Capítulo 21 – Novos rumos
Só para lembrar: Nenhum personagem de RK, com exceção de Takeshi Tsukioka e Mayumi Shinomori Kamiya são meus. É tudo do titio Watsuki.
OBS: Só queria dizer que esse capítulo foi escrito todo em pedacinhos...São passagens da história, que estão meio interligadas, mas foram ocorrendo sem uma ordem muito cronológica dos fatos de dia ou semana.
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Passou-se quase um mês do último confronto, as provas na faculdade estavam terminando, os últimos trabalhos foram entregues e agora que Kaoru estava bem recuperada, Sano tinha inscrito a banda no Festival Nacional, mas antes disso, havia a formatura deles e o contrato com a gravadora continuava de pé, de modo que precisavam gravar o CD para apresentar no Festival.
Agora, a cada dia que passava, Misao e Tae começavam a ter sintomas de grávidas, de forma, que Aoshi e Tsunan estavam ficando loucos de tanto procurar por comidas estranhas, pratos exóticos e atender a desejos esquisitos no meio da noite para satisfazer as garotas.
Por sua vez, Kenshin precisava falar algo muito importante para o Koshijirou Kamiya, mas não conseguia. Era dia do aniversário da Kaoru e, Kenshin resolveu fazer uma surpresinha para a garota: foi buscá-la na faculdade e passearam o dia todo, pelo parque, pelo shopping e só voltaram ao fim da tarde.
-K-chan, eu gostaria de conversar com seu pai. Ele está em casa?
-Não sei Kenshin, acho que ele já voltou sim.
Assim que chegaram na casa dos Kamiya, Kenshin, que estava um pouco nervoso, quase acabou tropeçando no meio da sala.
-Hey, Kenshin, que surpresa boa há esta hora da tarde! O que tanto desejas falar comigo?
-Senhor Koshijirou, eu sei que esta pergunta deveria ser feita por meus pais ao senhor, mas como há muito não tenho pai nem mãe, eu mesmo irei fazer este pedido: Gostaria de pedir sua única filha, Kaoru, em casamento.
-Ohoho! Eu não poderia negar isso, a não ser que fosse louco. Só resta agora saber se sua namorada vai aceitar...
Kenshin, se vira para uma Kaoru extremamente ruborizada e repete a mesma pergunta:
- Kaoru, quer se casar comigo?
-É claro que sim, Kenshin.
-Eu te amo. Aishiteiru.
-Eu também te amo muito. Aishiteru mo.
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-Megumi, vamos logo. Já estamos atrasadas!
-Calma Kaoru, é só um simples chá de bebê.
-Mesmo assim. Megumi, já estamos atrasadas há mais de duas horas.
-Relaxa, já estaremos lá.
Mero engano. Pegaram uma avenida de grande movimento que estava completamente parada. Congestionamentos àquela hora eram comuns e as garotas levaram mais uns quarenta minutos até chegarem ao restaurante Aoi-ya, onde seria feito o chá de bebê da Misao e da Tae.
- Nossa, que demora,a gente achou que vocês nem vinham mais. Vamos que as meninas estão esperando para começar as brincadeiras com a Tae e a Misao. – Omasu as receberam na porta do Aoi-ya.
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Era um final de tarde em Tóquio. As pessoas caminhavam apressadas pela cidade, na volta para casa, em pleno horário de rush. Duas pessoas observavam todo o movimento, do alto de um prédio. Mais precisamente um casal. Ele, de cabelo espetado, olhos e cabelos escuros, de calça jeans, camiseta branca e jaqueta de couro. Ela, de longos cabelos lisos, com roupa branca, havia acabado seu turno de serviço há pouco mais de dez minutos. Estavam na cobertura do hospital em que ela trabalhava. Observavam o pôr do sol, com todas as suas cores e sons de uma barulhenta cidade grande. O vento balançava os cabelos dela, e brincava com os cabelos dele, deixando-os ainda mais bagunçados. Acabando o espetáculo de cores, o casal decide ir para um outro local mais reservado, para que possam ter mais privacidade.
Montados na garupa da moto dele, o casal percorre boa parte da cidade até um lugar mais afastado da cidade, onde ele já tinha preparado todo um clima romântico. Esperando por eles, havia uma toalha no chão, com uma cesta de piquenique, contendo todas as guloseimas calóricas, como ela costuma dizer.
