Lock 21: O Outro Takatora
As coisas estavam muito estranhas na Yggdrasill. A sala de Takatora estava uma bagunça. Parecia que um furacão havia passado por ali. Tudo o que havia em cima da mesa do Chefe estava jogado no chão. Telefone de mesa para um lado, base para o outro. Lápis, caneta, abajur e até os papéis e pastas da empresa, tudo espalhado pelo chão. Quando pegou as roupas, Wakana acabou deixando a camisa dele sobre a mesa. Por sorte, ele havia deixado seu notebook na sala de reuniões da empresa, senão a essa altura, a máquina já estaria espatifada. Até o sofá estava desalinhado, depois da "festa" que os dois aprontaram. Takatora estava inconsciente, mas algumas vezes ele abria os olhos, ainda brilhando em vermelho muito fraco, mas voltava a desmaiar. Ren e Ryuuji estavam procurando por anormalidades na cidade enquanto todo o plano de Wakana era executado. Era obra de Mitsuzane. O desgraçado precisou tirar os dois da Torre para que eles não percebessem nada, inclusive, era Ren quem cuidava da parte de circuito interno de vigilância da Torre, ou seja, ele via tudo o que acontecia lá. Como não havia ninguém no local, antes de sair, Wakana fez uma cópia das imagens em que aparece tendo relações com Takatora em um pen drive e levou com ela. Quando Ren voltou para a empresa e foi verificar o conteúdo das gravações em busca de alguma anormalidade, ele ficou sem reação, tamanho o seu susto. Chocado era pouco para definir o que ele sentia. O Go-on Blue estava atônito com o que viu. Pegar praticamente o seu cunhado em uma situação daquela? Ryuuji chegou logo depois e quase desmaiou de susto. O Blue Buster observou pela câmera que Takatora ainda dormia em sua sala. Ren levantou-se e seguiu em direção à saída.
- Ren! O que vai fazer? – Ryuuji perguntou com medo da resposta.
- Ainda pergunta? Eu vou arrebentar a cara dele! – exclamou aos gritos.
- Ficou louco?! Nem parece você! Ren analise os fatos! Seja lá o que for que tenha acontecido aqui, estou certo de que o Kureshima-sama não fez aquilo por vontade própria.
- Ah não? E foi como então? Pelo que eu vi, ela não estava obrigando ele a nada, pelo contrário! Ela estava muito passiva enquanto ele a devorava!
- Por isso mesmo que não faz sentido.
- Ryuuji-senpai! As imagens falam mais do que mil palavras! O que ele vai dizer? Que estava enfeitiçado? Faça-me o favor!
- Mas é disso mesmo que se trata!
- Senpai! Por que está tentando defender essa sem-vergonhice?
- Ren! Você não está pensando! Logo você que é tão centrado. Não deixe as emoções te guiarem. Eu aposto meu Morphin Brace que ele nem sabe que fez tudo aquilo.
- Ryuuji-senpai... Tem certeza? Certeza absoluta mesmo?
- Eu confio no Kureshima-sama, e acho que você deveria fazer o mesmo. Estou certo de que ele jamais faria uma coisa dessa a menos que estivesse sendo controlado.
- Vendo por esse lado...
- E também, temos que levar em conta que Sonozaki Wakana é muito perigosa e sempre quis pegar o nosso Chefe. Kureshima-sama, por sua vez, nunca escondeu de ninguém como ele a despreza.
- E o que o Senpai pensa que aconteceu exatamente?
- Isso saberemos ao analisar melhor as imagens. Mas uma coisa é certa: Sonozaki Wakana fez alguma coisa ao Kureshima-sama.
- Se for isso, então ferrou! Será que falhamos em nossa missão de proteger o Príncipe?
- Tomara que não. Entretanto, era Sonozaki Wakana. Ela pode ter feito qualquer coisa com ele.
- Então vamos até lá depressa! Ele pode estar machucado ou coisa pior.
- Sim. Vamos.
Antes de se dirigirem à sala de Takatora, Ren e Ryuuji fizeram uma cópia daquele vídeo horrendo em um pen drive, apagando o conteúdo dos arquivos da empresa logo depois, e Ryuuji pegou o notebook do Chefe para levar até ele. Enquanto isso, o Kureshima despertava lentamente. Ele ainda estava tonto e parecia desorientado, mas seus olhos já haviam voltado a cor normal. Ele observou ao redor, viu a desordem do local e ficou apavorado. Ele era muito organizado, e se tinha uma coisa que ele odiava era bagunça, mas não era bem isso que o preocupava...
- Que diabos aconteceu aqui?
O já assustado Chefe da Yggdrasill acabou dando um grito de pavor em sua mente ao observar que sua camisa não estava nele, e sim sobre sua mesa.
- Certo, vou mudar a pergunta... Que caralhas aconteceu aqui?! - Takatora exclamou dessa vez em voz alta.
