Rua da Fiação

Dezembro de 1996

Harry chegou na Rua da Fiação antes das oito da noite. Os três jantaram e conversaram muito.

Após a janta, eles tomavam um chá na sala. Harry olhava pra Eileen, estranhamente.

- O que houve, Harry? – perguntou Eileen, já imaginando a resposta.

- Não consigo acreditar que a senhora é a mãe do Prof. Snape...

Eileen e a neta riram.

- Pois eu sou. Severus se parece fisicamente muito mais com o pai dele do que comigo, mas ele é meu filho, sim. E ele foi criado nesta casa, ta certo que na época isso aqui não era nem a metade do que é hoje... – e uma sombra passou nos olhos de Eileen, mas logo ela voltou a sorrir e continuou: - Severus comprou uns terrenos vizinhos e me fez um jardim e Florence reformou toda a casa pra mim. – ela bocejou. – Bem, queridos, eu vou me deitar. Boa noite. Juízo, sim?

Eles sorriram e observaram, em silêncio, Eileen subir as escadas e fechar a porta do quarto.

- Eu disse que esse não era mais um plano ruim. - disse Liz. – Vamos subir, também?

- Vamos. Mas onde eu vou dormir?

- No mesmo quarto que eu oras. Onde mais?

Ele olhou pra namorada e eles subiram as escadas. Entraram no antigo quarto de Snape e Liz fechou a porta.

- Este é mais um plano ruim...

- Por que diz isso? – perguntou ela, retirando o vestido e pondo uma camisola, na presença do namorado.

- Acha que eu simplesmente vou conseguir... fazer você-sabe-o-quê aqui?

Ela o olhou como que não entendendo o problema.

- Este era o quarto do seu pai! Como acha que eu vou conseguir sequer dormir aqui? – continuou ele, olhando para os lados.

- Pare de bobagem, Harry! – ela deitou na cama.

- E se ele de alguma forma puder... ver, e se ele tiver colocado algum feitiço aqui e...?

Liz gargalhou.

- O quê? Acha que meu pai está espionando a gente? Acha que ele vai aparecer aqui e...

- Me matar. – completou ele. - Sim, eu acho.

- Você está ficando paranóico, sabia? Vem deitar comigo.

- Não.

Ela revirou os olhos, irritada com a infantilidade do namorado.

- Então, durma no chão!

E foi o que Harry fez.

Na segunda noite deles juntos na Rua da Fiação não foi diferente. Mas Harry aceitou deitar na cama, devido a enorme dor nas costas que ficara por ter dormido no chão.

Mas Liz não o deixou descansar. Ela permitiu que o poder veela fluísse completamente na direção do namorado, o que fez ele se virar e agarrá-la, tocando-a até o máximo do limite que a curta camisola dela permitia.


Jantar de Natal

Como combinado, Harry saiu de tarde da Rua da Fiação para a Toca e voltaria as 3 horas da madrugada.

Eileen e Elizabeth estavam prontas. Snape viria buscá-las, já que a mansão era protegida por muitos feitiços.

- Espere, antes que seu pai chegue eu quero lhe dar o seu presente de natal. – disse Eileen, pegando um pacote sob a árvore e entregando-o à neta.

- Vou deixar para abrir lá em casa...

- Não! Você não vai querer que seu pai veja isso... – riu Eileen.

E Liz abriu o pacote, corando ao ver o que era: um robe e uma camisola de seda negra.

- Mas isso é... lindo, vó!

- É pra você usar com seu namorado.

E Liz correu deixar o presente no quarto. Quando retornou ao andar inferior, Snape já estava ali. Ela abraçou o pai e os três foram, via Flú para a mansão.

Mansão Snape

O jantar fora magnífico como sempre. E a casa estava lindamente decorada. James e Nicholas incomodaram o pai a noite toda. Liz se cuidou para não dar bandeira e a mãe descobrir que Harry havia dormido com ela, apesar de nada ter acontecido. Chris passou a noite na volta da avó e brincou com Sophie, que como sempre não se afastava do pai por mais de alguns minutos.

