Eu estava no meio de um corredor do castelo. Não me parecia familiar, eu não reconhecia as tapeçarias ou os quadros que cobriam as paredes de pedra, mas com certeza era Hogwarts. Não me lembrava como chegara lá, só que estava atrasada para alguma coisa muito importante. Eu me movia com rapidez, mas rápido do que andaria normalmente, e me dei conta que não sentia minhas pernas se movendo. Era como se eu estivesse em uma vassoura. Segui por mais alguns corredores desconhecidos e um lance de escadas estreito escondido atrás de uma grande estátua de um bruxo baixo e gordo. Depois da escada vinha um corredor estreito de teto baixo, as paredes frias tocando meus ombros, mas eu não sentia isso também, apenas podia ver onde meus braços cobertos pela capa preta encostavam nas pedras. Observei, como um expectador, quando meu braço se levantou, erguendo a varinha e acendendo a ponta sem ao menos um sussurro – o que não fazia sentido, por que eu não sabia fazer feitiços não-verbais ainda. Foi então que percebi que aquela mão não era a minha, e aquela varinha não me pertencia. Antes que eu pudesse notar mais alguma coisa, a luz da varinha foi aumentando até se tornar um clarão que me cegou.

N/A: Só um gostinho, com sorte algum mistério pra aguçar a curiosidade.

Isso era uma coisa que eu odiava e adorava nos livros, quando o Harry tinha esses sonhos (que a gente sabe que nunca eram só sonhos) que ele não conseguia decifrar. Sempre me deixava intrigada.

Espero que esse minúsculo capítulo faça o mesmo por vocês ;D

Cheers!