Disclaimer um: Os personagens de Harry Potter pertencem a JKRolwing eu só me divirto com eles.
Disclaimer dois: Essa fic é uma TRADUÇÂO com o consetimento de suas autoras Utena Puchico e Angeli quem estiver interessado em ler essa fic no idioma original basta acessar o site SlasHeaven e procurar pelas autoras.
Resumo:Transcorridos sete anos desde final da guerra. A s Trevas dominam o Mundo Mágico e muitas coisas mudaram sob a ordem do novo Lord Tenebroso: Lucius Malfoy. Nesse novo mundo onde a elite domina um homem tem a vida que lhe dá prazer (mas graças a um trabalho que ninguém quer ter), e este mesmo homem despertará no Lord sentimentos que ele não deveira ter para magos de sua "classe".
Sim...pra variar...um novo Lucius/Remus entre outras.
Casal principal: Lucius/Remus
Casais segundarios: Severus/Bill, Blaise/Ron, Cassius/George, Draco/Harry, Ethan Nott/Arthur Weasley... Entre outras.
Avisos: Esta fic é totalmente AU, contém cenas de sexo e mpreg se você não gosta não leia, me faça esse favor...
Beta: Gika Black
Capitulo 21: Traidores e decisões.
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Draco deixou o pequeno Scorpius em seu berço e suspirou. Fazia um mês que teve uma seria conversa com Lupin, que o levou a meditar em muitas coisas. Remus, o amante de seu pai e futuro pai de seus meio irmãos, quase fez o loiro mais novo sofrer uma apoplexia ao descobrir que seus novos irmãos seriam trigêmeos, os Malfoy se multiplicavam.
O homem lobo tinha lhe dito muitas coisas, mas uma em particular o fez decidir o que estava por fazer. Não podia continuar mantendo Harry "prisioneiro" do seu lado, se queria ter algo verdadeiro com ele, chegar a formar uma família de verdade tinha que liberá-lo. Pois sabia muito bem que para ele Harry não era mais um prisioneiro como no inicio, mas para o moreno seu estado não havia mudado. No entanto, esta era um decisão na qual poderia perdê-lo definitivamente, mas sendo sincero consigo mesmo, nunca o teve completamente, não como gostaria de tê-lo.
Recostou-se na poltrona que estava perto do berço de seu filho e esperou, sabia que Harry chegaria a qualquer momento. Fechou os olhos, tentando encontrar a força e a tranqüilidade que precisaria em alguns minutos.
Tal como supôs, o moreno entrou minutos depois no quarto do bebê.
- Sabia que ia te achar aqui com Scorpius - Harry olhou para o berço onde o pequeno dormia. O loiro não disse nada, continuando com os olhos fechados - Você está dormindo? - Potter perguntou aproximando-se do loiro para observá-lo.
- Não, estava pensando.
- No que?
- No quanto vou sentir falta desses momentos a sós com meu filho.
- Por quê? Acaso você vai viajar? - Harry perguntou com curiosidade. Doeu em Draco notar um tom de relaxamento no homem.
- Não, mas eu acho que você sim... - Draco tirou do bolso de sua túnica um pergaminho, preso com uma fita verde - Pega é seu.
- Não entendo, do que você está falando? - o moreno pegou o papel que Draco lhe oferecia - O que é isso? Por que tenho que ir?
- Por que você é livre, o que você tem nas mãos é o contrato que te une a mim e como eu estou te dando por vontade própria, agora está livre. Sei que sempre odiou a posição que te obriguei durante todos esses anos - o loiro suspirou - Também sei que você irá embora agora que nada te prende aqui, por que... você não quer ficar aqui comigo - disse essa parte mais para si mesmo - Só te peço uma coisa, que me deixe ver meu filho. Ficar sem vê-lo me enlouqueceria.
Harry olhava para Malfoy sem poder acreditar no que ouvia.
- Do que você está falando Draco?
O loiro se levantou da poltrona na qual tinha permanecido até o momento e suspirou quase imperceptivelmente.