O moreno de pele pálida e olhos puxados deu um pulo da cadeira e entrou em desespero ao ficar de frente para a vidraça de sua sala e se ver com arranhões por todo o corpo. Ele estava em pânico. Odiava admitir, mas pela primeira vez em sua vida ele estava completamente assustado. Os cabelos negros estavam irreconhecivelmente bagunçados. Ele passou os dedos pelos fios lisos, que logo se alinharam e sua franja voltava a sua posição normal. Ele rapidamente vestiu sua camisa e seu paletó que também tinha ido parar no chão. Voltou a se jogar na cadeira, descrente e confuso, ainda sem perceber o "brinde" deixado por Wakana no bolso de sua calça. Ele se sentia estranho. Era como se sua mente tivesse saído de seu corpo e depois voltado. Era uma sensação muito incômoda. Como Takatora tinha poderes mentais bem mais fortes que os de Ren, ele também era mais sensível a esse tipo de coisa.
Quando Ren e Ryuuji entraram na sala, deram de cara com um Takatora totalmente destruído a frente deles. Os Blues ficaram sem reação. Ele não dizia nada. Os dois jovens notaram que em algum momento os olhos avelãs se tornavam vermelhos. Quando seus olhos mudaram de cor, ele olhou para os subordinados com uma expressão estranha, sádica e maligna. Parecia a versão masculina de Sonozaki Wakana. Ao ver aquilo os dois ficaram chocados e assustados. Ren e Ryuuji se olharam com cara de quem entendia nada com porra nenhuma. Takatora deu uma gargalhada maligna, coisa que ele jamais faria em sua sanidade. Depois disso, seus olhos voltaram ao normal e ele desmaiou de novo. Ren assumiu uma expressão extremamente séria e temerosa, quando alguém entende que algo deu merda.
- Ren, o que houve? Confirmou o que eu quis dizer anteriormente? Aquele não era ele? Estou certo?
- Senpai... Não é tão simples... Pelo que acabamos de ver agora... A coisa é muito pior do que eu imaginava.
- Você percebeu tudo isso só de olhar para ele? Por favor, seja mais claro. Está me assustando. - Ryuuji pediu, apesar de temer a resposta.
- Eu tenho quase certeza de que a mente dele foi corrompida.
- Corrompida?!
- Sim. Eu não sei o que foi, mas o fato é que aquela mulher fez alguma coisa com ele. E foi grave.
- Eu disse isso desde o começo. Caralho... – Ryuuji praguejou. – E agora? O que faremos?
- Primeiramente, arrumar essa zona para que ninguém veja, e claro, levar o Kureshima-sama para a enfermaria.
- Exatamente.
E assim eles fizeram. Arrumaram a sala e levaram o Chefe para a enfermaria. O pior é que ninguém sabia que Wakana tinha levado uma cópia das imagens.
Paralelo a todos esses acontecimentos, Hana continuava muito angustiada. Aquele pressentimento ruim que ela tinha não passava e a Calopsita Luz permanecia estranha. Noite e madrugada avançaram. Mais um dia amanhecia. Na mansão Kureshima, todos ficaram muito preocupados, pois Takatora não voltou para casa, bem como Ren e Ryuuji. Yuuto achou aquilo muito estranho, e logo recebeu uma ligação de Ryuuji que lhe perguntou algo inusitado...
- O que aconteceu com vocês? Passaram a noite trabalhando? – Yuuto perguntou.
- Não importa. Eu preciso de um favor.
- Assim tão de repente? O que é?
- Preciso que me diga como está a Luz.
- A Luz? Fala da Calopsita de estimação do Takatora?
- Exato.
E após ele verificar...
- Ela tem estado agitada. Piando muito. Parece estar sofrendo. Espere um pouco... Por acaso aconteceu alguma coisa com o Takatora?
- Infelizmente sim. Depois contaremos todos os detalhes, mas por favor, não diga isso a ninguém da mansão.
- Entendi.
Enquanto Takatora estava inconsciente na enfermaria, Ren tentou um contato mental com ele. O Go-on Blue colocou a mão sobre a testa dele e tentou fazer uma análise da mente dele com os seus poderes. Pouco tempo depois, ele ficou preocupado ao confirmar suas suspeitas.
- E então Ren? O que descobriu? – Ryuuji perguntou ao entrar no quarto.
- É mesmo o que eu temia... A mente dele foi corrompida, como se outra pessoa estivesse tomando o controle indiretamente. – Explicou o gênio.
- Mas como isso é possível? O Kureshima-sama tem a mente mais poderosa de todas. Como isso pôde ter acontecido?
- Ela só pode ter feito isso se ele estivesse inconsciente. Mesmo assim é estranho, ela não teria como saber disso.
- Ah, Ren... Essa mulher não pode ter feito isso sozinha. Eu estava pensando nisso desde que nos deparamos com essa situação.
- Com certeza. Não tem como ela ser tão precisa assim. Ryuuji-senpai, por favor, poderia ir até a mansão explicar tudo ao Yuuto?
