Olá!
Desculpem-me pela demora para postar, mas não foi possível atualizar ontem.
Outro EPOV para vocês :)
Obrigada pela leitura e comentários. Eu adoro ler todos eles!
Capítulo 21
EPOV
"E esse é comparativo entre os dois primeiros trimestres do ano", Tânia está terminando a fala sobre o desempenho de alguns setores da empresa, na nossa reunião semanal. Todos os gestores e outros funcionários participam, nas sextas-feiras.
Mais alguns minutos e Carlisle termina a reunião. Ele pede que eu o acompanhe até a sala dele.
"Sente-se Edward. Eu pedi que você me acompanhasse apenas para transmitir um convite de Esme. Ela insiste que você e sua sobrinha venham jantar conosco neste fim de semana. na verdade, nós dois gostaríamos. Desde que eu comentei que encontrei Bella na semana passada, Esme está curiosa para conhecê-la".
Eu sorrio. Esme é uma mulher incrível e muito gentil.
"Eu irei falar com Bella, mas acredito que poderemos ir, com prazer", eu respondo.
"Excelente!", Carlisle diz satisfeito. "Você sabe que Esme gosta muito de você e de tanto ouvir falar em Bella, ela já está impaciente". O semblante dele fica sério, de repente. "Na verdade, desde a morte da sua irmã e cunhado, Esme ficou muito preocupada com Bella, também. Você sabe com minha esposa é, certo?"
"Sim, eu sei".
Esme é a mulher mais gentil e carinhosa que eu conheço. É mais do que isso. Ela é a pessoa mais humana que eu conheço. Ela já sofreu muito, mas nunca deixou as decepções endurecerem seu coração. Anos depois de se casar com Carlisle, Esme ficou grávida, mas perdeu a criança devido às complicações durante a gestação. Ela descobriu que não poderia mais engravidar. Além disso, antes dessa gestação ela já havia sofrido outro aborto.
Carlisle já me contou que ela entrou em depressão e ficou mal durante muito tempo. Mas aos poucos ela encontrou formas de lidar com a dor e a perda. Alguns anos depois eles cogitaram a adoção, mas ambos já haviam focado suas vidas em função de suas respectivas carreiras e decidiram que não era o momento.
Ambos estão quase na casa nos cinquenta anos e nos quase cinco anos que eu conheço Carlisle, ele se tornou muito mais do apenas meu chefe. Ele é um amigo e muitas vezes eu o considero como um pai, que me orienta quando eu preciso e se preocupa comigo. Assim como Esme. Eu acredito que ela e Bella também podem criar um vínculo que fará bem para ambas.
"Na verdade, Bella deve passar por aqui hoje. Eu vou levá-la naquela livraria que inaugurou aqui perto. Se você quiser, pode fazer o convite pessoalmente".
"Perfeito. Avise-me quando ela chegar e eu irei à sua sala".
Menos de 10 minutos depois que eu volto ao meu escritório, Sue me informa da chegada de Bella.
"Oi", ela diz ao entrar na sala.
Eu caminho até ela e tranco a porta. "Ei, linda". Eu a puxo para um abraço e tenho que me conter para não beijar aqueles lábios carnudos. Aqui não. Eu beijo sua testa. "Como foi seu dia?"
"Bom. Mas estou feliz que é sexta e terei o fim de semana livre", Bella diz sorrindo. Ela envolve os braços em torno do meu pescoço. Minhas mãos vão automaticamente para cintura dela. "Nós teremos".
Ela aproxima seu rosto do meu, mas nós não podemos aqui. É perigoso.
"Bella. Aqui não", eu falo baixo.
"Só um beijinho Edward. Você trancou a porta e ninguém vai entrar", ela sussurra e cola seus lábios nos meus.
É impossível resistir à minha menina.
O beijo, que começou lento, logo se intensifica. Minhas mãos passeiam pelo corpo dela, que geme em minha boca.
Eu quero senti-la mais perto, sentir sua pele na minha. Eu deixo sua boca e volto minha atenção para sua garganta, enquanto acaricio suas coxas. Ela me enlouquece de desejo. Eu não sei como conseguimos resistir e não fazer sexo ainda. Tê-la em minha cama quase todas as noites é uma doce tortura, que eu não trocaria por nada.
Uma batida na porta nos assusta e eu imediatamente me afasto de Bella. Merda! Qualquer um que olhar pra gente vai saber o que houve. Os lábios dela estão inchados e vermelhos do beijo e sua face está rosada. Ela me olha assustada.
"Vai para o banheiro se refrescar", eu peço. Ela acena com a cabeça e vai.
