Capítulo 19: Sinais
Estava escuro, mas não interessava. Ele não precisava ver o corpo da mulher em seus braços. Os gemidos e o calor do hálito dela, além dos movimentos para encaixar seu corpo ao dele, lhe diziam que ela apreciava a interação. Muitas vezes ela o surpreendera daquela forma.
- Tanto tempo... – a voz dela partiu-se, sôfrega.
Ele não conseguia pensar com clareza. Abocanhou com apetite um mamilo...
- Papai!
"Ah, não!"
- Papai, acorda! – a garotinha pulava ao seu redor. – Já é tarde e todo mundo chegou. – ela beijou-o na bochecha, continuando a balançar a cama.
- Pelo Merlin da Bretanha, Elanor. – ele resmungou, abrindo os olhos para a penumbra do quarto. Parecia que tinha acabado de encostar no travesseiro. – Eu preciso dormir, filha... Me acorde daqui três horas, ok?
- Não, você tem que vir. – o rosto risonho e afogueado da menina entrou no seu campo de visão. – Só falta você.
"Toda essa agitação..." – respirou fundo, passando as mãos no rosto e espreguiçando-se. - Você venceu, garot...
- Elanor... – a mulher apareceu na porta entreaberta. – Florzinha, deixe seu pai dormir. – ela sussurrava. – Elanor, não acord...
- Tudo bem, Elenna. – mesmo no escuro ele temia que ela visse seu rubor por causa do sonho. – Eu já vou descer... Vá com a sua mãe. – beijou a testa da menina.
- Não precisa vir agora, Harry. – era riso disfarçado que ele distinguia no tom de voz dela? – Na verdade, não chegaram todos ainda.
- Mas, mamãe...
- Elanor, seu pai chegou bem tarde. Ele precisa descansar.
- Me dê uma hora. – ele sorria da intimidade das duas. "É como se ela não tivesse ficado fora."
A meio-elfo assentiu, levando a filha.
Quando Harry desceu, quase três horas depois, percebeu o que Elanor quisera dizer com "todo mundo".
"Essa família cresce em progressão geométrica!"
Os gritos e barulhos dos meninos ecoavam pela escadaria. Na sala da frente, encontrou Hermione e Gina, que apoiava a pequena Lyra nas almofadas do sofá.
- Eles crescem rápido. – ele constatou quando a bebê segurou seus dedos, esforçando-se para ficar de pé.
- Elanor e Anna estão encantadas com Lyra e Gil-Celeb. – Hermione sorriu para o amigo sentado ao seu lado. – Você descansou? A reunião ontem não foi fácil. Rony e eu nem vimos as crianças.
- Draco chegou quase de manhã. – Gina informou, tentando segurar Lyra, que tentava corajosamente ir para o chão. – Resmungou que talvez viesse mais tarde.
- Quem sabe eu não consigo dormir depois?! – Harry sorriu, bocejando exageradamente. – Onde estão os outros?
Na cozinha, Sirius, Remo, Fabian e Gui discutiam animadamente os lances da última rodada do campeonato europeu de quadribol enquanto devoravam um enorme pudim de rui barbo. Harry juntou-se a eles até empanturrar-se. Foi então que os sons dos jardins o atraíram.
"Só podia mesmo ser idéia dela." – debaixo do grande e ancestral carvalho fora montado um palco, onde marionetes encenavam uma batalha. Havia guerreiros com espadas flamejantes, princesas élficas, dragões, trolls, humanos altos em armaduras reluzentes e anões com machados furiosos. As crianças riam porque acabavam de aparecer criaturinhas pouco maiores que Lian, o mais alto do grupo, com enormes pés peludos.
- Mestres hobbits! – exclamou o boneco com chapéu pontudo, que Harry identificou como um dos bruxos da historia. – Não podíamos continuar sem os senhores.
O dia estava nublado e silencioso. O vento sacudia levemente as folhas das árvores. Assim que ele começou a caminhar para o grupo, os olhos satisfeitos de Elanor o saudaram. Ela acomodara-se no colo da mãe e sua mãozinha fez sinal para o pai se aproximar. Percebeu o cesto de Gil flutuando ao lado de Elenna, descobrindo-o atento à movimentação da peça, batendo as mãozinhas gorduchas.
