Reação de Coragem

Conceitos básicos e necessários:

Doenças auto-imunes: O nosso corpo tem uma defesa natural que sabe o que é do nosso corpo (órgãos e todo o resto que temos dentro da gente) e o que não é e pode nos fazer mal. A doença auto-imune ocorre quando o nosso sistema de proteção começa a atacar o próprio corpo como se fosse uma coisa ruim. Em cada doença ele ataca de uma forma diferente.

Lúpus:O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica de causa desconhecida, onde acontecem alterações fundamentais no sistema imunológico da pessoa, atingindo predominantemente mulheres. Uma pessoa que tem LES, desenvolve anticorpos que reagem contra as suas células normais, podendo consequentemente afetar a pele, as articulações, rins e outros órgãos. Ou seja, a pessoa se torna "alérgica" a ela mesma, o que caracteriza o LES como uma doença auto-imune. (retirado do site: lupusonline)

Alzheimer ou Mal de Alzheimer: Doença que acomete inicialmente a parte de memória no cérebro, fazendo com os portadores de Alzheimer esqueçam de lembranças, pessoas e coisas. Ainda não existe cura, mas já existem drogas que tentam retardar a evolução da doença. Afeta todos os grupos da sociedade, não tendo influência a classe social, o sexo, o grupo étnico ou a localização geográfica. Embora seja mais comum em pessoas idosas, também as pessoas jovens podem ser afetadas. (fonte: abraz. com . br )

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Capítulo 20: Com bebê ficam três.

"A felicidade é a certeza de que a nossa vida não está passando inutilmente." – Érico Veríssimo.

Bella POV.

- Alguém está a fim de perder a licença médica? – perguntei me aproximando da recepção onde Emmett, Edward, Jasper e Ângela conversavam.

- Como assim? – Dr. McCarty pediu confuso.

- Eu tenho um paciente na cortina três que é um drogado viciado em morfina e que quer desesperadamente uma dose. – comecei. – Ele já derrubou água na Linda, tentou ficar nu e a pouco quase me enforcou. – todos arregalaram os olhos. Dei de ombros. – Eu desviei a tempo. – garanti indiferente. – O fato é que eu estou à procura de um residente solidário a fim de matar um paciente para mim! – sorri inocentemente.

- Isso não é sério, né? – indagou Angie cautelosamente.

- Olha, eu posso ser tudo, mas ainda não me tornei uma sociopata! – revirei os olhos. – Mas, por favor, me deixa passar esse paciente par aquele estudante pé no saco que fica gravando tudo em um computador? – supliquei à Emmett.

Ele riu.

- Vai fundo, garota! – bagunçou meus cabelos.

- Obrigada! Muito obrigada! – quando me virei feliz da vida ao som das risadas dos outros dei de cara com Rosalie McCarty.

- Olá. – saudou. Automaticamente fechei meus olhos. – Você está bem?

- Estou esperando o tapa na cara. – falei.

- Você realmente tem um humor ácido. – assinalou. – Bem que Emmett disse.

- Ahh! – esbravejei. – Porra, Emmett! Para de falar em mim para ela, porque senão eu vou começar a apanhar até a morte nas ruas por algum cara alto e forte contratado pela sua mulher!

- O que foi que você tomou hoje, Bella? – Jasper pediu divertido.

- Três latinhas de Red Bull. – contou Edward. Mostrei a língua para ele.

- Essa é a vantagem de não amamentar. – assinalou Ângela.

- Amamentar? – a loira pareceu se interessar. – Você tem filho?

Suspirei impaciente.

- Digamos que no dia em que você resolveu me acusar por uma mancha de batom vermelho, eu estava me tornando mamãe. – sorri ironicamente.

- Você não estava grávida! – apontou ultrajada.

- Que bom que você conseguiu notar isso! – mantive o sorriso. – E, honestamente, eu não quero perder o meu tempo com uma loira metida que bate nas pessoas e que acha que eu dou para o marido dela.

