Aviso Importante (ou quase isso XD)
Domo pessoalSei que normalmente eu só apareço no final, mas tenho um recadinho para dar, possivelmente eu postarei os capítulos de Ariel mais rápido que Vale das Flores ou O Despertar das Valkirias, isso porque, existem alguns fatos relacionados com o final de Ariel que influenciam de forma direta na segunda fase de Vale das Flores e por conseqüência afeta a seqüência. Enfim, não precisa estranharem se antes do final de semana, mais um capitulo for postado.
Então, agora vamos ao que interessa.
Boa Leitura!
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem. Apenas Ariel é uma criação única e exclusiva minha.
Capitulo 21: Ainda é só o Começo.
I – Um Dia Cheio.
Fora uma noite cheia; Sorento pensou, suspirando relaxando, sentindo-se menos tenso do que a horas atrás. Ouviu um murmúrio e alguém remexer-se em seus braços. Abriu os olhos, encostando-se melhor na guarda da cama. Ariel dormia tranqüilamente, passaram boa parte da madrugada conversando.
Ainda se perguntava se merecia realmente ter aquele anjo em sua vida. Afastou-lhe a franja dos olhos, lançando-lhe um olhar terno, viu-a murmurar algo, remexer-se um pouco e continuar a dormir. Sorriu, com um ar apaixonado.
Por um momento temeu que ela fosse se afastasse de si ao saber que parte dos dilúvios e tempestades causados no mundo há três anos atrás fora por sua causa, mas fora completamente o contrario.
Fechou os olhos, lembrando-se perfeitamente o que ela lhe dissera, quando terminara de contar-lhe tudo.
-Lembrança-
-Enfim, essa é à parte da minha vida, referente aos últimos três anos; ele completou num suspiro. Em meio à conversa, quando se referira aos dilúvios e tempestades, a sentira ficar tensa entre seus braços, fazendo-o amaldiçoar-se por ter causado isso, mesmo sem ainda tê-la conhecido.
-Eu poderia dizer que isso facilmente se passaria por um sonho ruim descrito em algum conto de fadas; ela falou, fitando-lhe os olhos com intensidade. Sorento achou estranho o comentário, imaginava que ela poderia achar surreal de mais, mas simplesmente achou estranho, viu um meio sorriso nascer nos lábios dela. –Mas sei que o que fala é verdade;
-Ariel; ele falou num sussurro.
-Xiiii. Me deixa terminar; ela pediu, tocando-lhe os lábios com a ponta dos dedos. –Imagino como deve ter sido difícil decidir como me contaria isso, correndo o risco de eu não acreditar e ainda achar que você era louco, mas acredito no que me disse. Desde o momento que lhe encontrei sabia que era especial, é muito fácil mentir criando uma historia qualquer e desviar-se da verdade, mas é preciso muita coragem para contar a verdade da forma que me contou;
-...; Sorento piscou confuso, apenas ouvindo-a.
-Você mesmo disse que agora os tempos são de paz e ao sobreviver a tudo isso e ainda estar vivo, representa o inicio de uma nova chance que você teve de recomeçar, agora ajudando todas aquelas pessoas; ela falou compreensiva. –O que me contou, creio que ainda lhe dói, mas o que sinto por você não diminuiu ao saber de tudo; Ariel completou, abraçando-o ternamente, aninhando-o entre seus braços, sentindo-o enlaçar-lhe pela cintura, deixando toda a tensão que sentia de lado, apenas para viver aquele momento.
-Fim da Lembrança-
Deixou os dedos correrem entre as melenas negras, ouvindo-a suspirar. Virou-se de lado, podendo ficar de frente para a jovem. Franziu o cenho, lembrando-se que magicamente após terminarem aquela conversa a tempestade cessara e o dia já começava a nascer com um sol radiante.
-Ariel, espero q-...; Tétis não completou a frase ao abrir a porta sem bater, deparando-se com uma cena no mínimo difícil de ser entendida. –Ahn! É melhor voltar depois; ela falou super-sem graça, apontando para a porta.
-Xiiiiiii; Sorento falou pedindo que ela fizesse silencio, apontou para a jovem em seus braços.
-Desculpe; Tétis falou, não sabendo aonde se enfiar.
Sorento afastou-se da jovem, ouvindo-a murmurar em protesto. Colocou-a sobre a cama, cobrindo-a completamente com uma colcha. Levantou-se indo até a sereia, e indicou-lhe que saísse do quarto junto consigo.