- Senta com a gente, tio Harry! – Ewan exclamou de seu lugar, fazendo todas as cabeças virarem-se para o homem. Morgana, Gawen, Tuor, Anna, Lian e Gui Júnior gritaram uma saudação antes de voltarem a atenção para o teatro. Harry viu a velha caixa musical de Elenna à frente do palco, criando a trilha sonora. Ela sentara-se atrás da platéia, os cabelos negros soltos com inúmeras tranças finas de tecido prateado. Vestia o vestido azul de mangas longas e sem costura que trouxera de Valinor.
"Super-produção... será que ela sabe realmente do sonho...?!" – um sorriso malicioso começou a surgir em seus lábios. Sentia-se tranqüilo e despreocupado, cercado dos amigos. Há tempos não vinham tantos à sua casa para um dia descontraído como esse. Apesar de toda a tensão.
"É como um sopro de ar fresco." – pensava, ao sentar pesadamente ao lado delas com o bebê no colo.
A meio-elfo mantinha-se concentrada no teatro, mas Harry viu seus olhos deslocaram-se para olhá-lo e sorrir para ele.
Eram histórias que ele conhecia dos livros e conversas de Elenna, sobre a luta de Elfos e Homens contra o Senhor do Escuro, quando o mundo era jovem.
- As montanhas, as árvores e as plantas eram recém-criadas. As terras tinham um contorno diferente e podíamos navegar para as Terras Imortais simplesmente navegando para o Oeste. – enunciara o bruxo de vestes cinzas, movendo o cajado para que surgissem paisagens do que ele falava. As crianças tinham expressões de assombro e fascinação.
"Eles nunca haviam presenciado as exibições dela."
A ação desenrolava-se diante deles e até mesmo Harry ficou impressionado com os duelos, corridas, perseguições, beijos e emboscadas. Por fim, o elenco reuniu-se no palco de madeira e três bonecos tomaram a palavra. Eles levavam placas luminosas onde se liam seus nomes.
- ... e assim, terminam as aventuras de nossos heróis e heroínas! – falou "Taliesin", vestido com a túnica branca dos druidas.
- Mas não é o final da grande aventura da Vida! – garantiu o de vestes púrpuras, "Alvus".
- Obrigado pela paciência! – disse o cinzento "Gandalf", antes de curvar-se para o público, arrancando aplausos entusiasmados.
Uma avalanche de pés e pernas passou trovejando pelos dois adultos. Elanor esperou poucos segundos antes de segui-los.
- Ele mal pode esperar para se juntar aos outros. – Harry estava com dificuldades em manter o bebê no lugar.
Elenna não respondeu. Respirava profunda e pausadamente.
"Ainda preciso de um minuto." – ele ouviu a voz suave dela em sua cabeça. Os atores-marionetes, as cortinas, o tablado, aos poucos esmaeceram, sumindo na bruma que pairava no bosque nos fundos da propriedade. A caixa musical silenciou, guardando-se na sacola de couro.
- Você me ajuda a levantar? – o toque em seu ombro tirou-o da contemplação. – Esqueci que não posso fazer estripulias. – ela desculpou-se com um sorriso cansado.
- Claro. – Harry colocou Gil no cesto, levantou-se e pegou as mãos que Elenna estendia, amparando-a pela cintura. – Eu devia brigar com você. – seus dedos resvalando no cinto de folhas lavradas em prata que pendia frouxo nos quadris da mulher.
- As crianças gostaram... – a respiração dela falhava, fazendo-o apertar o abraço. – O lanche está quase pronto...
- Você precisa descansar, Elenna. – o perfume dela embriagava seus sentidos. – Posso carregá-la no colo. – sugeriu, ao sentir os passos dela incertos. O cesto de Gil seguia-os. "Está tão frágil... Eu poderia quebrá-la com uma mão..." – Pedirei que voltem outro dia.