- OUCH! – ouvi Edward, Jasper e Ângela falarem atrás de mim.

A mulher continuava parada na minha frente.

- Por favor... – fiz menção de passar e ela segurou o meu braço. – Ah Meu Deus! – me virei para eles. – Alguém explica para essa mulher que eu não dei para o marido dela?

- Não precisa. – a voz cortante dela fez com que eu voltasse para a mesma. – Eu sei que não foi você.

Arregalei meus olhos.

- Sabe?

- Sei. – concordou. – O batom era meu e eu que tinha limpado no lenço dele... Mas esqueci.

A vontade de rir veio à tona e trinquei os meus dentes para não gargalhar na cara dela.

- Me desculpa, ok? – pareceu doer para ela falar isso.

Assenti.

- Não vai dizer nada? Nem brigar comigo?

- É que se eu falar muito eu vou acabar rindo da sua cara. – confessei e voltei a fechar a boca.

- Você é... é... – ela parecia não achar palavras.

- Única? – sugeriu Edward.

- Eu estava pensando em dizer "perversa". – respondeu.

- Eu? – agora a ultrajada era eu.

- Sim!

- Emmett! – chamei, já que ele não falou nada desde o início. – Dá um jeito nessa mulher, porque ela ainda não viu a fúria da Bella que passou a noite tentando achar um repertório de música que a filha gostasse e dormisse e que tomou Red Bull para vir trabalhar. – olhei para ela. – Essa sim é bem perversa.

- Bella... – disse Jasper. - Que gosto tem?

- O quê?

- O veneno... Ele ta escorrendo no canto da sua boca. – riu da própria piada.

- Vai te catar! – devolvi rindo também. – Mas Rosalie, não esquenta não. Todo mundo faz coisas impensadas... E eu nem tenho o que desculpar. Todo mundo erra, esquece. – tranqüilizei. – Mas vê se ouve mais o teu marido a partir de agora. – aconselhei. – Agora dá licença que eu tenho trabalho para fazer. – e me retirei.

Edward POV

Foi simplesmente um show o que Bella e Rosalie fizeram na recepção.

A minha pequena simplesmente arrasou com a mulher com categoria e depois ainda aceitou as desculpas dela. Foi hilário!

- Nossa, a Bella está com tudo, em? – comentou Angie.

- É...

- A maternidade fez para ela. – Jazz brincou. – Só espero que Alice não fique mais temperamental do que já é depois que o bebê nascer.

- Cara, se ela ficar mais temperamental... Coitado de você. – bati no seu ombro.

- Muito obrigado pelo apoio.

- Aliás, pra quando é o nenê? – perguntou Ângela animadamente.

- Para qualquer momento! – passou a mão pelos cabelos. – E eu nem gosto de pensar nisso...

- Vai dar tudo certo. – o acalmei.

- Edward! – chamou Linda. – Você viu a Bella?

- Ela tinha ido atender pacientes...

- O cara da morfina esta me enlouquecendo e...

- CALA A BOCA! – todos nós nos viramos em direção ao grito feminino e ficamos boquiabertos com a cena de Rosalie dando bolsadas no tal drogado. – VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR DROGAS AQUI, SEU VAGABUNDO!

- Alguém segura essa mulher antes que ela mate o cara... – disse Jasper.

- Uma hora ela para... – não dei muita bola.

Nesse meio tempo Bella estava vindo e parou ao ver a cena.

- Mas que diabos...

- Ela gosta de bater. – disse simplesmente.

- É, eu sei que sim. – se voltou para Jasper. – Escuta, a sua "namorada-noiva-mulher" grávida me ligou umas seis vezes. – mostrou o celular. – Agora eu não consigo falar com ela. Alice te ligou?

- Não... – tirou o celular do bolso e arregalou os olhos. – Oh Meu Deus! Dez ligações perdidas dela!

- Ótimo. – revirou os olhos. – Temos uma grávida surtando por Chicago agora...