-Megumi, eu só queria te dizer que eu te amo muito. Apesar das nossas muitas brigas e discussões, eu posso dizer com toda a franqueza do mundo, que se não fosse você na minha vida hoje, eu ainda estaria vagabundeando por aí, sem rumo nenhum. Mas, eu vou terminar a facú e seguir carreira na música. Eu sei que a Yellow Stone, depois do Concurso Nacional vai ser desintegrada, mas estou montando uma outra banda de rock com uns caras lá da facú mesmo, o Mugen, o Spike e talvez o Kuwabara. (N/A: É só assistir Samurai Champloo, Cowboy Bebop, e YuYu Hakusho, respectivamente, para entender.)
-São aqueles caras que jubilaram por faltas?
-Esses.
-E essa banda vai dar certo com uns caras que não querem nada com nada?
-MEGUMI!
-Tá, foi só um comentário.
-Agora, vem me dar um beijo, minha raposinha.
-Ah, seu galo cabeçudo. Eu te amo.
Sano, num gesto rápido, fez Megumi cair no colo dele, e ante a surpresa dela, ele começou a atacar com beijinhos por todo o rosto, pescoço e nuca, enquanto suas mãos ágeis, ia guiando perigosamente pelas costas da médica.
Megumi estava extasiada com os carinhos recebidos, enquanto aprofundava um beijo daqueles de tirar o fôlego em Sanosuke.
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-Estamos aqui para a cerimônia de formatura dos alunos da Tóquio Daigaku (N/A: Desculpem, mas não resisti...Quem não sabe, é o nome por extenso da Toudai, e a universidade mais disputada pelos japoneses – incluindo toda a galera do Love Hina, e um dia eu pretendo fazer uma pós-graduação lá).
-Os formandos de Direito, Ciências Sociais, Jornalismo, Pedagogia (N/A: Também não resisti, Tinha que colocar o meu curso!) e Medicina da Tokyo Daigaku da turma 2004.
Todos os alunos que estavam se formando entraram de beca e capelo (N/A: Ou como diria o sobrinho do meu namorado: de vestido preto e chapéu quadrado!) fazendo a maior festa. Depois teve o discurso do reitor da faculdade, do patrono e dos paraninfos de cada turma. Os oradores também fizeram um discurso cada um. Tiveram as homenagens para os pais, professores, paraninfos, colegas, patrono, reitor, etc, etc, etc.
-Agora, vamos chamar os formandos para a entrega dos canudos.
E assim, o apresentador foi chamando cada formando a frente para a entrega de canudos, começando por Medicina, Direito, Jornalismo, Pedagogia e Ciências Sociais.
Quando os nomes de Kenshin Himura, Sawagejou Chou, Katsuhiro Tsukioka e Sanozuke Kamiya, todo o Kenshin-gumi foi ao delírio. Eles aplaudiram de pé os integrantes da Yellow Stone.
Por fim, teve os juramentos e mais uma palavrinha do reitor e a formatura acabou ao som de muito axé, pancadão e forró (N/A: Tá, pode falar, eu avacalhei mesmo, e daí?)
Terminada a colação, ainda teve o baile, que seguiu durante toda a madrugada, aliás, até depois do sol nascer. Ainda mais que depois das 4hs ainda entrou um trio elétrico em pleno salão a todo vapor. Misao e Tae, mesmo grávidas, só arredaram o pé do salão quando a festa já tinha terminado e só tinha o pessoal da organização da festa arrumando o salão. Haja fôlego!
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Eram duas horas da madrugada. Tae sentia muitas dores. Sentia que seu bebê ia nascer a qualquer momento agora. As contrações ficavam cada vez mais freqüentes e num ritmo mais rápido a cada minuto. Não poderia agüentar por muito tempo. Tinha que acordar Tsunan e ir correndo para a maternidade ou seu filho ia nascer ali mesmo no quarto.
-Katsu, querido, por favor, acorda.
-Hum, que foi? – Sonolento, Tsunan olhou para o relógio na cabeceira e comentou: - Tae-chan, são duas da manhã, vem dormir,vai.
-Não posso, estou entrando em trabalho de parto. AGORA.