Por duas vezes, Florence tentou invadir os pensamentos da filha, e na primeira vez, a filha estava distraída e nem percebeu a invasão, permitindo que Florence visse que Harry estivera com ela nos últimos dois dias. Na segunda vez que a mãe invadiu seus pensamentos ela percebeu e a repeliu, assustada.

- Liz, pode vir comigo? Quero te mostrar uns vestidos que comprei pra você essa semana. – convidou Florence.

- Não, mãe, eu... – ela gelou.

"Merda, será estranho se eu não for, eu amo roupas." – pensou Liz.

- Claro. Vamos. – concordou ela, afinal.

E Liz acompanhou a mãe até o quarto dela. Realmente haviam vestidos novos sobre a cama, mas Liz sabia o motivo da conversa.

- Por que me repeliu? – inquiriu Florence.

- Por que você queria ver meus pensamentos? – rebateu Liz.

- Você pode ser filha de um mestre em joguinhos de palavras, Elizabeth, mas eu vivo com ele há quase 20 anos. Responda.

- Você ameaçou contar ao papai e...

- Eu sei que Harry esteve lá. Eu vi seus pensamentos. E eu não vou contar nada ao seu pai. – Florence caminhou até o criado-mudo ao lado da cama da filha e de lá pegou um vidrinho. – Isto é uma poção contraceptiva que eu fiz esta semana. Eu já imaginava que você precisaria...

- Você... fez pra mim?

- Pra nós, na verdade. – Florence sorriu. – Ou você quer mais irmãos?

- O papai quer. – disse Liz.

- Eu sei, por isso que eu mesma faço esta poção. Da última vez que seu pai disse que ia preparar ela pra mim, o resultado foi Sophie.

Liz riu.

- Quero que você tome ela. Esta tem duração de um mês, portanto, uma vez por mês você deve repetir. – continuou Florence.

Liz pegou o vidrinho e tomou. Não tinha gosto de nada.

Florence abraçou a filha.

- Tenha juízo, por favor. – pediu à filha.

Liz sorriu e ficou um tempo abraçada com a mãe. Depois os vestidos receberam a devida atenção das duas.


Antes das três horas da madrugada, Liz e Eileen voltaram para a Rua da Fiação.

Liz trocou de roupa para esperar o namorado.

Quando Harry chegou, Liz esperava por ele sentada na poltrona em frente à lareira, vestida num robe negro que combinava perfeitamente com os cabelos dela, tomando um chá. Ela sorriu ao vê-lo.

- Feliz natal. – disse ele, aproximando-se dela, beijando-a, lenta e profundamente.

Ela não lhe disse nada, apenas sorriu.

Harry sentiu seu corpo se aquecendo e soube: era o sangue veela lhe entorpecendo, munido com o poder do encantamento. Ele sabia o que Elizabeth queria e sabia que não conseguiria impedir-se de fazer tudo o que ela quisesse.

- Lizzie...

- Shh. – ela o calou, colando os lábios levemente sobre os dele. – Vem comigo.

E Harry a seguiu, sem poder disser não. Queria tê-la, queria senti-la em seus braços.

Entraram no quarto em que Liz estava hospedada.

E ele sentiu como se o quarto fosse se aquecendo, mas sem ficar sufocante, um calor que tomava seu corpo. Ele sabia que não era da lareira que vinha esse calor.

Elizabeth fechou a porta, murmurou um "Abaffiato" e se virou para o namorado, caminhando até ele.

Harry envolveu sua cintura logo que ficaram suficientemente próximos e a beijou, sentindo o corpo dela amolecer em seus braços, tremer de desejo. Algo primitivo despertou dentro dele, o cheiro dela lhe parecia desejável demais, sentiu seu membro endurecer apenas por beijá-la. Precisava sentir a pele dela, precisava vê-la sucumbir aos seus toques.

Harry parou o beijo, mergulhando naqueles olhos verdes.

- Eu amo você, Lizzie.