- Claro que sim. Irei agora mesmo.
- Fale com ele discretamente para que ninguém ouça e peça ao Raito para vir até aqui.
- Raito? Por que ele?
- Ele é irmão da Wakana e com algumas informações dele eu posso entender tudo mais rápido.
- Entendo. Farei isso agora.
- Mas tome cuidado para que a Hana não saiba. Ela não pode saber disso de jeito nenhum. Não importa o que aconteça, ela não pode saber.
- Nem precisava ter dito isso.
Raito foi até a Torre da Yggdrasill a pedido de Ren e Ryuuji colocou Yuuto a par da situação. O Zeronos custou a crer que aquilo fosse verdade, mas se acalmou quando Ryuuji explicou os detalhes. Bem, em parte... Ele foi até a empresa para ver o amigo. Raito foi falar com Ren e o Go-on Blue explicou toda a situação, aguardando o parecer do outro gênio.
- É como você disse. Se você que tem poderes mentais maiores do que os meus pôde constatar isso, então eu nem tenho como discordar. Esse é o tipo de coisa que a Wakana-nee-san faria. Ela é muito baixa. Com certeza ela preparou essa armadilha.
- Sim. Ryuuji-senpai e eu achamos que ela não agiu sozinha.
- Entendi... Está querendo dizer que ela teve um cúmplice?
- Certamente que sim. Tão certo como me chamo Ren.
- Ren, acho que para você eu posso falar... Se você diz que ela teve um cúmplice, então só pode ser Kureshima Mitsuzane.
- O próprio irmão do Kureshima-sama? Não creio que seja verdade.
- Pense. Ele é a única pessoa que poderia ter feito isso.
- Mas o que ele ganharia prejudicando o próprio irmão?
- Simples. Ele tem inveja do irmão e por isso o odeia. Por esse motivo ele se aliou com a Wakana-nee-san.
- Mas Raito, tem certeza? O Mitsuzane... Com aquela carinha de anjo...
- É um demônio. Acredite em mim. Eu sei o que estou dizendo. Eu já andei observando aquele moleque. Ele tem intenções malignas. Minha energia o repele, eu não consigo me sentir bem perto dele.
- Se for mesmo isso... Eu posso contar com você para vigiá-lo?
- Eu já estou fazendo isso.
- Uma coisa eu te digo, Raito: Se alguma merda acontecer com o Kureshima-sama por culpa desses dois... Eles irão me pagar. Ah se irão.
- Eu digo o mesmo. Não vou pegar leve só porque ela é minha irmã. Ela é uma vagabunda, isso sim. Me dá nojo.
- Não importa que ele seja o irmão do Chefe. Se for necessário, faremos o que for possível para pará-lo.
Yuuto chegou pouco tempo depois e estava bastante surpreso e abalado com o que Ryuuji havia dito. Takatora estava inconsciente na enfermaria, mas ainda estava de terno, porém sem o paletó.
- Como o Takatora está? – perguntou o Zeronos.
- Eu queria poder dizer que ele vai ficar bem, mas infelizmente ainda não sabemos. – Ren respondeu.
- Mas o que realmente aconteceu, afinal?
- Ele está inconsciente desde ontem e também estava agindo muito estranho.
- Isso tem a ver com Sonozaki Wakana?
- Sim. Eu vou te contar tudo...
Ren levou o Chefe Sakurai até a sala de Takatora e mostrou a ele as imagens através do notebook do Chefe. Yuuto levou um susto, ficou chocado, perplexo e incrédulo, mas o pior de tudo... Ele ficou excitado com aquele filme pornô a sua frente. O Zeronos foi o único que aproveitou aquelas cenas para algo "positivo", se é que podemos chamar assim. Ren e Raito estavam boquiabertos ao perceberem que Yuuto estava se amarrando na coisa toda, ignorando totalmente a gravidade da situação. Raito observou que no canto esquerdo da sala de Takatora havia uma pequena mesinha com um balde de gelo e uma garrafa de água de coco. Qualquer um pensaria que era vinho, mas o Kureshima era muito certinho e abominava pensar em beber álcool durante o trabalho. Ren já estava ficando puto e se controlou muito para não socar a cara do Chefe, por pura hierarquia imposta por Takatora, pois se não fosse isso... já Raito, que não tinha motivo algum para se segurar, pegou o balde de gelo no canto da sala e soltou o verbo, mandando a real na cara do Zeronos.
- Está curtindo? Pelo jeito você está adorando a sessão puteiro que está no ar, certo? – o gênio disse seriamente e Ren gelou.
- Você entendeu errado. Eu estou tão pasmo quanto vocês. – ele tentou se defender, mas era inútil. Estava tão excitado vendo Wakana nua que não houve defesa para ele.
- É incrível como a preocupação com o seu amigo desapareceu tão rápido. Talvez isso te ajude a esfriar o saco!