Eu confiro minha roupa e tempo disfarçar minha ereção, mas não tem muito jeito. Eu abro a porta e me deparo com Carlisle.
"Hum, entre Carlisle", eu digo tentando agir normalmente.
Ele me olha por alguns instantes, entra e se senta em frente à minha mesa. Eu me sento na minha cadeira
"Sue me informou que Bella já estava aqui, quando eu falei com ela", ele diz.
"Oh, sim. Ela chegou e eu já ia te avisar. Ela está se refrescando". Eu termino de falar e Bella retorna.
"Olá Carlisle".
"Bella, minha querida", ele se levanta para abraçá-la. "É um prazer vê-la novamente".
"Obrigada. E o prazer é meu", ela diz e ambos se sentam.
"Bem, vamos direto ao assunto, pois eu sei que vocês já têm planos para logo mais. Bella, eu e minha esposa gostaríamos de convidar você e Edward para jantar em nossa casa neste fim de semana. Amanhã ou domingo. Ou mesmo passar o dia conosco. Podemos almoçar e passar a tarde juntos. O que for mais conveniente para vocês. O que me diz?", ele pergunta para Bella.
"Será um prazer. Eu mal posso esperar para conhecer sua esposa. Edward fala muito dela".
"Pois saiba que ela sente o mesmo. Edward e eu mesmo falamos muito sobre você e ela já está ansiosa", ele diz e Bella cora.
"Eu não sei os planos de Edward", Bella fala e me olha.
"Estou livre. O que acha de passarmos o domingo juntos, Carlisle, como você sugeriu?"
"Perfeito! A não ser que Bella não queria passar tanto tempo assim na companhia dos mais velhos", ele brinca e nós rimos.
"Imagina, Carlisle! Será um prazer passar o domingo com vocês", ela garante.
"Combinado, então!", ele se levanta e abraça Bella mais uma vez. "Até mais, Bella. Tchau Edward". Ele saiu da sala.
Bella se senta novamente e eu vou para a cadeira ao seu lado.
"Merda, Edward! Ele não desconfiou de nada?", ela pergunta baixinho, apesar da porta encostada.
"Eu acho que não Bella. Ele agiu normalmente, não pareceu desconfiado".
"Graças a Deus", ela diz aliviada.
"Sim. Mas nós não podemos mais correr o risco, Bella".
"Eu sei. Desculpe-me".
"Tudo bem, linda. Não foi só você", eu seguro a mão dela. "Vamos? Eu já estou liberado". Ela concorda e nós vamos embora.
-E-E-
Ficamos horas na livraria. Bella andou calmamente entre as prateleiras, apreciando os livros. É um ambiente muito aconchegante e depois de escolher alguns livros para levar, nós tomamos um café. Bella adorou e disse querer voltar muitas vezes.
É muito bom ver minha menina sorrindo, feliz. E pensar que a última sexta-feira era pra ter sido como hoje, mas terminou terrivelmente. Só de lembrar o medo que senti quando Bella disse que não poderia continuar, faz meu peito doer. Eu fiquei com tanto medo de que ela dissesse que não me queria mais.
Ela me explicou como se sentiu em relação ao episódio com Tânia e quando ela inverteu as posições e falou sobre Jacob a tocando e querendo namorá-la, eu entendi. Eu nunca quis magoar Bella e no meu ponto de vista eu nunca incentivei Tânia. Mas Bella estava certa. Tânia não conseguia entender minha recusa educada. Eu realmente espero que ela não será mais um problema de agora em diante.
Bella me deixou na mesa para buscar mais um livro. Eu sorrio comigo mesmo. É a paixão dela. Enquanto ela caminha de volta para nossa mesa eu vejo como os caras olham pra ela. E ela nem mesmo repara neles e na atenção que ela está recebendo. Eu quero puxá-la pra mim e mostrar para todos eles que ela é minha. Minha mulher.
Às vezes é desesperadora a nossa situação. Não saber se e quando eu poderei fazer exatamente isso. Poder beijá-la em qualquer lugar. Apresentá-la aos meus amigos como minha mulher. Eu sei que um casamento entre nós não seria aceito, legal ou moralmente, mas eu sonho com o dia em que poderemos sair nas ruas como um casal normal.
"Edward?", a voz de Bella me desperta do meu devaneio. "Eu estou na sua frente há uns cinco minutos. No que está pensando?", ela pergunta divertida.
"Eu estou pensando que eu adoraria mostrar pra todos esses caras te olhando, que você é a minha menina".
Ela franze a testa. "Que caras? Não tem-", eu a interrompo.