- Do que você sempre quis desde que te trouxe aqui, sua liberdade.
- Draco eu... por que agora?
- Essa situação é insustentável não é mesmo? Nosso filho nos trouxe uma trégua, mas até quando? Não quero que ele cresça vendo a gente discutir como fazíamos antes. Desejo o melhor para ele e para você também. Embora tenha percebido isso um pouco tarde.
- Posso ir embora? - o moreno olhou para o pergaminho que segurava em sua mão direita - Realmente você vai me deixar ir?
- Se você quiser... Sim.
"E o que eu quero?" Harry disse em sua mente. Não sabia o que pensar, não sabia o que fazer, tudo era tão repentino e inesperado.
- E quando você decidir o que vai fazer, eu rogo que me informe. Mas desde agora as portas do castelo estão abertas para que, se você quiser, possa ir embora.
O loiro decidiu sair do quarto. Havia dito o que tinha que dizer agora a decisão estava nas mãos de Harry.
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Lucius mantinha a cara fechada, enquanto ouvia alguns dos nomes que Remus tinha escrito em uma lista. Esses eram os possíveis nomes para os bebês, que nasceriam logo.
- Eu gostei muito desse Lucian: significa luz. O que você acha? Não é perfeito para um de nossos pequenos? - o castanho pressionou suavemente o estomago, sentindo o suave movimento dos bebês, que era mínimo, já que o espaço também era.
Malfoy enrugou a testa.
- Eu gostaria de nomes que combinassem mais com a nossa classe social.
Desta vez foi Remus quem enrugou a testa.
- Eu discordo disso Lucius. Quando você fala de "nossa classe social" a que se refere? Nossos filhos serão seres humanos, não cachorro, apesar de eu sou um homem lobo.
O loiro suspirou.
- Pelo visto você já tomou uma decisão sobre os nomes dos meninos, eu não entendo o porquê você estar me perguntando e fazendo todo esse teatro.
Lupin sorriu amplamente.
- Por que quero ouvir sua opinião, mas quero que você tenha em mente que não desejo que meus filhos tenham algum desses nomes antiquados que certamente você tem em mente para eles.
- Antiquados?
- Sim, nomes muito arcaicos. Há tradições que definitivamente não gosto e uma delas é colocar nomes, ás vezes horríveis, em pobres crianças inocentes. Fala sério, Draco é um lindo nome e Scorpius também, mas jamais escolheria um nome assim para algum de meus filhos - disse com naturalidade, como se falasse de uma comida que não estava de seu agrado.
O loiro apertou seu bastão e se perguntou se realmente merecia essa tortura. Seu amante não só estava insultando o nome de seu filho e neto, mas também reprovava o fato de que ele pensasse o mesmo.
Um grande barulho se ouviu repentinamente e Lucius soube que sua tortura redobraria em instantes.
- Papai! - uma voz infantil gritou.
- Ah, Lucas! - Remus abriu os braços e recebeu seu filho neles. Não o carregou, pois estava terminantemente proibido por seu medimago, mas ainda conseguia agachar para abraçá-lo. - Como foi a aula hoje? Você não queimou nada?
O menino negou com a cabeça e riu.
- Não papai, hoje eu fui muito bonzinho - alargou dramaticamente a palavra bom.
"Sim, claro, tão bom como um dragão em um campo de ovelhas" Lucius pensou olhando o pequeno demônio, tão parecido com seus travessos e pequenos afilhados ruivos. "Talvez o problema fosse genético. Tomara que meus filhos e neto não sejam nem a metade desses. Mas não custa prevenir, não deixando que se juntem desde o nascimento."
- Senhor... Ah... senhor?
Lucius perdido em seus pensamentos, não notou como o moreninho tinha se aproximando dele.
- Fala Lucas.
- Como o senhor é o outro papai de meus irmãzinhos e meu papai é quem carrega eles. O senhor é algo assim como um parente meu?