- Ela pode estar entrando em trabalho de parto. – sugeriu Ângela.

- Cala a Boca. – os dois responderam juntos. Eu ainda não descobri quem fica mais nervoso quando o assunto é o parto de Alice: Jasper ou Bella.

- Gente, ela está com nove meses. Isso pode acontecer a qualquer momento. – falei e recebi duas caretas em resposta.

- Mas não neste momento. – rebateu Jazz.

- É, não neste momento. – reforçou Bella.

Ri e balancei a cabeça.

- AHHHHHHHH!- mais um grito típico da emergência adentrou o hospital e antes que pudéssemos pensar em ir ajudar os xingamentos vieram. – SEUS DESGRAÇADOS! EU TO PARINDO AQUI E VOCÊS SOMEM??

É... Parece que Angie estava certa.

Bella POV.

Eu estava nervosa e os gritos ora bravos ora desesperados de Alice não me ajudavam em nada.

Ângela praticamente arrastou a gente para a sala de trauma. Olhei para o meu amigo prestes a ser pai da minha sobrinha e constatei que ele estava mais branco que um papel.

- ISABELLA!

Gelei.

Quem inventou a regra que nos momentos mais complicados sempre chega uma mãe que só serve para complicar tudo mais ainda?

- Oi, mãe... – falei desanimada para a mulher esbaforida que entrava na sala.

- Você trate de dizer para o seu amigo recepcionista que eu tenho mais o que fazer do que assinar papelada enquanto a minha filha pare! –esbravejou.

Jared vinha logo atrás com uma cara de culpa.

- Tudo bem, eu cuido disso depois. – sorri amigavelmente para ele.

- AHHHHH! – minha irmã gritou. – Quando vão me levar para a obstetrícia?

- Não dá mais tempo, Alice. – avisou Edward a examinando. – Já está com dez dedos de dilatação.

- O QUÊ?? – levantou a cabeça para encará-lo. – Eu não vou ter a minha filha aqui! Não vou mesmo! Eu seguro, mas nesse PS ela não nasce.

Jasper resolveu se mover e parou ao lado da futura esposa, garantindo que não havia com o que se preocupar.

- Mas eu não querooo... Aiinnn... - reclamou por entre os gemidos.

Então eu entendi.

O problema não era ter o bebê no PS e sim as lembranças que isso trazia para ela.

Rachel morreu dando à luz aqui, nesse mesmo lugar e por mais que as circunstâncias eram completamente diferentes, isso estava assombrando Alice.

Me coloquei ao seu lado e segurei sua mão.

- Não vai acontecer nada, Alice. Vocês duas ficarão bem, vai dar tudo certo. – disse.

- Você promete? – pediu chorosa.

- Prometo. – garanti.

E outras contrações junto com mais gritos.

- Você precisa ajudar Emmett e Edward a colocar essa menina no mundo. E tem quer ser agora, ok? – a encorajei.

Ela apenas assentiu e apartou minha mão com tanto força que pareceu quebrar meus dedos.

Não me importei.

- Vamos lá, Alice! No três: um, dois, três! – contava Dr. McCarty.

Jasper pegou a câmera da minha madastra e começou a gravar tudo. Reneé chorava a cada força que a filha fazia e eu me concentrei em passar calma a minha meia-irmã.

- Você consegue, meu amor! – incentivou Jazz.

- Vai lá, baixinha! – completou Edward, ajudando Emm.

- Cala a boca e tira a cabeça do meio das minhas pernas! – rugiu por entre os dentes, fazendo todos rirem momentaneamente. – E eu não sou baixinhaaaa... – gemeu.

- Tudo bem, respire fundo. – pediu Emmett. – Junte toda a sua força que já está coroando!

- Só mais um pouco, Alice. – sussurrei, acariciando seus cabelos.

- AHHHHHHHHH!

E um choro tomou conta do lugar.

- Parabéns, papais! – disse Edward enquanto passava a tesoura para Jasper cortar o cordão umbilical.