-Sorento, desculpa mesmo; Tétis falou com a face enrubescida.
-Não tem problema; ele respondeu com um sorriso bobo na face.
-Uhn! Pelo visto a noite de vocês foi proveitosa; Tétis comentou com um sorriso maroto.
-...; Sorento assentiu. –Contei a verdade a ela;
-O QUE? –ela gritou, mas viu-o mandar calar-se para não acordar mais ninguém. –Quero dizer, você ficou louco? –Tétis perguntou gesticulando nervosamente.
-Conversamos bastante, contei a ela tudo, sem restrição alguma e Ariel entendeu; Sorento explicou. –Não havia porque mentir, se eu escondesse algo uma hora teria de contar e talvez tomasse proporções impossíveis de serem revertidas, preferi esclarecer tudo e correr o risco de uma só vez; ele falou, encostando-se na porta.
Tétis abriu a boca como se fosse dizer algo, mas não emitiu som algum, fechando-a em seguida. Deu um meio sorriso, Sorento poderia jurar que viu um brilho triste em seus olhos.
-Fico feliz que vocês estejam bem; ela comentou.
-Tétis; Sorento falou, dando-se conta do porque ela ter ficado assim.
-Vai lá, fica com ela, daqui a pouco vamos sair, é melhor aproveitar; ela apressou-se em dizer. –Diga a Ariel pra ir ao meu quarto depois, vou separar algumas roupas pra ela usar, assim não precisamos ficar parando pelo caminho.
-...; Sorento assentiu. Viu Tétis dar-lhe as costas e entrar em seu quarto, fez o mesmo, encontrando Ariel sentada na cama.
-Bom dia; ela falou sorrindo.
-Bom dia; ele respondeu, indo até ela. Viu-a virar-se de lado, dando-lhe espaço para sentar a seu lado. Sorento abraçou-lhe, dando-lhe um beijo no alto da testa.
-Dormiu bem? –ele perguntou, aconchegando-a entre seus braços.
-Muito; ela respondeu sorrindo. –Mas tive um sonho estranho;
-Sonho? Que sonho? –ele perguntou interessado.
-Sonhei com a Alexia Colfer; Ariel respondeu.
-Uhn? –Sorento murmurou, intrigado.
-É estranho. Eu sei, mas ela estava diferente. Estávamos caminhando na praia, mas não estava chovendo. Ela me disse que tudo ia se resolver e que eu não precisava ter medo, a tempestade logo iria passar; Ariel falou, fechando os olhos momentaneamente. –Ela me mostrou um lugar muito bonito, semelhante aquele que você me descreveu como o santuário do mar; ela comentou.
-E o que mais ela lhe disse? –Sorento perguntou, afagando-lhe as melenas.
-Disse que as lagrimas me ajudariam a lembrar; ela respondeu, com o olhar perdido. –Mas não faço idéia do que ela quis dizer com isso; Ariel deu de ombros.
-Bom, depois pensamos nisso, vamos levantar, daqui a pouco temos que sair e tomar café antes; Sorento falou, levantando-se e puxando-a consigo. –Tétis disse para você ir ao quarto dela, ela quer lhe mostrar algumas peças de roupa; ele completou.
-...; Ariel assentiu.
II – Um Convite Inesperado.
Sentou-se em um dos degraus da frente do templo, ainda mantendo aquele envelope verde em mãos, não negava que aquilo lhe pegara de surpresa. Do nada receber aquele convite, ainda mais a carta sendo lacrada com um selo de cera em sépia com um tridente, mas não era o de Posseidon.
-Parece perdido, Kanon; alguém comentou se aproximando.
-Uhn! –ele murmurou, olhando para trás, encontrando o olhar calmo do ariano sobre si, olhou para os lados a procura de mais alguém, mas não encontrou.
-Celina ficou mais um tempo lá em cima com Ilyria e o mestre; Mú falou, notando o olhar desapontado dele ao não vê-la ali.
-...; Kanon assentiu, silenciosamente.
-Você não me parece bem, quer falar sobre isso? –o ariano perguntou, sentando-se ao lado dele.
-Só se você quiser ouvir; Kanon respondeu, com um meio sorriso, vendo como a situação poderia inverter-se daquela forma.
-Tenho todo o tempo do mundo, fique a vontade; Mú falou.