Raito jogou todo o gelo que havia dentro do balde no meio das pernas de Yuuto, que acabou dando um pulo da cadeira de dor. O mais engraçado disso tudo é que ele estava sentado bem na cadeira do Chefão da Yggdrasill e agora ela estava toda molhada, mas quem disse que Raito se importou com isso? Ren fazia uma enorme força para não rir alto com a cena.
- Puta que pariu! Ficou maluco, seu moleque?! Está querendo me matar com um choque térmico? Tem merda na cabeça ou o que? – Yuuto esbravejou.
- Pelo visto apaguei seu fogo. Atitudes como a sua me deixam completamente enojado. – Raito disse sério e despreocupado.
- Você não conhece a palavra "respeito", garoto?
- Conheço e pratico muito bem apenas com aqueles que merecem. Você é que parece não conhecer tal palavra. Como pode ficar excitado e se divertir com a desgraça daquele que você chama de irmão? Levar a minha mãe para a cama não está sendo o suficiente para você? Com quantas outras você anda chifrando ela? Se preferir eu entro nas estantes do planeta e busco endereços de puteiros excelentes que irão te agradar.
- Já chega Raito. É melhor não provocar mais ele. – Ren interviu.
- Eu devia quebrar a sua cara por essa afronta que você me fez. – disse Yuuto, já puxando Raito pelo paletó do uniforme escolar do garoto, sacudindo-o.
- E por que não tenta? – desafiou o gênio.
- Já chega vocês dois! – exclamou Ren para apartar a inevitável briga.
- O que significa essa confusão na minha sala? – Takatora perguntou ao entrar, surpreendendo a todos.
- Na-nada... – Yuuto respondeu, se cagando de medo por causa da bagunça.
- Kureshima-sama, você está bem? – Ren perguntou curioso.
- Estou. Mas o que aconteceu aqui? Que aguaceiro todo é esse na minha cadeira?
- É que aconteceu um pequeno acidente com o balde de gelo, não é, Raito? – Yuuto disse, botando a mão sobre o ombro do gênio e abrindo um falso sorriso.
- É... – ele respondeu com a cara fechada e muito contrariado.
- Meu computador estava aqui? Lembro-me de tê-lo deixado na sala de reuniões.
- Eu o trouxe para cá. Temos algo importante a relatar. – Explicou Ren.
- Então vamos todos para a sala de reuniões. Mandarei que alguém limpe esta bagunça. Lá conversaremos melhor. – disse o Kureshima, levando seu notebook consigo.
[Na sala de reuniões...]
Todos entraram na sala e se sentaram, porém, antes que Takatora se sentasse, Yuuto observou que havia algo em seu bolso.
- Takatora, o que é isso vermelho no seu bolso? – perguntou o Zeronos.
- No meu bolso? – respondeu confuso, ainda sem notar que havia algo ali.
Ao colocar a mão no bolso, ele puxou com tudo o que havia dentro dele, colocando na altura de seus olhos. O Chefe da Yggdrasill quase teve um colapso ao perceber que estava com a calcinha de Wakana em suas mãos. Ren colocou as duas mãos na boca, tamanho foi seu susto. Raito arregalou os olhos e observou a cena com cara de WTF? E Yuuto ficou todo alegrinho ao ver a peça. O Kureshima não sabia onde enfiar a cara. Não sabia se ficava vermelho, azul, verde, roxo, ou qualquer outra cor. Afinal. Que diabos era aquilo?
- Que porra é essa? – Takatora perguntou-se.
- Kureshima-sama... Falou um palavrão... Isso é o prelúdio do apocalipse! – comentou Ren.
- Eita! Você pegou a Sonozaki gostosa de jeito, hein, Takatora! Ela até te deixou esse presentinho! Você poderia dar pra mim? Eu quero guardar na minha coleção. – pediu Yuuto, recebendo um olhar assassino por parte de Raito e Ren.
- Que diabos é isso?! – exclamou Takatora, jogando a peça no chão, enojado.
- Ah, vai dizer que não se lembra? Takatora, você arrasou com ela. – Yuuto disse na cara de pau.
- Chefe Sakurai! Cale essa boca! – Ren disse, exaltado, assustando até mesmo Raito.
- O que disse?
- Fique quieto. Suas observações só estão atormentando o Kureshima-sama. Será que ainda não percebeu a gravidade da situação?
- Sinto muito. Eu só queria descontrair. – Yuuto consentiu com a bronca e sentou-se, disposto a ficar quieto.
- Alguém, por favor, pode me explicar o que aconteceu ontem? – Takatora pediu, sentando-se na cadeira principal.
- Fique calmo Kureshima-sama. Eu vou explicar. Antes de tudo, tem certeza de que não se lembra de nada de ontem à noite?
- Tenho. Eu só me lembro de que... Não dormi bem a noite anterior e vim para a empresa muito cedo. Resolvi algumas pendencias e passei muito tempo treinando na sala de simulação. Quando fui para a minha sala para descansar, Mitsuzane estava aqui e me trouxe o chá que eu tomo todos os dias. Só sei que depois disso eu apaguei. Por que será que eu dormi tanto assim?