- Oh Meu Deus! – ouvi a minha mãe dizer, mas estava ocupada demais admirando a cena de Alice e Jasper babando na cria.

Tentei me afastar para lhes dar privacidade, contudo Alice segurou mais forte a minha mão, me fazendo olhar para ela.

- Obrigada. – falou emocionada.

- Pelo o quê? – indaguei perdida.

- Por ter me ajudado durante a gravidez e por ter ficado ao meu lado mesmo com todas as nossas diferenças.

Fiquei sem palavras, sorrindo e me retirando apenas antes que as lágrimas em meus olhos fossem notadas.

- Muito emoção? – perguntou Edward divertido quando saiu da sala de trauma e se juntou a mim no corredor.

- Não, é que caiu algo nos meus olhos. – desconversei.

- Claro, claro. – riu.

- Deu tudo certo. – suspirei aliviada, ignorando sua ironia. – Só Deus sabe o quanto eu pedi para que Alice e Jasper conseguissem passar por isso.

- Agora começa uma nova etapa na vida deles em que deixam de ser dois para ser tornar três.

- É. - concordei. – E eu perdi a minha babá. – ri ao me dar conta que Alice não poderia mais cuidar de Maggie.

Parei ao pensar nela e pelo olhar de Edward ele também se deu conta da mesma coisa que eu.

- Cadê ela?? – falamos juntos.

Voltei para a sala e puxei Reneé pelo braço.

- Ai, Bella! O que é isso?

- Onde está a Maggie? – minha voz estava em pânico.

- Calma, Bella. – Edward passou a mão nas minhas costas e se voltou para a minha mãe. – A Maggie estava com a Alice, você veio com ela, então você viu a Maggie. Onde ela está?

- Eu não sei.

A minha vontade era de voar no pescoço dela.

- Como não sabe?? – gritei.

Emmett, Jasper e Alice me encararam surpresos. Caminhei até a minha irmã.

- Alice, eu sei que você só quer curtir a sua filha, mas eu preciso saber onde está a minha! – implorei e ouvi um risinho desacreditado vindo da minha madastra.

- A mamãe entrou com ela nos braços, eu tenho certeza disso! – contou preocupada.

- RENEÉ!! – berrei. Ela me olhava assustada.

- Eu não lembro com que eu a deixei. – assumiu.

Naquela hora eu perdi o chão.

Um misto de emoções tomaram conta de mim.

Raiva. Dor. Desespero.

Raiva da mulher na minha frente não ter cuidado da minha filha.

Dor por me dar conta que realmente Reneé não acreditava em mim como mãe e não se importava com Maggie.

Desespero por não saber onde a minha pequena estava.

No segundo seguinte eu havia saído correndo pelos corredores do hospital sem dar ouvidos aos chamados de Edward ou às ordens de Emmett para o obstetra que chegou para cuidar de Alice.

Eu precisava da minha filha. Eu precisava achar Maggie.

Não encontrava aquele rostinho angelical em lugar nenhum. Ninguém sabia dela.

E enquanto meus pés andavam depressa, minha mente divagava sobre o quanto eu não me dou bem com a minha mãe. Mãe... Reneé nem minha mãe de sangue é, oras! Mas sempre disse que eu era a sua filha. Então porque largou a minha sem ao menos saber aonde?

A verdade é que Alice é mais importante para ela. Mas eu estou longe de culpá-la por isso, afinal eu sou a filha fora do casamento e eu sou a bastarda que atravessou a vida daquela família. Sorte minha ter conseguido ser adotada por ela e estar onde eu estou.

Contudo isso não faz a mínima diferença quando essa 'mãe - super -carinhosa - de grande coração' não protege uma das únicas coisas que eu realmente prezo na minha vida.

Meu coração quase atravessava o meu peito quando resolvi checar a sala dos médicos.

E ele falhou uma batida quando eu vi Maggie sendo embalada por... Rosalie.

- O que você está fazendo com a minha filha? – eu sei que não foi o mais educado, mas a situação não ajudava.