- Ainda não... Hoje é um dia tão especial... Todos reunidos novamente...
Mas ela não conseguia caminhar, de modo que Harry guiou-a para o banco ao lado da entrada da cozinha. Ela apoiou o corpo no dele, observando a correria dos garotos na grama. O braço dele continuava envolvendo-a enquanto ele vigiava as lágrimas que desciam silenciosas dos olhos cinzentos da mulher.
- Todos os dias que passei longe... não havia um momento em que não imaginasse essa ocasião... e que não afastasse o pensamento, porque me parecia impossível... – ela fechou os olhos, encostando a cabeça no peito de Harry.
Harry concentrava-se nas necessidades de Elenna. Sentia os músculos dela relaxando à medida que sua consciência acalmava-se, confiando na segurança que ele lhe proporcionava. Um vento frio a fez estremecer e aconchegar-se mais a ele. Harry engoliu em seco.
"Não posso me aproveitar... nem mesmo sei se devo... ela tem mantido distância..."
- Há mais entre nós do que algumas desculpas. – ela dissera, empurrando-o com firmeza.
"Parece que são todos os oceanos e continentes do mundo... e lá se vão cinco meses..."
Elenna mantivera-se bem escondida, preferindo ficar com os filhos em casa. Se Harry comentava qualquer informação sobre Lúcio Malfoy, ela pedia para não saber. O bruxo entendia a posição dela.
"Quer recuperar o tempo perdido... e é óbvio que não está recuperada da gravidez..."
E ela não queria ouvir nada sobre médicos.
- Jasmin é uma das melhores. – ele argumentara, ao ampará-la por pouco de uma queda na escada. – Ela cuidou muito bem de Gina, não cuidou?
- Você sabe o que eu preciso para recompor minhas energias. – ela retrucara num fiapo de voz.
- Então, por que você não me deixa cuidar de você? Por que não me deixa chegar perto, tocar em você? – aí ela viera com a conversa sobre obstáculos.
"Bem, há um que fica evidente a cada dia..." – ele pensou com amargor na ex-namorada. Era um sentimento contraditório, saber que teria um filho e ficar angustiado com isso, embora, depois da primeira discussão, Elenna não tocasse mais no assunto. Limitava-se a permitir que Cindy fosse e viesse na casa, fingindo não saber das exigências e responsabilidades que ela jogava sobre os ombros dele.
Em meio às estratégias de guerra, às decisões de comando, ao treinamento exaustivo com as espadas mágicas, às audiências sobre paternidade e pensão, era confortante saber que Elenna estava de volta. Elanor estava esplendorosa, Gil desenvolvia-se plenamente; ele sentia os feitiços protetores lançados desde o ponto da Chave de Portal até o sobrado e a harmonia na casa inteira.
- Harry... – ela murmurou, agarrando a gola da camiseta dele. – Harry, por favor... – estava sufocando.
- Eu estou aqui... está tudo bem... – ele abraçava-a forte, assustado com as visões dos sonhos dela. – Ninguém vai machucar você.
- Harry... não... por favor... não...
- Elenna, não vou deixar ninguém encostar em você... calma, minha querida.
- Eu não agüento... – ela estava em transe. Choramingava baixinho, forçando seu corpo contra o dele. - Por favor, pare... – ele não sabia o que fazer para acalmá-la. Ela começou a tremer e a tossir. Não conseguia respirar.
- Harry, o lanch... – Gina apareceu na porta da cozinha. O sorriso sumiu do rosto dela ao ver a cena. – O que está havendo? – correu para eles, tentando segurar as mãos da mulher. – Elenna... Elenna... – ela tocou a testa da amiga. Imediatamente foi atirada para trás com o choque que levou.
- Gina, você está bem? – Harry esforçava-se para não deixar Elenna cair. – Não sei...
- Não... pare... – a meio-elfo falava entre os soluços, o rosto retorcido de dor. Gina levantou-se e insistiu em tocá-la. – Você não... vai conseguir... nada... não há mais nada... – Elenna estava perdendo os sentidos. Harry sentia os músculos do corpo inteiro dela tensos.