-QUÊ? – Tsunan jogou as cobertas pro lado e deu um pulo pra fora da cama. Num minuto ele já estava vestido, com as chaves do carro e com a sacola de roupas dela. – Então vamos logo - e saiu correndo para a garagem.
-Ei, me espera. Eu não posso correr desse jeito. Pelo menos avisa a Tsu que estamos indo para a maternidade.
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Tsunan e Tae saíram correndo desbaratinados para a maternidade e lá Tae pôde ser atendida rapidamente pelo médico de plantão. E como Tsunan não quis entrar na sala de parto, ficou esperando do lado de fora, na sala de espera. Lá, ele encontrou mais um pai esperando o nascimento de seu filho.
-Aoshi? O que faz por aqui?
-Acho que, a essa hora, o mesmo que você. – Aoshi não estava com uma boa cara. Assim como o Tsunan, ele ainda estava sonolento e com olheiras. E como o Tsunan, não tinha sequer terminado de se vestir, Aoshi estava com a bermuda do pijama, uma camiseta completamente amarrotada e chinelo. Tsunan estava quase igual, menos com o pijama, mas em compensação, a camiseta estava de avesso. (N/A: Que fofos! E com soninho ainda! Não dá vontade de pegar no colo e levar p/ casa?)
-A Misao também entrou em trabalho de parto? Mas ela...?
-Pois é, a Misao ainda está de oito meses. Parece que a nossa filhinha vai ser tão apressada quanto a mãe.
-Filha? A gente nem quis fazer a ultrassonografia.
-Nem eu queria, mas sabe como é a Misao. Não ia sossegar enquanto não soubesse o sexo do bebê. E até já escolheu o nome. Será Mayumi Makimachi Kamiya.
-Que bom. Eu preciso pensar em um nome bonito que combine com ele ou ela.
Um tempo depois...
Uma enfermeira caminhou até a sala de espera e pôde observar dois homens que não tinham sequer terminado de vestir, tamanha a pressa que deviam ter se encaminhado ao hospital. Ambos estavam nervosos, caminhando de um lado para o outro e de quando em quando olhavam para o relógio ou para a porta em busca de notícias de suas esposas e filhos.
"Eles são muito bonitos. Aquelas duas são muito sortudas. Aposto que os bebês serão bonitos como os pais." - pensava a enfermeira, enquanto se dirigia aos dois papais corujas.
-Então, enfermeira? Como estão a Misao e a Mayumi? - Aoshi estava muito ansioso, o que não era muito normal vindo dele, que tinha o auto-controle acima de tudo.
-E a Tae e o bebê? É menino ou menina? - Tsunan parecia meio nervoso e ficava esfregando as mãos para tentar esconder isso.
-Calma. Senhor Kamiya, sua esposa e filha estão muito bem. Ela está ansiosíssima para vê-lo. E senhor Tsukioka, o senhor acaba de ser pai de um belo menino. Os senhores poderão subir e conhecer as crianças.
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As portas da igreja se abriram e ela pôde ver o quão lotado estava o recinto. Ao som da marcha nupcial, ela tremia. A seu lado estava seu pai, Koshijirou. Ele, visivelmente nervoso, talvez até mais que ela, estendeu o braço e sorridente, conduziu a noiva pelo corredor central da igreja. Ao fim deste corredor, estava ele, o noivo. Também sorridente e muito nervoso, tanto quanto ela. Quando a noiva e seu pai chegaram à frente do altar, Koshijirou e Kenshin se cumprimentaram e Kaoru deu o seu sorriso mais encantador, fazendo Kenshin se sentir o homem mais feliz da face da terra. Os noivos tomaram seu lugar e a cerimônia teve início.
Ao fim, o padre disse a famosa frase: "O noivo pode beijar a noiva". E Kenshin e Kaoru deram aquele beijo cinematográfico, deixando muitas garotas mortinhas de inveja. "Como ela pode arranjar um marido lindo desses?" ou "Ai, quem me dera ter um cara apaixonado desses só para mim".