- Ela é sua? – respondeu e o seu tom era... doce? – Ela estava com uma enfermeira que precisava atender um paciente e eu me ofereci para cuidar dela enquanto isso. – contou.

Baixei a guarda no mesmo instante.

- Obrigada. – agradeci um pouco constrangida e me aproximei da loira com os braços esticados. – Posso pegar ela agora?

- Oh! Claro, claro... – me passou Maggie e imediatamente meu coração se acalmou.

A pequenina me encarava atentamente com seus olhinhos um pouco mais claros que os meus. Sorri ternamente.

- Então você é mesmo mãe? – falou mais curiosa e afável do que qualquer outra coisa.

- Pois é... –dei de ombros. – Às vezes nem eu acredito nisso.

- Ela é linda. –elogiou. – Como se chama?

- Maggie.

- Bonito nome.

Apenas assenti.

- Graças a Deus! – Edward disse assim que adentrou a sala. – Onde ela estava?

- Aqui mesmo. – expliquei. – Rosalie cuidava dela.

Ele arregalou os olhos um tanto surpreso, depois aliviou a expressão e sorriu.

- Muito Obrigado. – agradeceu à loira. – E você mocinha... – pegou as mãozinhas de Maggie. – nunca mais faça isso, ok? – brincou.

- Não foi culpa dela. – resmunguei.

- Bella... Era um momento de correria, ela não fez por mal. – tentou acalmar as coisas.

- Eu não vou discutir com você, mas eu sei que você sabe que a Reneé não tinha o direito de largar a nossa filha assim. – ditei com a voz calma.

- Tudo bem, meu amor. Outra hora a gente conversa isso. – beijou a minha testa e a de Maggie. – Agora eu tenho que voltar lá e ver se precisam de mim com a Alice. Ela está um pouco... nervosa. –riu.

- Eu já vou lá dar uma força, só preciso ajeitar tudo aqui.

- Não precisa ter pressa. – sorriu, acenou para Rosalie e saiu da sala.

- Então vocês são os pais dessa menininha? – indagou ela.

- Pois é...

- Vocês são casados?

Abri a boca para responder, porém não sabia o que falar.

Bom, eu e Edward não dormimos mais em casas separadas desde que eu saí de casa e a pequenina entrou nas nossas vidas, dividimos as contas e decidimos tudo juntos sobre o futuro da Maggie.

Será que isso nos faz casados?

- Bem... Ela é nossa. – respondi sem responder realmente. Eu não sabia a resposta.

- Bella! – a enfermeira Linda abriu a porta e colocou a cabeça para dentro. – Está chegando um acidente de carro. Parece que são duas vítimas, precisam de você.

- Obrigada, Linda.

Fiquei sem saber o que fazer. Eu não teria tempo de deixar Maggie na creche do hospital.

- Eu posso te ajudar se você precisar. – sugeriu, sabendo o meu dilema.

- Você poderia deixar ela na creche do hospital? É no sexto andar. – pedi um pouco hesitante.

- Claro. – sorriu. – Digo que você virá pegá-la no final do plantão?

- Isso. –assenti. – Se precisar de leite tem a mamadeira dela na bolsinha ali. – apontei para a pequena 'mala' que estava no sofá. – Meus telefones e os de Edward também estão ali dentro. E diz que se precisarem qualquer coisa é só bipar.

- Tudo bem, Bella. – pegou Maggie e pendurou a bolsa no ombro. – Eu prometo que eu vou deixá-la lá com segurança e garantir que ela fique bem.

- Muito obrigada. Mesmo.

- É o mínimo, não é? – deu de ombros. – Eu soube o que aconteceu naquele dia em que eu te acusei e bati em você. Eu sinto muito.

- BELLA! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZNEDO AÍ? VEM!! – berrou Emmett da porta.

- Estou indo! – olhei de novo para Rose. – Obrigada de novo.

E saí seguindo o Dr. McCarty.