-Recebi uma carta de Alexia Colfer ontem; Kanon começou.
-Alexia Colfer, não é a dona da New Land na Irlanda? –Mú perguntou intrigado, viu-o assentir. –O que ela queria?
-Me propor um negocio; Kanon falou, erguendo o envelope que tinha em mãos, apontando pra ele. –Trabalhar com ela na Irlanda, na New Land, ela disse que posso ir, passar um tempo, uns dois meses e ver se eu me adapto, se não posso voltar; ele explicou.
-E você vai? –Mú perguntou, sentiu a aproximação de alguém, mas preferiu deixar isso de lado e prestar atenção no que ele dizia.
-Não sei; Kanon respondeu, abaixando a cabeça, dando um suspiro cansado. –Passei a noite toda pensando nisso, mas não consigo decidir;
-Isso não seria porque algo te prende aqui? –Mú perguntou, mais sugerindo a idéia do que perguntando.
Passou os dedos nervosamente entre os volumosos cabelos, a quem queria enganar. O ariano sempre atingia o alvo certo.
-Ou alguém; ele completou.
-...; Kanon assentiu. –Não sei, eu até queria um tempo fora da Grécia, conhecer algum lugar diferente, um ambiente diferente. Preciso ver pessoas diferentes; ele comentou, quase em tom aflito, a muito sentia-se inquieto, sem querer acreditar que o que sentia era realmente verdadeiro e não apenas algo do momento. Precisava desse tempo fora para pensar, colocar os sentimentos em ordem, mas...;
-Talvez você devesse ir, mais para conhecer, saber se aquilo pode ser o que você realmente quer, se não, é só voltar. Sabe que sempre terá um lugar aqui; o ariano falou, compreensivo.
-Daqui a pouco ela vai chegar e ficou de saber a resposta; Kanon comentou, vagamente.
-Alexia vem ao santuário? –Mú perguntou surpreso.
-É, ou melhor, Anfitrite vem ao santuário; ele corrigiu.
-Mas, ela não é...; O ariano parou ao vê-lo assentir. –Entendo, então, é melhor você procurar tomar uma decisão logo;
-Eu sei, vou subir falar com a Saori e avisar que eu vou, acho melhor dar uma espairecida pra fora daqui; Kanon comentou levantando-se.
O som de um vaso quebrando chamou-lhes a atenção. Os dois cavaleiros voltaram-se para trás, mas não viram ninguém.
Próximo à porta do templo, existiam alguns vasinhos com plantas que Litus colocara, alegando ao namorado que aquele templo precisava de outra atmosfera e nada melhor do que plantas para ajudarem nisso. Mas o importante é que não havia ninguém e o vazo estava quebrado.
-Estranho; Kanon murmurou.
-O que será que quebrou, não? –Mú perguntou, fazendo-se de inocente.
-Deve ser o vento; Kanon respondeu dando de ombros. Sem notar o olhar do ariano para um ponto mais escondido do templo de Gêmeos.
-Bom, vou descer, se encontrar com a Celina pelo caminho, avisa ela pra mim, que estou na arena a esperando; Mú pediu.
-Ta certo; Kanon respondeu acenando, enquanto subia as escadarias para o ultimo templo. Mú viu-o se distanciar, mas não falou nada, deu as costas ao templo e desceu em direção a arena.
Kanon subiu apressadamente as escadarias, porém em Leão estancou, vendo quem vinha no sentido contrario, com um olhar perdido. Parou, observando-a descer degrau por degrau. Celina ergueu a cabeça, deparando-se com o olhar intenso do geminiano sobre si, sentiu a face incendiar-se.
-Oi; ela falou, tentando forçar um sorriso.
-Oi; Kanon respondeu, observou-a atentamente, notou que havia algo errado com a amazona, mas não sabia se deveria perguntar. –Celina, acabei de falar com Mú e ele pediu para te avisar que esta na arena; ele respondeu desviar o assunto.
-Na arena? –Celina perguntou, intrigada. O mestre lhe dissera para ir para Áries, mas bem sabia que ele falara que era mesmo na arena que estaria.
-...; Kanon assentiu silencioso. Simplesmente não sabia o que fazer, se deveria comentar com ela sobre o que falara com Mú ou não. Balançou a cabeça, optou por seguir logo seu caminho, talvez aquilo que sentia passasse com o tempo ou com a distancia. –Bom, já vou indo;
-Pra onde? –ela perguntou de repente, com ar curioso.