- Parece uma Cruciatus. – Gina disse, tentando dissipar as imagens de sangue e tortura que surgiram assim que tocou na amiga. – Ela está tendo as reações, mas não sei como... – olhou ao redor. – Elenna... Elenna... você está sonhando. – seus dedos tocaram novamente a testa da mulher. Ela urrou de dor, chamando a atenção das crianças. Harry viu Elanor correndo para eles.
Quem estava na cozinha saiu para ver o que estava acontecendo, formando uma roda em torno dos três.
- Saiam da minha frente. – Draco acabara de chegar quando Elenna gritara. Estreitou os lábios, trocando um olhar de reconhecimento com a esposa. – Vamos tirá-la daqui. – tentou encostar nela, mas foi arremessado longe. – Merda!
- Ela está reagindo. – Gina explicou. – É o que faria se um inimigo conseguisse se aproximar.
- Mamãe... – Elanor sussurrou, os olhos verdes arregalados. Ela encostou-se nas pernas do padrinho. Rony tomou-a nos braços.
- Tire-a daqui. – Harry pediu. De repente, Elenna estremeceu violentamente e desfaleceu em seus braços. Estava pálida, um suor frio colava a roupa ao corpo magro, a respiração em solavancos. – Pelo Merlin! - Tomou-a nos braços, levando-a para o quarto.
OUTRACENAOUTRACENAOUTRACENA
- O que estamos esperando? – os olhos verdes soltavam faíscas, embora o rosto dele estivesse macilento e com olheiras profundas.
- Entendo o que você está passando, Harry...
- Não, não entende, Lupin. – Timoth interrompeu-o. – Ela teve uma premonição.
- Isso não sabemos, Tim. – Remo manteve a voz calma, consciente do estado dos nervos dos dois homens andando de um lado para o outro na sala.
- Virgínia disse. – ele buscou a ruiva pelo cômodo. Ela assentiu do seu lugar, perto da janela.
- Acredito que as visões que tive têm a ver com isso. O destino dela está cada vez mais próximo.
- Não vou mais ficar aqui sentado, esperando o destino. – Harry encaminhou-se para a porta, sendo impedido de sair por Sirius.
- Você já fez muita coisa impensada, Harry. – o bruxo recebeu um olhar magoado do afilhado.
- Não preciso dos seus comentários para saber que a culpa é minha, obrigado.
- O que temos que fazer é descobrir logo o esconderijo dos malditos. – Draco insistia na mesma frase desde que se trancaram no Escritório Virtual da casa dos Potter. – Essa enrolação não leva a nada. – ele desprezava essas reuniões. Demoravam demais, além de acreditar que tudo se decidia realmente no campo de batalha.
- Ah, então é só isso? – Ângela perguntou, irônica. – Por que não pensamos nisso antes, Malfoy?
- Vá se danar! – Gina segurou-o quando ele partiu para cima da auror.
Estavam todos com os nervos à flor da pele. As investigações tinham avançado bastante, estavam a um passo de conseguir a localização exata do esconderijo dos neo-Comensais, mas o espetáculo que assistiram ainda a pouco os fazia agir irracionalmente.
- Mestre Harry Potter. – a voz fina de Dobby foi ouvida antes das orelhas e o nariz aparecerem na fresta da porta. Todos o olharam e ele baixou os olhos. – De... de... de... desculpe, mestre Potter, senhor... a Srta. Parker-Winter está lá embaixo, senhor.
- Não faltava mais nada! – Draco exclamou depois de uma gargalhada seca. – Nem a sua casa você controla, Potter.
- Você disse que eu não posso recebê-la? – o dono da casa preferiu ignorar os comentários do loiro. Dobby sacudiu a cabeça, confirmando.
- Ela não deixou Dobby fechar a porta, senhor. Dobby tentou, mas ela conseguiu entrar, senhor.
Harry passou as mãos pelos cabelos e o rosto.
