Capítulo Vinte.
A mudança.

- Deve haver algum engano – disse uma voz grossa vindo de dentro da casa quieta.

Harry tinha mexido a boca várias vezes, mas sem pronunciar uma palavra sequer.

O pai de Harry parou diante da porta ajeitou a gravata diante dos policiais.

- Permita-me apresentar aos senhores, a minha família – disse ele estendendo a mão e apertando a mão dos policiais que tinham expressões cheira-coco.

- Recebemos denúncias anônimas, Senhor Potter – disse o policial mais magro e comendo uma rosquinha.

- Queira acreditar que meu filho é mais inocente do que o próprio Sr. Weasley – disse Tiago olhando para os olhos de cada um – E posso provar o quanto o meu filho tem bom nome na escola que estuda, ótimas notas, eu diria! – e ele mostrou a casa – Uma família de estrutura classe média alta, uma ótima educação, eu diria, fui diretor da Potter's Office.

Harry apertou os olhos na direção do pai, tinha pensado que o pai não sabia de nada sobre suas notas, mesmo assim, não podia negar, ele não tinha ficado para recuperação, e as notas estavam na média.

- Não será preciso, Senhor Potter, confiamos na palavra do senhor! – disse o mais gordo apertando sua mão de volta – Vamos repassar isso ao nosso chefe, conhecemos a Potter's Office! Desculpa o transtorno!

Tiago assentiu com um sorriso.

- Obrigado – e deu algumas palmadinhas – Obrigado mesmo!

Eles assentiram e deram as costas, Harry atirou os dois braços na direção do pai e apertou como nunca. Jamais imaginou que seu pai fosse se arriscar a tanto por ele, jamais soube do verdadeiro sentimento entre pai e filho.

- Obrigado, pai, obrigado mesmo – disse ele ainda abraçado.

- Tudo bem, meu filho... Tudo bem! – ele correspondeu ao abraço bem apertado como se fosse o último.

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- Bom dia! – cumprimentou Narcisa ajeitando o terno contra o reflexo da porta de vidro, em seguida a fechou.

- Bom dia! – todos responderam em coro.

Tiago ajeitou a gravata e murmurou para si mesmo que precisava esquecer dos problemas com Harry, dos problemas em casa e tudo mais, estava em reunião e não podia ficar desligado.

- Então, eu disse a vocês que daria mais uma chance, certo? – eles fizeram que sim em concordância, ela rolou os olhos na direção deles e continuou – E dei o prazo de um mês, se eu não me engano.

A sala ficou em silêncio sepulcral, eles sabiam o que estava por vir.

- O que era antes Potter's Office agora vai mudar para Malfoy's Office!

Todos assentiram, isso já era previsto desde quando ela tinha se tornado diretora, mas para mudar o nome da empresa precisaria levar algum tempo para assinar alguns papéis, convencer aos clientes de que seria o mesmo escritório e tudo mais.

- E claro, obviamente vai sofrer uma oscilação em termos de desempenho.

Alguns respiraram de alivio, pelo menos ela estava ciente disso.

- Mas... Não temos tempo para oscilações! Se continuarmos despencando dessa forma, em um mês vamos estar todos na rua! – ela passou os olhos um por um – Eu disse todos, incluindo a mim! A crise financeira do escritório é pior do que eu imaginava!

Tiago abaixou os olhos pensando com os seus próprios botões.

- Sugestões estão sendo aceitas por todos os lados – ela disse colocando as duas mãos sobre a mesa – Não podemos deixar isso afundar! – ela suspirou – Alguém tem alguma sugestão?

Um homem de cabelos castanhos levantou o braço.

- Diga!

- Podíamos pedir dinheiro emprestado!

- Idéia brilhante! – disse ela ironicamente e espreitou os olhos – Pensou que eu fosse tapada por não pensar nisso, né? Mais alguma sugestão?

Pela resposta educada dela, ninguém mais sugeriu porcaria nenhuma todos ficaram receosos e quietos em seus assentos.

- Ótimo, então vão trabalhar! – disse ela apontando para a porta.

Todos foram saindo enfileirados, Tiago resolveu ficar por último porque tinha uma sugestão em mente, mesmo sabendo que poderia levar um fora. Ele parou depois que todo mundo saiu e murmurou.

- Eu tenho uma sugestão!