- Mitsuzane? – pensou Raito. Então é mesmo como o Ren disse. Só pode ser sido aquele safado. – concluiu.
- E não se lembra de mais nada, Takatora?
- Não. Do que eu deveria me lembrar, Yuuto?
- Kureshima-sama, fique calmo e me escute. Neste pen drive têm as imagens do que aconteceu em sua sala entre as 6 da tarde e às 8 da noite. – Ren explicou, entregando o pen drive a ele.
Quando Kureshima Takatora acessou o vídeo, ele ficou chocado, perplexo e arrasado. Ele teria caído da cadeira se não estivesse paralisado. Ele se sentia incrédulo, sem chão, sem nada. "Não era eu... Não era eu..." era a única coisa que murmurava em sua mente conturbada. Ele ficou nesse estado de choque por mais de dez minutos.
- Kureshima-sama, você está bem? – perguntou Ren.
- O que significa isso? – ele disse baixo.
- Como assim "o que significa isso"? Takatora, você pegou a Sonozaki de jeito, vai dizer que não se lembra? – Yuuto observou.
- Pode explicar o que aconteceu? – Raito também perguntou.
- Não posso. A minha mente está um caos. Eu não me lembro de nada. Só sei que... Não era eu. Eu nunca... Jamais faria aquilo. Eu desprezo aquela mulher. – ele dizia pausadamente com a voz trêmula.
- Calma. Fique tranquilo. Nós acreditamos em você. – Ren disse, colocando sua mão sobre o ombro do Chefe, tentando confortá-lo.
- Aquela maldita! Como ela conseguiu fazer aquilo? Não era eu!
- Acalme-se, Kureshima-san. Ren e eu já estamos investigando. Seria bom você ir para a casa descansar. – sugeriu Raito.
Tal como Raito disse, ele acabou levando Takatora para a mansão Kureshima. Ao entrar em sua casa, Hana o esperava à frente da porta. A garota se consumia de preocupação e uma estranha sensação de angústia tomava conta dela desde que Wakana o atacou. Sim, ele foi atacado. Ninguém podia negar isso. Ao vê-lo o coração dela deu um sobressalto dentro do peito. Ela sentiu vontade de abraçá-lo e dizer a ele o quanto estava feliz por vê-lo bem, mas acabou desistindo da ideia, afinal, ela ainda não tinha conseguido se desculpar com ele pelo que acontecera na outra noite. Ao entrar, o Zangetsu foi frio. Passou por ela sem lhe dirigir sequer um olhar. Sua expressão era fria, distante, vazia. Aquela atitude dele deixou a garota destruída. A jovem morena ficou arrasada e tudo o que sentiu naquela hora foram as lágrimas rolarem por seu rosto sem a sua permissão enquanto ele se afastava mansão a dentro. Akiko estava por perto e só conseguiu abraçar os ombros da amiga para tentar consolá-la. Ela mal sabia que ele não estava nada bem e que indiretamente aquilo era culpa dela.
Mitsuzane assistiu a tudo com muita satisfação e concluiu que sua cúmplice fez muito bem o trabalho. Um sorriso de alegria e satisfação brotou no rosto do Kureshima mais novo. Enquanto ele contemplava tudo de ruim que acontecia ao seu irmão, seu celular tocava ao receber uma mensagem de Sonozaki Wakana. A víbora relatava tudo o que aconteceu, o que fez, e, o mais importante, as imagens que copiou do sistema de segurança. O perverso garoto não via a hora de pôr as mãos nas imagens para esfregar na cara de Hana e acabar de vez com as esperanças dela de ficar com seu irmão, assim ele poderia ficar com ela.
Ainda era cedo. Por volta de três horas da tarde. Depois de chegar a sua casa e cruzar com Hana, a única coisa que Takatora queria era tomar um banho e tirar aquelas roupas. Ele se sentia sujo, enojado de si mesmo. Sequer pensar que tocou naquela mulher já o deixava cheio de asco de si. Como ele poderia olhar para Hana depois daquilo tudo? Ele jamais poderia. Não tinha coragem para olhar nos olhos dela. Ele tomou um longo banho frio e quase usou um vidro inteiro de sabonete líquido de essência de Melão para deixar seu corpo o mais limpo possível. Depois ele passou álcool por todo o corpo para se desinfetar. Não tinha como ele sentir mais nojo de si mesmo como naquele dia. Se pudesse trocar de corpo, certamente ele trocaria. Ele escovou seus dentes com tanto desespero que sentiu sua gengiva sangrar e desinfetou sua boca com o enxaguante bucal mais forte que havia na casa, embora sua vontade era lavar a boca com álcool puro mesmo. Quanto ao terno? Ele queimaria no mesmo dia, com certeza. E queimou mesmo. Não queria ficar com nada que lembrasse aquele acontecimento tenebroso para ele. Ainda não podia acreditar. "Como pode ser?" "Como podia ser ele?" "Como aquilo aconteceu?" Essas perguntas não saiam de sua mente. Por mais que agora seu corpo estivesse limpo, sua mente ainda estava corrompida, e isso era algo que não podia ser evitado. O Kureshima colocou outro terno e secou os cabelos com o secador, como é de seu costume. Sua Calopsita Luz estava eufórica para falar com ele. A ave esperta voou até a cama de seu dono e protestou:
- Taka-chan! Que maldade! O que aconteceu com você? Eu senti algo muito estranho! Você está bem? – perguntou o pássaro.