- Ela ainda pode entrar aqui, Harry? – Ângela perguntou, franzindo o cenho.
- Não. Ela vem pela lareira de alguém da aldeia... uma amiga, eu acho. – ele deu de ombros. – Ainda não consigo fazer a casa ficar invisível para ela. Não enquanto ela estiver com meu filho... – ele corou, olhando instintivamente para Timoth.
- Ela pode trazer alguém aqui? – Remo também não gostou da informação.
- Não. Mesmo se ela disser o endereço, a pessoa não conseguiria ver ou entrar, a menos que seguisse um dos moradores.
- Ela está subindo a escada, senhor. – Dobby avisou.
- Se ela vier aqui, não sairá mais. Ou pode importunar Elenna. – Harry pediu licença.
Encontrou Cindy subindo as escadas, tentando equilibrar a enorme barriga.
- Vamos conversar lá embaixo. – Harry não a deixou prosseguir. Ela assentiu, visivelmente aliviada por não precisar galgar outro degrau.
- Não vejo a hora disso acabar. – ela resmungou ao se sentar numa poltrona.
- Direto ao assunto. – o bruxo permaneceu de pé. – Tenho mais o que fazer.
- É assim que você insiste em tratar a mãe do seu filho? – ela retrucou. – Do verdadeiro filho, quero dizer. – ele permaneceu encarando-a. Esperou que ela terminasse de tentar enfurecê-lo. Não ia dar a ela a chance.
- O que você quer? – ele enfatizou cada palavra.
- Nada em especial. – ela sorriu, acariciando a barriga. – Passei para saber como você está; como vocês estão.
- Tínhamos acertado que só nos veríamos no parto. – ele encaminhou-se para a porta.
- Já disse como estou feliz em ter um filho seu, querido? – ele desviou-se quando ela tentou tocar-lhe o braço. Ela sorriu. – Nossa, isso tudo é medo?
- Me avise. – ele disse a título de despedida. – E não volte mais. – resmungou, antes de bater a porta.
- Harry, chegamos a um acordo. – Sirius vinha à frente do grupo. – Intensificaremos as buscas, as equipes estarão todas em alerta.
- O que eu tenho que fazer? – ele adiantou-se, parando-os na lareira.
- Fique com Elenna. – Timoth disse. – Hermione e Jasmin a medicaram. – apontou para as duas, que fechavam a fila para usar o Pó de Flú.
- Ela vai dormir muito agora. – Jasmin informou. – Deixei uma poção, caso ela se sinta muito fraca quando acordar. Dei um calmante para Elanor também.
- As duas vão precisar muito de você, Harry. – Hermione abraçou-o. – É melhor irmos agora, para vocês descansarem.
- Se precisar, já sabe. – Sirius abraçou-o forte.
Um a um, eles desapareceram nas chamas da lareira. Harry ficou muito tempo olhando as cinzas antes de subir as escadas, tomar uma dose cavalar de poção relaxante, atirar-se na cama e dormir.
N/A: Depois de uma longa temporada distante, cá estou novamente. E postando logo três capítulos!
Espero que me perdoem por essa demora (mais uma... rs!). Esses capítulos são fundamentais para entender a relação que se construirá depois entre o Harry e a Elenna. Ainda não é o encontro ideal entre os dois, mas algumas coisas ainda precisam ser acertadas entre eles antes de serem novamente um casal (Sorry, Paty... estamos quase chegando lá. Vc não vai se arrepender por esperar. :-) ).
Bem, reviews, sempre, please!
Próximo capítulo:
A espada cortava o ar, assobiando nos movimentos rápidos do braço de Harry. As serpentes azuis de Avalon, tatuadas nos pulsos, pareciam uma extensão da lâmina que emitia um brilho frio à luz do dia. Os olhos verdes piscavam para afastar o ardor do suor salgado que caia das pontas dos cabelos. O cheiro de terra molhada penetrava em seus sentidos, misturado ao de grama pisada. Suas botas estavam enlameadas e não ofereciam nenhum calor à pele, assim como a calça colada ao corpo pela umidade da névoa e do suor.