-Ahn! Ultimo templo; ele respondeu com um meio sorriso nervoso. –Vou falar com a Saori, antes de arrumar as coisas pra viajem; ele acabou por deixar escapar.
-Uhn? Viajem? –Celina perguntou, mas viu-o ficar tenso. –Desculpa, estou sendo intrometida, acho melhor eu ir; ela falou com um sorriso nervoso.
-Não, imagina; Kanon tentou parecer seguro. –Mas é para a Irlanda, recebi um convite para trabalhar na New Land e vou pra lá; ele respondeu, sentindo-se estranhamente desconfortável ao responder aquilo.
Celina fitou-o longamente em silencio. Não sabia o que responder, intimamente desejara não encontrar tão cedo com o cavaleiro para não ouvir isso, sentiu um aperto no peito aparentemente inexplicável. Engoliu em seco, sentindo um estranho nó formar-se em sua garganta.
-Ahn! Desejo que faça uma boa viagem; ela comentou, aproximando-se e lhe estendendo a mão. –Fico feliz por você, que tenha recebido uma oportunidade assim, de conhecer novos lugares, respirar novos ares; ela comentou, sentindo-se completamente vazia.
-Ob-ri-ga-do; ele falou pausadamente, apertou-lhe a mão.
Ambos sentiram uma pequena corrente de estática passar por seus corpos. Celina afastou-se com um olhar triste, o que pareceu deixar o cavaleiro confuso.
-Bom, agora tenho que ir; ela falou, acenando rapidamente e descendo as escadarias quase correndo.
-Até; ele falou, mas ela já havia se distanciado a ponto de não ouvi-lo. Abaixou a cabeça, suspirando cansado, para depois tornar a subir os templos.
III – Encontros e Surpresas.
Os quatros aproximaram-se do santuário calmamente. Não havia porque ter pressa, embora intimamente cada um se sentisse a cada minuto mais ansioso. De mãos dadas, Ariel e Sorento pareciam não estarem nem um pouco dispostos a separarem-se, embora com Jullian e Tétis fosse o contrario. Ambos estavam a uma distancia respeitosa um do outro.
Sorento observou o casal de soslaio, pedindo aos deuses que o fato da sereia estar daquele jeito, não fosse devido ao que conversara com ela mais cedo, sobre falar a verdade e derivados.
-Nossa; Ariel murmurou, com um olhar fascinado para os templos que erguiam-se na montanha.
-É muito bonito, não é mesmo? – Sorento comentou, mantendo-a em um meio abraço junto de si.
-Sem duvidas; ela respondeu, encantada.
-Quanto tempo iremos ficar por aqui? –Tétis perguntou casualmente, porém seu tom de voz saiu bastante frio.
-Sorento; Jullian chamou, ao ouvir a pergunta da jovem.
-Sim; ele respondeu, virando-se para o ex-imperador.
-Quando quiser ir e estiver pronto, nos avise, assim vamos embora; Jullian avisou, com um ar sério, pouco característico de sua personalidade, o que deixou Tétis intrigada.
-...; Sorento assentiu.
-Ora. Ora. Que doce coincidência; uma voz animada soou atrás dos quatro.
Voltaram-se para trás deparando-se com as figuras nada discretas dos marinas acompanhados por Alexia. A jovem tinha um meio sorriso de satisfação nos lábios, ao notar o olhar entrecortado do ex-imperador sobre si.
-Alexia; Jullian falou pausadamente. Tétis observou-o de soslaio, notando que uma nuvem negra de tensão cairá sobre ele. Voltou-se para Alexia, porém a mesma parecia se divertir com a situação.
-Há quanto tempo, meu ex-estimado ex-marido? –a jovem falou sarcástica.
-Marido? –Tétis perguntou, voltando-se para o ex-imperador com um olhar de gelar o inferno e tacar fogo na Sibéria.
Sorento engoliu em seco, não esperava algo assim, pelo contrario. Respirou fundo, virou-se para Ariel e a mesma lançou-lhe um olhar compreensivo, Sorento afastou-se da jovem indo até Alexia.
-Meus cumprimentos, imperatriz; ele falou, numa respeitosa reverencia.
Tétis observou a cena confusa, virou-se para Jullian, mas o mesmo mantinha os olhos fixos em Alexia, o que não tornava aquela sensação ruim mais plausível; ela pensou, incomodada, porém, ele tinha um olhar inexpressivo, não sabia ao certo o que ele pensava ou sentia.