Ela sorriu, respondendo:

- Eu amo você, Harry... me faça sua. – e ela desceu o robe que usava e expôs a bela camisola igualmente negra que usava por baixo.

Ele a tomou nos braços, levando-a até a cama, deitando sobre ela, mas Liz inverteu as posições, rapidamente, retirando a camisa que ele usava, arranhando o peito e os braços dele.

Harry a sentiu sentar sobre seu membro e levou ambas as mãos aos quadris dela, ajudando-a a esfregar-se ritmadamente sobre ele. Ele a observou erguer a camisola lentamente e ele fitou o corpo semi nu sobre si.

- Não fique me olhando assim... – murmurou ela, corando.

- Não sinta vergonha... – disse ele, a voz pesada de desejo. – Você é linda.

Ela se inclinou e o beijou, levando as mãos às calças dele, para que ele as retirasse, o que ele fez rapidamente.

Harry inverteu as posições, se colocando entre as pernas dela, explorando o corpo que lhe fora oferecido, com mãos e língua. O leves gemidos dela lhe atiçavam mais. Ele chegou próximo à virilha e os gemidos aumentaram.

- Harry... – arfou ela.

E ele a beijou os lábios, descendo para o meio dos seios e soltando o sutiã dela nas costas.

No momento em que ele levou um dos seios à boca, ela gemeu alto. E ele sentiu novamente e mais forte aquele desejo primitivo de tê-la, possuí-la. Ambos ouviam seus corações batendo tão alto em seus ouvidos que parecia que há quilômetros dali as pessoas os poderiam ouvir.

- Liz... eu não posso mais prolongar isso... – ele arfava.

- Nem eu... – gemeu ela.

- Mais um gemido seu e eu... – ela o calou com um beijo, envolvendo-o com as pernas.

Harry retirou a calcinha dela e a própria cueca e voltou a se deitar sobre a namorada.

- Se eu te machucar... – arfou ele.

- Você não vai me machucar, Harry. – disse ela.

E ele a penetrou, lentamente. Sentiu uma barreira e viu o rosto da namorada se contrair.

- Eu...?

- Não, não pare... é normal que doa um pouco…

- Mas eu não quero fazê-la sentir dor, Lizzie...

- Cala a boca, Harry. Vem... – ela gemia agora, tendo passado a dor só havia prazer em sentir o namorado dentro de si.

E ele se pôs completamente dentro dela, sentindo imediatamente o poder veela e o encantamento aumentarem sua necessidade de se movimentar, de arrancar mais gemidos dela, de vê-la tremer sob si. E ele iniciou movimentos lentos, sentindo-a fechar mais as pernas em sua cintura, empurrando-o mais para dentro.

Logo os movimentos ficaram mais rápidos. Liz gemia alto e pedia a ele que fosse mais e mais rápido. Ele a obedeceu e sentiu ela se fechar sobre seu membro, apertando-o, atingindo o clímax, gemendo seu nome. E ele não pode mais controlar seus movimentos, tornando-os mais fundos e violentos, logo despejando-se dentro dela.

Ambos tremiam e Liz tinha os olhos fechados e um sorriso nos lábios avermelhados.

Harry deitou ao lado dela, puxando-a para os braços.

- Eu te machuquei? – perguntou ele.

- Não... isso foi incrível… muito mais do que eu imaginava que seria. – ela murmurou, deitando em seu peito.

- Eu amo você, Lizzie.

- Eu amo você, Harry...

E eles adormeceram.


Bom, eu preciso dizer que foi a Florence que fez a NC? Não? Ótimo, odeio ficar repetindo, sabem...

Florence: Obrigada pelas ajudas, NOVAMENTE, e pare de contar que tenho capts prontos! Eu não contava quando vc tinha o final de SOAS aí, e não queria att. Sonserina.

Mily Farias: Estou tão feliz que tenha gostado *-* Espero que o capt esteja bom, continue com a gente... já que isso tbm é da Flor né. Beijos!

Realmente espero que gostem...

Beijos e COMENTEM!