- Acalme-se Luz. Dez de cada vez, sabia? – ele respondeu com seu tom calmo e voz baixa.
- Me desculpe. Mas estamos conectados. Eu sinto quando algo de ruim acontece com você, por isso fiquei preocupada.
- Eu te entendo. Sinto muito por deixá-la preocupada.
- Então? Pode explicar o que aconteceu com você?
- Eu também queria saber, minha querida Luz.
- Como assim, Taka-chan? Como você não sabe o que aconteceu com você mesmo?
- É isso. Eu não sei. Eu sinto como se minha mente tivesse abandonado o meu corpo e eu tivesse deixado de ser eu mesmo.
- Taka-chan... Você andou bebendo?
- Que pergunta. Você sabe que eu não bebo.
- Fumou maconha?
- Luz!
- Então como isso é possível? Como pode sua mente deixar seu corpo?
- Acredite ou não, Luz, mas eu sinto que foi isso.
- Foi Sonozaki Wakana?
- Tudo indica que sim. Pelo que o Ren me contou.
- Mas Taka-chan... Se essa mulher fez alguma coisa com você, então pode ser muito mais grave do que se imagina. Você está mesmo bem?
- Sim. Por enquanto estou bem, apesar de me sentir um pouco estranho.
- Então por que não descansa Taka-chan? Eu fico de olho. Durma tranquilo.
- Sim. Estou precisando mesmo. Por mim eu dormiria para sempre para esquecer aquele acontecimento horroroso.
- Arê?¹ Observou o pássaro, fazendo uma carinha confusa e fofinha ao mesmo tempo.
E assim, Takatora deu um beijo na cabeça de Luz, fez carinho nas penas da Calopsita colocando-a na gaiola e adormeceu sentado na poltrona em frente à janela.
Na mansão Sonozaki, Wakana ainda estava nas nuvens, pensando nos momentos que vivera com o Chefe da Yggdrasill na noite anterior. E claro, pensando também em quando aquele momento divino se repetiria. Só de pensar naquele corpo perfeito dele, no seu cheiro, seu olhar enigmático, seus cabelos macios, sua boca gostosa, seu rosto lindo... Ela apenas queria mais, muito mais. Apenas pensar no corpo quente dele colado ao seu já deixava a vilã excitada como nunca.
- E então Wakana? Pode explicar com detalhes o que aconteceu ontem? – pediu Saeko, invadindo o quarto da irmã.
- Onee-sama? Desde quando está no meu quarto?
- Tempo suficiente para perceber que você ainda está sonhando com o Kureshima mais velho. Conte de uma vez o que aconteceu.
- Ah, minha irmã... Você não tem noção de como aquele homem é delicioso, quente, apetitoso. Um verdadeiro Deus.
- Deixe a putaria de lado. Eu não me refiro a isso. E se você continuar fazendo tanta propaganda, eu também vou querer provar o conteúdo daquele gato.
- Ah, tá. Eu te mato se você sequer pensar no assunto.
- Não importa. Fala logo!
- Tá! Hoje à noite eu farei uma visitinha à mansão Kureshima.
- Pra que? Vai tentar molestar o bonitão de novo ou vai tentar matar a vadia?
- Nem um nem outro. Desta vez meu assunto será com o nosso querido irmãozinho Raito.
- Ah... Você tinha dito isso mais cedo. Pretende levar um exército de Dopants?
- Claro que sim. Vamos ter um pouco de divertimento.
- Então eu também vou. Essa será uma oportunidade perfeita para eu rever o meu amado Ren.
- Você está demorando muito. Eu já peguei o Kureshima gostoso. O que espera para pegar o Go-on Blue?
- Eu não sou como você, Wakana. Eu nunca controlaria a mente de um homem para obrigá-lo a se deitar comigo.
- Desgraçada maldita!
- A verdade dói, não é?
- Que seja!
- Quando pretende atacar?
- Hoje mesmo, se o Kureshima gostoso não vier me ver.
- Inútil. Só pensa em dar a bunda.
- Cala a boca, sua recalcada invejosa!
Depois de saírem no tapa, as duas irmãs planejaram como seria seu futuro ataque à casa dos Kureshima.