-Deixe de tantas formalidades Sorento; Alexia falou sorriso. –Somos todos amigos, de longas datas, mas ainda amigos; ela completou com um olhar enigmático.
-...; Sorento assentiu, sabendo perfeitamente a que ela se referia. Virou-se para os outros marinas. –Como vão?
-Bem; os quatro responderam calmamente.
-Creio que viemos aqui pelo mesmo propósito, não? -Jullian falou, Sorento sentiu um arrepio cruzar-lhe as costas, conhecia aquele tom de voz, era uma promessa de morte lenta e dolorosa, ou melhor, uma passagem só de ida para o inferno.
-Certamente que sim; Alexia respondeu com ar impassível. –Mas não seja mal educado, meu caro Posseidon, não vai nos apresentar? –ela falou, voltando-se para Tétis.
Tétis olhou-a desconfiada, havia alguma coisa naquela mulher que da mesma forma que não lhe agradava, lhe intrigava. Aproximou-se estendendo-lhe a mão, num gesto educado.
-Tétis de Sereia; ela falou, polidamente.
-Ah, sim. É um prazer revê-la; Alexia falou, com um meio sorriso enigmático. Tétis olhou-a confusa. –Você também é um marina, o que acha de vir trabalhar comigo na New Land na Irlanda? –ela perguntou animada.
-Uhn? –Tétis murmurou, arqueando a sobrancelha descrente. Esperava qualquer reação da jovem, mas nada tão... Tão sem explicação.
Os marinas apenas balançaram a cabeça, não duvidavam que o imperador fosse surtar, já que ele não parecia nada contente e intimamente sabiam que Alexia se divertia com isso.
-Isso mesmo, eu particularmente não sei como você o agüenta; Alexia comentou, apontando para Jullian que literalmente estava mudando de cor, sua face passava de azul a vermelho em milésimos de segundos; -Mas, se quiser ir trabalhar na New Land, será bem recebida, pode ter certeza; a jovem falou, com uma naturalidade impressionante.
-Alexia, não ouse; Jullian vociferou, aproximando-se de Tétis e afastando-a de Alexia, puxando a jovem pela cintura, sem notar o desconcerto da mesma.
-Jullian; Tétis falou, querendo afastar-se, porém ele não parecia disposto a soltar-lhe. Olha a situação em que se metera; ela pensou desesperada.
-Finalmente depois de séculos, meu caro tio tomou uma atitude, pelo menos agora sei que levou a sério aquele lance de ser afogado em Nápoles; uma voz divertida chegou até eles, fazendo todos voltarem-se para o templo de Áries, onde Aishi e Kamus, desciam as escadarias de mãos dadas.
-Aishi, querida. Há quanto tempo? –Alexia falou, desviando completamente suas atenções, dirigindo-se a amazona. –Fiquei sabendo que vai se casar, meus parabéns. E esse deve ser o famoso Kamus, é um prazer conhecê-lo; ela falou em disparada. Estendendo a mão ao cavaleiro.
-Muito prazer; ele falou respeitosamente, com uma discreta gotinha escorrendo da testa. Lembrando-se que a noiva já o prevenira sobre as figuras nadas discretas da família.
-Igualmente; a jovem respondeu, voltando-se novamente para a amazona. –
Precisamos conversar e colocar os assuntos em dia;
-Certamente que sim, mas haverá tempo para isso depois; Aishi respondeu com um sorriso calmo. Virou-se para o outro grupo. –Como vai titio? –ela perguntou, com um meio sorriso.
-Bem; ele respondeu num resmungo, estreitando mais os braços em torno da cintura de Tétis, impedindo-a de mover-se sem ele.
-Bom, acho melhor subirmos; a amazona comentou. –Vamos acompanhá-los até o décimo terceiro templo;
Todos assentiram. Seria um logo dia, cheio de surpresas e coisas das quais, nem todos saberiam lidar com a situação.
Continua...
Bom pessoal
Mais um capitulo que chega ao fim e como já dei o recadinho lá em cima, só deixo agora os meus mais sinceros agradecimentos a todos que acompanham essa fic e que perdem um pouquinho do seu tempo comentando.
Valeu mesmo pessoa, fico super feliz que estejam curtindo a historia.
Até a próxima
Kisus
Ja ne...