Malfoy abriu os olhos surpresos e olhou para Remus que sorria abertamente. E agora o que queria esse pequeno demônio? Não estaria a ponto de fazer algo típico de um Grifinório e esperar que desse autorização para poder chamá-lo de "papai"?
- Eu acho que sim. Somos... meio parentes.
- Bem - Lucas sorriu radiante - Então o senhor não vai importar, que quando eu entrei no escritório quebrei um vaso não é?
Desta vez Remus não só riu como gargalhou, enquanto Lucius ficava azul olhando seu antigo vaso que estava em pedacinhos, era verdade que um "Reparo" consertaria, mas este já tinha perdido grande parte de seu valor.
Lucas, que estava novamente ao lado de Lupin mostrava sua melhor cara de anjinho.
- Não, não vou ficar com raiva - Malfoy deu um sorriso forçado e se resignou com seu destino.
Remus conteve sua risada e depois ficou sério agachando ao lado do pequeno.
- Lucius pode não se zangar, mas eu estou muito zangado - disse seriamente, franzindo as sobrancelhas e olhando para o menino.
Lucas deixou de rir e abaixou a cabeça
- Desculpa papai - resmungou.
Remus levantou o queixo do menino e o olhou nos olhos.
- Amor, você tem que entender que não pode aprontar sempre e ficar sem castigo. Pode até ser divertida a situação, mas não é. Como você se sentiria ao entrar em seu quarto e descobrir que Lucius quebrou seu brinquedo favorito?
Os olhos do menino ficaram arregalados e olhou para o mais velho.
- Ficaria com raiva.
- Exatamente, Lucius não ficou com raiva hoje, mas o que você fez não está certo e ele está esperando uma desculpa sua.
Com relutância, Lucas andou até ficar novamente em frente do loiro e retorceu suas mãos com nervosismo.
- Eu sinto muito ter quebrado o vaso senhor Malfoy.
Lucius também ficou incomodado e torceu a boca.
- Está desculpado.
- E o que mais você tem que falar Lucas?
- Er... que não vou fazer de novo?
Remus sorriu, assentindo para o menino.
Lucius ergueu uma sobrancelha olhando para o moleque e suspirou. "Talvez ainda haja uma esperança para ele... Tudo graças a Remus.".
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Enquanto isso Lucius acreditava estar vivendo seu próprio e, bem merecido, circulo do inferno. Havia magos que realmente queriam mandar Malfoy para a terra de Hades e por isso tramavam um plano pra tirar o loiro do poder e se fosse possível, também do mundo dos vivos.
O plano era simples, por isso não acreditavam que desse errado. Esperariam até que Malfoy os convocasse para uma reunião e o atacariam diretamente, prendendo em uma armadilha da qual ele não poderia escapar. O loiro Lord não tinha por que desconfiar deles e certamente não esperaria um ataque de pessoas próximas a seu circulo interno de poder.
A esperada reunião chegou em uma quinta feira, se reuniriam as 19:00 horas, no salão de sempre.
Todos entraram no salão, tentando esconder seu nervosismo. Malfoy e seu séqüito entraram por último.
- Senhores, boa noite - Malfoy falou - Esta reunião seria uma das tantas que temos, se não fosse por vocês terem uma surpresa para mim. Não é verdade? - Malfoy sorriu de tal maneira que todos os implicados no complô empalideceram.
- Mi Lord, do que fala? - um deles perguntou, tentando manter sua voz firme.
- McLean, McLean... Quem você acha que sou? Os senhores realmente acreditaram que seu insípido plano funcionaria? - Malfoy falava com ironia - É uma pena, realmente acreditei que os senhores fossem mais inteligentes, mas parece que a mistura de pessoas de uma mesma família, teve como resultado um monte de idiotas.
- Mi Lord! - um deles gritou indignado - O senhor nos ofende e não sabemos do que fala.