Já era noite e todos já haviam jantado na mansão Kureshima. Takatora ainda descansava e Akatsuki, governanta da casa e a mulher que sempre cuidou dos irmãos Kureshima desde pequenos, achou melhor não incomodar seu Jovem Mestre. Ren, Ryuuji e Yuuto também haviam chegado e todos eles estavam reunidos na sala discutindo sobre a situação de Takatora. Akiko e Hana estavam no quarto de Akiko conversando, pois ela ainda estava muito triste, e Airi também estava em seu quarto. Raito estava em sua biblioteca mental como sempre. Pouco tempo depois, todos foram dormir.
Início de madrugada. O relógio acabara de virar indicando uma da manhã. Takatora ainda dormia em sua poltrona desde as três da tarde. Como sua mente estava corrompida, aquilo acabava afetando seu lado físico também. De repente ele acordou. Luz estava dormindo. Quando abriu os olhos, os mesmos estavam emanando um brilho vermelho intenso. Ele estava estranho novamente e mais uma vez, Kureshima Takatora não era mais Kureshima Takatora. Ele pegou o paletó que estava pendurado na poltrona e o vestiu. Luz acordou, pois os pássaros tem um sono extremamente leve. A Calopsita teve tempo suficiente para ver os olhos do Kureshima avermelhados, e quando isso acontecia, o bichinho se sentia estranho. Após vestir o paletó, ele saiu.
- Taka-chan... Aonde você vai? – perguntou o pássaro, porém não obteve resposta.
Zangetsu saiu de sua mansão sem ser visto. Mesmo que fosse, ele não devia satisfações a ninguém mesmo. Ele pegou o carro e foi até a mansão Sonozaki. Ele deu um salto até a varanda do quarto de Wakana que ficava no segundo andar como se aquilo não fosse nada. Ele literalmente voou. Na cama, Wakana dormia. A malvada, por sinal, dormia de forma bastante sugestiva, literalmente como quem diz: "me coma". Já que o Japão estava em pleno verão, lençóis eram dispensáveis quando se dormia com o ar condicionado desligado e a janela aberta. Ela dormia de bruços com uma das pernas para cima e não usava praticamente nada. Apenas vestia uma calcinha fio dental minúscula, exatamente igual àquela que ela usou para seduzir Takatora, porém essa era branca e vestia uma blusa branca de alças finas praticamente transparente. Ele a olhou por alguns instantes e se ajoelhou ao lado da cama. Wakana apenas sentiu uma mão quente acariciar sua coxa, subindo até sua bunda, apertando-a e seguindo até se enterrar por dentro da blusa. Ela deu uma leve risadinha seguida de alguns gemidos de satisfação, já entendendo do que se tratava.
- Então você veio, meu gostoso. Sabia que viria cedo ou tarde. Eu estava te esperando. – disse ela.
Sem dizer uma palavra, e com os olhos vermelhos como o fogo, ele apenas abaixou a cabeça e começou a beijá-la no pescoço, afastando os longos cabelos negros dela e passava a mão em suas costas. Ela sentou-se, ficando de frente para ele, o fitou nos olhos por alguns instantes com malícia e luxúria desmedida. Ela lambeu e mordeu os próprios lábios como se estivesse com uma sede insaciável dele. Wakana cruzou os braços levando a mão até a cintura e tirou a blusa, exibindo os belos seios que o convidavam a cada instante.
- Seus olhos ficam ainda mais lindos com essa cor, sabia? – ela disse, apenas esperando a "pegada" dele.
Takatora sentou-se na cama e a agarrou, alisando as costas nuas dela, cobrindo-a de beijos no pescoço e nos ombros. Ele a empurrou para trás, de modo que ela encostasse no espelho da cama e começou a acariciar a cintura, a barriga e os seios dela, beijando-os. Ela só conseguia respirar ofegante enquanto o calor subia por seu corpo em contato com o dele. Mas que delícia. Era incrível o que aquele homem conseguia fazer com aquela boca macia e aquelas mãos quentes. Ela o abraçou, colocando sua boca ao lado do ouvido dele.
- Não vai tirar minha calcinha com os dentes como fez da última vez? Estou doida para brincar com você de novo. Não sabe como é bom sentir você dentro de mim. – disse baixo, cheia de tesão.
Takatora não respondia. Era muito estranho, pois ele não dizia uma só palavra quando estava naquele estado. Sentindo que ela tentava abrir sua camisa sem nem tirar o paletó, ele a pegou pelos pulsos e a impediu. Depois entrelaçou a mão por dentro dos cabelos dela e a puxou para um longo beijo. Quem disse que ela reclamou? Não tinha beijo mais gostoso do que o dele. Ardente, quente e muito, mas muito delicioso. Wakana já estava com a vagina pegando fogo de excitação e o jogou na cama, tentando tirar a roupa dele. O Chefe da Yggdrasill levantou na mesma hora e limitou-se a olhar para ela. Ele caminhou em direção à janela pronto para ir embora.