Terminada a cerimônia, todos seguiram para a "recepção". Recepção era só apelido, porque tanto Hiko quanto Koshijirou resolveram caprichar na festança de casamento dos filhos. O salão de festas era num jardim de um fino e caríssimo restaurante. Nesse jardim foi montada uma tenda enorme, com várias mesinhas dispostas nas laterais. Sobre cada mesa, havia um arranjo floral com velas iluminando o ambiente. No centro havia uma pista de dança. Num dos cantos ainda havia uma mesa montada com todo o buffet da festa. Vários garçons passavam a toda hora, oferecendo bebidas, canapés e aperitivos. Foi contratada uma banda que tocou as músicas prediletas da Kaoru durante toda a noite. Misao, Megumi e Tae dançaram a beça. Enquanto isso, na mesa, podia-se ouvir Aoshi e Tsunan reclamando e ouvindo os chorinhos de duas crianças que berravam para ter o colo de suas respectivas mamães, que pareciam muito ocupadas, chacoalhando os esqueletos na pista de dança.
Kenshin tirou Kaoru para dançar a valsa e pareceu por um instante que o mundo havia desaparecido. Os convidados, amigos, familiares, todos haviam desaparecido. Só haviam Kenshin e Kaoru. Os lábios se tocaram devagarinho, numa demonstração de muito carinho e amor entre os noivos. A única coisa que despertou os pombinhos para a realidade foram os fogos de artifício do lado de fora e a chuva de pétalas que caia sobre os noivos naquela hora.
- Ah, Kenshin! É tudo tão perfeito!
- É sim Koishii. Com você, tudo é perfeito para mim!
Corada, Kaoru sorriu feliz e puxou Kenshin para o meio do salão e anunciou a todos que jogaria o seu buquê. Todas as meninas que estavam solteiras saíram correndo na mesma hora. Quando Kaoru jogou o buquê, foi um corre-corre, um Deus nos acuda, teve até briga e empurra-empurra (N/A: Cara, eu já vi isso em dois casamentos de amigas minhas. Num, duas meninas quase caíram em cima de mim. No outro, eu fiquei a quilômetros de distância. Parecia até que eram um bando de encalhadas desesperadas para casar. Eu, hein? Depois dessa, eu fico loooooooooooonge. O meu namorado fala que todo esse drama, porque eu não quero me casar com ele, pode?). No final, o buquê ficou com Megumi, e Sano sorria de orelha a orelha, o que fez até Kaoru comentar com o pai:
-É, parece que vamos ter outro casamento na família, né pai?
E depois de jogar o buquê, Kaoru e Kenshin foram embora da festa, deixando os convidados e parentes para trás. Eles queriam mais era curtir a Lua-de-mel.
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Já havia amanhecido fazia algum tempo e ela se espreguiçava vagarosamente, enquanto abria os olhos e procurava por seu marido no quarto.
"Onde Kenshin se meteu? Espero que não tenha se arrependido de ter se casado comigo. Ah, ontem foi tudo tão maravilhoso! A cerimônia, a festa, a nossa primeira noite...tudo! Eu quero aproveitar ao máximo a minha vida com ele. Só espero que ele não tenha fugido."
Mal Kaoru terminava de pensar sobre onde Kenshin tinha ido, ela ouvia um barulho de porta se fechando. Era Kenshin trazendo o café da manhã no quarto.
-Serviço de quarto, especial para a senhora Himura! – Kenshin vinha empurrando o carrinho do hotel com todo o café da manhã para eles. O sorriso que ele trazia no rosto era inesquecível. Talvez Kaoru não se lembrasse de outro sorriso tão perfeito quanto o de seu marido.
-Ah, Kenshin! Pensei que era o bellboy que trouxesse isso.
-E seria! Não fosse uma boa gorjeta e uma boa lábia quanto a de um advogado bem sucedido e charmoso como eu.
-Convencido! Mas, eu te amo, Kenshin! – Kaoru abraçava Kenshin de forma terna enquanto fazia carinhos no pescoço do amado.
-Eu também. – Num gesto rápido, Kenshin carrega sua querida esposa seminua para a cama, fazendo-a a mulher mais feliz do mundo!
E o carrinho com o café da manhã ficou esquecido próximo à porta.
Gente, eu simplesmente TINHA que fazer o casal mais lindo de RK ficar juntos no final, e da forma mais romântica possível. Só espero que tenha ficado bom. Mas, ainda tem mais! Esperem só mais um pouquinho, ta? O próximo capitulo é o ultimo e epílogo de tudo.
Beijos para quem leu.
Marismylle