Então Narcisa percebeu a sua presença.

- Ora lindo – ela deu um selinho em seus lábios e desceu as mãos pelos braços de Tiago – Diga o que é!

- É... Lílian! Ela fez faculdade de administração!

Narcisa revirou os olhos, incrédula.

- Acha mesmo que ela daria conta de administrar...

- Sim! Se a sua pergunta é aqui, sim, ela daria conta! Ela trabalhou durante algum tempo para mim na Califórnia, e a empresa saiu do buraco! Juro!

Narcisa piscou firme.

- Vou confiar nas suas palavras, Potter!

- Se você falir, Cisa, eu vou junto! – ele deu uma risadinha meio de escanteio.

Narcisa sorriu e deu outro selinho.

- Você é tão lindo...

Ele sorriu, abaixou a cabeça e saiu.

Narcisa respirou fundo pensando seriamente no que faria, desceu as mãos para dentro do celular e buscou na agenda o nome: Lílian. Encarou o celular durante alguns segundos e pensou se seria a coisa certa a fazer...

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Hermione estava segurando sua bolsa com força, olhando as vitrines das lojas naquele quarteirão, estava interessada em um vestido novo, não que fosse o seu forte ficar procurando por vaidade, mas agora que não tinha muito dinheiro, graças ao seu pai, ela sentia ainda mais vontade em comprar as coisas. Quando ela tinha, não queria. Agora que não tem, quer...

Sem contar que precisava se distrair, ainda mais após a briga com Harry, eles não se falaram até aquele momento...

- O que posso ajudá-la? – perguntou uma voz grossa vindo pelas suas costas, sabia que não era o vendedor porque ele teria vindo de dentro da loja.

Ela virou-se na direção do rapaz, jogando os cabelos para as costas e sorriu ao vê-lo.

- Vítor! É você! – ela jogou os braços em sua direção e o abraçou – Que saudades!

- Também, Hermione! – ele passou as mãos pelas costas dela – E o que tem feito? Está sumida...

- Ah! Eu tenho estudado muito – disse ela afastando dele e encarando seus olhos castanhos brilhando – Mesmo nas férias – acrescentou vendo a expressão dele de confusão – E o que faz, agora que se formou?

Ele deu uma risadinha meio de lado.

- Na verdade, tenho andado treinando muito para a Copa de Vôlei que vem chegando, sabe? – ela concordou – Estou tentando entrar para o time do país, mas vai ser muito difícil.

Hermione passou a mão pelo seu braço, sem ter noção de que estava apertando seus músculos, era uma questão de intimidade, ou até mesmo amizade, não de interesse.

- Você tem muito talento,Vítor.Tenho certeza que vai conseguir o que quer.

Krum sorriu meio modesto e sacudiu a cabeça.

- Ah! Obrigado! E você, pretende fazer o que?

- Na verdade, jornalismo! – ela sacudiu os ombros – É o que eu realmente quero!

- Você vai se sair muito bem – garantiu Krum com um sorriso – É a menina mais inteligente que eu conheço.

Hermione corou de leve nas bochechas.

- E... Então, quer comer alguma coisa? – ofereceu ele apontando para uma lanchonete na esquina.

- Não, muito obrigada, mas eu tenho que chegar em casa, minha mãe está me esperando – ela apontou para o relógio – Só passei aqui porque era caminho da casa do meu amigo, Rony!

- Vocês... Vocês terminaram mesmo? – quis saber Krum com uma das sobrancelhas grossas erguidas.

- Ah! – ela corou – Mais ou menos, eu e ele estamos bem próximos porque ele teve um leve incidente, mas... Não sei se vai durar muito! – ela sacudiu os ombros – As coisas têm sido bem estranhas para a gente, bem confusas! Acho que preciso de um tempo.

- É, entendo... Bom, Hermione, deixa eu ir então, porque vou ligar para um amigo meu, acho que vou treinar um pouco antes de almoçar.

Ela sorriu em resposta e deu um beijo em sua bochecha.

- Ah, falando em ligar... Eu não tenho o seu celular – ela mexeu nos bolsos e puxou um V3 pink – Qual é o seu número?

Hermione e Vitor trocaram os números de telefone e se despediram, indo para lados opostos. Vítor no celular, e Hermione vendo as vitrines.