"Tem. Enquanto você buscou esse livro aí", eu aponto para o objeto na mão dela, "pelo menos uns quatro homens estavam quase babando em cima de você", eu rosno pra ela, que bufa.
"Você está vendo coisas, Edward. Enfim, vamos embora? Jantamos fora ou em casa mesmo?".
"Tem um lugar ótimo aqui perto. Podemos jantar lá e depois vamos logo pra casa. Eu já dividi você com os outros por muito tempo. Quero a minha menina só pra mim", eu sussurro a última parte.
-E-E-
Saio do banho vestindo apenas um short e vejo Bela já deitada de bruços em minha cama, lendo um livro. Ela está vestindo uma camisa minha – a mesma que eu vi usando no dia em que voltei de viagem. Meu pau se contrai. Ela é linda e vê-la vestindo minhas roupas mexe comigo tanto ou mais do quando ela usa roupas sensuais.
Ela percebe minha presença, se vira e fecha o livro.
"Oh. Não percebi que já havia terminado o banho", ela diz colocando o livro na cômoda. Eu caminho até a beirada da cama.
"Sim". Eu pego a mão dela e a orienta para se ajoelhar na cama, de frente pra mim. Brinco com seu cabelo e cheiro sua nuca. "Hum. Eu adoro quando você usa minhas roupas".
"Eu também. Gosto de sentir seu cheiro em mim. Sua camisa tocando minha pele, me lembrando de quando você me toca", ela me puxa pelos ombros pra cima dela. Caímos deitados na cama. Minha boca busca a dela, faminto pelo seu gosto.
Minhas mãos vão imediatamente para seu corpo, sentindo a pele macia e suas curvas deliciosas. Acariciando a o quadril eu percebo que ela está nua por baixo da camisa. Sem calcinha. Isso me faz gemer em sua boca e eu não posso impedir meus dedos de provocarem sua entrada. Ela deixa minha boca. Rapidamente, eu puxo a camisa pra longe de seu corpo.
"Oh, Edward!", ela remexe o quadril contra minha mão.
"Garota safada! Veio pra minha cama desse jeito", eu digo e coloco um dedo dentro da sua vagina, que já está molhada.
"Por favor. Eu preciso...", ela diz entre gemidos. Ela tenta tirar meu short, mas eu não ajudo. Não quero tirar minhas mãos dela e se ambos estivermos nus, eu não sei se consigo resistir.
"Deixe-me te dar prazer, linda", eu falo e ela desiste de me despir. Eu acrescento outro dedo, deixando a palma pressionar o clitóris. Minha boca vai para os seios dela e eu alterno em sugar os mamilos rosados. Ela está gemendo mais alto e puxando meus cabelos
"Ahhhh, mais Edward. Eu estou-". Eu aumento as carícias e ela vem em meus dedos. Eu continuo beijando e tocando seu corpo, enquanto a respiração dela volta ao normal. Eu beijo os lábios e ela corresponde.
"Hum, Edward. Eu amo quando você toca. Eu amo seus dedos dentro de mim", ela nos vira, deixando-me de costas no colchão e monta em meu colo. Ela mordisca meu ouvido e rebola sobre minha ereção. "Eu mal posso esperar para ter você dentro de mim".
"Porra, Bella". Eu seguro seu rosto e ataco sua boca. Pressiono meu quadril pra cima, em busca de atrito. Eu também quero estar dentro de você. Mais do que tudo nesse momento.
Bella se afasta e retira meu short. Quando suas mãos seguram minha ereção, um choque de prazer atravessa meu corpo. Eu junto minha mão às dela e mostro que quero mais forte.
"Você gosta das minhas mãos em você?", ele pergunta olhando entre meus olhos e nossas mãos unidas.
"Oh, linda", eu ofego. "Eu amo...é tão bom".
Então, ela lambe a ponta do meu pênis antes de envolvê-lo em sua boca.
Tão quente, úmido. É tão bom!
"Bellaaa. Humm".
Eu coloco minhas mãos em seu cabelo e empurro um pouco em sua boca. Ele suga mais difícil e geme.
"Porra, linda. Sua boca vai me fazer gozar rápido".
A sensação é incrível. Mais algum tempo assim e eu não consigo segurar mais tempo. Eu derramo em sua boca.
Depois de recuperar o fôlego eu a puxo para abraçá-la. "Você é incrível, linda. Eu amo você", beijo seu cabelo e testa.
"Eu te amo mais", ela responde, já ficando sonolenta, e nós rimos. Impossível, meu amor.
"Eu não acho que isso seja possível", eu murmuro.