- Ei! Onde pensa que vai? Primeiro me deixa nesse estado e depois vai embora? – perguntou indignada.
Frio como sempre, ele não disse uma só palavra. Deu um salto pela janela e foi embora.
- O que foi isso? Ele deveria estar sob o meu controle. Então por quê? Será que...? – Wakana pensou.
Na mansão Kureshima, Luz foi ate o quarto de Yuuto e entrou pela janela. O Zeronos ficou surpreso com a visita do pássaro.
- Algum problema Luz?
- Yuu-chan! É o Taka-chan! Ele saiu de repente e estava muito estranho.
- Saiu? Há essa hora? Descreva como ele estava.
- Ele estava esquisito, não falou comigo e saiu. Os olhos dele estavam vermelhos como o fogo.
- Vermelhos?! Não pode ser. Então significa que...
Preocupado com o que estava acontecendo ao amigo, Yuuto foi até o quarto de Ren. Os dois foram para a porta da mansão esperar pela chegada do Chefe. Como Ren tinha boas habilidades mentais, a presença dele era fundamental. Luz estava pousada no ombro de Ren, de quem gostava tanto quanto de Takatora. Poucos minutos depois Takatora chegou de carro. Todos o olharam na entrada. Ele estava mesmo muito estranho. Olhou para todos com desprezo e raiva. Os três não entenderam nada quando ele finalmente se pronunciou...
- Eu quero entrar. Saiam da minha frente. – Takatora disse firme, porém seu tom calmo e sua voz grave se mantinham baixos. Ao menos isso não havia mudado. Ren e Yuuto se entreolharam.
- É como eu pensei, Chefe Sakurai. Este que está na nossa frente é outro Takatora.
- É Ren. Você está certo. Mas o que faremos? Como podemos fazê-lo voltar ao normal?
- Isso eu ainda não sei. Nem sequer sabemos como Sonozaki Wakana conseguiu danificar dessa maneira a mente dele, considerando que ele tem uma mente muito forte.
- Sim, mas...
A conversa foi interrompida, pois Takatora abaixou levando as duas mãos ao topo da cabeça, sentindo uma forte dor. Ele deu um grito que acordou todo o resto do pessoal, e bastou menos de um minuto para que todos já estivessem do lado de fora da casa com cara de tacho, apenas se perguntando que danado estava acontecendo. Hana ficou confusa e muito preocupada com o estado de seu amado. Ela observou que os olhos deles brilhavam em vermelho como se duas chamas tomassem conta de seus olhos. Ao mesmo tempo em que gritava, os olhos de Takatora alternavam entre a cor vermelha e sua cor natural de chocolate e uma energia avermelhada e esverdeada crescia em volta dele a medida que seus olhos mudavam de cor. Era como se ele estivesse lutando mentalmente para assumir o controle sobre si mesmo. Hana observava atenta a tudo. Nesse meio tempo, Wakana chegou à casa dos Kureshima acompanhada de um exercito de Dopants menores para atacá-los. Ao sentir a presença de Wakana, Takatora reuniu toda a sua força mental e acabou voltando ao normal, ficando de pé novamente. Raito, Yuuto, Ren e Ryuuji se preparavam para se defender, porém os monstros ainda não estavam atacando. Mitsuzane só pensou o que aquela doida pretendia ao atacar a casa dele.
- Sonozaki Wakana... Desgraçada. Como se atreve a nos atacar em minha própria casa? – Takatora disse, baixo e pausadamente, porém era visível a sua raiva.
- Ora, ora. Já que você fugiu de mim agora a pouco, eu vim te buscar, meu querido. – Wakana respondeu cínica.
- Saia da minha casa. Saia da minha vida... SAIA DA MINHA MENTE! – ele exclamou com muita raiva dentro de si, ao mesmo tempo, um cinto simples, porém sofisticado ao mesmo tempo se materializou na cintura dele, quando uma espécie de cadeado verde claro apareceu em sua mão direita. Ele apertou um botão na lateral do cadeado que emitiu um som, e ele inseriu esse cadeado no centro do cinto, usando a faca da fivela para "cortar a fruta", no caso, um Melão.
MELON / LOCK ON / SOIYA!
MELON ARMS. TENKA GOMEN²
E rapidamente Takatora se transformou em Zangetsu. Aquele belo Rider Branco Reluzente que outrora salvou a todos na noite do baile. Ao ver aquele Rider Branco brilhando na sua frente ostentando uma bela Lua Crescente dourada no topo do capacete, o coração de Hana disparou. Era uma coisa que ela já imaginava há tempos, mas que não queria acreditar.
- Aquele Rider Branco... Era ele... Esse tempo todo.
つづく continua...
Nota¹: "Arê?" é uma forma dos japoneses questionarem algo quando não entendem. Algo equivalente ao nosso "ué?"
Nota²: "Tenka gomen" significa "autorizado pelos céus ou pela providência." É a frase dita pelo cinto quando Takatora se transforma.