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Ela terminou de passar o lápis nos olhos e virou-se para ver como estava diante do espelho. Ajeitou o piercing no nariz e olhou para os cabelos lisos e escorridos.

- Acho que vou dar uma pintada neles! – ela olhou meio sem graça para as pontas e fez uma cara fechada. Estava falando com ela mesma.

Gina estava usando uma mini-saia preta, com meias que deixavam suas coxas parecendo desenhadas. Usava uma blusinha meio preta também cheia de correntes, seu estilo estava meio diferente do que costumava usar em Nova York. Usava botas de bico fino também negras e brilhantes, diria que estava virando meio "punk", embora estivesse na "cidade da moda", mas também estava levando sacolas de roupas para casa, isto é, quando voltasse.

Ela desceu as escadas do prédio e pegou o celular, pensou em seu irmão, ultimamente tinha feito isso bastante, depois que ele enfrentou um tiroteio em um assalto, ficou com medo de perdê-lo e tinha sonhos terríveis com o próprio durante a noite.

Rony era teimoso e muito briguento, na verdade, mas ela amava o irmão, e estar longe dele era bastante doloroso. A possibilidade de perdê-lo para sempre foi ainda pior.

- Miguel? – perguntou ela vendo o garoto loiro de olhos claros aproximando em sua direção.

- Gina? – o garoto sorriu de uma forma graciosa que sempre a fazia perder as estribeiras.

O rapaz passou a mão pela cintura da ruiva e a beijou de leve nos lábios. Gina estava curtindo o rapaz há poucos dias, eles tinham uma conexão incrível e tantas coisas em comum que ela chegava a se assustar. Não era Harry, mas... Era perto disso!

- Como tem passado? – perguntou ele abraçando-a.

- Bem, na medida do possível, mas não quero falar sobre isso – ela entrelaçou os dedos nos dele – Vamos ao shopping, quero fazer umas comprinhas de última hora!

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- Vai ser um máximo, não vai? – perguntou Cho ajeitando a gravata de Harry – Já imaginou se o Sirius gostar da minha mãe? A gente vai poder fazer uma família tudo junto! – ela riu.

Harry se olhou diante do espelho, estava tudo bem. Eles só iam apresentar Sirius para a mãe de Cho e ver no que ia virar.

- Se cuida! – disse Harry e Sirius saindo pela porta da frente, Cho mandou beijo aos dois.

Ela virou as costas e encontrou Padfoot vindo em sua direção.

- Nem vem! Detesto cachorro! – murmurou para ele – Principalmente fedido que nem você!

- O cheiro talvez não seja do cachorro – disse a voz de Zabini por trás do sofá – E sim da sua boca que fica perto do nariz!

- Eu estava brincando! – disse Cho fazendo carinho no cachorro que rosnou na direção dela – Eu acho ele um fofo, não é Pad?

- Então, beije-o!

- O que?

- Beije-o! – repetiu Zabini inocentemente – Se você gosta tanto assim dele, beije-o!

- Mas ele é um cachorro! – disse ela incrédula.

- Não tem importância, beije-o!

Ela fez cara de quem comeu e não gostou.

- Não vou fazer isso!

Zabini cruzou os braços e a encarou.

- Você precisa admitir que o xingou!

- Tudo bem, tudo bem... Vou tentar beijá-lo, ok?

Primeiro Cho ficou de joelhos, mas não achou que a posição era muito boa, então acabou colocando as duas mãos do braço ficando de quatro, fez um beiçinho de quem adoraria receber um beijo e fechou os olhos indo à direção do cachorro. Mas com a sua pose não muito equilibrada, sua peruca acabou caindo, e ela aproximou de uma vez.

- CAIN! CAIN! CAIN! – chorou o cachorro ao ser beijado pela própria, o bafo devia ser tremendo, juntamente com a feiúra.

- Ótimo! Meus amigos vão adorar ver isso! – disse Zabini com o celular na direção dela.

- Ora, você tirou foto, não? Seu... Seu... – Cho saiu correndo na direção de Zabini para pegar o celular de volta, ela foi tão agressiva que acabou derrubando-o no sofá, ficando por cima dele.

Zabini parou durante alguns instantes, estupefato, encarando a face da garota.

- Ora, apague essa foto agora!

- Você fica tão linda sem peruca! – disse ele girando os olhos para os lábios dela.

