar pequenas mordidas em seu pescoço.
- Eu imaginei tanta coisa quando vi a Nicole com você... Foi mais forte do que eu!
- Hum... Imagino meu amor, mas esquece... Não aconteceu absolutamente nada... Eu lhe juro... Pelo que você quiser. – Harry disse, acariciando minhas pernas.
Harry parou com os carinhos segurou meu rosto e me beijou. Foi um beijo apaixonado, como a primeira vez que nos beijamos ainda na escola ou quando reatamos depois da guerra... Ele me fez deitar no sofá e se acomodou sobre meu corpo... O beijo doce e calmo foi ganhando outras características... Já estávamos loucos de desejo um pelo outro.
Puxei o casaco de Harry, quase o rasguei... Ele levantou-se um pouco para tirá-lo, aproveitou e também se livrou da camisa que usava... Eu sentei no sofá, livrei-me do cinto e do vestido rapidamente e voltei a me deitar... Harry começou a beijar meu colo, suas mãos passeavam sobre meu corpo... Não estávamos muito dispostos a preliminares... Harry se livrou logo do resto da roupa que usava... Suas mãos não pediam licença, praticamente arrancou minha calcinha... Os beijos eram cada vez mais enlouquecidos, as mãos dos dois buscavam a o corpo do outro, as caricias não cediam... Estávamos tontos de desejo...
Harry ficou de pé, fazendo com que eu o imitasse... Encostei-me no sofá e me deixei possui... Harry me prensou mais contra o assento do sofá e me possuiu rapidamente... O abracei com mais força e Harry enterrou o rosto entre meus seios, os beijando com delicadeza. Harry levantou o rosto e me olhou, seu olhar transbordava desejo e ele começou a se mover com vagar dentro de mim... Depois começou a beijar com carinho o canto da minha boca, meu nariz, meus olhos, meu pescoço... Eu arranhava suas costas, deixando vergões vermelhos, tamanha minha luxúria, e suspirava alto... O clímax chegou rápido, afinal o desejo era tanto...
- Eu te amo, meu amor... – Busquei os lábios de Harry...
- Eu te amo mais que tudo... Nunca duvide disso! – Harry deixa a cabeça deitada no meu ombro, já mais calmo
Eu não resisto e mordo o seu pescoço, ele estremece e geme alto, me puxando para voltarmos para o sofá... Sinto que Harry ainda está excitado, então para provocá-lo começo a mordiscar sua orelha...
- Isso é por você ter me feito desconfiar de você... – Mordo novamente o seu pescoço. – Isso é por ter dado corda para aquela oferecida... – Mordo o seu lábio inferior. – Isso é por ter me deixado beber demais... – Mordo o seu peito.
Harry começa a se mover novamente e, num movimento rápido, faz com que eu me deite no chão e volta a me possuir, de maneira forte. Inicia uma cavalgada rápida, sem trégua, enlouquecida...
- E isso... – Ele fala com a respiração cortada. – É por ter me feito correr desesperado atrás de você...
Cravei as unhas em suas costas e não consegui segurar um gemido alto de prazer... Harry busca meus seios, com a boca úmida, abocanha um dos meus mamilos e eu chamo alto por ele... Sinto seu corpo estremecer junto ao meu e alcançamos mais uma vez o êxtase... Sempre juntos...
- Desse jeito você me deixa exausto! – Harry fala no meu ouvido.
- Essa é a intenção... – Falo, com a respiração ainda descompassada.
Tentei me levantar, mas tive que me apoiar para não cair... Não sabia se era por causa dos drinques, ou por causa das duas sessões de amor, mas minhas pernas estavam moles... Harry, na mesma hora, me tomou nos braços e me levou para a enorme cama do hotel. Ele me deitou com carinho no leito e se acomodou ao seu lado... Ficamos ali, nos olhando.
- Tá com fome? – Harry me perguntou, depois de algum tempo.
- Só de você!!!