- Não? Bem, terei que refrescar sua memória - o olhar de Malfoy se tornou duro e frio - Os senhores planejaram me matar hoje, mas sinto desbaratar seu plano e informar que os únicos que morrerão hoje, serão vocês.
Todos os magos envolvidos no plano sentiram o pânico recorrer seus copos, mas de um tentou se levantar para fugir do lugar, mas com terror comprovaram que não podiam se mexer.
O próprio Severus Snape, que estava parado em um canto do salão, segurava sua varinha com a ponta de seus dedos e a golpeava contra seu ombro, dando um sorriso repugnante. Ethan Nott, por outro lado, os olhava como se quisesse matá-los ali mesmo. Além do mais Theodore e Draco estavam nas portas de saída, impedindo qualquer um deles de correr para salvar suas vidas. Por segurança, no lugar ninguém podia aparatar ou desaparatar, então a única saída era a porta.
- Agora, antes de irem se encontrar com seus antepassados no outro mundo, quero que me expliquem por que tomaram essa decisão?
Um silêncio tenso se apoderou do lugar, todos os implicados olharam entre si, estavam pálidos e suando.
-O senhor nos traiu! - uma bruxa gritou, encontrando um pouco de coragem - Abriu as portas do castelo para permitir que esses sangues ruins entrem e deixou que os traidores, que tentaram matá-lo no passado, regressassem a Grã Bretanha! Os trouxe para que voltem a contaminar com seu sangue ruim a nós magos de sangue puro!
Lucius a olhou friamente.
- Idiotas! - Severus rugiu - Não vêem que isso era necessário? - os olhou com desprezo - No ritmo que seguíamos, terminaríamos presos em uma bola, alheios a tudo o que acontecia no exterior. Já faz alguns anos que está sendo praticada à endogamia novamente, algo que no passado evitou que os de sangue puro se misturassem com os filhos de Trouxas.
- Pois ainda que isso os irrite, é a única solução que temos - Nott agregou - Não só os mestiços e os nascidos de Trouxa são sangue novo para o Mundo Mágico, mas também trazem com eles idéias novas e inteligência. Estávamos enganados ao exilá-los e nos achar donos da verdade. É verdade, vocês, meu filho e eu podemos ter preferência pelos de sangue puro, mas outros de nossa própria casta não tem essa reserva e se mesclariam com prazer, conseguindo renovar o sangue de suas famílias e evitar que essa seja extinta do Mundo Mágico.
- Eu mesmo sou um exemplo disso, e meu filho também é. Eu escolhi não só um meio sangue, que também é um homem lobo, e vejam o que o futuro preparou para mim. Não terei um filho, mas três meninos que se encarregarão de estender meu nome por muitos anos mais, pois eles herdarão a fertilidade que acompanha aqueles que têm sangue de licantropo correndo em suas veias. Antes, nós Malfoy só conseguíamos ter um filho por casamento, e por causa disso quase desaparecemos da existência das famílias nobres. Sei que o mesmo está acontecendo com os senhores.
- E lamentosamente alguns desaparecerão para sempre hoje - Draco ameaçou, apontando sua varinha para um dos magos.
- Por favor, perdoem e nos poupem a vida! Agora entendemos! - vários deles gritaram.
Lucius os olhou analisando as possibilidades e depois olhou para Severus e Ethan.
- Se fosse há alguns meses, teria dito que já era muito tarde e lançaria um Avada Kedrava sem pensar. No entanto, graças a minhas continuas reuniões com esses que os senhores consideram sangue ruim e com a criatura obscura com a qual decidi partilhar minha vida, me fizeram mudar de idéia. Vocês serão observados, mas o mínimo erro que cometam, saibam que não pensarei duas vezes, em dá-los como presente aos Dementadores. Draco, Theodore, já sabem o que fazer.
Os rapazes assentiram e anotaram o nome dos traidores, os ataram e depois os tiraram do salão de reunião.
Continuará...
Nota da tradutora: Mais uma capitulo entregue! Espero que gostem falta pouco para o final.
Besitos e até semana que vem.