- Ah, eu sei, obrigada, mas... A FOTO! – ela tirou o celular das mãos dele, finalmente e conseguiu apagar a foto.

Zabini ficou algum tempo encarando as suas costas, se soubesse que sem peruca ela seria uma Deusa... Teria arriscado toda a sua vida antes para ficar com ela!

- O que? Gostou do produto é? – perguntou ela colocando uma das mãos no quadril – Aqui só entra um por vez, de vez em quando dois ou sete, mas não vem não!

Ele piscou algumas vezes e sacudiu a cabeça para se livrar dos pensamentos.

- Vamos ver um filme – e pegou um dos dvds que tinha na prateleira – Quer?

- Quero! – ela saltou no sofá e puxou o cobertor já que estava fazendo frio.

- Ei, mas o cobertor é meu! Na verdade é do Padfoot para fazer suas necessidades, mas...

- Eca! – ela jogou o cobertor na cara dele.

- Ainda bem que eu não estava com a boca aberta! – disse ironicamente puxando o cobertor na ponta dos dedos e indo jogar fora. Encontrou Padfoot estraçalhando a peruca de Cho. Mas não fez nada para impedir, ela ficava melhor sem.

E quando voltou, Cho estava dormindo no sofá, como um anjo.

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Lílian colocou algumas sacolas na parte de trás do carro, carregadas de maçãs, olhou para o estacionamento do shopping antes de abrir a porta e viu um carro vermelho parado ao lado, nele estava um homem loiro, de barba rala e ao lado, para o seu espanto, Tonks.

"Ela tem outro?" Foi o primeiro pensamento de Lílian, mas ela julgou-se maliciosa por isso, não precisava necessariamente ser um amante, podia ser um amigo.

"Você não tem amigos homens?" – perguntou-se uma voz no fundo de sua cabeça.

"Claro! Sirius... Lupin... Lupin!" Lílian parou com as duas mãos segurando o volante com firmeza, as suas idéias não colaboravam para o esquecimento desse rapaz em sua jovem vida.

E a imagem de um homem loiro com cabelos meio grisalhos, com um sorriso perfeito com todos os dentes, duas costeletas compridas que deixavam suas orelhas parecerem menores. Olhos pintados no mesmo tom de chocolates, ou ela gostava demais de chocolate, ou demais dos olhos dele... E seu nariz pontiagudo que ela vinha desejando roçar o seu há meses. E sua boca... Ah! A boca de Lupin fazia Lílian bambear as pernas mesmo estando sentada. Sem contar os outros gêneros, era um homem educado, amigável... Lílian se derretia ao pensar nele.

"Não posso estar pensando assim de outro cara que não é o meu marido!" Pensou ela sacudindo a cabeça para se livrar dos pensamentos "Não posso e não devo!".

Ela encostou a testa no volante e deixou um suspiro escapar do nariz.

- Eu preciso o mais rápido possível me afastar dele – ela passou os dedos por um crucifixo preso no espelho do carro e continuou a dizer – Preciso salvar o meu casamento! – ela apertou o crucifixo com mais força, mas a imagem de Lupin sumindo de sua vida fez com que ela se sentisse sufocada, sozinha demais – Ah! Seja o que o senhor quiser! – ela deixou escapar outro suspiro – O que tiver de ser será... – e ela deu partida no carro.

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Ela depositou algumas compras em cima da cama do garoto e ele sorriu.

- Obrigado mesmo, você tem sido excelente comigo! – agradeceu Rony e passou suas mãos pelas delas, acariciando-as.

- Licença! – disse a dona das mãos puxando-as para o corpo e ficando de pé – É que... Sabe, Rony, a gente andou confundindo as coisas, ultimamente.

Ele ficou de pé em um salto, mas ela deu as costas para ele, não tinha coragem de dizer cara a cara.

- Muitas coisas andaram acontecendo... – ela disse colocando o cabelo atrás da orelha – E eu ando meio confusa por isso!

- Achei que estivesse a fim de voltar comigo! – disse ele,mesmo ela estando de costas.

Ela cruzou os braços e mordiscou a unha de leve, pensando se devia se abrir sobre o que tinha acontecido com Harry nessas férias, mas achou melhor não fazer.

- Eu gosto de você, Rony! – ela virou-se na direção dele e disse isso olho a olho, ele corou de leve – Mas estou muito confusa com os meus sentimentos ultimamente!