Harry riu e procurou meus lábios... Eu o abracei com as pernas e já estava pronta para ser amada de novo... Harry não se fez de rogado, me beijou com paixão e começou a acariciar minhas costas.
- Gi... Tem certeza que você só bebeu cosmopolitam? – Harry começou a beijar meus ombros. – Acho que você tomou alguma poção antes de sair de casa... Só esqueceu de compartilhar comigo!
- Não disse que ia lhe dar um cansaço? – Minhas mãos deslizam sob seu peito e seguem um caminho muito bem conhecido. Harry solta um gemido alto quando elas alcançam o objetivo.
Sorri e comecei a beijar todos os cantinhos do seu rosto... Harry deixava escapar gemidos e segurou com força meu travesseiro, tentando em vão, controlar todo o desejo que reacendia... Minha boca atrevida desceu para o seu pescoço, depois para o seu peito. Ao perceber que ele ainda não tinha se recuperado totalmente do nosso último momento, tomo o controle da situação e, continuando a trilha decrescentes de beijos, chego ao seu ponto mais prazeroso. Harry urra de prazer, totalmente inebriado pelo momento que eu, por conta do álcool, realizo sem nenhum pudor ou vergonha... Harry, em um movimento rápido, tomou o controle da situação e , virando-me na cama, se sobrepôs sobre meu corpo, me espremendo contra o colchão... Eu me contorcia em agonia ao sentir ser corpo sobre o meu... Estávamos nos sentidos calmos, o desejo era alucinado, mas tranqüilo... Harry começou a beijar todo o meu corpo, sabia que agora ele queria me amar com calma, desfrutar cada momento...
Harry fez com que eu me virasse e ficasse de bruços... Depois, começou a beijar minhas costas, fazendo desenhos com os dedos... Sentia arrepios de prazer a cada toque seu... Ondas elétricas invadiam todo meu corpo... Ele se deitou sobre mim e começou a dizer palavras eróticas no meu ouvido, sua língua fazia desenhos em minha orelha, depois em meu pescoço, sentia todo seu desejo pulsar entre as minhas pernas... Fez com que eu me virasse novamente para ele e me beijou com paixão... Ainda nos beijando, Harry me possuiu novamente... As investidas eram lentas, demoradas, agonizantes... Perfeitas...
O beijo cessou e, ao abrir os olhos, encontro aquelas órbitas verdes-esmeralda olhando-me profundamente. Uma onda de calor tomou conta de todo meu corpo; abracei Harry com mais força, acho que poderia ter quebrado suas costelas, sabia que ele sentia o mesmo... Então, nos beijamos e alcançamos juntos o ápice do amor... Juntos... Depois, Harry caiu esparramado ao meu lado, eu me aninhei em o seu corpo, ainda sentido seu coração batendo descompassado...
- Acho que hoje não consigo mais sair daqui! – Ele falou rindo. – Se essa era a intenção, Sra. Potter, você conseguiu! – Harry beijou meu ombro.
- Eu também não consigo me mover... Hum... Viu, Sr. Potter, eu sou ótima no que faço! – Falei também rindo.
- E quando foi que houve dúvidas quanto a isso? - Ri com o comentário.
Mas, o recado estava dado. Meu território, meu marido, meu amor, minha vida. Nada, nem ninguém, teriam forças suficientes para abalar algo tão bem construído, alicerçado, enfim, algo tão verdadeiro quanto o sentimento que tínhamos um pelo outro.
A guerra deixa cicatrizes... O medo da perda, entre elas...
Abraçados, começamos a nos olhar e, como tudo entre nós, o cansaço chegou de maneira conjunta e, acabamos caindo em sono profundo, juntos...
N/B: Betar a doce é sempre muito "prazeroso"!!!! E a Day, a cada capítulo, se supera! Ahhhh, o que foi essa crise de ciúmes regada á álcool?? Realmente, "ardentes" momentos foi um título apropriadíssimo! Beijos, Alessandra.
N/A: Obrigada a todos que estão lendo, comentando... Próximo capítulo semana que vem. Beijos e continuam lendo!
Daiana