- Rose está cuidando da bebê para você? – perguntou ele quando corríamos até as ambulâncias.

- Ela vai levá-la para a creche por mim.

- Ela é uma boa pessoa, Bella. – garantiu. – Ela só não anda nos melhores anos da vida dela.

- Acho que eu entendo bem o que é isso. – ri de escárnio. – Tudo passa, Emm.

- Espero. – piscou para mim e correu para a ambulância que chegava.

- Mulher de vinte anos, fratura na bacia e alguns ferimentos pelo corpo. – apresentou o paramédico.

Edward e o Dr. Wyle atendiam o outro paciente que chegou na outra ambulância.

Depois tudo aconteceu muito rápido.

Um barulho de derrapada, luzes fortes na minha direção e os braços fortes de Edward me empurrando para o outro lado, fazendo com que rolássemos pelo chão.

- Você está bem? – sua voz preocupada perguntou no meu ouvido.

- S-im... – gaguejei pelo susto. – Obrigada.

De repente me situei em tudo que estava acontecendo e vi que um carro desgovernado tinha quase me atingido, dando com tudo no muro do hospital.

Emmett e a enfermeira tentavam reanimar a paciente, enquanto Dr. Wyle já adentrava junto com outra enfermeira a emergência levando a outra mulher praticamente morta.

- Tudo em cima, Monk? – pediu Dr. McCarty fazendo massagens no peito da paciente.

- Sim. Estou bem. –disse me levantando junto com Edward e ajeitando o meu jaleco. – A gente checa se o motorista esta bem.

- Ótimo! – falou e entrou correndo para salvar a vítima do acidente de carro.

Eu e Edward corremos até o carro que tinha a frente completamente estraçalhada e saindo uma grande fumaça.

Olhei para dentro e vi que era uma moça na direção e ela estava sozinha. Tentei abrir a porta, mas estava trancada pelo trinco.

- Deixa comigo. – alertou Edward, dando a volta no carro para ver se conseguia abrir o outro lado, sem sucesso. Ele voltou para o lado da motorista, tirando o jaleco e o envolvendo no braço. – Se afaste, Bella.

Fiz o que ele mandou. Logo o meu superman quebrou o vidro com o próprio braço.

- Pronto!

- Uau! – brinquei, colocando meu braço para dentro do carro e verificando os sinais vitais da moça. – Estão fracos. – avisei. – Precisamos de ajuda para tirá-la daqui.

- Gloria! Traga uma maca e traga Jared junto! – gritou para a enfermeira que saía do PS.

Em segundos o recepcionista e Edward a tiraram do carro e a imobilizaram em uma maca.

- Jared! Agora chame o Dr. McCarty. – pedi. Afinal, nós dois éramos apenas dois estudantes de medicina.

- Ele está preso em um trauma!

- Apenas avise o que estamos fazendo! – mandei.

- Qual é a sala de trauma vazia? – indagou Edward.

- A três. – disse Gloria.

- Então, trauma três!

Corremos para lá e logo que entramos ela começou a ter uma convulsão.

- Ela está convulsionando!

Segurei a cabeça dela de modo que não se machucasse.

Gloria segurou seus braços, enquanto Edward aplicava a medicação.

Logo ela se acalmou.

- Sinais vitais normalizados. – avisou a enfermeira.

- Como está a produção de urina? – perguntei.

- Muito baixa. – levantou a bolsa e me mostrou ela praticamente vazia.

- Os rins dela estão em colapso. – constatou Edward.

- Gloria, cheque se ela está na lista para transplante. – disse enquanto via a reação das suas pupilas. - E peça uma tomografia.

- Assistolia! – apontou Edward no mesmo instante que os aparelhos apitaram.

Me coloquei a fazer as massagens cardíacas.

- Carregue em 250! – pediu.

- Pronto! – a enfermeira entregou as pás.

- Afasta!

O choque foi dado, mas ela não voltou.

Emmett chegou nessa hora.

- O que está acontecendo aqui?