Ele parou em frente a ela, mordendo o lábio, estava bem vermelho nas bochechas.

- Não, tudo bem, Hermione, eu entendo... O que houve no passado deve ser apagado, eu só queria uma nova chance, e...

- Eu estava te ajudando a recuperar – ela disse seriamente – Mas não será mais necessário! E... – ela girou os olhos para o teto – Eu realmente ando confusa sobre algumas coisas, então, seria melhor dar um tempo, tudo bem?

A coisa mais fofa que Rony fez na vida, uma cara-de-cachorro-sem-dono e concordou com a mesma expressão. E seus olhos brilharam em lágrimas, Hermione queria ir embora o mais rápido possível antes que ele chorasse.

- Tudo bem, mas saiba que nada do que eu sinto por você vai mudar nesse tempo, okay?

Ela concordou e quando foi beijar Rony na bochecha, ele virou para beijá-la também, e numa fração de segundos seus lábios se encontraram em um selinho, mesmo que não valesse nada sentimentalmente, Rony queria ter passado o restante de sua vida assim com a garota, mas ela desfez o ato.

- Desculpe! – ela corou até as raízes do cabelo. E Rony fechou os olhos deixando uma lágrima rolar pela face.

- Está sendo difícil superar isso... – ele murmurou.

Hermione apertou os olhos na escuridão com um sentimento agudo no peito, mas não ia agir por impulso, precisava repensar sobre a sua vida.

- Tudo vai acabar bem, Rony – ela acenou – Te vejo na escola! – e fechou a porta ao sair.

Rony caiu sentado na cama, perguntando o que tinha feito em sua vida para merecer toda aquela maldição, ele passou as duas mãos no rosto e deixou-se chorar. Nunca tinha chorado por garota nenhuma em toda sua vida. Hermione era a primeira.

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Narcisa não vivia sem espelho.Desde que tinha começado a trabalhar na Potter's Office, queria sempre estar bem com Tiago. Ela repassou o brilho labial e olhou para a mansão dos Potters em sua frente, era um sobrado com sacada em todos os quartos, uma sacada que fazia meia lua, cheia de pilares e detalhes minuciosos que deixavam a casa cada vez mais perfeita.

Narcisa passou pelo jardim de flores da mulher, admirando cada flor que tinha, era muito bem cuidado, parou diante da campainha admirando os detalhes da porta, pensando se algum dia aquilo seria dela.

- Narcisa, é você? – perguntou Lílian ao abrir a porta – Que felicidade!

As duas se abraçaram com força.

- Quer entrar?

- Ah! Não obrigada, tenho que ser direta porque tenho muitas coisas a fazer no escritório... – "sexo com seu marido", por exemplo.

- E o que me trás essa visita tão inesperada?

Narcisa coçou a cabeça e encarou Lílian frente a frente.

- Sabe, estávamos pensando sobre, e... Seria legal se você pudesse assumir o cargo de diretora na Potter's Office... Um acordo, eu diria, uma coalizão!

Os olhos de Lílian brilharam.

- Diretora? Mas... Nem... Nem o Tiago é diretor.

- Exato! Esse é o ponto, precisamos de alguém que administre a empresa, e você seria a pessoal ideal, mas infelizmente teria que abandonar as aulas de redação em Hogwarts!

Lílian deu um suspiro. Abandonar Hogwarts, significaria abandonar Lupin. E, era impossível continuar sem ele...

- Então, é pegar ou largar!

Nota do Autor: Guys, forgive-me! Mas... Não vou responder aos comentários e nem postar Making Off porque o dia está hiper, mega, ultra, super, blaster, master corrido... Eu ainda não escrevi o último capítulo (que será postado SEGUNDA FEIRA QUE VEM, último dia do ano), enfim, to escrevendo, e to viajando para Ubatuba... Beijos, beijos. Desculpem-me, please! Espero que tenham gostado dos capítulos. Qualquer coisa importante é só me mandar uma MP, ou mandar msg para o meu celular (porque serviço da CLARO é de graça). Kiss.

Não vai ter spoiler dos próximo capítulo porque é o último... So... AGUARDEM PARA AS NOVIDADES BOMBÁSTICAS! Beijos

FELIZ ANO NOVO. ÓTIMO 2008 PARA TODOS!