- A paciente chegou desacordada, sem reação, pouca produção de urina e teve uma convulsão que foi controlada rapidamente. – contei, um pouco ofegante pelo esforça nas massagens.

- Carregue em 300! – voltou a pedir.

- Pronto!

- Afasta!

E os batimentos regularizaram.

- Bons batimentos. – mostrou Gloria.

- Meu Deus... – assoviou Emm. – Vocês são mesmo apenas dois estudantes de medicina? Bom trabalho, pupilos!

Sorrimos sem jeito.

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- Soube que você deu um show lá embaixo. –começou Alice assim que abri a porta do seu quarto na maternidade.

- As notícias correm, não é mesmo? – me sentei na poltrona ao lado. – Então... Como se sente?

- Bem. – sorriu. – Eu estou feliz.

- E eu estou feliz por você, minha irmã. – peguei sua mão.

Quando vimos o que estávamos fazendo, nós começamos a rir.

- Quando que eu pensei que fosse te chamar de irmã? – ri.

- E quando eu pensei que iria gostar de ouvir isso? – gargalhou.

- Acho que maternidade muda as pessoas mesmo.

- Concordo.

- Onde está a minha sobrinha? – olhei para o bercinho vazio.

- Jasper foi fazer as vacinas. Daqui a pouco eles chegam.

- E já escolheram o nome dela? – pedi curiosa.

- Ainda estamos na dúvida, mas amanhã teremos a resposta.

Assenti.

- E a Maggie? – perguntou e notei que ela estava com saudades.

- Edward foi buscá-la na creche do hospital. – expliquei. – Rosalie estava cuidando dela.

- Rosalie? A mulher do Emmett? – levantou uma sobrancelha.

- É. – ri mais uma vez.

- Puxa...

- Hey, Bella. – Edward abriu a porta com o nosso anjinho nos braços. – Pronta para ir?

Me voltei para Alice.

- Tem certeza que não quer que eu fiquei?

- Sim. Obrigada. – agradeceu. – Jasper fica com a gente. Amanhã já estamos de alta.

- Ótimo.

- Vocês já estão indo? – reclamou Jazz chegando junto com a enfermeira que carregava a filinha deles.

- Sim. Hoje o dia foi emocionante. – falou Edward divertido.

A enfermeira deitou-a no berço e saiu.

- Hey, pequenininha. – me aproximei pegando sua mãozinha. – Amanhã nós estaremos de volta, ok? – olhei para a minha meia-irmã. – Ela é linda, mamãe.

- Eu sei. – sorriu orgulhosa.

- Bom, boa noite para vocês. – desejei. – Amanhã nós vamos vir para buscá-los.

- Tudo bem. – Jasper me abraçou e apertou a mão de Edward.

- Tchau, gente.

Quando saímos olhei para o homem maravilhoso ao meu lado levando a criança mais perfeita do mundo dormindo nos braços, enquanto andávamos pelo corredor.

- O quê? – seus olhos esmeraldas se chocaram com os meus docemente.

- Nada.

- Sei.

Ri de leve.

- Eu estava apenas... admirando a minha família. – declarei.

Um brilho passou por seu olhar e a mão livre circulou a minha cintura.

- Então vamos para casa. – falou.

Seguimos nós dois com a nossa bebê. E nós três fomos para casa.

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Não, vocês não estão sonhando! Realmente é um post!

Não tenho nem como pedir desculpas por tantaaa demora assim, mas aconteceram MUITAS coisas: viagem fora de hora, vestibular e até catapora eu consegui pegar!!

Mas ta aí! O capitulo não foi betado, porque a beta anda um pouco ocupada e eu precisava postar logo.

Aviso que a fic não irá demorar muito para terminar. =(

Muito obrigada pelas reviews e mil desculpas pela demora! Não vai mais acontecer se depender de mim.

Desculpem,mas não vai dar pra responder as reviews ainda. Espero conseguir no próximo!

Beijoss! o/

Isa